Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 23 de Setembro de 2017






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Deflação global pode ajudar Brasil

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu não aumentar a taxa de juros, há três semanas, não foi discutida em todas as dimensões a hipótese de uma crise financeira global. O que parecia estar no horizonte era uma deflação mundial. O que se ouve dentro do BC é que, com a piora dos últimos dias, pode haver tanto uma crise como uma onda deflacionária.

Uma deflação pode, em tese, ajudar os esforços do BC para cumprir a meta de inflação em 2017. Já uma crise financeira, a depender de sua evolução, pode atuar em sentido contrário, uma vez que provocaria desvalorização do real, com impacto nos preços internos.

O melhor cenário para o Brasil seria uma desinflação global que obrigasse as economias avançadas, sobretudo a americana, a adotarem políticas monetárias acomodatícias. Isso provavelmente derrubaria o dólar no mundo todo. Um dólar mais barato não está hoje nas contas de ninguém.

Valor Econômico – 12/02/2016

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IGP-M acelera e tem alta de 1,23% no início de fevereiro

SÃO PAULO  –  A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) triplicou na primeira prévia de fevereiro, para 1,23%, após marcar 0,41% no mesmo período do mês anterior, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). O aumento dos preços agropecuários no atacado, o reajuste da passagem de ônibus e a alta dos combustíveis puxaram a taxa do período.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com peso de 60% nos IGPs, subiu 1,44% na parcial de fevereiro, vindo de aumento de 0,35% no início de janeiro. Os preços dos produtos agropecuários saíram de elevação de 1,08% para 2,18% e os dos produtos industriais, de 0,06% para 1,13%. Soja em grão e farelo, milho, cana-de-açúcar e bovinos puxaram a inflação no atacado, segundo a FGV.

Por estágios de produção, os bens finais subiram de 0,89% para 1,27%, puxados pelos alimentos processados (0,44% para 1,32%). Os bens intermediários passaram de acréscimo de 0,23% para 1,26%, por conta de materiais e componentes para a manufatura (0,24% para 1,76%) e as matérias-primas brutas deixaram para trás recuo de 0,15% e tiveram incremento de 1,87% na pesquisa mais recente.

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou de 0,73% para 1,07% entre a primeira apuração de janeiro e a pesquisa inicial de fevereiro, com cinco deas oito classes de despesa com taxas maiores. O destaque coube aos Transportes (0,42% para 1,63%), em que tarifa de ônibus urbano (0,69% para 3,39%), gasolina (0,68% para 1,79%) e etanol (0,31% para 4,75%) foram preponderantes.

Também subiram mais Habitação (0,24% para 0,94%), Educação, leitura e recreação (0,40% para 1,61%), Despesas diversas (0,45% para 1,09%) e Comunicação (0,02% para 0,31%), influenciados por empregados domésticos (0,32% para 2,43%), cursos formais (0,00% para 3,39%), cigarros (0,06% para 0,90%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,06% para 0,52%) respectivamente.

Em contrapartida, houve arrefecimento no ritmo de alta em Alimentação (1,56% para 1,05%), Saúde e cuidados pessoais (0,65% para 0,52%) e Vestuário (1,44% para 1,12%). Nessas classes de despesa, a FGV chamou a atenção para os itens hortaliças e legumes (11,33% para 5,11%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,78% para -0,54%) e calçados (1,01% para 0,27%), nesta ordem.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,31% na primeira apuração de fevereiro, acima do resultado do mês anterior, de 0,05% de acréscimo. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços subiu 0,39% e aquele que representa o custo da mão de obra avançou 0,23%.

Valor Econômico – 12/02/2016

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Sem ajuste fiscal, turbulência externa ganha terreno

Termina hoje uma semana mais curta mas importante para a gestão das expectativas do mercado financeiro __ aqui e lá fora. No mercado internacional, bancos centrais das grandes economias assumiram posições a favor de juro negativo e de mais medidas de expansão monetária insatisfeitos que estão com o ritmo da atividade. No mercado local, à turbulência externa foi adicionada a hipótese de o governo não entregar superávit fiscal algum neste ano. O humor azedou com o fato de o governo não ter conseguido decidir sobre o tamanho ou quais programas seriam afetados pelos cortes necessários para cumprir a meta de superávit primário de 0,5% do PIB. O governo optou pela divulgação do decreto de programação financeira com ‘limite restrito do orçamento’, nas palavras do ministro do Planejamento, Valdir Simão.

Ante a possibilidade de escolher entre cortes profundos em despesas com salários de servidores, previdência, saúde e educação ou comprometer-se com um contingenciamento pouco crível, o governo decidiu usar o tempo para construir uma proposta mais sólida de mudança nas regras fiscais, informa Leandra Peres, do Valor.

No momento em que se tornou público, ontem, o adiamento do anúncio do corte do orçamento __ possivelmente para março __, juro e dólar tomaram fôlego extra. O dólar subiu pelo terceiro pregão consecutivo e, nas operações para entrega à vista, valorizou 1,27%, mirando R$ 4,00. No mercado futuro, o contrato de dólar que vence em duas semanas __ 1º de março __ fechou a R$ 4,009. Maior aversão a risco no exterior deu suporte à valorização do dólar ante o real e dúvidas quanto ao ajuste fiscal perseguido pelo governo brasileiro bancaram um prêmio que se estendeu ao mercado de juro, onde os prazos mais longos empinaram, relata Silvia Rosa, especialista do Valor PRO em câmbio e juro. Juro e dólar devolvem na abertura dos negócios os excessos de ontem e operam em baixa.

Embora mais leve, o comportamento dos juros de prazos mais longos revela incerteza de investidores, gestores e tesourarias bancárias quanto à perspectiva de a economia brasileira estar reequilibrada e assegurando alento futuro, quando a inflação não dá trégua. Nesta manhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentou a inflação medida pelo IGP-M na 1ª leitura de fevereiro e o índice triplicou, para 1,23%, de 0,41% em igual período de janeiro. O mercado financeiro não está confortável com apostas em corte da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) tão cedo. O maior juro do mundo __ 14,25% __ não compensa, neste início de ano, o risco de colocar todas as fichas aqui. Na primeira semana de fevereiro, US$ 1,002 bilhão deixaram o país, mostrou ontem o Banco Central.

O mercado financeiro entende que o governo começa a ‘formalizar’ a troca de um ajuste fiscal por uma reforma fiscal, mas não acredita que conquistará aliados para impedir um agravamento das contas públicas. O país caminha para o terceiro ano de déficit primário. A dívida bruta do setor público fechou  2015 em 66,2% do PIB e, calcula o Itaú Unibanco, pode chegar a 84% em 2018. O banco de investimento francês Natixis projeta queda do PIB brasileiro em 3,2%. Em 2017.

Em relatório distribuído recentemente a investidores, economistas da instituição colocaram em letra de forma uma avaliação corrente no mercado financeiro:  “Rebalancear a economia não será fácil. O castelo de cartas político vai persistir e a crise econômica é uma bomba relógio para a Presidente Rousseff. O único raio de esperança é a mudança política. Muitos ajustes necessários mas impopulares precisam ser feitos para consolidar o crescimento no longo prazo”.

Casa das Caldeiras / valor Econômico – 12/02/2016

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Governo desiste de meta de 0,5% e aposta na reforma fiscal

Ao adiar o anúncio do contingenciamento de gastos de hoje para o fim de março, o governo desistiu, na prática, da meta de superávit primário de 0,5% do PIB para este ano. Não vai tentar nem um movimento paliativo – um corte de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões, insuficiente para cumprir o estabelecido na lei, como estava prometido ao longo da semana.

O que resta agora, portanto, é a reforma fiscal do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Com mais um mês para tratar do cortes de gastos, o governo acredita ter ganhado tempo para detalhar a proposta de ajuste da Previdência e também o mecanismo de bandas flutuantes para o superávit, com limites para o crescimento do gasto, e, no meio disso tudo, revisar o superávit de 2016.

A decisão de não cortar agora acaba sendo mais um sinal ruim para um governo já intensamente criticado pela resistência em apertar mais os gastos e para um ministro visto pelo mercado financeiro como um desenvolvimentista a favor de estímulos para a recuperação econômica. Perde-se mais uma fatia da escassa credibilidade.

O problema do governo, no entanto, é que não tem nada a oferecer: abre mão do que pode fazer, que é cortar gastos, mas não tem como garantir avanços na promessa de futuro fiscal equilibrado. Pode até enviar ao Congresso uma proposta austera de controle das despesas, mas não tem a menor condição de convencer, nem os otimistas, de que tem sustentação política para avançar nessa agenda. Com isso, deixa a política fiscal num terreno ainda mais pantanoso e as perspectivas de resolver o problema mais distantes.

Valor Econômico – 12/02/2016

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Clima econômico melhora em janeiro, mostra FGV

Os bons números da balança comercial brasileira do começo do ano e a menor turbulência política causada pelo recesso no Congresso em janeiro ajudaram na melhora do Índice de Clima Econômico (ICE) do Brasil. O indicador, elaborado pelo Instituto alemão Ifo e a Fundação Getulio Vargas, registrou ligeira melhora nas expectativas. Subiu de 44 pontos para 47 pontos entre o trimestre encerrado em outubro em relação ao que terminou em janeiro.

Para a economista Lia Valls, da FGV, o avanço não sinaliza começo de recuperação sustentável no indicador. Só a melhora no cenário macroeconômico e um ambiente político menos conturbado podem fazer o índice sair da chamada “zona desfavorável”, abaixo de 100 pontos, na qual está desde meados de 2015.

Ao detalhar a evolução do indicador, a pesquisadora notou que o Índice de Expectativas (IE) subiu de 68 para 74 pontos, entre outubro e janeiro. No entanto, o Índice de Situação Atual (ISA) manteve-se pelo terceiro trimestre consecutivo no patamar de 20 pontos – o pior nível desde o início da série em janeiro de 1989.

Para ela, o fato de a coleta de opiniões para cálculo do índice ter sido feita muito próxima à da divulgação do desempenho de comércio exterior em 2015 também ajudou a compor a melhora nas expectativas. No ano, a balança teve superávit de US$ 19,68 bilhões, melhor resultado desde 2011.

A trégua no cenário político, com menos menções a um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff que em meados de 2015, também influenciou o resultado. “Mas [para reverter a atual trajetória negativa do indicador] precisamos de notícias boas na economia. Fatos que conduzam a uma melhora forte nas expectativas, com impacto no indicador como um todo”, disse Valls.

Outro aspecto que também ajudou foi a mudança de governo na Argentina. O país é terceiro principal mercado de exportação dos produtos brasileiros e o segundo para manufaturas. A desvalorização do real e o anúncio de eliminação das barreiras protecionistas no país vizinho melhorou as perspectivas futuras para o setor externo.

Apesar da melhora, o indicador brasileiro permanece bem abaixo de sua média histórica, de 105 pontos, e também do indicador da América Latina, que também subiu de 70 para 72 pontos. Ao mesmo tempo, o indicador de clima econômico do Brasil só não é pior que o da Venezuela, que estacionou na marca de 20 pontos há pelo menos dois anos e meio.

O indicador é calculado com base nos resultados da pesquisa Sondagem Econômica da América Latina que consultou 1.085 analistas em 20 países em janeiro deste ano.

Valor Econômico – 12/02/2016

Redação On fevereiro - 12 - 2016
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