Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Confiança da indústria é a maior desde março de 2015, nota FGV

SÃO PAULO  –  Com estoques mais ajustados nas empresas, o pessimismo do setor industrial arrefeceu em janeiro, de acordo com sondagem da Fundação Getulio Vargas (FGV), que mostrou alta de 2,6 pontos no Índice de Confiança da Indústria (ICI). O indicador subiu de 75,4 em dezembro de 2015 para 78 pontos no primeiro mês deste ano, o maior nível desde março do calendário anterior. Na comparação com janeiro de 2015, porém, houve queda, de 9,4 pontos.

O aumento de confiança ocorreu em 12 dos 19 principais segmentos da pesquisa e em todos os seis quesitos do indicador. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 3,5 pontos, para 78,5 pontos, e o Índice de Expectativas (IE), 1,6 ponto, para 77,9 pontos.

“A alta mais expressiva do ICI em janeiro decorre principalmente de avanços no processo de normalização de estoques do setor, às custas da manutenção de níveis muito baixos de utilização da capacidade produtiva. Associado à percepção de estabilização do nível de demanda, este ajuste de estoques tem colaborado para reduzir o pessimismo, sugerindo um cenário de atenuação das taxas de queda da produção industrial nos próximos meses”, afirma Aloisio Campelo Jr., superintendente adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/Ibre.

De fato, a sondagem mostrou que a ociosidade da indústria foi recorde em janeiro. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) recuou 1,1 ponto percentual, para 73,9%, o menor nível da série histórica, iniciada em 2001.

Quanto à avaliação dos empresários sobre a situação atual, o destaque foi a melhora do indicador de nível de estoques, que passou de 121,6 pontos para 117,3 pontos entre o fim de 2015 e o início deste ano. Ainda longe de sinalizar equilíbrio, o indicador de estoques excessivos registrou o menor nível desde abril de 2015 (116,4 pontos). Houve diminuição da proporção de empresas com estoques excessivos e aumento da parcela de empresas com estoques insuficientes no mês.

O indicador de expectativas de produção para os três meses seguintes aumentou 2,8 pontos, para 80,2 pontos, a maior contribuição para a melhora as expectativas em janeiro.

A edição de janeiro de 2016 colheu informações de 1.126 empresas entre os dias 4 e 26 do mês.

Valor Econômico – 29/01/2016

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Foco maior do aumento de crédito é aliviar caixa de empresas

O pacote de estímulo ao crédito anunciado ontem pelo governo é bem mais modesto do que os que costumavam ser feitos nos anos da nova matriz macroeconômica, mas as medidas continuaram direcionando os recursos públicos para dar fôlego financeiro às empresas, estimular a construção civil e tentar viabilizar algum incentivo ao consumo.

O alívio ao caixa das companhias em mais um ano de recessão econômica veio na forma do refinanciamento das parcelas que vencem esse ano e em 2017 de empréstimos tomados no BNDES para a compra de bens de capital. Já a construção civil terá estímulos diretos de R$ 32 bilhões por meio de operações do FGTS para a área de habitação. O Fundo de Garantia também será o instrumento para o estímulo ao consumo.

“Temos o desafio de normalizar a oferta de crédito no país. O objetivo é usar mais eficientemente recursos e direitos já existentes na economia”, disse o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Para ele, não haverá falta de demanda para os recursos que serão liberados.

A estimativa oficial é que R$ 15 bilhões poderão ficar no caixa das companhias, caso apenas 10% das que pegaram financiamentos do PSI e Finame decidam postergar os pagamentos. As parcelas refinanciadas serão pagas em 30 meses, no fim dos contratos. Os juros da operação foram definidos em 1,48% ao ano mais a taxa Selic.

O FGTS comprará R$ 10 bilhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que são títulos lastreados em financiamentos habitacionais. Os bancos que venderam esses papéis ao FGTS poderão garantir novos recursos para financiamento. Outra aposta direta na construção civil será uma participação maior do FI-FGTS no processo de emissão de debêntures de infraestrutura. Os projetos associados a concessões, autorizações, arrendamentos e parcerias público-privadas serão automaticamente classificados entre os que podem receber recursos do Fundo. O governo estima o impacto da medida em R$ 22 bilhões.

O BNDES vai ainda aumentar o prazo e reduzir os juros para as linhas que financiam o pré-embarque de exportações de bens de capital. O pagamento aumenta de 24 meses para 30 meses e a composição dos juros será modificada para que haja uma parcela maior de recursos subsidiados à TJLP, o que deve baixar o custo final tanto para pequenas e médias empresas quanto para as grandes.

O banco também reabrirá a linha de capital de giro que tem garantia com o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). A referência nos juros deixa de ser a Selic e passa a ser uma composição entre o custo de captação do BNDES e a TJLP. O prazo continua o mesmo: 60 meses com carência de um mês a dois anos.

O estímulo ao consumo é a medida menos concreta. A presidente Dilma Rousseff assinou uma medida provisória que autoriza os trabalhadores a usar 10% do saldo das contas vinculadas ao FGTS, além da multa de 40% devida no caso de demissões sem justa causa para dar garantia em operações de crédito consignado. Mas ainda depende de regulamentação do Conselho Curador do FGTS, Conselho Monetário Nacional (CMN), além da disposição dos bancos de operarem essas linhas com trabalhadores do setor privado.

Barbosa também anunciou R$ 10 bilhões para crédito rural que o Banco do Brasil emprestará para o pré-custeio da próxima safra, 2016/17, entre abril e junho.

Valor Econômico – 29/01/2016

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Empresários e sindicalistas elogiam ‘posição mais humilde’ de Dilma

Empresários e sindicalistas elogiaram a “posição mais humilde e aberta ao diálogo” da presidente Dilma na reunião do Conselhão, mas disseram que, agora, é hora de agir para o país sair da recessão.

“A presidente mostrou-se aberta ao diálogo, lançou medidas importantes. Agora é hora de juntos sairmos da recessão, nosso maior problema neste momento”, afirmou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco.

Na mesma linha, Benjamin Steinbruch (CSN) também elogiou o discurso de Dilma Rousseff. “Ela mostrou uma disposição para o diálogo, para atuarmos em conjunto, agora é irmos para a ação.”

Presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil), José Carlos Martins disse que a presidente adotou um estilo “humilde e de diálogo”, mas cobrou uma reação do governo para o país voltar a crescer. “Esperamos agora que o governo consiga principalmente aprovar reformas no Congresso para recuperarmos a confiança”, afirmou.

Críticas ontem ficaram restritas à medida que permite usar 10% do saldo do FGTS e a multa rescisória como garantia para crédito consignado de trabalhadores do setor privado.

Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah, disse não “ser adequado pegar dinheiro do FGTS para esse objetivo, o ideal seria liberar compulsório para aumentar o crédito da pessoa física”.

José Carlos Martins, da CBIC, disse que a medida vai estimular os trabalhadores a acertarem com seus patrões “demissões só para pagar suas dívidas e continuar trabalhando na informalidade”.

PREOCUPAÇÃO

Uma das principais preocupações da presidente Dilma ao entrar no Salão Oeste do Palácio do Planalto, às 14h40 desta quinta-feira (28), era não passar a ideia de que o governo está “desesperado” frente à crise.

Segundo a Folha apurou, a ordem que a presidente deu a seus ministros foi “apontar metas e diretrizes” e “pedir contribuições”, mas jamais dar a impressão de que o governo está “perdido” para encontrar saídas para a crise política e econômica do país.

O objetivo era deixar claro que a presidente “sabe aonde quer chegar”, mas quer ajuda para “construir consensos” -expressão utilizada inclusive no discurso de cerca de meia hora que Dilma fez no encerramento da reunião.

Participantes relataram à Folha que, durante as duas horas e meia do encontro fechado, os oito conselheiros que discursaram (quatro do setor empresarial e quatro representantes dos trabalhadores) não fizeram críticas incisivas ao governo federal.

Um dos escolhidos pelo Planalto para falar, o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, preferiu deixar as críticas mais duras para quando saiu da reunião, antes mesmo de o encontro terminar.

O dirigente sindical disse à Folha que não concordava com a iniciativa do ministro Nelson Barbosa (Fazenda) de apresentar a reforma da Previdência como um dos pontos de debate entre os 92 integrantes do conselho.

“O governo tem que decidir o que quer fazer”, disse Freitas. Para ele, a reforma deve ser discutida no fórum criado pelo Planalto no ano passado justamente para debater com as entidades e os representantes sindicais propostas para as mudanças.

“No fórum há posições de classe. No Conselhão, estamos como representantes da sociedade civil”, completou.

Folha de S.Paulo – 29/01/2016

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Renda disponível cai menos que salário real

A renda disponível para o consumo no Brasil caiu menos no ano passado do que o sugerido pela brutal queda de 10% na massa salarial real das seis principais regiões metropolitanas no último trimestre de 2015 em relação a igual período de 2014, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre encerrado em outubro, a massa de rendimentos ampliada caiu 2,7% no país, já descontada a inflação, na comparação com igual período de 2014.

Menos do que a diferença do período de comparação, a queda mais contida na massa ampliada é explicada pelo emprego público, pela renda agrícola e pelos benefícios previdenciários e assistenciais pagos, que influenciam mais a renda do interior do que dos grandes centros urbanos.

Para o mesmo período em que a massa ampliada no país todo caiu 2,7%, a soma dos rendimentos nas seis regiões metropolitanas diminuiu 7,3%. Nessas regiões, de modo geral, o peso do setor privado, da indústria e do emprego formal é maior.

Entre agosto e outubro de 2014 e 2015, a massa salarial no país recuou 1,2%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), enquanto a soma de benefícios previdenciários cresceu 0,3% e os pagamentos de seguro-desemprego e abono salarial caíram, fortemente afetados pela alteração no calendário de pagamento desse último.

Uma parcela expressiva da massa ampliada de rendimentos vai começar 2016 reforçada pelo aumento de 11,7% no salário mínimo, que influencia os benefícios previdenciários e o seguro-desemprego, além do salário de muitos servidores públicos do interior (pequenas prefeituras e Estados mais pobres) e mesmo de empregados do setor privado. Fora isso, contudo, a dinâmica do mercado de trabalho será bastante negativa para o consumo, observa Thaís Marzola Zara, economista-chefe da Rosenberg Associados.

Sazonalmente, o primeiro trimestre é um período de demissões e de aumento da inflação, duas situações que vão se combinar para reduzir a renda real disponível para consumo. “O mercado de trabalho continuará piorando”, diz Thaís. “E o aumento da renda do salário mínimo será concentrada em bens bem específicos, como supermercados. Sobrará pouco para outros bens”, acrescenta.

Além de novas demissões, a renda também será afetada pela parcela crescente de desempregados sem renda. Muitos trabalhadores demitidos em 2015 ainda tiveram renda mensal decorrente do seguro-desemprego ou mesmo de verbas indenizatórias. Esse “colchão” vai acabar ao longo dos primeiros meses de 2016. Outros serão demitidos e terão o seguro, mas os dispensados no ano passado tendem a ficar sem renda, observa Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria.

“Haverá uma piora de renda e ocupação em 2016. Por isso projetamos mais uma queda no consumo das famílias, de 2,6% em 2016, depois de uma retração estimada em 4% no ano passado”, informa o economista.

Como consequência da piora do mercado de trabalho e do encolhimento da renda disponível (apesar do aumento do mínimo), a Rosenberg espera um aumento da inadimplência, o que também reforçará a contenção do crédito e do consumo. A Rosenberg olha especialmente a inadimplência do crédito com recursos livres e faz um ajuste sazonal, considerando a série antiga e a atual do Banco Central. Nesse acompanhamento, a consultoria avalia que “o aumento da inadimplência acima de 90 dias já começa a aparecer, em linha com a deterioração do mercado de trabalho”.

Thais explica que, sazonalmente, a inadimplência sobe no início do ano, mas a conjuntura de 2016 tende a piorar ainda mais esse indicador, embora ao longo de 2015 o atraso dos pagamentos tenha crescido menos do que o forte aumento do desemprego poderia sugerir.

A economista lembra que, nos últimos anos, os bancos mudaram muito o padrão de concessão de crédito e passaram a ser muito mais seletivos. Além disso, como o desemprego piorou também porque mais pessoas passaram a procurar emprego (e não apenas por demissões), sua influência sobre o atraso de prestações pode ter sido postergado.

Valor Econômico – 29/01/2016

 

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Em 2015, taxa de desemprego chega a 6,8% e mais 500 mil ficam sem trabalho

O total de desempregados nas seis principais regiões metropolitanas do país cresceu 42,5% no ano passado, somando 1,7 milhão de pessoas. O número expressivo, que explica em parte o avanço de dois pontos percentuais na taxa média de desemprego – de 4,8% para 6,8% -, é um dos reflexos mais visíveis da deterioração que atingiu o mercado de trabalho em 2015, ao lado da primeira queda registrada pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) para a massa de rendimentos, de 5,3%, e a retração mais intensa da série da renda média real, de 3,7% em relação a 2014.

Os sinais desse desgaste, contudo, vão além dos principais indicadores. O volume de chefes de família cresceu 54,8% entre os desempregados, 500 mil pessoas. A participação das vagas com carteira assinada no total da ocupação caiu quase um ponto percentual, para 54,5%. Do outro lado, o emprego por conta própria avançou de 18,7% para 19,4% entre um ano e outro e atingiu 20% em dezembro – nível registrado pela última vez em novembro de 2004.

Para o professor da Universidade de Brasília Carlos Alberto Ramos, esse aumento é uma das principais expressões da precarização da composição do emprego no ano passado. O rendimento médio real do trabalho por conta própria, destaca, foi o que mais recuou (4,1%) em relação a 2014, contra 3,3% entre os trabalhadores formais. “Isso mostra como o emprego por conta própria, nesse caso, é ‘estratégia de sobrevivência’ mesmo”, afirma.

O avanço do desemprego entre os chefes de família, que passaram a responder por quase um terço do total, é, para Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, uma das mudanças mais surpreendentes mostradas pela PME entre 2014 e 2015. A dinâmica, ele afirma, pode estar relacionada ao ritmo forte de demissões na indústria e na construção civil, que tradicionalmente empregam os arrimos de família.

No ano passado, eles perderam, respectivamente, 5,5% e 3,6% do total de empregos, o ajuste mais forte entre os setores. “Em 2016, a gente deve ver uma participação maior dos filhos e dos cônjuges, com o aumento do desemprego no setor de serviços e da procura por trabalho”, diz Menezes.

Essa é também a avaliação de Rodolfo Margato, do Santander. O ritmo mais acentuado de desgaste dos serviços nos últimos meses do ano passado, afirma, deve dar o tom do comportamento desse segmento neste ano. “À medida que a recessão vai se aprofundando, devemos ver um impacto maior em ramos menos sensíveis à renda, como o de transportes”. Em 2015, os serviços reduziram a ocupação em 1%, em média. O emprego doméstico foi o único entre os setores a absorver mão de obra, com alta de 1,5% no total.

Para Margato, a surpresa positiva observada em dezembro, quando a taxa de desemprego caiu de 7,5% em novembro para 6,9% – ante projeção de 7,3% – não muda a tendência de piora dos indicadores de mercado de trabalho esperada para este ano. Parte da frustração da estimativa, ele pondera, veio de uma procura menor por trabalho, refletida na queda de 0,3% da população economicamente ativa (PEA) em relação a novembro.

Esse movimento, por sua vez, poderia ser uma consequência da própria recessão, supõe o economista, diante da dificuldade crescente que os trabalhadores têm enfrentado para conseguir uma vaga. A hipótese do desalento é endossada pelo aumento de 8,7% no ano passado no grupo dos inativos que gostariam e estavam disponíveis para trabalhar.

De qualquer forma, diz Margato, a expectativa é que a PEA cresça com maior vigor neste ano, impulsionada por nova queda nos rendimentos – que cria a necessidade de que mais integrantes da família contribuam com o orçamento doméstico. Ao lado da continuidade do ajuste do lado da ocupação, o volume maior de pessoas em busca de uma vaga pressionará ainda mais a taxa de desemprego, que deve atingir média de 10% em 2016. A estimativa do Santander é semelhante às divulgadas pela MCM Consultores e pelo Bradesco – 10,1% e 10,2%, respectivamente.

A técnica da coordenação de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e responsável pela PME, Adriana Beringuy, ressalta que a PEA já deu contribuição para o aumento do desemprego no ano passado. Em 2015, ela avançou 0,6%, contra queda de 0,7% no ano anterior.

Salvador foi a capital onde o desemprego médio mais cresceu no ano passado, 2,7 pontos, chegando a 11,8%. No Recife, a taxa avançou 2,4 pontos, passando de 6,5% para 8,9%. Em São Paulo, saltou de 5% para 7%; em Belo Horizonte, de 3,7% para 5,6%; em Porto Alegre, de 3,8% para 5,6%; e no Rio de Janeiro, de 3,5% para 5,2%.

A PME será descontinuada em março, com a divulgação dos dados de fevereiro. Em seu lugar, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua passará a ser o indicador oficial.

Valor Econômico – 29/01/2016

Redação On janeiro - 29 - 2016
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