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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Empresários pedem suspensão de crédito para caminhões

DIMMI AMORA DE BRASÍLIA

Empresários do setor de transporte rodoviário de carga discutem a suspensão dos empréstimos para a compra de caminhões no país.

Em reunião com mais de 300 empresários na semana passada, proprietários pediram que a NTC&Logística (maior entidade de empresas de transportadores de carga do país) solicite ao governo a paralisação do financiamento de novos veículos de carga por um prazo determinado.

A medida seria uma forma de evitar uma piora ainda maior do mercado de transporte de cargas em 2016.

Com excesso de caminhões no mercado e redução da quantidade de carga pela recessão da economia (analistas estimam que houve retração de 3,8% do PIB), 2015 teve uma queda generalizada dos preços dos fretes em todos o país, piorando a situação das companhias que transportam produtos de outras empresas.

Na semana passada, o governo anunciou um pacote de medidas para estimular a concessão de R$ 83 bilhões em crédito com o objetivo de reativar a economia.

“O nosso setor investiu muito na aquisição de frota, acreditando no crescimento do país. Como a economia caiu e a oferta de transporte aumentou, o efeito agora é o contrário. Quanto maior a oferta, o preço cai”, disse José Hélio Fernandes, presidente da NTC&Logística.

O BNDES tem uma linha de crédito específica para a venda de caminhões que, de 2008 a 2014, ficou com juros subsidiados pelo chamado PSI (Programa de Sustentação de Investimentos). Nesse período, foram emprestados R$ 122 bilhões para a compra de caminhões e ônibus, segundo dados obtidos pela Folha.

Em 2015, o governo acabou com os subsídios nessa linha. Mesmo assim, ela ainda tem juros mais baixos que a média do mercado.

O dinheiro barato deixou como herança um excedente de 200 mil caminhões, segundo estimativa do setor.

“Alguns disseram que compraram caminhão que não precisava porque estava barato. O pessoal acreditou na economia crescendo e, dois anos depois, o momento é esse”, disse Fernandes.

DEFASAGEM

Com oferta excessiva, os empresários estão reduzindo preços para se manter no mercado. Os preços mais baixos do transporte deveriam refletir em redução dos preços dos produtos ao consumidor, mas não há evidências de que isso venha ocorrendo.

A NTC apresentou pesquisa semestral sobre os preços de frete mostrando uma defasagem de 13% do preço médio em relação aos custos de transporte.

O presidente da NTC&Logística afirmou que não se tirou uma resolução para pedir a suspensão dos financiamentos porque a maioria dos empresários concluiu que não era necessária.

Segundo ele, dificilmente haverá mais compras nos próximos anos, mesmo com o refinanciamento das dívidas anunciado pelo governo.

Folha São Paulo – 04/02/2016

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Montadoras começam o ano com queda de vendas e demissões

O ano de 2016 começou para a indústria automobilística da mesma forma que 2015 terminou: com queda nas vendas, suspensão de contratos de trabalho ( lay- offs) e demissões. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores ( Fenabrave) mostram que as vendas do segmento de automóveis e comerciais leves recuaram 32,15% em janeiro em relação ao mês anterior. Foram emplacadas 149.699 unidades, contra 220.640 em dezembro de 2015. Se comparado a janeiro do ano passado, o resultado aponta retração de 38,62%.

Em relação ao emprego, as notícias não são boas. A fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo vai suspender os contratos de trabalho de mais 800 funcionários, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Eles entrarão em férias coletivas no dia 15, por 20 dias, e depois ficam em lay- off por cinco meses. Com mais este grupo, o total de empregados com o contrato de trabalho suspenso na Volks do ABC chega a 2 mil, o equivalente a 10% do quadro de funcionários. Procurada, a montadora não se pronunciou.

Também em São Bernardo, a fabricante de caminhões e chassis para ônibus Mercedes- Benz vai colocar em licença remunerada 1.500 trabalhadores de sua linha de produção a partir do dia 17, o equivalente a 21,7% dos 7.000 funcionários que trabalham no chão de fábrica. A licença vai até maio, quando será reavaliada. Em janeiro, a queda nas vendas de caminhões foi de 43,36% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a Fenabrave. A venda de ônibus encolheu no mesmo ritmo — 43,79% — em relação a janeiro de 2015. A montadora confirma o número de licenças e atribui a medida ao fraco desempenho do segmento em janeiro.

Este ano, a General Motors foi a primeira a fazer dispensas. Por telegrama, a montadora comunicou o desligamento a 517 funcionários que estavam em lay- off na unidade da montadora de São José dos Campos, interior de São Paulo. Desde 2013, quando a crise econômica começou a se aprofundar e o governo suspendeu os incentivos ao setor ( a redução do IPI terminou em dezembro de 2014), 27,1 mil trabalhadores das montadoras perderam o emprego, sem incluir nesta conta as fábricas de autopeças. Só no ano passado, 1.047 concessionárias fecharam, e 32 mil trabalhadores foram demitidos.

MÊS MAIS FRACO Tanto a Volks quanto a Mercedes aderiram, no ano passado, ao Programa de Proteção ao Emprego ( PPE), uma medida criada pelo governo para evitar mais demissões no setor. No PPE, os salários são reduzidos em 10%, e a jornada mensal, em um dia por semana. Além disso, o Fundo de Amparo ao Trabalhador ( FAT) banca o percentual cortado dos rendimento enquanto o segmento enfrenta queda de vendas.

— O PPE é um alívio de custos para as montadoras em momentos de crise. Mas, se o ritmo de vendas não for retomado, certamente parte dos trabalhadores beneficiados pela medida acabará sendo cortada — explica o economista João Morais, da consultoria Tendências, que estima que as vendas seguirão em retração, com queda de 17% em 2016.

Para Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, o ano começou sem expectativa de crescimento nas vendas, mas os resultados de janeiro não devem ser balizadores para as projeções para 2016.

— Estimamos queda de 5,2% nas vendas este ano, mas faremos revisões periódicas a cada três meses — diz ele, lembrando que janeiro é um mês mais fraco por causa das despesas extras das famílias, com impostos, matrículas e material escolar.
Assumpção avalia que o o pior momento do setor foi vivido em 2015, quando as vendas encolheram 26,5%.

O Globo – 04/02/2016

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Pedidos de recuperação judicial têm alta de 29,7%

O número de recuperações judiciais requeridas por empresas teve um crescimento de 29,7% em janeiro de 2016 na comparação com o mesmo mês do ano passado, conforme o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações divulgado ontem (3).

Foram 96 pedidos feitos em janeiro deste ano, dos quais 51 realizados por micro e pequenas empresas, 23 por firmas de médio porte e 22 por grandes companhias.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, os juros altos praticados por bancos e o aprofundamento da recessão econômica no País, iniciada em meados de 2014, estão afetando a capacidade financeira das empresas brasileiras, favorecendo o aumento de pedidos de recuperações judiciais.

Conforme o levantamento da Serasa, o número de falências teve retração de 10,6% sobre um ano antes, para 101 ocorrências em janeiro deste ano. As micro e pequenas empresas lideraram também este ranking. Das 101 falências requeridas no mês passado, 56 foram de micro e pequenas empresas, 25 partiram de empresas médias e 20 de grandes companhias.

DCI – 04/02/2016

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Indicadores da FGV sugerem queda menos intensa do emprego

SÃO PAULO  –  Indicadores que tentam captar a tendência do mercado de trabalho apurados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) sinalizam uma queda menos intensa do emprego neste início de ano.

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), que procura antecipar a criação ou não de vagas, subiu 5,4% em janeiro, em relação ao mês anterior, para 73,8 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015, quando estava em 74,2 pontos. Foi a quarta alta consecutiva do indicador. Para a FGV, esse movimento sinaliza um arrefecimento da queda de pessoal ocupado na economia nos próximos meses.

Os itens que mais contribuíram para a alta do indicador antecedente de emprego foram os que medem o grau de satisfação com a situação corrente dos negócios, na Sondagem de Serviços, e o ímpeto de contratação para os próximos três meses, na Sondagem da Indústria, com altas de 12,8% e 7% ante dezembro de 2015, respectivamente.

Outro indicador que teve movimento positivo para o mercado de trabalho foi o Coincidente de Desemprego (ICD), que caiu 2,7% em janeiro, em relação ao mês anterior, ficando em 97,3 pontos. O resultado interrompe uma sequência de quatro altas consecutivas e sinaliza uma acomodação da tendência de alta na taxa de desemprego ao início de 2016, segundo a FGV.

“No caso do IAEmp, o aumento do indicador é positivo, mas com seu nível ainda extremamente baixo, indica que a perspectiva futura parou de piorar. A melhora não parece indicar ampliação do emprego no futuro próximo, mas sim uma redução do nível de destruição do mesmo”, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista da FGV-Ibre. “A pequena redução na ponta do ICD não caracteriza uma mudança na tendência da taxa de desemprego e deve ser observada com cuidado visto a elevação persistente do desemprego nos últimos meses. O indicador ainda mostra um grande pessimismo com a situação atual do mercado de trabalho”, continuou o economista.

valor Econômnio – 04/02/2016

Redação On fevereiro - 4 - 2016
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