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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Mercado piora novamente previsão para inflação e PIB em 2016

SÃO PAULO  –  As expectativas dos analistas do mercado financeiro para a inflação e para a atividade econômica do país continuaram a se deteriorar na última semana, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central.

A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2016 subiu de 7,56% para 7,61%. Ao mesmo tempo, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de queda de 3,21% para retração de 3,33%.

Na projeção para 12 meses, a mediana das estimativas para o IPCA subiu de 6,78% para 6,81%. Para o ano fechado de 2017, a projeção continuou em 6%. O PIB do ano que vem foi revisto de alta de 0,60% para aumento de 0,59%.

As expectativas para a inflação em 2018 subiram mais uma vez. A mediana das estimativas para o IPCA saiu de 5,25% para 5,40%. Há um mês, a projeção estava em 5%.

Quanto aos juros, os analistas mantiveram a estimativa para a Selic ao fim deste ano em 14,25%. Eles esperam que a taxa seja reduzida a partir de 2017 até chegar a 12,75%. Antes, esperava-se queda até 12,50%. A projeção para a Selic média de 2016 continuou em 14,25% e, de 2017, subiu de 12,96% para 13%.

Entre os analistas Top 5 (os que mais acertaram previsões) nada mudou. As medianas das projeções de médio prazo seguiram em 8,13% para o de IPCA deste ano, e em 6,40% para o ano que vem. As estimativas da Selic continuaram em 14% e 12,25%, respectivamente.

O Focus mostrou um ligeiro ajuste na projeção para o câmbio ao fim deste ano. A mediana passou de R$ 4,35 para R$ 4,38. Para o fim de 2017, seguiu em R$ 4,30.

Valor Econômico – 15/02/2016

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É possível adotar medidas econômicas de baixo impacto fiscal, diz secretário

O desafio do Brasil para voltar a crescer em ritmo compatível com o aumento de renda é duplo. O país precisa melhorar a gestão da economia —cortando, por exemplo, gastos públicos— e avançar em medidas e reformas que aumentem sua eficiência.

O problema, dizem especialistas, é que, para retomar a rota do desenvolvimento econômico, o Brasil não pode resolver seus problemas macroeconômicos primeiro para se preocupar com o resto depois. Se não atacar as duas frentes ao mesmo tempo, correrá o risco de ficar de vez para trás na corrida por avanço tecnológico pela qual o mundo passa.

Segundo Jorge Arbache, que assume nesta segunda (15) a assessoria econômica do Ministério do Planejamento, o governo precisa promover pequenas mudanças que reduzam gargalos e estimulem a busca do setor privado por maior produtividade.

“Há medidas regulatórias, por exemplo, de baixo ou nenhum impacto fiscal que podem ser tomadas e que teriam grande efeito sobre a economia”, diz o economista, que tem passagem pelo Banco Mundial e, mais recentemente, pelo BNDES.

Arbache diz que sua missão no governo será identificar e sugerir essas medidas.

De acordo com ele, os países emergentes que estão “conseguindo um lugar ao sol” são os que tentam caminhar em direção à fronteira tecnológica. É o caso de nações asiáticas como Malásia, China e Índia.

A receita, dizem especialistas, passa por estimular a inovação. Mas, além disso, é importante aumentar a integração da economia às cadeias de produção mundial, que facilitam o acesso a novas tecnologias.

Segundo Robert Wood, economista da consultoria Economist Intelligence Unit (EIU), países da América Latina, como Colômbia e Chile, que têm economias mais abertas ao comércio mundial, estão mais bem posicionadas do que o Brasil para se beneficiar desse processo.

“Esses países foram atingidos pelo fim do superciclo de commodities, mas, quando esse ajuste terminar, podem retomar crescimento econômico de 3% a 4% ao ano”, afirma Wood.

Nações que têm caminhado em direção a um patamar de renda mais alto também têm se destacado por melhorar a qualidade de seu sistema educacional. Esse é o caso tanto de nações asiáticas, como a Coreia do Sul, como de países do Leste Europeu, como a Polônia.

Folha de S.Paulo – 15/02/2016

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‘Não é de hoje que o BC faz algum tipo de controle do câmbio’

O mundo atravessa um momento de descrédito muito grande em relação à capacidade dos formuladores de política monetária para tratar riscos relacionados a preços e atividade econômica. O que se vê hoje no Brasil – inflação alta em meio a uma profunda recessão – é parte desse contexto geral, apesar de muito influenciado por questões domésticas, segundo a economista Mônica de Bolle, pesquisadora brasileira do Peterson Institute for International Economics e professora da Universidade Johns Hopkins.

“Mas há uma diferença muito clara entre os diversos BCs. O americano, por exemplo, sabe o que quer, sabe onde quer chegar. O brasileiro, não. E isso faz toda diferença”, disse a economista em entrevista ao Valor.

Para Mônica, há uma “mão pesada” do Banco Central no câmbio, o que limitaria pressões sobre a inflação, uma vez que o potencial da política monetária está enfraquecido. Ainda segundo a economista, apesar de a função dos bancos públicos ser importante, não existe solução para o país que não passe por uma reavaliação do papel de BNDES, Caixa e Banco do Brasil na economia. Leia os principais trechos da entrevista.

Valor:O governo está adotando novamente uma âncora cambial?

Mônica de Bolle: Acho que é importante frisar que, de um lado, o movimento mais recente de queda do dólar no Brasil esteve muito relacionado ao exterior, especialmente após o banco central do Japão ter adotado taxas de juros negativas. Isso foi muito relevante. Mas acredito que não é de hoje que o Banco Central está fazendo algum tipo de controle do câmbio, algo voltado mais para controlar taxa do que exatamente suavizar oscilações mais bruscas. O BC tem feito continuamente as operações de swap cambial, mesmo em momentos de queda expressiva do dólar. A sensação que isso passa é que há uma mão pesada no câmbio, com o objetivo de evitar uma desancoragem ainda maior da inflação.

Valor:Isso é um sintoma de quais outros problemas do Brasil hoje?

Mônica: Você tem uma situação no Brasil em que não há âncora fiscal e agora uma política monetária comprometida, porque o BC se depara com uma recessão muito forte na economia que faz com que ele relute em subir os juros. E também tem a questão da dominância fiscal.

Valor:O país está em dominância fiscal?

Mônica: Acho que a dominância fiscal, ou pelo menos a dúvida se estamos ou não nela, influenciou a decisão do BC de não subir os juros. Mas ele jamais vai admitir isso. E sem a âncora fiscal, a inflação não encontra nenhum obstáculo. Isso só reforça a ideia de que a luta contra a inflação no Brasil não pode ser baseada em fórmulas contidas em livro-texto.

Valor: Você poderia discorrer mais sobre isso?

Mônica: Os padrões de estudo macroeconômico partem de um princípio básico de que em algum momento os preços, as variáveis, os ativos, vão convergir a um ponto de equilíbrio. Entre essas variáveis, podemos citar taxa natural de desemprego, taxa natural de juros e PIB potencial. Mas chegou-se a um ponto em que não conseguimos mais determinar esses níveis de equilíbrio com base nos princípios de antes. O que seria hoje o PIB potencial do Brasil? É uma pergunta a que poucos arriscam responder. E mesmo quando respondem é com grande incerteza. O mesmo vale para os Estados Unidos. A verdade é que ninguém sabe o que está acontecendo com esses parâmetros estruturais, e isso causa tamanha incerteza que você tem situações improváveis como expectativa de inflação em alta no Brasil mesmo com ambiente recessivo e inflação dormente nos Estados Unidos a despeito da recuperação da economia.

Valor:Como os formuladores de política monetária estão se saindo com essas situações?

Mônica: Existe um descrédito muito grande com a capacidade dos formuladores de lidar com essa nova configuração. Nenhum formulador de política monetária sabe responder às questões que se colocam. E, na tentativa de tentar achar respostas, acabam utilizando os mesmos parâmetros de antes, apesar da mudança pela qual a economia mundial passou. Isso gera uma desconfiança com esses formuladores que não é exclusiva do Brasil. Dessa forma, o que se tem é uma total falta de conexão entre os modelos utilizados e a realidade, já que você não sabe quais os parâmetros. Mas há uma diferença muito clara entre os diversos BCs. O americano, por exemplo, sabe o que quer, sabe onde quer chegar. O brasileiro, não. E isso faz toda diferença.

Valor:Qual a saída para a falta de chão na economia brasileira?

Mônica: Você tem que dar certezas. E essas certezas só se constroem com estratégias corretas de política econômica e agenda de reformas. Só é possível quebrar a dinâmica perversa da inflação no Brasil com um plano crível de ajuste fiscal, que inclua uma revisão mais profunda dos gastos do governo, algo que passe a sensação de que o governo está comprometido em arrumar o Orçamento. É claro que medidas drásticas de ajuste fiscal neste momento são contraproducentes, mas é preciso entender que esse ajuste profundo das contas é necessário porque trata-se de um problema estrutural e não cíclico. Um segundo ponto é uma reforma no sistema financeiro. Regredimos quase 20 anos em termos de funcionamento do sistema financeiro, que hoje é extremamente segmentado, com uma participação dos bancos públicos muito além da desejada. Isso impede que você crie mecanismos de financiamento de longo prazo de que a economia brasileira tanto precisa. Claro que o papel dos bancos públicos é importante, mas a questão é que o foco não pode ser apenas neles. Para mim, não existe solução para o Brasil que não passe por uma reavaliação do papel do BNDES, da Caixa e do Banco do Brasil na economia.

Valor:Como o estrangeiro tem observado o Brasil nesse contexto doméstico e também global?

Mônica: Trabalho mais com empresários aqui nos Estados Unidos e o que percebo é que aqueles que já têm operações no Brasil e tinham planos de ampliação frearam todos os investimentos. Mas é importante dizer que ninguém pensa em sair do Brasil, apesar do sentimento de perplexidade que existe, piorado agora por questões que extrapolam as análises centrais de economia, como a disseminação do vírus zika.

Valor Econômico – 15/02/2016

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Um rombo de R$ 46 bilhões

O rombo acumulado dos quatro principais fundos de pensão de estatais — Correios ( Postalis), Petrobras ( Petros), Caixa Econômica Federal ( Funcef) e Banco do Brasil ( Previ) — deve ter ultrapassado R$ 46 bilhões em 2015. A conta considera números preliminares dos balanços anuais a serem divulgados nos próximos meses e dados dos conselhos fiscais das entidades. O rombo de R$ 46 bilhões é o déficit atuarial, ou seja, se o fundo fosse obrigado a pagar hoje todos os benefícios atuais e futuros, esse seria o tamanho da fatura.

Com dados parciais das contas do ano passado, Postalis, Petros, Funcef e Previ registraram saldo negativo de R$ 17 bilhões. O rombo sobe para R$ 46,6 bilhões com os números ainda em circulação restrita entre representantes dos trabalhadores nos conselhos fiscais. As assessorias de imprensa informaram que as entidades somente poderão se manifestar após a divulgação dos balanços, o que deve ocorrer a partir de abril.

Só para se ter uma ideia da ordem de grandeza, o déficit de todo o sistema até o terceiro trimestre de 2015 era de R$ 60,9 bilhões, segundo dados da Superintendência Nacional de Previdência Complementar ( Previc).

Parte da fatura começa a ser repassada aos participantes ( ativos e aposentados) em março: no Postalis e na Funcef, com saldos negativos desde 2012, os planos de equacionamento do déficit estão em fase adiantada. Petros e Previ devem fechar uma proposta para cobrir os respectivos rombos, ao longo deste ano, e implementar as medidas a partir de 2017. A adoção de um plano para tapar os buracos dos fundos de pensão é uma exigência legal, que prevê aportes adicionais dos trabalhadores e das estatais patrocinadoras.

CPI INVESTIGA FUNDAÇÕES
No fim de 2015, o governo aprovou uma regra mais flexível para solucionar o déficit. Por ela, os resultados negativos poderão ser equacionados a longo prazo, de acordo com o fluxo de pagamento das aposentadorias e pensões. Assim, quanto mais aposentados, menor o tempo para o acerto das contas. A legislação anterior não permitia isso: apenas exigia uma solução depois de três anos seguidos de resultado negativo e em valor superior a 10% do patrimônio.

Má gestão, investimentos arriscados e sem retorno, reflexo do aparelhamento das entidades com indicações políticas, e agravamento da crise na economia explicam o déficit crescente dos planos de benefícios. As quatro entidades são investigadas pela CPI dos fundos de pensão da Câmara dos Deputados. A comissão, a segunda nos governos do PT para tratar da questão, foi criada a partir da Operação Lava- Jato, que levantou a suspeita de participação dos fundos de previdência das empresas públicas em desvio de recursos para favorecer partidos, causando prejuízo aos trabalhadores.

‘SE A GENTE NÃO PAGAR, NÃO SE APOSENTA’
Alvo da CPI, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, o Postalis acumulou déficit de R$ 5,7 bilhões em 2012, 2013, 2014 e 2015 ( até novembro) — valor que deve subir na conclusão do balanço. Parte do rombo pode ser atribuída a aplicações mal sucedidas, como compra de papéis da dívida da Argentina e da Venezuela, que viraram pó, e de fundos de investimentos que geraram prejuízos milionários.

Na semana passada, a atual diretoria entrou com ação contra o banco responsável pela administração ( Bank of New York Mellon), na tentativa de recuperar R$ 2,2 bilhões. Enquanto isso, o fundo está finalizando uma proposta de equacionamento para o rombo, que deve ser apresentada em março aos trabalhadores. Procurado, o BNY Mellon respondeu: “Embora não possamos comentar ações judiciais às quais não tivemos acesso, as reivindicações que temos visto até esta data não têm mérito e vamos continuar nos defendendo contra elas”.

Faltando 12 anos para se aposentar, o funcionário dos Correios Deuzimar Batista dos Santos tem dúvidas sobre o futuro. Com 25 anos de carreira, ele trabalha como motorista e entrega encomendas de Sedex em Brasília. Ganha R$ 2.500 por mês e desconta cerca de R$ 200 para o fundo de pensão. E foi informado que pode ser obrigado a desembolsar mais R$ 100 para ajudar a cobrir o déficit do fundo.
— Os diretores do Postalis são escolhidos pelos Correios. Assim, a empresa tem que arcar com o déficit — disse Santos.

— Se a gente não pagar, não pode se aposentar. Também não há garantia de que os recursos serão bem administrados de agora em diante — reforçou o carteiro Luis Sandro Ribeiro, também funcionário dos Correios, com 22 anos de casa.
Na Funcef, o comando da entidade acabou de aprovar uma proposta para solucionar o déficit de R$ 5,1 bilhões de um dos quatro planos de benefícios, com resultado negativo desde 2012. Do total, R$ 1,9 bilhão começará a ser pago pelas partes em maio, num prazo de 17 anos. Considerando os demais planos, o rombo soma R$ 5,5 bilhões. A expectativa é que o balanço de 2015 tenha desequilíbrio adicional de R$ 7 bilhões.

Após déficit acumulado de R$ 6,2 bilhões, em 2013 e 2014, a Petros deve repetir o desempenho ruim em 2015. Até outubro, o rombo alcançou R$ 15,4 bilhões ( R$ 9,2 bilhões a mais), segundo dados do conselho fiscal. Mesmo a Previ, após anos de resultados positivos, como lucro de R$ 12,4 bilhões em 2014, deve virar 2015 com déficit na casa dos R$ 13 bilhões. Até setembro, a perda era de R$ 572,8 milhões. Mas o rombo vai subir no resultado fechado do ano devido a uma reavaliação no valor dos ativos da entidade.

No caso da Previ, com 52% dos ativos aplicados em renda variável, a conjuntura econômica é uma das principais razões para o déficit. O fundo tem aplicações na Vale e na Petrobras, que perderam valor de mercado, diante da queda nas commodities. No caso da Petrobras, contaram também denúncias de corrupção. Além disso, a Previ tem participações em outras empresas, como Invepar, que passa por dificuldades financeiras. Endividada após assumir o aeroporto de Guarulhos, a situação da Invepar se agravou depois que um dos sócios, a construtora OAS, apareceu na Lava- Jato e pediu recuperação judicial.

“Essa conjuntura é difícil para todo o mercado e impacta os investimentos em geral, inclusive os fundos de pensão”, destacou em nota a Previ.

PERDAS COM INVEPAR E SETE BRASIL
Petros e Funcef também contabilizam perdas com investimentos em renda variável, além de outras dificuldades, como compra de participação da Sete Brasil. Eles investiram quase R$ 1,4 bilhão cada um na empresa, sem perspectiva de retorno no momento. Os dois fundos também detêm participação na Invepar.

Segundo conselheiros da Petros, o resultado também deve ser prejudicado pela situação da Invepar, pois o valor da empresa caiu de R$ 2,8 bilhões em 2014 para R$ 2,2 bilhões no ano passado. O impacto negativo no balanço do fundo deve ficar em torno de R$ 600 milhões. A Petros também contabiliza perdas por investimentos mais antigos, como na Lupatech ( do setor de petróleo) e no grupo Galileo.

A Associação Nacional dos Participantes dos Fundos de Pensão ( Anappar) informou em nota que, com exceção do Postalis, os déficits nos outros fundos são resultado da conjuntura econômica ou fazem parte do risco do negócio. No texto, porém, a Anappar alerta para perdas reais nos ativos: “Até onde pudemos avaliar por meio dos balanços e relatórios de investimentos, as perdas de rentabilidade são causadas pela conjuntura adversa. Entretanto, a continuar nesta conjuntura adversa por muito tempo, corremos o risco de termos perdas reais nos ativos dos planos. É hora de muito cuidado e prudência na gestão dos planos”.

‘NÃO HÁ DÚVIDA QUE HOUVE MÁ GESTÃO’
Documento apresentado pelo Fórum Independente em Defesa dos Fundos de Pensão à CPI dos fundos de pensão em dezembro mostra que as entidades patrocinadas por empresas privadas registraram lucro em 2014, enquanto o déficit nos fundos das estatais só cresceu. Para o colegiado, a elevada participação dos fundos das empresas públicas em investimentos de maior risco ajuda a explicar o desempenho ruim dessas entidades.

No Postalis, a proporção dos investimentos nesses projetos alcança 18,63%; na Funcef, 10,84%; na Petros é de 6,14% e na Previ, 0,7%. Já entre as entidades que mais lucraram em 2014, como o Sistel, por exemplo, essa distribuição é de 0,46%; na Fundação ItaúUnibanco, é de 0,02% e na Valia, 3,9%.

Relator da CPI, o deputado Sérgio Souza ( PMDB- PR), disse que os depoimentos à CPI reforçam os indícios de irregularidades na gestão dos recursos dos fundos de pensão. Ele disse que a comissão encerra o trabalho em março e enviará relatório às autoridades para que sejam apuradas responsabilidades na esfera criminal. Segundo Souza, várias pessoas serão indiciadas:

— Não temos dúvida que houve má gestão dos recursos, ingerência política e a corrupção está nos fundos de pensão.

O Globo – 15/02/2016

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BNDES investirá R$ 200 milhões em empresas inovadoras

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) planeja investir cerca de R$ 200 milhões em novas empresas inovadoras. Será a terceira etapa do fundo Criatec, que na primeira fase financiou 36 empresas e realizou, entre 2008 e 2014, aportes de R$ 68 milhões Na segunda fase, entre 2014 e 2015, foram desembolsados R$ 20 milhões. A ampliação da linha de financiamento será anunciada hoje.

Em janeiro de 2007, quando foi criado, o Criatec contava com R$ 100 milhões – R$ 80 milhões da BNDESPar e R$ 20 milhões do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Nove anos depois, pelo menos dez empresas, entre elas bancos regionais e companhias privadas, demonstraram interesse em ser cotistas do fundo. Segundo o gerente de capital empreendedor do BNDES, Filipe Borsato da Silva, o crescimento médio do faturamento das empresas financiadas pelo Criatec chega a 30% ao ano.

O Criatec foi pensado com a finalidade de capitalizar micro e pequenas empresas inovadoras. Segundo o BNDES, as empresas que receberam investimentos do Criatec criaram 857 produtos – 108 foram lançados em 2014 e outros 50 no primeiro semestre de 2015. Na visão de Filipe Borsato, “o primeiro fundo teve sucesso e acabou tendo mais investidores interessados, e isso explica o crescimento”.

Nessa terceira etapa, o Criatec investirá prioritariamente nos setores de tecnologia de informação e comunicação (TIC), agronegócios, nanotecnologia, biotecnologia e novos materiais. Na primeira fase, informou o gerente do BNDES, quase 70% das “startups” beneficiadas vieram do segmento de novas tecnologias. Agora, o BNDES vai passar os próximos quatro anos em buscas de novas empresas para formar a carteira de 36 projetos.

A gestora do fundo será a Inseed, que também estava à frente dos investimentos no primeiro Criatec. É dela a responsabilidade de selecionar os projetos, acompanhar o desenvolvimento das companhias e decidir o momento de se desfazer do investimento. Cerca de 2,5 mil empresas deverão ser analisadas para seleção de 36 ideias. “Buscamos empresas com forte inovação, que resolvam problemas de mercado de forma clara e relevante”, afirmou o diretor da Inseed, Gustavo Junqueira.

O número de companhias nascentes beneficiadas pelo Criatec será o mesmo da primeira edição, mas o BNDES deve ampliar o valor destinado a cada um dos selecionados. “Quando a empresa cresce rapidamente, precisa de agilidade para receber investimentos. Percebemos que era importante ter maiores recursos de volume por empresas”, disse Junqueira. As empresas que receberam investimentos pelo fundo do BNDES já requereram 37 patentes no Brasil, e 9 no exterior.

Valor Econômico – 15/02/2016

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‘Vender um negócio no Brasil pode ser uma decisão difícil’

A desvalorização do real frente ao dólar colocou o Brasil no radar de multinacionais interessadas em ativos no País. Com escritório em São Paulo desde 2014, sob a liderança de Daniel Wainstein e Rodrigo Mello, a butique americana de fusões e aquisições Greenhill está à frente de algumas operações em andamento no País. O presidente executivo global da instituição, Scott Bok, acredita que instituições independentes como a Greenhill têm espaço para concorrer com grandes bancos, que são mais agressivos neste segmento.

No fim do ano passado, a Greenhill assessorou a Hortifruti, rede de “sacolão de luxo”, que vendeu 40% de participação para o fundo suíço Partners Group, e foi contratada pela Elavon, que atua no segmento de adquirência (conhecido como mercado de “maquininhas de cartão de crédito”), para a venda da fatia de 49% que pertence ao Citi. As negociações, que estavam avançadas, agora estão em compasso de espera, uma vez que os potenciais compradores – Bradesco e Banco do Brasil – controlam a concorrente Cielo e a operação pode ser questionada por concentração de mercado, segundo fontes.

Para Bok, o Brasil mais barato tem impulsionado as operações de fusões e aquisições. A seguir, os principais trechos da entrevista.

A crise econômica no Brasil estimula ou inibe as operações de fusões e aquisições?

Nossas perspectivas são boas. Temos uma excelente lista de operações ativas para importantes companhias brasileiras. É mais difícil concluir transações, tendo em vista as condições atuais (e voláteis) de mercado no Brasil.

A desvalorização do real torna as empresas brasileiras uma pechincha para estrangeiros?

Acho que sim. Obviamente, muitas empresas e investidores estrangeiros estão nervosos sobre o que leem na imprensa internacional a respeito do Brasil, mas o País é muito grande, com uma classe média crescente. Para as empresas que compreendem a importância deste mercado, a atual taxa de câmbio torna-se um ótimo momento para aquisições de ativos.

Com a crise, muitas empresas brasileiras estão com problemas financeiros. Como butiques, como a Greenhill, podem ajudar nesse cenário?

Nos EUA, temos um longo histórico em consultoria para empresas em reestruturação. Podemos fazer o mesmo no Brasil. Além disso, parte da solução para muitas dessas situações é encontrar novos investidores ou vender parte dos negócios da companhia. Ter consultores livres de conflitos é importante para essas empresas, que em parte têm os próprios bancos que fizeram empréstimo também como assessores de fusões e aquisições.

O que as empresas devem levar em consideração para contratar uma assessoria?

Duas questões. Primeiro, se a assessoria tem todas as capacidades que ele precisa. Dependendo do cenário, isso pode significar experiência em fusão e aquisição, conhecimento no setor da indústria ou uma rede internacional. Em segundo lugar, a pergunta deve ser se a consultoria está do lado da empresa.

Frequentemente, grandes bancos, seja no Brasil ou em outros países, têm conflitos de interesse que significam que não estão inteiramente do lado do cliente.

Muitas empresas brasileiras precisam de capital e buscam atrair um parceiro forte. Porém, com o atual cenário, os ativos tendem a ser depreciados.

Vender um negócio no Brasil pode ser uma decisão difícil atualmente. Mas manter o balanço em ordem para continuar a operar os negócios com sucesso é também importante. Algumas vezes, a resposta correta pode ser vender apenas parte da companhia, ou apenas alguns ativos ou subsidiárias em vez de toda a empresa. Dessa forma, pode-se manter uma participação acionária grande que poderá ser vendida no futuro, de preferência por valores mais elevados.

Que tipos de negócios no Brasil mais atraem os investidores estrangeiros?

Investidores estrangeiros estão mais focados em recursos naturais, serviços financeiros e em operações relacionadas ao consumo que atinge a grande classe média brasileira. Atualmente, temos mais operações com empresas locais do que com empresas e investidores estrangeiros, mas gostamos de atuar nas duas frentes.
Como o sr. avalia a atual crise econômica no País? Há mais oportunidades neste caso?

Como qualquer crise, esta não vai durar para sempre. Para aqueles com alguma coragem, a taxa de câmbio e as dificuldades do mercado financeiro local se tornam oportunidades de aquisição e investimentos de longo prazo.

Como o sr. vê o apetite do investidor externo pelo Brasil?

O Brasil é um País que desperta grande interesse de clientes de todo o mundo, tanto por seus enormes recursos naturais quanto por sua crescente classe média.
No mercado, comenta-se que investidores japoneses e chineses estariam procurando oportunidades nos países emergentes, como o Brasil. A crise não os afugenta?
As empresas japonesas e chinesas com as quais eu trabalho têm um ponto de vista de longuíssimo prazo. E esses países têm uma necessidade muito maior de recursos naturais, como alimentos e petróleo, do que os Estados Unidos. Então, tenho certeza que esses países continuam a ter um interesse muito grande no Brasil.

Considerando o atual cenário no Brasil, com bancos estrangeiros vendendo ou reduzindo suas operações no País, o grupo lamenta ter investido aqui?

De jeito nenhum. O Brasil continua a ser um país importante, que faz muitos negócios com os Estados Unidos, nosso maior mercado. Estamos focados em ter sucesso no longo prazo. Então, não estamos incomodados com uma dificuldade de mercado no curto prazo. Além disso, estamos para anunciar importantes operações no Brasil e temos outras transações em curso. Também temos clientes internacionais que continuam muito interessados no mercado brasileiro.

O Estado de S.Paulo – 15/02/2016

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Crise forçou capitais a reduzir investimentos em ano pré-eleitoral

A crise econômica e o ajuste fiscal da União atingiram os investimentos municipais em período pré-eleitoral. Levantamento com base nos relatórios fiscais de 16 capitais mostra que os investimentos desses municípios cresceram apenas 1,1% em termos nominais em 2015, o que significa queda real de 8,7% pelo IPCA. O desempenho do ano passado ficou bem aquém da alta nominal de 23,6% nos investimentos do mesmo universo de municípios no período imediatamente anterior, de 2013 a 2014.

Dentre as capitais com investimentos mais representativos, o município do Rio, por conta principalmente de obras relacionadas aos Jogos Olímpicos, é o que apresentou a maior alta em 2015, com crescimento de 49,8% contra o ano anterior. Tirando a capital fluminense da amostra, os investimentos amargaram queda de 22,2% de 2014 para 2015. Piora sensível quando comparada ao avanço de 21,2% dos investimentos desses mesmos municípios na passagem de 2013 para 2014, no mesmo critério. Além do Rio, apenas outras quatro capitais conseguiram elevar seus investimentos no ano passado.) O levantamento considerou como investimentos as despesas primárias de capital liquidadas.

Os números mostram, segundo Amir Khair, especialista em contas públicas, os efeitos da retração econômica na arrecadação da União e dos governos regionais. “Cada ponto de queda no PIB [Produto Interno Bruto] correspondente a dois ou três pontos percentuais de recuo da arrecadação”, estima. Além de provocar menor geração de receitas e lucros que servem como base para o recolhimento de tributos, diz, a queda da atividade eleva a inadimplência. “O imposto é a primeira coisa que deixa de ser paga em momentos de crise.”

No caso dos municípios o efeito da recessão se deu principalmente nas transferências correntes da União e dos Estados, que cresceram em 2015 apenas 3,3% nominais, bem abaixo das receitas primárias correntes, que avançaram 10,3%. Ao mesmo tempo em que a crise afetou a arrecadação de tributos divididos com os municípios, como o Imposto de Renda (IR) da União e o ICMS dos Estados, diz Khair, as prefeituras fizeram esforço de alta da receita própria.

Jorge Luís Tonetto, secretário de Fazenda de Porto Alegre, conta que o município sentiu particularmente o desempenho fraco das transferências correntes da União e do Estado que, no conjunto, cresceram 2,9% em 2015. A receita tributária avançou 6,6%. No ano passado, lembra ele, a capital gaúcha contou com fatores que amenizaram o efeito da crise na arrecadação própria. “Tivemos os efeitos da implantação da nota fiscal eletrônica e fizemos um parcelamento do ISS.” A ‘ajuda’ dessas medidas não se repetirá da mesma forma neste ano, destaca ele.

Tonetto lembra que as transferências correntes são representativas. No caso de Porto Alegre esses repasses respondem por 38,8% da receita corrente primária. Na amostra de 16 capitais, elas correspondem a 37,6% da receita. Por conta da queda real no valor dos repasses, porém, a fatia ficou no ano passado cerca de 2,5 pontos percentuais abaixo dos 40,2% de participação registrado em 2014.

No município de São Paulo, por exemplo, a receita tributária própria avançou 6,9% nominais enquanto os repasses correntes cresceram 1,5%. Os investimentos da capital paulista, considerando os valores liquidados, somaram R$ 3,1 bilhões em 2015, com queda de 18% em relação ao ano anterior. O secretário de Finanças, Rogério Ceron, diz, porém, que o número não inclui investimentos executados nos últimos meses do ano e que não foram pagos. Ele argumenta que os investimentos empenhados chegaram a R$ 4,6 bilhões, 5,6% a mais que os de 2014. Os recursos empenhados, porém, indicam os valores que foram destinados aos investimentos, mas não necessariamente executados.

Considerando esse parâmetro, Ceron diz que haverá estabilidade de investimento em 2016. Parte disso será possibilitada pela troca do indexador da dívida da prefeitura com a União. A mudança reduz em R$ 1 bilhão ao ano a despesa do município com a dívida. O secretário também diz que a execução dos recursos da emissão de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepac) para as áreas de operações urbanas se acelerou em 2015 e pode manter a tendência para este ano. Em relação às receitas, o receio é de que a retração econômica traga nova queda real da receita tributária e que o quadro piore nos próximos meses. “É uma situação difícil. Não há como ter horizonte mais longo que o de um trimestre.”

Em Porto Alegre, os investimentos, reconhece Tonetto, também caíram de 2014 para 2015. Os investimentos liquidados diretos do Tesouro somaram R$ 223,8 milhões no ano passado na capital gaúcha, com queda 27,2% em relação a 2014. “Apesar da redução, ficamos acima da média histórica de R$ 200 milhões.” Segundo o secretário, a perspectiva é de que os investimentos em 2016 terminem estáveis em relação ao ano passado. Isso é possível, explica, porque a maior parte é suportada por recursos de terceiros. A expectativa é assinar ainda este ano US$ 170 milhões em novos contratos para projetos diversos de investimento.

Na capital mineira não é muito diferente. Pedro Meneguetti, secretário de Finanças, diz que a prefeitura não tem capacidade de investir com recursos próprios e as transferências estão em queda. Por isso, para voltar a aumentar a execução de obras, só com operações de crédito. Segundo ele, as negociações estão adiantadas para liberação de R$ 500 milhões com um banco nacional, para projetos de mobilidade urbana. “A cidade não pode parar. Nós temos espaço fiscal, nosso índice de endividamento está dentro do limite”, comenta.

Segundo ele, a queda do investimento foi mais acentuada no ano passado também por causa da base de comparação. Segundo ele, como Belo Horizonte foi uma das cidades-sede durante a Copa do Mundo de 2014, os investimentos feitos em preparação para o evento acabaram inflando os dados. Em 2014, os investimentos da capital mineira somaram R$ 1 bilhão, queda de 11,83% em relação ao ano anterior, em termos nominais. Em 2015, essa retração se aprofundou, com recuo de 39,6%, para R$ 620 milhões. “A queda já ocorreria com o efeito da Copa. Com retração da economia, acabou sendo maior ainda”, diz.

Na expectativa de ter recursos para investimentos, as prefeituras fazem as contas do impacto da crise prolongada sobre as receitas deste ano. A prefeitura de Belo Horizonte, diz Meneguetti, está fazendo o possível para contornar o cenário difícil. Em 2015 a alta da receita corrente foi de 5,9%, em termos nominais, bem abaixo da inflação de quase 11% vista no ano passado. “A prefeitura perde por todos os lados, com diminuição da receita própria, dos repasses estaduais e federais”, afirma ele. A alta nominal das transferências correntes foi de 4,7% entre 2014 e 2015.

O objetivo no momento, diz o secretário da capital mineira, é elevar a arrecadação sem mexer em alíquotas, além de controlar todo o gasto possível. “O prefeito já anunciou corte de 30% dos cargos comissionados e contingenciamento de 25% no Orçamento deste ano. E aí cada secretaria busca cortar onde pode, no uso de veículos, energia elétrica”.

Depois de oferecer um parcelamento de ISS em 2015, a Fazenda de Porto Alegre colocou o pagamento incentivado de IPTU no radar, diz Tonetto. “Mas é preciso verificar se será viável, em razão das restrições do ano eleitoral”, diz. “Há muita incerteza no campo das receitas. Não sabemos também se a CPMF será aprovada e nem como será a distribuição das suas receitas. Vamos completar em 2016 três anos seguidos de recessão, o que nos deixa muito apreensivos.”

Para José Roberto Afonso, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), a situação das capitais parece melhor que a dos Estados, que acabaram sentindo de forma mais intensa e rápida os efeitos da crise. Ele diz, porém, que o quadro deve ser pior fora do universo das capitais, nos municípios menores, altamente dependentes dos repasses.

Nas grandes capitais, diz ele, o corte de investimentos é a variável de ajuste de contas quando as receitas ficam mais escassas. É preciso, porém, cuidado para que as prefeituras não aumentem demasiadamente o endividamento com a justificativa de manter investimentos, alerta. Para ele, de qualquer forma, é preciso elevar a capacidade de gestão própria das cidades. A arrecadação de IPTU, exemplifica, tem potencial para gerar receita muito maior e poderia ser explorada pelos prefeitos.

Valor Econômico – 15/02/2016

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Economistas já preveem que alta do desemprego vai se estender até 2017

A piora contínua das expectativas para a atividade econômica tem levado número crescente de consultorias e instituições financeiras a projetar avanço na taxa de desemprego não apenas neste ano, mas também em 2017. A dinâmica de contratações e demissões, diretamente ligada à do Produto Interno Bruto (PIB), explica parte do cenário, influenciado também pela defasagem entre a reação dos indicadores de atividade e os referentes ao mercado de trabalho, descompasso de cerca de dois trimestres, conforme algumas estimativas. Assim, diante de uma retomada prevista apenas para o próximo ano, dizem economistas, a tendência de alta do desemprego só começaria a ceder em 2018.

A taxa média apurada pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), de acordo com cálculos da MCM Consultores, saltará dos atuais 6,9% para 10,1% neste ano e para 10,8% em 2017. Apesar do desemprego maior, ressalta Sarah Bretones, economista da instituição, o ritmo de corte de vagas deve ser mais intenso em 2016, por causa do desempenho da atividade – as quedas de 3,7% e de 2,8% esperadas para o PIB em 2015 e 2016, ela diz, conduziriam a ocupação à maior retração da série da pesquisa (2,5%).

Em 2017, diante de uma alta modesta de 0,5% do PIB, a ocupação cederia 0,3%. “Com uma reação da atividade, ainda que apática, o ritmo de cortes não deve ser tão intenso”, diz Sarah. A maior pressão, portanto viria de uma busca mais intensa por vagas, traduzida em uma elevação da população economicamente ativa (PEA).

“As empresas que decidiram não demitir no ano passado estão com o colchão muito curto”, pondera Bruno Campos, da LCA Consultores, justificando a expectativa de contribuição maior das demissões para o aumento de desemprego neste ano. Tomando como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que deve substituir a PME como indicador oficial a partir de março, a LCA calcula que a taxa média passará de 8,6% para 11,7% neste ano e subirá a 13% em 2017.

A retração da população ocupada respondeu por 0,3 dos 2,4 pontos percentuais de aumento do desemprego em outubro do ano passado, em relação a igual período de 2014, para 9%. Em maio deste ano, destaca o economista, quando o indicador deve atingir o pico de 11,6%, a contribuição dos cortes de vagas será de um ponto percentual dos 3,6 pontos que a taxa deve abrir de distância sobre igual intervalo do ano anterior.

Para Campos, a população ocupada deixará de pressionar a taxa no segundo semestre de 2017, com redução do desemprego apenas no segundo semestre de 2018. “Os mecanismos institucionais [que elevam custos de demissão e contratação] fazem com que o mercado de trabalho não funcione como o de soja, por exemplo. Ele demora bem mais para se reequilibrar.”

O “grande destaque negativo” deste primeiro trimestre, afirma o economista-chefe do Banco Fibra, Cristiano Oliveira, será o setor de serviços, que deve dar sequência ao ritmo mais intenso de demissões observado no fim do ano passado. “Boa parte do ajuste da indústria e da construção civil ficou em 2015. Essas empresas já se adequaram à queda forte da produção, já demitiram seus trabalhadores qualificados.”

É essa expectativa que justifica em parte a projeção da Tendências Consultoria de queda de 2,7% no volume de empregados da PME neste ano. “Os serviços respondem por 60% da ocupação na pesquisa”, diz Rafael Bacciotti, economista da instituição. A trajetória das projeções da Tendências em 2015 dá dimensão da piora de expectativas que marcou o período. Nos últimos 12 meses, a estimativa para a taxa média apurada pela PME em 2017 saltou de 7,3% para 11,1%

“A gente foi sendo surpreendido [pelo desempenho negativo da atividade] e foi fazendo as revisões”, afirma. As expectativas para o PIB de 2017, por sua vez, se deterioraram no mesmo ritmo, passando de 1,8% para 0,1%.

Oliveira, do Fibra, chama atenção para o desafio que o país terá durante a retomada da atividade para absorver o contingente expressivo de desempregados em formação. “Vamos ter um problema social grande, a qualidade de vida nas grandes cidades deve piorar”, afirma, fazendo referência aos primeiros sinais dessa deterioração presentes no “índice de miséria” compilado pela instituição.

Um dos poucos desdobramentos positivos da queda expressiva dos rendimentos dos salários, diz ele, será o alívio que o mercado de trabalho proporcionará à inflação – cenário oposto àquele que marcou o período entre 2010 e 2014. Ambas as taxas apuradas pela PME e pela Pnad Contínua já atingiram o nível em que não exercem mais pressão sobre os índices de preços, que Oliveira calcula em 6,5% e em 8,2%, nessa ordem.

“A abertura do hiato [do emprego] deve manter o mercado de trabalho desinflacionário pelos próximos anos”, concorda Bacciotti, da Tendências. No cenário da MCM, essa dinâmica se estende pelo menos até 2020, quando o desemprego pela PME estaria em 8,6%.

Valor Econômico – 15/02/2016

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Governo debate medidas trabalhistas para apoiar retomada do crescimento

Nesta semana o governo deve iniciar os debates sobre medidas para retomar o crescimento econômico por meio do mercado de trabalho. Contudo, a reforma previdenciária deve ser um tema secundário nas discussões.

Para especialistas, deixar essa discussão de lado pode trazer mais problemas para a economia e também ao âmbito social. “Essa questão é de alta prioridade, pois o sistema previdenciário é amplo, complexo e com uma crise fiscal que impacta a geração de empregos, o caixa previdenciário deixa de arrecadar em virtude do aumento da informalidade e da omissão estatal em cobrar os sonegadores. Não só por esse prisma econômico, mas também pela justiça social, um dos ideais da Previdência”, entende o advogado Sérgio Salvador, especialista em Direito Previdenciário.

Outra questão é que, conforme reportagem do DCI divulgada em 29 de janeiro (Sem recursos do governo, déficit na Previdência ficará maior neste ano), com o desemprego ameaçando bater na casa dos dois dígitos, a arrecadação previdenciária tende a retrair em 2016, o que afeta ainda mais as contas públicas no curto prazo, também importantes para alavancar o consumo e retomar a confiança dos investidores e dos empresários.

“Sempre que temos momentos conturbados com relação à economia nacional e ao crescimento do País, a Previdência tem sido lembrada como a solução de todos os problemas. Com certeza precisamos sim de uma reforma geral, global, estrutural e não pontual, por etapas para tentar justificar uma desengonçada política cambial. A discussão é sempre válida, contudo, com os técnicos e especialistas na matéria, que não possuem lastros políticos e sabem o que ela necessita para ser forte, justa e equilibrada”, pontua Sérgio Salvador.

Fórum

Na semana passada, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, informou, em nota, que a principal pauta da próxima reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social, marcada para próxima quarta-feira, é o plano de recuperação do crescimento.

Porém, segundo o ministro também deve ser tratado um cronograma de discussões sobre a Previdência em comum acordo com sindicalistas e empresários. Porém, segundo Rossetto, o governo ainda não possui uma proposta consolidada, mas estudos e reflexões. “Existem várias alternativas. Vamos tratar esse assunto com a responsabilidade e com a amplitude social que ele exige. Nossa meta é consolidar uma Previdência que seja justa e sustentável”, disse, na nota.

A reforma da Previdência é apontada como a principal medida para recolocar as contas públicas em equilíbrio, porém deve seguir num ritmo mais lento que o desejado pela área econômica. A expectativa era que o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, apresentasse as linhas gerais de uma proposta na reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social no último dia 10 de fevereiro.

Mas, a declaração do ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, desestimulou o mercado.

Na avaliação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), essa é uma disputa clara no governo: de um lado, a equipe de Barbosa corre contra o tempo para encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta de reforma que dê um horizonte de reequilíbrio nas contas da Previdência. Do outro, Rossetto defende uma discussão sem pressa.

Para Sérgio Salvador, as propostas deveriam abordar o aumento de mecanismos de controle de fraudes; mais transparência e divulgação das contas previdenciárias; divulgação maior e mais acessível da importância da Previdência para aumentar a adesão; convocar a sociedade para participar periodicamente de decisões a serem tomadas para os rumos da Previdência; flexibilização de certas regras; e amoldar determinados entendimentos administrativos com os entendimentos judiciais, muitas vezes diametralmente opostos; entre outros.

Dados

De acordo com dados recentemente divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, o número de pessoas com idades entre 16 e 59 anos protegidas pela instituição chegou a 65,3 milhões. Elas fazem parte de um universo de 90 milhões de pessoas que se declararam ocupadas, no ano de 2014, o que representa uma cobertura de 72,6%. O resultado significa que de cada 10 trabalhadores, sete estavam socialmente protegidos.

Segundo estudo do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2014, a maior categoria com pessoas protegidas é a de contribuintes do Regime Geral de Previdência Social (RGPS): 57,3% dos ocupados com idades entre 16 e 59 anos. Se considerado o gênero, em 2014, a proteção social de homens e mulheres apresentou o mesmo percentual de 72,6%. De acordo com a PNAD, 24,6 milhões de trabalhadores estavam sem cobertura previdenciária em 2014. Desses, 13,5 milhões tinham capacidade contributiva, com renda igual ou superior a um salário mínimo e, portanto, poderiam contribuir para a Previdência Social.

DCI – 15/02/2016

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Lula diz que sindicalistas devem optar por bases em caso de conflito com governo

 Mônica Bergamo – 15/02/2016

O ex-presidente Lula já disse a sindicalistas que, em caso de conflito maior entre trabalhadores e o governo Dilma Rousseff por causa da reforma da Previdência, eles devem optar por suas bases sociais.

SOBREVIVER 2
O apoio ao governo, portanto, não deve se sobrepor à própria sobrevivência política dos dirigentes sindicais.

ME AJUDA
Na sexta passada, Dilma foi ao Instituto Lula buscar o apoio do ex-presidente para as mudanças na Previdência que ela pretende propor.

EM FRENTE
Parlamentares da base de Dilma já tentaram convencê-la a retirar o assunto de pauta, e só voltar a ele quando a proposta de reforma no sistema de aposentadorias estiver pronta para ser enviada ao Congresso. Assim, o governo não “apanharia” tanto no momento em que ainda reflete sobre o tema. Dilma ignorou os conselhos.

FECHA A CONTA
A presidente da Fundação Procon-SP, Ivete Maria Ribeiro, saiu do cargo após um ano. Ela pediu exoneração um ano antes do fim do mandato, previsto para ir até fevereiro de 2017. A advogada alegou motivos pessoais. “Não há nenhuma motivação política, nunca houve ingerência na minha gestão”, diz. O órgão é administrado pelo governo do Estado.

CONTA 2
Na despedida, Ivete apresentou resultados de seu trabalho, como o aumento de 12% no número de atendimentos do Procon entre os anos de 2014 e 2015. Ela quer voltar a advogar em áreas como direito eleitoral e consumidor.

ZOOM
O número de páginas visitadas no Portal da Transparência do Estado de São Paulo cresceu 19% entre 2014 e 2015. O site tem dados do governo como contratos, salários de funcionários públicos, receitas e despesas. Para a Ouvidoria Geral do Estado, responsável pela página, o crescimento mostra maior interesse do cidadão em fiscalizar a administração.

TRIBUNAL
De cada dez municípios de São Paulo, quatro tiveram seus prefeitos condenados por improbidade em um ano. O levantamento é do “Anuário da Justiça São Paulo”, que analisou 402 apelações julgadas no mérito pelo Tribunal de Justiça, entre novembro de 2014 e outubro de 2015. Foram 266 condenações de prefeitos e ex-prefeitos.

TRIBUNAL 2
A maioria (66%) das ações terminou com a condenação do acusado. Nos casos de absolvição (34%), a falta de provas ou a ausência de dolo na irregularidade foram as principais justificativas nas decisões do tribunal.

MAIS ATIVA
A jornalista Joyce Ribeiro, âncora do SBT, diz que os ataques racistas que sofreu há dois anos a fizeram ficar mais próxima de movimentos negros. Ela agora vai lançar um romance baseado na história de Chica da Silva.
“Fiquei com vontade de produzir mais. A história é atual porque mulheres negras enfrentam uma infinidade de problemas decorrentes da escravidão”, diz.

Folha de S.Paulo – 15/02/2016

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Caiu a máscara de Lula

Ricardo Noblat – 15/02/2016

“Converso sistematicamente com o presidente Lula. Acho que ele está sendo objeto de grande injustiça”
Dilma Rousseff

Sabe qual é a surpresa que nos reserva a defesa de Lula no caso do sítio de Atibaia, reformado gentilmente para ele pelas construtoras OAS e Odebrecht, ambas envolvidas na roubalheira da Petrobras? Fernando Bittar, um dos supostos donos do sítio, dirá que o sítio de fato lhe pertence, e também ao empresário Jonas Suassuna, sócio em outro negócio de Fábio Luiz, filho mais velho de Lula.

SURPRESA HAVERIA
se Fernando dissesse que o sítio é de Lula, e que ele e Jonas não passam de “laranjas”. A Lava- Jato e o Ministério Público de São Paulo investigam se o registro de propriedade do sítio em nome de Fernando e de Jonas foi uma manobra de Lula para ocultar patrimônio. É isso o que parece, sugerem a lógica mais elementar e os indícios reunidos até aqui.

Oficialmente, o sítio foi comprado por Fernando e Jonas dois meses antes de Lula transferir para Dilma a faixa presidencial. Um dos advogados de Lula analisou a escritura registrada em cartório. Parte dos bens acumulados por Lula enquanto governou o país foi entregue no sítio em no dia oito de janeiro de 2011. Eram cerca de 200 caixas, entre elas 37 com bebidas.
José Carlos Bumlai,
amigo de Lula, hoje preso pela Lava- Jato, cuidou da reforma do sítio. Que começou a ser feita quando o sítio foi comprado no final de 2010? Não. Começou muitos meses antes. Marisa, mulher de Lula, visitou a obra. Reclamou de atrasos. E foi aí que entraram em cena as construtoras amigas do seu marido. Elas gastaram um bom dinheiro com a reforma.

Por que gastariam
se o sítio fosse apenas de Fernando e Jonas? Para que Lula, mais tarde, o recomprasse sem que ninguém soubesse que ele fora reformado de graça por construtoras premiadas com contratos milionários durante os seus dois governos? Ou por que a OAS e a Odebrecht, comovidas com a pregação do Papa Francisco, decidiram, meio que de repente, fazer caridade?

Ao longo dos últimos
quatro anos, seguranças de Lula estiveram no sítio 111 vezes pelo menos. Razoável imaginar que acompanhassem a família Lula da Silva. Amigos do clã, assíduos frequentadores do sítio, surpreenderam- se com a descoberta de que ele está em nomes de terceiros. Nada de mais que Lula comprasse um sítio ou até mais de um. Não lhe falta dinheiro.

Presidente da República
tem todas as suas despesas pagas pelo governo. Lula economizou dinheiro capaz de justificar a compra do sítio e do tríplex no Guarujá, esse também reformado de graça pela OAS. Ninguém teria nada a ver com isso. O problema? De volta ao futuro: a gentileza de construtoras clientes do governo em beneficiar imóveis de um ex- presidente. Cheira mal. Aí tem…

Como Lula, logo
Lula que denunciou a existência de 300 picaretas no Congresso, chamou Sarney e Collor de ladrões, subiu a rampa do Palácio do Planalto como se fosse o mais imaculado dos políticos, diz- se a alma mais honesta do país; como ele poderá admitir que pediu ou aceitou favores de construtoras, e que foi promíscuo, sim, ao misturar o público com o privado? Logo ele? Também Lula?

Pois é disso quese trata – por enquanto. Seus correligionários querem transformá- lo em vítima de um complô urdido para destruir a maior liderança popular que o país jamais teve. Ora, faça- me o favor… Lula é uma vítima dos seus próprios erros, de sua ambição desmedida, de sua vaidade, e de sua falta de compromisso com princípios e valores. A máscara dele caiu.

O Globo

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Arrecadação custará a voltar e temos urgência, diz Itaú

Mercado Aberto – 15/02/2016

“As receitas do governo vão demorar a voltar ao que eram. Temos de ter senso de urgência na aprovação das medidas necessárias. Só assim voltaríamos a ter a confiança para a recuperação da economia”, diz Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco.

“Aprovar medidas estruturais de contenção dos gastos públicos, como limite para os gastos públicos na Lei de Responsabilidade Fiscal e instituir uma idade mínima para a aposentadoria, não só é viável, mas fundamental.”

Como a queda na arrecadação torna ainda mais difícil cumprir 0,5% do PIB de superavit fiscal primário neste ano, é preciso buscar uma saída. “Precisa aprovar as medidas, como a CPMF, no Congresso para chegar a 0,5%”, reitera.

O Banco Itaú projeta estabilização da economia ainda neste ano e uma queda de 4% do PIB em 2016. “Acreditamos que a economia deverá se estabilizar a partir do segundo semestre deste ano.”

Para 2017, Goldfajn espera uma alta de 0,3% [antes, era zero], dependendo da reação da política econômica e dos choques internacionais.

O mercado de trabalho, por sua vez, ainda deverá reagir à queda do PIB com alguma defasagem temporal. A taxa de desemprego projetada pelo banco é de 13% em 2016 e deverá atingir 13,4% em 2017.

Com relação à forte reação dos mercados internacionais no início deste ano em decorrência da derrocada do preço do petróleo e da China, Goldfajn é menos pessimista.

“O mercado exagerou. Não vai durar meses e meses. Os Estados Unidos continuam a crescer, estão saindo da crise.” O patamar, porém, mudou. “Estamos na era de expectativas baixas”, lembra.

“A queda do petróleo e da China nos trazem [ao Brasil] inflação via câmbio e recessão via perda de renda”, afirma o economista.

*

Mais…
A CTG Brasil, que venceu o leilão para a operação das hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira, anuncia nesta segunda-feira seu primeiro leilão de energia elétrica no país.

…energia
A empresa comercializará no mercado livre cerca de 800 MW de energia das duas usinas. A CTG Brasil também adquiriu recentemente três ativos da Triunfo.

Saque…
Empresários de 14 países virão ao Brasil nesta semana para costurar negócios com companhias nacionais e assistir aos jogos do torneio de tênis Rio Open.

…e voleio
Os acordos devem gerar R$ 40 milhões, diz a Apex, que conta com a vinda de representantes de empresas de setores como têxtil, alimentício e de curtumes.

*

RECESSÃO ATÉ NAS FRAUDES

A Serasa Experian identificou 1,9 milhão de tentativas de transações fraudulentas no ano passado. É uma diminuição de 4,7% em relação a 2014, quando foram mais de 2 milhões de casos.

Uma tentativa de fraude é contabilizada a cada consulta que o lojista faz de um CPF que o birô de crédito considera suspeito. Por exemplo, o de um titular do documento que tem diversos endereços.

A explicação para a queda é a recessão econômica, segundo Luiz Rabi, economista da Serasa. “Caiu o volume de consultas e a quantidade de tentativas de golpe.”

Só nas lojas de telefonia que houve aumento. “Com uma linha pós-paga, os fraudadores conseguem abrir contas em outros locais.”

Uma fraude diferente, a que envolve cartões de banco de terceiros sendo usados por criminosos, acontece mais na internet do que em lojas físicas, diz Henrique Takaki, coordenador de segurança da Abecs (associação das empresas de cartão).

Essa forma de golpe não diminuiu, afirma ele. O vazamento de informações de clientes de bases de dados de empresas inflou os números de golpes nos últimos anos.

*

POUCOS QUILÔMETROS

A locadora de veículos Unidas lançou uma modalidade de aluguel mais curta, em que o motorista pode ficar duas horas com o carro.

Trata-se de uma parceria com a Leroy Merlin, de material de construção –só é válida para quem compra lá.

Por conta de custos de proteção e operacionais, o aluguel sai por cerca de 28% de uma diária.

“É também um teste para entender como os clientes usam carro no mesmo dia, se acham que é um benefício”, diz Marcelo Wagner, gerente nacional da Unidas.

A Rede Brasil, uma locadora que atua no Nordeste, oferece contratos de 6 horas para mais, diz Paulo Nemer, sócio da empresa. “As modalidades são flexíveis, mas oferecer duas ou três horas é inviável para o negócio.”

Hoje há empresas de “car-sharing” em que clientes usam veículos por períodos curtos, e aplicativos para a locação de carros que pertencem a pessoas físicas.

Atentas a novidades de mobilidade urbana, empresas de locação de automóveis devem começar a oferecer contratos mais curtos, diz um executivo de uma rede com presença nacional.

*

EFEITO IMEDIATO

A produção nacional de cloro caiu 2,2% no ano passado na comparação com 2014, segundo a Abiclor (associação da indústria de álcalis, cloro e derivados). As vendas totais do produto tiveram retração de 8,7%.

No mesmo período, a produção de soda cáustica recuou 2,3%, e a comercialização registrou queda de 1,7%.

“Nossos dois principais clientes são a indústria de celulose e a de alumínio. A de alumínio, principalmente, sentiu a crise”, diz Aníbal do Vale, presidente da entidade. “E o aumento de surpresa da energia no ano passado ajudou a agravar o cenário.”

A energia elétrica é o principal componente de custo de produção do segmento –representa cerca de 45% dos gastos operacionais do setor.

Para este ano, a expectativa da entidade é que os resultados de venda e produção sejam semelhantes aos de 2015.

Folha de S.Paulo

Redação On fevereiro - 15 - 2016
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