Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Moody’s avalia tendência negativa para setores

A crise econômica do Brasil deve postergar qualquer recuperação da indústria de imóveis residenciais até, pelo menos, meados de 2017, afirmou a agência de classificação de riscos Moody’s.

Em relatório, a instituição afirmou que a receita das companhias do setor deve cair em 10% no ano de 2016, frente aos níveis observados em 2015, enquanto a margem bruta deve permanecer estável num intervalo de 24% a 26%.

“A deterioração contínua da atividade da indústria e as incertezas políticas no Brasil têm adicionado estresse no equilíbrio” do setor, postergando qualquer sinal de possível recuperação em 2016, afirmou a Moody’s. Esse efeito afeta os ajustes que vinham ocorrendo desde 2012, com uma desaceleração geral em lançamentos, o que seria uma correção natural após um período de acelerado crescimento.

Apesar de uma redução consistente de lançamentos, a percepção de excesso de oferta no mercado imobiliário continua a ser elevada. As rescisões contratuais e a fraca velocidade de vendas têm aumentado, disse a agência, o que contribuiu para grandes volumes de estoque de unidades concluídas nos balanços das empresas.

De acordo com os cálculos da Moody’s, as unidades concluídas variam de 10% a 15% dos estoques para a maioria das empresas do setor no Brasil, mas em certos casos se aproximam de 40%. “Como os lançamentos tendem a vender muito mais rápido do que o estoque, o mercado vai exigir um pouco mais de tempo para absorver essas unidades antes de ver a expansão nos lançamentos” explicou.

A Moody’s também afirmou que há perspectiva negativa para a indústria de gestão de recursos e seguradoras do Brasil. A opinião reflete o ponto de vista da agência de que as perspectivas de crescimento e lucratividade para o setor vão registrar um período de deterioração nos próximos 12 a 18 meses.

DCI – 17/02/2016

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Plano prevê volta das marcas Continental e Daco

A Capital Consultoria, administradora judicial responsável pelo processo de recuperação da fabricante de eletrodomésticos Mabe, apresentou à Justiça um plano para retomar a fabricação de geladeiras e fogões das marcas Continental e Dako. Paralisada desde o fim de 2015, a produção foi encerrada de vez após ser decretada a falência da Mabe, na semana passada.

O Valor apurou que a Capital pretende usar um artigo previsto na lei de falências para retomar as atividades. O chamado plano de continuidade prevê a criação de uma subsidiária integral da massa falida, que assumiria as fábricas em Campinas e Hortolândia (SP) e ficaria responsável pela venda dos produtos. A ideia é aproveitar a relevância que as marcas Continental e Dako ainda têm no mercado – cerca de 8% de participação somadas – e recuperar o negócio para uma possível venda da operação em até dois anos. Procurada, a Capital disse que não poderia comentar o assunto.

A criação da subsidiária e a continuidade do processo dependem de alguns fatores. O primeiro deles é a liberação pela Justiça. O pedido precisa ser avaliado por um juiz, o que pode demorar um pouco por conta da recente mudança de juízes na comarca de Hortolândia.

Mesmo que seja aprovado, o plano pode não ser efetivado. Para continuar, será necessário recuperar recursos de depósitos judiciais para recompor o caixa e permitir os investimentos.

Caso o plano não obtenha aprovação, ou não seja executado, existe a possibilidade de vender os ativos remanescentes. Entre os possíveis interessados estariam a sueca Electrolux e as chinesas Haier e TCL. Na avaliação feita durante o processo de recuperação judicial da Mabe, em 2013, cada fábrica teve valor estimado em R$ 250 milhões – mas os ativos foram depreciados desde então.

O plano de continuidade da Capital não prevê a participação da Mabe como acionista da companhia. Um dos objetivos do processo, inclusive, é criar uma nova marca para a subsidiária que for criada. Um dos nomes aventados é Continental Eletrodomésticos.

Procurada, a mexicana Mabe, que chegou ao Brasil em 2003 por meio de aquisições, disse que não poderia se pronunciar sobre o assunto por não ser mais a controladora do negócio no Brasil. De acordo com a companhia, a participação foi vendida em março de 2013. A empresa não informou a quem.

Segundo pessoas próximas à operação brasileira, diversos sistemas usados internamente ainda eram de responsabilidade dos mexicanos. As marcas Continental e Dako também aparecem em algumas áreas do site da companhia.

A Mabe pediu recuperação judicial em maio de 2013 e teve o processo aprovado em janeiro de 2014. O plano previa a renegociação de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões em débitos. No fim de 2015, a companhia deixou de honrar compromissos e paralisou as operações. A produção estava prevista para ser retomada em janeiro, mas isso não ocorreu. Antes do Carnaval, a Capital Consultoria entrou com pedido de falência da fabricante, aceito na semana passada. Com a decisão, 1,5 mil pessoas foram demitidas. Outra 341 haviam sido dispensadas em janeiro.

Sem caixa, a companhia não conseguiu pagar as rescisões trabalhistas, o que causou revolta entre ex-funcionários. Na segunda-feira, centenas de pessoas ocuparam as fábricas em protesto. Em nota, a Capital informou que, ontem, se reuniu com representantes do sindicato dos trabalhadores. Um novo encontro está previsto para amanhã, em Hortolândia.

valor Econômico – 17/02/2016

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Trabalhadores mantêm ocupação das fábricas da Dako e Continental em SP

Sem acordo, os trabalhadores da Mabe do Brasil, fabricante de fogões e geladeiras das marcas Dako e Continental, permanecem nesta terça (16), pelo segundo dia consecutivo, ocupando as fábricas de Campinas e Hortolândia, no interior de São Paulo.

A ocupação foi decidida, durante assembleia, pelos trabalhadores e pelo sindicato dos metalúrgicos da região após a Justiça de São Paulo decretar, na semana passada, a falência da empresa multinacional, com sede no México, no Brasil.

Numa reunião nesta terça entre trabalhadores, sindicato dos metalúrgicos e representantes da empresa Capital Administradora Judicial, que assumiu a massa falida, não houve consenso sobre o pagamento dos direitos trabalhistas e dos salários atrasados desde dezembro dos cerca de 1.900 funcionários da empresa.

Os trabalhadores prometem ficar acampados dentro das fábricas até uma solução. Eles querem o pagamento dos salários e dos direitos trabalhistas dos cerca de 400 funcionários já demitidos, o fim das demissões e a retomada da produção.

A Justiça de São Paulo decretou a falência da Mabe após o processo de recuperação judicial da empresa, iniciado em 2013, não ter sido cumprido. A multinacional, com sede no México, acumula ao menos R$ 42 milhões em dívidas.

Funcionário da empresa há 19 anos, José Everaldo Batista de Freitas, 46, afirmou que está sobrevivendo com a ajuda de amigos e parentes. Ele, que é casado e tem um filho de 15 anos, é o único com renda na família.

“Estamos sendo vítimas de um golpe de uma empresa multinacional que faturava mais de R$ 1 bilhão ao ano e que conseguiu a falência e foi embora. Isso é inadmissível”, disse ele, que atuava como operador de produção na fábrica de Hortolândia.

Uma nova reunião deve ocorrer na próxima quinta-feira (18). Em nota, a Capital Administradora informou que a intenção é abrir uma nova empresa com as próprias máquinas, recontratar os trabalhadores e pagar as dívidas.

Um mutirão será organizado pela massa falida para que os trabalhadores assinem a demissão e consigam acessar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e o seguro-desemprego. Nenhum representante da Mabe foi encontrado para comentar o caso.

Folha de S.Paulo – 17/02/2016

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ABIMAQ está otimista com projeto TESA no RS

O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ/RS), Hernane Cauduro, está otimista com os resultados que poderão ser obtidos com a implementação do projeto TESA – Tecnologia Embarcada no Setor Agrícola.

Trata-se de iniciativa inédita no Estado, em uma colaboração das entidades que congregam os fabricantes de bens eletroeletrônicos, através da ABINEE/RS, da própria ABIMAQ/RS, pelo setor de máquinas e equipamentos e o SIMERS representando as indústrias de máquinas e implementos agrícolas, além de universidades locais e contando com o apoio do Governo do Estado por meio das pastas da Agricultura e do Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia.

O projeto tem como objetivo congregar as áreas técnicas e de engenharia dos respectivos setores para, juntos, desenvolver novas soluções automatizadas e a tropicalização de elementos para máquinas e implementos agrícolas.

“Sabemos que a indústria de máquinas agrícolas no Brasil já é referência na aplicação de tecnologias embarcadas mas existe um potencial interessante a ser explorado sobretudo nos implementos”, afirma Cauduro, acrescentando que o fórum representado pelo TESA poderá contribuir de forma decisiva para que pequenos, médios e grandes fabricantes possam desenvolver novas soluções.

O projeto será apresentado durante a próxima edição da EXPODIRETO no dia 8 de março em Não-Me-Toque (RS), onde a ideia é aproveitar este evento que reúne a grande maioria dos fabricantes de máquinas e implementos para buscar adesões dos expositores e demandas por novos desenvolvimentos. As informações partem da assessoria de imprensa da ABIMAQ.

Fonte: Agência CMA

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Romi mais do que quadruplica lucro no quarto trimestre

SÃO PAULO  –  A venda de dois imóveis impulsionou os resultados da Indústrias Romi no quarto trimestre, permitindo à fabricante de máquinas fechar 2015 no azul, apesar de acumular prejuízos nos nove primeiros meses do ano passado, em meio à queda na demanda por bens de capital no mercado doméstico.

O lucro líquido da Romi foi de R$ 23,1 milhões no quarto trimestre, mais do que quadruplicando os R$ 5,6 milhões de igual período de 2014. Do montante, no entanto, R$ 21 milhões são provenientes da venda de imóveis — um na Itália, com impacto de R$ 9,3 milhões sobre a linha final do balanço, outro no bairro da Vila Romana, em São Paulo, com efeito de R$ 11,7 milhões sobre o resultado final do trimestre.

A receita operacional líquida foi de R$ 212,4 milhões de outubro a dezembro, alta de 13%, devido à concentração do faturamento da subsidiária alemã B+W no trimestre e ao desempenho da unidade de negócio de fundidos e usinados, com altas de receitas de 32% e 55%, respectivamente.

A unidade de fundidos e usinados foi a única a registrar avanço no volume de vendas, na comparação anual: de 22% no trimestre, para 4,1 mil toneladas, graças à retomada do segmento de energia eólica. Enquanto isso, a venda de máquinas-ferramenta despencou 82% em igual base de comparação e a entrega de máquinas para processamento de plásticos encolheu 55%.

O volume de entrada de pedidos no quarto trimestre foi 50% inferior ao observado um ano antes. A carteira de pedidos totalizava R$ 243,5 milhões em 31 de dezembro, queda de 13% na comparação anual e de 26% em relação ao terceiro trimestre.

Os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiram R$ 39,9 milhões no trimestre, alta de 175%, também impulsionados pela venda de imóveis e pelo resultado da alemã B+W.

Assim, a Romi fechou 2015 com lucro líquido de R$ 7,3 milhões, pouco abaixo dos R$ 7,7 milhões de 2014. Até setembro de 2015, a companhia acumulava em nove meses prejuízo de R$ 15,8 milhões. A receita líquida somou R$ 606,6 milhões no ano passado, queda de 7%. E o Ebitda recuou 28% em 2015, para R$ 32,4 milhões.

Valor Econômico – 17/02/2016

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S&P: Adiamento em balanço da VW pode ser sinal de novas provisões

SÃO PAULO  –  A Standard & Poor’s (S&P) avaliou hoje que o atraso na publicação do balanço de 2015 da Volkswagen pode ser um sinal de que o grupo automotivo alemão considera realizar novas provisões de gastos decorrentes da fraude nos testes de automóveis de motor a diesel.

Para a agência de classificação de risco, o reconhecimento de mais perdas poderá melhorar a visibilidade do potencial de despesas às quais a montadora está exposta por conta do escândalo, no qual um software manipulador instalado nos veículos permitia burlar o controle de emissões de poluentes.

Em resposta a questões levantadas por investidores, publicada na seção de “perguntas mais frequentes” no site da agência, a S&P lembra que a Volkswagen enfrenta o risco de perdas multibilionárias com multas, indenizações e recalls provocados pela fraude. A magnitude e os prazos de aplicação dessas perdas, porém, são ainda incertos, aponta.

Desde setembro, quando o caso veio à tona, a S&P já cortou a nota de crédito corporativo de longo prazo da Volks em dois degraus — de “A” para “BBB+”. O motivo foram as falhas de governança e os efeitos adversos do episódio sobre o crédito.

A perspectiva ao rating negativa indica a possibilidade — de um em três — de que a nota seja cortada em mais um degrau num prazo de um a dois anos.

Valor Econômico – 16/02/2016

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Volvo prevê mais ajustes e desiste de ter segunda marca

Diretores da Volvo disseram ontem que a montadora está perdendo dinheiro no Brasil, traçaram um quadro novamente negativo ao mercado de caminhões em 2016 e adiantaram que, mesmo após os cortes de pouco mais de 800 vagas de trabalho nos últimos dois anos, a fábrica da marca sueca no Paraná continua carregando um alto excesso de mão de obra.

Ao fazer um balanço do desempenho no ano passado, a montadora, líder em caminhões pesados, anunciou ainda que, devido à mudança de cenário, desistiu do plano de lançar uma nova marca para brigar nas categorias de veículos de carga leves e médios – os mais populares dessa indústria.

A empresa trabalha neste ano com a perspectiva de queda de 15% do consumo nos mercados de caminhões em que atua: pesados e semipesados. O número previsto gira ao redor de 35 mil unidades, ou 62% abaixo do tamanho da demanda em 2014, o que faz o parque industrial localizado em Curitiba ter hoje entre 15% e 20% de trabalhadores a mais do que o necessário. Para cumprir uma promessa feita aos metalúrgicos, a direção da Volvo garante que não vai demitir até o fim de março.

No entanto, começará a discutir nos próximos dias com o sindicato dos metalúrgicos da região o futuro de um contingente de 510 a 680 operários, de um total de aproximadamente 3,4 mil funcionários empregados no local.

De expedientes já utilizados, como a suspensão temporária de contratos de trabalho (“layoff”) e um novo programa de demissões voluntárias (PDV), a ferramentas inéditas na companhia, como a adesão ao plano de proteção ao emprego, o PPE, todas as alternativas devem ser colocadas na mesa de negociação. Mas a fabricante não descarta que, na falta de consenso, as demissões podem ser a única saída. “Temos que avaliar todas as ferramentas, inclusive, infelizmente, a dispensa”, afirmou Carlos Morassutti, presidente interino da Volvo na América Latina, numa curta entrevista ao Valor pouco antes de iniciar a apresentação à imprensa dos resultados de 2015.

Em dezembro de 2014, a Volvo tinha demitido 206 operários e, depois que a produção na fábrica foi reduzida, em maio, de dois para um turno, cerca de 600 funcionários deixaram a empresa via PDV durante o ano passado.

Ontem, a direção informou que fez esses ajustes tendo como base um mercado que, em suas estimativas, terminaria 2015 em cerca de 70 mil caminhões – considerando-se ainda apenas os dois segmentos da marca.

O resultado final do ano ficou, entretanto, quase 30 mil unidades abaixo do prognóstico: em 41,6 mil, ou menos da metade do que os quase 93 mil caminhões apurados no ano anterior.

Valor Econômico – 17/02/2016

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Projeto de nacionalizar outra marca do grupo de origem sueca foi abortado devido à mudança de cenário

“Na falta de perspectiva de recuperação econômica, as empresas adiam a decisão de investimentos e preocupam-se mais em preservar o caixa. A situação [do mercado de caminhões] se deve mais a fatores econômicos do que à falta de financiamento”, afirmou Bernardo Fedalto, diretor de caminhões da montadora, ao abordar também as mudanças de crédito com o fim do ciclo das taxas de juros fixas e subsidiadas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI).

Frustrando expectativas de parte do mercado quanto ao início de uma reação em 2016, as vendas de caminhões abriram o ano marcando queda de 42,4% em janeiro, na comparação com igual período de 2015. Mais ociosa, a fábrica da Volvo em Curitiba voltará a interromper a produção de caminhões nas próximas duas semanas, a exemplo do setor responsável pela fabricação dos chassis de ônibus, parado desde o Carnaval.

Assim como indicaram números registrados na América Latina, em balanços divulgados recentemente por Fiat Chrysler Automobiles (FCA), General Motors (GM) e Ford, Morassutti disse que a Volvo tem operado com prejuízo no Brasil, mas não abriu cifras.

A situação só não é pior porque as exportações estão em alta, principalmente a mercados vizinhos, onde o grupo, como relatou Morassutti, consegue “fazer dinheiro”. As exportações já respondem por 51% das vendas de ônibus da marca, além de 30% da produção de caminhões em Curitiba.

Segundo os diretores da Volvo, a empresa pretende manter os investimentos, mas o plano de trazer uma nova marca ao país foi abortado. O projeto, anunciado há pouco mais de três anos no bojo de um programa de investimentos de US$ 500 milhões no país, previa a nacionalização de uma das demais marcas da multinacional: Renault Trucks, UD Trucks e Mack.

O grupo entraria nos segmentos de maior escala – caminhões leves e médios – para disputar espaço com a MAN, que produz os veículos de carga da Volkswagen, a Mercedes-Benz e a Ford. A marca Volvo, que tem no Brasil seu segundo maior mercado global – atrás apenas dos Estados Unidos -, permaneceria, então, com a atuação nas gamas semipesadas e pesadas.

Bombardier reduz prejuízo trimestral e anuncia corte de 7 mil vagas

SÃO PAULO  –  A fabricante canadense de aeronaves Bombardier registrou prejuízo líquido de US$ 677 milhões no quarto trimestre, ou US$ 0,31 por ação, 57% abaixo da perda líquida de US$ 1,59 bilhão registrada um ano antes. As receitas da companhia, por sua vez, caíram 15,8% na mesma comparação, para US$ 5,02 bilhões.

Os resultados do trimestre foram impactados por encargos de US$ 673 milhões com itens extraordinários, dos quais US$ 243 milhões referentes a uma baixa contábil no programa de desenvolvimento do jato regional CRJ1000.

Junto com os números do trimestre, a Bombardier divulgou orientações para os resultados de 2016, que indicam para receitas de US$ 16,5 bilhões a US$ 17,5 bilhões no consolidado do ano e resultado antes de juros e impostos (Ebit) de US$ 200 milhões a US$ 400 milhões.

Cortes

A companhia informou ainda que pretende cortar 7 mil postos de trabalho entre 2016 e 2017, incluindo empregados da área produtiva. Esses ajustes, acrescentou, serão parcialmente compensados pela contratação de funcionários para “certas áreas” que mostram crescimento.

Em relação a novos pedidos, a fabricante canadense anunciou a assinatura de uma carta de intenções com a Air Canada para a venda de 45 jatos CS300, com opção de entrega de outras 30 aeronaves, “incluindo direitos de conversão para o jato CS100”. As primeiras entregas estão previstas para 2019.

Em comunicado, o presidente da companhia, Alain Bellemare, destacou que, em 2015, uma série de medidas foram adotadas com vistas à manutenção de liquidez e reconstrução de margens. “A assinatura do compromisso com a Air Canada será um catalisador de novas encomendas na América do Norte”, disse.

Valor Econômico – 17/02/2016

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Acionistas podem pedir a saída de CEO da Usiminas

Acionistas controladores e o conselho de administração da Usiminas reúnem-se hoje para analisar o balanço da empresa, ainda em clima de discórdia total. O Valor apurou que poderá ser levado à mesa de discussões um pedido para que o atual presidente da siderúrgica, Rômel Erwin de Souza, renuncie ao cargo. A informação que circula nos últimos dias indica que todos os acionistas estariam descontentes com Souza, mas também não entram em consenso sobre sua substituição.

De acordo com fontes, a Nippon Steel & Sumitomo estaria disposta a aceitar a troca do executivo, mas desde que ela mesma indique o substituto. A Ternium – Techint quer a escolha de um executivo de mercado. Já os minoritários – o maior deles o empresário Lirio Parisotto, que hoje está na presidência do conselho, com o advogado Marcelo Gasparino – têm a mesma avaliação dos italianos.

À frente da Usiminas em caráter interino, Souza teria recebido, entre outras missões, a de vender ativos da empresa, mas não apresentou até agora propostas para a avaliação do conselho. Todavia, analistas observam que ante a disputa entre os controladores é difícil avaliar a capacidade de gestão do executivo e também qual tem sido o papel do conselho nesse processo.

De acordo com fontes, a troca no comando da empresa seria inclusive uma forma de sinalizar aos bancos que a Usiminas passará por uma reestruturação que implicará grandes mudanças em sua gestão. Somente assim a empresa conseguiria renegociar o pesado endividamento, que coloca a siderúrgica inclusive em possibilidade de ter de pedir a recuperação judicial. Suas dívidas com bancos comerciais alcançam R$ 4,3 bilhões e vencem até 2018. Conforme informou ontem o Valor, a empresa precisa de pelo menos R$ 900 milhões para sobreviver neste ano, em função do elevando endividamento e da incapacidade de gerar caixa.

O Ebtida da empresa, no entanto, está negativo há sete meses e nessa condição um aumento de capital, sem mudança na gestão da companhia, com um plano definido de negócios, seria inócuo, avaliam fontes. Até mesmo para que a empresa entre em recuperação judicial será necessário um consenso entre os acionistas, o que parece distante de ser uma possibilidade entre os controladores, seja qual for o tema.

Procurada, a Nippon Steel informou “não ter conhecimento nem comentário a fazer sobre o assunto”. A Ternium declarou desconhecer o tema na pauta e que mudanças na gestão da Usiminas vão além da troca do CEO. Minoritários não comentaram.

Valor Econômico – 17/02/2016

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Apesar da crise no setor de petróleo, conteúdo local será mantido

Um dos pilares da política aplicada pelo governo no setor de petróleo são as regras de conteúdo local. Uma estratégia controversa, na qual o governo não está disposto a mexer. A avaliação da cúpula do setor energético é de que, apesar da crise generalizada que afeta o setor, é preciso seguir com a estratégia de “defender” a indústria nacional, que ainda não teria musculatura suficiente para enfrentar a concorrência internacional.

Nos últimos anos, a orientação tem sido a de ampliar o índice de equipamentos e serviços nacionais que precisam ser contratados pelas petroleiras. Até meados de 2010, esse volume girava em torno de 30%. Hoje, oscila entre 50% e 65%, conforme os critérios aplicados em cada um dos itens que compõem as operações de exploração e produção.

Segundo uma fonte ligada do Ministério de Minas e Energia, a nacionalização atingiu um “patamar adequado” e deverá seguir com este índice nos próximos anos, até que a cadeia de fornecedores locais possa andar com as próprias pernas e passe a atuar, inclusive, na exportação de equipamentos e serviços.

Para as petroleiras, o governo tem alimentado uma reserva de mercado que distorce os preços do setor, já abalado pela crise econômica do País, pelo derretimento do preço do petróleo e pelo atoleiro institucional e financeiro em que se meteu a Petrobras. Para complicar ainda mais a situação, essa mesma indústria não teria condições de atender aos projetos.

Governo nega

A posição oficial é que cada item que compõe a cesta da indústria nacional é resultado de um consenso criado a partir de dezenas de reuniões técnicas realizadas com fornecedores e compradores, entre 2010 e 2012. Sobre a reserva de mercado, no entanto, o Ministério de Minas e Energia (MME) admite que tem havido abuso de preços praticados por fornecedores brasileiros, que incluem em seus preços valores próximos à multa que as petroleiras têm de pagar, caso descumpram os índice da cota nacional.

Uma medida para tentar coibir a prática abusiva começa a ser implementada. Nos próximos dias, deverá ser publicada pelo MME uma regulamentação para estabelecer os critérios técnicos de aplicação do “waiver”, que dá à petroleira o direito de pedir isenção dos compromissos de conteúdo local de determinado equipamento ou serviço, caso identifique a prática de preços muito acima do mercado. Basicamente, a empresa poderá reduzir o índice de um item e compensá-lo com aumento de nacionalização de outro.

A regulamentação faz parte das iniciativas previstas no Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor), criado no mês passado.

O governo também promete dar mais previsibilidade ao setor, com a realização de leilões de áreas de exploração a cada dois anos. O próximo leilão que prevê a oferta das “áreas unitizadas”, aquelas que estão ligadas a campos do pré-sal já licitados, deverá ocorrer no ano que vem.

A defesa do mercado nacional também passa pela atuação da Petrobras na exploração do pré-sal. Ainda assim, o governo já sinalizou ao Congresso que não fará oposição pública às discussão do projeto que desobriga a estatal de ser a operadora única e ter participação mínima de 30% na exploração de todas as áreas do pré-sal.

Apesar da queda do preço do petróleo, a avaliação do governo é de que a exploração do pré-sal é viável, com o nível atual de US$ 30 o barril, seja pela Petrobras ou por terceiros. Quando o pré-sal foi anunciado como bilhete premiado, em 2007, o barril frequentava a casa dos US$ 140. Já é praticamente um consenso que o barril nunca mais voltará para a casa dos US$ 100, devendo oscilar entre US$ 50 e US$ 80.

Para o presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura e professor da UFRJ, Adriano Pires, a política do setor é frágil e, muitas vezes, se confunde com a Petrobras. “Não há uma definição clara do que se quer nesse setor. Lá atrás, quando o óleo estava em US$ 100, a Petrobras tinha um tratamento ideológico e político. A lei da partilha foi pavimentada sobre uma decisão totalmente ideológica. O resultado é que hoje chegamos à Operação Lava Jato e a uma dívida de mais de R$ 500 bilhões. É a petroleira mais endividada do mundo”, afirma.

Fonte: O Estado de São Paulo

Redação On fevereiro - 17 - 2016
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