Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

BNDES reduz custos de linha voltada a exportação de bens de capital

RIO  –  O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reduziu os custos da linha Exim Pré-Embarque (voltada para exportações). Em apresentação a jornalistas, o presidente da instituição, Luciano Coutinho, mostrou que as taxas disponíveis tiveram redução de até 10% em relação às praticadas anteriormente e houve ampliação do nível de participação do banco no financiamento.

As taxas para BNDES Exim-Pré Embarque para bens de capital de “alta externalidade” (energia, implementos rodoviários) cai de 12,94% para 11,94% ao ano. Para demais bens de capital, passa de 14,46% para 13,64% ao ano. O orçamento preliminar da linha é de R$ 4 bilhões. Para Coutinho, “as exportações são um dos veículos viáveis de recuperação da economia brasileira”.

O BNDES também vai reduzir as taxas na linha “BK Eficiência”, que também teve a lista de bens ampliada, de 10,20% para 9%, em condições de financiamento dentro de BNDES Finame. A linha inclui aquisição de bens de capital indutores de eficiência energética. Segundo o presidente do BNDES, a maior parte do financiamento será destinada a energias limpas e consumo de energia sustentável.

O financiamento de ônibus e caminhões e para capital de giro para fabricação de bens de capital também teve redução de 21,94% para 11,8%.

PSI

O refinanciamento de operações no PSI prevê o adiamento de até 12 parcelas para pagamento ao fim do contrato. Com a linha de crédito, as empresas com capacidade ociosa e dificuldade de pagamento poderão ganhar tempo de financiamento, afirmou Coutinho.

O custo do Refin PSI será de 15,73% para todos os portes de empresas e a demanda potencial da linha, de R$ 15 bilhões. De acordo com o presidente do BNDES, o custo do Refin PSI será semelhante ao cobrado pelo mercado, não subsidiado.

O BNDES também ampliou o prazo de amortização do cartão BNDES de 48 meses para 60 meses para novas operações. No ano passado, os desembolsos do cartão atingiram R$ 11,2 bilhões, com cerca de 750 mil operações contratadas.

Coutinho, afirmou que as novas linhas de crédito tem o objetivo “melhorar o crédito para quem mais precisa e em setores em que a seletividade de crédito tem sido mais aguda”. São linhas que oferecem taxas para capital de giro, máquinas e equipamentos e exportação.

O presidente do banco buscou incentivar que os operadores usem mais o Fundo Garantidor de Investimento do BNDES, com o objetivo de reduzir os spreads bancários. “O fundo permite reduzir de maneira eficiente o risco das operações, dá cobertura de crédito”, acrescentou.

Progeren

A linha Progeren, de capital de giro para o setor produtivo, vai provocar “uma melhoria expressiva” para os empresários, com redução das taxas de juros, segundo Coutinho. “Vamos fazer isso dentro de regras de prudência, mas ajudam a minorar dificuldades enfrentadas pelo sistema empresarial e a abrir caminhos para a recuperação da economia”, afirmou durante coletiva a jornalistas.

Na condição anterior da linha, as companhias com receita operacional bruta (ROB) de até R$ 16 milhões tinham juros de 15,23%. Na nova linha os juros serão de 11,67%. No próximo patamar, com ROB entre R$ 16 milhões e R$ 90 milhões, a taxa caiu de 16,13% para 14,71%. E para empresas com ROB superior a R$ 90 milhões, a taxa permaneceu em 17,23%. Segundo o banco, a proposta é de redução de até 25% do custo BNDES.

Coutinho afirmou que “o agente financeiro terá flexibilidade para acertar [as exigências]”. Isso quer dizer que o banco que vai lidar diretamente com o cliente pode alterar, dentro de limites, alguns prazos. “Os agentes avaliarão e terão a faculdade de refinanciar os contratos e acertar refinanciamento com empresas”, disse.

O presidente do BNDES detalhou um conjunto de medidas para facilitar o financiamento ao setor produtivo. Parte das iniciativas foi anunciada após reunião do Conselho de Política Econômica e Social, o Conselhão, na semana passada.

Valor Econômico – 03/02/2016

continue lendo:

Grupo vai atacar entraves ao comércio Brasil-Tunísia

Os membros brasileiros do Conselho Empresarial Brasil-Tunísia se reuniram nesta terça-feira (02) na Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo, para discutir ações para este ano. Uma das propostas apresentadas e aprovadas pelos participantes é a criação de um grupo de trabalho que vai atuar para remover eventuais entraves ao comércio bilateral.

“É preciso abordar os obstáculos”, disse o embaixador tunisiano em Brasília, Sabri Bachtobji, que acompanhou a reunião. “As instituições públicas têm que saber quais são os obstáculos que os operadores econômicos estão encontrando para o desenvolvimento dos negócios”, acrescentou.

Alguns destes gargalos foram citados durante o encontro. O diretor da área de aves da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, por exemplo, destacou que a Tunísia exige certificados que não são requisitados por nenhum outro país, o que acaba inviabilizando as exportações de frango brasileiro à nação árabe.

O presidente do Intertrade Group, do ramo de fertilizantes, Heinz Huyer, ressaltou que o Brasil tem tido dificuldades em importar fosfato da Tunísia nos últimos anos, em função de problemas de oferta e de logística, sendo que no passado foi um grande comprador.

Foram citados também acordos que estão sendo negociados no campo diplomático e que, quando aprovados, poderão dar impulso ao comércio bilateral e aos investimentos recíprocos. Um deles é um acordo quadro que permite o início de negociações de um tratado de livre comércio entre a Tunísia e o Mercosul.

Segundo o embaixador, o texto já foi ratificado pelo Parlamento Tunisiano, mas os países do bloco sul-americano ainda não fizeram o mesmo. Para ele, a aprovação pelo Brasil pode acelerar o processo, dado o peso econômico e político do País no grupo.

Outro acordo em negociação – porém bilateral – é na área de facilitação e promoção de investimentos.

O vice-presidente de Comércio Exterior da Câmara Árabe e anfitrião da reunião, Rubens Hannun, disse que o conselho tem objetivos de médio e longo prazos, e o grupo de trabalho é um dos mecanismos que pode auxiliar na missão de ampliar os fluxos de comércio e investimentos.

Ao identificar as demandas do setor privado e propor soluções, o conselho pode atuar junto aos governos para a remoção de barreiras. “Assim as coisas andam de maneira mais simples e rápida”, declarou Hannun.

Visita

Alguns acordos bilaterais serão assinados durante visita do chanceler brasileiro, Mauro Vieira, à Tunísia, programada para 11 de março. Segundo Bachtobji, são tratados de cooperação nas áreas de turismo, programas sociais e plantio de eucaliptos.

O embaixador ressaltou que o turismo, por exemplo, é uma das atividades mais importantes para a economia tunisiana, mas o número de brasileiros que visitam a nação árabe e vice-versa não tem aumentado como poderia. Ele acrescentou que o acordo na área incentiva os operadores do ramo a desenvolver o fluxo de turistas.

Além da criação do grupo de trabalho e da viagem do ministro, os conselheiros discutiram também a realização do encontro anual com suas contrapartes tunisianas. Foi bem recebida a proposta de organizar o evento paralelamente ao próximo Fórum de Investimentos na Tunísia, que será realizado em Túnis em junho ou em setembro.

Walker Lahmann, diretor-executivo da Eurofarma, participou da edição de 2015 do fórum e fez elogios ao evento. A companhia farmacêutica quer abrir uma unidade na África e a Tunísia é vista como boa opção. De acordo com ele, o mercado tunisiano, embora menor, é semelhante ao do Brasil e tem os mesmo níveis de exigência regulatória, e o grupo de trabalho criado pelo conselho poderá ajudar a aparar eventuais arestas.

Já a gerente de Relações Internacionais da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Fernanda Garavello Gonçalves, anunciou que a entidade negocia a realização de um programa de promoção comercial com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e que muitas empresas do ramo têm interesse na região.

“Os países do Norte da África estão em alta no interesse das empresas”, declarou Gonçalves. Os empresários, segundo ela, apostam principalmente na demanda do setor de energia.

O Conselho Brasil-Tunísia foi criado em 2002, mas ficou vários anos sem se reunir, e foi reativado no ano passado, com a indicação de novos membros. Hannun, que é o presidente do órgão pelo lado brasileiro, gostou da dinâmica da reunião e destacou que o grupo mostrou coesão em relação às ações a serem realizadas.

Participaram do encontro também o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Elias Haddad, e o embaixador Ramez Goussous, conselheiro sênior de Relações Institucionais e Internacionais da Câmara Árabe.

Agência de Notícias Brasil-Árabe / Anba – 02/02/2016

continue lendo:

UE faz concessões para Reino Unido ficar no bloco
Foi divulgado ontem o texto-base da revisão da filiação do Reino Unido à União Europeia. A UE fez concessões, como a possibilidade dos britânicos de suspender benefícios sociais a cidadãos da UE que morem no país e de rejeitar decisões do Parlamento Europeu. O acordo precisa ainda ser aprovado pelos países da UE, numa cúpula em fevereiro, o que não é certo. Depois disso, Londres marcará um plebiscito, talvez em junho, para que o país decida se continua ou não na UE. “Se eu conseguir esses termos para a filiação britânica, certamente optaria pela filiação à UE”, disse o premiê David Cameron (foto). Mas ele enfrentará forte resistência. Boris Johnson, prefeito de Londres e colega de partido de Cameron, disse que a proposta da UE “não é o suficiente”. A maioria das empresas britânicas rejeitam, mas a ruptura com a UE tem apelo popular no país.

Valor Econômico – 03/02/2016

continue lendo:

Reino Unido e UE mais perto de acordo

O esboço de acordo alcançado ontem entre Reino Unido e União Europeia ( UE) pareceu deixar mais distante uma possível saída britânica do bloco continental.

Ainda que desperte desconfianças entre membros da UE e críticas de setores eurocéticos, os tópicos pactuados foram bem recebidos pelo mercado financeiro e saudados tanto pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, quanto pelo premier britânico, David Cameron. A prova de fogo, agora, é fazer com que as propostas — nas quais o Reino Unido busca mais soberania e a diminuição da imigração — sejam aprovadas na próxima cúpula de países da UE, nos dias 18 e 19.

O rascunho inclui o polêmico pedido britânico para que não sejam mais pagos benefícios sociais a imigrantes internos, o chamado “freio de emergência”, limitado pela UE em no máximo quatro anos. A medida é a mais criticada, despertando a oposição ferrenha de Polônia, República Tcheca, Hungria e Eslováquia, que têm milhares de cidadãos trabalhando no Reino Unido. Além disso, o documento exige “respeito aos direitos e competências” dos países fora da zona do euro, mais poder para Parlamentos nacionais barrarem ou modificarem legislações europeias e, finalmente, não demanda compromisso britânico por maior integração ao bloco.

— Hoje, gostaria de ser claro: se tivesse estes termos para uma adesão britânica, certamente optaria por ser membro da UE, porque estes são bons termos e diferentes do que outros países têm — enfatizou Cameron. — Há detalhes a serem solucionados, mas o documento mostra progresso real nas quatro áreas- chave.

O premier ressaltou ainda que, caso as propostas sejam aprovadas pelos outros 27 integrantes da UE, ele estaria pronto para começar a campanha pela permanência do Reino Unido no bloco no referendo previsto para junho. “Estar ou não estar juntos, essa é a questão. A meu ver, ( o rascunho) vai muito longe na abordagem de todas as preocupações levantadas pelo premier Cameron”, escreveu Tusk, parafraseando o dramaturgo inglês William Shakespeare, em carta que acompanhava o lançamento do documento. “A linha que eu não atravessei, no entanto, foram os princípios sobre os quais o projeto europeu está fundado”, complementou.

Tusk afirmou que, com relação à retirada dos benefícios a migrantes europeus, os tratados da UE devem ser respeitados, mas insinuou que há margem de manobra nas normas. O que autoridades do bloco querem evitar é que os pedidos britânicos sejam repetidos por outros países.

Eurocéticos do próprio Partido Conservador de Cameron ainda se mostram descontentes. Caso do deputado Bill Cash, que afirmou que o pacote de reformas “é minúsculo”. O prefeito de Londres, Boris Johnson, aliado do premier, também fez críticas:

— Ainda não é suficiente. Nós precisamos ir mais longe. EUROPEUS MOSTRAM CAUTELA O líder do Partido para a Independência do Reino Unido ( Ukip), Nigel Farage, tachou as reformas como “francamente absurdas”, afirmando que não haveria mudanças em relação à situação atual. Já o mercado financeiro recebeu bem a notícia dos avanços entre Reino Unido e a UE, com a libra valorizando mais de 0,4% apenas ontem.

— O acordo oferecido é melhor do que esperávamos — afirmou Stuart Walker, diretorgeral do Institute of Directors, uma organização de negócios.

Pela Europa, as reações foram cautelosas. Gunther Krichbaum, aliado conservador da chanceler federal alemã, Angela Merkel, alertou para uma Europa “mais fragmentada” por demandas nacionais individuais. Já o premier finlandês, Juha Sipila, disse que seu país “pode viver” com o pacote. Nesta sexta- feira, Cameron vai à Polônia e à Alemanha numa tentativa de suavizar reticências dos líderes locais.

O Globo – 03/02/2016

continue lendo:

Preços ao produtor aumentam pressão no BCE

Os preços ao produtor caíram mais do que o esperado em dezembro nos 19 países da zona do euro, em mais um sinal dos desafios os quais o Banco Central Europeu (BCE) encara para levar a inflação mais próxima de sua meta no médio prazo.

Os preços ao produtor caíram 0,8% em dezembro comparado com o mês anterior, e 3% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, ontem. Os resultados foram piores que as expectativas em pesquisa da Reuters com 13 economistas, que esperam queda dos preços de 0,6% e 2,8%, respectivamente.

O presidente do BCE, Mario Draghi, prometeu aumentar a inflação, rejeitando críticas à política monetária frouxa do banco e argumentando que o crescimento fraco dos preços estaria prejudicando a economia da zona do euro. O objetivo do BCE é de manter a inflação pouco abaixo dos 2% por ano. Porém, em raro dado positivo para a zona do euro, abalada por anos de estagnação e crise econômica, o desemprego caiu mais do que esperado, para 10,4% da população ativa, ante 11,4% um ano antes.

Alemanha

O desemprego na Alemanha registrou em janeiro novo recorde em baixa com taxa de 6,2% em números corrigidos de variações sazonais (CVS), indicou a agência de emprego.

A taxa supera o recorde anterior de 6,3% em novembro, o mesmo nível que em dezembro.

DCI – 03/02/2016
continue lendo:

ChemChina oferece US$ 43 bilhões para ficar com Syngenta

HONG KONG  –  A estatal chinesa do setor químico ChemChina ofereceu US$ 43 bilhões pela fabricante suíça de pesticidas Syngenta no que pode ser a maior aquisição na história de uma empresa estrangeira por uma companhia chinesa.

O Conselho da Syngenta recomendou que seus acionistas aceitem a oferta. A suíça disse em nota que a proposta em dinheiro da ChemChina corresponde a 480 francos (US$ 482) por ação, incluindo um dividendo especial de 5 francos se o acordo for adiante.

A transação é parte de uma onda de aquisições globais por parte de companhias chinesas, que estão se diversificando para do seu país para conter uma desaceleração doméstica e, ao mesmo tempo, buscar tecnologia e conhecimento externo.

No mês passado, a fabricante de eletrodomésticos chinesa Haier Group comprou a atividade de eletrodomésticos da General Electric (GE) enquanto o conglomerado Wanda Group adquiriu o estúdio de cinema de Hollywood Legendary Entertainment. No mesmo período, a própria ChemChina comprou a alemã KraussMaffei por quase US$ 1 bilhão e obteve uma participação de 12% na suíça Mercuria. Em março de 2015, tinha comprado a italiana Pirelli.

Se o acordo com a Syngenta se realizar, vai superar a compra feita em 2012 da empresa de energia canadense Nexen pela chinesa CNOOC, conforme dados da Dealogic.

Vale notar que a Syngenta rejeitou a aproximação feia pela gigante Monsanto, que ofereceu US$ 46,5 bilhões.

(Associated Press)

continue lendo:

Oposição venezuelana apresenta plano que antecipa eleição presidencial

CARACAS  –  Um partido da coalizão opositora MUD (Mesa da Unidade Democrática), que atualmente controla a Assembleia Nacional da Venezuela, apresentou nesta terça-feira (2) um pré-projeto de emenda constitucional para abreviar o mandato do presidente Nicolás Maduro e convocar eleições no final do ano.

Após a morte de Hugo Chávez, em 2013, Maduro foi eleito por um período de seis anos.

Mas a oposição deixou claro que pretende usar todos os mecanismos institucionais ao alcance de sua maioria parlamentar para tirá-lo do poder o mais rápido possível para reerguer uma Venezuela mergulhada num desastre econômico e social.

O pré-projeto de emenda foi entregue à Secretaria do Parlamento (unicameral) por Andrés Velásquez, secretário-geral do partido Causa R, que tem três deputados na maioria opositora.

“A Venezuela vive uma crise extrema e irreversível, e quem nos levou a este abismo não só não dá nenhum sinal de retificação como persiste no erro. Por isso propomos à consideração do plenário uma espécie de vacina, que seria a aprovação de uma emenda constitucional”, disse Velásquez.

A emenda pretende encurtar o mandato presidencial para um período de quatro anos com apenas uma reeleição possível, ao contrário do modelo atual, que não impõe limite a candidaturas do presidente em exercício.

Segundo Velásquez, a emenda também busca limitar a permanência de prefeitos e governadores (eleitos para períodos de quatro anos) a duas reeleições consecutivas. Hoje não há limites.

Já os magistrados teriam sua permanência encurtada dos atuais 12 para seis anos. Com isso, a Assembleia Nacional poderia substituir juízes que tiverem cumprido o prazo.

Para ser implementada, a emenda precisa ser transformada em projeto de lei, aprovada pela maioria dos deputados e submetida a consulta popular.

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ, suprema corte), porém, poderá tentar bloquear a medida ao alegar que é inconstitucional.

Além da emenda, a oposição dispõe de outros mecanismos para tentar derrubar Maduro.

Um deles é convocar uma Constituinte para refundar o Estado, mas a oposição só poderá fazê-lo caso recupere a supermaioria de dois terços do Parlamento, que foi colocada em xeque com a impugnação de três deputados eleitos pela MUD sob acusação de compra de votos.

Outra opção seria promover um referendo revogatório quando acabar a primeira metade do mandato presidencial – em abril, no caso.

Para organizá-lo, é preciso que 20% dos eleitores registrados (equivalente a 4 de milhões de venezuelanos) assinem em favor da proposta. Maduro será automaticamente destituído se o referendo for aprovado por número igual ou maior à votação obtida quando foi eleito, em 2013.

Se a destituição ocorrer até o início de 2017, novas eleições acontecem. Se for depois disso, quem assume até o fim do mandato é o vice-presidente.

Maduro promete resistir de todas as maneiras a tentativas de destituí-lo e acusa a oposição de querer aplicar um golpe de Estado disfarçado.

Valor Econômico – 03/02/2016

Redação On fevereiro - 3 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.