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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Brasil e Venezuela ampliam parcerias

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu na última sexta-feira a chanceler da Venezuela, Delcy Rodríguez, em primeira visita ao Brasil. Após encontro no Palácio Itamaraty, eles anunciaram medidas para fortalecer a cooperação econômica e comercial entre os países.

“A Venezuela é um importante parceiro econômico e comercial do Brasil. A reunião foi para avaliar os diferentes mecanismos que já existem e outros que vão ser criados para podermos aumentar os níveis de comércio”, disse Vieira.

O chanceler brasileiro anunciou a criação de um grupo de trabalho para promover a expansão e a diversificação dos fluxos de comércio e investimento, além de estimular empresas a investir nos dois países. Segundo Vieira, Brasil e Venezuela estão negociando um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, nos moldes dos que já foram assinados com o México e com países africanos.

“E queremos concluir as negociações do memorando de entendimento para a promoção de comércio entre os dois países. Isso vai permitir a incorporação da Venezuela ao Programa brasileiro de Substituição Competitiva das Exportações e fará com que o Brasil tenha com todos os países da América do Sul esse mesmo tipo de acordo”, afirmou o chanceler brasileiro.

Delcy Rodríguez disse que o presidente Nicolás Maduro tem atuado junto ao setor produtivo para retirar travas econômicas e permitir o avanço da economia da Venezuela. “E que permita fortalecer a plataforma produtiva e, nesse sentido, sabemos que Brasil tem papel estratégico”, disse.

Em 2015, a corrente de comércio entre Brasil e Venezuela foi de US$ 3,7 bilhões. O Brasil exporta mais do que importa, tendo registrado no ano passado saldo positivo de US$ 2,3 bilhões.

Mauro Vieira disse ainda que o Brasil tem acompanhado com grande interesse o processo de adesão da Venezuela ao Mercosul, que, segundo ele, agregará contribuições energéticas e geográficas, “estendendo o Mercosul do Caribe à Terra do Fogo”. E comentou que o governo brasileiro está à disposição para continuar contribuindo com o fortalecimento da democracia na Venezuela.

Mudanças

A ministra das Relações Exteriores da Venezuela também prometeu mudança dos marcos regulatórios nas áreas petroquímica e de mineração para tentar atrair investimentos. Ao mesmo tempo, ela pediu a intervenção do governo brasileiro para que empresas de alimentos e farmacêuticas do País incrementem exportações para a Venezuela, apesar de o país produtor de petróleo ter dívidas há pelo menos três anos com exportadores brasileiros, disseram fontes.

O levantamento mais recente do Itamaraty aponta dívidas de cerca de US$ 2 bilhões, mas isso inclui apenas parte das empresas que têm problemas para repatriar recursos, porque não conseguem trocar bolívares por dólares.

DCI – 01/02/2016

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Facilidade para abrir empresas leva negócios brasileiros a Miami

O sol de Miami, no Estado americano da Flórida, ganhou novo brilho para empreendedores brasileiros.

O dólar valorizado e as vendas desaquecidas por aqui tornam a exportação da marca mais atraente. Ajuda o fato de Miami possuir condições climáticas parecidas e muitos brasileiros que passam férias ou possuem residência por lá.

Empresários que já fizeram as malas e especialistas dizem que o processo é rápido.

“Em quatro dias úteis é possível obter todas as licenças para se abrir um negócio por lá, por 12% do valor que teria que ser gasto no Brasil”, afirma Leonardo Freitas, sócio-gerente da consultoria Hayman Woodward, especializada no tema.

Segundo ele, a parte burocrática do processo, que inclui obter as licenças necessárias, custa de US$ 700 (R$ 2.800) a US$ 1 mil (R$ 4 mil).

Alexandre Martins, 39, é sócio da Fábrica de Bolo Vó Alzira, no Rio, e vai abrir a primeira filial na cidade americana em março.

Ele diz que obteve o EIN (número de identificação de empregador), que tem função similar à do CNPJ no Brasil, em três horas.

Martins estima que o investimento total na empreitada será de cerca de US$ 150 mil (R$ 600 mil), incluindo o aluguel do ponto comercial no bairro de Boca Ratón.

Já Daniela Carneiro, 36, sócia do salão de beleza Esmell, com filiais no Leblon e Ipanema, também no Rio, se surpreendeu com o modelo de contratação americano.

“Não há Ministério do Trabalho ou CLT. O contrato é registrado com o auxílio de advogados e estipula o valor de pagamento por horas trabalhadas. Ele pode ser rompido a qualquer momento sem problemas”, conta ela.

A inauguração do Esmell em Miami Beach, que deve ocorrer nas próximas semanas, atende os anseios da clientela brasileira majoritariamente da classe A.

“Muitas clientes constituíram uma segunda residência em Miami ou passam sempre férias por lá e viviam pedindo para que abríssemos uma filial”, diz Carneiro.

O investimento total para abertura do salão foi estimado em US$ 250 mil (R$ 1 milhão).

Mas há também complicações. Júnior Durski, proprietário da rede de restaurantes Madero, do Paraná, teve dificuldades para obter as liberações junto ao Corpo de Bombeiros e à prefeitura da cidade americana.

“Comprei um ponto que já existia, na Oceand Drive, e troquei o tipo de fogão que havia por lá e aumentar o número de assentos de 107 para 115. Por conta disso, fiquei oito meses atrasado em meu cronograma”, conta o chef.

Para Durski, a falta de uma legislação trabalhista pode ser um ponto fraco. “Do mesmo jeito que eu demito quando quero, os funcionários também podem ir embora da noite para o dia.”

PARA TODOS

Tanto o salão quanto a loja de bolos não miram apenas o público brasileiro.

“A nossa ideia, aliás, é nem fazer menção ao fato de sermos do Brasil”, conta Martins, da Fábrica de Bolo. “Não queremos ser vistos como algo exótico.”

No Esmell, a expectativa é que a origem brasileira jogue a favor. “Nosso jeito de atender é melhor que o dos salões americanos. Vamos conquistar o público daqui”, diz Carneiro, que vai fazer intercâmbio entre os funcionários brasileiros e americanos.

*

PASSO A PASSO
O que é preciso fazer para abrir uma filial nos EUA

RAZÃO SOCIAL
De modo semelhante ao que ocorre no Brasil, você deve escolher um nome para registrar a sua empresa na junta comercial de Miami. Você pode também ter um nome fantasia, diferente

REGISTRO
Quem o fornece é a Receita Federal. O EIN, similar ao CNPJ, só é obrigatório para as empresas do tipo CORP. As LLC podem ser identificadas com o número do seguro social do dono nos EUA

BANCO
Toda empresa estabelecida nos Estados Unidos precisa ter uma conta bancária. Além de reunir a documentação exigida pelo banco, é preciso fazer um depósito inicial na conta que varia de
US$ 1.000 a US$ 1.500

LICENÇA
Para obter a licença de negócio, é preciso ir até o escritório da Receita Estadual ou preencher formulário on-line. Custos e processos variam de acordo com a natureza do negócio da companhia

ENDEREÇO
A empresa precisa ter uma sede em solo americano. Caso você ainda não tenha um endereço estabelecido, pode usar aquele do seu contador como uma referência inicial

ESTADUAL
Com nome, modalidade e endereço do negócio definidos, é hora de se registrar para se tornar uma entidade legal no Estado da Flórida. Seu endereço de correspondência pode ser apenas uma caixa postal

MODALIDADE
Há dois tipos. As LLC são como as limitadas no Brasil, mas o imposto é pago pela pessoa física proprietária. As CORP tem divisão societária. Vale consultar um contador para escolher o mais adequado

TAXA DE VENDAS
Se o seu negócio for no varejo, você vai precisar pagar uma taxa para ter um certificado que lhe permitirá efetuar vendas, que deve ser solicitado no departamento de receitas.

Folha de S.Paulo – 01/02/2016

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Índia pode travar negociações na OMC

Enquanto Brasil, China e outros grandes países sinalizam engajamento para definir uma nova agenda de negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), a expectativa é sobre qual será a postura da Índia.

Uma reunião de ministros do Comércio, à margem do recente Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), da qual os indianos não quiseram participar pelo segundo ano consecutivo, mostrou “surpreendente convergência e pragmatismo” no rastro da conferência ministerial em Nairóbi (Quênia), em dezembro.

A avaliação foi de que o acordo alcançado para eliminar os subsídios na exportação de produtos agrícola, 54 anos após isso ter sido decretado para produtos industriais, criou uma disposição generalizada de olhar o futuro de negociações na OMC com uma mente mais aberta.

O acordo de Nairóbi, ainda que tenha peso mais simbólico do que comercial no contexto atual, gerou maior boa vontade dos países para renovar a agenda de negociações e a disposição de combinar temas que estão pendentes, como limitar subsídios à produção agrícola e cortar tarifas, com questões como comércio eletrônico, investimentos e outros, reiteram certos negociadores.

Em Davos, num encontro com o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, o setor privado também comemorou o fato de duas reuniões ministeriais da entidade – em Bali (Indonésia) e em Nairóbi – terem alcançado resultados.

A China, maior nação comerciante do planeta (soma de exportações e importações) já aceitou a incorporação de novos temas para negociações. A questão é discutir quais serão eles.

O Brasil, que sempre condicionou nova agenda a avanços na agricultura, conseguiu resultados em Nairóbi e confirma disposição de discutir. “Não temos preconceitos ideológicos à discussão de novos temas”, afirmou o embaixador do Brasil junto à OMC, Marcos Galvão. “O Brasil atua na OMC com objetividade, guiado por seus interesses concretos. Estamos dispostos a conversar sobre novos temas, desde que haja consenso para tanto, e que isso não se faça em prejuízo de questões há muito pendentes que são prioritárias para o nosso país, como o disciplinamento dos subsídios agrícolas e avanços em acesso a mercado para produtos de nosso interesse exportador. Essas questões têm de continuar no centro da agenda da OMC.”

A Argentina, agora presidido por Mauricio Macri, também muda de postura. A ponto de o principal negociador comercial dos EUA, Michael Froman, ter se declarado feliz por, depois de muitos anos, “enfim concordar com tudo que a Argentina disse”, na reunião ministerial em Davos.

A dúvida agora é sobre como a Índia digeriu os resultados de Nairóbi. O governo de Narendra Modi foi muito criticado depois de ter alimentado o impasse quase até o fim na capital queniana e só ter conseguido a promessa de que será negociada, um dia, na OMC uma salvaguarda pela qual poderia elevar tarifas em caso de súbito aumento de importações agrícolas, mas num contexto de abertura de mercado. E que até 2017, como previsto, será buscada uma solução para seus estoques de alimentos públicos por razões de segurança alimentar.

Neste ano, a primeira iniciativa da Índia foi reclamar à OMC sobre dois pontos no acordo agrícola de Nairóbi: entende que a decisão pela qual os países não podem aumentar os subsídios à exportação, no período em que devem justamente reduzi-lo, deve valer só para os países desenvolvidos. Também defende que a eliminação de subsídios na exportação de algodão também só deve ser imposta a países ricos. A Índia tornou-se o maior produtor mundial de algodão, tendo superado a China, segundo a imprensa indiana.

A questão é sobre qual será a real disposição da Índia de contestar o acordo de Nairóbi. Isso pode ficar mais claro numa reunião no dia 24. Mas visivelmente a maioria dos membros da entidade não espera engajamento de Nova Déli em novas negociações, até por razões de política interna indiana. Os principais países estão dispostos a avançar de qualquer jeito em direção da liberalização, por exemplo com negociações plurilaterais (participa quem quer).

Valor Econômico – 01/02/2016

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FMI corta projeções de crescimento global pela 3ª vez em menos de um ano

Três meses após suas últimas previsões, o Fundo Monetário Internacional (FMI) avisou ontem que está agora mais pessimista, retirando 0,2 ponto percentual à previsão de crescimento no mundo para 2016 e indicando que se os diversos riscos existentes não forem bem geridos, a economia mundial “pode descarrilar”.

De acordo com as previsões intercalares apresentadas pelo FMI, a taxa de crescimento do PIB mundial irá situar-se em 3,4% em 2016 e 3,6% em 2017. Estes números significam que a retomada da economia mundial, depois dos 3,1% registados no ano passado, vai ser mais lenta do que aquilo que era previsto nas projeções de outubro do ano passado. Naquela época, o fundo apontava para crescimento mundial de 3,6% em 2016 e de 3,8% em 2017.

O FMI cortou suas projeções de crescimento global pela terceira vez em menos de um ano, com novos números de Pequim mostrando que a economia chinesa cresceu no menor ritmo em 25 anos. Para apoiar suas projeções, o FMI citou acentuada desaceleração no comércio da China e os preços fracos das commodities que estão prejudicando economias como as do Brasil e de outros mercados emergentes.

O Fundo prevê que a economia mundial vai crescer 3,4% em 2016 e 3,6% em 2017, ambos os anos com corte de 0,2 ponto percentual das previsões anteriores de outubro. O FMI disse que as autoridades devem considerar maneiras de impulsionar a demanda no curto prazo.

As previsões atualizadas do relatório “Perspectiva Econômica Global” vêm no momento em que os mercados financeiros globais são afetados pelas preocupações com a desaceleração da China e a forte queda dos preços do petróleo.

O FMI manteve suas previsões sobre o crescimento da China de 6,3% em 2016 e de 6% em 2017, o que representa forte desaceleração em relação ao ano passado.

O Fundo disse que uma desaceleração maior da demanda na China continua sendo um risco ao crescimento global e que os dados mais fracos do que esperado das importações e exportações chinesas estão pesando com força sobre outros mercados emergentes e exportadores de commodities.

O relatório do FMI diz que a continuada agitação do mercado também pode ajudar a reduzir o crescimento se levar a uma maior aversão ao risco e depreciação das moedas nos mercados emergentes. Outros riscos incluem mais valorização do dólar e uma escalada das tensões geopolíticas.

O FMI disse que a perspectiva para uma aceleração da produção nos Estados Unidos está diminuindo com o dólar forte pesando sobre a indústria e com os preços baixos do petróleo reduzindo os investimentos em energia.

O Fundo agora projeta o crescimento econômico dos EUA em 2,6% tanto para 2016 quanto para 2017, 0,2 ponto percentual menor para os dois anos em comparação à projeção de outubro. Na Europa, os preços mais baixos do petróleo vão ajudar a apoiar o consumo privado, de modo que o FMI acrescentou 0,1 ponto percentual à sua previsão de crescimento para a zona do euro, levando-a para 1,7%, patamar que continuará em 2017.

O economista-chefe do Fundo Monetário, Maurice Obstfeld, disse que o FMI está encorajando a manutenção da política monetária expansionista em alguns países, como no Japão e na Europa.

Em seu relatório, o FMI também revisou sua projeção para a economia russa, indicando que esta deve contrair 1% em 2016. A estimativa anterior do fundo era de contração de 0,6%, feita em outubro, antes da nova queda nos preços do petróleo ter enfraquecido ainda mais as receitas com exportações do país. A redução na perspectiva de crescimento segue a outra similar do Banco Mundial, que projeta que a economia da Rússia vai contrair 0,7% em 2016. Para a Itália, a previsão é de que o PIB avance 1,3% neste ano.

Reação exagerada

Os mercados financeiros globais parecem estar reagindo de maneira exagerada à queda dos preços do petróleo e ao risco de forte desaceleração da economia da China, disse Obstfeld. Ele também disse que é importante que a China seja clara sobre sua estratégia econômica, incluindo sua postura em relação ao câmbio.

“Não é um exagero sugerir que (os mercados) podem estar reagindo de maneira muito forte às pequenas evidências em ambiente de volatilidade e aversão a risco”, disse . “O preço do petróleo pressiona os exportadores da commodity, mas há um lado bom para os consumidores no mundo todo, então isto não é inteiramente negativo”, completou o economista.

DCI – 20/01/2016

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EUA sofrem com fraco desempenho da indústria

É como se os Estados Unidos tivessem duas economias.

Os gastos do consumidor apresentaram seu maior crescimento no país desde 2005, apesar de caírem ligeiramente no quarto trimestre. Os investimentos empresariais não residenciais, por outro lado, cresceram ao seu ritmo mais lento desde 2010, enquanto as empresas de petróleo e gás reduziram acentuadamente seus gastos.

O tema fundamental da economia americana “é o nítido contraste entre as trajetórias das famílias e das empresas” e como ele evoluirá daqui para a frente, afirma Stephen Stanley, economista­-chefe da assessoria em investimentos Amherst Pierpont Securities, de Nova York.

Será que a força dos gastos do consumidor estimulará as empresas a intensificar os gastos e a continuar contratando? Ou será que as empresas, comprometidas pelo lento crescimento mundial e pela valorização do dólar, ficarão mais avessas ao risco e começarão a cortar as folhas de pagamento, minando os gastos das famílias nesse processo?

Por enquanto, a maioria dos economistas aposta que o consumidor acabará vencendo e a economia evitará uma recessão. Alguns, no entanto, estão reduzindo suas projeções de crescimento para 2016, num momento em que a queda vertical das bolsas e dos mercados de bônus corporativos diminui ainda mais a disposição das empresas de se expandir.

“Ainda temos um quadro razoavelmente sólido em termos de demanda interna, constituída principalmente pelos gastos do consumidor, pelo mercado residencial e por investimentos fixos não relacionados à energia, que estão indo bem”, diz Nariman Behravesh, economista-­chefe da IHS de Lexington, Massachusetts. “Essas são as fontes de solidez nos EUA, e correspondem a algo próximo de 90% da economia americana.”

O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 2,4% no ano passado, igualando o crescimento de 2014. Já a configuração do crescimento mudou. Os gastos do consumidor avançaram 3,1%, enquanto os das empresas em ativos como fábricas, plataformas de extração de petróleo e shopping centers caíram 1,5%.

A mesma dicotomia se mostrou no quarto trimestre, quando as despesas com consumo pessoal subiram, enquanto os investimentos das empresas em equipamentos e edificações caíram pela primeira vez desde o terceiro trimestre de 2012. O PIB aumentou 0,7% depois do avanço de 2% registrado no terceiro trimestre.

As famílias ainda estão se beneficiando de uma sólida melhoria do mercado de trabalho, além da queda dos preços da gasolina e da valorização dos imóveis residenciais. Esses fatores favoráveis contribuíram para sustentar os gastos apesar da queda dos preços das ações observada em janeiro.

A confiança do consumidor cedeu em janeiro e o índice de ânimo da Universidade de Michigan caiu de 92,6 em dezembro para 92. Queda nas bolsas e desaceleração em outros países foram mencionadas “espontaneamente” por um em cada três domicílios com rendimentos no terço superior da escada salarial. No entanto, mensurações anteriores, inclusive uma do Conference Board e outra da Bloomberg, mostraram que as famílias continuam otimistas.

Companhias americanas, por sua vez, continuam a defrontar-­se com desafios criados pelo fortalecimento do dólar, o que torna mais cara a venda de seus produtos para os clientes estrangeiros, ao mesmo tempo em que os produtos importados tornam­se mais baratos para os consumidores americanos. Isso tem sido agravado por preocupações com que o crescimento mundial esteja esfriando, algo que está sendo “puxado” por economias emergentes, como a China.

A queda do petróleo fez com que as empresas de energia reduzissem seus investimentos. Para o ano passado inteiro, os investimentos com estruturas utilizadas em mineração e extração de petróleo e gás despencaram 35%.

Valor Econômico – 01/02/2016

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Economistas veem 20% de chance de recessão

Economistas proeminentes de todo o mundo agora veem uma chance de 20% de os Estados Unidos caírem em recessão neste ano e uma menor probabilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) aumentar as taxas referenciais de juros no ritmo anteriormente previsto.

Uma pesquisa do “Financial Times” com 51 economistas, conduzida nos dias seguintes à reunião do Fed de janeiro, dá ênfase ao impacto das severas turbulências nos mercados nas últimas semanas e a uma série de relatórios econômicos decepcionantes divulgados nos EUA e na China.

O temor de que a maior economia do mundo ­ considerada como o solitário motor do crescimento global ­ está à beira da recessão se intensificou. Na pesquisa do “FT” de dezembro, os economistas haviam previsto uma chance de 15% para uma recessão americana nos próximos dois anos. Agora, apontam uma possibilidade de 20% para uma recessão nos próximos 12 meses.

Para os economistas, a preocupação quanto a uma possível desaceleração global ­ que fez com que na sexta-­feira o banco central japonês cortasse as taxas de juros para território negativo ­ provavelmente deve fazer com que o Fed não concretize sua previsão de aumentar as taxas de juros em 100 pontos-­base neste ano.

Até pouco tempo, poucos economistas cogitavam que os EUA pudessem cair em recessão. Imaginava-­se que um robusto mercado de trabalho e um setor de serviços em rápida expansão pudessem compensar as quedas na indústria, que tem sido atrapalhada pela valorização do dólar.

A desaceleração na China renovou os temores de que a economia americana está vulnerável, com investidores voltando a atenção para perturbações no mercado de crédito e para uma enorme quantidade de calotes esperados no setor energético. As listas compiladas pela Standard & Poor’s e pela Moody’s de empresas em perigo de default cresceram bastante.

Valor Econômico – 01/02/2016

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Atividade industrial chinesa segue em contração

PEQUIM  –  A divulgação de dois importantes medidores de atividade industrial na China, um oficial e outro privado, sugerem que o setor industrial chinês permanece contraído, revelando demanda fraca, apesar de algumas medidas de estímulo do governo, como redução de juros.

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China medido pelo governo recuou para 49,4 em janeiro, ante 49,7 em dezembro. Um grupo de 11 economistas consultados pelo “The Wall Street Journal” previa um resultado de 49,6.

Pela metodologia do PMI, dados abaixo de 50 apontam contração do setor, enquanto registros acima desse patamar indicam avanço da atividade.

O resultado de janeiro foi o pior desde agosto de 2012 e o sexto seguido abaixo da linha dos 50, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS, na sigla em inglês).

O subíndice que mede as novas encomendas saiu de 50,2 em dezembro de 2015 para 49,5 em janeiro de 2016, enquanto o subíndice de produção recuou de 52,2 para 51,4 na mesma comparação.

O relatório do instituto Markit em parceiria com o grupo de mídia Caixin também mostrou uma atividade industrial retraída, embora com uma leve redução no ritmo de queda. O índice que mede eese desempenho passou de 48,2 em dezembro para 48,4 em janeiro. Foi o 11º mês consecutivo com leitura abaixo de 50.

“Dados macroeconômicos mais recentes mostram que a economia ainda precisa ganhar tração e ajustar o excesso de capacidade”, afirmou He Fan, economista-chefe do Caixin.

A diferença de sinais entre os PMIs oficial e privado pode ser explicado por uma diferença metodológica. O indicador do Markit/Caixin tem uma proporção maior de pequenas e médias empresas nos questionários distribuídos para que as empresas avaliem a atividade setorial.

Apesar da discrepância, o economista Ma Xiaoping, do HSBC, afirma que ambos sugerem que a demanda por produtos chineses permanece fraca. “É sempre difícil ler indicadores no início do ano, mas uma coisa está clara: a demanda dificilmente vai aumentar num horizonte próximo”, disse ele.

Setor de serviços

Também nesta segunda-feira o departamento chinês de estatísticas mostrou que o desempenho do setor de serviços do país teve desaceleração, indo de 54,4 em dezembro de 2015 para 53,5 no começo deste ano.

O indicador é dividido entre os setores de serviços e de construção. O subíndice do setor de serviços recuou para 52,7 em janeiro, ante 53,7 em dezembro. O subíndice de construção, por sua vez, caiu para 57,8, após marcar 58,3 no encerramento de 2015.

O subíndice de novas encomendas para o setor como um todo ficou no terreno negativo em janeiro, ao se situar em 49,6, e deixou para trás a marca de 51,7 obtida um mês antes.

(Dow Jones Newswires) – 01/02/2016

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Inflação acelera na zona do euro

A inflação da zona do euro acelerou em janeiro, o que é um alívio apenas modesto para o Banco Central Europeu (BCE) que ainda deve cortar os juros novamente, já que os preços podem cair por volta da primavera (no hemisfério norte) e com os empréstimos sofrendo um revés inesperado.

A inflação tem ficado perto de zero há mais de um ano, bem abaixo da meta do banco central de quase 2%, e o presidente do BCE, Mario Draghi, já disse que outro pacote de afrouxamento da política monetária pode ser revelado em março.

A inflação, principal indicador acompanhado pelo BCE, subiu 0,4% ante 0,2%, enquanto o núcleo da inflação, que desconsidera os preços voláteis da energia e alimentos, subiu 1% contra 0,9%, revertendo a queda do mês passado.

“Não se deixe enganar pelo aumento de hoje da inflação da zona do euro, ela foi afetada pelos efeitos de base que provavelmente serão mais do que revertidos em fevereiro”, disse o economista do Nordea Jan von Gerich. “A recente recuperação dos preços do petróleo é um consolo limitado para o BCE, já que as expectativas para a inflação não têm mostrado um aumento similar”, acrescentou. “Mais estímulos monetários são aguardadas em março.”, recordou.

De fato, o influente presidente do Bundesbank, Jens Weidman, alertou na quinta-feira que as previsões da inflação para este ano devem ser significativamente reduzidas e os números podem se tornar negativos nos meses à frente.

Somando-se a essas preocupações, o crescimento dos empréstimos para o setor privado sofreu uma inesperada desaceleração, próximo da estagnação, em dezembro.

O crescimento dos empréstimos corporativos desacelerou para 0,3% e até a expansão de novembro foi revisado para 0,7%, contra 0,9% divulgado inicialmente.

A informação da Eurostat de que os preços ao consumidor nos 19 países que usam do euro subiram 0,4% em janeiro na comparação com o ano anterior, veio em linha com as expectativas em uma pesquisa da Reuters junto a economistas, após alta de 0,2% no último mês do ano passado. Para o núcleo da inflação, que subiu para 1% de 0,9% em dezembro, a expectativa na pesquisa da Reuters era de alta de 0,9%.

França

A França também divulgou na sexta-feira, 29, os dados de seu crescimento no ano passado. Neste período, a economia francesa cresceu 0,2% no último trimestre de 2015 em relação aos três meses anteriores uma vez que um salto no investimento empresarial ajudou a compensar a queda nos gastos do consumidores, mostraram dados da agência de estatísticas, INSEE.

Isso marcou uma leve desaceleração na comparação com o trimestre anterior, quando a segunda maior economia da zona do euro cresceu 0,3%. O resultado, entretanto, ficou em linha com pesquisa da Reuters. Na leitura preliminar para o Produto Interno Bruto do trimestre, o INSEE informou que os gastos dos consumidores caíram 0,4% sobre o trimestre anterior diante dos ataques islâmicos em Paris.

Entretanto, as empresas aumentaram o investimento em 1,3%, alcançando níveis que não eram vistos desde o início da crise financeira no primeiro trimestre de 2008, enquanto as empresas reconstituíram estoques, contribuindo com 0,5% para o PIB.

No ano de 2015, a economia francesa cresceu 1,1%, em linha com a estimativa do governo e o ritmo mais rápido desde 2011.

DCI – 01/02/2016

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Redação On fevereiro - 1 - 2016
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