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Tera-feira, 26 de Setembro de 2017






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Produção anual da Anglo em Minas fica aquém da estimada

No ano passado foram extraídas 9,2 mi/t

Leonardo Francia

A Anglo American produziu 9,2 milhões de toneladas de minério de ferro a partir de seu complexo minerário Minas-Rio, localizado entre Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas (Médio Espinhaço). O volume produzido em 2015 é bem menor que a projeção inicial da mineradora para o exercício, que previa entre 11 milhões de toneladas e 14 milhões de toneladas.

Em relatório de produção divulgado ao mercado, a Anglo afirma que cada estrutura do empreendimento foi testada em sua capacidade total, mas que a produção menor do que a prevista se deve à variabilidade do minério e à seca relacionada com problemas de disponibilidade de água durante 2015.

A empresa também informou anteriormente que o sistema deveria alcançar o ritmo de 80% da produção total até o fim de 2015. Porém, considerando a produção do exercício, de 9,2 milhões de toneladas, o volume não chegou nem a 35% das 26,5 milhões de toneladas anuais de capacidade do projeto.

Além disso, a Anglo chegou a divulgar que o volume produzido do insumo siderúrgico neste ano deveria ficar entre 24 milhões de toneladas e 26 milhões de toneladas. Mas, no relatório de divulgação da produção, a empresa afirma que “a estratégia de produção para o Minas-Rio está sendo revisada para garantir custos operacionais mais baixos”.

A mineradora também confirmou anteriormente que iria investir US$ 800 milhões no Minas-Rio entre 2015 e 2016, porém não confirmou os números no relatório. Os recursos seriam direcionados para compra de equipamentos, para o processo de ramp up (aumento gradual da produção) e para a finalização de algumas obras, especialmente do quebra-mar no terminal portuário no litoral fluminense.

Com início de operações programado inicialmente para 2009, o Minas-Rio entrou em atividade apenas em outubro de 2014, quando foram realizados os primeiros embarques de minério para a China, na ocasião. A previsão da Anglo era de que a fase de ramp up do projeto duraria aproximadamente 20 meses a partir daquela data. A etapa continua em andamento.

Sistema – O sistema Minas-Rio foi adquirido pela Anglo da MMX Mineração e Metálicos, que chegou a fazer parte do império de empresas do empresário Eike Batista, em 2007, por US$ 1,1 bilhão. Inicialmente, a negociação envolveu 49% do projeto, que compreendia na época apenas a mina e a planta de beneficiamento. Depois, em agosto de 2008, a Anglo comprou por US$ 5,5 bilhões o restante do empreendimento, 49% do terminal portuário e 70% de um ativo minerário em Amapá.

Além das minas e do terminal portuário, o empreendimento conta com um mineroduto de 529 quilômetros de extensão, o maior do planeta. O duto atravessa 33 municípios entre o complexo minerário em Conceição do Mato Dentro e o Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), onde a mineradora tem participação em sociedade com a Prumo Logística.

O investimento total no projeto (US$ 8,4 bilhões) ultrapassou em 180% a estimativa inicial da Anglo de US$ de 3 bilhões para colocar o sistema em operação. Isso porque a construção do empreendimento enfrentou uma série de problemas, a maior parte ligada ao acesso às terras e ao licenciamento ambiental e a mineradora revisou várias vezes o orçamento.

Se o valor total da negociação (US$ 6,6 bilhões) for adicionado aos US$ 8,4 bilhões que o projeto demandou para entrar em operação, o gasto no empreendimento chega a algo próximo de US$ 15 bilhões, investimento muito mais alto que o previsto quando a Anglo começou a apostar no projeto.

Fonte: Diário do Comércio

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Posco tem primeiro prejuízo anual da história em meio à desaceleração da China

A siderúrgica sul-coreana Posco registrou seu primeiro prejuízo anual da história, prejudicada pela desaceleração da economia da China, por baixas contábeis em investimentos e pela fraqueza da moeda da Coreia do Sul, o won, que provocou aumento na dívida externa da companhia.

A quinta maior siderúrgica do mundo em produção afirmou que teve prejuízo líquido de 96,2 bilhões de wons (US$ 80 milhões) em 2015, comparado ao lucro de 557 bilhões de wons obtido no ano anterior. O resultado negativo, o primeiro desde a criação da empresa, em 1968, destaca as dificuldades que o setor de aço global enfrenta diante da demanda fraca e do excesso de capacidade.

Assim como outras siderúrgicas globais, a Posco tem sido afetada pela redução da atividade do setor de construção e pela demanda fraca na China, um dos maiores consumidores e produtores de aço do mundo.

O lucro operacional da Posco caiu 25%, para 2,41 trilhões de wons no ano passado, de 3,21 trilhões de wons em 2014. A receita diminuiu 11%, para 58,19 trilhões de wons, de 65,01 trilhões de wons.

A Posco prevê que seus embarques globais de aço subirão 1% neste ano, para 35,3 milhões de toneladas, com aumento de 0,9% na receita, para 58,7 trilhões de wons. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: Isto É

Redação On janeiro - 29 - 2016
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