Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 18 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Metalúrgicos da GM em São José dos Campos entram em greve

Trabalhadores rejeitaram oferta apresentada pela montadora

 

Trabalhadores da General Motors em São José dos Campos decidiram entrar em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira, após rejeitaram oferta apresentada pela montadora de pagamento de segunda parcela de participação nos lucros e resultados (PLR) de 2015.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a GM ofereceu R$ 5 mil, enquanto os trabalhadores reivindicam R$ 6.405. A entidade afirmou que a greve parou 100% das atividades da fábrica. Na véspera, os trabalhos na unidade já tinham sido interrompidos diante de assembleias dos funcionários sobre a estratégia a ser tomada.

A segunda parcela é calculada com base na diferença de uma primeira parcela paga no ano anterior e na produção da companhia no mesmo ano. Segundo o sindicato, a proposta da segunda parcela da PLR embute valores de 13º salário e abono que já havia sido acertado pela empresa com os trabalhadores anteriormente.

— O valor mínimo aceitável é R$ 6.405, que equivale a 86% da tabela (de produção) que nós temos há dois anos —, disse o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, em comunicado distribuído à imprensa. O sindicato informou que está buscando uma nova negociação com a empresa ainda nesta terça-feira. Representantes da GM não comentaram o assunto de imediato.

A fábrica de São José dos Campos produz a picape S10 e o utilitário Trailblazer, além de motores e transmissão. A GM tem 4.800 trabalhadores na unidade, sendo que cerca de 600 estão em lay-off até dia 31, informou a entidade.

O sindicato afirmou que a GM não pagou a segunda parcela da PLR para as fábricas de São Caetano do Sul, em São Paulo e Gravataí, no Rio Grande do Sul, e que os trabalhadores de São Caetano já protocolaram aviso de greve.

 

 

Seguro-desemprego tem ganho menor que o esperado

Redução de gasto foi de R$ 4,2 bilhões, 33% menos do que o governo projetou

As mudanças feitas no seguro-desemprego no início do ano passado, uma das primeiras medidas encabeçadas pelo ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy com o objetivo de ajustar a trajetória dos gastos públicos, geraram uma economia aquém da esperada pelo governo.

Descontada a inflação de 10,67% no ano passado, a queda real em relação a 2014 foi de R$ 4,2 bilhões, cerca de 33% menos que o esperado. Assim, de acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência, foram gastos R$ 37,21 bilhões em 2015. A previsão inicial, à época da sanção da lei nº 13.134, em junho de 2015, era de uma queda de R$ 6,4 bilhões com esse tipo de gasto no ano. Dessa forma, as despesas com o benefício deveriam cair para R$ 26,8 bilhões.

Além disso, o governo esperava uma redução de 1,6 milhão na quantidade de trabalhadores com acesso ao seguro-desemprego. Porém, a redução chegou a 800 mil, ou metade da estimativa projetada pelo governo.

Se forem considerados apenas os benefícios pagos a trabalhadores formais demitidos sem justa causa (o seguro-desemprego também é destinado a empregados domésticos, pescadores artesanais, pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão e a trabalhadores afastados para qualificação oferecida pela empresa), houve um aumento nominal de 3,63% na despesa com seguro-desemprego em 2015 na comparação com 2014. Nesse caso, o total dispendido passou de R$ 32,3 bilhões para R$ 34,4 bilhões nos dois últimos anos.

ALTA NO NÚMERO DE PARCELAS

Em nota, o Ministério do Trabalho e Previdência aponta dois fatores que contribuíram para este movimento: o aumento do número médio de parcelas emitidas para cada segurado, que passou de 4,21 em 2014 para 4,4 no ano passado, e o valor médio da mensalidade, que subiu de R$ 937,73 para R$ 1.025,01, uma alta de 9,3%. “Juntos, estes fatores mais que compensaram a queda de 10,21% verificada no número de segurados”, diz a nota.

No texto, a assessoria de imprensa explica ainda que o aumento da taxa de desemprego não afeta diretamente o número de benefícios pagos, uma vez que esse benefício só abrange os demitidos sem justa causa. O número de dispensados sem justa causa entre janeiro e dezembro do ano passado caiu 3,36% em relação a 2014. O número de segurados, consequentemente, caiu de 8,4 milhões para 7,6 milhões, 800 mil pessoas ou 10,21% a menos.

Essa não foi a primeira frustração em relação ao impacto, nas contas públicas, esperado com os cortes no seguro-desemprego. Quando a medida provisória 665 foi editada, no fim de 2014, o Ministério da Fazenda previa regras ainda mais duras do que as aprovadas pelo Congresso, o que geraria uma economia maior do que os R$ 6,4 bilhões estimados à época da sanção. A MP estabelecia, por exemplo, carência de 18 meses para ter direito ao benefício no primeiro pedido e de 12 meses, no segundo. O prazo anterior era de seis meses. No Congresso, o prazo caiu para 12 meses na primeira solicitação e nove meses na segunda. A partir do terceiro pedido, o prazo prossegue em seis meses.

Fonte: O Globo

Médicos do INSS voltam ao trabalho no dia 25, mas mantêm ‘estado de greve’

O Estado de S.Paulo – 19/01/2016

Os médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiram, em assembleia no domingo, retornar ao trabalho, no dia 25, próxima segunda-feira, depois de quase 140 dias de paralisação.

Segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP), os peritos vão priorizar o chamado atendimento essencial, ou seja, àquelas pessoas que nunca passaram por perícia para ter direito a um dos benefícios (auxílio-doença ou aposentadoria especial por invalidez). Também é preciso de perícia para voltar ao trabalho depois da licença.

No estado de greve, os profissionais voltam ao trabalho, mas continuam negociando com o governo. “Novas paralisações no futuro não estão descartadas”, diz Luiz Argôlo, diretor da ANMP. Até a próxima segunda, apenas 30% dos médicos continuarão trabalhando. Na próxima segunda, todos voltarão a bater ponto, mas em “estado de greve”. “Esperamos que com esse distensionamento, o governo volte a dialogar com a categoria”, afirma Argôlo.

A entidade calcula que, no período da greve, 2,1 milhões de perícias deixaram de ser feitas. O tempo médio de espera para o agendamento saltou de 20 dias para 80 dias.

Os médicos peritos pedem aumento salarial de 27,5% em, no máximo, duas parcelas anuais, redução da carga horária de 40 horas para 30 horas semanais, a recomposição do quadro de servidores e o fim da terceirização da perícia médica.

Na semana passada, o governo informou, por meio de nota, que apresentou, em ofício enviado à ANMP no dia 8 de dezembro, proposta que contempla a maioria dos pontos exigidos na mesa de negociação. A exigência dos médicos de redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais sem perda de remuneração, no entanto, é um ponto de discordância.

De acordo com o Ministério do Planejamento, foi oferecido aos peritos médicos reajuste de 10,8%, a ser pago em duas vezes, e reajuste dos benefícios sociais – as mesmas condições das demais categorias do funcionalismo.

A ANMP afirma que a União gasta R$ 125 bilhões a benefícios, sendo a metade paga sem perícia médica. A entidade diz que, em 5 anos, quase 3 mil peritos abandonaram a carreira. A taxa de evasão é de 2 peritos por dia útil, “algo inédito no serviço público federal”.

Redação On janeiro - 19 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.