Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 25 de Novembro de 2017






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Dilma pode condicionar crédito a emprego

O governo estuda exigir a geração de novos empregos como contrapartida às novas linhas de crédito destinadas a assegurar capital de giro às micro e pequenas empresas. As linhas de crédito devem somar R$ 50 bilhões e a forma como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atuará ainda está sendo delineada. As medidas podem ser anunciadas amanhã na reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão.

Além de linhas voltadas às pequenas e médias empresas, à infraestrutura e às exportações, o BNDES também poderá oferecer linhas de financiamento de bens de capital. O governo ainda discute se liberará o uso da multa do FGTS como garantia ao crédito consignado.

Ontem Dilma conduziu uma ampla reunião preparatória da retomada do Conselhão, da qual participaram oito ministros ­ inclusive Nelson Barbosa, da Fazenda, Alexandre Tombini, do Banco Central, e Jaques Wagner, da Casa Civil ­, além do ex­presidente do PCdoB Renato Rabelo, que assumirá a Secretaria Executiva do colegiado. Rabelo é um dos aliados mais próximos a Dilma e fiéis ao governo.

O grupo ainda está dividido quanto ao efetivo anúncio das medidas, que buscam impulsionar o crescimento econômico e dar ânimo aos investidores. Como não existe nenhuma medida de fôlego em gestação, há dúvidas se vale a pena adiantar as novas ações, ou apenas divulgar novas diretrizes econômicas. “O Conselhão é espaço de diálogo, não de anúncios”, diz um ministro. A contrapartida da criação de novas vagas de trabalho decorre do temor do governo de que o índice de desemprego alcance os dois dígitos até o fim do semestre, com o agravamento da recessão. O modelo em estudo por Nelson Barbosa contempla a oferta de crédito para empresas de médio porte junto ao BNDES, com juros corrigidos pela TJLP, de 7,5% ao ano, mais o acréscimo de uma taxa que pode ser de 1,5%, se a beneficiária comprovar a abertura de novas vagas. Se não houver geração de empregos, a taxa pode subir para 3% ao ano.

Esta proposta já foi apresentada a Dilma e aos ministros do núcleo político, mas o martelo ainda não foi batido. No início do mês, em um café da manhã com jornalistas, Dilma admitiu que o governo estudava ampliar o crédito para este segmento. “Nós achamos, inclusive, que o BNDES tem de fazer uma linha de capital de giro para aquelas empresas que são as mais frágeis, as médias, as pequenas, as micro”, afirmou. Há 10 milhões de micro e pequenas empresas cadastradas no Simples Nacional, que respondem por 27% do Produto Interno Bruto (PIB).

O receio de que o índice de desemprego alcance 12%, como preveem alguns economistas, atemoriza o Planalto, com a perspectiva de que agrave ainda mais a baixa popularidade de Dilma. Em novembro, a taxa de desemprego foi de 7,5%, inferior à de outubro ­ de 7,9% ­, mas superior ao registrado em novembro de 2014, que foi de 4,8%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se a crise não refluir, economistas afirmam que o índice pode atingir os dois dígitos.

O governo não vai anunciar um “pacote” de medidas econômicas na reunião do Conselhão, avisam auxiliares presidenciais. Dilma e o ministro Jaques Wagner mostraram sintonia ao afirmarem que o governo não vai tirar “coelho da cartola”.

Mas além dos empréstimos para pequenas e médias empresas, haverá ainda medidas de fomento à exportação, ao agronegócio e incremento do crédito para o setor habitacional. Também se reuniram ontem com Dilma os ministros Armando Monteiro Neto (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Valdir Simão (Planejamento), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Aloizio Mercadante (Educação) e Kátia Abreu (Agricultura). Wagner, Barbosa, Monteiro Neto e Dilma vão discursar na abertura da reunião do Conselho. Serão realizadas quatro reuniões neste ano e a próxima será em maio.

Valor Econômico – 27/01/2016

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Prévia da inflação mostra certo alívio

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que no que diz respeito a janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) – uma prévia da inflação do mês – desacelerou ante dezembro.

Neste mês, o indicador teve variação de 0,92% em janeiro, 0,26 ponto percentual abaixo da taxa do mês anterior. Porém, em relação aos meses de janeiro, esse foi o índice mais elevado desde 2003.

No acumulado dos últimos 12 meses, o índice foi para 10,74%, próximo aos 10,71% registrados em 2015. Em janeiro de 2015 a taxa havia sido 0,89%.

Mesmo desacelerando em relação ao mês anterior, o mais elevado resultado entre os grupos ficou com Alimentação e Bebidas (1,67%).

DCI – 27/01/2016

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Consumidores esperam inflação a 11,3% nos próximos 12 meses, diz FGV

A inflação esperada pelos consumidores brasileiros nos próximos 12 meses ficou em 11,3% neste mês, o maior patamar já registrado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) desde 2005, quando inicia a série da pesquisa.

Depois de sentirem no bolso um aumento de preços de dois dígitos no ano passado, as famílias começaram 2016 com o orçamento comprimido pelos reajustes em tarifas de ônibus, o que contribuiu para o maior pessimismo.

Os consumidores também estão de olho na opinião de economistas, que acham que o IPCA ficará novamente acima do teto da meta do governo (6,5%) em 2016. “É muito difícil saber como a população em geral recebe as notícias. Mas o fato é que a expectativa de inflação está aumentando. O consumidor começa a perder renda, e os preços em seu dia a dia estão subindo. Isso piora a perspectiva”, disse o economista da FGV Pedro Costa Ferreira.

O maior problema é que, diante de uma expectativa de inflação nessa magnitude, os trabalhadores devem pressionar por reajustes salariais que ao menos reponham essa perda no poder de compra. Uma preocupação adicional para o Banco Central (BC), que tenta reduzir o passo do aumento de preços.

“Isso gera mais inflação, realimentando os resultados”, disse Costa Ferreira. Um ajuste pelo mercado de trabalho, com mais desemprego e queda real nos rendimentos (ou seja, reajustes nominais abaixo da inflação), tem sido defendido por especialistas para aliviar a pressão sobre os preços.

As famílias de baixa renda são as mais assustadas com o ritmo da inflação – também são elas as mais afetadas pelos reajustes em preços administrados, uma vez que o peso deles em seu orçamento é maior. Entre as famílias com ganhos mensais de até R$ 2,1 mil, a expectativa para os aumentos de preços saltou de 11,6% em dezembro para 12,2% em janeiro.

A piora na percepção sobre a inflação, porém, ocorreu em todas as faixas de renda, inclusive na visão de quem ganha mais. Ao todo, 61,5% dos consumidores preveem uma inflação acima de dois dígitos nos 12 meses a partir de janeiro – sendo um terço deste contingente apostando em taxas acima de 12%.

De acordo com a FGV, apenas 3% acreditam em uma inflação que se restrinja à meta perseguida pelo governo, cujo teto é 6,5% ao ano.

O Indicador de Expectativas Inflacionárias dos Consumidores é obtido com base na Sondagem do Consumidor da FGV, que coleta mensalmente informações de mais de 2,1 mil brasileiros em sete das principais capitais do País. Cerca de 75% destes entrevistados respondem aos quesitos relacionados às expectativas de inflação.

Índice Semanal

Prévia do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), calculado também FGV mostrou que a pressão inflacionária continua no País. De acordo com a pesquisa da fundação, em todas as sete capitais pesquisadas na terceira quadrissemana de janeiro em relação à segunda leitura do mês, o indicador acelerou.

Em Salvador, o avanço do IPC-S foi o maior: de 1,37% para 1,78%. Em seguida vem Belo Horizonte (de 1,22% para 1,55%) e Rio de Janeiro (de 1,77% para 2,03%). Brasília, o índice passou de 1,07% para 1,30%, São Paulo foi de 1,18% para 1,41%, Recife, de 1,05% para 1,24% , e Porto Alegre, de 1,19% para 1,31%.

No geral, a inflação medida pelo IPC-S acelerou para 1,55% na terceira prévia de janeiro, 0,25 ponto percentual acima do registrado na segunda leitura do mês, quando o indicador apresentou alta de 1,30%.

Das oito classes de despesas analisadas, seis apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (de 3,06% para 4,02%), Alimentação (de 2,19% para 2,44%), Transportes (de 1,14% para 1,50%), Habitação (de 0,68% para 0,85%), Comunicação (de 0,50% para 0,71%) e Despesas Diversas (de 1,02% para 1,34%).

E pela segunda quadrissemana consecutiva, o grupo Educação, Leitura e Recreação, que avançou de 3,06% na segunda leitura de janeiro para 4,02% na terceira medição do mês, foi o que mais contribuiu para a aceleração do índice da FGV.

DCI – 27/01/2016

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Para economistas, problema é de demanda

Economistas do setor privado têm dúvidas do alcance do incremento de recursos para o crédito como mola para reverter a recessão econômica. Fontes do governo garantem, no entanto, que há setores que querem os recursos para investir e dar fôlego aos caixas das empresas neste momento de crise econômica.

“O problema não é de oferta; é de demanda”, resumiu Cláudio Frischtak, presidente da consultoria Inter B. “As pessoas não querem tomar crédito neste momento, diante das incertezas da economia. Pelo contrário, querem redução das dívidas”, completou.

O pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, Régis Bonelli, tem a mesma opinião de que famílias e empresas não querem se endividar neste momento, mas acredita que a disponibilidade maior para os exportadores pode surtir efeito, porque o real desvalorizado frente ao dólar está empurrando a produção brasileira para o exterior neste momento em que há retração doméstica. O economista, porém, afirma que é preciso calibrar a linha para as empresas que têm mais dificuldade de acesso aos financiamentos.

Mais concessões. O governo deveria apostar numa força-tarefa, segundo Bonelli, para deslanchar de vez as concessões, com a ampliação do financiamento à infraestrutura. Ele sugeriu a criação de um órgão supraministerial que tivesse autoridade e competência para passar por cima de ideologias e fazer um programa expressivo.

Para Frischtak, o movimento da equipe econômica de aproveitar a retomado do Conselhão para anunciar as novas medidas faz lembrar a gestão da presidente Dilma entre 2012 e 2014, quando anunciou uma série de pacotes para reanimar a economia. “É muito mais uma resposta de caráter político às pressões da base do governo para ampliar o crédito, inclusive as do ex-presidente Lula”, afirmou.

O economista diz que o risco dessa atitude é complicar ainda mais a situação fiscal brasileira. “Nossa emergência fiscal é a mãe de todas as crises”, disse.

Executivos dos bancos oficiais dizem, sob condição de anonimato, que há espaço para aumentar os financiamentos em alguns setores. Para eles, é preciso direcionar esses recursos para setores que estão tendo dificuldades de tomar empréstimos. O desafio, porém, é deixar as operações vantajosas aos clientes sem aumentar o custo da contrapartida dos subsídios para o Tesouro Nacional.

O Estado de S.Paulo – 27/01/2016

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Com nova bandeira vermelha, conta de luz cai 1,9%

A bandeira vermelha, sobretaxa cobrada nas contas de luz, terá nova regra a partir de fevereiro. Em vez de um custo extra de R$ 4,50 a cada cem quilowatts- hora consumidos, a cobrança agora será de R$ 3. Na prática, a redução de preços será em torno de 1,9% nas contas de luz no Rio. – BRASÍLIA E RIO- O custo da bandeira tarifária cairá em fevereiro nas contas de luz de todo o país, de R$ 4,50 para R$ 3 a cada cem quilowatts- hora ( kWh) consumidos. Diante da melhora no cenário de chuvas, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica ( Aneel) definiu ontem novas regras para a cobrança das bandeiras nas contas de luz. Agora, abandeira vermelha, que indica um maior uso das termelétricas, será dividida em dois níveis. O patamar 1 terá custode R$3, eserá nesse nível que as contas de luz serão enquadradas no próximo mês. O patamar 2 da bandeira vermelha continua com cobrança de R$ 4,50.

Desde janeiro do ano passado, os consumidores de todo o país pagam a sobretaxada bandeira vermelha. Com anova regra, a redução na contado consumidor carioca será de cerca de 1,9%. Simulação feita pela Light a pedido do GLOBO mostra que, em uma residência com consumo de 200 kWh — média dos gastos na área da concessionária —, o valor final da conta vai ficar R$ 3 menor, dos atuais R$ 157,05 para R$ 154,05.

O consumo de 200 kWh por mês é típico de um domicílio com eletrodomésticos básicos, como ar- condicionado, TV, máquina de lavar e aspirador de pó, entre outros itens.

Além da criação de um novo nível de cobrança na bandeira vermelha, a Aneel também decidiu reduzir o custo da bandeira amarela, de R$ 2,50 para R$ 1,50 a cada cem kWh consumidos. A simulação feita pela concessionária, que atende a 31 municípios do Rio, mostra ainda que, se a bandeira amarela entrasse em vigor, a conta cairia para R$ 151,05 — redução de 3,8% em relação ao preço atual. Já no caso da bandeira verde, quando não há cobrança extra, a conta seria de R$ 148,05, queda de 5,7%.

O diretor- geral da agência, Romeu Rufino, disse, porém, que as contas só deverão sair da bandeira vermelha a partir de abril, no fim do período das chuvas, quando houver mais certeza quanto à situação dos reservatórios ao longo de todo o ano.

MELHORA NOS RESERVATÓRIOS
Segundo André Pepitone, diretor que relatou a discussão sobre a mudança nas bandeiras tarifárias, a melhora nos reservatórios foi a principal razão para a Aneel adotar o preço de R$ 3 no novo nível da bandeira vermelha. Antes, quando teve início a audiência pública sobre o tema, a previsão era reduzir o custo de R$ 4,50 para R$ 4. De acordo com Pepitone, antes a previsão era de que os reservatórios teriam, em média, 91% de sua capacidade este ano. Agora, a projeção foi atualizada para 92,67%.

— O principal e mais sensível motivo da mudança de R$ 4 para R$ 3 foi o GSF ( previsão do nível de água nos reservatórios das hidrelétricas). O valor da bandeira é muito sensível a isso — disse Pepitone.

O Globo – 27/01/2016

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Barbosa vai propor pacto pelo desenvolvimento

Na volta das atividades do Congresso Nacional, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, vai propor um ” pacto pelo desenvolvimento’ aos partidos da base aliada do governo, segundo informou ontem o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). O acordo será discutido na terça-feira em reunião no Palácio do Planalto entre os líderes partidários, Barbosa, Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo).

O governo entende que um plano para reativar a economia do país tem que ser debatido apesar de duas grandes disputas em andamento no Congresso: o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff e o pedido de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Ainda de acordo com o petista, Barbosa deve anunciar medidas de estímulo econômico esta semana durante a reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, que deve ser reativado amanhã (ver matéria nesta página). Guimarães afirmou que a expectativa é de um pacote no “sentido de retomada do crescimento, retomar com responsabilidade; ousar com responsabilidade”.

O líder governista ressaltou que já há sinais de mudança na agenda do chefe da Fazenda, como o reajuste do salário mínimo para 2016 acima da inflação.

“Eu quero virar a página do ajuste [fiscal]. A palavra de ordem é desenvolvimento”, observou Guimarães, defendendo medidas de estímulo ao crédito, retomada das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e o lançamento da terceira fase do Minha Casa, Minha Vida para dinamizar o mercado de construção civil.

Sobre mudanças nas regras da Previdência, como a fixação de uma idade mínima para a aposentadoria, Guimarães e o presidente do PT, Rui Falcão, defenderam que qualquer alteração seja necessariamente acordada no âmbito do grupo de trabalho composto pelo governo e entidades sindicais. O partido não pretende tomar posição oficial sobre o tema, ainda que vários de seus integrantes se mostrem contrários à idade mínima. “Acreditamos que qualquer solução só pode vir no âmbito da comissão”, disse Falcão.

Ainda no campo econômico, o líder do governo na Câmara estabeleceu algumas prioridades para as atividades do Congresso Nacional: votar medidas provisórias do ajuste fiscal – que Cunha prever analisar na próxima semana -, a CPMF e a proposta de Desvinculação de Receitas da União (DRU), além de tentar enterrar o processo de impeachment de Dilma.

Guimarães indicou que o Palácio do Planalto calcula ter votos suficientes para barrar o processo de impedimento da presidente. Ele espera que até o dia 25 de fevereiro todos os partidos na Casa já terão escolhido os novos líderes e, assim, indicarão os membros para a comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment.

“Temos pressa. Nós nos preparamos. Temos que vencer essa pauta. O quanto antes possível”, afirmou Guimarães. Questionado se o governo tem os votos necessários para impedir o impeachment, ele respondeu: “É claro. Se estou dizendo para você que o governo quer vencer essa pauta”. Para o petista, ainda é possível aprovar as contas da presidente Dilma de 2014 no primeiro semestre na Câmara.

O líder também contestou a decisão Cunha em suspender as atividades das comissões da Casa em função da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o rito do processo de impeachment, que o pemedebista pretende contestar.

“Não é rito para tudo para funcionar aqui. Não deveria ser rito para comissões especiais nem permanentes. O Supremo não orientou a Câmara ficar parada. Isso foi uma decisão do presidente”, argumentou o petista. Cunha rebateu dizendo que as comissões, historicamente, demoram um mês para serem instaladas. O pemedebista espera que o STF responda os embargos até dia 19.

Guimarães negou ainda atritos entre o Palácio do Planalto e o ministro da Saúde, Marcelo Castro. E Cunha disse que a crise não pode ser transferida ao ministro.

Valor Econômico – 27/01/2016

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Empresário define o ‘tripé’ da agenda do Conselhão

Sonia Racy – 27/01/2016

Veterano integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Jorge Gerdau se prepara escolhendo temas prioritários a serem levados amanhã ao encontro do Conselhão de Brasília.
A seu ver, esses temas são três: vencer a batalha do ajuste fiscal, acelerar as concessões públicas e maximizar as possibilidades de exportações. “Temos que sair do impasse em que vivemos”, disse o empresário à coluna.
A decisão de Dilma de reativar o Conselhão, depois de um ano e meio parado, pode trazer um alento à iniciativa privada. Ou não…

O ministro, a ministra e o imposto sobre exportação
A quem reparou ontem que Armando Monteiro sequer cumprimentou Kátia Abreu na reunião matinal com Dilma para discutir o Conselhão, vai aqui a explicação.
Em encontro anterior, os dois ministros arrumaram briga feia na frente da presidente a respeito da ideia de tributar as exportações de grãos, defendida por Monteiro. “Você quer que o Brasil se transforme na Argentina?”, perguntou, em voz alta, a ministra.
Pelo jeito, ele não gostou.

O Uber é pop
Consulta pública sobre o Uber nas ruas de São Paulo termina hoje e já bateu recorde de participação.
Segundo a Prefeitura, até ontem à tarde havia 5,5 mil contribuições – que, numa primeira olhada, são 90% positivas.

Por que Dirceu vai falar
Na decisão de José Dirceu de falar à Justiça – ele depõe na sexta-feira, em Curitiba, diante de Sérgio Moro – pesou o fato de ele e seu advogado, Roberto Podval, estarem convencidos de que o caso não está prejulgado.
“O fato será analisado pelo juiz a seu favor”, disse o advogado, mas ressaltando que não se trata de delação.

Dirceu 2
O PT vê o depoimento com tranquilidade, segundo um dirigente petista. Motivo? Dirceu não era governo no período que a Lava Jato investiga e, por isso, responderia por eventuais crimes na esfera privada.
Não se pode dizer o mesmo sobre a futura fala de Delcídio Amaral – que, além de ser líder do partido no Senado, anda magoado com o abandono dos companheiros.

Bicicleteiro
Marcus Aucélio, ex-integrante do Tesouro – foi braço direito de Arno Augustin – não vai mais para uma diretoria da Brasilcap.
Sua indicação não passou.

Mais um contra
A Vila Jataí e a Vila Beatriz entram na mobilização para modificar a Lei de Zoneamento paulistana.
Moradores desses bairros fizeram abaixo-assinado para barrar a verticalização das regiões – consequência de se tornarem Zona Mista, como prevê o projeto, que está na Câmara Municipal.

O Estado de S.Paulo – 27/01/2016

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Banco Central: a falta que a autonomia faz

Quanto mais o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, tenta explicar a decisão de mudar subitamente o rumo da política de juros no último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), menos convincente a história fica. Tombini alega que, ao participar de reunião na Basileia nos dias 9 e 10, foi informado da forte desaceleração da economia chinesa e da queda dos preços do petróleo. Ele teria constatado que os dois movimentos produziriam efeitos desinflacionários na economia mundial e que o certo seria, então, o Copom manter a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano, em vez de elevá-la, como vinha sendo sinalizado pelo próprio BC há alguns meses.

Daquele domingo até o primeiro dia da reunião do Comitê, passaram-se nove dias. Tombini, mesmo assustado com os prognósticos de seus colegas banqueiros centrais reunidos no Banco de Compensações Internacionais, resolveu avisar ao distinto público, apenas na véspera da decisão, que levaria o Copom a tomar uma decisão diferente daquela que vinha sendo antecipada em documentos e discursos oficiais.

No dia 14, o presidente do BC teria recebido do Fundo Monetário Internacional (FMI), cinco dias antes da divulgação oficial, as novas projeções para o crescimento do Brasil e do mundo em 2016 e 2017. Os números eram revisões para baixo do que o Fundo havia divulgado em setembro. Mais uma vez, o presidente do BC ficou atemorizado com o que viu.

Tombini usou, em 2011, enredo idêntico para mudar política

É curioso que Tombini não tenha se apavorado antes com as projeções do mercado divulgadas semanalmente pelo BC e que há tempos já previam queda de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, apenas 0,5 ponto percentual abaixo do que diz o FMI. “A ideia de que o FMI sabe mais do que nós sobre o estado da economia é extravagante”, disse, em entrevista à Cláudia Safatle, o ex-ministro Delfim Netto.

O que se sabe é que, um dia antes do encontro do Copom, quando anunciou seu espanto com as projeções do FMI, Tombini se reuniu com a presidente da República. Alguém tem dúvida sobre a opinião de Dilma Rousseff acerca do tema taxa de juros?

O que está em discussão não é a decisão da semana passada. Economistas de perfil ortodoxo defenderam publicamente a manutenção da taxa Selic em 14,25%. O que precisa ser debatido é a débil institucionalidade do Banco Central, que produz episódios como o da última reunião do Copom e é responsável em grande medida pela tragédia econômica vivida pelo Brasil neste e nos últimos cinco anos.

Há vários fatores concorrendo para o fato de o país conviver com os juros mais altos do planeta. Um deles é, sem dúvida, a ausência de independência formal da instituição. Apenas isso já responde por alguns pontos percentuais da taxa Selic – três, segundo estimativas de estudiosos do tema.

Quando era ministra do governo Lula, a presidente acreditou na tese de que os juros são altos no Brasil porque alguns diretores do BC são provenientes do mercado financeiro. Com sua influência crescente, ela conseguiu que esses diretores fossem substituídos por funcionários de carreira. Ao chegar ao Palácio do Planalto, fechou as portas do BC a nomes da academia ou do mercado e nomeou Tombini para comandá-lo.

A ascensão do atual presidente do BC foi facilitada por uma conversa que ele teve com Dilma durante a transição de governo em 2010. No colóquio, ela perguntou se seria possível chegar a 2014 com juro real de 2% ao ano. O futuro presidente do BC respondeu prontamente: “Sim”.

Economista de formação rigorosa, com doutorado pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e conhecimento profundo tanto de micro quanto de macroeconomia, Tombini foi o primeiro chefe do Departamento Econômicos (Depec), criado para amparar com estudos e estatísticas confiáveis o regime de metas para inflação, adotado em meados de 1999. Ele tem experiência e dispõe de conhecimento técnico para lidar com os temas mais complexos de uma autoridade monetária.

O que Tombini e seus colegas de diretoria não têm é independência para cumprir o mandato constitucional do BC – zelar pelo poder de compra da moeda, reduzindo a inflação para a meta (4,5%). Como funcionários públicos, eles são constrangidos publicamente e perseguidos politicamente, como ocorreu recentemente com o próprio Tombini. Na mesma situação, diretores vindos de fora podem pedir as contas e ir embora – hoje, apenas um diretor (Tony Volpon, da área internacional) é oriundo do mercado.

Em agosto de 2011, Tombini fez alegações parecidas com a de agora para embarcar numa aventura que está custando muito caro ao país. O enredo é muito parecido: depois de participar de uma “terrível” reunião na Basileia, ele teria ido à presidente Dilma para informá-la de que a Europa mergulharia novamente numa recessão e que isso teria efeitos desinflacionários em todo o mundo; diante desse quadro, seria possível reduzir drasticamente a taxa de juros.

Na ocasião, o BC vinha comunicando que, graças a pressões inflacionárias e especialmente à deterioração das expectativas, os juros continuariam subindo. Sem emitir qualquer sinal ao mercado (leia-se: à sociedade), Tombini e seus diretores reduziram a taxa Selic no fim de agosto, iniciando um processo que a levou para 7,25% ao ano em 2012. Aquela decisão foi o marco inicial do que ficou conhecido como Nova Matriz Econômica, um conjunto de medidas que destruiu o bem-sucedido arcabouço macroeconômico adotado pelo país em 1999.

Na gestão Tombini, a média inflacionária anual aumentou para 7,07%, acima do teto permitido (6,5%); as expectativas de inflação, desde 2011, estiveram sempre acima da meta; a volatilidade da taxa de juros é a maior da história do regime; a comunicação com o mercado é deficiente, o que dificulta ainda mais a gestão das expectativas etc.

O Brasil tem hoje o juro mais alto do mundo, uma das inflações mais elevadas e está em recessão há dois anos. Não tem o único benefício dos juros altos, que seria inflação baixa ou pelo menos em torno da meta. O juro alto, além de inibir a atividade econômica, provoca uma enorme despesa aos cofres públicos – nos 12 meses até novembro, chegou a R$ 496,9 bilhões (8,42% do PIB). A quem interessa, portanto, que o BC não tenha autonomia? O que a sociedade ganha com o atual modelo?

Cristiano Romero é editor-executivo e escreve às quartas-feiras

E-mail: cristiano.romero@valor.com.br

Valor Econômico – 27/01/2016

 

Redação On janeiro - 27 - 2016
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