Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 23 de Setembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

EUA dizem que elevar comércio com Brasil é prioridade

As exportações dos Estados Unidos para o Brasil poderiam aumentar em 78% até 2030 se os dois países tivessem um acordo de livre comércio, estimou estudo divulgado nesta quinta-feira, 28, pelo Brazil-US Business Council em evento realizado em Washington. Número dois do Departamento de Comércio americano, Bruce Andrews disse que o Brasil é uma das prioridades do governo americano na área comercial.

“Os Estados Unidos acreditam firmemente que a parceria econômica entre os EUA e o Brasil é crucial para fortalecer a estabilidade e a segurança não apenas de nossos dois países, mas de toda a região”, disse.

A negociação de um tratado de livre comércio ainda não está na mesa, mas é um objetivo de longo prazo da comunidade empresarial de ambos os lados. A avaliação detalhada do potencial impacto de um acordo do tipo para o Brasil está sendo realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo a pedido da Câmara Americana de Comércio (Amcham). Os resultados devem ser apresentados em março. A análise divulgada ontem aponta crescimento de 21% das importações de produtos brasileiros pelos EUA em 2030.

Andrews observou que a crise atual é uma “oportunidade” para o Brasil adotar medidas “difíceis” que aumentem a competitividade do País no longo prazo. Apesar da turbulência atual, ele disse que empresários americanos olham para as perspectivas futuras do País e veem possibilidades “reais e substanciais” para seus investimentos.

Em seu último evento como chairman do Brazil-US Business Council, o vice-presidente executivo da Coca-Cola, Ahmet Bozer, ressaltou que a empresa aumentou seus investimentos no Brasil no ano passado e continua a apostar no País. “Em todos os lugares do mundo há dificuldades econômicas de curto prazo”, disse ao Estado. “Mas quando você olha no longo prazo em um país como o Brasil, você só pode ser otimista.”

“Nós temos investido e continuaremos a investir no Brasil, apesar dos desafios”, declarou Tim Glenn, presidente da DuPont Crop Protection e vice-chairman do Brazil-US Business Council.

Apesar de o acordo de livre comércio ser um objetivo distante, Andrews observou que os dois países estão adotando medidas de facilitação de comércio, convergência regulatória e padronização que poderão aumentar as vendas bilaterais no curto e médio prazo.

O Estado de S.Paulo – 29/01/2016

continue lendo:

Parceiros comerciais puxam exportações das montadoras

Após a queda que, em 2014, derrubou as exportações do setor ao menor patamar em doze anos, os embarques das montadoras engataram uma reação puxada por mercados tradicionais de carros brasileiros no exterior.

No maior deles, a Argentina, as compras de veículos produzidos no Brasil cresceram 5,8% no ano passado, chegando a 270,2 mil unidades, ou 66% das exportações totais. Já no México, segundo destino internacional – responsável por 16,4% do total -, o consumo de automóveis, caminhões e ônibus brasileiros subiu ainda mais: 75,5%, para pouco mais de 67 mil, o volume mais alto desde que o comércio bilateral passou a ser regulado por cotas, em 2012.

As montadoras se beneficiaram da antecipação de compras durante o período eleitoral argentino e do espaço aberto por restrições a importações de carros usados no México para receber mais pedidos de seus grandes clientes estrangeiros. Amparadas por um real mais barato, também puderam, na média, oferecer a eles produtos a preços, em dólares, mais baixos.

Para ampliar em 25% as vendas externas em 2015, a indústria automobilística brasileira avançou ainda em mercados vizinhos menores – em especial, no Chile -, bem como na África do Sul, terceiro destino final dos veículos montados aqui.

Em conjunto, os países que absorveram número maior de carros do Brasil – incluindo ainda na lista os parceiros do Mercosul, Uruguai e Paraguai, assim como o Peru – respondem por 96,6% de todo o volume despachado pelo setor ao exterior. Ou seja, o primeiro impacto da competitividade permitida pela desvalorização cambial se deu onde as montadoras brasileiras já estavam.

Com a nacionalização de modelos globais – a exemplo do que fazem marcas como Volkswagen e Ford -, o país ganha força para explorar novas fronteiras, inclusive mercados mais exigentes, como os Estados Unidos e a Europa.

Entretanto, ainda que o setor tenha agora o câmbio a seu favor, permitindo uma reação rápida nas entregas aos mercados tradicionais, a diversificação na carteira de clientes estrangeiros não deve acontecer na mesma velocidade. Entre os desafios que adiam a mudança estão as adaptações dos automóveis necessárias para ingressar a novos mercados – como mudanças nos motores, de tecnologia bicombustível no Brasil.

Em paralelo, existe a questão dos custos. Embora a montadora tenha uma linha de modelos globais – o que, teoricamente, lhe permite colocar os produtos fabricados no Brasil em qualquer um dos mercados explorados pela multinacional -, a direção da Ford voltou a se queixar nesta semana do preço de se produzir no Brasil.

“Temos a vantagem cambial, mas também temos o desafio do custo”, disse Rogelio Golfarb, vice-presidente do grupo na América do Sul, antes de acrescentar que as montadoras brasileiras teriam de encarar competidores de “baixíssimo custo” – como Índia, China e Coreia – para conquistar novos mercados. Em 2005, a Ford chegou a dedicar mais de 42% da produção de suas fábricas brasileiras a exportações, mas a valorização do real nos anos seguintes, combinado a crises na Argentina, derrubou o percentual para 17,4% em 2014.

Segundo Golfarb, a escalada do dólar colocou mais pressão sobre os custos da marca num momento em que a evolução tecnológica dos automóveis amplia a dependência de dispositivos e sistemas eletrônicos importados. “Fora o dólar, há tributos que encarecem essas tecnologias, onde os componentes são, em sua maior parte, importados”, afirmou o diretor da Ford durante a apresentação, na terça-feira, da terceira geração do Sync, a plataforma que conecta os carros da marca a aplicativos de celulares. As telas de cristal líquido que equipam o painel de comando da central de entretenimento estão entre os componentes que precisam ser importados, lembrou o executivo.

Segundo ele, a Ford ainda não sentiu impacto significativo do novo padrão de câmbio. Golfarb avalia também que o fim do ciclo de valorização das commodities, atingindo as economias de países vizinhos, coloca um obstáculo à retomada das vendas externas. Nas contas da Anfavea, entidade que representa o setor, as exportações vão crescer mais 8% neste ano.

Valor Econômico – 29/01/2016

continue lendo:

PEDRO LUIZ PASSOS

Isolamento não é solução

Dois posicionamentos diametralmente opostos de ministros da equipe econômica sobre comércio exterior afrontam a coerência fundamental para a retomada da confiança empresarial -etapa indispensável para a volta do crescimento.

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, declarou à margem do Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, que a redução das tarifas de importação, peça básica na integração às cadeias globais de valor, somente será admitida se houver reciprocidade de outros países no bojo de acordos comerciais.

Já sua colega da Agricultura, Kátia Abreu, disse o oposto,em entrevista à Folha,ao propor o fim do protecionismo
tarifário para alguns ramos industriais.

Tais manifestações sugerem ou incoerência da política econômica, e aí será preocupante, ou um debate sobre diretrizes para a arrancada do comércio exterior.

Os ministros foram bastante claros na exposição de seus argumentos.

Para Barbosa, não devem ser esperadas reduções nos impostos de importação, embora estejam acima da média internacional e reúnam diversas distorções. O objetivo do governo, diz, é o aumento da eficiência econômica,massemabrir mão do protecionismo. Parece, a seu ver, secundário que isso não incentiva a produtividade e encareça a produção, ao onerar máquinas e insumos importados.

Com visão mais crítica, a ministra da Agricultura diz que “alguns setores da indústria, que são protegidos há décadas”, atrapalham os “setores que já viveram em mais dificuldades, com menos subvenção, e que foram atrás da inovação e da tecnologia e venceram”, em clara referência à agricultura.

Ela adicionou um argumento ausente da tese de Barbosa: o câmbio, que por anos castigou a produção, agora “está muito competitivo para as exportações”.

Nesses pontos concordo com a ministra.

É importante destacar questões a serem respeitadas em uma política de inserção externa da economia.

Antes, cabe sublinhar que a orientação renovada pelo ministro de que os membros do Mercosul não devam promover revisões tarifárias unilateralmente é amesma que vem sendo seguida há 20 anos.

Dela emanaram as distorções de nossas relações externas: nem fomentamos competência produtiva para evitar expedientes protecionistas nem fizemos fé nos acordos bilaterais e plurilaterais de comércio.

Atraso e isolamento foram as consequências. Reproduzir essa política é como assistir a um filme gasto de tanto reprisado, cujo final não é feliz.É hora de mudar essa diretriz, e nada melhor para isso do que um cronograma de cortes tarifários e negociação de concessões comerciais com outros países.

Precisamos mudar o eixo do desenvolvimento, de uma economia fechada e protecionista para um modelo aberto e competitivo. Nessa evolução, acordos comerciais vantajosos e revisão tarifária não são movimentos excludentes, mas partes afins damesma estratégia.

Importante é que elas impulsionem procedimentos que até agora marcharam lentamente tanto na área privada como na pública. Pelo lado privado, é necessário dar celeridade à inovação e aos ganhos de produtividade -condições essenciais diante do desafio da competição internacional.

O governo, por sua vez, precisa aceitar que a política comercial não deve se subordinar aos limites territoriais, já que o mercado de bens e serviços adquiriu dimensões globais, operando praticamente sem fronteiras.

A adaptação a essa realidade requer reformas sobre as quais muito se fala e nada se faz, como a tributária, a trabalhista, a da simplificação e outras. Se algo assim começar a acontecer, dificilmente o empresariado não se fará presente. No passado é que não podemos ficar.

Folha de São Paulo – 29/01/2016

continue lendo:

Conselho do BCE pode estar menos unido do que Draghi faz parecer

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, falou repetidamente ao longo da última semana sobre as perspectivas de mais estímulos para a zona do euro, dobrando as apostas sobre sua inesperada promessa de rever o programa de estímulo de € 1,5 trilhão (US$ 1,63 trilhão) em março. Mas há um elemento complicador: os membros do conselho do BCE não estão tão unidos como ele gostaria que o mundo imaginasse, dizem pessoas a par do assunto.

Draghi está colocando em risco sua reputação ao renovar seu foco sobre a ampliação dos estímulos menos de dois meses depois de o banco ter decepcionado investidores com um pacote de medidas menor que o esperado, dizem analistas. Os investidores estão prevendo algo grande. A rentabilidade dos títulos de cinco anos do governo alemão registrou recordes de baixa, com taxa negativa em torno 0,25% esta semana, enquanto a rentabilidade dos títulos de 10 anos se aproximou do menor valor dos últimos nove meses, um indicativo de que os investidores estão esperando mais compras de títulos.

Até dezembro, o presidente do BCE nunca tinha decepcionado os mercados, segundo Dario Perkins, economista da consultoria Lombard Street Research, de Londres. “Ele tem que fazer algo em março e tem que ser algo significativo. Se não, terá um problema real de credibilidade.”

O presidente do BCE ressaltou na coletiva de imprensa da semana passada que todo o conselho, composto de 25 membros, apoiou sua decisão de “rever e possivelmente reconsiderar” o estímulo da instituição em março.

Mas, embora o conselho tenha sido unânime na necessidade de revisar o programa de estímulo do banco, é importante ter em mente que se eles vão reconsiderar ou não seu porte é ainda uma questão em aberto, de acordo com pessoas a par da situação. Isso provavelmente significa que não há unanimidade na ampliação do estímulo em março, dizem as fontes.

A unanimidade não é necessária para lançar novos estímulos, apenas a maioria dos votos do conselho. Entretanto, ir contra os desejos de membros poderosos como o Bundesbank, o banco central alemão, cria riscos para o BCE, mesmo se isso já tiver acontecido antes, na opinião de analistas. O Bundesbank se opôs à decisão do BCE de lançar as compras de títulos no ano passado e também à expansão do programa em dezembro. Ir contra o banco central alemão gera questões de longo prazo sobre a credibilidade do BCE porque a Alemanha responde por mais de 25% da economia da zona do euro.

“Eu não acredito que [Draghi] seja capaz de conseguir [o aumento do estímulo]”, diz Carsten Brzeski, economista do ING em Frankfurt. “Acho que ele caminha para o mesmo erro que cometeu em outubro.”

Draghi havia indicado na reunião de outubro que o estímulo do banco precisava ser revisto. Depois, ressaltou a determinação do banco de “fazer o que tiver que ser feito para elevar” a inflação persistentemente baixa da zona do euro.

A iniciativa tomada pelo BCE em dezembro para estender suas compras de títulos por seis meses, até março de 2017, e cortar a já negativa taxa de depósito em 0,1 ponto percentual, para -0,3%, não satisfez as expectativas dos investidores, afetando as ações e fortalecendo o euro em relação ao dólar. Se ocorrer novamente algo parecido, isso poderia prejudicar a capacidade do presidente do BCE acalmar os mercados com palavras, dizem analistas.

Foi a promessa feita por Draghi em julho de 2012 de “fazer o que for necessário” para salvar a moeda única que ajudou a controlar a crise da dívida soberana da região.

Draghi está assumindo uma postura confiante. Na semana passada, na Suíça, ele disse que o BCE tem “muitos instrumentos” para elevar a inflação que continua baixa, assim como “determinação e boa vontade e capacidade” de agir. A inflação da zona do euro em dezembro foi de 0,2% e o BCE espera que ela permaneça muito baixa ou mesmo negativa nos próximos meses, muito longe da meta, que é perto de 2%.

A queda acentuada nos preços do petróleo e as turbulências nos mercados financeiros e de commodities poderiam consolidar uma inflação extremamente baixa na zona do euro, disse Draghi na coletiva de imprensa na semana passada. “Estamos fazendo o que for necessário para cumprir nosso mandato e não estamos nos rendendo diante desses fatores globais”, disse.

Para satisfazer os investidores, o BCE precisaria expandir significativamente suas compras de títulos, disse Perkins, da Lombard Street Research – seja através do aumento do valor de € 60 bilhões que compra atualmente todo mês ou deixando o programa em vigor indefinitivamente.

Vários economistas de bancos disseram que esperam que o BCE anuncie estímulos adicionais em março, não mais em junho. Os bancos Berenberg, J.P. Morgan e Royal Bank of Scotland esperam que o BCE eleve suas compras mensais de títulos em pelo menos € 10 bilhões e reduza sua taxa de depósito em pelo menos mais 0,1 ponto percentual.

Valor Econômico – 29/01/2016

continue lendo:

BC do Japão introduz política de juros negativos pela primeira vez

TÓQUIO  –  O banco central do Japão expandiu suas agressivas medidas de estímulo monetário nesta sexta-feira ao introduzir inesperadamente, pela primeira vez, uma política de taxa de juros negativa para turbinar a economia, atingida por uma inflação teimosamente baixa e mercados financeiros globais turbulentos, que ameaçam minar seriamente o plano de renascimento econômico do primeiro-ministro, Shinzo Abe.

A partir de agora, a taxa de depósito que o banco central pagará para custodiar o dinheiro dos bancos comerciais será negativa em 0,1%. Isso valerá para o que exceder as reservas legalmente exigidas. A taxa que vinha sendo aplicada pelo banco central anteriormente era positiva em 0,1%.

O objetivo é forçar os bancos a emprestar e, assim, baixar os custos do crédito na ponta, para estimular a economia e assim buscar a meta de inflação estável em 2% desejada pelo governo Abe.

O banco central avisou ainda, em comunicado, que pode aprofundar a taxa para baixo. “Vamos cortar os juros ainda mais em território negativo, se isso for considerado como necessário.”

O placar que aprovou a experiência do juro negativo no BC japonês foi apertado: cinco votos a quatro.

Segundo analistas, o modelo adotado nesta sexta-feira pelo Japão se assemelha ao que é usado pela autoridade monetária da Suíça.

Outra decisão tomada pelo BC japonês foi manter inalterado o seu programa de compra de ativos ao ritmo de 80 trilhões de ienes (US$ 673 bilhões) por ano. O conselho de política monetária da instituição votou a favor dessa decisão por oito votos a um.

A medida demonstra a determinação do banco central para lutar contra os ventos contrários da economia externa e contempla os três anos de esforços de Abe para superar a crônica deflação que afetou o Japão por mais de uma década num passado recente. Mas sem atingir a meta de inflação de 2%, a política de Abe corre risco.

Outra decisão desta sexta-feira foi antecipar o alcance dessa meta em seis meses, para o primeiro semestre do ano fiscal de 2017, a terceira mudança de prazo em um ano. A justificativa é que a queda dos preços do petróleo está dificultando o alcance da meta.

Dow Jones Newswires/Valor Econômico  – 29/01/2016

continue lendo:

UE quer apertar cerco a manobras fiscais de grandes corporações

A Comissão Europeia propôs ontem que as empresas sejam impedidas de transferir seus lucros para países com baixa tributação – uma medida para coibir manobras de grandes empresas multinacionais para evitar o pagamento de impostos. A Comissão disse também que deseja maior rigor nas regras que determinam a divulgação e transparência de dados tributários.

Empresas e bancos advertiram que as medidas poderão prejudicar a competitividade, impedir investimentos e aumentar seus custos administrativos.

Grandes empresas evitam, legalmente, impostos num montante de até € 70 milhões (US$ 76,10 bilhões) por ano na Europa, é o que estimou um estudo do Parlamento Europeu, e os prejuízos mundiais resultantes de tais esquemas vão de US$ 100 bilhões a US$ 240 bilhões. Muito dessa situação deriva de declarar lucros obtidos num país que cobra impostos elevados em outro, com alíquotas tributárias mais baixas.

“Bilhões de euros são perdidos todos os anos para a evasão tributária. Isso é inaceitável e estamos agindo para enfrentar o problema”, disse Pierre Moscovici, comissário fiscal da UE em uma declaração exortando a implementação de “uma tributação justa e eficaz para todos os europeus”.

Reagindo a essas críticas no Reino Unido, na semana passada, o Google concordou em pagar 130 milhões de libras (US$ 185 milhões) em impostos atrasados, mas esse gesto foi considerado por muitos como muito pequeno, em comparação com os lucros obtidos pela empresa no Reino Unido.

Entre as propostas da Comissão – que terão de ser aprovadas por todos os Estados membros da União Europeia – há uma no sentido de permitir que os países da UE cobrem impostos sobre lucros gerados em seu território, mesmo quando transferidos a outro lugar, desde que a alíquota efetiva de imposto no país para onde os lucros forem transferidos seja inferior a 40% daquela no país de origem.

Brechas legais que permitem às empresas usar dividendos ou ganhos de capital para driblar a tributação seriam fechadas e diferenças nacionais no tratamento tributário de alguns instrumentos financeiros também seriam eliminados, disse o executivo da UE.

Tetos também seriam impostos sobre o montante dos juros que uma empresa pode deduzir de sua renda tributável. Atualmente as empresas podem transferir dívidas para subsidiárias sediadas em países que admitem deduções mais elevadas.

As medidas propostas visam transformar em regras com força de lei algumas das diretrizes voluntárias contra a evasão tributária, ou anti-BEPS (sigla em inglês para “erosão da base e transferência de lucros”), acordadas pelo G-20, grupo das maiores economias do mundo, e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Legisladores dos principais partidos no Parlamento da UE apoiaram as propostas, mas alguns defenderam medidas mais ambiciosas, entre elas uma legislação única sobre impostos para empresas em toda a UE. As empresas terão de divulgar seus impostos, lucros, receitas e outros dados financeiros às administrações de todos os países onde operam, que então trocarão dados entre elas, segundo as regras propostas.

Ao ampliar a transparência, espera-se que a medida venha a dissuadir o “planejamento tributário agressivo”, mas fica aquém de uma divulgação totalmente pública que possa expor as empresas a uma análise mais aprofundada.

Transparência total já é uma exigência aplicada aos setores de mineração e bancário. Isso gerou uma tempestade política no Reino Unido, quando tornou-se público que sete dos dez dos maiores bancos de investimentos com sede em Londres não pagam nenhum imposto no Reino Unido.

Moscovici deixou a porta aberta para uma divulgação mais ampla dos dados tributários, mas disse que ainda está em curso uma análise para avaliar se o acesso público a essas informações poderia afetar interesses comerciais legítimos.

Valor Econômico – 29/01/2016

continue lendo:

Economia da França perde fôlego no fim de 2015; Espanha mantém avanço

SÃO PAULO  –  A economia da França perdeu fôlego no fim de 2015. O Produto Interno Bruto (PIB) teve expansão de 0,2% nos três meses até dezembro daquele ano, depois de avançar 0,3% no trimestre anterior. O resultado ficou dentro da expectativa de alguns economistas.

Vale notar que a atividade econômica no último trimestre de 2015 sentiu o impacto dos ataques terroristas de Paris, ocorridos em novembro, que afetaram a confiança das empresas e dos consumidores.

Nos três meses até dezembro, a formação bruta de capital fixo, um indicativo de investimentos, subiu 0,8%, depois de elevação de 0,1% no terceiro trimestre de 2015. O consumo das famílias, no entanto, teve baixa de 0,4%, depois de ter tido um aumento da mesma ordem nos três meses anteriores.

No caso da Espanha, o período de outubro a dezembro de 2015 significou um crescimento de 0,8% para a economia, a mesma taxa apurada no trimestre anterior e dentro do esperado pelo mercado. No confronto com o último trimestre de 2014, houve expansão de 3,5%. Em 2015 completo, o avanço da economia espanhola foi de 3,2%.

Valor Econômico – 29/01/2016

continue lendo:

FMI corta projeções de crescimento global pela 3ª vez em menos de um ano

Três meses após suas últimas previsões, o Fundo Monetário Internacional (FMI) avisou ontem que está agora mais pessimista, retirando 0,2 ponto percentual à previsão de crescimento no mundo para 2016 e indicando que se os diversos riscos existentes não forem bem geridos, a economia mundial “pode descarrilar”.

De acordo com as previsões intercalares apresentadas pelo FMI, a taxa de crescimento do PIB mundial irá situar-se em 3,4% em 2016 e 3,6% em 2017. Estes números significam que a retomada da economia mundial, depois dos 3,1% registados no ano passado, vai ser mais lenta do que aquilo que era previsto nas projeções de outubro do ano passado. Naquela época, o fundo apontava para crescimento mundial de 3,6% em 2016 e de 3,8% em 2017.

O FMI cortou suas projeções de crescimento global pela terceira vez em menos de um ano, com novos números de Pequim mostrando que a economia chinesa cresceu no menor ritmo em 25 anos. Para apoiar suas projeções, o FMI citou acentuada desaceleração no comércio da China e os preços fracos das commodities que estão prejudicando economias como as do Brasil e de outros mercados emergentes.

O Fundo prevê que a economia mundial vai crescer 3,4% em 2016 e 3,6% em 2017, ambos os anos com corte de 0,2 ponto percentual das previsões anteriores de outubro. O FMI disse que as autoridades devem considerar maneiras de impulsionar a demanda no curto prazo.

As previsões atualizadas do relatório “Perspectiva Econômica Global” vêm no momento em que os mercados financeiros globais são afetados pelas preocupações com a desaceleração da China e a forte queda dos preços do petróleo.

O FMI manteve suas previsões sobre o crescimento da China de 6,3% em 2016 e de 6% em 2017, o que representa forte desaceleração em relação ao ano passado.

O Fundo disse que uma desaceleração maior da demanda na China continua sendo um risco ao crescimento global e que os dados mais fracos do que esperado das importações e exportações chinesas estão pesando com força sobre outros mercados emergentes e exportadores de commodities.

O relatório do FMI diz que a continuada agitação do mercado também pode ajudar a reduzir o crescimento se levar a uma maior aversão ao risco e depreciação das moedas nos mercados emergentes. Outros riscos incluem mais valorização do dólar e uma escalada das tensões geopolíticas.

O FMI disse que a perspectiva para uma aceleração da produção nos Estados Unidos está diminuindo com o dólar forte pesando sobre a indústria e com os preços baixos do petróleo reduzindo os investimentos em energia.

O Fundo agora projeta o crescimento econômico dos EUA em 2,6% tanto para 2016 quanto para 2017, 0,2 ponto percentual menor para os dois anos em comparação à projeção de outubro. Na Europa, os preços mais baixos do petróleo vão ajudar a apoiar o consumo privado, de modo que o FMI acrescentou 0,1 ponto percentual à sua previsão de crescimento para a zona do euro, levando-a para 1,7%, patamar que continuará em 2017.

O economista-chefe do Fundo Monetário, Maurice Obstfeld, disse que o FMI está encorajando a manutenção da política monetária expansionista em alguns países, como no Japão e na Europa.

Em seu relatório, o FMI também revisou sua projeção para a economia russa, indicando que esta deve contrair 1% em 2016. A estimativa anterior do fundo era de contração de 0,6%, feita em outubro, antes da nova queda nos preços do petróleo ter enfraquecido ainda mais as receitas com exportações do país. A redução na perspectiva de crescimento segue a outra similar do Banco Mundial, que projeta que a economia da Rússia vai contrair 0,7% em 2016. Para a Itália, a previsão é de que o PIB avance 1,3% neste ano.

Reação exagerada

Os mercados financeiros globais parecem estar reagindo de maneira exagerada à queda dos preços do petróleo e ao risco de forte desaceleração da economia da China, disse Obstfeld. Ele também disse que é importante que a China seja clara sobre sua estratégia econômica, incluindo sua postura em relação ao câmbio.

“Não é um exagero sugerir que (os mercados) podem estar reagindo de maneira muito forte às pequenas evidências em ambiente de volatilidade e aversão a risco”, disse . “O preço do petróleo pressiona os exportadores da commodity, mas há um lado bom para os consumidores no mundo todo, então isto não é inteiramente negativo”, completou o economista.

DCI – 20/01/2016

continue lendo:

A China é muito importante e grande para fracassar

As políticas adotadas do governo Xi Jinping podem até despertar críticas e alguma desconfiança por parte do Ocidente – onde os países parecem cada vez mais dependentes do crescimento econômico chinês. Mas o mundo não tem outra opção a não ser apoiar o que quer que a China faça daqui para a frente para se manter estável e crescendo. Essa é a avaliação do especialista britânico Kerry Brown, diretor do Instituto Lau China do King’s College London, que já serviu no país como diplomata e hoje se dedica à vida acadêmica.

Em entrevista ao Valor, o professor de estudos chineses afirmou que, se os esforços de reposicionamento da economia chinesa falharem, uma das principais fontes de crescimento global deixará de existir. O problema para o mundo, segundo ele, é que nem Índia, Rússia ou Brasil têm o mesmo potencial e escala de oportunidades para oferecer.

Brown comandou de 2011 a 2014 a Ecran, rede de pesquisas sobre a China criada pela União Europeia, e é integrante do Programa de Ásia do “think-tank” britânico Chatham House. Escreveu vários livros sobre a China nos últimos 20 anos. No mais recente, “The New Emperors: Power and the Party in China”, explica quem detém o poder no sistema chinês e como alguém se torna o líder da mais nova superpotência mundial.

Valor:A China registrou a pior taxa de crescimento econômico em 25 anos (6,9%). O que esse desempenho significa internamente para os chineses?

Kerry Brown: Crescimento é crescimento. O importante é se os chineses estão percebendo seus salários aumentar, se o custo de vida continua manejável e o de habitação, estável. Por esses critérios, considerados realmente importantes para a vida da classe média que mora nas cidades e trabalha no setor de serviços, o governo até o momento deixa a desejar. Os salários ainda estão muito baixos e o custo de habitação está muito elevado. Sem crescimento forte para incentivar as pessoas, o Partido Comunista tem uma narrativa mais difícil para oferecer às pessoas se quiser conquistar pelo menos um pouco de lealdade. Isso explica por que o governo, agora, reprime o dissenso. Está genuinamente muito nervoso.

Valor:Qual é o impacto global desse crescimento menor? Há riscos para o mundo?

Brown: Destravar as fontes de crescimento na China é importante. Como um mercado potencial para as exportações de serviços estrangeiros em particular, a China faz a diferença. O consumo no país está baixo – 38% do PIB. Permanece a esperança de que, à medida que esse percentual aumente, haja oportunidades para outras economias de entrar no mercado chinês. Por isso, se os atuais esforços de reposicionamento da economia chinesa falharem, o resultado é que uma das principais fontes de crescimento global não estará lá. Isso é um problema para o resto do mundo, porque nenhum outro lugar – nem a Índia, a Rússia ou o Brasil – oferece a escala e o potencial da China.

Valor:Quais são as implicações que a redução do ritmo de crescimento pode ter para a sua imagem internacional?

Brown: Vai mostrar para a China, apesar do que as outras nações pensem do seu sistema de partido único, que o país é economicamente muito importante e muito grande para fracassar. O paradoxo é que, em pleno século XXI, duas décadas depois do chamado fim da história e a vitória da ordem da democracia liberal, um Estado de partido único comandado por um partido comunista é o “player” mais importante para o crescimento futuro de países capitalistas e democráticos. E estes não têm escolha a não ser fazer tudo o que puderem para apoiar a China, até mesmo, quem sabe, garantindo o seu status de economia de mercado na Organização Mundial do Comércio.

Valor:Por quê?

Brown: Porque eles têm forte interesse em ver a manutenção de uma China estável, com forte ritmo de crescimento. Um colapso econômico ou uma implosão política na China podem fazer os problemas no Oriente Médio parecerem fichinha!

Valor:Os mercados entraram em pânico com as oscilações na bolsa na China. Como interpreta isso?

Brown: Basicamente, o mercado de ações na China é um termômetro do sentimento do público, e os investidores estão nervosos com o crescimento na China e o valor das empresas. O mercado de ações chinês existe sem primado do direito e os fluxos livres de informação. Depende de velocidade e volume. E, quando seca, grandes problemas ocorrem e o governo não tem outra opção além de intervir.

Valor: Podemos esperar reformas econômicas na China?

Brown: Sim. Reformas nas estatais, do Estado de direito, na moeda e na conversibilidade da conta de capital. Mas a grande reforma de fato, para permitir o fluxo livre de informações e um Judiciário independente de verdade, continua sendo uma possibilidade remota.

Valor:Que medidas deveriam ser adotadas para pôr a economia no prumo?

Brown: A China precisa recuperar a confiança. Significa comunicar a sua política de maneira transparente e permitir que o mercado opere sem a intervenção do Estado. É necessária reforma do sistema fiscal para que haja base de tributação moderna menos dependente das receitas das empresas estatais e permita que essas companhias, com sua baixa produtividade e lucratividade, passem por reformas fundamentais a partir de uma maior participação de empresas não estatais – e entidades estrangeiras.

Valor:O governo chinês já havia avisado que a economia não cresceria no mesmo ritmo de dois dígitos. Há uma taxa ideal de crescimento para o país?

Brown: A questão não é um valor para o crescimento, mas a qualidade. O governo tem que fazer a sua narrativa econômica mais sutil. A fixação em um número como a única medida de sucesso pode ser útil porque é simples, mas não é mais eficiente. Precisamos saber mais sobre níveis de emprego, produtividade, etc.

Valor:Como a valorização do yuan anunciada pelo banco central chinês pode afetar as outras economias?

Brown: Em teoria, deveria facilitar as vendas para o país – e reduzir parte da tensão política com os EUA, que alegam que a China manipula a taxa de câmbio. O objetivo final é ver um sistema de taxa de mercado, mas que também consista em uma moeda verdadeiramente conversível. Mas, como sabemos agora, o tipo de escrutínio que envolve a abertura das transações em conta corrente da China para o mundo ex0.1481terior desencadearia riscos de expor seus muitos problemas estruturais à luz do dia. O governo quer um processo gradual para fazer isso, mas é difícil ver como poderia manter o controle após permitir o fluxo da moeda em qualquer volume.

Por Vivian Oswald

Valor Econômico – 29/01/2016

continue lendo:

Unasul deve parar escalada retórica, diz Mauro Vieira

Chanceler do Brasil receberá venezuelana

ISABELFLECKENVIADA ESPECIALAQUITO

Em reunião de chanceleres da Unasul no Equador, nesta quinta (28), o ministro Mauro Vieira disse que os países do bloco devem “evitar escaladas retóricas” na região.
“Destaco o compromisso consagrado na Unasul com a institucionalidade democrática e com o Estado de Direito, a ser respeitado por todos os atores políticos”, disse.
A declaração se dá num momento de crise política na Venezuela, onde o papel da Assembléia Nacional, dominadadesdeas últimas eleições pela maioria opositora, passou a ser contestado pelo governo de Nicolás Maduro.
A referência à escalada retórica, por sua vez, se dá após a troca de acusações entre o presidente da Argentina, Maurício Macri, e a chanceler venezuelana, Delcy Rodriguez, na última cúpula do Mercosul, em dezembro.
Vieira se reúne nesta sexta (29) com a chanceler venezuelana em Brasília, a pedido de Caracas. Apesar de o governo Maduro ter se incomodado com o tom mais duro do Brasil em notas sobre as eleições no país vizinho, o chanceler pôs panos quentes sobre o teor da conversa.
“A agenda será a relação bilateral em todas as áreas: cooperação econômica, comercial, investimentos, todos os temas que sempre discutimos com a Venezuela”, disse.

Folha de São Paulo – 29/01/2016

 

 

Redação On janeiro - 29 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.