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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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PMI de serviços atinge máxima de 6 meses na China

A atividade do setor de serviços da China expandiu no ritmo mais rápido em seis meses em janeiro, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada ontem, ajudando a compensar a fraqueza do setor industrial que tem pesado sobre a segunda maior economia do mundo.

O PMI do Caixin/Markit subiu para 52,4 em janeiro ante a mínima de 17 meses de 50,2 em dezembro. O aumento do índice foi o maior desde agosto de 2014. Leitura acima de 50 indica expansão, enquanto abaixo disso aponta contração.

O subíndice de emprego avançou à taxa mais rápida em seis meses, para 51,8 ante 51,3 no mês anterior, enquanto o subíndice de novos negócios também avançou, indicando que os empregadores no setor de serviços criaram mais empregos para atender as necessidades.

O resiliente setor de serviços pode ajudar a compensar parte da pressão sobre uma economia em que a demanda fraca tanto doméstica quanto externa, e seu efeito sobre a indústria, está pesando sobre o crescimento.

Projeção

A China também definiu ontem uma faixa de projeção de crescimento econômico para 2016 entre 6,5 e 7%, afirmou uma autoridade da principal agência de planejamento econômico do país. Xu Shaoshi, presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, disse que permanecerão neste ano as pressões sobre a China.

Ele acrescentou que o investimento na China está agora focado em reparar pontos fracos e fazer ajustes estruturais, incluindo infraestrutura em regiões central e ocidental do país, educação e saúde.

Xu disse ainda que o investimento em infraestrutura básica na China aumentou 15% no ano passado.

DCI – 04/02/2016

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Brasil e Uruguai assinam termo para facilitar comércio entre os dois países

BRASÍLIA – A Receita Federal assinou, na semana passada, um plano de trabalho para facilitar o comércio exterior entre Brasil e Uruguai. De acordo com o órgão, o plano de trabalho é o primeiro passo para a assinatura do Acordo de Reconhecimento Mútuo (ARM) dos Programas de Operador Econômico Autorizado (OEA) entre os dois países.

A Receita informou ainda que a intenção dos dois países ao assinarem o termo é facilitar e incrementar a relação comercial existente entre Brasil e Uruguai. Para o Brasil, o objetivo é atrair novos investimentos à economia, aumentar a segurança das operações de comércio exterior e aprimorar os controles aduaneiros por meio da gestão de risco.

O Fisco esclareceu ainda que os ARM são acordos bilaterais celebrados entre países que possuam Programas de OEA compatíveis, e que reconheçam como de baixo risco os operadores certificados no outro país. São necessários critérios de segurança física da carga e cumprimento da legislação tributária e aduaneira exigidos para a certificação e os procedimentos adotados para a validação e monitoramento destes operadores sejam similares.

Para o diretor nacional de Aduanas da República Oriental do Uruguai, Enrique Canon, os Acordos de Reconhecimento Mútuo são vantajosos para as aduanas dos dois países porque diminuem o retrabalho dos fiscos e simplificam as operações internacionais, proporcionando agilidade aos operadores de baixo risco.

Na avaliação do subsecretário substituto de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal, José Carlos de Araújo, os Programas da OEA são fundamentais para incrementar a gestão de risco nas operações aduaneiras e a adoção de padrões internacionais de segurança.

O Brasil já tem acordos de facilitação de comércio com a Argentina e, no ano passado, o secretário da Receita, Jorge Rachid, e o encarregado de negócios da embaixada norte-americana, Andrew N. Bowen, também assinaram um Plano de Trabalho Conjunto para iniciar o processo em busca de um ARM entre o Programa Brasileiro de OEA e o Programa C-TPAT dos EUA, país que é o segundo maior destino das exportações brasileiras.

Fonte: DCI

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Círculos viciosos que alimentam o dólar viram desafio para os EUA

O dólar está no centro de um emaranhado de círculos viciosos que está golpeando os mercados financeiros e economias no mundo todo. A situação está chegando a um ponto em que o Federal Reserve, o banco central americano, poderá ser obrigado a agir.

Mesmo depois de recuar ontem, o fortalecimento do dólar nos últimos 18 meses continua sem precedentes. Nesse período, a moeda americana avançou 21% ante o euro e 15% contra o iene – ganhos que se tornam pequenos perto das altas em relação a várias moedas de países emergentes. O dólar subiu 72% ante o real, 49% contra o rand sul-africano e 117% sobre o rublo russo.

Esses movimentos estão tornando mais difícil para as empresas americanas concorrerem globalmente em preço e reprimindo ainda mais a inflação nos Estados Unidos, num momento em que o Fed quer que ela suba. Uma valorização ainda maior do dólar pode piorar a situação e, ao mesmo tempo, intensificar pressões globais que podem colocar a economia americana em risco.

Reconhecendo isso, o Fed e sua presidente, Janet Yellen, poderão não só reduzir o número de altas de juros planejadas para este ano, mas até não fazer nenhuma. Os mercados futuros, que no começo do ano indicavam que o investidor apostava em 50% de chances de que o Fed aumentaria os juros em sua reunião de março, agora mostram uma expectativa de que o banco central vai desistir da ideia.

Entre as várias forças relacionadas que estão sustentando a alta do dólar está o desempenho da economia americana, que é melhor que o de muitas outras e tornou os EUA mais seguros para os investidores globais. O Fed elevou os juros, enquanto os outros principais bancos centrais do mundo estão estimulando suas economias. Os preços do petróleo e de outras matérias- primas caíram fortemente, colocando os países produtores de commodities em risco e prejudicando ainda mais o crescimento global.

Apesar do recuo de ontem – no qual o dólar caiu 1,7% em relação ao euro, o iene ganhou 1,7% e o real, 2,3% em meio à turbulência nos mercados globais -, a tendência de alta do dólar no longo prazo está exacerbando muitas das pressões que deram impulso à moeda.

Uma manifestação disso é o volume expressivo de dívidas em dólar contraídas por empresas não financeiras fora dos EUA. Muitas firmas turcas, por exemplo, captaram muito em dólar nos últimos anos, mesmo gerando pouca receita na moeda.

A alta de 37% do dólar ante a lira turca nos últimos 18 meses tem dificultado o pagamento desses empréstimos. Essas pressões de dívida tornam o cenário econômico mais sombrio e intensificam a necessidade de dólares, o que, por sua vez, só serve para fortalecer ainda mais a moeda americana.

Produtores de commodities endividados em dólar estão sendo atingidos por um golpe duplo. O petróleo, o minério de ferro e a soja que o Brasil exporta são cotados globalmente em dólar. Então, quando o dólar se valoriza, os preços caem e os exportadores ganham menos. Combinada com a deterioração do real brasileiro, essa situação cria uma necessidade intensa de dólares que força os produtores de commodities a vender com descontos ainda maiores.

Enquanto isso, o enfraquecimento de outras moedas de países emergentes está deixando a já abatida China menos competitiva globalmente, o que está colocando ainda mais pressão nos formuladores de políticas chineses para que o yuan seja ainda mais desvalorizado.

Receios de que isso possa acontecer está elevando a pressão sobre os preços das commodities, já que um yuan mais fraco tornaria mais difícil para a China comprar matérias-primas. Isso, por sua vez, enfraqueceria mais as demais moedas à medida que os mercados de câmbio levam em conta a possibilidade de uma desvalorização do yuan.

As preocupações com o yuan estão contribuindo para uma debandada de capital da China, com chineses e estrangeiros tirando seu dinheiro do país para protegê-lo contra futuras desvalorizações. As autoridades chinesas têm liquidado títulos do Tesouro dos EUA para manter o yuan estável em meio à fuga de capital, mas, como mostra a queda dos rendimentos desses títulos neste ano, está fácil encontrar compradores para esses papéis.

Na verdade, a disponibilidade dessas notas do Tesouro americano pode ter tirado a liquidez de outros títulos de dívida em dólar, piorando uma situação que já era ruim.

Na maioria das vezes, os problemas que fortalecem o dólar estão acontecendo longe dos EUA. Mas não há como o país escapar de seu impacto adverso. A combinação de fraqueza externa e dólar forte derrubou os preços dos importados nos EUA, empurrando ainda mais para longe a meta do Fed de atingir uma inflação de 2% ao ano. E isso também está afetando a economia de outras formas: se não fosse pela expansão do déficit comercial, a alta do produto interno bruto americano no quarto trimestre teria sido 0,5 ponto percentual maior.

Embora a atuação do Fed se concentre nos EUA, essas são coisas difíceis de um banco central ignorar, e mostram como a globalização tem aumentado continuamente a exposição da economia americana ao resto do mundo.

Além disso, depois que o Banco do Japão fixou juros negativos, na semana passada, e o Banco Central Europeu sinalizou que está pronto para fornecer novos estímulos à economia em março, a divergência entre as políticas monetárias do Fed e de outros BCs aumentou. Isso ameaça dar um novo ímpeto ao avanço do dólar e justifica uma sinalização mais forte pelo Fed de que vai adiar seus planos de subir os juros.

O perigo é que isso não tenha força suficiente para segurar uma alta do dólar, nem suas consequências. Certamente não será uma panaceia para os problemas do mundo. Mas, considerando a alternativa de ficar assistindo a uma situação perigosa ficar ainda pior, o Fed pode não ter escolha.

Valor Econômico – 04/02/2016

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Presidente do BCE alerta para riscos da baixa inflação

FRANKFURT  –  (Atualizada às 10h47) O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, fez nesta quinta-feira uma defesa robusta pela manutenção da luta contra a inflação baixa. Embora existam, no momento, forças na economia global que estejam “conspirando” para deprimir a inflação neste momento, nem sempre será assim, disse em conferência.

“Essas forças devem fazer com que a inflação retorne mais lentamente para nosso objetivo. Mas não há razão para que devam guiar a uma taxa de inflação mais baixa permanentemente”, disse Draghi.

A inflação nas economias avançadas tem ficado bem abaixo da meta de 2% perseguida pelos principais BCs, o que induziu alguns argumentos de que as autoridades monetárias deveriam aceitar um nível mais baixo de inflação como uma nova condição normal.

Draghi disse que, “mesmo quando nos deparamos com choques globais prolongados, ainda é a política monetária que determina a estabilidade de preços no médio prazo”.

“Se não nos rendermos à inflação baixa – e certamente não o faremos -, ela retornará a níveis consistentes com nosso objetivo”, disse Draghi. “Mas se, por outro lado, capitularmos a forças desinflacionárias inexoráveis ou invocarmos longos períodos de transição para a inflação, estaremos, na verdade, apenas perpetuando a desinflação.”

O presidente do BCE rejeitou firmemente a ideia de que bancos centrais não têm poder para lutar contra inflação muito baixa em uma escala global. “Conforme o BCE e outros bancos centrais têm demonstrado, o limite mais baixo para taxas de juros, seja qual for, não é zero”, disse.

Além do BCE, BCs na Suíça, Dinamarca, Suécia e, agora mais recentemente, no Japão cortaram os juros para território negativo. Alguns economistas esperam que o BC europeu reduza mais sua taxa de depósito, atualmente negativa em 0,3%, seu próximo encontro de política monetária.

Os comentários de Draghi ocorrem duas semanas depois de o presidente do BCE ter emitido um forte sinal de que a instituição está considerando a possibilidade de ampliar as medidas de estímulo em sua próxima reunião de política monetária, em 10 de março.

“Se for necessário adotar mais medidas expansionistas, o risco de efeitos colaterais não será obstáculo”, disse hoje Draghi.

(Dow Jones Newswires)/Valor Econômico – 04/02/2016

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China pode afrouxar regras de fluxo de capital estrangeiro

O banco central da China pretende tornar mais brandas as regras que determinam quando os investidores estrangeiros podem aplicar e retirar dinheiro do país. A informação foi dada ontem por fontes a par do assunto.

A mudança das regras se aplicará aos recursos sob o programa Investidor Institucional Estrangeiro Qualificado (IIEQ), que concede cotas ao dinheiro aplicado na China em ações e bônus domésticos, segundo informaram as fontes, que pediram para não ser identificadas porque os planos ainda são sigilosos. Os períodos de bloqueio para retirada de recursos do IIEQ serão relaxados e as instituições terão mais liberdade sobre quando poderão injetar mais dinheiro no país, disseram as fontes.

Tais mudanças sugerem que as turbulências no mercado de ações da China e a cotação do yuan não abalaram os planos do Banco do Povo da China de abrir mais a conta de empréstimos e investimentos do balanço de pagamentos do país. As fontes que falaram sobre os planos de afrouxamento dos controles sobre os recursos do IIEQ os descreveram como parte dos esforços para uma maior abertura dos mercados de capitais da China.

“Estou surpreso com a iniciativa, uma vez que no momento o mercado espera um aperto dos controles do banco central para conter a saída de recursos”, disse ontem Eddie Cheung, estrategista de câmbio do Standard Chartered, em Hong Kong. “Se essa regra for implementada, mais recursos deixarão a China no curto prazo, dada a fragilidade do sentimento do mercado. Mas, no longo prazo, isso poderá ser benéfico e encorajar mais instituições estrangeiras a investir na China.”

Nos últimos dois meses, as autoridades vêm adotando medidas para reforçar os controles sobre a movimentação de dinheiro para fora da China, uma vez que a desaceleração do crescimento econômico e a desvalorização do yuan vêm contribuindo para a saída de capital do país. As retiradas aumentaram para US$ 1 trilhão no ano passado, segundo estimativas da Bloomberg, enquanto dados do banco central mostram que as reservas internacionais chinesas encolheram em US$ 513 bilhões.

As medidas para conter as retiradas incluem um maior escrutínio sobre as transferências por indivíduos e limites à rapidez com que as empresas podem comprar moeda estrangeira para realizar pagamentos de bens. A autoridade reguladora do câmbio na China também aumentou as restrições às compras de produtos de seguros no mercado internacional com os cartões bancários UnionPay, segundo fontes a par do assunto.

O anúncio das mudanças ainda depende da aprovação final do plano pelas autoridades chinesas. O banco central chinês não respondeu a um pedido da Bloomberg para comentar o assunto.

Sob as mudanças planejadas, os fundos do IIEQ poderão retirar dinheiro da China numa base diária, segundo informou a fonte. No momento, eles estão sujeitos a um período de bloqueio de uma semana ou um mês, dependendo do tipo da cota.

Valor Econômico – 04/02/2016

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Varejo se recupera em dezembro na UE

As vendas no varejo da zona do euro aumentaram em dezembro, devido principalmente às compras de Natal de alimentos, bebidas e tabaco, estimou ontem a agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

As vendas nos 19 países da zona do euro cresceram em média 0,3% em dezembro na comparação mensal, como esperado por economistas.

O comércio varejista cresceu 1,4% na base anual, pouco menos do que a expectativa de 1,5%. A Eurostat também revisou para cima suas estimativas mensal e anual para o mês de novembro.

As vendas na zona do euro na base mensal ficaram estáveis em novembro, ao contrário da estimativa anterior de queda de 0,3%. Já as vendas em novembro registraram aumento anual de 1,6%.

Decepcionante

Outro indicador divulgado ontem aponta que as empresas da zona do euro iniciaram 2016 ligeiramente melhor do que se imaginava, mas o ritmo de crescimento de janeiro igualou apenas o mais fraco visto em 2015.

O resultado amplia a pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE). Os dados são da pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês). “A pesquisa decepcionante da zona do euro em janeiro indicou uma das expansões mais fracas vistas no último ano e levanta a perspectiva de mais estímulo”, avaliou o economista do Markit Chris Williamson.

O PMI Composto final do Markit, considerado um bom guia do crescimento, atingiu 53,6, contra estimativa de 53,5 e uma leitura de 54,3 em dezembro. O Markit informou que o PMI indica crescimento de 0,4% no início do ano, em linha com pesquisa de janeiro da Reuters.

Os cortes de preços registrados falharam em impulsionar o dominante setor de serviços do bloco. O PMI de serviços atingiu nova mínima de um ano de 53,6 ante 54,2, como previsto na leitura preliminar.

Schengen

Os debates sobre o crescimento dos países da zona do euro também tem levado em consideração a preocupação dos países do bloco com a crise migratória que atinge a região.

O centro de estudos oficial do governo da França afirmou ontem que uma retomada permanente dos controles fronteiriços na Europa custaria aos países signatários da área de livre circulação conhecida como Espaço Schengen cerca de 110 bilhões de euros ao longo da próxima década.

O acordo Schengen é uma peça central da integração europeia, mas, pressionados pelos eleitores alarmados com o influxo inédito de imigrantes da África e do Oriente Médio, vários países já retomaram temporariamente o controle de suas fronteiras com vizinhos também membros da União Europeia. Só para a França, o custo seria de 1 bilhão ou 2 bilhões de euros no curto prazo.

DCI – 04/02/2016

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Sob pressão, Cameron defende acordo com a UE

Mal conseguiu chegar a um acordo com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, sobre as exigências do Reino Unido para permanecer na União Europeia ( UE), o primeiro- ministro britânico, David Cameron, ficou sob fogo cruzado ontem. A imprensa local, eurocéticos e até membros do próprio Partido Conservador não pouparam o premier, muitas vezes usando vocabulário de baixo calão.

Foi o caso da reportagem do diário mais popular do país, o “The Sun”, que não mediu palavras: “É uma pilha fedorenta de estrume”, publicou o jornal. “O acordo com Bruxelas não fez nada para deter os imigrantes e não dá mais poderes ao Reino Unido”. No mesmo sentido, o “Daily Mail” disse que o acordo representa uma “grande ilusão”. Outras manchetes na imprensa britânica, na maioria eurocética, atacaram o acordo, classificando- o de “farsa” e “piada”. Mas o premier ganhou o apoio do “Financial Times”, para o qual Cameron fez progressos tangíveis. Já o líder do Partido para a Independência do Reino Unido ( Ukip), Nigel Farage, classificou o acordo como “patético” e “absurdo”.

BATALHA DEVE DURAR MESES
As propostas visam principalmente a reduzir a imigração ao Reino Unido, com restrições até aos imigrantes internos, de países da UE. Além disso, demandam também mais soberania aos Parlamentos nacionais e maior independência nas decisões financeiras para as nações que não integram a zona do euro. O Reino Unido pede, ainda, para não se juntar ao compromisso de uma UE mais coesa e unida.

O primeiro round da batalha de Cameron, que promete durar meses, levou o premier a enfrentar, ontem, uma sabatina no Parlamento britânico. Com ministros instruídos a não tomar partido até que um acordo com Bruxelas seja finalizado, Cameron — que defende o documento fechado com Tusk como o mais forte até agora — enfrentou críticas de deputados conservadores sem cargo no governo.

— Eu não estou dizendo que o acordo é perfeito, nem que a UE ficará perfeita depois dele, certamente não ficará, mas a posição britânica será mais forte? Sim, será — afirmou Cameron. — Vamos travar esta luta juntos.

Mas a retórica foi esquentando, e o conservador eurocético Bill Cash perguntou, irônico:

— Por que meu honrado amigo, que pretende ficar ( na UE), tem ignorado tantas promessas e princípios?

Já Jacob Rees- Mogg, um parlamentar que havia escrito anteriormente que as demandas de Cameron eram como “mingau ralo”, foi ainda mais sarcástico:
— O mingau ralo ficou ainda mais aguado. Meu honorável amigo tem uma quinzena para salvar a sua reputação como negociador.

Rees-Mogg se referia à cúpula de líderes da UE, em 18 e 19 de fevereiro. Caso os 28 países aprovem as propostas do Reino Unido, ela pode abrir caminho para o referendo sobre a saída ou não dos britânicos do bloco continental, previsto para junho.

Cameron respondeu que as medidas iriam garantir “que o Reino Unido possa ter o melhor dos dois mundos”.

DEBATE INFLUENCIA SUCESSÃO
Ao mesmo tempo, a discussão sobre a saída da UE já movimenta os bastidores da sucessão do premier, nas eleições de 2020. Enquanto Cameron irá permitir aos ministros que apoiem ou não a permanência na UE, aqueles que desejam se tornar o próximo líder do Partido Conservador enfrentam um dilema. Se são a favor do Reino Unido dentro do bloco, correm o risco de perder a adesão dos eurocéticos, cada vez mais representativos no partido. Mas se optam pela saída britânica, se encontrarão em campanha contra o próprio premier, algo suscetível de ferir suas ambições caso terminem no lado perdedor.

— Aqueles que pensam na liderança do partido não querem apressar o passo — observa o pesquisador Simon Usherwood, do instituto UK in a Changing Europe. — Qualquer conservador em campanha pela saída do Reino Unido estaria seguindo uma estratégia de alto risco. Eles terão que ir contra Cameron, e apenas um deles vai vencer.

O Globo – 04/02/2016

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Venezuela revisará sistema de controle cambial em breve, diz ministro

CARACAS  –  A Venezuela vai revisar seus controles cambiais nos próximos dias para sacudir sua economia, disse o ministro do Comércio e do Investimento do país. “Temos de aplicar correções importantes para o sistema de câmbio”, disse Jesús Faria ao “The Wall Street Journal” nesta quarta-feira. “É evidente que o atual regime de câmbio se esgotou. As políticas têm de se adaptar às realidades atuais.”

O governo socialista da Venezuela alterou, sem sucesso, seu disfuncional sistema de controle de moeda cinco vezes desde a fixação da taxa do dólar em 2003 e, em fevereiro passado, criou uma taxa de câmbio oficial mais fraca para os viajantes e exportadores estrangeiros. As medidas não conseguiram controlar o mercado negro de dólares por causa da má aplicação e taxas de câmbio arbitrárias.

A reforma atual é diferente por causa de seu alcance e pelo papel mais importante das forças de mercado na fixação da taxa de câmbio, disse Faria.

O presidente Nicolás Maduro vai anunciar as mudanças “em alguns dias”, disse Faria, um economista político educado na Alemanha Oriental e ex-chefe do Partido Comunista.

O país tem quatro taxas de câmbio para o dólar, que variam de 6,3 bolívares por dólar para alimentos e medicamentos importados a 1.000 bolívares por dólar no mercado negro não oficial.

A nova taxa do dólar e os mecanismos de ajuste da taxa ainda estão sendo debatidos, disse Faria. “Ainda há muitas posições diferentes sobre este tema dentro do gabinete.”

Uma desvalorização iria reduzir o déficit orçamentário da Venezuela, dando ao Tesouro mais bolívares por cada dólar de petróleo exportado. Tal movimento poderia também alimentar a inflação, aumentando a oferta de dinheiro na economia.

A fixação arbitrária do dólar a taxas preferenciais para empresas levou à evasão de bilhões de dólares entre 2012 e 2013, disse Faria, que investigou a alocação de divisas quando foi parlamentar governista no ano passado.

A revisão do sistema de câmbio é parte de um pacote de reforma mais amplo que o governo está preparando para superar a pior crise econômica já registrada, agravada pela queda dos preços do petróleo. A economia deve encolher 8% este ano, com a inflação subindo para 720%, de acordo com o Fundo Monetário Internacional.

Entre as reformas planejadas estão um aumentar do preço da gasolina, o mais barato do mundo, e dar um papel mais importante para o setor privado, disse Faria, que assumiu o posto no mês passado. As empresas privadas “desempenham um papel fundamental no desenvolvimento de forças produtivas do país. Elas são essenciais”, disse.

No passado, Maduro responsabilizou as empresas privadas pela crise econômica, acusando-as de “travar uma guerra econômica” em seu governo socialista.

Para preencher a lacuna nas receitas do petróleo, a Venezuela vai buscar novos empréstimos junto a nações aliadas em vez de recorrer ao FMI, disse o ministro. A China emprestou US$ 50 bilhões à Venezuela na última década, e os empréstimos foram pagos em grande parte com petróleo.

Valor Econômico – 04/02/2016

Redação On fevereiro - 4 - 2016
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