Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Negócios de níquel e nióbio da Anglo American registram aumento de produção
Marcelo Villela

A Anglo American anunciou um aumento de produção nas operações de Níquel, Nióbio e Fosfatos no quarto trimestre de 2015. No balanço apresentado, quando comparado com o mesmo período em 2014, Níquel apresentou um acréscimo de 57% na produção. Nióbio registrou um aumento de 23% enquanto a produção de fertilizantes fosfatados obteve um crescimento de 6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

“Em Níquel, a reforma planejada dos fornos de Barro Alto foi concluída com sucesso em 2015. Em Nióbio, continuamos progredindo na fase de ramp-up da planta Boa Vista Rocha Fresca (BVFR) e, em Fosfatos, focamos nossas ações e na estabilidade e controle dos nossos processos”, explicou o presidente dos negócios Níquel, Nióbio e Fosfatos da Anglo American, Ruben Fernandes.

A empresa produziu, no Brasil, 10.500 toneladas de níquel no quarto trimestre de 2015 por meio das suas operações em Barro Alto (GO) e Niquelândia (GO). Em 2014, a produção registrada no último trimestre do ano foi de 6.700 toneladas. No ano de 2015, foi produzido um total de 30.300 toneladas de níquel.

A produção de nióbio em Catalão (GO) e Ouvidor (GO) cresceu 23%, para 1.600 toneladas se comparada ao quarto trimestre de 2014, quando foram produzidas 1.300 toneladas. O número refletiu a continuidade do ramp-up da planta BVFR. A expectativa é que a produção aumente para 6.800 toneladas por ano quando a planta atingir a capacidade nominal no terceiro trimestre de 2016. A Anglo American produziu no ano passado 6.300 toneladas de nióbio no país.

No quarto trimestre de 2015, comparativamente ao mesmo período em 2014, a produção de fertilizantes teve um aumento de 6%, que passou de 284.900 para 303.400 toneladas. Nos últimos três meses do ano passado, foram produzidas 355.700 toneladas de concentrado, 63.900 toneladas de ácido fosfórico e 38.700 toneladas de DCP (fosfato bicálcico Copefós). No ano de 2015, a empresa registrou uma produção total de 1.341.400 toneladas de concentrado, 265.100 toneladas de ácido fosfórico, 1.110.800 toneladas de fertilizantes e 147.300 de DCP.

Fonte: Mining.com

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Cenário ‘apocalíptico’ pode virar realidade para mineradoras

Scott Patterson, Ese Erheriene e John W. Miller

Os preços das commodities estão dando um choque de realidade nos executivos da mineração.

O diretor-presidente da Glencore PLC, Ivan Glasenberg, descartou as previsões de que o preço do cobre cairia abaixo de US$ 4 mil por tonelada, chamando a cifra de “preço apocalíptico”. Já o diretor-presidente da Rio Tinto PLC, Sam Walsh, disse no ano passado que a ideia de que os preços do minério de ferro recuariam para US$ 30 a tonelada era uma “fantasia”.

Outros grandes produtores de minério de ferro também se mostravam otimistas, apesar dos sinais de que a demanda chinesa estava enfraquecendo. Em abril de 2014, José Carlos Martins, então diretor executivo de metais ferrosos da Vale SA, disse: “Uma coisa é certa, o preço [do minério de ferro] não vai cair abaixo de US$ 110 de forma sustentável.”

Desde os comentários de Glasenberg, em setembro de 2015, o preço do cobre despencou quase 20%, para perto de US$ 4.300 por tonelada. Ele subiu nos últimos dias, mas caiu 0,26% na sexta-feira, fechando a semana em US$ 4.541,50 na Bolsa de Metais de Londres, segundo a Factset. E um número cada vez maior de analistas diz que a cotação vai descer abaixo de US$ 4 mil em breve.

O minério de ferro, por sua vez, estava sendo negociado a mais de US$ 60 por tonelada quando Walsh fez seus comentários, em fevereiro do ano passado, mas o preço caiu abaixo de US$ 40 nas últimas semanas e agora os US$ 30 parecem próximos. Na sexta-feira, o preço do minério estava em US$ 41,50, segundo a Factset, e alguns analistas acreditam que pode chegar a US$ 20 ainda este ano.

Porta-vozes da Glencore e da Rio Tinto não quiseram comentar. Martins deixou a Vale em novembro de 2014.

A maior queda dos preços das matérias-primas em décadas está contrariando as previsões e atrapalhando os planos dos líderes das principais empresas de commodities do mundo. Algumas das maiores mineradoras globais suspenderam seus dividendos, reduziram bilhões de dólares em dívidas e cortaram a produção em milhões de toneladas à medida que os preços das commodities caíram além de suas previsões.

“Estou atravessando o inferno!”, disse Richard Adkerson, diretor-presidente da gigante americana Freeport McMoRan Inc., em outubro, durante uma conferência de mineração realizada em Londres. Três anos antes, numa entrevista ao The Wall Street Journal, o executivo havia previsto que os projetos de construção da China criariam uma “enorme demanda” por cobre. Isso levou a Freeport a investir bilhões na expansão da produção e construção de grandes minas ao redor do mundo.

Em outra entrevista dada na semana passada, horas depois de responder a perguntas de analistas sobre o prejuízo de US$ 4,1 bilhões que a empresa registrou no quarto trimestre de 2015, Adkerson disse que a Freeport está “sendo muito realista sobre a situação no curto prazo”, mas espera que os preços se recuperem “porque, ao contrário do minério de ferro e do carvão, o mundo não tem um imenso estoque de cobre”.

Ele disse também que não teria investido tão agressivamente em superminas, como fez no início da década, “se os preços estivessem onde estão hoje”.

As expectativas de que a China absorveria uma vasta produção nova de cobre, minério de ferro e outras commodities desmoronaram. Em janeiro, a China divulgou um crescimento econômico de 6,9% para 2015, sua menor expansão anual em 25 anos.

E o problema não é apenas que a China está comprando menos. Outro motivo para a queda de preços das matérias-primas e o declínio na cotação das ações das mineradoras é que os produtores e os negociantes ocidentais têm dúvidas sobre os números exatos da produção e o consumo da China, diz Scott Stewart, ex-operador de commodities da Glencore e hoje diretor-presidente da Black Hawk Resources Ltd., uma negociadora americana de alumínio.

“Todos sabemos que a China está mal”, diz ele. “A questão é quanto, e a falta de transparência está causando muita incerteza e um sentimento negativo.”

A queda reflete dinâmicas “não vistas desde o período posterior à reindustrialização japonesa, na década de 80”, quando os preços das commodities caíram depois de anos de uma demanda crescente no Japão, afirmou recentemente a gestora de ativos Investec. As quedas de preços “já são maiores que em qualquer outra crise dos últimos 30 anos”, declarou o banco Barclays em 11 de janeiro.

As já abatidas ações de mineradoras entraram em queda livre. Nos últimos 12 meses, os papéis da britânica Anglo American PLC e da Freeport perderam cerca de 75% do seu valor. A ação da Glencore caiu 64%, a da Vale, quase 60%, e as das anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton Ltd., mais de 40%.

Analistas não creem que o setor chegou ao fundo do poço porque os fundamentos da oferta e da demanda parecem estar fora de sintonia. A oferta de cobre refinado, por exemplo, saltou 36% entre 2005 e 2014, para 22,5 milhões de toneladas, segundo dados do Grupo Internacional de Estudos sobre o Cobre (ICSG, na sigla em inglês). No mesmo período, o consumo anual de cobre subiu 38%, para 22,9 milhões de toneladas.

Essa alta foi liderada pela China, enquanto o consumo caiu no resto do mundo, tornando os preços hoje muito mais sensíveis a qualquer recuo no crescimento da demanda chinesa.

As importações chinesas de cobre caíram 2,2% em 2015 ante 2014, para 8,6 milhões de toneladas, o terceiro ano consecutivo de declínio. Em termos monetários, as importações recuaram 19%, para US$ 38,4 bilhões. A oferta global de cobre refinado cresceu 1,8% no passado, segundo o ICGS, principalmente devido a um aumento na produção de refinados da China, que subiu 4%. O preço do cobre caiu 7% entre janeiro e outubro de 2015.

“Acho que iremos abaixo dos US$ 4 mil em algum momento”, diz Robin Bhar, líder de pesquisa de metais do banco Sociéte Générale SA.

Tal queda iria corroer o lucro da Glencore. Aos preços atuais, a estimativa é que a Glencore alcance um lucro antes de juros, impostos e depreciação de US$ 7,3 bilhões em 2016, segundo a corretora Liberum Capital. Uma queda de 10% no preço do cobre subtrairia US$ 500 milhões desse resultado.

A mineradora já embarcou em um plano ambicioso para reduzir em US$ 10 bilhões sua dívida de quase US$ 30 bilhões e satisfazer investidores apreensivos. Ela também fechou temporariamente as operações de duas minas de cobre deficitárias na África.

A Rio Tinto e outras grandes exploradoras de minério de ferro, como a BHP Billiton, têm sido bastante criticadas por inundar o mercado com o produto, estratégia que os críticos, como o próprio Glasenberg, líder da Glencore, dizem que vai reprimir ainda mais os preços em face da desaceleração da demanda chinesa.

O colapso do minério de ferro já afetou o resultado financeiro das grandes mineradoras, mesmo aquelas com menor custo de produção, como a Rio Tinto e a BHP. Isso está elevando a probabilidade de as empresas terem que fortalecer suas finanças cortando pagamentos de dividendos — um medida considerada impensável até meses atrás. A Anglo e a Glencore já suspenderam esses pagamentos.

Fonte: The Wall Street Journal Americas

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Cola metálica promete substituir solda

A cola metálica, ou “solda sem calor”, promete ser particularmente útil na indústria eletrônica.

Um novo tipo de cola metálica promete nada menos do que substituir o processo de soldagem.

Tanto que Stephen Stagon e seus colegas da Universidade Northeastern, nos EUA, chamam-na de “solda sem calor”.

Stagon diz que essa cola metálica é perfeita para juntar materiais eletrônicos, dentro ou fora dos chips, peças delicadas de vidro ou mesmo filamentos metálicos dentro de uma lâmpada.

A cola sela a temperatura ambiente mediante uma leve pressão.

Quem explica detalhadamente o processo, é o professor Hanchen Huang, que já se juntou aos seus alunos para criar uma empresa e colocar a “solda sem calor” no mercado.

Cola metálica

“Tanto ‘metal’ quanto ‘cola’ são termos familiares para a maioria das pessoas, mas sua combinação é nova e se tornou possível graças a propriedades únicas de nanobastões metálicos – hastes extremamente pequenas com núcleos de metal que nós revestimos com o elemento índio de um lado e o elemento gálio do outro.

“Estas hastes revestidas são dispostas ao longo de um substrato como os dentes em um pente: há um pente de baixo e um pente de cima. Nós então entrelaçamos esses ‘dentes’.

“Quando o índio e o gálio entram em contato, eles formam um líquido. O núcleo de metal dos nanobastões atua para transformar esse líquido em um sólido. A cola resultante fornece a força e a condutividade térmica e elétrica de uma ligação metálica,” explicou Huang.

O pesquisador acrescenta que, além de resultar em conexões metálicas similares às obtidas com a solda a quente tradicional, a cola metálica torna o processo mais rápido, mais simples, com menor risco de danos às peças e, acima de tudo, custa menos.

“A cola metálica tem múltiplas aplicações, muitas delas na indústria eletrônica. Como condutor de calor, ela pode substituir a pasta térmica atual, e como condutor elétrico pode substituir as soldas de hoje. Isso envolve produtos que incluem células solares, acessórios para tubos e componentes para computadores e dispositivos móveis,” finalizou Huang.

Fonte: Inovação Tecnológica

Redação On fevereiro - 1 - 2016
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