Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Mais de 40 mil correm risco de demissão na indústria automotiva

Só setor de máquinas e equipamentos deve dispensar 20 mil este ano
O metalúrgico Marco Maia Mantovani, de 31 anos, teve a jornada de trabalho e o salário reduzidos desde o ano passado, mas, na última segunda-feira, chegou a pior notícia: a demissão. Mantovani trabalhava na MWM, empresa que fabrica motores a diesel em São Paulo. A justificativa para o corte foi que a crise no segmento se acentuou no fim de 2015. Os três turnos de trabalho foram reduzidos a dois.
— Quero continuar na indústria automotiva, mas não sei quando vou conseguir me recolocar com essa enorme crise — diz Mantovani, ainda atordoado pela perda do emprego em que estava há seis anos.
Nas montadoras, diz Luiz Moan, presidente da Anfavea, que representa as fabricantes, há excedente de pessoal. Ao fim de 2015, havia 5.100 metalúrgicos no chamado regime de lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho) e outros 35.600 no Programa de Proteção ao Emprego (PPE) — redução da jornada de trabalho com consequente corte no salário. No total, 40.700 trabalhadores foram afetados por essas medidas e correm o risco de perder o emprego se a situação econômica não melhorar. No ano passado, foram demitidos 14 mil, cerca de 10% da força de trabalho nas montadoras.
Só no ABC Paulista, um dos polos da indústria automotiva, 11 empresas fecharam acordos de PPE, sendo três montadoras, cinco fábricas de autopeças, uma de estamparia automotiva, uma de robótica e duas de outros setores. Na Mercedes-Benz, a primeira montadora a aderir ao programa, 9.800 funcionários foram incluídos. Na Volkswagen, de São Bernardo, foram 9.300 trabalhadores e na Ford, 3.800. Nessas três empresas, 22,9 mil trabalhadores foram afetados pelas medidas, o equivalente a 56% do total dos participantes do programa do governo no país.
— As crises são cíclicas, crise que passa de dois anos (tempo de duração possível do PPE) é tragédia, é terra arrasada. O programa é uma boia para atravessar o rio — afirma Paulo Cayres, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, que apoia o plano de renovação de frota de caminhões, proposto por Moan. — Mas podemos olhar também para redução de lucros, de margem. Os carros são muito caros aqui.
‘RECOMENDAÇÃO É DEMITIR’
Nos últimos 15 anos, Mantovani só trabalhou como metalúrgico do setor automotivo. Ele não descarta procurar emprego em outra atividade, diante da crise no setor.
— Se demorar muito tempo para encontrar uma vaga na minha área, vou ter que partir para outra ocupação — diz o metalúrgico, que é casado, pai de um menino de 6 anos e tinha salário próximo de R$ 3 mil. Os ganhos da mulher, que é enfermeira, estão sustentando a família até Mantovani conseguir outro emprego.
Assim como esse setor, outros da cadeia também não devem abrir vagas, como o de máquinas e equipamentos que, depois de demitir 40 mil operários em 2015, prevê cortar mais 20 mil este ano. Desde 2014, o quadro de pessoal ficou 20% menor:
— Minha recomendação às empresas é demitir. Não há luz no fim do túnel, para que o investimento avance — afirma José Velloso Dias Carneiro, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).
Nas montadoras, os cortes não devem parar. A fábrica da Ford em Camaçari (BA), que demitiu pouco no ano passado, abriu plano de demissão voluntária e já avisou ao sindicato que dará férias coletivas de 20 dias em fevereiro, depois da folga de Carnaval. Em março, o terceiro turno será suspenso, com o corte de 2 mil trabalhadores.
— Nós defendemos a adoção do PPE, mas a empresa não quer. Se houver cortes, vai ter greve — diz Júlio Bonfim, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, onde o polo automotivo emprega dez mil pessoas.
Para Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o governo falhou ao não exigir contrapartida de manutenção do emprego ao dar as desonerações:
— O governo abandonou o diálogo com os trabalhadores e deixou de lado a estratégia de implantar uma política de desenvolvimento e industrial. Decidiu oferecer desonerações ao setor automotivo, mas não exigiu contrapartidas com manutenção do emprego. E o resultado é a crise atual, a maior de nossa indústria.
Torres afirma que o metalúrgico desempregado demora pelo menos dois anos para encontrar outra vaga atualmente. Ele também vê a renovação da frota como uma solução para manter as vagas abertas. Torres participa das discussões do plano com outras centrais sindicais, além de Fenabrave — que reúne as concessionárias de veículos—, Anfavea e entidades ligadas ao setor. A ideia é criar um fundo para financiar a renovação da frota, com dinheiro de impostos já existentes e das empresas.
— É um plano que se autofinancia. Quando estiver em pleno funcionamento, ajudará a salvar empregos — defende.
 
CARROS MAIS CAROS VENDEM
Algumas montadoras estão conseguindo se salvar da crise com a venda de modelos mais caros, como utilitários esportivos (os SUVs). A japonesa Honda vendeu mais 11% no ano passado. O Honda HR-V foi o SUV mais vendido no país. Na fábrica de Sumaré (SP) no ano passado, além dos dois turnos, houve aumento de quatro horas diárias. Mesmo assim, a montadora opera com metade da capacidade. A fábrica inaugurada em Itirapina (SP) em 2015, com capacidade para 120 mil veículos por ano, nem começou a produzir, por causa da retração do mercado. A empresa informou que não existe data prevista para o início da operação.
No polo automotivo Jeep, na cidade de Goiana, em Pernambuco, janeiro começou com 160 vagas abertas. As contratações ocorrem com o início da produção do segundo carro fabricado no complexo, a picape Fiat Toro.


Fonte: O Globo, GS Notícias, Meus Conteúdos

 

 

 

Usiminas mantém plano de cortes de 4 mil empregados

DCI – 18/01/2016

A Usiminas mantém plano de cortes de cerca de 4 mil postos de trabalho de sua usina siderúrgica em Cubatão, no litoral de São Paulo, e paralisar atividades de produção de aço da unidade, informou o sindicato de metalúrgicos da região na sexta-feira, após reunião de cinco horas intermediada pelo MP.

 

Indústria naval pede união entre empresário e governo para evitar mais demissões

Com o crescente desemprego em todo o país, fruto da atual crise política e econômica, setores como a agricultura, a construção civil, e administração pública são alguns dos que mais sofrem. No Rio de Janeiro, no entanto, o caso mais alarmante ocorre na indústria naval, principal geradora de empregos do estado, que cortou cerca da metade de suas vagas em 2015.

Os estaleiros do estado se veem como reféns da situação caótica que se instaurou no setor petroleiro. A Petrobras, envolta em graves problemas financeiros decorrentes das investigações da Operação Lava Jato e da constante queda do preço do barril de petróleo, não está em condições de realizar, na média de anos anteriores, as contratações de que a indústria naval tanto depende. No que se desenha como um efeito em cadeia, empresas prestadoras de serviço aos estaleiros, já em dificuldades, também acabam arrecadando menos e demitindo mais.

 

 

Metalúrgicos fazem protesto contra demissões: cenário desaminador

 

“O setor metalúrgico está hoje em crise”, avalia o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Manuel Monteiro, responsável pelo setor de indústria naval. “Nós começamos 2016 com um quadro realmente muito ruim, a situação é crítica. Nós tivemos três mil trabalhadores demitidos no estaleiro Eisa, aproximadamente seis mil no estaleiro Inhaúma, antigo Ishibrás, na Enseada, alguns estaleiros, como o Sermetal, fecharam, e nós não temos perspectiva de reabertura desses que fecharam ou mesmo de melhora nos que vêm reduzindo postos de trabalho”, afirma. O diretor faz um apelo: “Falta um envolvimento maior dos empresários no sentido de buscar uma solução para o problema, com os trabalhadores e o governo. Acho que todos devem estar juntos para que possamos reverter esse quadro”.

As demissões no Eisa, que ocorreram em dezembro de 2015, exemplificam bem a gravidade da situação, apontada pelo diretor sindical. Os 3 mil funcionários demitidos da empresa chegaram ao estaleiro para trabalhar na manhã do dia 15 de dezembro, uma segunda-feira, e se depararam com portões lacrados. Sem perceber de início o que acontecia, receberam então uma carta da presidência que os informava de seu desligamento da empresa, resultado da recessão econômica e dos desdobramentos da Lava Jato.

“Temos discutido a redução das demissões, mas as perspectivas não são boas, por conta da Transpetro, da crise da Petrobras, e também do preço do barril de petróleo, que caiu muito. Isso inviabiliza, inclusive, a questão do pré-sal”, aponta Manuel Monteiro.

O diretor acredita que um maior envolvimento do governo é necessário para que o quadro apresente alguma melhora, mas a crise dificulta: “Uma solução depende de uma mudança na estrutura de governo, por conta dessa crise política que o país atravessa e da Operação Lava Jato. Nós esperamos que este quadro que está sendo colocado se desfaça a partir do momento em que a Lava Jato entre em reta final. Acho que haverá uma mudança a partir disso”.

“Há a lei de leniência, que nós temos discutido em Brasília. Contudo, o governo segue não enquadrando os empresários da forma que deveria. Isto é, punir o empresário, prendê-lo se for o caso, mas que a empresa possa ter vida própria. O CNPJ dela tem que estar ativo para que a gente possa estar buscando a retomada da geração de emprego”, acrescenta Monteiro, defendendo que os trabalhadores das empresas envolvidas em escândalos de corrupção não sejam indiretamente prejudicados.

Uma crise dessa envergadura na indústria naval pode trazer graves consequências também para outros setores, dependentes da venda de produtos e serviços para os estaleiros. Estes, aponta o diretor sindical, são “geradores de empregos indiretos”. “Isso (crise no setor) mexe com toda a cadeia produtiva de estado. Há, por exemplo, os fabricantes de válvulas, equipamentos no geral para a indústria naval, que também vão entrar nessa onda das demissões pelo que vem acontecendo. As empresas que prestam serviço aos estaleiros também estão tendo que demitir trabalhadores”, afirma Manuel Monteiro.

Fonte: Jornal do Brasil

 

 

 

 

Empregadores têm dificuldade para demitir domésticos pelo eSocial
Ainda não existe um campo específico para informaro desligamento; segundo a Receita, atualização só estará disposível em março

O Simples Doméstico, ou eSocial, obrigatório para registro dos domésticos desde outubro do ano passado, continua a dificultar o dia a dia dos empregadores depois da conturbada implementação. Quem demitiu um funcionário descobriu que, por enquanto, não existe como informar o desligamento ao sistema.

A Receita Federal previa para 1.º de dezembro a implementação do módulo de rescisão do Simples Doméstico, mas agora já admite que não haverá mudanças antes de março. “Como qualquer sistema, as funcionalidades são adicionadas aos poucos”, informa, em nota.

Para os empregadores, isso significa trabalho extra na hora da demissão. Primeiro, é necessário emitir um termo de rescisão, que também não está disponível pelo eSocial. A saída tem sido recorrer a um contador para redigir esse documento.

A médica Camila Rodrigues teve de contratar um contador para conseguir demitir empregada doméstica.

Depois, é hora de pagar os direitos do trabalhador. Se a demissão for sem justa causa, o processo terá de ser feito em duas etapas. Para recolher o FGTS da rescisão e liberar o saque, é preciso emitir, fora do eSocial, a guia GRRF (veja mais informações abaixo) .

As demais verbas, como 13.º salário proporcional, são pagas por um boleto único, o Documento de Arrecadação eSocial (DAE), que é gerado dentro do próprio sistema do eSocial. Estes valores devem ser calculados manualmente, somados ao salário e inseridos no campo “remuneração mensal”.

Concluído todo o processo, ainda resta um empecilho: se o empregador tiver mais funcionários ou contratar outro, o doméstico demitido vai continuar aparecendo na folha de pagamento. A solução provisória é lançar a remuneração do demitido como R$ 0,00.

Sem conseguir desvendar sozinha todas as etapas acima, a médica carioca Camila Ferreira Rodrigues, de 29 anos, acabou recorrendo a um contador para conseguir resolver a situação. Ela contratou uma doméstica quando o eSocial já era obrigatório e decidiu, no fim do ano passado, rescindir o contrato.

“Fiz todo o cadastro sozinha, mas não achei o campo de demissão”, conta. O sistema deveria ser mais simples. Hoje em dia a gente quer clicar, imprimir e pagar”, diz.

Falhas

Empregadores de todo o País continuam enfrentando dificuldades com a emissão da guia para pagamento do Simples Doméstico. Confira a seguir um passo a passo para realizar o cadastro.

Empregadores de todo o País continuam enfrentando dificuldades com a emissão da guia para pagamento do Simples Doméstico. Confira a seguir um passo a passo para realizar o cadastro.

Antes de começar o cadastro, o empregador deve verificar se o CPF e o Número de Identificação Social (NIS) do trabalhador estão aptos a serem utilizados – o NIS pode ser tanto o Número de Inscrição na Previdência Social (NIT), obtido no site do Ministério da Previdência Social; quanto o PIS. Para verificar possíveis irregularidades, acesse o campo ‘Consulta Qualificação Cadastral’. Nesse 1º passo, o empregador precisa ter em mãos: nome completo, data de nascimento, CPF e NIS do trabalhador

O fluxograma apresenta os passos para que o empregador cadastre e altere seus dados e os do empregado corretamente – assim, a guia de recolhimento poderá ser impressa.

O primeiro acesso deve ser feito pelo www.esocial.gov.br – o empregador pode fazê-lo por meio de um código ou via certificado digital. O empregador que não tiver o código pode criá-lo ao clicar em ‘Primeiro Acesso’, no canto superior direito da tela. É necessário ter em mãos CPF, data de nascimento e número dos recibos de entrega da declaração do IR do empregador dos dois últimos exercícios. Caso não tenha declarado o IR, este dado pode ser substituído pelo número do título de eleitor.

O sistema irá mostrar o CPF e nome vinculados ao código de acesso. O empregador deve, então, preencher seu número de telefone e endereço de e-mail e clicar em “salvar”. Os campos com asterisco são de preenchimento obrigatório.

Após cadastrar seus dados, o empregador deve inserir as informações dos trabalhadores. É necessário ter em mãos CPF, data de nascimento, país de nascimento, número do NIS (NIT/PIS/PASEP/SUS), raça/cor e escolaridade dos empregados. Para iniciar, o empregador deve clicar no botão ‘cadastrar/admitir’. Depois, deve ser preenchida a data de admissão, que precisa ser a mesma assinada na Carteira de Trabalho. Dados como ‘grupo’ e ‘categoria do trabalhador’ são preenchidos automaticamente.

Após a data de admissão, o empregador deve informar uma série de dados do trabalhador – dados pessoais, endereço de residência, contrato. O número em laranja identifica o passo que está em edição – mas é possível navegar entre os passos. O patrão também pode clicar em ‘salvar rascunho’ e gravar as informações já preenchidas, para terminar o processo depois. Antes do próximo passo, o sistema apontará se há algum erro. Ainda está com dúvidas? Leia mais aqui: http://bit.ly/1ilAUbU

Prematuro. Para especialistas em contabilidade, os imprevistos indicam que o Simples Doméstico ainda é prematuro. Quando foi implementado no ano passado, o sistema apresentou lentidão e dificultou o cadastro dos domésticos. O prazo para o pagamento das guias precisou ser estendido. Neste mês, os empregadores enfrentaram falha ao tentar emitir as guias para pagamento do 13º salário.

“O eSocial vem com uma intenção boa, mas muita gente acaba tendo resistência em usar um sistema que não é amigável”, diz Dilma Rodrigues, sócia-diretora da Attend Assessoria Consultoria e Auditoria.

Na avaliação de Alessandro Vieira, CEO do aplicativo iDoméstica, o intuito parece arrecadatório. “A percepção é que o sistema foi feito basicamente para facilitar a apuração de impostos”, afirma.

Como fazer a rescisão

1. Qual o passo a passo?

Primeiro, é preciso fazer o termo de rescisão. Se a demissão ocorrer a pedido do empregador e sem justa causa, ou por fim de contrato de experiência, é preciso gerar duas guias: a GRRF, para recolher o FGTS e liberar o saque, e a guia única do eSocial (DAE) – há outros casos em que isso se aplica, mas esses são os mais comuns. Quando a demissão não exigir liberação do FGTS, basta gerar o DAE.

2. Como é gerada a GRRF?

A GRRF é gerada pelo item ‘Guia FGTS’, à esquerda no site do eSocial, ou pelo link www.grfempregadodomestico.caixa.gov.br

3. Como proceder depois?

Depois é preciso gerar o boleto único DAE pelo eSocial. As verbas remuneratórias, como o 13º salário, devem ser calculadas manualmente, somadas ao salário e inseridas no campo ‘remuneração mensal’ do DAE. É preciso desmarcar a opção FGTS.

Como informar o desligamento

1. Como informar a demissão de domésticos?

O eSocial não tem um campo para informar os desligamentos. Se o empregador tiver mais de um empregado ou contratar outro, o funcionário demitido continuará a aparecer nas folhas de pagamentos. É preciso lançar a remuneração do demitido com o valor de R$ 0,00. Para os funcionários atualmente contratados, o preenchimento é normal.

2. Como fica o seguro-desemprego?

A solicitação do benefício junto aos órgãos do governo é de responsabilidade dos domésticos. O termo de rescisão, exigido para liberação do dinheiro, não é emitido no eSocial. Em geral, os empregadores têm recorrido a contadores para redigir o documento.

3. É preciso tomar outras providências?

O empregador deve anotar a data de desligamento na carteira de trabalho

 

 

 

 

Redação On janeiro - 18 - 2016
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