Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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CPMF é “poupança necessária”

Sem medidas de ajuste fiscal para apresentar, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, voltou a defender a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Segundo ele, o imposto é “uma poupança necessária”. Em Davos, na Suíça, onde participou do primeiro dia do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), ele reconheceu que será um desafio para o governo convencer a população e as lideranças políticas a aprová-la.

“A CPMF é uma poupança necessária para atravessarmos esse período de maior instabilidade, enquanto atuamos nas outras áreas da política fiscal”, disse. Entre as medidas pretendidas estão, segundo ele, reformas estruturais para controlar o crescimento do gasto público, que, “para serem viáveis e possíveis, devem ser graduais”. “Hoje, no Brasil, a melhor alternativa é aprovar um aumento temporário da receita para que a economia se recupere mais rápido. Sem isso, vai levar mais tempo para se recuperar”, emendou Barbosa.

A expectativa do ministro é que a CPMF seja aprovada até maio, como o previsto no Orçamento deste ano, para que possa ter efeito fiscal a partir de setembro. Mesmo com essa receita adicional, de acordo com especialistas, o governo não conseguirá cumprir a meta de superavit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública), de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), neste ano.

O titular da Fazenda foi a Davos para se apresentar à elite financeira global. Teve encontros com executivos de empresas latino-americanas e de bancos internacionais e com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

Barbosa tentou minimizar as novas estimativas do Fundo Monetário Internacional sobre a economia global, divulgadas terça-feira, que previa encolhimento do Brasil de 3,5%. “O FMI faz revisões periódicas. Na anterior, tinha queda do PIB menor do que o mercado e o próprio governo esperavam, e que estava colocado no Orçamento. Agora, é bom lembrar que isso é uma projeção, e as nossas também indicam uma queda”, disse, lembrando que a retração prevista no Orçamento deste ano é 2%.

Instrumentos
Para o ministro, as estimativas do mercado são “pessimistas” e “incertas”. Ele garantiu a retomada da economia no segundo semestre de 2016. “Estamos no início do ano. Trabalhamos com projeções realistas e os modelos indicam queda na atividade em 2016, mas para 2017, ainda é incerto. Temos todos os instrumentos necessários para recuperar a economia mais rapidamente”, afirmou.

Uma das apostas do governo para a retomada do crescimento é o estímulo ao crédito para investimentos de longo prazo, em infraestrutura; para pequena e média empresa; e para capital de giro por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sem a equalização das taxas. “Vamos levar o cavalo à água e depois ver se ele vai beber. Estamos recuperando algumas linhas de crédito direcionado. O que a gente está fazendo nada mais é do que voltar a uma situação normal no Brasil pré-2008”, completou.

Fonte: Correio Braziliense

Fechamento de empresas é o maior em dez anos

Em linha com a alta das demissões e a retração forte da economia, o ano de 2015 contabilizou o maior número de fechamento de empresas em mais de uma década. De janeiro a outubro do ano passado (último dado disponível), 302,7 mil firmas deram baixa em seus registros nas juntas comerciais. Mesmo sem os dados do último trimestre, esse é o contingente mais alto da série publicada pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), com início em 2000.

O total de companhias que fechou as portas representou 77,9% do universo de 388,5 mil empresas abertas no mesmo período de 2015. Embora a quantidade de novas firmas ainda supere a de fechamentos, essa relação já foi bem mais favorável à expansão do empreendedorismo. Em 2010, por exemplo, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5%, 617,9 mil empresas foram criadas, quase o triplo das 215 mil extintas.

Os dados do ano passado também podem refletir a redução da burocracia exigida para encerrar as atividades de firmas. No começo de 2015, o governo lançou um sistema que permite ao empresário por fim em seu CNPJ em apenas um dia, sem apresentação de certidões negativas de débitos tributários, trabalhistas e previdenciários. As dívidas em aberto da empresa podem ser transferidas ao CPF dos sócios. Mesmo assim, economistas avaliam que o principal fator que explica o avanço da extinção de firmas é a retração da demanda, aliada a um forte aumento de custos.

Segundo levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC) com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o total de estabelecimentos com vínculos empregatícios diminuiu 12,4% nos 12 meses encerrados em novembro – também o pior resultado da última década – na comparação com o período anterior. A redução atingiu todos os ramos de atividade, com destaque para construção civil (-17,4%) e indústria de transformação (-16,7%).

A Brasolda Indústria e Comércio, de São Paulo, ainda não entrou nas estatísticas porque está acertando as contas com os funcionários, mas está inativa desde o fim de 2015. Os principais clientes da fábrica que produzia e comercializava máquinas para soldagem eram empreiteiras terceirizadas da Petrobras, conta Kazuo Okamoto, que fundou a empresa há 15 anos. Com a paralisia do setor petroquímico provocada pela Operação Lava-Jato, a demanda caiu bastante. No segmento de máquinas menores, que podem ser usadas para consertos em casa, a concorrência de produtos importados da China ainda é forte, afirma Okamoto.

“Já passei por muitas crises, mas nas outras eu sempre cresci. Essa de agora afetou mais segmentos”, diz o empresário. Como Okamoto não tinha acesso a capital de giro, ele avalia que fechar foi uma questão de sobrevivência. Neste ano, pretende continuar atuando no mesmo ramo, mas em uma firma menor, contando apenas com a ajuda de seus familiares. A Brasolda já chegou a empregar 25 pessoas, mas, antes de fechar, esse número havia recuado para cinco.

As pesquisas de emprego têm mostrado que o contingente de trabalhadores por conta própria cresceu, fenômeno que especialistas associam à menor oferta de postos com carteira assinada. Nos três meses encerrados em dezembro, o emprego por conta própria subiu 4,2% em relação a igual período de 2014 na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que abrange cerca de 3,5 mil cidades.

“Sem dúvida, está em marcha um processo de precarização do mercado de trabalho”, diz Fabio Bentes, economista da CNC. De qualquer forma, para ele, as estatísticas de fechamento de empresas refletem mais o efeito da crise do que a migração dos negócios para outras modalidades de menor porte, como o Micro Empreendedor Individual (MEI).

Também apurado pela CNC em parceria com a SMPE e o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o “Empresômetro” – indicador que contabiliza a criação de micro e pequenas empresas e também de MEIs – mostra que há 5,7 milhões de microempreendedores individuais ativos em todo o país, ou 35,2% do total de micro e pequenas empresas em atividade.

Bentes pondera que os números de extinção de firmas levantados com base no Caged não funcionam como termômetro para a situação de empresas familiares, mas são bastante abrangentes. “Somente no comércio, são 700 mil empresas declarantes”, diz, número que cai para 6 mil na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE. Como exemplo do quadro adverso generalizado, ele destaca que, no ano encerrado em novembro de 2015, a quantidade de empresas de serviços que declaram informações ao Caged diminuiu 10,7%. No comércio, a redução foi ainda maior, de 11,2%.

O ex-comerciante Luiz Caruso Jr. estava na região da praça João Mendes, no centro de São Paulo, há 45 anos, e fechou as portas em agosto de 2014. Além da falta de interesse dos dois filhos em gerenciar a loja de utilidades domésticas, Caruso afirma que o que mais pesou na decisão foi o acúmulo de dívidas. “Comecei a fazer financiamentos em bancos e vi que não ia dar mais para pagar. Preferi alugar o imóvel do que ficar com essa dor de cabeça”, diz Caruso, que hoje trabalha como corretor imobiliário.

Na micro e pequena indústria paulista, o percentual de empresários cujos negócios estão ameaçados pela crise segue em alta. De novembro para dezembro, a fatia de empresas que vê possibilidade de fechar nos próximos três meses subiu um ponto, para 31%. Essa parcela atinge 35% nas micro indústrias, que empregam até 9 funcionários.

Para Joseph Couri, presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi-SP), que encomenda a pesquisa, a falta de crédito e a alta dos custos de produção são os principais responsáveis pelo avanço do indicador. Segundo 56% dos empresários ouvidos, o capital de giro disponível é muito pouco ou suficiente. Ao mesmo tempo, a fatia de empresas que teve aumento de custos no mês anterior ficou em 54%.

“As empresas tiveram uma redução muito grande de suas receitas e ao mesmo tempo os custos subiram”, comenta Flávio Calife, economista da Boa Vista. Pelos dados da administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), os pedidos de recuperação judicial cresceram 51% em 2015 na comparação com o ano anterior, enquanto os pedidos de falência avançaram 16,4% em igual período.

Fonte: Valor

Estrangeiro retira US$ 2,3 bi de aplicações do país

Investidores internacionais retiraram US$ 2,3 bilhões de aplicações financeiras no Brasil (já descontadas todas as entradas de recursos) nas duas primeiras semanas do ano. Os dados do chamado fluxo cambial financeiro foram divulgados ontem pelo Banco Central.

Nos 15 primeiros dias do ano passado, a saída de recursos do mercado financeiro era de apenas US$ 304 milhões. No entanto, ao longo de janeiro de 2015, os aplicadores internacionais regressaram, e o mês fechou no azul em US$ 4,1 bilhões.

O pessimismo de investidores em relação ao Brasil não é a única influência no desempenho da entrada e saída de dólares. A cotação da moeda americana influencia o chamado fluxo de comércio exterior, ou seja, o dinheiro que circula por causa das operações comerciais com os outros países. Em janeiro do ano passado, o dólar estava na casa dos R$ 2,70. Hoje, está acima de R$ 4.

Com isso, os exportadores vendem mais. E a diferença entre as entradas e saídas de moeda em operações comerciais foi positiva em US$ 1,5 bilhão nas duas primeiras semanas. No mesmo período de 2015, o fluxo comercial era negativo em US$ 215 milhões.

Por causa desse saldo, o resultado total do fluxo cambial (financeiro e comercial) nos primeiros 15 dias ficou negativo em US$ 843 milhões. No mesmo período de 2015, o saldo estava no vermelho em US$ 1 bilhão.

Fonte: O Globo

Cresce a proporção de empresários com excesso de estoques

As vendas do Natal em 2015 não foram suficientes para equilibrar os estoques do comércio e, com isso, a proporção de empresários varejistas da Região Metropolitana de São Paulo com mercadorias em excesso subiu para 37,6% em janeiro, 7,7 pontos percentuais a mais que em janeiro do ano passado, disse ontem (20) a FecomercioSP.

O aumento ocorreu após os varejistas terem se decepcionado com o movimento do comércio na data comemorativa de fim de ano, que ficou abaixo do esperado. Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a expectativa era de que as tradicionais liquidações de início de ano encerrassem o ciclo de estoques, mas “tudo indica que isso não irá acontecer no curto prazo”.

Ainda de acordo com a entidade, os empresários têm reduzido seus pedidos a fornecedores e, dessa forma, o mix de produtos de segmentos como supermercados, vestuário, tecidos e calçados tem sido “bastante controlado”, a fim de garantir maior giro e menor custo desses estoques.

Situação

Além disso, subiu a proporção de empresários que afirmam que os estoques estão abaixo do que consideram “adequado”, de 16,3% em janeiro de 2015 para 16,9% neste mês. Com isso, o índice da FecomercioSP que mete o nível de adequação (para mais ou para menos) caiu de 107,4 em janeiro de 2015 para 90,8 neste mês, o menor nível da série histórica, iniciada em junho de 2011. O índice varia de 0 (inadequação total) a 200 pontos (adequação total).

O faturamento do comércio brasileiro com o Natal de 2015 caiu 14 7% em relação a 2014, para R$ 50,551 bilhões, segundo levantamento da FecomercioSP feito em parceria com a Boa Vista SCPC.

O cálculo do volume de vendas para esta data é baseado em uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista. Para este Natal, foram consideradas as consultas realizadas no período de 18 a 24 de dezembro de 2015, na comparação anual.

Fonte: DCI

Crise econômica abre espaço para o empreendedorismo de impacto social

A crise econômica abre espaço para o empreendedorismo de impacto social no Brasil, mercado que, normalmente, já possui uma série de oportunidades de negócios, tendo em vista os gargalos dos nossos serviços públicos.

Apesar de ser uma atividade econômica recente no País, o número de investidores interessados nesse segmento tem crescido. Renan Costa Rego, coordenador de busca e seleção da ONG Artemisia – que atua no fomento de negócios sociais – diz que, até 2012, havia somente quatro fundos de investimentos no Brasil com foco na área social, montante que saltou para 28, atualmente.

Ele esclarece ainda que os negócios de impacto social têm o objetivo de desenvolver soluções para a população de baixa renda, sem abrir mão da rentabilidade.

“O foco desse segmento é diferente da responsabilidade social de uma grande empresa, por exemplo. Nesse caso, quando há uma crise, os projetos sociais são os primeiros a ser cortados. Estão à margem da estratégia central da companhia”, explica.

Um exemplo desse modelo de negócios é a rede de clínicas de ortodontia MultiOrto, criada a partir da percepção de um gargalo no Sistema Único de Saúde (SUS).

“O governo federal tem um programa de saúde bucal chamado Brasil Sorridente, que oferece alguns serviços dentários, mas não de ortodontia. Então, a proposta da MultiOrto foi criar um serviço acessível e especializado só em ortodontia. Para se ter uma ideia do mercado, 35% da população brasileira precisa de tratamento ortodôntico e 70% depende do SUS”, conta o coordenador da Artemisia.

Hoje, a MultiOrto possui cerca de 20 clínicas no estado de Pernambuco, com tratamentos a R$ 50 por mês.

Lucro social

Como não dá para deixar o lucro de lado, Valéria Barros, gestora de negócios de impacto social do Sebrae, analisa formas do modelo de negócio se tornar rentável. Uma delas é encontrar maneiras de participar da cadeia de valor das grandes empresas. “Um exemplo disso é apresentar para a Johnson & Johnson, por exemplo, uma escova adaptada para deficientes motores.”

Outra forma de ganhar escala é participar das compras governamentais. “O setor público é uma grande comprador. Dá para pensar soluções para a evasão escolar, para o fornecimento de merenda, para o SUS”, exemplifica.

Esse foi um dos caminhos percorridos pelo diretor executivo da Playmove, Marlon Souza, que criou, junto com seu sócio Jean Gonçalves, a primeira mesa interativa digital com jogos educativos do Brasil. Cerca de 80% dos seus clientes estão no setor público.

“Encontramos uma oportunidade de negócio propondo uma nova forma de educar, mais interativa, onde o professor é muito mais um conselheiro do que uma figura impositiva. A ideia é mostrar que aprender pode ser divertido. Isso traz um impacto social muito forte”, conta Souza.

“Tivemos o cuidado de criar uma mesa que funciona off-line, pensando nas escolas das regiões mais periféricas do País, onde a rede de internet não tem muita velocidade”, acrescenta o empresário.

Mesmo com a crise, as vendas Playmove cresceram em 2015. Em 2014, foram vendidas 500 mesas interativas, número que saltou para 2 mil no ano passado. Além disso, a perspectiva é que a empresa consiga vender mais 4 mil mesas ao longo de 2016: 3 mil no mercado interno e 1 mil no mercado internacional. A Playmove acaba de abrir escritórios no Chile e no Uruguai.

Souza relata ainda que a empresa se levantou com recursos próprios e que, no início, havia muita desconfiança por parte dos investidores. “Existia uma avaliação, por parte deles, que um hardware voltado para a educação, principalmente para a pública, não tinha a menor chance de virar no Brasil. Fora isso, somos uma indústria e isso implica em aportes muito grandes. É mais fácil apoiar startups que desenvolvem só software. Nós desenvolvemos software e hardware. Temos um parque fabril, uma equipe de linha de produção, uma equipe pedagógica”, conta Souza.

Crise

Para o coordenador da Artemisia, a crise abre oportunidades de negócios na área social.

“Quem perdeu emprego, pode pensar nos gargalos sociais que existem. Um exemplo de oportunidade está nos serviços financeiros. Cerca de 40% da nossa população não tem conta corrente ou poupança”.

Valéria do Sebrae lembra ainda do Grupo Carteiro Amigo, empresa prestadora de serviços de correspondência nas favelas do Rio de Janeiro, criada por Carlos Pedro, morador da periferia “Esse exemplo mostra que os negócios de impacto social podem ser criados pela própria classe C e D”, finaliza a representante do Sebrae.

Fonte: DCI

 

Arrecadação foi fortemente impactada pela atividade em 2015, diz Receita

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, avaliou nesta quinta-feira, 21, que o desempenho da arrecadação foi fortemente impactado pela atividade econômica em 2015, mas argumentou que a redução na arrecadação referente a parcelamentos especiais de dívidas em 2015 foi um dos fatores que mais pesou na queda das receitas administradas. Em 2014, esses valores somaram R$ 40,430 bilhões, enquanto em 2015 não passaram de R$ 22,325 bilhões, uma retração de 44,78%.

“Houve uma queda real de 4,66% nas receitas administradas em relação ao ano anterior, mas, excluídos os parcelamentos especiais, essa queda seria de 3,37%, em linha com a retração da atividade econômica no ano passado”, avaliou.

Segundo ele, as desonerações cresceram ainda 3,87% na comparação anual devido à entrada de mais empresas no Simples em 2015 e porque a reoneração da folha de pagamentos só surtirá efeito na arrecadação a partir de janeiro deste ano. “A previsão de arrecadar R$ 11 bilhões em 2016 com a reoneração da folha pode ser revista para baixo. Como os setores que terão reoneração foram fortemente impactos pela crise, é possível que parte dos postos de trabalho que recolheriam mais tributos não existam mais”, admitiu.

Indicadores macroeconômicos

Malaquias disse que os indicadores macroeconômicos do fim do ano passado explicam o resultado da arrecadação em dezembro. Ele citou dados que mostram retração na produção industrial, na venda de bens e serviços e na massa salarial.

“Além disso, a alta do dólar refreou a compra do insumos importados, o que também provocou uma queda na arrecadação de tributos relacionados às importações”, destacou. Segundo ele, as empresas também estão projetando um resultado menor em 2015, e isso teria impacto no recolhimento do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ).

Segundo ele, em dezembro o impacto foi mais significativo em relação às receitas previdenciárias. “Pela queda do nível de emprego, estamos tendo uma queda acentuada nessa arrecadação”, enfatizou. Por outro lado, Malaquias citou a reversão parcial das desonerações em dezembro, com redução de quase R$ 3 bilhões em relação a dezembro de 2014.

O coordenador-substituto da divisão de previsão e análises de receitas da Receita Federal, Marcelo Loures, disse que a projeção de arrecadação para 2016 será revista no decreto de programação orçamentária que será publicado no dia 12 de fevereiro.

 

 

 

Tempos estranhos:

Decisão do BC de manter taxa de juros ficará marcada por dois episódios.
Leia abaixo artigo do editor de economia do Jornal das Dez para o G1.

A decisão do Banco Central desta quarta-feira (20) de manter inalterada a taxa básica de juros da economia ficará para sempre marcada por dois episódios.

Um, conhecido de todos, e outro que, para muitos aconteceu, muitos desconfiam que aconteceu e alguns juram que jamais aconteceu.

O primeiro foi a surpreendente iniciativa do presidente Alexandre Tombini de, na terça-feira, soltar uma nota comentando o relatório do FMI que jogava para 2018 a esperança de que o Brasil volte a crescer.

Não há regras que restringissem essa iniciativa do presidente. Mas ele quebrou o ritual que o Banco Central consagrou para sinalizar a direção de suas decisões.

Desse ritual, fazem parte os documentos e pronunciamentos públicos dos seus dirigentes. Em situação específica, na qual há necessidade de adicionar uma informação sobre o estado da economia, o Banco Central – seu presidente ou um de seus diretores – pode usar algum instrumento extra para indicar a calibragem – um pouco mais ou um pouco menos? – da política monetária.

Tudo isso faz parte do que se chama organização das expectativas. Ou seja, se todos os agentes são igualmente informados de que o aperto vai aumentar, (ou diminuir, quando for o caso) começam a se ajustar antes mesmo da decisão, o que aumenta a sua eficácia e reduz o seu custo.

Pois, no final das contas, o aperto pode ser menor se comparado com a hipótese de que ninguém tivesse a informação antecipada. O bom sistema requer transparência e credibilidade para ter confiabilidade.

Mas onde está o problema da nota de Alexandre Tombini? No uso de um documento do FMI como oportunidade para reposicionar o Banco Central.

Todas as manifestações anteriores, inclusive a carta aberta assinada por ele no dia 8 de janeiro para explicar por que não cumpriu a meta de inflação do ano passado e o que faria para trazer a inflação para a meta, foram interpretadas como indicativo de que o juro subiria na quarta-feira.

Se ele não quis dizer que o juro subiria,  mas foi assim interpretado (o que teria gerado a necessidade da nota corrigindo essa percepção) o problema talvez esteja nos dois requisitos mencionados acima: transparência e credibilidade. Na carência dessas duas, a informação fica sujeita a ruídos perturbadores.

Outro inconveniente de ter usado o relatório do FMI como oportunidade: o Banco Central tem mais e melhores informações sobre o estado da economia brasileira do que o Fundo.

Para elaborar seus relatórios, o FMI capta informações do Banco Central e outros órgãos do estado e da iniciativa privada. Então, o FMI não pode saber mais do que já sabe o Banco Central.

Daí a percepção disseminada de que o Banco Central usou o relatório do FMI como pretexto técnico para ocultar uma decisão de fundo político.

O que poderia explicar, mas não necessariamente justificar, a nota divulgada às 9h da manhã, no site do Banco Central?

A opção indica que Alexandre Tombini teve a preocupação de, formalmente, democratizar a informação. Declarações de um dos diretores do Banco Central defendendo alta de juros, ainda no ano passado, provocaram emocionado debate no Congresso, lançando-se sobre ele a suspeita de estar propiciando o uso privilegiado de informações. Sintoma de tempos conturbados.

Mas, voltando ao início da nossa história, o segundo episódio ou suposto episódio: o rumor de que, na segunda-feira, Alexandre Tombini se encontrou com a presidente Dilma Roussef.

Em tempos de vida normal, nada de anormal. O presidente do Banco Central tem o dever de informar o presidente ou, no caso, a presidente, do país sobre o estado da economia. No contexto de uma crise aguda, mais ainda.

Mas não vivemos dias normais. Por isso, é irrelevante se o encontro de fato aconteceu. Alguns negam, outros confirmam, outros apenas desconfiam. O que prevalece é que a suspeição de que aconteceu produziu o mesmo efeito do acontecido.

Reação coletiva que não é paranoia no vazio, produto de mentes doentias. Do lado do Banco Central, resulta da percepção consolidada de que, em 2011, a presidente Dilma impôs à instituição uma marcha forçada de redução de taxa de juros que levou a Selic a 7,25.

Tudo deu errado e hoje está o dobro – 14,25%. Com inflação acima de 10%, a economia caminhando para o quarto ano de recessão, desemprego subindo.

Do lado da presidente, o histórico de vontade pessoal se impondo a diagnósticos técnicos é amplo, vai além da intervenção no terreno do juro, que não ficou restrito ao Banco Central, mas incluiu Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNDES e uma pressão direta sobre os bancos privados.

No currículo de gestora pública federal da presidente, que começou a ser escrito em janeiro de 2003, quando assumiu o Ministério de Minas e Energia, podemos incluir:

– a intervenção na área de petróleo, com o represamento do preço dos combustíveis;
– o modelo de exploração do pre-sal, que obrigou a Petrobrás a assumir um programa de investimentos sem ter dinheiro para isso e levou a empresa a multiplicar seu endividamento;
– e o oneroso programa de conteúdo nacional, que impôs à empresa a obrigação de comprar no Brasil equipamentos a preços muitos mais caros.

Se nesses eventos ela foi coautora, a medida provisória que impôs redução 20% na tarifa de energia elétrica foi responsabilidade exclusiva da presidente.

O percentual constava do anúncio, não se materializou integralmente na conta de luz. Mas foi o suficiente para arruinar financeiramente as empresas do setor elétrico, a começar pela estatal Eletrobrás.

O passo atrás foi o tarifaço de mais de 50% no ano passado, que elevou a inflação… que o Banco Central não consegue reduzir. A lista poderia ser ampliada com outros exemplos para ajudar a entender os desentendimentos desta semana.

Quando um encontro, ou suposto encontro, da presidente da República com um de seus ministros, no caso o presidente do Banco Central, é percebido como de alto risco e comprometimento da qualidade das decisões, é porque estamos vivendo tempos muito estranhos. E perigosos.

 

 

Estudo que indica três anos consecutivos de recessão para SP assusta gabinete de Alckmin

Nuvens negras Projeções desoladoras sobre a economia de SP chegaram à mesa de Geraldo Alckmin. Estudo da Fipe, encomendado pelo governo local, indica queda de 4% no PIB do Estado em 2015. Tal retração é mais profunda que a de 3,7% esperada para o país. A pesquisa sustenta que os paulistas enfrentarão três anos consecutivos de recessão. Em 2014, a queda fora de 2%. Em 2016, o PIB deve cair ao menos 2,6%. O bloqueio de gastos anunciado por Alckmin tende a agravar o cenário.

Ladeira abaixo Os gráficos mostram que, desde 2014, a produção da indústria e as vendas no varejo só fazem cair. A massa salarial da região metropolitana de São Paulo também vem murchando.

Como faz Secretários próximos já se preparam para uma explosão no desemprego neste ano e um cenário desafiador até o fim do mandato do governador.

Redação On janeiro - 21 - 2016
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