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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Brasil torna-se primeiro destino de empréstimo chinês na América Latina

MARCELO NINIO DE WASHINGTON

O Brasil foi o destino número um dos empréstimos concedidos por bancos de fomento chineses na América Latina em 2015, deixando em segundo lugar a Venezuela, que costuma liderar o ranking.

Os financiamentos a Petrobras colocaram o país em primeiro, com um total de US$ 10,7 bilhões.

Os empréstimos dos dois bancos chineses de fomento para governos e empresas da América Latina quase triplicaram em 2015, para US$ 29 bilhões, segundo um novo levantamento lançado nesta quinta (11) pelo centro de estudos Diálogo Interamericano, em Washington.

O Brasil recebeu cerca de um terço desse total. O montante do ano passado equivale a quase metade dos créditos concedidos ao Brasil por bancos de fomento chineses desde 2005, que somam US$ 21,8 bilhões.

O aumento em 2015 foi em grande parte em contratos com a Petrobras. Mergulhada no escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava-Jato e nas dificuldades causadas pela queda nos preços do petróleo, a estatal foi a que mais recebeu créditos, US$ 8,2 bilhões.

Houve ainda um financiamento para exportações de aviões da Embraer (US$ 1,3 bilhão) e outro para a instalação de uma indústria de processamento de soja e milho no Mato Grosso do Sul (US$ 1,2 bilhão).

O aumento dos financiamentos na região em meio à desaceleração econômica na China reflete a aproximação política arquitetada por Pequim e atende ao interesse de diversificar investimentos e exportar excesso de capacidade, explicou Kevin Gallagher, um dos autores do estudo, que não inclui empréstimos de bancos comerciais chineses.

Segundo ele, a crise econômica no Brasil e em outros países da região é vista como uma oportunidade pelos chineses, que tem capital e expertise em projetos de infraestrutura, na qual a América Latina tem um enorme déficit. Sobre os contratos de empréstimos à Petrobras, Gallagher ouviu de fontes chinesas que o acordo prevê o pagamento em petróleo, mas não foi revelado a que preço.

O total de empréstimos dos bancos de fomento chineses (Eximbank e Banco de Desenvolvimento da China) supera a soma dos créditos concedidos no ano passado pelo Banco Mundial e pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

O aumento dos empréstimos chineses ocorre num contexto de redução dos créditos dos bancos multilaterais. Os financiamentos do Banco Mundial em 2015 caíram 5% em relação ao ano anterior, para US$ 8 bilhões, os do BID caíram14%, para US$ 11,5 bilhões.

O estudo afirma que essas instituições tem limitado a concessão de crédito devido a critérios mais rígidos adotados pelas agências de classificação de risco após a crise financeira de 2008.

Desde 2005, os bancos de fomento chineses concederam um total de US$ 125 bilhões em empréstimos à América Latina, sendo US$ 65 bilhões para a Venezuela.

Com o fim do ciclo das commodities, o capital chinês se volta para projetos de infraestrutura. O estudo prevê um perído “promissor” para a América Latina, com a conjunção de interesses dos dois lados.

“Grandes projetos de infraestrutura são do interesse da região, enquanto dão sustentação às perspectivas de crescimento da China”, diz.

Folha Sao Paulo – 11/02/2016 – Mercado

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Balança comercial tem superávit de US$ 1,16 bi

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,162 bilhão na primeira semana de fevereiro (do dia 1º ao 7), de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No período, as exportações somaram US$ 3,604 bilhões e as importações, US$ 2,442 bilhões no período. No ano, a balança comercial brasileira acumula um superávit de US$ 2,084 bilhões, resultado de vendas externas que somam US$ 14,849 bilhões e importações de U$S 12,765 bilhões.

A média diária das exportações neste início de mês foi de US$ 720,8 milhões, o que representa uma alta de 7,3% em comparação com a média diária de US$ 671,8 milhões de fevereiro de 2015. O aumento é reflexo de uma alta nos embarques de produtos semimanufaturados (+44,7%, de US$ 105,4 milhões para US$ 152,4 milhões), por conta de açúcar em bruto, ouro em forma semimanufaturada, catodos de cobre e celulose.

Também houve alta das exportações de manufaturados (+10,6%, de US$ 270,4 milhões para US$ 299,1 milhões), por conta de tubos flexíveis de ferro/aço e etanol. Por outro lado, as vendas de básicos retrocederam 7,9%, para US$ 255,5 milhões.

DCI – 12/02/2016

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Paraná dobrou exportações para Índia

A Índia foi o grande destaque das exportações do Paraná em 2015. Os embarques para o país dobraram em relação a 2014, somando US$ 481,4 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). As exportações foram puxadas por produtos como óleo de soja, açúcar, madeira, ouro e papel.

A performance surpreendente fez com que a Índia ganhasse posições no ranking dos principais mercados do Paraná e ficasse, pela primeira vez, entre os dez maiores destinos de exportação do Paraná. Passou de 19o para 8o lugar. O maior mercado do Paraná é a China, seguida pela Argentina e os Estados Unidos.

Agronegócio – Para a Índia, o resultado foi puxado pelas exportações de óleo de soja, cujo volume de exportações cresceu 105%, chegando a US$ 330,4 milhões. As exportações de açúcar bruto, por sua vez, avançaram 300%, para US$ 85,7 milhões. As vendas de madeira somaram US$ 10,39 milhões, 159% superiores aos números de 2014.

A Índia também passou a importar novos produtos do Paraná em 2015. É o caso de produtos de ouro, que totalizaram, no ano passado, US$ 1,27 milhão. As exportações de papel também decolaram em 2015. A Índia comprou US$ 1,243 milhão, 279% mais do que em 2014.

DIiversificada – “A Índia tem uma pauta diversificada de compras de produtos paranaenses. Ao contrário da China, que importa muito soja em grão para processar, a Índia já compra o óleo processado, de maior valor agregado. Trata-se de um mercado interessante que pode se desenvolver”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

O Paraná, de acordo com Suzuki Júnior, tem condições de desenvolver mais o mercado indiano, não apenas por causa do dólar favorável, que vai favorecer as vendas externas, mas também porque conta com infraestrutura logística competitiva, com custos menores que outros Estados.

Motor mundial – O crescimento das importações se ampara no avanço da economia indiana. O ritmo de crescimento da Índia já supera o da China – que até agora era o país que mais crescia no clube das grandes economias. A previsão é que o país se torne o grande motor da economia mundial nos próximos anos.

A Índia cresceu 7,3% nos últimos três meses de 2015, acima dos 6,8% verificados na China e a expectativa é que o avanço no ano fiscal completo chegue a 7,6%.

O país tem hoje 1,2 bilhão de habitantes e, como não tem uma política para conter o crescimento de sua população, como a China (com sua política do filho único), espera-se que o país seja o mais populoso do mundo por volta de 2035.
Fonte: Agência de Notícias do Paraná

Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá recebe 41% mais caminhões

O Pátio de Triagem de Caminhões do Porto de Paranaguá recebeu 364.285 veículos em 2015, um aumento de 41% na comparação com 2010, quando 257.347 passaram pelo local. O comparativo mostra que 106 mil caminhões a mais utilizaram o pátio. Nos últimos cinco anos, cerca de R$ 10 milhões foram aplicados em melhorias no Pátio de Triagem.

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonia (Appa), Luiz Henrique Dividino, atribui o aumento no número de caminhões ao crescimento das exportações, à alta produtividade do campo e, também, aos investimentos feitos pelo Governo do Estado no local.

A área tem capacidade estática para abrigar até mil caminhões simultaneamente, mas diariamente passam pelo Pátio cerca de 2,5 mil veículos com o objetivo de descarregar grãos no período de safra.

“O mais importante é que conseguimos aumentar a produtividade do Porto e, consequentemente, o número de caminhões que descarregam em Paranaguá. Ao mesmo tempo, conseguimos zerar as filas que geravam transtornos para a cidade e para as movimentações de cargas”, informou Dividino.

Obras – Os investimentos no local integram o Programa de Recuperação e Ampliação da Capacidade do Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá, coordenado pela Appa.

Entre as melhorias estão a pavimentação e concretagem das vias internas do pátio, um novo sistema de iluminação com lâmpadas de LED para aumentar a segurança dos usuários, obras de prevenção e combate a incêndio e uma nova subestação e rede elétrica para o local.

A Appa também entregou em 2015 um novo acesso ao Pátio de Triagem, com investimentos de R$ 2,7 milhões. A obra com 1,2 quilômetro inclui área de aceleração e desaceleração e a construção de via marginal, que está ordenando o fluxo de caminhões ao Pátio e evitando o cruzamento na BR-277.

Já as novas guaritas para entrada dos caminhões são todas informatizadas com o sistema Carga Online. Foram investidos R$ 7,8 milhões na construção de melhorias e da nova entrada, que conta com sala administrativa, banheiros e estacionamento de visitantes.

Foram construídas seis pistas, sendo três guichês para entrada dos caminhões e outros dois guichês para a saída. Uma das pistas é versátil e serve como guichê de entrada ou de saída em dias de maior fluxo. Antes, o local tinha apenas duas entradas e uma saída, o que limitava a passagem.

Além do novo acesso, o Programa de Recuperação do Pátio prevê a ampliação do local. Uma nova área foi adquirida com o intuito de dobrar a capacidade estática de recebimento de veículos para mais 1.300 caminhões.

Pátio público – O secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, lembra que o Pátio de Triagem foi construído na década de 70, com a finalidade de promover a triagem das cargas dos caminhões para classificação dos produtos, regulação e liberação das cargas aos armazéns de destino e posterior carregamento para exportação.

“A última etapa da construção do Pátio de Triagem foi concluída em 1980 e, desde então, as redes elétricas e hidráulicas eram as mesmas. Nos últimos cinco anos, retomamos os investimentos na segurança dos caminhoneiros”, destacou Richa Filho.

Carga online – O Carga Online – sistema informatizado que ordena a chegada de caminhões graneleiros ao Porto de Paranaguá – acabou com as filas de veículos que existiam por toda a cidade e seguiam pela BR-277. Desde que foi colocado em prática, em 2011, os caminhoneiros passaram a consultar, via SMS ou pelo site, se a carga que irão transportar já está cadastrada no sistema eletrônico da Appa.

O Carga Online é um sistema eletrônico de agendamento de cargas que só permite o envio de caminhões ao Porto mediante espaço em armazém para receber os produtos e navio nomeado para receber a mercadoria.

Fonte: Agência Pará de Notícias

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Economistas reduzem expectativa para PIB dos EUA e veem maior risco de recessão

O risco de a economia norte-americana entrar em recessão está crescendo por causa do tombo dos mercados financeiros, afirmaram 69 economistas consultados pelo Wall Street Journal. As chances de uma recessão nos próximos doze meses cresceram para 21%, o dobro do risco percebido há um ano, e o maior nível desde 2012, de acordo com dados do levantamento, que é feito mensalmente.

“O aperto das condições monetárias são uma importante fonte de preocupação”, disse Thomas Costerg, economista do Standard Chartered.

O movimento dos mercados reflete temores de que os Estados Unidos não estão imunes a uma maior desaceleração da economia mundial. Na quarta-feira, o índice Dow Jones acumulou perdas de 13% desde o pico em maio, com mercados acionários em outras regiões registrando performances ainda piores. Com tamanho pessimismo, até o ouro recuperou parte de sua atratividade, se valorizando cerca de 15% desde o início do ano.

Outra fonte de preocupação é a ideia de que os Estados Unidos não se beneficiam mais da queda dos preços de petróleo como ocorreu no passado. Apesar da maior renda disponível para os consumidores, um tombo da produção norte-americana de petróleo, que cresceu bastante na última década por causa das reservas de xisto, tem afetado substancialmente a indústria.

“A queda dos preços do petróleo é uma má notícia para o crescimento em 2016”, disse Costerg, o mais pessimista dos entrevistados. Para ele, as chances de uma recessão no próximo ano são de 50%.

Analistas também reduziram suas estimativas para o crescimento em 2016. Um ano atrás, eles estimaram uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,8% este ano. Agora, as estimativas apontam para crescimento de 2,3%.

Emprego. Em dezembro, a média dos entrevistados disse crer na criação de 2,4 milhões de postos de trabalho este ano. No novo levantamento, este número foi reduzido para 250 mil. “O ambiente econômico global continua ameaçando (o crescimento dos EUA)”, disse Sean Snaith, diretor do Instituto de Competitividade Econômica da Universidade da Flórida Central.

Embora o sentimento tenha ficado mais negativo, nem todos os entrevistados se mostraram preocupados. O gasto das famílias continua a crescer, principalmente com automóveis. A construção de novas moradias também tem mostrado força, assim como os preços do mercado imobiliário.

“A atividade econômica continua estável apesar da turbulência dos mercados”, disse Ram Bhagavatula, do fundo de hedge Combinatorics Capital.

As últimas vezes em que os analistas se mostraram tão pessimistas quanto à saúde da economia norte-americana foram em 2011, quando congressistas não chegaram a um acordo sobre o teto da dívida, o que obrigou o governo federal a fechar durante alguns dias, e em 2012, durante a crise dos mercados europeus. Ambos os episódios prejudicaram a economia, mas não levaram os EUA a uma recessão.

O Estado de S.Paulo – 12/02/2016

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Madri deve pedir à UE flexibilidade para déficit

O premiê em exercício da Espanha, Mariano Rajoy, sinalizou ontem que o país não atingiu o déficit fiscal estipulado pela União Europeia (UE) para o país em 2015 e que pedirá a Bruxelas a flexibilização da meta deste ano.

A Comissão Europeia, braço executivo da UE, autorizou o país a ter um déficit fiscal de 4,2% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2015 e de 2,8% neste ano. O déficit orçamentário espanhol do ano passado ainda não é oficialmente conhecido, mas ontem Rajoy disse que ele ficou em 4,5%.

Em uma entrevista coletiva, após reunir-se com membros do partido Cidadãos, Rajoy destacou o “grande esforço” de cortes de gastos feito ao longo de seu governo, que derrubou o déficit de “9,1% a 4,5%” do PIB.

Mas, em meio a esforços para tentar liderar uma coalizão de governo com o Cidadãos e os socialistas, Rajoy, que é do PP (Centro Direita), falou em pedir flexibilização da meta para 2016.

“A Espanha tem que seguir a trilha de estabilidade orçamentária acordada com a União Europeia, mas também se pode fazer uso da flexibilidade que permite a normativa europeia”, afirmou. “Evidentemente, algo que você faria em um ano pode ser feito em dois, e isso é mais confortável.”

O premiê disse estar “absolutamente certo” de que a UE “agirá com flexibilidade e inteligência em relação a países que querem atingir a estabilidade orçamentária e que têm sido capazes de reduzir seu déficit”.

Isso representa uma mudança no discurso de Rajoy, cujo partido, o PP, vinha afirmando até agora ser “imprescindível” cumprir os objetivos acordados com Bruxelas, enquanto outras legendas pediam flexibilidade.

Valor Econômico – 12/02/2016

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Indicador latino-americano de atividade econômica sobe 2,9%

O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina subiu 2,9% no trimestre encerrado em janeiro deste ano, em comparação aos três meses até outubro de 2015, para 72 pontos, segundo o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre).

A leve melhora foi motivada por avanços tanto na percepção sobre o momento corrente quanto sobre o futuro. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu de 58 para 60 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou de 82 para 84 pontos. “Ambos, no entanto, continuam na zona desfavorável do ciclo, característica de períodos de recessão”, diz em nota a Fundação Getulio Vargas (FGV), que controla o Ibre.

Diante do quadro, a melhora no ICE deve ser analisada com cautela, acrescentou a instituição. “Todos os países selecionados para análise da América Latina registraram melhora no clima econômico, com exceção de Chile e México. No Chile, o resultado confirma os prognósticos de baixo crescimento para o país, que é dependente do preço do cobre. No México, a queda do preço do petróleo, com impacto negativo sobre as receitas fiscais, e a expectativa de aumento na taxa de juros nos Estados Unidos levaram a uma piora nas expectativas.”

Nos três meses até janeiro, o ICE completou 11 trimestres abaixo de sua média histórica. Além disso, apenas dois dos 11 países investigados na América Latina estão em nível favorável (acima de 100 pontos): Paraguai e Argentina. No caso da Argentina, houve melhora no indicador de clima econômico, que saltou de 72 pontos no trimestre até outubro para 109 pontos entre novembro e janeiro, uma alta de 51,4% no período. O empresário Mauricio Macri assumiu o posto de novo presidente argentino no final do ano passado.

“Nesse caso, a Argentina sobressai, com o avanço do IE de 94 para 166 pontos entre outubro e janeiro. Os especialistas, portanto, aprovaram as medidas inicias do novo governo e revelaram grande otimismo com o futuro cenário da economia argentina. O IE do Uruguai, embora na zona desfavorável, avançou em 86%, um reflexo do resultado argentino”. O clima econômico do Brasil, por sua vez, melhorou 6,8% no mesmo período, ao passar de 44 para 47 pontos. Parte desse aumento pode ser também um efeito argentino, segundo analisou a FGV: “a Argentina é o terceiro principal mercado de exportação dos produtos brasileiros e o segundo para manufaturas”.

DCI – 12/02/2016

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Preços ao consumidor podem começar a cair

Os preços ao consumidor na zona do euro podem começar a cair no primeiro semestre de 2016, mas a ameaça de uma deflação persistente tem sido evitada e os preços subirão no segundo semestre, disse o membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE) Ewald Nowotny ontem.

“Creio que é importante olhar para o médio prazo. No segundo semestre, poderemos já ver um aumento claro na inflação por causa do efeito calendário do ano passado”, disse Nowotny, que também é presidente do banco central austríaco.

“Eu não falaria em um risco deflacionário em si. Este pode ser o caso em certos meses, mas isso não é deflação. Acho que foi com o sucesso da política monetária anterior do BCE que conseguimos impedir um cenário deflacionário na Europa”, acrescentou.

Na semana passada, o BCE já havia divulgado que o crescimento econômico global é modesto e desigual, enquanto a recuperação da zona do euro está sendo contida pela desaceleração das exportações uma vez que as economias emergentes continuam fracas.

Ainda que o crescimento da zona do euro esteja se mantendo, de acordo com as previsões, as projeções da inflação podem ter que ser reduzidas com força devido aos preços mais baixos da energia, disse o BCE em seu boletim econômico, ecoando as conclusões da reunião do Conselho do banco no mês passado. O banco disse ainda que hoje é esperado que as taxas de inflação continuem muito baixas.

DCI – 12/02/2016

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FMI corta projeções de crescimento global pela 3ª vez em menos de um ano

Três meses após suas últimas previsões, o Fundo Monetário Internacional (FMI) avisou ontem que está agora mais pessimista, retirando 0,2 ponto percentual à previsão de crescimento no mundo para 2016 e indicando que se os diversos riscos existentes não forem bem geridos, a economia mundial “pode descarrilar”.

De acordo com as previsões intercalares apresentadas pelo FMI, a taxa de crescimento do PIB mundial irá situar-se em 3,4% em 2016 e 3,6% em 2017. Estes números significam que a retomada da economia mundial, depois dos 3,1% registados no ano passado, vai ser mais lenta do que aquilo que era previsto nas projeções de outubro do ano passado. Naquela época, o fundo apontava para crescimento mundial de 3,6% em 2016 e de 3,8% em 2017.

O FMI cortou suas projeções de crescimento global pela terceira vez em menos de um ano, com novos números de Pequim mostrando que a economia chinesa cresceu no menor ritmo em 25 anos. Para apoiar suas projeções, o FMI citou acentuada desaceleração no comércio da China e os preços fracos das commodities que estão prejudicando economias como as do Brasil e de outros mercados emergentes.

O Fundo prevê que a economia mundial vai crescer 3,4% em 2016 e 3,6% em 2017, ambos os anos com corte de 0,2 ponto percentual das previsões anteriores de outubro. O FMI disse que as autoridades devem considerar maneiras de impulsionar a demanda no curto prazo.

As previsões atualizadas do relatório “Perspectiva Econômica Global” vêm no momento em que os mercados financeiros globais são afetados pelas preocupações com a desaceleração da China e a forte queda dos preços do petróleo.

O FMI manteve suas previsões sobre o crescimento da China de 6,3% em 2016 e de 6% em 2017, o que representa forte desaceleração em relação ao ano passado.

O Fundo disse que uma desaceleração maior da demanda na China continua sendo um risco ao crescimento global e que os dados mais fracos do que esperado das importações e exportações chinesas estão pesando com força sobre outros mercados emergentes e exportadores de commodities.

O relatório do FMI diz que a continuada agitação do mercado também pode ajudar a reduzir o crescimento se levar a uma maior aversão ao risco e depreciação das moedas nos mercados emergentes. Outros riscos incluem mais valorização do dólar e uma escalada das tensões geopolíticas.

O FMI disse que a perspectiva para uma aceleração da produção nos Estados Unidos está diminuindo com o dólar forte pesando sobre a indústria e com os preços baixos do petróleo reduzindo os investimentos em energia.

O Fundo agora projeta o crescimento econômico dos EUA em 2,6% tanto para 2016 quanto para 2017, 0,2 ponto percentual menor para os dois anos em comparação à projeção de outubro. Na Europa, os preços mais baixos do petróleo vão ajudar a apoiar o consumo privado, de modo que o FMI acrescentou 0,1 ponto percentual à sua previsão de crescimento para a zona do euro, levando-a para 1,7%, patamar que continuará em 2017.

O economista-chefe do Fundo Monetário, Maurice Obstfeld, disse que o FMI está encorajando a manutenção da política monetária expansionista em alguns países, como no Japão e na Europa.

Em seu relatório, o FMI também revisou sua projeção para a economia russa, indicando que esta deve contrair 1% em 2016. A estimativa anterior do fundo era de contração de 0,6%, feita em outubro, antes da nova queda nos preços do petróleo ter enfraquecido ainda mais as receitas com exportações do país. A redução na perspectiva de crescimento segue a outra similar do Banco Mundial, que projeta que a economia da Rússia vai contrair 0,7% em 2016. Para a Itália, a previsão é de que o PIB avance 1,3% neste ano.

Reação exagerada

Os mercados financeiros globais parecem estar reagindo de maneira exagerada à queda dos preços do petróleo e ao risco de forte desaceleração da economia da China, disse Obstfeld. Ele também disse que é importante que a China seja clara sobre sua estratégia econômica, incluindo sua postura em relação ao câmbio.

“Não é um exagero sugerir que (os mercados) podem estar reagindo de maneira muito forte às pequenas evidências em ambiente de volatilidade e aversão a risco”, disse . “O preço do petróleo pressiona os exportadores da commodity, mas há um lado bom para os consumidores no mundo todo, então isto não é inteiramente negativo”, completou o economista.

DCI – 20/01/2016

Redação On fevereiro - 12 - 2016
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