Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Carro brasileiro mais caro na Argentina

Uma das principais interessadas na recuperação econômica da Argentina, a indústria automotiva brasileira precisa ser paciente. As medidas adotadas até agora pelo novo presidente do país, Mauricio Macri, devem criar um ambiente mais amigável aos investimentos no país, mas não o suficiente para estimular, no curto prazo, a demanda por carros feitos no Brasil, segundo avaliam analistas ouvidos pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

A Argentina é, historicamente, o principal destino das exportações brasileiras de veículos. É por isso que a gestão de Macri tem sido acompanhada de perto pelas montadoras locais. A política econômica do novo presidente, contudo, tem priorizado a adoção de um ajuste fiscal, o que deve apertar a renda dos argentinos em um primeiro momento. Na semana passada, por exemplo, Macri anunciou o fim dos subsídios oficiais à energia, medida que deverá elevar a conta de luz no país em mais de 300% a partir de fevereiro.

Além disso, o fim do controle cambial adotado na era Kirchner, uma das primeiras ações do presidente, resultou em desvalorização do peso em relação ao real. Com isso, deixou mais cara a importação de carros brasileiros, mais um fator que deve segurar a demanda.

Como consequência, avalia o economista Rodrigo Baggi, da consultoria Tendências, a Argentina deve, no curto prazo, perder participação nas exportações brasileiras, abrindo espaço para outros parceiros sul­americanos. “O ajuste e a depreciação cambial de Macri vão nesse sentido.”

Os outros parceiros a que se refere Baggi são, principalmente, Colômbia e México. Com o governo colombiano, o Brasil assinou em outubro acordo que zera as tarifas de importação para veículos de passeio e comerciais leves por oito anos, começando em 2016. E o México, impulsionado pela recuperação econômica dos Estados Unidos, também deve aumentar seu apetite por carros brasileiros. Com isso, ele acredita que a Argentina deve diminuir sua participação nas vendas brasileiras em 2016 e 2017 e, a longo prazo, ter estabilidade na casa dos 60% do total (média de 2008­2010).

Cautela

Até mesmo executivos do setor, que poderiam estar entusiasmados com a postura mais liberal de Macri, adotam discurso de cautela. “Eu acho que os sinais que a nova administração da Argentina têm enviado são positivos. Acreditamos em uma evolução da economia argentina, mas entendemos que isso se dará de forma gradual, não esperamos milagres”, disse Rogelio Golfarb, vice­presidente de Assuntos Governamentais da Ford na América do Sul.

A cautela dos executivos se traduz na expectativa para venda de veículos na Argentina. A projeção da General Motors, por exemplo, para o mercado argentino em 2016 é de 640 mil unidades, próximo ao nível de 2015, quando as vendas somaram 643 mil unidades, segundo a Acara, associação de concessionárias do país. Sem expectativa de alta nas vendas, será mais difícil para o Brasil ampliar as exportações de caros para o vizinho, uma vez que a demanda estará deprimida.

Por outro lado, o diretor de pesquisas econômicas da GO Associados, Fábio Silveira, espera que o carro brasileiro continue competitivo na Argentina. “No câmbio oficial, o peso se desvalorizou em relação ao dólar 59% em 12 meses, enquanto o real se depreciou em 60%. Então, está mantida a competitividade de exportação. Além disso, nós estamos enraizados na Argentina, a demanda não vai se enfraquecer de uma hora para outra, é algo gradual”.

A longo prazo, porém, a postura de Macri deve trazer resultado mais animador, aposta Baggi. “Os sinais de maior liberalização comercial, com o fim de barreiras, um possível acordo de livre­comércio no setor automotivo e melhora da atividade econômica no médio e longo prazos ajudam a demanda e se contrapõem aos impactos negativos (ajuste fiscal e depreciação do peso).” É o que também espera o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan. “As medidas anunciadas são favoráveis ao mercado, o que deve aumentar a demanda e estimular a exportação”, disse, no início do mês.

Fonte: O Estado de São Paulo

continue lendo:

Visita de Evo inicia reaproximação entre Brasil e Bolívia

A presidente Dilma Rousseff recebe hoje a visita oficial do presidente da Bolívia, Evo Morales, num gesto de reaproximação entre os dois países. O Brasil ficou dois anos sem representação no país vizinho após o imbróglio da fuga de um senador boliviano de oposição, que pediu asilo político ao governo brasileiro. Ontem Dilma recebeu a visita oficial do presidente da presidente da Bulgária, Rosen Plevneliev, em sua primeira incursão na América Latina.

A posse, em novembro, do novo embaixador do Brasil em La Paz, Raymundo Magno – que chegou a trabalhar com Dilma na Casa Civil -, pavimentou o caminho para a reaproximação. A relação azedou em agosto de 2013, depois que o senador Roger Pinto Molina foi trazido de carro ao Brasil pelo então encarregado de negócios da representação Eduardo Saboia. O governo boliviano ainda não indicou novo embaixador para o Brasil, cargo que está vago desde a desde a saída de Jerjes Justiniano, em fevereiro de 2015.

Na avaliação do Itamaraty, a chegada do novo embaixador brasileiro a La Paz já deu novo impulso à agenda bilateral. Um exemplo é a inauguração do Comitê Técnico Binacional em Energia em dezembro. Brasil e Bolívia mantêm parcerias de peso, como a cooperação na área de energia, de que são exemplos as atividades da Petrobras no país e o contrato de compra de gás boliviano.

Esse contrato de exportação de gás tem de ser renovado até 2019. A Bolívia é o único país da América do Sul que apresenta, de forma consistente, superávits comerciais com o Brasil, em função das exportações de gás (98% do total exportado). A Bolívia também ingressou recentemente no Mercosul, em julho de 2015, na Cúpula de Brasília.

Já o presidente da Bulgária escolheu o Brasil como ponto de partida de sua incursão latino-americana em reciprocidade à visita de Dilma àquele país em 2011. A presidente brasileira tem ascendência paterna búlgara e para homenagear a comitiva, ela citou trechos de um poema de Elisaveta Bagriana, que visitou o Brasil, e sua família, nos anos 60.

Plevneliev veio acompanhado de uma comitiva de empresários que também cumprirão agenda na Confederação Nacional da Indústria (CNI), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e no Palácio dos Bandeirantes, onde serão recebidos pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

A comitiva de empresários búlgaros inclui representantes dos setores farmacêutico, petrolífero, informático e do agronegócio. O fluxo de comércio entre ambos os países atingiu recorde histórico em 2012, com a operação de “leasing” de nove jatos comerciais E-190 da Embraer pela Bulgaria Air.

O comércio bilateral Brasil-Bulgária em 2015 foi de US$ 161 milhões, queda de 34% em relação ao ano anterior (US$ 243 milhões). Ainda assim, o Brasil obteve saldo comercial de US$ 75 milhões, o que significa uma redução de 55% (US$ 168 milhões em 2014).

Eles também assinaram um acordo sobre Previdência Social, que estabelece regras sobre tratamento equitativo, totalização dos períodos de seguro, exportação de benefícios e legislação aplicável, com impacto na vida de cidadãos que vivem no Brasil e na Bulgária.

Valor Econômico – 02/02/2016

continue lendo:

Dilma diz que País quer avançar nos acordos com a Europa

A presidente Dilma Rousseff disse ontem (1), que o Brasil tem “todo o interesse” em avançar na troca de ofertas dentro do acordo comercial do Mercosul e União Europeia.

“Temos interesse em avançar na negociação de um acerto que seja benéfico para o nosso bloco e para a União Europeia. Estamos seguros de poder contar com o apoio e engajamento da Bulgária nessa direção”, disse Dilma, após reunião com o presidente búlgaro Rosen Plevneliev, no Palácio do Planalto.

As negociações para um acordo entre Mercosul e União Europeia começaram no fim da década de 1990 e, desde então, avançam de maneira inconsistente. Em 2015, o diálogo foi retomado e os dois blocos chegaram a marcar a troca de ofertas para o último trimestre do ano , o que acabou não ocorrendo.

DCI – 02/02/2016

continue lendo:

Expansão da indústria desacelera na região da zona do euro no início do ano

O crescimento da indústria na zona do euro desacelerou no início de 2016 uma vez que a entrada de novos pedidos não mostrou aumento significativo, mesmo com as empresas cortando preços na taxa mais forte em um ano, mostrou ontem a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

O PMI de indústria do Markit para a zona do euro caiu para 52,3 ante 53,2 em dezembro. O resultado ficou em linha com a preliminar e ainda acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. O subíndice de produção também caiu, para 53,4 ante 54,5 em dezembro e preliminar de 53,2.

O enfraquecimento de janeiro aconteceu com as empresas oferecendo fortes descontos em seus produtos. O subíndice que mede os preços de produção caiu para 48,3 ante 49,8, atingindo a menor leitura desde janeiro do ano passado.

Portugal

Sobre o desempenho econômico dos países que compõem o bloco, também ontem foi divulgado, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego em Portugal, que caiu para 11,8% em dezembro de 2015, em comparação com os 12,2% no mês anterior e 13,6% em dezembro de 2014.

Em dezembro do ano passado, havia um total de 604 mil desempregados, 22.800 a menos do que no mês anterior. O novo governo socialista português espera que o desemprego diminua para 11,2% em 2016. O projeto de orçamento para este ano projeta crescimento econômico de 2,1%, estimativa considerada muito otimista pela maioria dos analistas.

Portugal foi um dos países da zona do euro mais duramente atingidos pela crise econômica e financeira global que teve início em 2008.

Refugiados

Ao mesmo tempo em que tentam impulsionar suas economias, os países da zona do euro tem procurado encontrar alternativas para a questão da crise migratória que afeta à região e, consequentemente, o desempenho econômico da região. Por isso, muitos países têm endurecido suas políticas para recebimento destes refugiados políticos e gerado debates internos sobre o tema.

Ainda ontem, o Ministério do Interior alemão desclassificou declarações de um político populista que pediu poder de fogo para a polícia contra imigrantes ilegais, destacando que tais disparos seriam contra a lei. A sugestão de Frauke Petry, líder do partido anti-imigração Alternativa para Alemanha (AfD), esquentou um já acalorado debate sobre a decisão da chanceler Angela Merkel de abrir as portas para refugiados.

“Não precisa ser dito: nenhum policial alemão irá usar armas de fogo contra pessoas que buscam proteção na Alemanha”, disse o porta-voz do Ministério do Interior Johannes Dimroth, durante entrevista coletiva ontem. “E não precisa ser dito que o uso de armas de fogo contra pessoas para impedir a travessia ilegal de fronteira é contra a lei.”

O vice-chanceler Sigmar Gabriel, cujo partido Social Democrata é parceiro dos conversadores de Merkel na coalizão de governo, disse que o serviço de inteligência alemão (BfV) deveria monitorar o partido AfD. “Para mim, a AfD deve estar nos relatórios da BfV e não na televisão”, disse Gabriel ao jornal Bild no domingo.

“É inacreditável que tais partidos agora possam excretar suas palavras de propaganda na televisão pública”, complementou o vice-chanceler.

O porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, disse que Petry, cujo partido tem crescido nas pesquisas de opinião à medida que o fluxo de imigrantes cresce, “se desclassificou” com tais comentários. Enquanto isso, a Áustria divulgou que vai intensificar a deportação de imigrantes e acrescentar o Marrocos, a Argélia e outros países a uma lista de nações que considera seguras, possibilitando assim a devolução mais rápida de pessoas, disseram três ministérios austríacos. A Áustria e a vizinha Alemanha abriram suas fronteiras em setembro para centenas de milhares de pessoas que chegavam à Europa, a maioria delas fugindo da guerra e da pobreza no Oriente Médio, no Afeganistão e em outros lugares.

Apesar de uma onda de simpatia inicial em relação aos imigrantes, a preocupação da população com o fluxo de entrada de pessoas fortaleceu o apoio à extrema direita na Áustria, e tem crescido a oposição ao governo de coalizão formado pelos Social Democratas e os conservadores. O governo anunciou neste mês que iria limitar o número de pedidos de asilo a 127,5 mil, ou 1,5% da população do país, pelos próximos quatro anos.

DCI – 02/02/2016

continue lendo:

Reino Unido negocia concessões com a UE para seguir no bloco

Os 43 anos de filiação do Reino Unido à União Europeia (UE) estarão no centro das atenções neste mês. Nos próximos dias ou semanas, o premiê David Cameron descobrirá se o resto do bloco lhe oferecerá concessões suficientes para convencer o povo britânico de que vale a pena permanecer na UE.

As relações do Reino Unido com a UE vêm há décadas sendo tumultuadas por desentendimentos em torno do enfraquecimento do poder nacional, da ameaça representada pela zona do euro à influência financeira de Londres, dos subsídios aos agricultores franceses e, mais recentemente, da migração em massa. Qualquer acordo tem de oferecer suficiente tratamento especial para permitir a Cameron cantar vitória antes de um referendo sobre a permanência ou a saída, marcado para junho, sem desencadear uma revolta entre outros membros do grupo de 28 países.

“Se o Reino Unido votar pela saída, será um acontecimento sísmico”, disse John Springford, pesquisador visitante-sênior do Centro para Reforma Europeia de Londres. “A estratégia de Cameron de manter uma renegociação e depois fazer um referendo foi interpretada pelos demais dirigentes como se ele estivesse apontando uma arma para suas cabeças; tem havido resistência em permitir que o Reino Unido fixe as condições da direção futura da UE.”

Cameron se reuniu com o presidente da UE, Donald Tusk – o representante dos líderes nacionais do bloco -, em Londres no domingo, e os dois concordaram em adiar a circulação do rascunho do ex-premiê polonês para uma solução de compromisso para hoje – um atraso de 24 horas.

O encontro com Tusk foi precedido por uma viagem para Bruxelas organizada às pressas na sexta-feira pelo premiê para discutir com Jean-Claude Juncker, cuja candidatura à presidência da Comissão Europeia Cameron tentou barrar em 2014 e de cujo apoio ele agora precisa para formular um acordo com os demais dirigentes da UE na reunião de cúpula a realizar-se dias 18 e 19 em Bruxelas.

A Comissão, o órgão executivo da UE, tem se empenhado em conceder ao Reino Unido o chamado freio de emergência que lhe dê algum poder de restringir benefícios sociais aos migrantes – a exigência mais polêmica de Cameron -, caso o governo consiga provar a ocorrência de circunstâncias excepcionais. Uma vez que qualquer solução de compromisso precisa obter a aprovação de todos os países-membros da UE, o espaço de manobra de Cameron é pequeno.

O premiê usou a reunião com Tusk, que viajou a Londres com toda a sua equipe de negociação, para pressionar para que o freio seja instituído imediatamente depois do referendo e adotado como uma “válvula” temporária até que seja encontrada uma solução definitiva. Agora, a minuta de acordo de Tusk para a cúpula de fevereiro afirmará que as atuais circunstâncias por que passa o Reino Unido preenchem as condições para o uso do freio, disse o gabinete de Cameron após o encontro.

A Comissão disse ontem que “há alguma lição de casa a ser feita”, antes de a proposta de Tusk poder ser enviada aos governos da UE, e as discussões envolvendo funcionários britânicos prosseguem em Bruxelas.

Embora as cobranças do primeiro-ministro por uma reforma da UE não vão mudar significativamente o bloco ou o relacionamento do Reino Unido com ele, as exigências podem dar-lhe munição suficiente para argumentar perante o eleitorado britânico em favor da manutenção da associação do país ao continente.

Isso é importante para toda a Europa por razões comerciais e econômicas, mas também porque o Reino Unido tem sido um porta-bandeira do livre mercado e da ampliação da UE para o Leste, apesar de recusar-se a aderir a políticas mais integracionistas, como a moeda única e a supressão dos controles nas fronteiras.

Diante de uma onda de ânimo anti-UE em seu Partido Conservador e de uma parte substancial do eleitorado que deseja que o Reino Unido deixe o bloco – a denominada saída britânica (“Britain exit”, ou “Brexit”) -, Cameron tentou obter a concordância de seus colegas líderes na UE no que diz respeito a outras três grandes áreas, além de bem-estar social: salvaguardar os direitos dos países que não adotaram o euro, como o seu; abolir a obrigação de o Reino Unido assumir uma “união cada vez mais estreita”; e reverter regulamentações que dificultam a concorrência.

Mas é a exigência no sentido de limitar o acesso aos pagamentos de bem-estar a cidadãos não britânicos da UE no Reino Unido que se revelou mais controversa junto a governos de países como a Polônia e a Hungria. Milhares de pessoas saíram dessas nações para se estabelecer no Reino Unido e os países dizem que tal decisão tornaria seus compatriotas cidadãos de segunda classe em um clube onde todos supostamente devem ser iguais.

Pesquisas de opinião têm dado indicações conflitantes sobre as intenções de voto. As últimas sondagens telefônicas realizadas pelo ComRes e pelo Ipsos MORI mostraram vantagens de 18 e 19 pontos percentuais dos favoráveis à permanência (na UE). Três pesquisas via internet indicaram uma corrida muito mais apertada, sendo que uma pesquisa do YouGov cujos resultados foram publicados ontem mostrou que 42% dos consultados são favoráveis a sair da EU, em comparação com 38% que desejam permanecer no bloco. Em sua pesquisa, o YouGov entrevistou 2.438 adultos em 29 de janeiro, sem especificar margem de erro.

“Como essas negociações são extremamente técnicas, é difícil ver como qualquer resultado – mesmo se apresentado como uma vitória para David Cameron – poderia ser suficientemente convincente para o povo britânico, a ponto de acabar com seu ‘euroceticismo'”, disse Carsten Brzeski, economista-chefe no ING-DiBA, em Frankfurt. “Seria prudente, portanto, que o restante da União Europeia, considerasse o impensável e se preparasse para uma Brexit.”

Valor Econômico – 02/02/2016

continue lendo:

‘Pouso forçado’ na China prejudicaria Brasil e Chile, diz Fitch

Uma desaceleração mais forte do que a prevista na economia da China afetaria negativamente os ratings soberanos e de empresas de países latino-americanos exportadores de commodities com grandes laços comerciais com a nação asiática, afirmou hoje a agência de classificação de risco Fitch.

Segundo um relatório da Fitch, uma forte desaceleração na China, que afetaria principalmente os investimentos e o consumo, poderia fazer o crescimento médio do país ficar em 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2016 e 2018.

Este não é o principal cenário com o qual a agência de classificação de risco trabalha. Ele testa, no entanto, as conexões de crédito entre a China e o resto do mundo.

O modelo mostra que, em caso de um “pouso forçado” da economia chinesa, os exportadores de commodities da América Latina seriam bastante afetados, dada a extensão dos laços com o gigante asiático. O mais afetado deles seria o Chile, país mais exposto à China na região. Cerca de 7% do PIB chileno vem de exportações ao parceiro asiático, principalmente de cobre.

No caso do Brasil, os efeitos seriam mais sentidos através da queda do comércio, dos preços das commodities, da confiança e das saídas de capital. “O Brasil tem elevado sua exposição às exportações chinesas nos últimos anos (cerca de 20% das exportações), com minério de ferro, soja, petróleo e celulose como seus produtos principais”, diz o relatório da Fitch. “Uma forte desaceleração da China atingiria os preços das commodities, principalmente do petróleo, e as exportações brasileiras de um modo geral, já que as commodities representam cerca de 50% do que o país vende ao exterior”.

O Estado de S.Paulo – 02/02/2016

continue lendo:

China tem maior retração em 3 anos

A atividade industrial da China contraiu no ritmo mais rápido em quase três anos e meio em janeiro, mostrou a pesquisa oficial Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

O resultado sugere que a segunda maior economia do mundo começou 2016 com fraqueza. O PMI oficial caiu a 49,4 em janeiro ante 49,7 no mês anterior e abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.

Esta foi a leitura mais baixa desde agosto de 2012 e ficou abaixo da expectativa de 49,6, de pesquisa realizada pela Reuters. Este foi também o sexto mês consecutivo de contração da atividade industrial da segunda maior economia do mundo.

O PMI da indústria do Markit/Caixin também mostrou que a atividade está se deteriorando, embora a um ritmo mais lento do que a observada em dezembro. O índice foi a 48,4, acima da expectativa de 48,0 e da leitura realizada no último mês do ano passado, que ficou em 48,2.

A pesquisa do Markit se foca mais em empresas de pequeno e médio porte enquanto a leitura oficial do indicador olha mais para as empresas estatais maiores do país.

Já o PMI oficial de serviços caiu para 53,5 ante 54,4 em dezembro, mostrando ligeira desaceleração no crescimento da atividade de serviços.

DCI – 02/02/2016

continue lendo:

Recessão faz balança de petróleo ter superávit em janeiro após cinco anos

A balança comercial de petróleo e derivados registrou superávit de US$ 394 milhões em janeiro. O número, influenciado pela forte retração na importação desses produtos, representa uma melhora significativa na comparação com janeiro do ano passado – quando houve déficit de US$ 685 milhões. É o melhor resultado para meses de janeiro desde 1997, quando começa a série histórica do governo, e o primeiro superávit para meses de janeiro desde 2011.

Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), afirma que o movimento em direção ao equilíbrio na balança do petróleo é influenciado principalmente pela queda de demanda interna, causada pela recessão econômica. A menor atividade faz com que empresas consumam menos derivados como combustíveis, diesel, gasolina e nafta.

Segundo ele, o resultado positivo pode se repetir em mais meses do ano. “Vai continuar o aumento da produção [em território nacional]

e deve continuar a redução das importações”, diz. Além disso, o menor patamar do preço do barril no cenário internacional contribui para a balança comercial brasileira – pois o país costuma ser importador líquido do produto. Brandão não descarta um superávit na balança de petróleo e derivados ao fim de 2016, apesar de se mostrar cético em relação a esse resultado.

Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), diz que o resultado na balança do petróleo ocorre por “razões ruins” e que ele não representa modernização nem eficiência do setor. “Reflete, na verdade, a queda do PIB e o efeito da combinação de crise e produtos com preços altos no mercado interno”.

De qualquer forma, o fluxo comercial do petróleo contribuiu para o desempenho geral da balança comercial brasileira. No total, o país registrou superávit de US$ 923 milhões em janeiro (revertendo o déficit de US$ 3,17 bilhões de um ano antes), alcançando o primeiro resultado positivo para um início de ano desde 2011. Também representa o melhor janeiro desde 2007.

Os números da balança são afetados principalmente pela queda de 35,8% nas importações (para US$ 10,323 bilhões em janeiro), causada pela desvalorização do real e pela retração da economia – o que gera menor demanda por produtos estrangeiros. Decresceram as importações em todos os grupos: combustíveis e lubrificantes (retração de 60,6%), bens intermediários (queda de 35,4%), bens de consumo (menos 28,8%) e bens de capital (menos 21,8%).

Já as vendas ao exterior alcançaram a cifra de US$ 11,246 bilhões, uma retração de 13,8%. Segundo o Mdic, as exportações em queda são resultado da retração internacional nos preços, já que houve crescimento de 8,4% na quantidade de produtos embarcados.

O ministério cita dentre os destaques de exportação no mês as vendas de soja, milho e automóveis de passageiros ao exterior. Nesse último caso, houve aumento de 98% em unidades exportadas, para 29 mil unidades. Segundo Brandão, o crescimento nas vendas de carros ocorreu por vendas maiores para Argentina (aumento de 163,5% na quantidade), México (101%) e Colômbia (quase 400% de elevação). Nos dois primeiros, foram renovados no ano passado os acordos automotivos com o Brasil. No caso da Colômbia, o acordo entrou em vigor em janeiro.

“A queda de exportação é um fenômeno causado pela redução dos preços, enquanto as quantidades sobem. Na importação, quantidade e preço caem – isso está ligado ao câmbio [dólar alto] e à menor demanda interna por bens importados”, resume Brandão. Segundo ele, o câmbio continuará a dar o tom da balança comercial em 2016, com o patamar médio do real ainda mais desvalorizado – o que vai impulsionar as exportações. Ele afirma que o câmbio já foi responsável por auxiliar o resultado em janeiro, encarecendo o preço dos importados em relação a um ano atrás.

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estima que as importações fechem o ano com queda de 7,7% em relação a 2015. Para as exportações, a AEB projeta redução perto de 2%.

Valor Econômico – 02/02/2016

 

continue lendo:

 

Balança comercial tem primeiro superávit para janeiro desde 2011

BRASÍLIA  –  (atualizada as 15h52) A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 923 milhões em janeiro de 2016, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Foi o primeiro resultado positivo da balança para o mês inicial do ano desde 2011.

Segundo Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do Ministério, o resultado também é o maior superávit para o mês desde 2007.

Em janeiro do ano passado, o déficit comercial foi de US$ 3,17 bilhões.

No mês, as exportações alcançaram a cifra de US$ 11,246 bilhões — o que representa uma retração de 13,8% contra um ano antes. Já as importações somaram US$ 10,323 bilhões – uma queda de 35,8% frente um ano antes.

Considerando apenas a quarta semana de janeiro, houve superávit de US$ 608 milhões, resultado de exportações de US$ 2,736 bilhões e importações de US$ 2,128 bilhões no período.

Ajuda do câmbio

Brandão afirmou que o real registrará um valor médio ainda mais desvalorizado em 2016 (frente ao dólar) do que o observado no ano passado. “Foi R$ 3,34 por dólar em 2015 e, neste ano, tende a ser superior e ajudar as exportações.”

Segundo ele, o câmbio já foi responsável por auxiliar o resultado em janeiro, pois encareceu o preço dos importados em relação a um ano atrás. No mês, os destaques das exportações foram o milho em grão, os automóveis de passageiro e a soja.

Detalhes

No mês, as exportações por fator agregado alcançaram os seguintes valores: produtos básicos (US$ 4,753 bilhões), manufaturados (US$ 4,338 bilhões) e semimanufaturados (US$ 1,853 bilhão). Os três itens registraram retração de exportações na comparação com um ano antes. Semimanufaturados recuaram 21,3%, básicos tiveram queda de 14,7% e manufaturados, de 8,3%.

Os principais compradores de produtos brasileiros no mês foram China, com US$ 1,579 bilhão; Estados Unidos, com US$ 1,407 bilhão; Argentina, com US$ 826 milhões; Países Baixos, com US$ 668 milhões; e Japão, com US$ 454 milhões.

As importações no mês caíram com a influência de menores compras de combustíveis e lubrificantes (-60,6%), bens intermediários (queda de 35,4%), bens de consumo (-28,8%) e bens de capital (-21,8%).

Segundo o Mdic, a retração no grupo dos combustíveis e lubrificantes ocorreu principalmente pela diminuição dos preços de carvão, gás natural, óleos combustíveis e gasolina.

No segmento de bens de consumo, as principais quedas foram registradas nas importações de automóveis, equipamento de transporte não industrial e bens de consumo duráveis. Dentre os bens intermediários, decresceram as aquisições de insumos industriais básicos e elaborados, peças e acessórios para bens de capital e alimentos e bebidas para a indústria. Com relação a bens de capital, decresceram as importações de equipamentos de transporte indústria e bens de capital.

Os cinco principais fornecedores ao país no mês foram China (inclui Hong Kong e Macau), com US$ 2,338 bilhões em vendas; Estados Unidos, com US$ 1,641 bilhão; Alemanha, com 658 milhões; Argentina, com US$ 487 milhões; e Itália, com R$ 316 milhões.

Valor Econômico – 01/02/2016

continue lendo:

Agências consideram pacote nocivo

A Fitch Ratings afirmou que as medidas de estímulo ao crédito anunciadas na semana passada pelo governo provavelmente não ajudarão a melhorar substancialmente as perspectivas de crescimento para o Brasil e lembrou que o governo ainda precisa tomar ações para viabilizar o cumprimento da meta fiscal este ano.

Já a Moody’s considera que as medidas para estimular o crédito terão efeitos negativos para os bancos públicos. Em relatório, a agência afirma que haverá um incentivo para que os bancos façam empréstimos com mais riscos de inadimplência, em um ambiente de recessão econômica, inflação alta e aumento do desemprego, que estão diminuindo a capacidade de pagamento dos clientes.

Os bancos mais afetados seriam o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Caixa. Ambos têm notas de crédito que estão em revisão para rebaixamento.

Em relatório publicado ontem, a Fitch lembrou que a perspectiva negativa ao rating do Brasil, atualmente em “BB+”, reflete o risco de o cenário fiscal e político e a recessão econômica pressionarem ainda mais a dinâmica da dívida do governo, questão chave para a avaliação da nota soberana.

A Fitch afirmou também que o resultado fiscal de 2015 e os planos para estimular a economia “ressaltam o principal desafio de estabilizar a dinâmica da dívida pública durante uma recessão que prossegue em 2016”. Este será, na avaliação da agência, outro ano difícil para as finanças públicas, já que o ambiente político e econômico não estão ajudando a proporcionar uma consolidação fiscal rápida.

Sobre o estímulo de R$ 83 bilhões ao crédito pelos bancos públicos anunciado na semana passada, a Fitch afirmou que a medida dificilmente melhorará substancialmente as perspectivas de crescimento do Brasil já que a demanda por recursos continua baixa e os bancos ainda estão restritivos. A agência também afirmou que expansões anteriores do crédito via bancos públicos resultaram em crescimento limitado e avaliou que esse tipo de medida pode até deteriorar a confiança econômica.

O Brasil também foi citado em outro relatório da Fitch divulgado ontem, no qual a agência avalia os impactos das desaceleração brusca da China. Nesse cenário, o Brasil seria impactado negativamente pelo canal comercial, pelos preços das commodities, oscilações na confiança e nos fluxos de capital.

Valor Econômico – 02/02/2016

 

Redação On fevereiro - 2 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.