Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Emprego, faturamento e atividade industrial caem em novembro, diz CNI

No mês retrasado, emprego industrial recuou pelo décimo mês seguido.
Horas trabalhadas na produção caíram mais de 10% de janeiro a novembro.

Fonte: G1

O emprego industrial, as horas trabalhadas na produção (indicador do nível de atividade do setor) e o faturamento recuaram em novembro deste ano, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (15). “Reafirmando a contínua retração indústria ao longo de 2015, os principais indicadores de atividade industrial mantiveram a tendência de queda em novembro”, informou a entidade.

Os números divulgados mostram que o emprego na indústria de transformação diminuiu 0,8% de outubro para novembro do ano passado em sua décima redução consecutiva. “O indicador de emprego encontra-se 8,5% menor do que o levantado em novembro de 2014. Na comparação dos onze primeiros meses de 2015 com os mesmos meses de 2014, observa-se uma redução de 5,9% no emprego da indústria”, informou a CNI.

No caso das horas trabalhadas na produção, houve um recuo de 1,7% em novembro frente a outubro. “Essa foi a décima queda consecutiva nas horas trabalhadas. Além disso, o indicador de horas trabalhadas medido em novembro é 12,1% menor do que o medido em novembro de 2014. Considerando os resultados de janeiro a novembro de 2015, as horas trabalhadas na indústria caíram 10,1% em relação ao mesmo período de 2014”, acrescentou a entidade.

O faturamento real da indústria, por sua vez, registrou queda de 2,7% em novembro. Com esse recuo, informou a CNI, o indicador de faturamento real de novembro é 13,3% menor do que o
observado no mesmo mês de 2014. “Considerando os resultados de janeiro a novembro de 2015, o faturamento real da indústria de transformação caiu 8,2% em relação ao mesmo período de 2014”, observou.

A chamada “utilização da capacidade instalada” (UCI), ou seja, o nível de uso do parque fabril, caiu 0,4 ponto percentual em novembro, na comparação com o mês anterior, na série livre de influências sazonais, somando 77% no mês retrasado – o que explicita “forte ociosidade da indústria de transformação”. “A UCI de novembro é 3,7 pontos percentuais menor do que a medida em novembro de 2014. Além disso, a UCI média de janeiro a novembro de 2015 é 2,2 pontos percentuais menor que a UCI média do mesmo período de 2014”, informou a CNI.

 

 

 

Abimaq resgata plano de renovação de parque industrial para pleitear ajuda do governo

Depois de o setor automotivo ter ido atrás do governo para buscar apoio financeiro a um plano de renovação da frota nacional de veículos, a indústria de máquinas e equipamentos decidiu fazer algo semelhante e resgatou um projeto antigo de renovação do parque industrial, informou ao Broadcast o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria e Máquinas e Equipamentos (Abimaq ), José Velloso. A decisão foi tomada ontem, na primeira reunião do ano da diretoria da entidade. A intenção é adaptar o projeto antigo à atual situação econômica do País e entregá-lo em fevereiro.

De acordo com Velloso, o projeto foi apresentado inicialmente no começo de 2014. O plano anterior previa que o empresário que resolvesse renovar o seu parque industrial, substituindo máquinas antigas por novas, poderia fazer a aquisição das novas por meio do Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI). Além disso, ele contaria com um crédito presumido de impostos. “Mas nós sabemos que essas duas ideias não têm mais espaço hoje, porque o PSI não existe mais e porque estamos em um momento de ajuste fiscal”, explicou Velloso.

O ajuste fiscal tem sido a principal barreira à aprovação do plano de renovação de frota proposto por entidades do setor automotivo. Ontem, o Ministério da Fazenda afirmou que recebeu a proposta, mas disse que não há “espaço fiscal” para subsídios. O objetivo do plano é estimular o consumo de veículos no País, através da troca de antigos por novos. Não se sabe, por enquanto, de onde sairiam os recursos para financiar esse projeto. Uma das ideias é utilizar dinheiro do DPVAT ou de um seguro criado com esse propósito.

Diante do impasse entre o setor automotivo e o governo, a Abimaq pretende apresentar um projeto que não esbarre no ajuste fiscal. “Mas ainda não há nada definido”, disse. A renovação do parque industrial brasileiro funcionaria como um estímulo à indústria de máquinas e equipamentos, que caminha para terminar 2016 com a quarta queda seguida do faturamento. A ABIMAQ ainda não tem dados referentes a 2015, mas prevê uma baixa de 13% em relação ao volume de 2014. Para 2016, a projeção é de um novo tombo, este de 10%.

Apesar de a Abimaq estar trabalhando para apresentar seu projeto em fevereiro, existe a expectativa de que o governo anuncie estímulos à economia já neste mês. Sobre a possibilidade de o projeto da Abimaq ficar de fora do pacote do governo, Velloso não acredita que este pacote será lançado tão cedo. “O que eu acho que vai acontecer é que o governo vai apresentar uma lista de desejos e não um programa pronto e consolidado”, declarou. “Até porque, se houvesse algo adiantado, a Abimaq já teria sido consultada”, acrescentou.

O que existe até o momento é uma reunião previamente agendada para o dia 28 de janeiro, quando deverá ocorrer o primeiro encontro do chamado “Conselhão”, grupo de empresários convidados pelo governo que terão a missão de ajudar a equipe econômica a encontrar soluções para a crise. O presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, foi convidado para fazer parte do grupo e deverá estar presente no dia 28. “Até lá, tentaremos elaborar algo preliminar para o Pastoriza apresentar no encontro”, disse Velloso.

Fonte: Agência Estado

 

 

 

A política de conteúdo local mínimo (CLM)

O objetivo declarado da exigência do CLM é o de permitir que setores industriais nascentes possam produzir novos bens industriais e/ou introduzir novas tecnologias
Boa parte dos países industrializados, e praticamente todos os países em via de desenvolvimento, utilizam ou já utilizaram, ao longo de seu processo de industrialização, políticas de proteção à indústria local, através do uso do CLM e/ou através de preferências à produção local, nas compras públicas.
O objetivo declarado da exigência do CLM é o de permitir que setores industriais nascentes possam produzir novos bens industriais e/ou introduzir novas tecnologias. Esta política, em todos os países que a utilizam, é restrita basicamente aos bens de capital mecânicos e eletroeletrônicos, material bélico e aos setores da fronteira tecnológica, enquanto que o uso do poder de compras do Estado é mais dirigido a bens de consumo.
Esta proteção, necessária e aceita internacionalmente desde que limitada a um determinado período de tempo, serve para possibilitar às empresas nacionais atingir a necessária capacitação tecnológica, bem como alcançar escalas de produção mínimas. A lógica é que, depois deste tempo, a empresa tenha alcançado competitividade suficiente para não precisar de proteção para sobreviver.
No entanto, no Brasil, quando a empresa alcança a desejada capacitação e produtividade, após o período de tempo pré-determinado, estas não se traduzem automaticamente em preço competitivo porque o “Custo Brasil”, apesar da recente depreciação cambial, continua acrescentando ao produto brasileiro cerca de 20 pontos percentuais a mais em comparação com nossos concorrentes.
Como o custo do financiamento, trazido a valor presente, é parte indissolúvel do preço do equipamento, o financiamento dos bens de capital-BKs nacionais tem que ter um custo que resulte num preço final do investimento comparável ao do importado.
Consequentemente, no Brasil, o financiamento, a custos e prazos comparáveis aos internacionais, é condição sine qua non para permitir ao fabricante brasileiro competir tanto no mercado interno quanto no externo. Como nosso sistema financeiro, pelos motivos mais diversos, não cumpre este papel, nem nos prazos oferecidos e muito menos nos juros cobrados, é obrigação do Estado brasileiro prover o BNDES de “funding” em volume e custos adequados ao financiamento dos investimentos produtivos.
Este funding, no ambiente hostil aos investimentos com o qual convivemos há mais de três décadas, mais do que alavancar os investimentos produtivos, tem servido basicamente, particularmente no pós-crise, para sustentar o nível de nossos investimentos compensando, ainda que parcialmente, a redução dos recursos próprios das empresas e evitando, assim, uma ulterior redução em seu nível historicamente insuficiente.
É evidente que, num país com escassez de recursos públicos e com grandes demandas sociais ainda não atendidas, o acesso a recursos, subsidiado pela sociedade brasileira, tem que estar sujeito a regras e restrições adequadas para que este custo, pago pelos contribuintes, resulte em mais empregos, mais tecnologia e, finalmente, em mais desenvolvimento.
Portanto, para os fabricantes nacionais de BKs poderem utilizar, nas vendas de seus equipamentos, estes financiamentos deverão, como contrapartida, demonstrar o cumprimento de níveis mínimos e adequados do uso de insumos, componentes, engenharia e/ou P&D,I locais, definidos por famílias de produtos, e revisados periodicamente, em função da contínua evolução tecnológica.
Fica claro, portanto, que a exigência de CLM na compra de BKs não é uma obrigação, tanto que se o comprador utilizar recursos outros que não os subsidiados não tem que cumprir exigências de conteúdo local mínimo. Na prática, seu uso se restringe, e ainda assim parcialmente, às máquinas e equipamentos produzidos no país, subsidiados pelo BNDES, e aos bens de capital utilizados em algumas das concessões para explorações do petróleo, principalmente nas novas áreas do pré sal.
Pelas mesmas razões esta contrapartida deverá ser aplicada quando o comprador for beneficiado com incentivos que impliquem em renúncia fiscal ou em concessões públicas que deem direito de exploração de bens ou recursos nacionais ou ainda quando usufruir de financiamentos subsidiados pela sociedade brasileira.
É importante que a aplicação da contrapartida do conteúdo local seja prevista em lei para evitar que regimes aduaneiros e/ou convênios estaduais possam eliminar esta obrigação e que as regras de aferição do conteúdo sejam as mais uniformes possíveis, utilizando como modelo o do BNDES, que conta com uma experiência de vários decênios em sua aplicação, admitidas pequenas adaptações em casos específicos.
Fonte: Abimaq
Mario Bernardini
Engenheiro e diretor de Competitividade e do Departamento de Economia e Estatística da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos

Construtoras do PAC e do “Minha Casa” mostram mais confiança, aponta Ibre

Valor Econômico – 15/01/2016

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida ainda dão alguma sustentação à atividade econômica na construção civil, mas a diminuição no volume de obras e o atraso nos pagamentos, principalmente no PAC, reduziram a capacidade de ajuda.

A avaliação é do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV com base na Sondagem da Construção, indicador que verifica mensalmente o nível de confiança dos empresários do setor.

Em dezembro, além das questões usuais sempre presentes, o Ibre incluiu perguntas para mensurar a importância dos dois principais programas para a construção civil, como ocorre a cada semestre.

O Índice de Confiança Construção (ICST) marcou 68,7 pontos no mês, mas a pontuação ficou bem acima da média entre as empresas que possuem projetos vinculados ao PAC e ao MCMV. No primeiro segmento, o índice ficou em 77,5 pontos e, no segundo, em 78,5 pontos.

O desempenho dos dois indicadores em relação a junho também foi melhor que a média. O ICST recuou 7,7 pontos na comparação. Já o índice das empresas relacionadas ao PAC ficou estável (alta de 0,2 ponto) e o do MCMV caiu 2,8 pontos. Ambos os índices se situam abaixo da linha de 100 pontos, que divide a percepção dos empresários entre pessimista e otimista.

“A moral da história é: ruim com eles, pior sem eles”, diz Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV. Em sua avaliação, as reduções de 8% e 5% previstas para o Produto Interno Bruto (PIB) do setor em 2015 e 2016, respectivamente, poderiam ser ainda maiores sem a participação dos dois programas. “Para essas empresas há ainda alguma chance de retomada da atividade e projetos já aprovados que ainda estão em andamento. Quem está fora dos programas não tem nada.”

No caso da MCMV, afirma Ana Maria, a sinalização do governo federal de que o programa terá continuidade e a divisão do pagamento de subsídios entre orçamento público e recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) explicam a confiança em patamar mais elevado, assim como a menor proporção de atrasos de pagamento em relação ao PAC.

Segundo a FGV, os fluxos de pagamento relacionados ao PAC em atraso atingiram 78,7% das empresas em dezembro. Em 47,8% dessas firmas, o calote foi superior a dois meses. Em junho de 2015, o percentual total de atraso era menor (74%).

“Em função do atraso, grande parte das empresas parou o que estava em andamento e não iniciou novas obras”, diz a economista da FGV. No âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida, a fatia de empresas com pagamentos atrasados foi de 51,8% no mês passado, ante 44,9% na medição anterior.

Por outro lado, as perspectivas para a atividade nos próximos 12 meses são igualmente negativas nas empresas ligadas aos programas do governo. A parcela de empresários vinculados ao PAC que preveem redução de obras nesse horizonte subiu de 50,1% para 64,3% entre junho e dezembro. No segmento do programa habitacional, a alta foi de 53,6% para 65,6%. Em dezembro de 2014, era de apenas 15,4%.

Em linha com o quadro de restrição fiscal, a participação dos dois segmentos no total de companhias ouvidas na sondagem também caiu, observa a coordenadora da FGV. Em dezembro de 2014, as empresas vinculadas ao PAC representavam 43,5% do total, percentual que caiu para 28,5% em igual mês de 2015. No mesmo período, a fatia de empresas com obras no programa habitacional do governo passou de 30% para 23,7%.

“Os programas que atuaram de forma contracíclica na crise de 2009 agora perderam força”, diz Ana Maria, lembrando que, naquele ano, mesmo com os efeitos da crise financeira mundial, o PIB da construção civil cresceu 7%.

Empresas de óleo e gás já cortaram US$ 380 bilhões em projetos desde 2014

Projetos de petróleo e gás avaliados em US$ 380 bilhões foram adiados ou cancelados desde 2014 conforme as empresas cortam custos para sobreviver à derrocada nos preços da commodity, incluindo US$ 170 bilhões em projetos planejados para entre 2016 e 2020, disse a consultoria em energia Wood Mackenzie.

As companhias de petróleo e gás estão sendo forçadas a lutar pela sobrevivência conforme os preços caem para níveis não vistos desde 2004, disse o relatório da Wood Mackenzie nesta quinta-feira.

Na terça-feira, a Petrobrás anunciou um corte de 24,5% dos investimentos previstos para o período 2015-2019, com a companhia priorizando projetos de maior retorno e minimizando gastos em empreendimentos que pode vender.

“O impacto de preços mais baixos sobre os planos das companhias tem sido brutal. O que começou em 2014 como um corte em gastos discricionários em exploração e em projetos em pré-desenvolvimento se tornou uma cirurgia completa para cortar todos gastos não essenciais em operações e investimentos”, disse o principal analista de petróleo da Wood Mackenzie, Angus Rodger.

O relatório vem na mesma semana em que o banco Barclays afirmou que companhias de petróleo e gás em todo o globo devem cortar gastos em exploração e produção em até 20% em 2016.

A Wood Mackenzie disse que um total de 68 grandes projetos com reservas combinadas de cerca de 27 bilhões de barris de petróleo equivalente foram adiados desde 2014, com US$ 170 bilhões de cortes para o período 2016-2020.

Em termos de produção, um total de 2,9 milhões de barris por dia de produção líquida seria adiado na próxima década, mais do que produz a Venezuela, membro da Opep, disse a consultoria.

O custo de break-even médio (ou seja, o valor que o barril de petróleo deveria ter para que as empresas começassem a ter lucro) dos novos projetos postergados é de US$ 62 por barril de petróleo equivalente, disse a Wood Mackenzie, que ressaltou que projetos em águas profundas foram os mais afetados.

Fonte: Agência Estado

 

Redação On janeiro - 15 - 2016
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