Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Greve por PLR pode atingir duas unidades da GM em São Paulo

Os metalúrgicos da General Motors (GM) em São José dos Campos, no interior de São Paulo, rejeitaram ontem proposta da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) proposta pela empresa e decidiram manter a greve iniciada na última segunda-feira (18).

Segundo informou o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a montadora ofereceu R$ 5.000, enquanto os trabalhadores reivindicam R$ 6.405.

A greve parou 100% das atividades do complexo onde são produzidos os modelos S10 e Trailblazer, além de motores e transmissão. A planta tem 4,8 mil trabalhadores e, segundo o sindicato, cerca de 600 estão com o contrato suspenso temporariamente (layoff).

Em assembleia realizada anteontem, os funcionários da unidade de São Caetano do Sul (SP) também rejeitaram a proposta da empresa para pagamento da segunda parcela da PLR de R$ 3.500.

O sindicato dos metalúrgicos de São Caetano entregou aviso de greve e os funcionários também podem parar por tempo indeterminado, segundo nota da entidade.

Fonte: DCI

Fiat confirma novas férias coletivas em Betim

A Fiat Chrysler Automóveis (FCA) confirmou, conforme adiantado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, que dará novas férias coletivas para os funcionários da planta da Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A montadora informou que a medida vai durar 20 dias, a partir da
próxima quarta-­feira.

Em nota, a Fiat detalhou que, desta vez, as férias coletivas envolverão os trabalhadores de três linhas de produção, sendo que, durante o período, apenas uma linha permanecerá ativa. “O objetivo é ajustar a produção à demanda de mercado”, justificou a montadora no texto do documento.

O novo período de férias acontecerá menos de um mês após os trabalhadores da planta mineira voltarem de férias coletivas entre o Natal e o Réveillon. Esse tipo de medida vem sendo adotada pela montadora desde 2014 para fazer frente ao desaquecimento do mercado automotivo. Só no
ano passado, a Fiat informou ao sindicato dos trabalhadores local, que foram 41 dias de paradas técnicas e 70 de férias coletivas.

Isso significa que foram 111 dias a menos de operação nas linhas, o que indica redução na produção. A Fiat não informa quantos veículos saíram da planta em 2015, mas desde 2014 a montadora registra queda de produção frente 2013, quando bateu recorde, com 847,1mil veículos saindo de suas linhas.

Fenabrave ­ De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de veículos da Fiat despencaram em 2015. No período, os emplacamentos de automóveis e comerciais leves da marca italiana chegaram a 439,1 mil carros contra 698,2 mil unidades em 2014, uma queda de 37,2%. Em números redondos, foram 259,1 mil veículos a menos.

A redução fica ainda mais grave quando considerado o desempenho das vendas em 2014, quando os emplacamentos de automóveis e comerciais leves da Fiat haviam caído. A montadora vendeu 698,2 mil veículos naquele ano contra 762,9 mil em 2013, uma queda de 8,5%, conforme dados da Fenabrave.

Fonte: Diário do Comércio

Cresce participação de estrangeiros no mercado de trabalho

A presença de trabalhadores estrangeiros no mercado de trabalho brasileiro cresceu 26,3% entre 2013 e 2014 e ajudou a amenizar o problema crônico de falta de mão de obra em ramos específicos da indústria e do comércio. Do total de 111,8 mil registros contabilizados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada no fim do ano passado, 31% estão concentrados em apenas 10 das 276 categorias do chamado Cadastro Nacional de Atividades (Cnae), entre segmentos como o abate e fabricação de produtos de carne (8,3 mil), o setor de restaurantes (5,8 mil), varejo (5,7 mil) e construção de edifícios (4,5 mil).

Mesmo diante da desaceleração forte da economia, essa participação seguiu crescendo no ano passado, como aponta a análise feita pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas (DAPP) da FGV com base nos dados da Polícia Federal. “Os movimentos migratórios não respondem tão rapidamente assim à mudança conjuntural”, avalia o economista Wagner Oliveira, um dos autores de estudo sobre o tema divulgado recentemente pelo DAPP.

Os registros da Rais mostram que o número de haitianos mais que dobrou, passando de 11,3 mil em 2013 para 23,9 mil, fazendo deles o maior contingente de trabalhadores estrangeiros do país. A presença de paraguaios também cresceu de forma expressiva. Em 2014, eles somaram 7,1 mil carteiras assinadas, volume semelhante ao de bolivianos, com quem dividem a presença no setor têxtil. Nacionalidades como bengalesa, senegalesa e ganesa, que não apareciam em 2013, contam, somadas, quase 4 mil contratações.

O número de refugiados também tem se tornado cada vez mais expressivo. Conforme balanço do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), esse grupo cresceu 43,3%, de 5,3 mil em 2013 para 7,6 mil de 2014, e já soma 8,5 mil pessoas até agosto do ano passado. Desse total, 80% têm mais de 18 anos e 65,6%, entre 18 e 39 – a faixa etária mais ativa no mercado de trabalho. Os sírios, que, ainda sem categoria própria, foram contabilizados na Rais na rubrica “outras nacionalidades”, são 2,9 mil dos refugiados reconhecidos em 2015.

Apesar de o país ter uma imagem de acolhedor e de ser visto como possível destino de longo prazo por diferentes nacionalidades, pondera o presidente do Conselho Nacional de Imigração (CNig), Paulo Sérgio de Almeida, “as condições econômicas têm peso grande nas decisões migratórias”, ainda que de forma defasada.

Assim, o ciclo atual de recessão, ele ressalta, ganha uma dimensão ainda mais significativa quando se leva em conta que a presença de imigrantes no país chegou aos menores níveis de sua história. Eles são cerca de milhão, 0,3% do total da população – percentual inferior à média global, de 3%, e ainda distante de latinos como Argentina (4%) e México (1,5%). No mercado formal, somam 0,24% das 49,5 milhões de carteiras em 2014.

Uma participação maior de estrangeiros no mercado de trabalho pode estimular a produtividade da economia em mais de uma maneira, dizem estudiosos. A mão de obra técnica e mais especializada, de um lado, tem potencial para acelerar o desenvolvimento de setores ligados à inovação. Em outra frente, a presença mais expressiva de um contingente menos qualificado, disposto a receber os salários ditos “operacionais”, tende a reduzir a dificuldade de recrutamento enfrentada por alguns segmentos.

O caso do ramo têxtil, que emprega volume cada vez maior de bolivianos e paraguaios, é exemplar. Pesquisador do tema, o sociólogo Carlos Freire observa que mais de 60% dos operadores de máquina de costura daquelas nacionalidades alocados na região metropolitana de São Paulo têm menos de 29 anos, situação que se inverte entre as costureiras brasileiras, dentre as quais menos de 20% estão dentro daquela faixa etária. “Essa distribuição mostra que existe um problema de reposição de mão de obra no setor.”

O fluxo migratório de trabalhadores qualificados é quase inexpressivo, lembra Oliveira, do DAPP, graças em parte a uma legislação considerada retrógrada, que data de 1980 – e que está em revisão.

Nesse sentido, ressalta o diretor da instituição, Marco Aurélio Ruediger, o atual ciclo de recessão seria um momento importante para que o país realizasse as mudanças institucionais necessárias para atrair um contingente maior desses estrangeiros, que podem fazer a diferença durante a retomada da economia. “A política migratória brasileira se restringe basicamente à visão dos direitos humanos. Isso deve continuar, mas ao lado de uma estratégia de atração ativa de pessoas mais qualificadas.”

Fonte: Valor Econômico

Haitianos recebem salário 42% menor que a média

Richardson Guorguette, 26, entrou no Brasil no dia 18 de agosto de 2014. Jonas Petit, 30, chegou pouco depois – 11 de setembro. Assim como eles, a maioria dos haitianos que vivem no país sabe o dia e o mês exato em que cruzaram a fronteira. A data marca uma separação dolorosa da família e o início de uma vida que, em muitos casos, se resume a uma rotina de trabalho dedicada, solitária e com raros momentos de lazer.

“Nós estamos aqui para trabalhar, é isso”, responde sem muito floreio Dewil Joseph, quando questionado sobre o dia a dia e os fins de semana da comunidade haitiana no Brasil.

O costureiro de 36 anos deixou em setembro de 2014 toda a família na ilha caribenha para tentar ganhar algum dinheiro no Brasil. Quase toda remuneração que recebe pelo trabalho na serralheria de uma empresa de logística, cerca de R$ 1,2 mil, é convertido em dólar e enviado aos que ficaram.

Com a desvalorização da moeda brasileira, a ajuda tem ficado menor desde o segundo semestre do ano passado – razão que levou um dos colegas de trabalho a pedir demissão e tentar uma vaga em Miami, nos Estados Unidos. Joseph preferiu esperar mais um pouco, mas admite ter medo da crise que chegou ao Brasil e que já desempregou alguns de seus conterrâneos.

Em 2014, os haitianos somaram 23.993 de carteiras assinadas e se tornaram o maior contingente de trabalhadores estrangeiros no país. O aumento de 111,5% em relação a 2013 é em parte resultado da força tarefa feita pelo governo para emitir documentos para o volume expressivo de haitianos que entravam pelo Acre e chegavam de ônibus a São Paulo. A política de solidariedade vigente desde o terremoto que atingiu a ilha em 2010 prevê-lhes visto humanitário e residência permanente no território, sem a necessidade de solicitação de refúgio.

Os haitianos empregados no Brasil são em geral homens e jovens que recebem baixa remuneração. O salário médio, segundo a Rais de 2014, é de R$ 1.280,38, 42,9% menor do que a média geral contabilizada entre os brasileiros. Do total, 72% têm de 25 a 39 anos, proporção que cai a 45,6% entre os brasileiros, e 82% são homens. Quase 17% (3,8 mil) trabalham em frigoríficos e 16% (3,3 mil) estão no ramo da construção civil.

Como Joseph, Guorguette e Petit trabalham na Tópico, uma das muitas empresas que aproveitaram o recrutamento improvisado porém bastante eficiente organizado pelo padre Paolo Parise e uma assistente social na Missão Paz em 2014, quando os haitianos passaram a desembarcar às dezenas no pátio da paróquia.

Mary Pereira, gerente de RH da empresa, justifica a contratação como boa parte dos recrutadores que já passaram pela igreja no centro de São Paulo. “Eles são empenhados, bem qualificados e flexíveis”, afirma. Os haitianos também foram a solução para um problema que a companhia vinha enfrentando – era cada vez mais difícil encontrar brasileiros dispostos a ocupar as vagas operacionais e ganhar os salários de entrada.

Eles são 15 entre os 500 funcionários, distribuídos entre São Paulo e Rio de Janeiro. Vivem no alojamento fornecido pela empresa, têm aulas de português e se comunicam com a família quase diariamente com a ajuda da internet.

Ao contrário da maioria dos colegas, Guorguette, que era professor de francês no Haiti, faz planos de médio prazo para o Brasil. Já fez um curso de soldagem e de desenho técnico e se prepara para prestar vestibular para engenharia de produção. A irmã chegou a vir ao país. Diante da dificuldade de adaptação, decidiu seguir para os EUA, onde conheceu o futuro marido. O jovem não teve tempo de se decepcionar, porque, segundo ele, nunca se iludiu sobre a vida aqui. “Quem vem tem que estar disposto a trabalhar muito”.

Fonte: Valor

Sem seguro-desemprego para dono de CNPJ

Há 15 anos, o analista de sistemas Marcello Bernard precisou abrir uma empresa para ter um CNPJ e poder prestar serviços na companhia para a qual trabalhava. O projeto durou pouco tempo, e registro foi abandonado em 2004, porém nunca cancelado. O breve período no mercado como pessoa jurídica impediu Bernard — que voltou a trabalhar com carteira assinada e foi demitido ano passado — de receber o seguro-desemprego. Isso porque, em decisão recente, o Ministério do Trabalho passou a negar o benefício para quem possui alguma empresa, mesmo que esteja inativa e não tenha faturamento.

A regra entrou em vigor em 24 de outubro de 2015, quando, sem alarde, o governo começou a cruzar os dados de quem pedia o benefício trabalhista com informações da Receita Federal. Quando encontra casos como o de Bernard, o órgão indefere imediatamente o benefício, que varia de três a cinco parcelas de até R$ 1.542,24.

NEM DECLARAÇÃO DA RECEITA ADIANTA
Uma vez negado o pagamento do seguro, o trabalhador tem pouco a fazer. Nos postos de atendimento, funcionários informam que a baixa do CNPJ deve ser feita antes da demissão para ser considerada válida. Ou seja, mesmo que feche oficialmente sua empresa, o desempregado não vai receber o dinheiro do seguro. A alternativa seria a entrega da Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica (DSPJ) Inativa, obtida na Receita Federal, que comprova que uma empresa não emitiu notas fiscais durante um ano, ou seja, não gerou nenhuma renda. A apresentação do documento, no entanto, também deixou de ser aceita desde dezembro, por recomendação interna, informa o Ministério do Trabalho.

— Eles disseram que havia uma instrução, uma norma, que diz que agora eles não aceitam se você ficou desempregado antes de ter fechado a empresa. Então o que me resta? Minha única opção é o Judiciário — disse Bernard, que também é advogado e estuda entrar com uma ação contra o governo.

Enquanto o dinheiro do benefício não chega, o analista terá que se virar. Só de pensão alimentícia, ele desembolsa R$ 1,2 mil por mês. Com as economias se esgotando, ele tinha apenas R$ 1 mil para viver, enquanto tenta solucionar o problema:

— Fiquei sem chão, não sei mais o que fazer — lamenta.

Silvia Monteiro também ficou com o orçamento apertado desde que teve seu pedido de auxílio negado, em novembro passado. Ela foi surpreendida ao ver que os dois registros de CNPJ que tem, e nos quais não mexe há pelo menos cinco anos, lhe custaram o seguro-desemprego. Situações como a dela são muito comuns entre profissionais que se veem forçados a abrir uma empresa apenas para serem contratos como prestador de serviço, ou seja, sem as garantias trabalhistas.

Quando voltam a conseguir emprego com carteira assinada, a empresa é abandonada.
Silvia chegou a entrar com um recurso administrativo no Ministério no dia 27 de novembro e aguarda resposta. Ela conta que abandonou as empresas devido ao alto custo com impostos.

— Não consegui fechar oficialmente por causa de dívidas com impostos. Algo incalculável. Muito alto — resume.

O corte no acesso ao seguro-desemprego ocorre em meio ao esforço do governo para equilibrar contas públicas. No início de 2015, foram aprovadas outras medidas para restringir o pagamento do auxílio.

O Ministério do Trabalho informou, em nota, que a mudança segue recomendação da Controladoria Geral da União (CGU) para evitar pagamentos indevidos. De acordo com a nota, quem discordar da decisão, deve procurar a Receita Federal ou a Junta Comercial “para que haja a devida retificação dos dados”. O ministério, porém, não informou quantas pessoas estão contestando a nova medida. No ano passado, houve 22.890 pedidos de seguro-desemprego de pessoas com vínculo a algum CNPJ e, segundo a pasta, não há como saber quantos são legítimos e quantos são fraudes.

LEI NÃO CITA CNPJ

A base para a restrição é a lei do segurodesemprego, de 1990, que diz que o beneficiário do seguro não pode ter renda própria. Com base nessa regra, o governo argumenta que “não tem mecanismos e competência para atestar que, apesar de formalmente ativa, determinada empresa esteve inativa na prática”.
Para advogados, a validade da decisão depende da interpretação da lei, que não faz menção específica ao vínculo a CNPJ.

— A lei sempre existiu, as condições sempre estiveram aí, só que em caso de arrocho, ela está sendo interpretada da maneira literal — avalia Williane Ibiapina, sócia do setor trabalhista do Siqueira Castro Advogados.
A advogada destaca que partir para a judicialização é uma opção, mas não significa garantia de sucesso:

— O direito de entrar com uma ação é assegurado pela Constituição. Mas também é uma questão de interpretação do juiz. Pode ser que ele diga que você não tem renda até então, mas tem um CNPJ, então pode ter meios para se sustentar. Mas isso seria esticar demais o estilingue, num termo popular.

Já o advogado Rodrigo Costa, também do setor trabalhista, recomenda o mandado de segurança:

— Renda é diferente de atividade, pois uma atividade pode ou não gerar renda, portanto, o trabalhador não poderá ser privado de receber as parcelas as quais tem direito por possuir um CNPJ que não gera renda.

Fonte: O Globo

País lidera desemprego

O Brasil vai liderar o desemprego no mundo. As estimativas mais conservadoras da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que, de cada 10 pessoas que perderem o emprego em 2016, três serão brasileiros. No total, 700 mil pessoas serão demitidas no país. Mas, diante da recessão severa na qual o Brasil está mergulhado, pelo menos 2 milhões de pessoas terão os vínculos empregatícios suspensos, disse o economista Helio Zylberstajn, professor da Universidade de São Paulo (USP). Ou seja, a situação é muito pior do que a projetada pelo organismo internacional.

Para comprovar isso, Zylberstajn destacou que, pelos cálculos da OIT, o país encerrará o ano com 8,4 milhões de desocupados. Porém, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, até outubro do ano passado, 9,1 milhões já estavam sem trabalho. “Na minha avaliação, o número de desempregados encosta nos 10 milhões”, frisou. Ele ressaltou que a deterioração do mercado de trabalho está sendo muito rápida. As demissões estão disseminadas. Não há um só setor da economia que não esteja demitindo.

Segundo Leonardo Rolim, ex-secretário de Previdência Social, a taxa de desemprego, que está em 9%, deverá passar de 12% ao fim deste ano. “Isso é resultado de dois anos consecutivos de queda do Produto Interno Bruto (PIB)”, afirmou. Nas contas do consultor Rodolfo Torelly, ex-diretor do departamento de emprego do Ministério do Trabalho, no ano passado, o Brasil perdeu 1,5 milhão de vagas com carteira assinada. Os números de dezembro serão divulgados hoje. “O emprego formal vai encolher muito. Não tenho a menor dúvida disso”, frisou.

Fonte:  Correio Braziliense

 

Comércio e serviços podem demitir 2 milhões em 2016

Os setores de comércio e de serviços podem demitir dois milhões de empregados ao longo de 2016. Essa é a avaliação do analista econômico da RC Consultores Everton Carneiro.

A previsão de Carneiro se baseia em um corte porcentual de vagas nesses segmentos na mesma magnitude ao feito na indústria da transformação, até agora o setor mais afetado pela onda de demissões.

O Ministério do Trabalho e Previdência Social informou nesta quinta-feira, 21, que 1,542 milhão de vagas foram fechadas em 2015. Mais de 600 mil cortes ocorreram somente na indústria da transformação, o que equivale a 7% da força de trabalho nesse segmento.

“O comércio e os serviços empregam 27 milhões de trabalhadores. Caso esses setores sofram o mesmo ajuste que a indústria está sofrendo, podemos chegar a 2 milhões de desempregados em 2016”, avaliou Carneiro.

Ao longo de 2015, o comércio fechou 218.650 vagas, enquanto o setor de serviços demitiu 276.054 empregados.

O analista pontua que ambos os setores passaram a ter saldos líquidos negativos somente em julho do ano passado, muito mais tarde que o restante dos setores da economia. “Os dados de dezembro mostram uma velocidade surpreendente na deterioração do emprego”, afirmou. “O processo de demissões no comércio e no serviços começou tarde e pode durar muito tempo. O potencial de estrago na economia é muito grande”, afirmou Carneiro.

Fonte: DGABC

 

 

 

Corte de trabalhadores na unidade da CSN em Congonhas pode chegar a 950

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) iniciou 2016 colocando em prática em amplo plano de cortes de empregos na unidade de Congonhas, na região de Campos das Vertentes. A intenção seria a de desligar 950 trabalhadores dos cerca de 4,5 mil empregados pela mineradora na cidade. Até nessa segunda (18), as demissões somavam 230, segundo o sindicato, o que já motivou uma reunião do prefeito, José de Freitas Cordeiro (PSDB), com a direção da empresa na tentativa de conter as demissões.

Em Congonhas, a CSN opera a mina de Casa de Pedra, que bateu recorde de produção no terceiro trimestre de 2015, o último dado disponível. Apesar da produção em alta, os preços do minério de ferro estão em queda, e sem perspectivas de mudança de viés. No terceiro trimestre do ano passado a companhia contabilizou prejuízo de R$ 533 milhões.

De acordo com o diretor do Sindicato Metabase de Congonhas, Ivan Targino, a empresa comunicou a decisão de reduzir em 20% sua força de trabalho no último dia 11, o que totalizaria cerca de 950, e imediatamente começaram os cortes. No dia seguinte, o prefeito esteve reunido com o diretor da Área Mineral da CSN, Daniel dos Santos Júnior, e o executivo teria justificado a redução no quadro de pessoal com o preço baixo do minério, mas assegurado que as dispensas se limitariam a 150, que já haviam sido desligados na data do encontro.

“Fiz um apelo à empresa para parar as demissões porque os trabalhadores não vão conseguir se recolocar no mercado e tive o compromisso de que não seriam mais de 150 demitidos. Depois, no mesmo dia, me reuni com o sindicato que me informou dos 20% de redução, aí solicitei uma audiência com o governador para expor a situação”, afirmou o prefeito, José de Freitas.

A reportagem questionou a CSN sobre as demissões, mas até o fechamento desta edição a empresa não havia respondido.

Aço

Outro setor em que a CSN atua, com planta em Volta Redonda (RJ), também atravessa um período de resultados ruins e perspectivas negativas. Nessa segunda (18) o Instituto Aço Brasil (IABr) publicou o balanço da siderurgia no país em 2015. As vendas de aço no ano foram 16,1% menores que no ano anterior, e mesmo as exportações, que aumentaram em volume, caíram 5,9% em valores na mesma base de comparação. Seguindo tendência global, a produção de aço em 2015 foi 1,9% menor do que em 2014.

Para o analista da Ativa Corretora, Lenon Borges, os dados do IABr apontam para balanços financeiros do quarto trimestre das empresas ainda piores que os do terceiro. “A receita vai continuar retraindo, e empresas como Usiminas e CSN terão queda forte no EBITDA (geração de caixa), talvez até negativo, como ocorreu com a Usiminas no terceiro trimestre”, disse.

No terceiro trimestre de 2015 a mina de Casa de Pedra produziu 7,46 milhões de toneladas de minério de ferro, aumento de 17% sobre o trimestre anterior e um recorde trimestral.

No Rio de Janeiro, a empresa estaria estudando a paralisação da produção do alto-forno 2 por 90 dias. A CSN não confirma.

Fonte: Hoje em Dia

 

 

 

 

 

Salário médio de admissão tem queda real de 1,64% em 2015

 

Nos três anos anteriores, houve alta do salário médio de admissão.
Queda maior foi do salário de admissão dos homens no ano passado.

Quem conseguiu um novo emprego em 2015 entrou ganhando menos: os salários médios de admissão registraram uma queda real de 1,64% no ano passado, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgadas pelo Ministério do Trabalho nesta quinta-feira (21). No ano passado, o salário médio de admissão somou R$ 1.270,74, contra R$ 1.291,86 em 2014.

Os números mostram que, em 2012, 2013 e 2014, houve alta real (acima da inflação) do salário médio de admissão de, respectivamente, 4,69%, 2,59% e de 0,92%.

Segundo o corte por sexo, o Ministério do Trabalho informou que, em 2015, houve uma queda de 2,28% para os salários dos homens e de 0,34% para as mulheres. “Esse resultado traduziu-se na elevação da representatividade do salário médio de admissão das mulheres versus homens de 86,19% em 2014 para 87,90% em 2015”, acrescentou o governo.

Ainda segundo os números oficiais, o salário médio de admissão apresentou redução nas cinco grandes regiões, recuando de 0,59% na região Centro-Oeste a 2,98% na região Nordeste.

“Entre as 27 Unidades da Federação, duas obtiveram aumento real no salário de admissão: Distrito Federal (5,39%) e Amapá (0,96%). As maiores perdas reais ocorreram nos estados de Pernambuco (-6,54%), Alagoas (-5,32%), Rio de Janeiro (- 4,49%) e Acre (-4,46%)”, informou o Ministério do Trabalho.

No período de 2011 a 2015, porém, o governo informou que os salários médios de admissão, apresentaram um aumento real de 9,95% ao passarem de R$ 1.155,78 em 2010 para R$ 1.270,74 em 2015. “Esse resultado decorreu do aumento de 10,08% para os homens e 11,18% para as mulheres”, concluiu.

 

 

 

MS teve 11.561 vagas de trabalho fechadas em 2015, aponta Caged

Indústria da transformação teve o maior saldo negativo do ano no estado.

Agropecuária e serviços industriais foram únicos com variação positiva.

Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2015 com 11.561 vagas de trabalho com carteira assinada fechadas. É o que apontam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (21), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Segundo o Caged, no ano ocorreram no estado 269.956 contratações, mas, em contrapartida, foram feitas 281.517 demissões. Dessa diferença ocorre o saldo negativo registrado em 2015. Dos oito setores pesquisados pela entidade seis fizeram mais desligamentos do que contratações no ano passado.

O maior saldo negativo foi do segmento da “indústria de transformação”. O setor fez 43.315 contratações mas demitiu 49.234 colaboradores, o que representou o fechamento de 5.919 postos de trabalho. A variação do emprego no segmento foi de – 6,10% no ano.

Depois aparecem na lista a “construção civil”, com saldo negativo de 3.205 vagas e variação do emprego de -10,27% e o “comércio”, com menos 2.253 vagas e oscilação de emprego em – 1,83%.

Apenas os setores de “serviços industriais de utilidade pública” e a “agropecuária” apresentaram resultado positivo no ano na geração de postos de trabalho no estado, conforme os dados do Caged.

Na agropecuária, por exemplo, ocorreram em 2015, 36.273 demissões, mas foram feitas 38.158 contratações, o que resultou em saldo para mais de 1.885 admissões e variação de emprego positiva de 2,83%.

Fonte: G1

 

 

 

 

 

 

Veja 50 cidades que mais demitiram e as que mais contrataram em 2015

São Paulo teve o maior número de demissões, com quase 140 mil.  Na outra ponta, a cidade que mais contratou foi Canaã dos Carajás (PA).

A cidade de São Paulo foi a que mais demitiu em 2015, com quase 140 mil postos de trabalho fechados, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (21). Em seguida, vêm Rio de Janeiro, com 82,7 mil cortes, e Belo Horizonte, com 68,4 mil vagas fechadas.

Na outra ponta, a cidade que mais contratou foi Canaã dos Carajás, no Pará, com 2.801 vagas abertas.

 

Em todo o país, as demissões superaram as contratações em 1,54 milhão de vagas formais em todo ano passado. O número representa forte piora em relação 2014, quando foram criados cerca de 420 mil empregos com carteira assinada.

 

O resultado de 2015 foi o pior para um ano, considerando a série ajustada do Ministério do Trabalho, que tem início em 2002. Na série sem ajustes, é o pior desempenho desde 1992, quando teve início a contabilização dos empregos formais pelo governo, segundo números do Ministério do Trabalho. Com isso, trata-se do pior resultado em 24 anos.

 

50 cidades que mais fecharam postos de trabalho em 2015
São Paulo (SP) -139.133
Rio de Janeiro (RJ) -82705
Belo Horizonte (MG) -68432
Recife (PE) -38031
Manaus (AM) -37169
Salvador (BA) -35489
Curitiba (PR) -31972
Fortaleza (CE) -22725
Guarulhos (SP) -21325
Altamira (PA) -19063
Porto Alegre (RS) -18953
São Bernardo do Campo (SP) -18603
Ipojuca (PE) -17618
Brasília (DF) -16326
Campinas (SP) -15694
Itaboraí (RJ) -15341
Caxias do Sul (RS) -14171
Sorocaba (SP) -12345
Macaé (RJ) -12168
Contagem (MG) -11917
Jundiaí (SP) -11675
Sao Luis (MA) -11570
Porto Velho (RO) -10900
Niterói (RJ) -10668
Osasco (SP) -10569
Joinville (SC) -10366
Belém (PA) -10331
Goiânia (GO) -10315
São José dos Campos (SP) -10033
Betim (MG) -9882
Barueri (SP) -9762
Serra (ES) -9680
Vitória (ES) -9428
Diadema (SP) -9287
Santos (SP) -8878
João Pessoa (PB) -7863
Duque de Caxias (RJ) -7703
Natal (RN) -7590
Itabira (MG) -7308
Campo Grande (MS) -7284
Lauro de Freitas (BA) -7230
Cuiabá (MT) -7222
Vila Velha (ES) -7108
Aparecida de Goiânia (GO) -7031
Olinda (PE) -7005
Ipatinga (MG) -6922
São José dos Pinhais (PR) -6789
Taubaté (SP) -6394
Jaboatão dos Guararapes (PE) -6291
Santo André (SP) -6214

 

50 cidades que mais abriram postos de trabalho em 2015
Canaã dos Carajás (PA) 2801
Pontal do Paraná (PR) 2265
Matão  (SP) 2110
Arapiraca (AL) 2076
Matinhos (PR) 1936
Vitória do Xingu (PA) 1820
Bebedouro (SP) 1662
São José do Norte (RS) 1645
Mata de São João (BA) 1511
Medianeira (PR) 1272
Matelândia (PR) 1270
São Lourenço da Serra (SP) 1258
Barcarena (PA) 1209
Vila Nova dos Martírios (MA) 1195
Butiaá(RS) 1158
Porto Calvo (AL) 1044
Ourilândia do Norte (PA) 1011
Santa Inês (MA) 997
Claudia (MT) 953
Paraíso do Norte (PR) 911
Nova Veneza (SC) 907
Aguaín (SP)  903
São Gonçalo do Amarante (CE) 865
Brotas (SP) 851
Vitória do Mearim (MA) 809
Icapui (CE) 770
Morro Agudo (SP) 753
Bom Jesus (PI) 738
Monte Alegre do Piauí (PI) 716
Ortigueira (PR) 694
Luis Antonio (SP) 676
Caldas Novas (GO) 664
Laranjeiras (SE) 622
Lagarto (SE) 618
Flórida Paulista (SP) 617
Guapiacu (SP) 611
Seberi (RS) 596
Juazeiro (BA) 595
Granja (CE) 591
Nova Mutum (MT) 590
Colônia Leopoldina (AL) 586
Palotina (PR) 585
Atalaia (AL) 584
Seara (SC) 569
Ubatuba (SP) 545
Araporã (MG) 541
Aliança (PE)  540
Itaberaí (GO) 520
Lagoa da Prata (MG) 518
Aracati (CE) 513

 

Redação On janeiro - 21 - 2016
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