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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Retomada da atividade ainda é uma incógnita

Valor Econômico – 18/01/2016

Apesar de o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC­Br), prévia do Produto Interno Bruto (PIB) feita pelo Banco Central, ter surpreendido positivamente, é cedo para dizer que o pior da crise já passou, avaliam economistas de bancos e consultorias. Entre outubro e novembro, o IBC­Br recuou 0,52% com ajuste sazonal, menos do que esperavam as 17 instituições ouvidas pelo Valor Data, que calculavam queda de, em média, 0,8%.

A trajetória do indicador do BC ao longo de novembro foi semelhante à da Pesquisa Mensal do Comércio, que surpreendeu e teve alta de 0,5%, puxada pelas vendas da Black Friday, dizem especialistas. O IBC­Br é calculado com base no desempenho dos três setores da economia: agropecuária, indústria e serviços. As boas vendas da Black Friday colaboraram com o setor de serviços. “No entanto, boa parte dessas vendas foi uma antecipação do Natal, o que deve fazer com que o IBC­Br de dezembro volte a piorar”, diz Thiago Curado, da 4E Consultoria, que espera quedas do índice na margem, ou seja, crescentes na comparação com o mês anterior, até o final do primeiro trimestre. Os dados de maior amplitude do IBC­Br, sempre com ajuste sazonal, mostram uma situação mais complicada do que o desempenho de novembro.

No ano, o IBC­Br aponta queda de 3,88%. Nos 12 meses encerrados em outubro, o indicador aponta retração de 3,63%. Devido às revisões constantes do indicador, o IBC­Br medido em 12 meses é mais estável do que a variação mensal. Em comparação com novembro de 2014, a baixa é de 6,72%. Sem a dessazonalização, ficou em 6,14%.
“Isso é pior do que o PIB registrado no terceiro trimestre de 2009”, diz Alberto Ramos, diretor de pesquisas econômicas para a América Latina do Goldman Sachs, citando a crise internacional que havia estourado no ano anterior.

O banco americano reviu para baixo sua previsão do PIB no quarto trimestre, passando de queda de 0,6% para recuo de 1,4%.

“O fundo do poço ainda está longe”, diz Ramos, em função da “dificuldade de acesso ao crédito, inflação alta, piora significativa do mercado de trabalho, aumento dos preços administrados, fraca demanda externa, queda do preço das commodities, incerteza política e queda da confiança”, entre outros fatores.

Economistas divergem sobre possível alta da Selic na próxima quarta-feira

DCI – 18/01/2016

Enquanto as instituições financeiras parecem unânimes em relação ao aumento da taxa Selic na próxima quarta-feira, especialistas apresentam opiniões diferentes sobre a decisão do Copom e questionam a eficácia da medida para combater a inflação.

“Todo mundo está dizendo que vão aumentar [a Selic], mas acho muito difícil que isso aconteça”, disse José Nicolau Pompeu, professor de economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “O efeito de mais um aumento sobre a inflação seria muito menor que o impacto sobre o ajuste fiscal”, justificou.

Para Roberto Luís Troster, ex-economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os diretores do Comitê de Política Monetária (Copom) devem decidir pela elevação de 0,25 ponto percentual (p.p.) “por conta do discurso do Banco Central sobre a deterioração das expectativas”.

Já José Luiz da Costa Oreiro, especialista em finanças públicas, acredita que é “quase certo” o aumento de 0,5 ponto da taxa básica de juros. Segundo o professor, a mudança é uma questão de “credibilidade”. “Como, em anos passados, o Banco Central diminuiu a Selic de maneira intempestiva, agora, para conseguir se recuperar, tenta ser mais realista que o rei”, explicou.

Do lado das instituições financeiras, o aumento da Selic é dado como certo. O relatório de mercado Focus, por exemplo, crava que a taxa básica encerrará janeiro cotada em 14,75%, 0,5 ponto acima do patamar atual.

“Tiro no pé”

A eficácia de um possível aumento também foi questionada pelos entrevistados. Para Oreiro, a inflação vai cair em 2016 mesmo sem a elevação da Selic. Uma nova mudança, por outro lado, aprofundaria o quadro recessivo e complicaria ainda mais a questão fiscal.

“Piora ainda mais as contas, com o pagamento de juros crescendo, e também prejudica as arrecadações do governo, já que afeta o desempenho da atividade econômica”, afirmou o especialista. “Essa é a pior decisão que podiam tomar nesse momento.”

Pompeu segue linha parecida: “Se realmente aumentarem, vai ser um tiro no pé”. O professor comentou que a Selic mais alta vai “aumentar o custo do capital para as empresas, o que prejudica a economia”, e não terá grande efeito sobre a inflação, “já que a demanda está fraca”.

Desde o começo de 2014, a taxa de juros foi elevada dez vezes, em 4,25 pontos percentuais, mas o impacto sobre a inflação não foi o esperado: o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido em 12 meses, disparou de 5,6% para 10,7% no mesmo período.

A resiliência dos preços, segundo Oreiro, se deve ao aumento dos preços administrados e do câmbio em 2015, que não são afetados diretamente pela Selic. “O juro pode fazer muito pouco com a questão da inércia. O que o governo poderia fazer é avançar com uma agenda de desindexação geral, começando com a lei de reajuste de salário mínimo: foi um erro ter aprovado aumento de mais de 11%”, complementou.

Troster, por outro lado, tem visão mais otimista. “No curto prazo, pode haver piora das contas com aumento do endividamento, mas vai haver impacto, ainda que pequeno, sobre a inflação.”

Queda ainda em 2016

Se há divergência sobre o aumento da taxa, sua diminuição causa reações mais parecidas.

“Eles [Copom] vão ter que reduzir a Selic ainda em 2016, porque o nível de atividade econômica está muito preocupante”, analisou Oreiro.

Para Troster, devem ocorrer três aumentos seguidos no começo deste ano, mas, assim que a inflação começar a cair, a taxa de juros também pode diminuir. “Talvez na última reunião do ano”, estimou.

Pompeu disse que a redução da taxa de juros deve ocorrer no segundo semestre e defendeu que a medida “seria boa para reativar a economia”.

O relatório Focus, por outro lado, indica que a Selic deve fechar 2016 acima dos 15%.

Crédito para empresa cai ao nível de 2004

Folha de S.Paulo – 18/01/2016

Os financiamentos liberados para empresas recuaram para o menor patamar em mais de dez anos, quando só começava o mais recente ciclo de expansão no crédito.

Os motivos foram desde a queda nas vendas e a alta nos estoques -consequências da recessão- até a falta de confiança para novos investimentos diante da crise e a desestruturação dos setores de óleo e gás e de infraestrutura, um dos que mais demandavam crédito, após a Lava Jato.

Também pesou para o freio o aumento dos juros. A taxa do capital de giro, por exemplo, subiu de 30,2% para 47,1% de janeiro a novembro, segundo o Banco Central.

No ano passado, os bancos concederam R$ 1,332 trilhão em empréstimos para pessoa jurídica com juros de mercado (sem contar BNDES e demais linhas subsidiadas) até novembro, de acordo com o BC. É menos que o R$ 1,378 trilhão de todo o ano de 2004 após atualização pelo IPCA. Mesmo se dezembro surpreender, não deve superar o R$ 1,525 trilhão de 2005.

Além da queda na demanda, os bancos negaram crédito para muitas empresas a fim de atender regras internas de gerenciamento e diversificação de risco.

Quanto mais empréstimo feito a áreas consideradas “sensíveis”, mais recursos são retidos para formar as provisões contra eventuais calotes.

Mesmo companhias distantes da Lava Jato -incorporadoras, metalúrgicas, fabricante de móveis e autopeças, além de micro e pequenas empresas em geral- tiveram crédito negado, porque já tinham tomado muito empréstimo nos anos anteriores.

Os poucos segmentos preservados foram o agronegócio e os voltados à exportação, que reagiram principalmente no segundo semestre.

Entre as saídas encontradas por Banco do Brasil, Bradesco e Itaú para incrementar o crédito foi financiar a rede de fornecedores de grandes empresas. Nesse caso, a líder garante os pagamentos dos fornecedores com base nos pedidos feitos ou previstos.

A vantagem é que o fornecedor, geralmente empresa pequena, passa a ter acesso aos juros de uma grande. E o banco se livra do risco da pequena, que demanda maior provisão para perdas de crédito. Isso ocorreu nos setores de laticínios, moveleiro, têxtil e varejista.

No passado, era comum essas empresas tomarem dinheiro emprestado para repassar aos fornecedores, assumindo o papel de banco. A própria Petrobras faz isso com a rede de mais de 20 mil fornecedores cadastrados.

HAMBÚRGUER

Para fugir dos juros altos, empresas que normalmente buscavam recursos em linhas de capital de giro dos bancos para compra de insumos recorreram ao mercado de capitais, especialmente com emissão de títulos de dívida com incentivos fiscais.

Foi o caso do Burger King, que emitiu R$ 105 milhões em CRA (certificados de recebíveis do agronegócio, que tem isenção de IR para pessoa física e estrangeiro) para comprar carne. A Suzano também fez operação semelhante, de R$ 52 milhões, para custear a moradia dos trabalhadores em nova fábrica no Maranhão.

Apesar de ganhar espaço dos bancos, a captação de recursos no mercado de capitais somou R$ 124,8 bilhões em 2015 -metade de 2014 e o menor volume em sete anos.

Quem não tinha tamanho para ir ao mercado de capitais nem contou com o guarda-chuva de grandes empresas para tomar emprestado nos bancos recorreu às empresas de factoring, que antecipam o pagamento de duplicatas. O segmento adiantou quase R$ 150 bilhões em 2015, segundo a Anfac (associação de factoring), alta de 25% sobre os R$ 120 bilhões de 2014, quase o mesmo volume das captações no mercado de capitais e mais de um décimo do giro dos empréstimos bancários em 2015.

Mercado financeiro já prevê inflação de 7% para 2016

Estimativa para IPCA de 2017 também sobe e se distancia de meta central. Analistas dos bancos preveem novo aumento dos juros nesta semana.
A estimativa dos economistas para a inflação deste ano já chegou a 7%, segundo levantamento feito pelo Banco Central e divulgado nesta segunda-feira (18). A previsão anterior era de 6,93%. A pesquisa é feita com mais de cem instituições financeiras.
Com isso, o mercado financeiro prevê que a inflação ficará, novamente, acima do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro neste ano – algo que já aconteceu em 2015, ano em que o IPCA alcançou 10,67%. A meta central de inflação é de 4,5% neste e no próximo ano.
Para 2017, a previsão do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu de 5,2% para 5,4%. A taxa não extrapola o teto de 6,5%, mas se distancia ainda mais da meta central, de 4,5%, no ano que vem.
Recentemente, o BC informou que buscará “circunscrever” o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%) e, também, fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017. O mercado financeiro, porém, ainda não acredita que isso acontecerá.
Produto Interno Bruto
Para o PIB de 2016, o mercado financeiro manteve a estimativa de uma contração de 2,99% na semana passada.
Como o mercado segue estimando “encolhimento” do PIB em 2015, se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.
Para o comportamento do PIB em 2017, os economistas das instituições financeiras mostraram mais otimismo e subiram a previsão de crescimento de 0,86% para 1% na semana passada.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. No mês passado, a “prévia” do PIB do Banco Central indicou uma contração de 3,38% até setembro.
Taxa de juros
Após o BC ter mantido os juros estáveis em 14,25% no fim de novembro, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que os juros voltarão a subir na próxima quarta-feira (20), quando termina reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), para 14,75% ao ano.
Para o fim de 2016, a estimativa permaneceu em 15,25% ao ano – o que pressupõe novos aumentos dos juros básicos da economia no decorrer deste ano. Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros subiu de 12,75% para 12,88% ao ano.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.
Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 permaneceu em R$ 4,25.
Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar subiu de R$ 4,23 para R$ 4,30.
A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 subiu de US$ 35 bilhões para US$ 35,5 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit avançou de US$ 35 bilhões para US$ 38,8 bilhões.
Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou inalterada em US$ 55 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas permaneceu em US$ 60 bilhões.
Fonte: G1

Balança comercial se recupera e tem superávit na 2ª semana de janeiro

Na semana passada, balança teve saldo positivo de US$ 621 milhões.
No acumulado do ano, superávit comercial totalizou US$ 471 milhões.

 

Após iniciar o ano no vermelho, a balança comercial se recuperou na segunda semana de janeiro e registrou um saldo positivo (exportações menos importações) de US$ 621 milhões, segundo números divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Já no acumulado deste ano (parcial das duas primeiras semanas de 2016), o governo informou que foi contabilizado um superávit de US$ 471 milhões, com US$ 6,06 bilhões de exportações – média diária de US$ 606 milhões – e US$ 5,59 bilhões em compras do exterior, com média de US$ 559 milhões por dia útil.

 

Exportações X importações
Os números oficiais mostram que, em meio à recessão e à disparada do dólar, que subiu quase 50% no ano passado, o superávit da balança comercial, ocorrido no começo de 2016, está relacionado à uma queda maior das importações do que das vendas externas.

Neste período, as vendas ao exterior recuaram 7%, sobre janeiro de 2015, ao mesmo tempo em que as importações recuaram mais do que o quádruplo na mesma base de comparação: 30,4%.

No começo deste ano, recuaram as exportações de produtos manufaturados (-15,8%), por conta de açúcar refinado, aviões, motores para veículos e autopeças, entre outros; além de semimanufaturados (-11,3%), enquanto os produtos básicos apresentaram crescimento de 2,9%, por conta, principalmente, de soja em grãos, milho em grãos, algodão em bruto, farelo de soja e petróleo em bruto.

No caso das compras do exterior, caíram os gastos com combustíveis e lubrificantes (-73,9%), siderúrgicos (-52,2%), veículos automóveis e partes (-39,7%), equipamentos elétricos e eletrônicos (-39,3%), borracha e obras (-34,8%), adubos e fertilizantes (-29,5%) e plásticos e obras (-29,4%).

 

Resultado de 2015
No ano passado, ainda de acordo com informações do governo, o saldo positivo (superávit) das transações comerciais do Brasil com o resto do mundo somou US$ 19,69 bilhões. Foi o maior valor para um ano fechado desde 2011, quando o superávit comercial somou US$ 29,79 bilhões.

O resultado foi influenciado pelo baixo nível de atividade. Com a economia brasileira em recessão e o dólar alto, as importações desabaram 24,3% em 2015. Dólar alto torna as vendas externas mais baratas e as importações mais caras.

Ainda segundo números oficiais, a melhora da balança comercial em 2015 também foi influenciada pela queda do preço do petróleo. Como o Brasil mais importa do que vende petróleo ao exterior, o recuo do preço favoreceu a melhora do saldo comercial do país.

Estimativas do mercado e do BC para 2016
A expectativa do mercado financeiro para este ano é de melhora do saldo comercial, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada. O próprio BC também prevê melhora no saldo comercial.

A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de US$ 35,5 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior para 2016. O Ministério do Desenvolvimento estima um superávit de cerca de US$ 35 bilhões neste ano.

Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 30 bilhões para este ano, com exportações em US$ 190 bilhões e compras do exterior no valor de US$ 160 bilhões.

Fonte: G1

Redação On janeiro - 18 - 2016
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