Sindicato Nacional da Indústria de
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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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IPC-Fipe desacelera a 1,18% na segunda quadrissemana de fevereiro

SÃO PAULO  –  A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) cedeu a 1,18% na segunda quadrissemana de fevereiro, em comparação à taxa de 1,34% na primeira. A desaceleração ocorre com o fim parcial do impacto do reajuste das mensalidades escolares, do transporte público e da alta dos alimentos em janeiro.

A inflação do grupo alimentação recuou de 2,03% para 1,40% no período, enquanto a dos transportes cedeu de 2,87% para 2,46%. O grupo educação saiu de alta de 6,39% para 4,87%.

Os quatro demais grupos registraram variações maiores de preços. Habitação subiu de 0,64% para 0,69%, despesas pessoais avançou de 0,02% para 0,37%, saúde, de 0,60% para 0,88% e vestuário, de queda de 0,32% para alta de 0,02%.

O IPC-Fipe apura a inflação para famílias que ganham até dez salários mensais na cidade de São Paulo.

Valor Econômico – 17/02/2016

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Volume de serviços prestados no país cai 3,6% em 2015

RIO  –  O volume de serviços prestados no país teve queda de 5% em dezembro, na comparação com igual período do ano anterior, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o pior resultado para o mês desde 2012, início da série histórica do levantamento. No ano de 2015, os serviços acumularam queda de 3,6%, também recorde negativo.

Já a receita nominal do setor subiu 0,3% em dezembro, acumulando alta de 1,3% no ano de 2015.

O segmento de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, que caiu 6,9% no mês, foi o principal impacto negativo no resultado do setor em dezembro, contribuindo com 2,1 pontos percentuais para a taxa de 5%. No ano, esse grupo de atividades também teve o principal resultado negativo, acumulando recuo de 6,1% em 2015.

Mês/Igual Mês do Ano Anterior (%) Acumulado (%)
ATIVIDADES OUT NOV DEZ NO ANO 12 MESES
Brasil -5,8 -6,4 -5,0 -3,6 -3,6
1 – Serviços prestados às famílias -4,8 -6,6 -7,0 -5,3 -5,3
1.1 – Serviços de alojamento e alimentação -5,1 -7,2 -5,6 -5,5 -5,5
1.2 – Outros serviços prestados às famílias -2,7 -2,5 -14,9 -4,0 -4,0
2 – Serviços de informação e comunicação -3,2 -4,3 -0,4 0,0 0,0
2.1 – Serviços TIC -3,5 -4,2 -0,3 0,6 0,6
2.11 – Telecomunicações -4,0 -4,6 -3,2 -0,4 -0,4
2.12 – Serviços de tecnologia da informação -1,7 -2,9 8,2 4,5 4,5
2.2- Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias -1,5 -4,6 -1,1 -3,8 -3,8
3 – Serviços profissionais, administrativos e complementares -7,3 -6,7 -8,8 -4,3 -4,3
3.1 – Serviços técnico-profissionais -9,3 -7,2 -12,5 -9,7 -9,7
3.2 – Serviços administrativos e complementares -6,6 -6,5 -7,3 -2,4 -2,4
4 – Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio -6,7 -8,5 -6,9 -6,1 -6,1
4.1 – Transporte terrestre -12,5 -14,3 -11,5 -10,4 -10,4
4.2 – Transporte aquaviário 17,3 15,6 6,2 17,6 17,6
4.3 – Transporte aéreo 14,1 11,3 16,3 4,3 4,3
4.4 – Armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio -3,7 -6,2 -5,2 -4,0 -4,0
5 – Outros serviços -13,8 -7,7 -10,0 -9,0 -9,0
Atividades turísticas 0,2 -1,9 -1,4 -2,1 -2,1

O setor de serviços teve uma piora acentuada no segundo semestre do ano passado, acompanhando a gradual deterioração da economia, de acordo com o IBGE.

Desde 2014, a atividade do setor vem se deteriorando. A expansão de 5% no primeiro trimestre daquele ano baixou a 1,2% no fechamento do período. Em 2015, os serviços já iniciaram no vermelho, uma retração que se aprofundou seguidamente: queda de 1,5% no primeiro trimestre, de 2,7% no segundo, de 4,2% no terceiro e, por fim, recuo de 5,7% no volume de serviços prestados no país na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Desta forma, a queda do setor no primeiro semestre de 2015 foi de 2,1% e mais que dobrou, para 4,9% nos seis meses seguintes.

Valor Econômico – 17/06/2016

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Inflação pelo IGP-10 em fevereiro tem maior alta para o mês em 13 anos

SÃO PAULO  –  A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) disparou de 0,69% em janeiro para 1,55% em fevereiro, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). É a maior taxa para o mês desde 2003, quando o indicador subiu 2,42%. No mesmo período do ano passado, o IGP-10 subiu 0,43%.

Com isso, o índice acumula alta de 2,24% no ano e de 12,05% em 12 meses. O IGP-10 foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 de janeiro e 10 de fevereiro.

No atacado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,69%, após alta de 0,63% em fevereiro. O IPA de bens agropecuários avançou de 1,97% para 2,72% e, o dos industriais, de 0,10% para 1,27%. Colaboraram para a alta no atacado itens como milho, cana de açúcar, bovinos, fumo e mandioca.

No corte por estágio de produção do IPA, os bens finais subiram 1,83% em fevereiro, de 1,27%, em janeiro. Os bens intermediários subiram 1,34%, de 0,21%, e as matérias-primas brutas avançaram 1,96%, de 0,36%.

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou a 1,64% em fevereiro, de 1,05% em janeiro, com todas as oito classes de despesas que fazem parte do índice ficando mais caras. O destaque foi transportes (0,77% para 2,26%), que subiu por causa da tarifa de ônibus urbano (1,33% para 6,69%).

Nos outros sete grupos, as taxas de variação tiveram o seguinte comportamento: educação, leitura e recreação (1,98% para 3,60%), habitação (0,53% para 1,05%), alimentação (1,99% para 2,06%), comunicação (0,32% para 0,65%), despesas diversas (0,81% para 1,55%), saúde e cuidados pessoais (0,58% para 0,72%) e vestuário (0,41% para 0,43%).

Neles, destacaram-se os itens, respectivamente: cursos formais (3,24% para 6,51%), empregada doméstica mensalista (0,61% para 2,59%), hortaliças e legumes (12,12% para 15,19%), mensalidade para TV por assinatura (0,86% para 2,04%), cigarros (0,74% para 2,36%), medicamentos em geral (0,09% para 0,37%) e roupas femininas (0,14% para 0,36%).

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em fevereiro, taxa de 0,37%, ante 0,22% no mês anterior. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços subiu 0,47%, de 0,39%. O índice que representa o custo da mão de obra aumentou 0,28%, de 0,06%.

Valor Econômico – 17/02/2016

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Varejo tem pior ano desde 2001 e deve seguir em queda

Afetado pela antecipação de compras provocada pela Black Friday, mas também pela conjuntura desfavorável para o consumo, o comércio varejista terminou 2015 em retração mais acentuada do que a média observada no ano, e as perspectivas para 2016 são igualmente desanimadoras. Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada ontem pelo IBGE, o volume de vendas do varejo restrito (não inclui automóveis e material de construção) caiu 2,7% entre novembro e dezembro, feitos os ajustes sazonais, e 7,1% sobre dezembro de 2014.

Ambos os resultados são os mais fracos desde 2001, início da série histórica da pesquisa, assim como a redução acumulada de 4,3% das vendas restritas em 2015. No varejo ampliado – que considera, além dos oito segmentos pesquisados no restrito, os de veículos e material de construção, e, por isso, é mais afetado pelo ciclo recessivo – o tombo de 8,6% no ano também foi o maior da série, que começou em 2005. Na passagem mensal, o volume de vendas nesse conceito diminuiu 0,9%.

Para economistas, os efeitos mais fortes da crise sobre o mercado de trabalho serão o principal fator que deve manter as vendas em declínio nos próximos meses, ainda que em ritmo mais brando do que o observado em dezembro. Mesmo a descompressão da inflação, que poderia ser um alento ao orçamento das famílias, não é considerada grande ponto de alívio, dado que os reajustes salariais tendem a perder ainda mais fôlego.

Segundo Thiago Curado, economista da 4E Consultoria, o ajuste do sazonal do IBGE não “limpa” totalmente o impacto dos descontos da Black Friday, um evento relativamente recente, sobre o varejo, o que explica o salto de 1,6% das vendas restritas em novembro e a retração mais expressiva observada no mês seguinte. Isso não significa, no entanto, que o setor deve voltar a mostrar resultados positivos nos próximos meses, diz.

Para Curado, o primeiro semestre de 2016, principalmente os primeiros três meses do ano, serão marcados pelos efeitos maiores da deterioração da atividade sobre o desemprego e a renda dos trabalhadores, o que deve manter as vendas em contração. “É uma segunda etapa da crise. O que observamos em 2015 foi um primeiro reflexo”, diz o economista, referindo-se ao impacto das políticas fiscal e monetária mais contracionistas. Ele ainda acrescenta o aperto adicional na taxa de juros real como outro fator negativo para o consumo.

A Rosenberg Associados calcula que o carrego estatístico deixado por 2015 para as vendas restritas já contrata redução de 3,3% em 2016. Como a consultoria avalia que haverá retração adicional do comércio, estima queda maior no período, de 4,5%. “O crédito escasso e caro, além do mercado de trabalho cada vez mais encolhido, bem como a inflação bastante elevada, continuarão contribuindo para um desempenho sofrível do comércio nos próximos meses”, avalia a equipe econômica.

Um dos potenciais gatilhos para uma melhora da atividade do comércio seria um alívio da inflação, diz a Rosenberg, o que elevaria a renda real disponível e abriria espaço para uma política monetária mais frouxa. “Ainda não há sinais desta esperada desaceleração: pelo contrário, o deflator da PMC encontra-se no maior patamar desde o início de 2004, em parte refletindo a intensa depreciação cambial ocorrida no segundo semestre do ano passado.”

Embora espere mais um ano difícil para o comércio, com contração de 3,4% nas vendas restritas e de 6,2% nas vendas ampliadas, Mariana Orsini, da GO Associados, afirma que ramos de atividade mais relacionados a bens de primeira necessidade terão comportamento um pouco melhor em 2016, em função da menor pressão inflacionária e, também, por serem itens essenciais.

Como exemplo, Mariana menciona o setor de supermercados, que recuou 2,5% em 2015 e, neste ano, deve voltar a crescer, e o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que já teve desempenho positivo no ano passado. “Já os bens duráveis devem continuar sofrendo, com o aumento da restrição de crédito, queda de confiança do consumidor e piora do mercado de trabalho.”

Em 2015, veículos e móveis e eletrodomésticos foram os setores com recuo mais significativo em suas vendas, de 17,8% e 14%, respectivamente. O tombo médio anual de 8,6% do comércio ampliado foi espalhado por 9 dos 10 segmentos pesquisados. Para Isabella Nunes, gerente da coordenação de serviços e comércio do órgão, os dados mostraram que “o consumidor está se ajustando a uma evidente restrição orçamentária, com impacto direto no consumo, para evitar entrar no endividamento.”

Curado, da 4E, diz que a queda do segmento de veículos será um pouco menor em 2016, motivo pelo qual projeta redução de 6,3% das vendas ampliadas no ano. Esse desempenho menos negativo embute, porém, perspectiva de piora para setores mais dependentes da renda, destaca o economista, mesmo com a expectativa de que a inflação ceda mais de três pontos percentuais em relação a 2015.

Apesar da alta de 7,4% estimada para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, ante 10,7% no ano passado, a retração dos rendimentos deve se acentuar em 2016, diz Curado. “Os reajustes nominais dos salários vão começar a não acompanhar mais a inflação. Com muitas pessoas perdendo emprego, mais trabalhadores vão aceitar perdas reais para manter seus cargos.”

Economia pode retomar crescimento a partir de 2017, prevê Itaú Unibanco

Os últimos indicadores de confiança da indústria e de estoques indicam que a economia brasileira pode voltar a crescer em 2017, avaliam economistas do Itaú Unibanco.

A instituição estima expansão de 0,3% para o Produto Interno Bruto do País (PIB) no próximo ano, após uma queda de 4% no indicador prevista para 2016. A recuperação da economia deve vir já a partir do primeiro trimestre de 2017, período em que o PIB registrará crescimento de 0,1% ante o último trimestre de 2016, segundo as projeções do Itaú Unibanco divulgadas ontem a jornalistas.

A melhora da confiança do setor industrial é um dos fatores contemplados no cenário de recuperação. Para exemplificar, a instituição citou o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da FGV que mostrou avanço 2,6 pontos entre dezembro e janeiro, ao passar de 75,4 para 78,0 pontos.

O economista do Itaú Felipe Salles observou ainda que a queda do nível dos estoques, registrada nos últimos meses, fez com que a produção da indústria se adequasse à demanda. “A produção já está até um pouco menor do que a demanda. Se tudo continuar do jeito que está hoje, esses estoques vão continuar caindo e, daqui a alguns meses, a indústria vai ter que começar a produzir um pouco mais para se adequar novamente à demanda”, analisou o economista.

Salles ressaltou que apesar desses sinais de retomada econômica serem ainda “incipientes”, eles mostram “alguma melhora” em relação aos indicadores de três meses atrás.

O economista-chefe do Itaú, Ilan Goldfajn, completou afirmando que os indicativos de retomada do crescimento do PIB são preliminares e que ainda há muitas incertezas econômicas diante da crise fiscal e política do atual governo.

‘Sensação térmica’

Em 2016, a queda do PIB deve chegar a 4%, porém com “sensação térmica” de 5%, disse Goldfajn. Isso porque, no cálculo do indicador econômico, o setor externo deve ter contribuição positiva de 1%. “O mercado doméstico tem uma queda maior de PIB do que esses 4%, a absorção doméstica está caindo mais”, esclareceu.

O economista-chefe do Itaú explicou ainda que a maior parte da retração do PIB de 2016 (-2,6%) será resultado de uma herança dos indicadores recessivos do ano passado, além de uma queda de 1,0% no PIB do primeiro trimestre de 2016, refletindo a retração da produção industrial e das vendas do varejo. Esse será o maior recuo trimestral do PIB em 2016. Depois esse período, o Itaú estima uma queda adicional de mais 0,5% no PIB no decorrer deste ano.

Goldfajn avaliou que, a partir do segundo semestre, a economia brasileira tende a se estabilizar, pois todos os ajustes decorrentes da recessão já terão sido realizados.

“Eu não acho que terá uma grande novidade. Recessão tem a ver não só com fluxo, mas também com o nível. […] O que vai acontecer é que o PIB vai cansar de cair”, comentou o economista-chefe.

De acordo com projeções da instituição, o PIB, em nível, já caiu 7,5% desde março de 2014 e deve cair mais 2% este ano.

Juros

Ainda segundo projeções do Itaú, a combinação entre demanda fraca e câmbio estável deve contribuir para uma queda da inflação e, consequentemente, para uma redução da taxa básica de juros (Selic) a 12,75% já no final de 2016. O Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) deve recuar para 7% em 2016 e para 5% em 2017. “O déficit em conta corrente deve chegar a zero até 2017. Isso ajuda a estabilizar o câmbio”, afirmou Goldfajn.

DCI – 17/02/2016

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Meta flexível para contas do governo permitirá déficit de 1% do PIB este ano

A equipe econômica estuda flexibilizar a meta para as contas do governo federal deste ano para permitir um déficit primário (sem levar em conta os gastos com juros) de até 1% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 61 bilhões. Isso pode ocorrer caso o governo não consiga arrecadar tudo o que espera com receitas extraordinárias, como a volta da CPMF.

A meta atual de economia é de um superávit de 0,38% do PIB para o governo federal e 0,5% para todo o setor público, incluindo Estados e municípios. Mas, como está cada vez mais difícil alcançar o resultado, o governo quer criar um sistema de bandas, como existe na inflação, que permita reduzir o objetivo a ser alcançado.

A Junta Orçamentária – composta pelos ministros da Fazenda (Nelson Barbosa), da Casa Civil (Jaques Wagner) e do Planejamento (Valdir Simão) – ainda não definiu os valores das bandas. A expectativa é de que o governo necessitará de uma margem para acomodar um déficit superior a 0,5% do PIB, podendo chegar a 1% do PIB.

A proposta de mudança da meta de 2016 com uma banda de flutuação é o primeiro passo para a reforma fiscal que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, está preparando.

O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apurou que a banda de flutuação será feita em função de receitas extraordinárias e ainda incertas previstas para este ano, como a repatriação de receitas não declaradas no exterior (R$ 21 bilhões), venda de ativos do governo (R$ 30 bilhões) e a volta da CPMF (R$ 10 bilhões).

Caso essas receitas não se concretizem, parte poderá ser abatida da meta fiscal. Também está sendo avaliada a possibilidade de abater parte de receitas de impostos e contribuições federais que o governo não conseguir arrecadar.

Uma fonte da área econômica informou que a proposta indicará uma perda potencial de receita. “O espaço não quer dizer que iríamos para o piso. Essas receitas são possíveis e vamos atrás delas”, afirmou a fonte.

A discussão ainda está no início. Os números serão levados para avaliação da presidente Dilma Rousseff. O governo quer introduzir a banda de flutuação já em 2016 para evitar o desgaste de ter que, ao final do ano, enviar um projeto de lei alterando a meta vigente, como ocorreu nos anos anteriores.

Limite para gastos. Paralelamente, o governo também está preparando regras que evitem o aumento do gasto (com um teto para a expansão das despesas). Além de medidas corretivas que possam ser acionadas para evitar que o teto seja estourado, como, por exemplo, o cancelamento de reajuste de pessoal.

Isso tudo para indicar que a meta flexível não é um “cheque em branco” e o governo está disposto a conter as despesas para diminuir o rombo estrutural das contas públicas. Essas regras têm de estar prontas até abril, quando o governo precisa enviar ao Congresso Nacional o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017.

Por causa das resistências internas, não está certo se o ministro Barbosa conseguirá anunciar as medidas na sexta-feira, junto com o corte Orçamentário, como é a sua intenção. Como informou o Estado, o corte ficará em torno de R$ 24 bilhões e ainda deverá manter a previsão de cumprimento da meta de R$ 24 bilhões para 2016 das contas do Governo Central.

O Estado de S.Paulo – 17/02/2016

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Gigantes prometem aportes no Brasil em 2016

Executivos de algumas das maiores empresas no País disseram que os investimentos para este ano não serão alterados por causa da crise. Entretanto, eles afirmaram que a queda nos aportes públicos pode afetar o desempenho das companhias.

À frente das operações da Mastercard no Brasil, João Pedro Paro foi incisivo ao responder se os investimentos da empresa serão atrapalhados pela crise. “De forma nenhuma. A gente acredita que nossa indústria tem um potencial enorme de crescimento e está buscando novas formas de usar os nossos meios de pagamento. Vamos continuar [investindo], sim”, disse, sem dar mais detalhes dos valores desses recursos.

Fernando Martins, diretor executivo da Intel, seguiu a mesma linha: “nossos investimentos no Brasil continuam sólidos, as oportunidades aqui são grandes”. O executivo destacou aportes feitos pela companhia nas áreas de educação, energia e transporte. “Já temos um programa de investimentos [nessas áreas] desde 2010 e ele terá continuidade.”

Após mencionar as recentes aberturas de uma nova fábrica em Manaus e de um novo centro de distribuição, Jorge Lopez, presidente da 3M no Brasil, comentou que o planejamento da empresa funciona no longo prazo e que não serão feitas alterações nos investimentos para este ano.

Por outro lado, Lopez disse que a retração nos aportes públicos tem impacto negativo sobre a empresa do ramo de tecnologia, mas ponderou que a diversificação da 3M tem amenizado os efeitos da crise. “Estamos na área de saúde, de indústria, de consumo, em múltiplos mercados. Por isso, somos menos afetados que outras companhias”, disse, também sem dar mais detalhes.

Martins também falou sobre a queda dos aportes públicos. “Tem mudado a nossa abordagem. Nosso programa de inovação em educação, que é muito forte, agora está focalizando mais no [setor] privado. É algo que temos que fazer para se adaptar ao momento.”

De acordo com a consultoria Tendências, a formação bruta de capital fixo (investimento) deve sofrer redução de 9% em 2016, após queda de 14,5% no ano passado. Com as retrações, o setor deve representar 16,8% do PIB neste ano, ante 17,9% em 2015.

Inovação

A aposta no desenvolvimento de novas tecnologias foi destacada por vários empresários que falaram sobre saídas para a crise econômica. Luiza Helena Trajano, presidente do conselho administrativo da Magazine Luiza, destacou que a companhia passa por “um processo de digitalização”.

“Nós queremos deixar de ser uma empresa com pontos físicos e uma área digital para ser uma empresa digital com alguns pontos físicos”, disse Luiza. “Quem não entrar na área digital não vai sobreviver”, complementou.

Ao abordar as perspectivas comerciais para 2016, Bruno Furtado, sócio da consultoria McKinsey, também ressaltou a importância da internet para o desenvolvimento das empresas. O especialista disse que os brasileiros checam, em média, 86 vezes os smartphones por dia e concluiu: “as empresas não tem muita alternativa, precisam se adaptar a essa nova realidade”.

Já Martins apontou que a “permeabilidade da inovação” é muito grande no Brasil, o que incentiva o investimento da Intel em tecnologia. Uma das áreas de interesse da empresa, a internet das coisas, deve causar “um impacto maior que a chegada da telefonia celular”, apostou o executivo.

Os empresários citados nesta matéria participaram, ontem, do V Seminário Perspectivas Comerciais e Econômicas, promovido pela Câmara Americana de Comércio Brasil – Estados Unidos (Amcham), realizado na capital paulista.

DCI – 17/02/2016

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Dilma promete reforma. Centrais ameaçam greve

Apesar de ainda não ter uma proposta fechada e de assistir, passiva, aos embates entre seus auxiliares, a presidente Dilma Rousseff afirmou ontem a líderes da base aliada, em reunião no Palácio do Planalto, que dentro de 60 dias enviará ao Congresso o projeto para a reforma da Previdência Social. “Farei isso com ou sem consenso político”, afirmou ela. A interlocutores, a presidente defende que a reforma, ansiada pelos investidores, será seu grande “legado” para o país.

Mas não será fácil para o Palácio do Planalto cumprir o prazo. Há um racha declarado sobre o tema entre os ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Trabalho e Previdência, Miguel Rossetto. O chefe da equipe econômica acredita que, mesmo contrariando os partidos da base aliada, sobretudo o PT, e as centrais sindicais, o projeto de reforma é importante para recuperar o mínimo de confiança em relação ao governo. Já Rossetto defende que o assunto seja conduzido com cautela, sem atropelos.

Entre as propostas que Barbosa pretende apresentar hoje na terceira plenária do Fórum de Debates de Políticas de Emprego, Trabalho, Renda e de Previdência Social, está a unificação do sistema, com definição de idade mínima para os trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos. A aposentadoria por idade — 60 anos para mulheres e 65 para homens — passaria a valer a partir de 2027.

Dizendo-se aberta ao diálogo com a base aliada, a presidente pediu que os deputados convençam os parlamentares da importância de se modificar as regras da aposentadoria. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o governo pretende fazer um “pacto de crescimento” com congressistas para que consigam aprovar uma agenda positiva para o país.

“Sinalizamos, por sugestão dos líderes, a nossa disposição em fazer um pacto pelo crescimento. Primeiro, é não aumentar despesas e, a partir daí, discutir a qualidade do gasto público”, disse Guimarães. Após receber 24 líderes e vice-líderes, a presidente almoçou com ministros da coordenação política para tratar da reforma da previdência. Não está prevista a participação de Dilma no fórum de hoje, mas ela quer que o assunto seja acompanhado de perto pelos subordinados.

Rebelião

Dilma já foi avisada que as centrais sindicais serão um grande empecilho para a reforma da Previdência. Dirigentes das duas maiores entidades já se posicionaram contra a matéria e prometem fazer paralisações em fábricas e manifestações pelo país como forma de alertar a sociedade para as intenções do governo “de retirar direitos dos trabalhadores”.

Presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira da Silva afirmou que pretende mobilizar sindicalistas para “sensibilizar os parlamentares sobre prejuízos que a reforma poderá trazer à sociedade e pressionar o governo para que não leve o assunto adiante”. A Força, que representa 1.916 entidades, ressaltou que serão prejudicadas pessoas que começaram a trabalhar cedo e não tiveram condições de estudar.

Para Sérgio Nobre, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), com 3.438 sindicatos filiados, a prioridade do governo deveria ser a criação de condições para o país crescer. “O tema do momento é a retomada do crescimento, e não a reforma da Previdência. A CUT não apoiará nenhum tipo de medida sem debate. É necessário um grande estudo sobre os problemas da Previdência. As pessoas têm que saber o que está acontecendo e se manifestarem”, argumentou.

Na visão de Nobre, antes de se fazer a reforma, é preciso discutir as formas de arrecadação da Previdência, que tem R$ 450 bilhões a receber de empresas que devem e não pagam. “Por que elas não são executadas?”, questionou. Ele destacou ainda que, no Brasil, a concentração de renda é brutal, então, o ideal seria cobrar impostos sobre grandes fortunas. Para o sindicalista, não pode haver idade mínima para aposentadoria.

Bode na sala

Para Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), filiada à CUT, o governo não pode retirar direitos dos trabalhadores com a reforma da Previdência. Ele não acredita que a presidente Dilma Rousseff levará o assunto adiante. “Creio que o governo está fazendo jogo de cena”, disse. No entender dele, a meta do Palácio do Planalto é aprovar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e, em troca desse imposto, abrirá mão da reforma. “Existe a possibilidade de essa reforma ser o famoso bode na sala”, disse.

Correio Braziliense – 17/02/2016

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O custo de não se fazer o ajuste

Cristiano Romero – 17/02/2016
Nunca uma crise foi tão antecipada no Brasil quanto a atual. Há quase cinco anos vários analistas vêm alertando que o caminho escolhido pela presidente Dilma Rousseff levaria o país, senão ao desastre, a uma forte desaceleração (ver quadro abaixo). Infelizmente, a primeira opção está se materializando porque o governo se nega a corrigir o rumo. O adiamento do ajuste na prática o inviabiliza porque, politicamente, com a economia no chão, fica cada vez mais difícil superar a reação dos grupos que perderiam com mudanças.

Em 2013, a economia já vivia os efeitos do que ficou conhecido como Nova Matriz Econômica, conjunto de medidas que substituiu a política adotada com razoável sucesso pelos governos Fernando Henrique Cardoso (1995­2002) e Lula (2003­2010). Em 2012, com Brasília gastando o que não podia, taxa de câmbio desvalorizado e menor taxa real de juros da história, o Produto Interno Bruto (PIB) recuou fortemente em relação a 2011, sinal de que o empresariado ­ que é quem decide investir ­ não confiou na nova política.

No primeiro trimestre de 2013, Dilma teve que lidar com o fracasso da Nova Matriz, evidenciado pela forte pressão que o ex­presidente Lula lhe fizera para mudar a política, a começar pela sugestão de troca do então ministro da Fazenda, Guido Mantega, por Henrique Meirelles, ex­presidente do Banco Central (BC). Ela resistiu às pressões, mas, em maio, foi o mundo que começou a mudar quando Ben Bernanke, então presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, anunciou que a política de afrouxamento monetário seria desmontada.

O que se viu rapidamente dali em diante foi o reposicionamento de todas as moedas em relação ao dólar. Era algo que se antecipava já há algum tempo. No caso do Brasil, o real sofreu uma primeira rodada de depreciação e mesmo a presidente se convenceu de que sua Nova Matriz precisava passar por correções. O BC foi liberado a mexer nos juros, mas, na outra ponta da política econômica ­ a área fiscal ­, a presidente não admitiu mudança de rota.

O custo de não se fazer na hora certa o que precisa ser feito costuma ser alto. Em meados de 2013, o país assistiu, perplexo, à primeira grande onda de manifestações.

Os movimentos organizados e os não organizados tiveram seus méritos, mas a confusão é grande. As ruas não pedem reformas para solucionar, por exemplo, o já explosivo déficit das previdências social e do setor público; elas pedem mais e não menos gasto público, mais benefícios, mais assistência.

Dilma gastou o restante do primeiro mandato elevando o gasto de forma exponencial, embora sem atender às demandas sociais. Perdeu­se um tempo precioso que poderia ter sido usado para começar o ajuste que certamente teria evitado a situação atual. Some­se isso à ausência de ajuste no primeiro ano do segundo mandato e já são três anos perdidos desde o discurso de Bernanke. Há três anos, ainda era possível contar com alguma ajuda do exterior; agora, nem isso mais.

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, tem sido bom de conversa, mas na prática não consegue fazer nada do que promete ­ as reformas fiscais são para a próxima década; não haverá superávit primário também neste ano, o que significa que o déficit público seguirá elevado, aumentando a dívida bruta; o governo flerta novamente com a ideia de bombar a economia com crédito público. Em sua tentativa vã de acalmar os mercados, Barbosa oferece futuro para ter o presente. Sem enfrentar o problema de curto prazo, que paralisa o investimento privado, o Brasil não terá nem um nem o outro.

A turbulência atual é uma prova de que o PT não aprendeu com a crise de 2002/2003, a de sua chegada ao poder. Naquela ocasião, o ajuste foi feito. Não havia outra saída e funcionou: no terceiro trimestre de 2003, a economia já voltara a crescer. A crise, como a de agora, era de confiança. Não houve titubeio: o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, convenceu Lula de que o ajuste seria doloroso e enfrentaria críticas e resistências, principalmente do PT, mas que, quanto mais rapidamente fosse feito, mais célere seria a recuperação.

O quadro é desolador porque 2016 se mostra ainda mais difícil que 2015. No ano passado, o mercado acreditava no ministro da Fazenda. Até julho, as expectativas convergiram. Elas começaram a piorar quando o governo anunciou que faria um superávit primário bem menor que o prometido. A casa caiu um pouco mais adiante quando se decidiu encaminhar ao Congresso um Orçamento com previsão de déficit, fato inédito na história da contabilidade pública mundial.

O BC de 2016 também não é o mesmo de 2015, embora seu comando não tenha mudado. O presidente da instituição, Alexandre Tombini, era um quando a Fazenda estava nas mãos de Joaquim Levy; é outro com Nelson Barbosa. Tombini, por presidir uma instituição como o BC, poderia ficar mais distante do Palácio do Planalto, mas não consegue. Ele é suscetível ao ambiente e este mudou.

Não é esta coluna que diz que o BC não tem credibilidade, mas o regime de metas. Pelo regime, a autoridade monetária é crível quando as expectativas de inflação de mais de uma centena de participantes e não participantes do mercado estão na meta (4,5%). No curto prazo, é normal que, influenciadas por questões conjunturais, como a quebra de safra agrícola ou a desvalorização do real, as expectativas se deteriorem, mas, quando se fala de dois anos à frente, não há dúvida: se o BC tem credibilidade, elas ficam na meta porque os agentes econômicos acreditam no compromisso da autoridade; nunca foi o caso da gestão Tombini, a não ser por um breve período de 2015.

Valor Econômico

Redação On fevereiro - 17 - 2016
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