Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Indústria do petróleo aprova nova regra de conteúdo local

Num momento em que as petroleiras redobram esforços na tentativa de cortar gastos e se adaptar à realidade da baixa dos preços do barril, o governo resolveu atender ao pleito da indústria e oficializou ontem proposta para flexibilizar a política de nacionalização de bens e serviços do setor de óleo e gás. O decreto da presidente Dilma Rousseff amplia o conceito do que pode ser considerado conteúdo local no cálculo dos índices de nacionalização atingidos pelas companhias em projetos de exploração e produção.
A mudança foi bem recebida pelas petroleiras, que já pagaram ao longo dos últimos cinco anos R$ 368 milhões em multas pelo descumprimento de compromissos de conteúdo local. Enquanto isso, fornecedores veem com ressalvas a proposta e não acreditam que a medida, por si, não resolve os problemas de competitividade da indústria nacional.
Batizado de Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor), a iniciativa do governo passa a considerar como conteúdo local não só a compra de bens e serviços de fornecedores nacionais, mas também uma série de outros investimentos que geram impactos na indústria e que não eram até então reconhecidos. Pelas novas regras, esses investimentos serão convertidos em Unidades de Conteúdo Local (UCL), que poderão ser usadas pelas petroleiras como crédito para compensar o que faltou para cumprir os índices de nacionalização exigidos. Dentro do governo, o programa é visto como uma nova fase da política de conteúdo local para capacitar a indústria nacional ao fornecimento de produtos “classe mundial”.
Para o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), o decreto traz “importante mudança na lógica de desenvolvimento da indústria, ao instituir modelo calcado no incentivo a investimentos para ampliação de conteúdo local, ao contrário da lógica que prevê apenas penalidades”.
Essa mudança, segundo o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), Antonio Muller, dá mais opções para que as empresas administrem seus percentuais de conteúdo local, reduzindo as chances de multa. Ele, no entanto, prevê impactos da medida sobre a cadeia fornecedora apenas no médio e longo prazos. “A situação da indústria hoje é muito ruim e precisa de um tempo para se recuperar, não é no curto prazo”, comentou.
A possibilidade de que as petroleiras contabilizem como conteúdo local a compra de bens nacionais para uso em projetos no exterior abre oportunidades para exportação de tecnologia, destaca o professor Edmar de Almeida, membro do Grupo de Economia da Energia da Universidade federal do Rio de Janeiro (GEE/UFRJ). “É proposta positiva, que tenta sofisticar a política de conteúdo local. Passa a haver o incentivo para que as empresas exportem a tecnologia desenvolvida no país e induz petroleiras a formar sociedades com fornecedores locais e investirem em projetos de desenvolvimento tecnológico”, diz o professor.
Já entre os fornecedores, as novas regras foram vistas com ressalvas. O diretor¬-presidente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Eloi Fernández y Fernández, teme que a proposta seja criada apenas para minimizar as multas às petroleiras, sobretudo da Petrobras, e não traga benefícios diretos para a cadeia fornecedora. Ele também vê erro conceitual. “O programa lançado pelo governo pressupõe que o desenvolvimento da política de conteúdo local está nas mãos das petroleiras, e não dos fornecedores”, diz.
O presidente ¬executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), José Velloso, também se mostra cético quanto à capacidade de as novas regras contribuírem com a expansão da indústria de equipamentos. E questiona o sucesso da política de nacionalização, ao lembrar que, nos últimos anos, o percentual de compras de máquinas e equipamentos nacionais pela Petrobras variou de 10% a 13% ¬índice abaixo do registrado há 20 anos, antes do início da política de conteúdo local. “[As novas regras] não atacam esse problema desoneração de equipamentos importados”, diz Velloso. “Precisamos é de uma política industrial que traga competitividade”, diz.

Fonte: Valor Econômico

 

 

Incentivo para máquinas desagrada

Para ABIMAQ, medida não soluciona problema de falta de competitividade da cadeia. Já o IBP considera o plano um primeiro passo para resolver entraves
O governo federal instituiu, por decreto, um programa que busca incentivar a cadeia produtiva de petróleo e gás, mas o plano não agradou fornecedores de máquinas e equipamentos, que ainda criticam os benefícios garantidos a quem importa insumos para o setor.
Já anunciado em outubro do ano passado, o Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor) se tornou realidade ontem, com a publicação de suas diretrizes no Diário Oficial da União.
No texto, sancionado pela presidente Dilma Rousseff, o Planalto propõe a implementação de um modelo de bonificação a empresas que promovam a instalação de novos fornecedores ou novas tecnologias no País, com a concessão de Unidades de Conteúdo Local (UCL) às empresas. A UCL poderá ser usada para compensar compromissos assumidos com a política de conteúdo local nos leilões de áreas de exploração.
O decreto estipula ainda que serão colocados em prática cobranças de conteúdo local superiores às existentes hoje para bens, serviços e sistemas considerados estratégicos.
No entanto, para o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), José Velloso, a medida não traz muito alento. “O problema no Brasil não é a falta de incentivos para a inovação tecnológica, nem temos a necessidade de trazer novos fornecedores”, afirma. “O que o setor precisa é que haja competitividade e demanda para quem já trabalha na cadeia.”
Além disso, avalia o executivo, o plano não resolve o principal entrave da cadeia produtiva do petróleo: a assimetria criada pelo Regime Aduaneiro Especial de Importação e Exportação de Bens Destinados à Pesquisa e Lavra de Petróleo e Gás (Repetro) entre os impostos pagos pelos produtores brasileiros e a importação de bens de consumo para o setor.
Já o Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) entende que se trata ainda do primeiro passo para equacionar os entraves ao desenvolvimento de uma política de conteúdo local focalizada em setores estratégicos e capazes de competir internacionalmente. Para a entidade, decreto apresenta uma importante mudança na lógica de desenvolvimento da indústria ao instituir um modelo que incentiva os investimentos para ampliação de conteúdo local, ao contrário da lógica atual que só prevê penalidades.

Fonte: DCI

Decreto sobre conteúdo local agrada petroleiras; indústria critica

Decreto publicado nesta segunda-feira (18) no Diário Oficial da União cria bonificações para petroleiras que comprarem equipamentos de empresas brasileiras que tenham investido em construção ou ampliação de fábricas no país. A medida agradou petroleiras, mas recebeu críticas da indústria de equipamentos.
O texto institui o Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor), antecipado pela Folha em outubro.
Pelas regras do setor, os concessionários têm que cumprir um percentual mínimo de compras no Brasil, que é definido por cada empresa nos leilões de áreas exploratórias.
Nos últimos anos, porém, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) tem aplicado diversas multas pelo não cumprimento dos compromissos.
Agora, as petroleiras poderão contabilizar pontos extras (chamados de Unidades de Conteúdo Local) se os contratos de compra de bens ou serviços viabilizarem a expansão de fábricas, o investimento em inovação, a exportação de equipamentos ou a aquisição de lotes pioneiros de produtos nacionais.
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o objetivo é incentivar os fornecedores a investir em capacidade produtiva e investimentos em tecnologia e inovação.
Na prática, porém, beneficia as petroleiras que não conseguiram cumprir seus compromissos de conteúdo local, como a própria Petrobras.
ABIMAQ
“O Pedefor é um corolário de boas intenções, mas não garante que a competitividade da indústria nacional vai melhorar”, critica o presidente executivo da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), José Velloso, para quem o decreto ajuda as petroleiras.
“E ameaça bonificar petroleiras que não cumpriram com suas obrigações”, completa o executivo.
Segundo ele, a ociosidade média dos fabricantes ligados à indústria do petróleo chega hoje a 50%. O principal problema, diz, está na isenção de impostos concedidos a equipamentos importados —parte de um programa chamado Repetro— que prejudica a competição.
IBP
Em nota, o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), que representa as petroleiras, diz que o decreto “apresenta uma importante mudança na lógica de desenvolvimento da indústria ao instituir um modelo calcado no incentivo aos investimentos para desenvolvimento de conteúdo local, ao contrário da lógica atual que prevê apenas penalidades”.
O texto ainda precisa ser regulamentado e tanto petroleiras como a ABIMAQ pedem abertura de diálogo com o governo na definição de como as regras serão aplicadas.
Segundo o decreto, o Pedefor será gerido por um comitê formado por representantes da Casa Civil, dos ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), ANP e Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

Fonte: Folha de S. Paulo, TN Online, Folha PE, Jornal do Comércio – RS

Empresários começam 2016 mais pessimistas do que em 2015

Pesquisa da CNI mostra que indicador de confiança deste mês é 7,9 pontos menor do que o de janeiro do ano passado. Confiança é menor na indústria da construção

Os empresários brasileiros continuam pessimistas com as condições atuais e futuras da economia e das empresas. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) ficou em 36,5 pontos em janeiro. O valor é 7,9 pontos  inferior ao registrado no mesmo mês de 2015 e está 18,4 pontos abaixo da média histórica, que é de 54,9 pontos, informa a pesquisa divulgada nesta segunda-feira (18) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O ICEI varia de zero a cem pontos. Quanto mais abaixo de 50 pontos maior e mais disseminado é o pessimismo.

“Infelizmente, 2016 começa com a confiança do empresário  muito baixa, e isso não contribuirá para a recuperação da economia. Os empresários estão esperando notícias boas, como o ajuste fiscal e a conciliação política do país, para acreditar na retomada do  crescimento e voltar a investir”, afirma o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.  A confiança do empresário é um indicador importante porque antecipa tendências de investimentos. Empresários pessimistas com o desempenho atual e futuro das empresas e da economia reduzem ou suspendem os investimentos. Sem investimentos, a produção e o emprego não crescem, agravando as dificuldades da economia.

De acordo com a pesquisa, a confiança é menor entre os empresários da construção. Nesse setor, o ICEI ficou em 35,1 pontos, abaixo do índice nacional. Na indústria extrativa, o indicador alcançou 44 pontos e, na de transformação, 36,4 pontos. Nas pequenas empresas o ICEI ficou em 35,1 pontos, também abaixo do índice nacional. Nas grandes empresas, foi de 37,6 pontos e, nas médias, de 35,5 pontos.

Esta edição do ICEI foi feita com 2.772 empresas entre 4 e 13 de janeiro. Dessas, 1.084 são pequenas, 1.063 são médias e 625 são de grande porte.

Uma nova revolução industrial

A atual era de inovação, em que tecnologias de ponta desestruturam setores econômicos inteiros a uma taxa estonteante, foi chamada a Quarta Revolução Industrial. É também tema do encontro anual desta semana do Fórum Econômico Mundial, em Davos ­ e justificadamente. Nos próximos anos, o alcance e o ritmo da inovação vão transformar a maneira pela qual produzimos, distribuímos e consumimos. Para maximizar os benefícios disso, temos de tomar providências agora para preparar nossas economias e sociedades, com foco em três áreas fundamentais: a educação, o ambiente de negócios e a conectividade. O capital humano é essencial para o sucesso de uma economia, e o México não é exceção a essa regra.

As “Notas de Infraestrutura em Educação”, veículos de investimento privado permitiram canalizar aproximadamente US$ 3 bilhões para melhorar instalações das escolas primárias nos próximos três anos. Além disso, durante o atual ano escolar 2,3 milhões de alunos do quinto ano fundamental receberam tablets. No ano passado, mais de 110 mil alunos se formaram em áreas como engenharia, indústria de transformação e construção ­ número superior ao da maioria dos países desenvolvidos, entre os quais França, Alemanha e Reino Unido.

Reconhecendo a importância vital dos laços entre governo, indústria e universidade, foi aumentado o número de escritórios de transferência de tecnologia para sustentar o desenvolvimento de novos produtos e negócios em áreas como biotecnologia, energia e tecnologias da informação. Ao mesmo tempo foi preciso melhorar o ambiente de negócios e de investimentos e, antes de mais nada, foram dados passos largos em direção à estabilidade macroeconômica. O banco central mexicano adotou uma política monetária independente que garante estabilidade dos preços e inflação baixa; em novembro, a taxa anual de inflação, de 2,21%, foi a mais baixa da história do México. A relação dívida sobre PIB de 2015 deverá ficar em 46,9% ­ bem abaixo da média latino­americana de 55,6% e deverá se estabilizar em 47,8%.
Uma ampla reforma energética baixou os custos com energia elétrica, eliminou aumentos mensais dos preços da gasolina e expandiu os gasodutos por todo o país, impulsionando a competitividade. As atividades de todo o setor energético estão abertas ao capital privado ­ uma estratégia que vai atrair todos os anos US$ 12,6 ilhões em investimento. No mesmo sentido, a autorização à participação dos investimentos externos no setor de telecomunicações baixou os preços dos serviços terrestres e celulares, melhorando, ao mesmo tempo, a qualidade e a cobertura.

Pelo fato de micro, pequenas e médias empresas serem as principais propulsoras da economia do México, estamos empregando ferramentas digitais para agilizar e facilitar para os empresários a inauguração de suas próprias empresas, ao mesmo tempo facilitando seu acesso a financiamentos de bancos comerciais.
O terceiro passo fundamental para preparar a economia mexicana para a Quarta Revolução Industrial é a conectividade. O México é um dos poucos países que reconhecem formalmente o direito de seu povo a uma conexão à internet de banda larga. Fora criados 65 mil lugares públicos, como escolas, bibliotecas e praças, com conexões de banda larga. Isso ajudará a alcançar a meta de fornecer serviço de internet de alta velocidade a 70% das famílias e a 85% das micro, pequenas e médias empresas.
Mas a conectividade não é apenas digital; a infraestrutura física também é vital. O México já é uma potência manufatureira e um dos maiores vendedores mundiais de produtos como aparelhos de TV, veículos, autopeças, computadores e telefones celulares. A melhoria da infraestrutura possibilitará aumentar o valor e a diversidade das indústrias voltadas para a exportação.

Foram canalizados mais de US$ 460 bilhões para a construção e modernização de milhares de quilômetros de estradas e rodovias. Um novo aeroporto internacional na Cidade do México e o desenvolvimento dos portos marítimos praticamente duplicarão a capacidade já instalada no oceano Pacífico e no Golfo do México.

Nos três últimos anos país expandiu a rede de acordos de livre comércio de modo a incluir a Aliança do Pacífico e, mais recentemente, a Parceria Transpacífico. Isso somará um total de 13 acordos de livre comércio, que dão acesso preferencial a 52 países com 1,3 bilhão de consumidores em potencial.

A economia do país está preparada para o que vem pela frente ­ e está sustentando­as com ações concretas. Mas ainda é preciso avançar mais, é preciso melhorar a conectividade, principalmente nas remotas áreas rurais (que abrigam 9% da população mexicana). É preciso dotar cidadãos e empresas das ferramentas de que necessitam para aproveitar as oportunidades criadas pela Quarta Revolução Industrial, e garantir que as gerações futuras, também, possam alcançar seu potencial pleno em um mundo em transição acelerada.

Fonte: Valor

Redação On janeiro - 19 - 2016
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