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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Abimaq quer renovação do parque industrial

 

Segundo a associação, setor caminha para terminar 2016 com a quarta queda seguida do faturamento

 

Depois de o setor automotivo ter ido atrás do governo para buscar apoio financeiro a um plano de renovação da frota nacional de veículos, a indústria de máquinas e equipamentos decidiu fazer algo semelhante e resgatou um projeto antigo de renovação do parque industrial, informou o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria e Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso. A decisão foi tomada na semana passada, na primeira reunião do ano da diretoria da entidade. A intenção é adaptar o projeto antigo à atual situação econômica do País e entregá-lo em fevereiro.

 

De acordo com Velloso, o projeto foi apresentado inicialmente no começo de 2014. O plano anterior previa que o empresário que resolvesse renovar o seu parque industrial, substituindo máquinas antigas por novas, poderia fazer a aquisição das novas por meio do Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI). Além disso, ele contaria com um crédito presumido de impostos. “Mas nós sabemos que essas duas ideias não têm mais espaço hoje, porque o PSI não existe mais, e porque estamos em um momento de ajuste fiscal”, explicou Velloso.

 

O ajuste fiscal tem sido a principal barreira à aprovação do plano de renovação de frota proposto por entidades do setor automotivo. Na semana passada, o Ministério da Fazenda afirmou que recebeu a proposta, mas disse que não há “espaço fiscal” para subsídios. O objetivo do plano é estimular o consumo de veículos no País, através da troca de antigos por novos. Não se sabe, por enquanto, de onde sairiam os recursos para financiar esse projeto. Uma das ideias é utilizar dinheiro do DPVAT ou de um seguro criado com esse propósito.

 

Diante do impasse entre o setor automotivo e o governo, a Abimaq pretende apresentar um projeto que não esbarre no ajuste fiscal. “Mas ainda não há nada definido”, disse. A renovação do parque industrial brasileiro funcionaria como um estímulo à indústria de máquinas e equipamentos, que caminha para terminar 2016 com a quarta queda seguida do faturamento. A Abimaq ainda não tem dados referentes a 2015, mas prevê uma baixa de 13% em relação ao volume de 2014. Para 2016, a projeção é de um novo tombo, este de 10%.

 

Apesar de a Abimaq estar trabalhando para apresentar seu projeto em fevereiro, existe a expectativa de que o governo anuncie estímulos à economia já neste mês. Sobre a possibilidade de o projeto da entidade ficar de fora do pacote do governo, Velloso não acredita que este pacote será lançado tão cedo. “O que eu acho que vai acontecer é que o governo vai apresentar uma lista de desejos, e não um programa pronto e consolidado”, declarou. “Até porque, se houvesse algo adiantado, a Abimaq já teria sido consultada”, acrescentou.

 

O que existe até o momento é uma reunião previamente agendada para o dia 28 de janeiro, quando deverá ocorrer o primeiro encontro do chamado “Conselhão”, grupo de empresários convidados pelo governo que terão a missão de ajudar a equipe econômica a encontrar soluções para a crise. O presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, foi convidado para fazer parte do grupo e deverá estar presente no dia 28. “Até lá, tentaremos elaborar algo preliminar para o Pastoriza apresentar no encontro”, disse Velloso.

Fonte: Jornal do Comércio

 

 

 

Máquinas e equipamentos

13% é a queda estimada no faturamento dos fabricantes de máquinas e equipamentos em 2015, na comparação com 2014, segundo projeção da ABIMAQ, associação que reúne as empresas do setor. Para 2016, a projeção é de queda de 10%.


Fonte: O Estado de S. Paulo

 

 

 

Câmbio favorável estimula indústria a exportar mais

Resultado da balança no ano passado já reflete a predisposição do empresário; estratégia é visível especialmente no setor têxtil
A mudança de patamar do câmbio abre nova perspectiva para o comércio exterior do País. A melhora da balança comercial pode significar um respiro para a economia brasileira diante do enfraquecimento do mercado interno.
Os resultados mais positivos do comércio exterior já ficaram evidentes no ano passado. O superávit de US$ 19,681 bilhões foi o melhor desde 2011 e ficou acima do esperado, embora o número tenha sido impulsionado pela forte queda nas importações. “Esse ajuste externo em curso é um ajuste clássico como sempre ocorre em períodos de crise”, afirma Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria Integrada. “O ajuste cambial já viria de qualquer maneira e está sendo acentuado por causa de toda a piora de fundamentos da economia brasileira.
Ainda que tímidos, os efeitos da valorização do dólar ante o real já começam a se materializar em novas estratégias para as empresas, sobretudo do setor industrial. Com o novo patamar do câmbio, as empresas exportadoras esperam reconquistar e ampliar mercado externo. “O câmbio pode ser uma válvula de escape no curto prazo”, afirma Julio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. “O Brasil já teve essa válvula de escape mais forte no período em que tinha uma penetração em mercado externo maior.”
Movimentação. A Cedro Têxtil está reestruturando seu setor de exportação com a contratação de representantes em países no qual estava ausente nos últimos anos para ampliar sua atuação. Atualmente, a presença da companhia está concentrada na América Latina e chega a 12 países. “No passado, a exportação chegou a representar 15% (do volume produzido). Nos últimos anos, com a valorização do real, reduziu para 2%. A expectativa é pelo menos dobrar a participação em volume”, diz Luiz César Guimarães, diretor comercial da Cedro. A empresa produz denims, brins e telas em quatro fábricas em Minas Gerais.
Em todo o setor, as pesquisas da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) já apuram uma predisposição dos empresários brasileiros em exportar. Em agosto de 2014, 27% das empresas que não exportavam tinham intenção de vender os produtos no exterior. Em outubro do ano passado, esse índice ultrapassou os 80%. “A mudança de patamar do câmbio já mostrou para as empresas que a exportação é a saída”, afirma Rafael Cervone, presidente da Abit.
A indústria automobilística também já sentiu a melhora nas vendas externas. Depois de uma queda de 40% em 2014, o setor conseguiu encerrar o ano passado com alta de 24,8% nas exportações, que totalizaram 417 mil veículos. Para este ano, a previsão é de novo crescimento de 8%. “O dólar é vital e trouxe de volta parte da competitividade que perdemos nos últimos anos”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan.
Segundo ele, novos acordos comerciais, por exemplo com Uruguai, e a renovação de acordos já em vigor com Argentina e México também ajudaram a impulsionar as vendas externas. Só para o mercado mexicano as exportações cresceram 75% no ano passado em relação ao anterior.
A Volkswagen, maior exportadora de carros do Brasil, registrou crescimento de 35% nas vendas ao exterior em 2015 em relação ao ano anterior, com 124.959 unidades, ou um terço de todo o volume exportado. Entre os 16 países que importaram produtos da marca, o principal mercado foi a Argentina, que recebeu 68,8 mil veículos. Com 54,8 mil unidades, o Gol foi o modelo mais vendido lá fora.
Importação. A desvalorização do real também tem levado ao aumento da nacionalização das matérias-primas e insumos que abastecem a cadeia da indústria. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a participação de insumos importados recuou para 23,5% no terceiro trimestre do ano passado, nível mais baixo desde os três primeiros meses de 2014. “Esse processo está ocorrendo, mas as estatísticas mostram que ainda é bastante devagar”, afirma Flávio Castelo Branco, gerente executivo de política econômica da CNI.


Fonte: O Estado de S. Paulo

 

 

 

Crédito para empresa cai ao nível de 2004

Os financiamentos liberados para empresas recuaram para o menor patamar em mais de dez anos, quando só começava o mais recente ciclo de expansão no crédito.
Os motivos foram desde a queda nas vendas e a alta nos estoques -consequências da recessão- até a falta de confiança para novos investimentos diante da crise e a desestruturação dos setores de óleo e gás e de infraestrutura, um dos que mais demandavam crédito, após a Lava Jato.
Também pesou para o freio o aumento dos juros. A taxa do capital de giro, por exemplo, subiu de 30,2% para 47,1% de janeiro a novembro, segundo o Banco Central.
No ano passado, os bancos concederam R$ 1,332 trilhão em empréstimos para pessoa jurídica com juros de mercado (sem contar BNDES e demais linhas subsidiadas) até novembro, de acordo com o BC. É menos que o R$ 1,378 trilhão de todo o ano de 2004 após atualização pelo IPCA. Mesmo se dezembro surpreender, não deve superar o R$ 1,525 trilhão de 2005.
Além da queda na demanda, os bancos negaram crédito para muitas empresas a fim de atender regras internas de gerenciamento e diversificação de risco.
Quanto mais empréstimo feito a áreas consideradas “sensíveis”, mais recursos são retidos para formar as provisões contra eventuais calotes.
Mesmo companhias distantes da Lava Jato -incorporadoras, metalúrgicas, fabricante de móveis e autopeças, além de micro e pequenas empresas em geral- tiveram crédito negado, porque já tinham tomado muito empréstimo nos anos anteriores.
Os poucos segmentos preservados foram o agronegócio e os voltados à exportação, que reagiram principalmente no segundo semestre.
Entre as saídas encontradas por Banco do Brasil, Bradesco e Itaú para incrementar o crédito foi financiar a rede de fornecedores de grandes empresas. Nesse caso, a líder garante os pagamentos dos fornecedores com base nos pedidos feitos ou previstos.
A vantagem é que o fornecedor, geralmente empresa pequena, passa a ter acesso aos juros de uma grande. E o banco se livra do risco da pequena, que demanda maior provisão para perdas de crédito. Isso ocorreu nos setores de laticínios, moveleiro, têxtil e varejista.
No passado, era comum essas empresas tomarem dinheiro emprestado para repassar aos fornecedores, assumindo o papel de banco. A própria Petrobras faz isso com a rede de mais de 20 mil fornecedores cadastrados.
HAMBÚRGUER
Para fugir dos juros altos, empresas que normalmente buscavam recursos em linhas de capital de giro dos bancos para compra de insumos recorreram ao mercado de capitais, especialmente com emissão de títulos de dívida com incentivos fiscais.
Foi o caso do Burger King, que emitiu R$ 105 milhões em CRA (certificados de recebíveis do agronegócio, que tem isenção de IR para pessoa física e estrangeiro) para comprar carne. A Suzano também fez operação semelhante, de R$ 52 milhões, para custear a moradia dos trabalhadores em nova fábrica no Maranhão.
Apesar de ganhar espaço dos bancos, a captação de recursos no mercado de capitais somou R$ 124,8 bilhões em 2015 -metade de 2014 e o menor volume em sete anos.
Quem não tinha tamanho para ir ao mercado de capitais nem contou com o guarda-chuva de grandes empresas para tomar emprestado nos bancos recorreu às empresas de factoring, que antecipam o pagamento de duplicatas. O segmento adiantou quase R$ 150 bilhões em 2015, segundo a Anfac (associação de factoring), alta de 25% sobre os R$ 120 bilhões de 2014, quase o mesmo volume das captações no mercado de capitais e mais de um décimo do giro dos empréstimos bancários em 2015.


Fonte: Folha de S. Paulo

 

 

 

Governo cria programa de estímulo a fornecedores do setor de petróleo

Objetivo é ampliar fornecedores e estimular uso de conteúdo local. Programa foi instituído por meio de decreto publicado no Diário Oficial.
O governo federal instituiu por decreto um programa de estímulo à competitividade de fornecedores do setor de petróleo e gás natural, visando a ampliação da cadeia de fornecedores no país e do nível de conteúdo local dos atuais fornecedores.
A criação do Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor) foi publicada em decreto da presidente Dilma Rousseff no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (18).
O programa prevê que fornecedores no Brasil terão bens, serviços e sistemas de caráter estratégico incentivados pela política de conteúdo local do setor de petróleo e gás em um patamar maior que o efetivamente existente.
Além disso, serão beneficiados consórcios ou empresas que promovam no país negócios que viabilizem a instalação de novos fornecedores, investimento direto na expansão da produção de fornecedores, investimento na inovação tecnológica de fornecedores nacionais e compra de bens e sistemas no país com conteúdo local.
O programa será coordenado por Comitê Diretivo composto por representantes da Casa Civil, da Presidência, diversos ministérios, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).


Fonte: G1

 

 

 

Indústria naval pede união entre empresário e governo para evitar mais demissões

Com o crescente desemprego em todo o país, fruto da atual crise política e econômica, setores como a agricultura, a construção civil, e administração pública são alguns dos que mais sofrem. No Rio de Janeiro, no entanto, o caso mais alarmante ocorre na indústria naval, principal geradora de empregos do estado, que cortou cerca da metade de suas vagas em 2015.

Os estaleiros do estado se veem como reféns da situação caótica que se instaurou no setor petroleiro. A Petrobras, envolta em graves problemas financeiros decorrentes das investigações da Operação Lava Jato e da constante queda do preço do barril de petróleo, não está em condições de realizar, na média de anos anteriores, as contratações de que a indústria naval tanto depende. No que se desenha como um efeito em cadeia, empresas prestadoras de serviço aos estaleiros, já em dificuldades, também acabam arrecadando menos e demitindo mais.

 

Redação On janeiro - 18 - 2016
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