Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Tera-feira, 19 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Brasil deve aguardar decisão dos EUA e da Europa

O Brasil e outros países que têm a China como grande parceiro sabem que vão precisar se adaptar a um novo status de Pequim para calcular preços supostamente desleais nas importações. No entanto, eles devem esperar para ver primeiro o que as maiores economias farão.

Em Brasília, as discussões têm prosseguido entre autoridades do governo e representantes do setor privado. Hoje, 35% das sobretaxas antidumping no Brasil são aplicadas contra mercadorias chinesas. E ninguém ignora a dificuldade que setores da indústria brasileira, como têxteis, máquinas, calçados, automotivo e siderúrgico, terão para se proteger da concorrência.

Além disso, o Brasil já aceitou em 2004 reconhecer a China como economia de mercado, durante uma visita do então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, a Pequim. O compromisso jamais foi cumprido, mas os chineses já avisaram que se agora não for respeitado vão denunciar o Brasil na Organização Mundial do Comércio.

Autoridades brasileiras têm afirmado que o Brasil não tem nenhuma intenção de desrespeitar o que foi acertado na OMC. Mas há alternativas de defesa comercial.

Nesse cenário, o mais provável é que o Brasil de início adapte a metodologia de investigação antidumping, reconhecendo a China como economia de mercado na base do caso a caso, dependendo do setor ou produto envolvido. Mas, a partir de dezembro, a facilidade para alegar dumping em produto chinês diminuirá muito, e a concorrência aumentará.

Valor Econômico – 05/02/2016

continue lendo:

País negocia acordo bilateral

A Receita Federal assinou um plano de trabalho para facilitar o comércio exterior entre Brasil e Uruguai. De acordo com o órgão, o documento é o primeiro passo para a assinatura do Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM) dos Programas de Operador Econômico Autorizado (OEA).

A Receita informou ainda que a intenção dos dois países ao assinarem o termo é facilitar e incrementar a relação comercial existente entre Brasil e Uruguai. Para o Brasil, o objetivo é atrair novos investimentos à economia, aumentar a segurança das operações de comércio exterior e aprimorar os controles aduaneiros por meio da gestão de risco.

O fisco esclareceu que os ARM são acordos bilaterais celebrados entre países que possuam Programas de OEA compatíveis e que reconheçam como de baixo risco os operadores certificados no outro país. São necessários critérios de segurança física da carga e cumprimento da legislação tributária e aduaneira exigidos para a certificação e os procedimentos adotados para a validação e monitoramento destes operadores sejam similares.

Para o diretor nacional de Aduanas da República Oriental do Uruguai, Enrique Canon, os Acordos de Reconhecimento Mútuo são vantajosos para as aduanas dos dois países porque diminuem o retrabalho dos fiscos e simplificam as operações internacionais, proporcionando agilidade aos operadores de baixo risco.

O Brasil já tem acordos de facilitação de comércio com a Argentina e, em 2015, o secretário da Receita, Jorge Rachid, e o encarregado de negócios da embaixada norte-americana Andrew N. Bowen, também assinaram o Plano de Trabalho Conjunto para iniciar o processo em busca de um ARM entre o Programa Brasileiro de OEA e o Programa C-TPAT dos EUA.

DCI – 05/02/2016

continue lendo:

Dados apontam desaceleração nos EUA

As encomendas às fábricas americanas tiveram uma forte queda em dezembro, contribuindo para que o desempenho dos 12 meses do ano passado apresentasse a primeira queda desde 2009. O setor de serviços também decepcionou e, em janeiro, se expandiu no ritmo mais vagaroso em dois anos. Esses e outros dados fracos divulgados ontem reforçam a preocupação de analistas quanto a uma desaceleração mais forte da economia dos Estados Unidos – há, inclusive, quem já fale em recessão.

Em relatório, o Departamento do Comércio informou que as encomendas às fábricas recuaram 2,9% no último mês de 2015. Foi o quarto declínio nos últimos cinco meses contabilizados. Em todo o ano passado, a queda foi de 6,6%. O último ano com contração havia sido 2009, quando o país lutava para sair da Grande Recessão.

A economia americana está sendo impactada pela desaceleração global e pela valorização do dólar, que prejudicam as exportações. A queda nas encomendas em dezembro foi em grande parte reflexo da retração nos pedidos da aviação comercial (-29,4%). Esse é um setor bastante volátil, mas outras categorias representativas dos investimentos também recuaram bastante.

As encomendas de bens duráveis – itens com vida útil de pelo menos três anos, como carros – apresentaram recuo de 5% em dezembro. A demanda por bens não duráveis encolheu menos, 0,8%.

O Instituto de Gestão da Oferta (ISM) anunciou que o seu índice que mede a atividade do setor de serviços caiu no mês passado de 55,8 para 53,5. Embora números acima de 50 indiquem expansão, trata-se do menor patamar desde fevereiro de 2014. O setor de serviços responde por 90% da economia americana.

“A fraqueza na indústria parece estar se espalhando para o ramo dos serviços”, disse Thomas Costerg, economista-sênior do Standard Chartered Bank em Nova York. “Definitivamente, não há um descolamento aqui. É um panorama instável.”

O Departamento do Trabalho informou que os novos pedidos de seguro-desemprego aumentaram em 8 mil na semana encerrada em 30 de janeiro, para 285 mil. Alguns economistas esperavam uma leitura de 278 mil. Ainda que tenham aumentado, os pedidos semanais seguem abaixo da marca de 300 mil, que geralmente expressa fortes níveis de contratações. O departamento também disse que a produtividade dos trabalhadores caiu 3% no último trimestre de 2015, com ajuste sazonal.

Valor Econômico – 05/02/2016

Continue lendo:

Risco de recessão ainda é baixo, mas está crescendo

O dólar cai acentuadamente, enquanto o mercado aposta, cada vez mais confiante, que o Fed (BC) não subirá as taxas de juros em 2016. Motivando essa situação está a convicção crescente de que os Estados Unidos poderão mergulhar em uma recessão neste ano – uma possibilidade que há poucas semanas era tida como insignificante.

Corretoras e bancos de investimentos estão acelerando as análises, na tentativa de avaliar os riscos. A conclusão quase que universal é de que os riscos permanecem baixos – mas estão aumentando.

As maiores preocupações envolvem a produção industrial e a manufatura. A produção industrial caiu em dez meses no ano passado – um número que desde 1919 sempre foi associado à recessão.

Temores adicionais vêm da pesquisa do Instituto de Gestão da Oferta (ISM) com os gerentes de compras do setor industrial, que no longo prazo vem demonstrando uma forte correlação com o crescimento na economia. Há vários meses ela vem sinalizando uma contração.

Os EUA parecem mais fracos nesse sentido do que qualquer outra grande economia – o que provavelmente será um testemunho da força do dólar. Isso é importante porque muitos observadores achavam que os EUA poderiam ser a locomotiva do crescimento para o resto do mundo.

O setor industrial representa uma parcela cada vez menor da economia dos EUA, hoje dominada pelo setor de serviços. Pesquisas similares para os setores que não o industrial indicam que a saúde destes está bem melhor, embora uma grande e inesperada queda no número de janeiro mostre que o crescimento dos serviços não pode ser dado como certo e que a fraqueza do setor industrial pode estar tendo um efeito nisso.

A situação do crédito também desperta preocupações. Um aperto das condições dos empréstimos para as empresas, demonstrado na mais recente pesquisa do Fed entre agentes de empréstimos graduados, já foi um precursor confiável de recessões no passado.

No entanto, alguns sinais sugerem que a economia dos EUA está robusta. O importante é que os dados sobre o nível de emprego permanecem resistentes, mesmo que os pedidos iniciais de seguro-desemprego tenham aumentado. Uma deterioração sugeriria um grande aumento do risco de uma recessão. As pressões sobre os salários começam a aumentar, sugerindo que o ciclo de negócios tem muito que percorrer.

Outros fatores sugerem que uma recessão não está distante. As novas encomendas, monitoradas pelas pesquisas do ISM, estão crescendo mais rapidamente que os estoques. Isso geralmente prenuncia uma maior força do índice como um todo.

As pesquisas sobre a confiança do consumidor, como a que é regularmente realizada pela Universidade de Michigan, permanecem robustas. A desvalorização do petróleo parece estar contrabalançando confortavelmente qualquer sofrimento provocado até agora pelo crédito mais apertado ou a queda dos preços das ações.

E o mercado imobiliário residencial, foco da última recessão, não dá motivos de preocupação acerca de uma recessão. Os preços das moradias estão aumentando em um ritmo saudável, segundo os índices S&P Case-Shiller, ao mesmo tempo em que não há motivos para temer que um excesso de oferta venha a criar problemas num futuro próximo. Os estoques não vendidos permanecem baixos pelos padrões históricos.

Então, o que poderá mudar isso? Os dados sobre o desemprego teriam o maior dos efeitos. Se os pedidos de seguro-desemprego continuarem aumentando, ou os ganhos nas folhas de pagamento não relacionadas ao setor agrícola diminuírem, a percepção de risco de uma recessão aumentará bastante – e isso deixaria muitos modelos mais próximos de uma recessão. Qualquer sinal de queda no sentimento do consumidor também aumentaria os temores.

Há temores também com os choques exógenos, principalmente os vindos da China, onde uma maior desvalorização do yuan seria vista como agravante para futuras exportações americanas.

Tal como a situação se apresenta, uma recessão nos EUA não pode ser descartada, e passou a ser mais provável nas últimas semanas. Mas também não se trata de algo já certo.

Valor Econômico – 05/02/2016

continue lendo:

Status da China na OMC cria dilema

Estados Unidos, União Europeia e Japão podem entrar em rota de colisão com a China. Eles terão que decidir se reconhecem o gigante asiático como economia de mercado a partir de dezembro, o que implicaria melhorar a competitividade de produtos chineses.

Essa questão é um dos pontos centrais para a diplomacia comercial neste ano e exigirá decisão também do Brasil. Em 2001, quando foi admitida na Organização Mundial do Comércio (OMC), várias economias desenvolvidas se recusaram a reconhecer a China como economia de mercado. Argumentavam que os preços domésticos chineses embutiam muitos subsídios e sofriam interferência política.

Pequim aceitou, então, uma cláusula de adesão com duração de 15 anos, pela qual os parceiros podiam usar metodologia mais flexível para calcular dumping. Isso sempre implicou em uma sobretaxa maior para os produtos chineses, porque teriam preços deslealmente baixos. Agora, essa cláusula flexível vai acabar em meados de dezembro e os países precisarão adotar para a China a metodologia normal de investigação antidumping. Mas empresas de países desenvolvidos alegam que a China continua sem preencher os critérios de economia de mercado.

Valor Econômico – 05/02/2016

continue lendo:

Resgate do FMI a emergentes deve deixar de lado ‘estigma’, diz Lagarde

A demanda de economias emergentes por resgate financeiro de instituições internacionais deve aumentar, prevê a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde. Para ela, o “estigma” associado a organismos como o FMI deve ser deixado de lado por países em dificuldade.

Lagarde não citou nenhum país específico entre os mais necessitados, mas ressaltou que não se pode generalizar sobre a situação dos emergentes, já que há muita diversidade entre eles.

“Sou cautelosa em colocar todos os emergentes no mesmo grupo. Brasil e Rússia estão em recessão, enquanto outros países como México e Índia estão indo muito bem”, afirmou, em teleconferência para jornalistas realizada nesta quinta-feira (4).

Em entrevista recente, a diretora-gerente do Fundo disse que a crise em alguns países emergentes “tem tirado o seu sono”, especialmente os de baixa renda que dependem da receita da exportação do petróleo, como a Nigéria.

Há poucos dias, o governo nigeriano pediu ao Banco Mundial e ao Banco de Desenvolvimento Africano um empréstimo de US$ 3,5 bilhões para cobrir o rombo no orçamento causado pela queda no preço do petróleo, sobre o qual sua economia se sustenta. O Azerbaijão, que também depende da receita do petróleo, está em negociações com o Banco Mundial e com o FMI para obter um pacote emergencial de ajuda.

“Alguns emergentes estão enfrentando circunstâncias muito difíceis, e meu palpite é de que haverá mais demanda por ajuda de instituições internacionais e multilaterais como o FMI, tanto em termos de finanças públicas, como em termos da situação geral da balança de pagamanentos”, disse Lagarde. “Nós estamos prontos a fazer isso, sem nenhum estigma associado ao relacionamento que temos com esses membros.”

Em um discurso feito pouco antes em uma universidade de Maryland, ela alertou para a necessidade de o mundo ampliar a “rede de segurança financeira” a fim de se preparar melhor para uma nova rodada de crises entre os emergentes. Segundo Lagarde, embora essa rede tenha se expandido desde a crise de 2008, ela também se tornou mais “fragmentada e assimétrica”.

“Por exemplo, muitos países emergentes não têm acesso às linhas de swap [cambiais] entre os bancos centrais de países avançados. Isso é um desafio porque economias emergentes dependem de modo crítico de moedas de países avançados em suas finanças e comércio”, afirmou. Como exemplo da deterioração econômica nos emergentes, ela disse que no ano passado eles tiveram uma fuga de capitais de US$ 531 bilhões, em comparação com a entrada de US$ 48 bilhões em 2014.

Lagarde disse que o FMI estuda modalidades de empréstimo que possam expandir essa rede de segurança financeira, como linhas de crédito precaucionárias “e outros tipos de instrumentos que realmente atendam à situação desses países, como um nível de condicionalidade que dependerá de cada situação”.

A aprovação em dezembro de reformas no FMI aumentou os recursos do Fundo para agir em crises e ampliou o poder de decisão de países emergentes, como Brasil, China e Rússia. A diretora-geral defendeu uma “parceria para o crescimento” entre países desenvolvidos e emergentes.

Aos emergentes, recomendou políticas como maior eficiência nos gastos públicos, a fim de tornar o o ajuste fiscal “menos doloroso”, e flexibilidade na taxa de câmbio para suavizar o impacto dos choques externos.

Aos desenvolvidos, afirmou que não basta manter a política monetária de juros baixos e que os governos devem também usar políticas fiscais para estimular suas economias, como o financiamento de projetos de infraestrutura.

Para ela, os EUA tem uma “responsabilidade especial”, num momento em de normalização de sua política monetária. “É importante que o Federal Reserve [banco central] continue a fazer isso de uma forma prudente e bem comunicada”, disse Lagarde.

Folha de S.Paulo – 05/02/2016

continue lendo:

Curtas

“Pouso forçado” chinês

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, disse ontem que a economia da China pode evitar um “pouso forçado” e fazer a transição para uma taxa de crescimento mais baixa, mas mais sustentável, se Pequim adotar um programa de reformas das estatais e permitir que seu câmbio seja mais orientado pelas forças de mercado.

Petróleo nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs ontem a criação de um imposto de US$ 10 por barril de petróleo. O dinheiro arrecadado com a medida seria destinado a iniciativas climáticas. A oposição republicana, que controla o Congresso, já prometeu derrubar a proposta.

Valor Econômico – 05/02/2016

 

 

Redação On fevereiro - 5 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.