Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Produção industrial cai em 12 de 15 locais no acumulado de 2015

RIO  –  A produção da indústria diminuiu em nove de 14 locais pesquisados em dezembro, na comparação com novembro, segundo o IBGE. Na média, a produção nacional recuou 0,7% no período.

Em todo o ano de 2015, o tombo entre os Estados foi ainda maior. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional, 12 dos 15 locais tiveram recuo de produção. Na média, a queda foi de 8,3%.

São Paulo, que responde por cerca de um terço do parque industrial do país, viu sua produção baixar 2,3% em dezembro. Em 2015, o Estado acumulou perda de 11%.

Em dezembro, as maiores quedas regionais foram registradas em Pernambuco (-11,9%), Amazonas (-7,1%) e Santa Catarina (-5,4%). O Estado do Amazonas, no acumulado de 2015, também somou a maior perda, com recuo de 16,8%. Por outro lado, no campo positivo, ficaram as regiões da Bahia (1,4%), Rio de Janeiro (1,3%) e Rio Grande do Sul (1,8%).

Na comparação com dezembro de 2014, a produção caiu em 13 de 15 locais, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional. Os recuos mais intensos foram no Amazonas (-30,0%), Espírito Santo (-19,1%) e Paraná (-16,1%), pressionados, em grande parte, pela queda na fabricação dos setores de bebidas (preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, segundo o IBGE.

Ceará (-13,4%) e São Paulo (-12,4%) também tiveram quedas mais acentuadas que a média nacional (-11,9%).

Valor Econômico – 05/02/2016

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Produção de veículos cai mais 29%, para menor nível desde 2003

Mesmo tendo reduzido a produção em janeiro deste ano ao menor nível desde 2003, as vendas da indústria automotiva continuam em queda, e os estoques estão altos.

Nem as promoções nas concessionárias estão surtindo efeito. Dados divulgados ontem pela Anfavea, a associação que representa as montadoras, mostram que, no fim do mês passado, havia 254 mil unidades encalhadas nos pátios de montadoras e concessionárias, o equivalente a 49 dias de venda. É um número inferior ao de dezembro, quando foram registrados 271 mil veículos ( 52 dias). O nível considerado ideal para estoques é de até 30 dias de vendas.

— Em termos de produção, no mês de janeiro, voltamos ao nível de 2003. Com o estoque alto, o nível de produção deve continuar sendo ajustado. Boa parte das montadoras não vai fabricar durante a semana de carnaval — informou Luiz Moan, presidente da Anfavea, o que, na prática, significa que as montadoras vão continuar dando férias coletivas, licença remunerada ou até demitindo.

Segundo a Anfavea, foram produzidas 145,1 mil unidades ( entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) no primeiro mês do ano, uma retração de 29,3% ante janeiro de 2015, quando foram fabricados 205,3 mil veículos. Em relação a dezembro, houve um pequeno aumento de 1,6%. BOA HORA PARA COMPRAR Os licenciamentos registraram queda de 38,8% ante janeiro de 2015, e de 31,8% sobre dezembro. A Anfavea projeta uma retração de 7,3% nas vendas para 2016 e quase estabilidade da produção, com leve alta de 0,5%.

Especialistas ouvidos pelo GLOBO afirmam que o momento ruim da indústria automotiva pode oferecer vantagem ao consumidor. Quem tem dinheiro para pagar à vista pode negociar bons descontos. Além disso, com o encolhimento do mercado, as montadoras também pisaram no freio nos reajustes. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisa Econômica ( Fipe), enquanto a inflação de 2015 ficou em 11,07% ( IPC- FIPE), os preços médios dos carros zero subiram 7,67%.

— Os pátios estão cheios, e as revendas estão dando descontos a partir de 10%. Mas, nos veículos com menos saída, seja por ter uma cor diferente ou por serem modelos 2015, o abatimento pode chegar a 15% ou mais, especialmente em carros mais caros — diz Miguel Oliveira, diretor de pesquisa econômica da Associação nacional dos Executivos de Finanças ( Anefac).

PRAZO DE ATÉ 60 MESES
Na Sorana, concessionária da Volkswagen, em São Paulo, o Golf Comfortline 2015, com acessórios como teto solar, custaria R$ 91.800, no preço cheio. Mas está à venda — inclusive a prazo ( 60% de entrada em 18 vezes com juro zero) — por R$ 80.900. Também com R$ 10 mil de desconto, a versão Highline é oferecido por R$ 85.900. Quem pesquisar pode encontrá- lo por R$ 79 mil, abatimento de 17%.

Há marcas já com promoções de modelos 2016. Na Caoa, maior distribuidor Hyundai do país, o HB20 1.6 sedan está com desconto de até R$ 4 mil, de R$ 49.990 para R$ 45.990, e documentação grátis.

— Em um carro de luxo um desconto de 10% pode ser desvantajoso, pois há margem para tirar mais. Mas num modelo básico, que sai da agência bem equipado, 5% é excelente — diz Milad Kalume Neto, gerente de desenvolvimento de negócios da Jato Dynamics, consultoria especializada no setor.

Com o crédito escasso e mais caro, a compra de veículos novos financiados caiu 26% em 2015 no país. Mesmo assim, ainda há muitas concessionárias oferecendo juro zero e ampliando prazo para 60 meses.

— Para ter juro zero, o percentual da entrada é de 50% ou 60% do preço. Na média, com uma entrada de 20%, o juro é de 1,5% ao mês — afirma Milad.

Nas lojas da Kia, há oferta em até 60 meses nos modelos Cerato e Picanto 2016 para 50% de entrada. Esse prazo, no entanto, é exceção. Na média, o financiamento de novos caiu para 37,8 meses, segundo a Cetip ( empresa que processa financiamentos de veículos). Oliveira, orienta quem precisa financiar por prazos mais longos, a esperar. Ele acredita que os bancos devem voltar a dilatar os prazos em razão da corrosão da renda.

O Globo – 05/02/2016

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Souza Cruz decide fechar fábrica de cigarros após escalada do IPI

A fabricante de cigarros Souza Cruz, uma subsidiária do grupo British American Tobacco (BAT), decidiu fechar imediatamente uma fábrica no Rio Grande do Sul, no município de Cachoerinha. A unidade produz 12 bilhões de cigarros ao ano, cerca de 25% da produção total de 50 bilhões da companhia no Brasil.

“Não é uma decisão tomada por vontade própria, mas pela existência de uma escalada expressiva no aumento de impostos, que vem prejudicando o consumo”, afirmou o diretor financeiro da empresa, Leonardo Senra, com exclusividade ao Valor.

Segundo ele, a decisão mais recente do governo – que incluía ainda na lista de produtos com impostos ampliados o chocolate e o sorvete – “foi a gota d’água” para que o grupo se definisse pelo fechamento da fábrica.

A unidade gera 240 empregos diretos. Segundo o executivo, 50 serão realocados, mas 190 postos serão perdidos. No total, essa fábrica, gerava cerca de 1.000 empregos, entre diretos e indiretos.

A produção no país, contudo, não sofrerá redução total dos 20% que a fábrica representa. Haverá realocação de produção nas demais unidades. Entretanto, ressaltou Senra, cigarro vem ano após ano sofrendo queda no consumo do produto legal.

O executivo enfatizou que o aumento de impostos traz como efeito principal o aumento do consumo do produto que entra ilegalmente no país, ou seja, o contrabando.

Nos últimos quatro anos, o Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros já havia aumentado 110%, chegando o ajuste a 140% nas marcas de menor preço. Com a decisão do governo na última semana, este vai subir ainda mais. O governo federal comunicou novo ajuste de 7% na alíquota do imposto para maio deste ano, e 14% em dezembro.

Senra disse que o cigarro tem uma situação praticamente inédita no país. Segundo ele, na média, impostos, considerando o IPI federal e ICMS estadual (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), representam 80% do custo do produto ao consumidor. Em algumas marcas, em especial, as de menor valor, esse percentual alcança 90%.

O diretor da Souza Cruz reforçou substancialmente, em entrevista ao Valor, o aumento sobre o consumo do produto ilegal que os aumentos de impostos produzem. “O número de pessoas que migram para o contrabando é superior ao de pessoas que param de fumar.”

O mercado irregular responde por 31% do consumo no Brasil. No Sul, devido à proximidade com os mercados produtores do cigarro que entra ilegalmente, os índices são ainda maiores: 43,3% no Rio Grande do Sul e 52,8% Paraná.

Durante esse intervalo de aumento do IPI, de 2011 a 2014, segundo dados mais recentes, o volume comercializado pelo mercado ilegal aumentou 39,4%, percentual que representa 9,3 bilhões de cigarros, o equivalente a cerca de 75% da produção anual da fábrica de Cachoeirinha que está sendo fechada.

Senra reforça que a decisão do governo federal decepcionou em especial porque a Souza Cruz mantém diálogo com o governo sobre o tema e possui sugestões para, uma vez que a medida precisa ser tomada, buscar o menor impacto possível ao consumidor. O ideal, nesse cenário, seria ampliar mais a carga no produto de maior valor unitário, pois a classe de menor poder aquisitivo tem o efeito minimizado. É justamente esse público que termina por migrar para o produto ilegal, pois este fica artificialmente mais barato (já que não recolhe impostos).

Em outubro, a BAT desembolsou cerca de R$ 10 bilhões no Brasil, comprando as ações da Souza Cruz que ainda não possuía e que estavam em circulação na bolsa de valores. Com isso, a Souza Cruz, uma companhia tradicionalmente pagadora de dividendos aos investidores, deixou de ser uma empresa aberta.

Segundo o balanço do terceiro trimestre do ano passado, o lucro líquido da Souza Cruz, de R$ 344,6 milhões, caiu 8,2% em relação ao mesmo período de 2014. A receita teve recuo de 2,54%, para R$ 1,54 bilhão. Segundo a empresa, os tributos sobre a receita, de R$ 2,4 bilhões, contribuíram para pressionar o resultado.

Valor Econômico – 05/02/2016

Redação On fevereiro - 5 - 2016
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