Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Real desvalorizado começa a beneficiar indústrias

O real desvalorizado e a forte recessão começam a levar as indústrias a exportar mais e importar menos.

De 23 setores analisados, 21 aumentaram a participação das exportações na produção, enquanto a fatia dos importados no consumo caiu em 14 categorias no período entre dezembro de 2014 e novembro de 2015, mostram dados da LCA Consultores.

A tendência é mais visível nas exportações. Entre dezembro de 2014 e novembro de 2015 (último dado disponível), a participação das exportações na produção da indústria saltou de 12,2% para 14,8%. No mesmo período, a fatia das importações no consumo aparente (exclui o que foi exportado) da indústria caiu de 18,1% para 17,3%.

Os analistas alertam, no entanto, que o movimento ainda é tímido após vários anos de crescimento das importações e perda de relevância das exportações. “O processo é muito lento e a indústria leva um bom tempo para se adaptar”, diz Rodrigo Nishida, economista da LCA e autor do levantamento.

Nas vendas para o exterior, a falta de competitividade brasileira dificulta a conquista do mercado externo. Segundo José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, as companhias só vem conseguindo exportar mais por oferecer descontos de 5% a até 20% aos clientes, repassando o impacto da desvalorização do real.

A evolução do número de empresas exportadoras e importadoras também é outro indicativo da mudança no comércio exterior: 1.088 empresas começaram ou voltaram a exportar em 2015, em um total de 20,3 mil.

Por outro lado, as empresas importadoras caíram de 44,4 mil para 42,4 mil. O recuo é considerado pequenos pelos especialistas, já que as as importações desabaram 24,3% em 2015.

DESTAQUES

A conquista de clientes no exterior e a troca de insumos e produtos importados por nacionais têm sido generalizada, mas alguns setores se destacam. A fatia da exportação na produção do veículos, por exemplo, subiu de 8,5% em dezembro de 2014 para 15,3% em novembro de 2015.

Outros setores que estão aproveitando a queda do real para exportar mais são a metalurgia básica (siderurgia, produção de ferro, fundição) e celulose e papel.

Já no processo de substituição de importações, o setor têxtil é um dos destaques.

A participação dos tecidos importados no consumo do país saiu de 18% de dezembro de 2014 para 14,1% em novembro de 2015. Um executivo do setor, que preferiu não se identificar, disse que o câmbio tornou a produção interna mais competitiva. A Abit, que a indústria do setor, não deu entrevista.

“Isso não quer dizer que esses setores têm bom desempenho. A recessão no Brasil é muito forte. Essas empresas podem apenas ter perdido menos mercado que os importados”, diz Nishida, da LCA.

Folha de S.Paulo – 02/02/2016

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Indústria teve em 2015 o pior ano em duas décadas, diz CNI

Para a indústria, 2015 terminou como o pior ano das últimas duas décadas. A avaliação é do gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, que apresentou pesquisa de indicadores do setor. Segundo ele, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), na média do ano, bateu no menor nível da série histórica (78,9%), iniciada em 2003.

Durante a apresentação dos dados, que mostraram o desempenho de faturamento, emprego, massa salarial, entre outros, o economista frisou mais de uma vez que os resultados foram piores até mesmo que em 2009, o ano pós-crise financeira internacional, que teve a quebra do banco Lehman Brothers como estopim, em 2008.

“Foi um ano bastante negativo para indústria e o resultado de dezembro mostrou nova piora”, observou Castelo Branco. Ele ponderou que o nível de atividade está “bastante reduzido”, alcançando vários seguimentos. “A recessão é generalizada na economia, mas na indústria é mais acentuada”, avaliou. O economista ainda classificou 2016 como um ano de “grande incerteza”, sobretudo em relação à política fiscal. Para ele, não há expectativa de reversão no curto prazo.

As condicionantes domésticas para o crescimento, como consumo e investimentos, permanecem em queda neste ano. Apenas para os seguimentos ligados às exportações há uma perspectiva mais positiva diante da mudança de patamar do dólar, que no ano passado subiu quase 50% frente o real. “Os setores com demanda externa mostram sinais de reação, mas, dado o tamanho da recessão, as exportações não serão suficientes para mudar o quadro”, argumentou.

Castelo Branco se mostrou cético quanto ao último pacote de medidas anunciado pelo governo na semana passada e que promete dar impulso para os investimentos e para o consumo e previu uma nova queda da atividade industrial em 2016. Ele ponderou, no entanto, que melhora das condições de crédito tende a dar algum alívio, mas incertezas quanto a política fiscal e a inflação continuam a pesar.

“Com o custo do crédito nos níveis atuais (juros elevados), a demanda por crédito está pequena. O pacote do governo terá algum efeito, mas não tão forte para reverter quadro”, argumentou.

Emprego. Com a retração na atividade e a ociosidade ainda elevada, as indústrias brasileiras mantiveram o processo de demissão em dezembro, segundo os indicadores da CNI. Conforme a pesquisa, o emprego recuou pelo décimo mês consecutivo, ao cair 0,2% em dezembro ante novembro, na série dessazonalizada. Na comparação com dezembro de 2014, a queda foi de 8,8%. Já no acumulado do ano, o recuo do emprego foi de 6,1%.

A diminuição do mercado de trabalho atingiu a massa salarial e o rendimento dos trabalhadores. Segundo a pesquisa, a massa salarial real teve redução de 0,2% em dezembro ante novembro, na série dessazonalizada, e caiu 7,9% ante dezembro de 2014. No acumulado do ano, a massa salarial real teve queda de 6,2%. Já o rendimento médio real subiu 0,8% em dezembro ante novembro e teve alta de 1,0% em dezembro ante o mesmo mês de 2014. No acumulado do ano, o rendimento médio real, apresenta queda de 0,1%.

O Estado de S.Paulo – 02/02/2016

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Estratégia pode ser a arma da indústria contra a crise

Não é de hoje que o industrial brasileiro sofre com a crise. De acordo com a última pesquisa organizada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), 66 % dos empresários consideram que a retração prejudica os negócios e, muitos deles, temem pelo futuro da empresa que comandam.

Mas há também empreendedores do setor que não só projetam crescimento como também fazem planos de expansão.

Esse grupo, como estratégia comum, aposta na criatividade como munição para driblar as dificuldades.

É o caso, por exemplo, da Adecol, de Guarulhos.

A fabricante de adesivos industriais faturou R$ 130 milhões no ano passado e pretende chegar a R$ 150 milhões em 2015. “Acada quatro anos a gente dobra de tamanho”, diz Alexandre Kiss, diretor comercial da empresa.

O segredo desse bom humor passa por uma aposta prévia do empresário, que ao acompanhar o desaquecimento
da economia percebeu que o seu segmento estaria mais movimentado no chamado mercado secundário, protagonizado por marcas também mais baratas. Deu certo. “Buscamos novos segmentos, como o farmacêutico, e produzimos novas linhas para o mercado automotivo e eólico. Com o real desvalorizado, montamos um time de exportação e estamos firmando novas parcerias”, conta Alexandre Kiss.

As exportações também se tomaram o foco na MagnaMed.

No ano passado, as vendas para o mercado internacional representaram 50% do faturamento anual, que foi de R$ 20 milhões em 2015. A empresa conta, inclusive, que os primeiros equipamentos de ventilação pulmonar por eles fabricados já atendiam as normas internacionais. “A primeira venda foi para a África do Sul antes do registro Brasil”, conta o fundador Tatsuo Suzuki,que também enxerga tuna oportunidade interessante no mercado brasileiro.

“Nossos produtos custam 20% a50% do valor do importado”, diz o empresário que planeja crescimento de 60% em 2016.

Já a estratégia da Doce D’ocê é aliar a venda de produtos com serviços. A empresa fabrica alimentos congelados, como tortas e pães, que são vendidos em padarias de supermercados, hotéis e lanchonetes. “Agente entra com o produto supercongelado e ensina os funcionários desses locais como deve ser o processo de descongelamento.Éumalento para os clientes, com falta demão de obra”, diz a empresária Noeli Bazanella, que, a partir da estratégia, expandiu os resultados em 20% no ano passado e espera repetir o feito este ano.

Custo. Mas os casos da Doce D’ocê, Magna Med e Adecol são exceções para o superintendente do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), Francisco Olivieri.

Principalmente, segundo ele, em um cenário de crédito caro e escasso. Alista de requisitos para se destacar não é novidade: inovação, enxugamento e dinheiro barato para financiar projetos de inovação.

“Inovação requer recursos. Àsvezes não é falta de visão do empresário, é falta de recurso para poder implementar
a inovação”, afirma.

Futuro

66%é o índice de empresários que consideram a retração prejudicial, inclusive temendo pelo futuro dos negócios, diz o Simpi 20 % foi quanto cresceu a fabricante de congelados Doce D’ocê assim que passou a ensinar os clientes commanusear adequadamente os seus produtos.

Estado de São Paulo – 02/02/2016

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Abimaq: medidas anunciadas pelo governo podem destravar crédito

Participando pela primeira vez da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em Brasília, o presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Carlos Pastoriza, avalia que as medidas de incentivo ao crédito devem ajudar as empresas.

– Acredito que teremos um pouco de fôlego e a economia poderá ser destravada. O aumento do crédito é fundamental para que consigamos ajudar a retomada do Brasil – ressalta.
Pastoriza destaca também o anúncio de que haverá o refinanciamento das dívidas contraídas junto ao BNDES.

– Além de dar fôlego neste momento tão agudo da crise, contribuirá para que as empresas estejam preparadas e equipadas para o momento em que houver a retomada da economia brasileira. Sabemos que o pacote anunciado é fundamental como medida emergencial, mas o governo não pode perder de vista a necessidade de se iniciar, o quanto antes, as reformas estruturais que tanto o país necessita.

Fonte: Monitor Mercantil

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EDITORIAL ECONÔMICO

Ociosidade cresce na indústria de máquinas A situação por que passa a indústria de máquinas e equipamentos sintetiza as dificuldades que o setor de manufaturas enfrenta para voltar a crescer. O governo havia montado umarcabouço de incentivos para aquecer a economia, mas as medidas se revelaram ineficazes e se tomaram inviáveis com o agravamento da crise fiscal. A desvalorização do real, encarecendo os produtos importados, favorece o setor, mas nem de longe compensa a forte retração do mercado interno. De outra parte, as exportações não têm evoluído como seria de esperar, pois não dependem só do câmbio mais favorável.

Números divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) revelam que, de fato, as importações do segmento ficaram em US$ 18,81 bilhões em 2015, um recuo de 23,3% em relação ao ano anterior. Isso, porém, não resultou em substituição significativa de bens importados por produtos fabricados no País.

Embora em ritmo menor, também as exportações caíram.

A redução foi de 16,3% no mesmo período, baixando o total exportado para US$8,030 bilhões. Com a queda adicional das encomendas internas, o faturamento total do setor desabou, registrando declínio de14,4% no ano,nãopassando deR$84,873bilhões.

Para Carlos Pastoriza, presidente do conselho de administração da Abimaq/Sindimaq, o setor registra queda acumulada de 30% do faturamento nos últimos três anos, o que configura “uma crise sem precedentes”.

Em 2015, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) foi, na média anual, de 68,0%,em comparação com o de754%em 2014. Como consequência, 45 mil postos de trabalho foram fechados, uma redução de 8,1% em relação a 2014.

A Ahiman não é contrária ao ajuste fiscal, mas julga que ele deve ser complementado por medidas de estímulo à produção. “Sabemos que questões estruturais não se resolvem de imediato”, afirma Pastoriza. Mas o setor, diz ele, foi muito penalizado pela decisão do governo de retirar instrumentos de apoio, como a desoneração da folha de pagamento, para reduzir custos, o Programa deSustentaçãodo Investimento (PSI) do BNDES, para estimular a expansão e a renovação do parque produtivo, e o Reintegra, para impulsionar as exportações.

A despeito do cenário adverso, a Abimaq tem a expectativa de que pelo menos parte de 2016 possa ser salva com uma sinalização clara do governo quanto aos rumos da política econômica daqui por diante.

Estado de São Paulo – 02/02/2016

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Faturamento da indústria mineira recua 15,9% em 2015, segundo Fiemg

A queda é a maior em oito anos. Com a capacidade produtiva ociosa, o setor cortou 7,3% dos empregos

Marta Vieira

O tom­bo que a in­dús­tria de Mi­nas Ge­rais le­vou no ano pas­sa­do to­cou o ní­vel mais fun­do já ob­ser­va­do no his­tó­ri­co de in­di­ca­do­res da ati­vi­da­de nos úl­ti­mos oi­to anos, em re­cei­ta de ven­das e no em­pre­go. O fa­tu­ra­men­to das fá­bri­cas mi­nei­ras caiu 15,9% em 2015, o qua­dro ge­ral de em­pre­ga­dos di­mi­nuiu 7,3% e o ren­di­men­to mé­dio real, des­con­ta­da a in­fla­ção, re­cuou 1,2%, in­for­mou on­tem a Fe­de­ra­ção das In­dús­trias de Mi­nas Ge­rais (Fie­mg). A re­tra­ção (ve­ja o qua­dro) foi de­ter­mi­nan­te nos seg­men­tos que mais in­fluen­ciam a pro­du­ção do es­ta­do, a ex­tra­ção de mi­ne­rais, me­ta­lur­gia, fa­bri­ca­ção de má­qui­nas e equi­pa­men­tos e de veí­cu­los au­to­mo­to­res.

O mau de­sem­pe­nho da in­dús­tria mi­nei­ra re­fle­tiu a com­bi­na­ção da cri­se bra­si­lei­ra, de­vi­do à re­du­ção de de­man­da e ao cré­di­to ca­ro, com a bai­xa tam­bém his­tó­ri­ca dos pre­ços de mi­né­rios e pro­du­tos si­de­rúr­gi­cos, as cha­ma­das com­mo­di­ties, co­ta­das no mer­ca­do in­ter­na­cio­nal, ava­liou o pre­si­den­te do Con­se­lho de Po­lí­ti­ca Eco­nô­mi­ca e In­dus­trial da Fie­mg, Lin­co­ln Gon­çal­ves Fer­nan­des. Re­sul­ta­do de um qua­dro que veio se de­te­rio­ran­do ao lon­go do ano, em de­zem­bro a ocio­si­da­de do par­que fa­bril al­can­çou 20,1% na mé­dia do se­tor, que ope­ra­va ao rit­mo de 79,9% da sua ca­pa­ci­da­de pro­du­ti­va ins­ta­la­da.

Em re­la­ção ao fim de 2014, quan­do as fá­bri­cas es­ta­vam ro­dan­do com 84,1% da sua ca­pa­ci­da­de, o in­di­ca­dor de ocio­si­da­de re­pre­sen­tou mais de qua­tro pon­tos de di­fe­ren­ça a maior. Ao di­vul­gar, ain­da on­tem, da­dos so­bre o com­por­ta­men­to da in­dús­tria na­cio­nal, a Con­fe­de­ra­ção Na­cio­nal da In­dus­tria (CNI) ava­liou que 2015 ter­mi­nou co­mo o pior ano das úl­ti­mas duas dé­ca­das. A uti­li­za­ção da ca­pa­ci­da­de ins­ta­la­da das fá­bri­cas no país foi de 78,9%, me­nor ní­vel des­de 2003.

Es­to­ques em al­ta O ba­lan­ço da Fie­mg re­bai­xou as ex­pec­ta­ti­vas de rea­ção da in­dús­tria de Mi­nas, que so­fre mais que a mé­dia na­cio­nal, ten­do em vis­ta a maior di­ver­si­fi­ca­ção do se­tor em ou­tros es­ta­dos, co­mo São Pau­lo. “Foi mui­to ruim o ce­ná­rio do qual saí­mos e na­da in­di­ca o con­trá­rio pa­ra 2016”, dis­se Lin­co­ln Fer­nan­des. Pro­va dis­so, o ní­vel dos es­to­ques das gran­des in­dús­trias fi­cou aci­ma do pla­ne­ja­do, de acor­do com a Son­da­gem In­dus­trial rea­li­za­da pe­la Fie­mg, tam­bém di­vul­ga­da on­tem. O in­di­ca­dor atin­giu 55,3 pon­tos, su­pe­ran­do a pon­tua­ção de equi­lí­brio (50 pon­tos), se­gun­do con­sul­ta fei­ta a 43 gran­des em­pre­sas dos dias 4 a 13 des­te mês.

Ou­tro fa­tor preo­cu­pan­te, na ava­lia­ção de Lin­co­ln Fer­nan­des, é a bai­xa con­fian­ça dos in­dus­triais na eco­no­mia, que em ja­nei­ro re­gis­trou 32,5 pon­tos no le­van­ta­men­to do Ín­di­ce de Con­fian­ça do Em­pre­sa­ria­do In­dus­trial (Icei) apu­ra­do pe­la Fie­mg. Tra­ta-se da me­nor pon­tua­ção que a en­ti­da­de ve­ri­fi­cou. “O mer­ca­do es­tá frio e a re­ces­são pro­vo­ca­da pe­lo ajus­te fis­cal re­quer me­di­das com­pen­sa­tó­rias do go­ver­no que não fo­ram ado­ta­das. Da mes­ma for­ma, não foi cria­do um pla­no de in­cen­ti­vo a in­ves­ti­men­tos”, cri­ti­ca Fer­nan­des.

Pa­ra o eco­no­mis­ta Pe­dro Pau­lo Pe­ter­sen, vi­ce-pre­si­den­te do Con­se­lho Re­gio­nal de Eco­no­mia de Mi­nas Ge­rais (Co­re­con-MG), em­bo­ra não exis­ta mo­ti­vo apa­ren­te de oti­mis­mo em re­la­ção a 2016, não quer di­zer que os in­di­ca­do­res da eco­no­mia es­te­jam de­fi­ni­dos. “Uma gran­de com­po­nen­te do ce­ná­rio dos in­di­ca­do­res é da­da pe­las ex­pec­ta­ti­vas. Se a in­cer­te­za for bem tra­ba­lha­da nes­te pri­mei­ro se­mes­tre, acre­di­to que a eco­no­mia con­se­gui­rá rea­gir”, afir­ma.

Na ba­lan­ça En­tre os qua­tro seg­men­tos que con­tri­buí­ram po­si­ti­va­men­te pa­ra o fa­tu­ra­men­to da in­dús­tria mi­nei­ra em 2015, a pro­du­ção de ce­lu­lo­se se des­ta­cou, des­co­nhe­cen­do cri­se, ob­ser­va o pre­si­den­te da Ce­ni­bra, uma das maio­res fa­bri­can­tes do mun­do de ce­lu­lo­se bran­quea­da de eu­ca­lip­to, Pau­lo Eduar­do Ro­cha Brant. A re­cei­ta da em­pre­sa ins­ta­la­da em Be­lo Orien­te, na Re­gião Cen­tral de Mi­nas, su­biu 6%, fa­vo­re­ci­da por au­men­to de 5% dos pre­ços – a co­ta­ção es­ta­va on­tem pou­co abai­xo de US$ 600 por to­ne­la­da – e a de­man­da da Chi­na, lo­co­mo­ti­va do con­su­mo do pro­du­to bra­si­lei­ro, usa­do na­que­le país pa­ra a fa­bri­ca­ção de pa­péis sa­ni­tá­rios. “Es­te ano ten­de a ser me­lhor pa­ra a com­pa­nhia, já que o dó­lar não de­ve­rá re­ver­ter sua tra­je­tó­ria de va­lo­ri­za­ção”, afir­ma.

Enquanto isso…

Siderúrgica faz fusão em Minas

O grupo Vallourec, um dos maiores fornecedores mundiais de tubos de aço sem costura, anunciou ontem a fusão de suas operações no Brasil, a Vallourec Tubos do Brasil S/A (antiga Manesmann), instalada em Belo Horizonte, e a Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil Ltda (VSB), siderúrgica de Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais, em que tem como sócio a Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation. Em nota, a companhia informou que vai concentrar toda a produção de ferro-gusa e de aço na usina de Jeceaba, com capacidade instalada suficiente para atender à demanda. Os laminadores e as plantas de acabamento de tubos mantidos na Usina Barreiro, de BH, continuarão operando normalmente.

Fonte: Estado de Minas

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Comil encerra produção e demite funcionários na fábrica de Lorena, SP

A fabricante de ônibus Comil, fabricante de ônibus em Lorena (SP), encerrou a produção na última quinta-feira (28) e demitiu os trabalhadores. Segundo a empresa, a decisão é resultado da crise econômica que atinge o país.

De acordo com a empresa, todos os direitos trabalhistas dos dispensados serão quitados. A estimativa é que o corte tenha afetado 200 trabalhadores.

Parcela dos funcionários serão mantidos para realizar as atividades de transição e conservação do patrimônio – o número também não foi informado.

Por meio de sua página em uma rede social, a Prefeitura de Lorena informou que todos os incentivos fiscais permitidos por lei foram aplicados, assim como todas as medidas que poderiam ser adotadas pela prefeitura, para auxiliar a empresa e evitar que se chegasse ao extremo do fechamento.

Em seu comunicado, a companhia disse que manterá suas atividades na planta de Erechim (RS), que atualmente conta com capacidade de produção de 4 mil ônibus por ano. A empresa funcionava em Lorena há dois anos.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Lorena, que representa a categoria, foi procurado pelo G1, mas não comentou o assunto até a publicação desta reportagem.

Fonte: G1

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Após incertezas, JAC anuncia que vai construir uma fábrica menor na Bahia

O objetivo da JAC Motors do Brasil com a operação é se livrar da limitação à importação de veículos

Donaldson Gomes

Após atrasos e incertezas em relação à continuidade do projeto, a JAC Motors do Brasil confirmou, ontem, que pretende construir na Bahia uma fábrica menor do que a anunciada inicialmente. O novo projeto vai custar R$ 200 milhões, enquanto o antigo previa R$ 900 milhões. A fábrica, que vai fazer apenas a montagem final do carro – que virá praticamente pronto da China, em sistema CKD (Completely Knock-Down), inclusive pintado –, será tocada exclusivamente pela empresa brasileira, sem participação da matriz, na China. Inicialmente, a JAC pretendia fabricar pelo menos uma parte do veículo no Brasil, com planos, inclusive, de instalar um centro para o desenvolvimento de tecnologia.

Outra diferença no novo projeto é que a fábrica terá capacidade para produzir 20 mil carros por ano, ao contrário dos 100 mil previstos antes. Em entrevista à Istoé Dinheiro na última sexta-feira, o presidente da JAC Motors do Brasil e do Grupo SHC, Sérgio Habib, disse que o veículo a ser produzido no Brasil será chamado de T5, um utilitário médio que na China se chama S3. O diretor de assuntos corporativos da JAC no Brasil, Eduardo Pinciguer, disse que o novo cronograma será apresentado nas próximas semanas, mas há uma expectativa de que a unidade comece a produzir no início de 2017.

Segundo ele, a empresa está discutindo com o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC) as alterações no projeto, para ter direito aos incentivos previstos no Inovar-Auto, programa de incentivo ao desenvolvimento da indústria automobilística brasileira. “A gente está solicitando mudanças no plano inicial e assim que estivermos habilitados vamos divulgar direitinho. O CKD é uma maneira de podermos começar rápido. Vai nos ajudar a recuperar o atraso”, diz Pinciguer. Segundo ele, a demora na liberação do financiamento de R$ 120 milhões, que havia sido solicitado pela empresa à Desenbahia, acabou tendo um efeito positivo.

“Se a gente tivesse começado a fábrica com o tamanho que nós imaginávamos antes, caso ela ficasse pronta, teríamos dificuldades por conta da retração do mercado”, analisou, lembrando que o mercado brasileiro esfriou nos últimos anos. “A gente planejou a fábrica de um tamanho em 2012, quando o mercado apontava que em 2016 e em 2017 teríamos um mercado de 5 milhões de veículos no Brasil. E todo mundo sabe que esse cenário não se confirmou”, lembra.

O objetivo da JAC Motors do Brasil com a operação é se livrar da limitação à importação de veículos, atualmente em 4,8 mil unidades por ano para quem não tem fábricas no país. “Para poder começar, vamos começar pequenininhos”, afirmou o diretor da empresa, Eduardo Pinciguer. A JAC Motors, que chegou a vender 38.217 carros no País em 2011, caiu para 8.416 em 2014 e no ano passado licenciou apenas 5.026 unidades.

Fonte: Correio 24horas

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Carro brasileiro mais caro na Argentina

Uma das principais interessadas na recuperação econômica da Argentina, a indústria automotiva brasileira precisa ser paciente. As medidas adotadas até agora pelo novo presidente do país, Mauricio Macri, devem criar um ambiente mais amigável aos investimentos no país, mas não o suficiente para estimular, no curto prazo, a demanda por carros feitos no Brasil, segundo avaliam analistas ouvidos pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

A Argentina é, historicamente, o principal destino das exportações brasileiras de veículos. É por isso que a gestão de Macri tem sido acompanhada de perto pelas montadoras locais. A política econômica do novo presidente, contudo, tem priorizado a adoção de um ajuste fiscal, o que deve apertar a renda dos argentinos em um primeiro momento. Na semana passada, por exemplo, Macri anunciou o fim dos subsídios oficiais à energia, medida que deverá elevar a conta de luz no país em mais de 300% a partir de fevereiro.

Além disso, o fim do controle cambial adotado na era Kirchner, uma das primeiras ações do presidente, resultou em desvalorização do peso em relação ao real. Com isso, deixou mais cara a importação de carros brasileiros, mais um fator que deve segurar a demanda.

Como consequência, avalia o economista Rodrigo Baggi, da consultoria Tendências, a Argentina deve, no curto prazo, perder participação nas exportações brasileiras, abrindo espaço para outros parceiros sul­americanos. “O ajuste e a depreciação cambial de Macri vão nesse sentido.”

Os outros parceiros a que se refere Baggi são, principalmente, Colômbia e México. Com o governo colombiano, o Brasil assinou em outubro acordo que zera as tarifas de importação para veículos de passeio e comerciais leves por oito anos, começando em 2016. E o México, impulsionado pela recuperação econômica dos Estados Unidos, também deve aumentar seu apetite por carros brasileiros. Com isso, ele acredita que a Argentina deve diminuir sua participação nas vendas brasileiras em 2016 e 2017 e, a longo prazo, ter estabilidade na casa dos 60% do total (média de 2008­2010).

Cautela

Até mesmo executivos do setor, que poderiam estar entusiasmados com a postura mais liberal de Macri, adotam discurso de cautela. “Eu acho que os sinais que a nova administração da Argentina têm enviado são positivos. Acreditamos em uma evolução da economia argentina, mas entendemos que isso se dará de forma gradual, não esperamos milagres”, disse Rogelio Golfarb, vice­presidente de Assuntos Governamentais da Ford na América do Sul.

A cautela dos executivos se traduz na expectativa para venda de veículos na Argentina. A projeção da General Motors, por exemplo, para o mercado argentino em 2016 é de 640 mil unidades, próximo ao nível de 2015, quando as vendas somaram 643 mil unidades, segundo a Acara, associação de concessionárias do país. Sem expectativa de alta nas vendas, será mais difícil para o Brasil ampliar as exportações de caros para o vizinho, uma vez que a demanda estará deprimida.

Por outro lado, o diretor de pesquisas econômicas da GO Associados, Fábio Silveira, espera que o carro brasileiro continue competitivo na Argentina. “No câmbio oficial, o peso se desvalorizou em relação ao dólar 59% em 12 meses, enquanto o real se depreciou em 60%. Então, está mantida a competitividade de exportação. Além disso, nós estamos enraizados na Argentina, a demanda não vai se enfraquecer de uma hora para outra, é algo gradual”.

A longo prazo, porém, a postura de Macri deve trazer resultado mais animador, aposta Baggi. “Os sinais de maior liberalização comercial, com o fim de barreiras, um possível acordo de livre­comércio no setor automotivo e melhora da atividade econômica no médio e longo prazos ajudam a demanda e se contrapõem aos impactos negativos (ajuste fiscal e depreciação do peso).” É o que também espera o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan. “As medidas anunciadas são favoráveis ao mercado, o que deve aumentar a demanda e estimular a exportação”, disse, no início do mês.

Fonte: O Estado de São Paulo

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General Motors começa o ano na liderança do ranking de vendas

SÃO PAULO  –  Depois de terminar o ano passado com o Onix no topo da lista dos carros preferidos pelos consumidores brasileiros, a General Motors (GM) começou 2016 também na liderança do ranking das montadoras que mais vendem no país.

A marca respondeu por 18,1% do total de automóveis de passeio e utilitários leves emplacados em janeiro, um mês em que o consumo de veículos no país foi o mais fraco dos últimos nove anos.

O ranking do mês passado traz uma dança das cadeiras que, se mantida até o fim do ano — algo improvável —, pode significar uma mudança radical nas forças competitivas da indústria automobilística brasileira.

Líder nos últimos 14 anos, a Fiat ficou na segunda colocação em janeiro, respondendo por 15,4% do total — menos do que os 17,7% de todo o ano passado.

A Ford, tradicional quarta marca do país, ficou em janeiro na sexta colocação. Sua participação caiu dos 10,2%, do resultado final do ano passado, para 7,7%.

No espaço deixado pela Ford, subiram a Hyundai — no quarto lugar, após terminar 2015 na quinta colocação — e a Toyota, que subiu da sétima para a quinta posição, com 8% do mercado.

A Renault, que até 2014 era a quinta força, caindo no ano passado para o sexto lugar, desceu mais duas colocações em janeiro, aparecendo na oitava colocação do ranking, com 5,8% das vendas.

Valor Econômico – 01/02/2016

 

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Gerdau rompe “divisor de águas” apontado pelo trader que prevê ação a R$ 10

Trader que vê disparada de 200% da ação em 18 meses aproveitou a “sinalização” para comprar mais ações da siderúrgicas: em carteira, ele já possui 77 mil papéis

Paula Barra

Dia de disparada das siderúrgicas trouxe “nova cara” para trade divulgado no InfoMoney na última sexta-feira, que previa as ações da Gerdau (GGBR4) a R$ 10,00 em 18 meses. Isso porque um dos fatores que reforçava a visão de retomada da ação na Bolsa era o rompimento do patamar dos R$ 3,69, considerado um “divisor de águas”. Essa região foi ultrapassada nesta segunda-feira (1), com a ação registrando alta de 5,56%, fechando o pregão a R$ 3,80.

Em entrevista ao InfoMoney, Wagner Caetano, diretor da Top Traders e trader profissionalcom 14 anos de experiência na Bovespa, disse que esse patamar seria importante para dar sustentação ao trade. Se passasse, o papel ganharia força para dar continuidade ao movimento de alta. Para ele, a ação tem potencial para subir 200% nos próximos 18 meses.

A estratégia do trader consiste em comprar 100 mil ações em um intervalo de 3 meses, desembolsando com isso até R$ 400 mil – dinheiro que foi reservado para a operação depois de vender um dos seus apartamentos. Até o momento, Caetano já investiu R$ 270,7 mil em ações da companhia, em um total de 77 mil papéis – conseguindo um preço médio por papel de R$ 3,51, abaixo do teto de R$ 4,00 por ação estipulado no início da operação.

Desse montante de 77 mil papéis em carteira, 9 mil ações o trader comprou hoje, com o rompimento do “divisor de águas”. Foram efetuadas duas compras: a primeira, 4.000 ações, a um preço médio de R$ 3,77; a segunda, 5.000 ações, a R$ 3,59. As operações totalizam um montante de R$ 33,03 mil. Na sexta-feira, ele já estava com 68 mil ações da Gerdau em carteira, que foram adquiridas em duas operações: a primeira, dia 14 de janeiro; e a segunda, dia 27 de janeiro.

Para finalizar as compras agora Caetano precisa encarteirar mais 33 mil ações. Isso só mudaria de figura, isto é, a operação só seria desmontada, se a ação vier abaixo dos R$ 3,23, a mínima do ano, batida dia 26 de janeiro.

Fonte: Infomoney

Redação On fevereiro - 2 - 2016
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