Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 18 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

Ministro argentino quer parceria com o Brasil

O Estado de S.Paulo – 15/01/2016

O ministro da Fazenda e Finanças da Argentina, Alfonso Prat-Gay, defendeu nesta quinta-feira, 14, um relançamento da relação comercial entre Brasil e Argentina que esteja “acima das ideologias”. Em uma entrevista a correspondentes estrangeiros em Buenos Aires, ele pregou o afastamento argentino de sócios como Venezuela, Irã e “em menor medida”, da Rússia, países com os quais o kirchnerismo estreitou laços. Ele se referiu ao governo de Caracas como um que não costuma respeitar regras.

“A projeção da Argentina para o mundo não pode ser feita separada do Brasil. Seria muito mais favorável para nós se o Brasil estivesse crescendo, e não em recessão. O Brasil passa por correções em razão de medidas dos últimos anos. Ainda assim, elogiamos o Judiciário brasileiro pela independência, isso também faz parte de ter regras claras”, avaliou. Ele amenizou a crise econômica brasileira, acrescentando que há ciclos econômicos, “anos em que se cresce e outros que não”.

Ele descartou a possibilidade de receber alguma ajuda, tanto de bancos públicos brasileiros quanto em forma de swap com o Banco Central do principal parceiro do Mercosul. Essa possibilidade foi levantada pelo candidato kirchnerista Daniel Scioli, derrotado por Mauricio Macri, líder da coalizão de centro-direita Cambiemos. Quanto ao bloco regional, ele disse que Brasil e Argentina “estiveram distraídos nos últimos anos”.

Prat-Gay disse sentir que outros países olham a Argentina com otimismo, mas ressaltou que o país ainda é o mesmo de antes da posse, com 28% dos 42 milhões de habitantes incapazes de gerar renda para arcar com a cesta básica mensal.

Questionado sobre o que seu governo fez errado nesse primeiro mês, afirmou que a alta nos preços é o que mais o preocupa. “O salto da inflação decorre de uma expectativa anterior à nossa liberação no câmbio, de que haveria um salto do peso no mercado paralelo, o que não ocorreu”, reclamou. Além de reduzir travas a importações e exportações, Macri terminou com um controle cambial que vinha desde 2011. O dólar oficial se valorizou 41%, mas o paralelo se manteve estável. As duas cotações da moeda americana estão próximas de 14 pesos.

Ainda sobre a onda de otimismo dos mercados sobre a Argentina, o ministro afirmou que o risco país local está abaixo do brasileiro desde que Macri assumiu. “Não encontramos prazer estar com risco menor que o do Brasil. Nossa rivalidade é no futebol. Faz tempo que não olhamos muito essa medição do risco país, prefiro não dar muita importância a isso.”

Ele criticou o kirchnerismo por se afastar de “EUA, Espanha e Itália. “Vamos a Davos basicamente para dizer que existimos”, afirmou Prat-Gay, sobre o fórum econômico na Suíça.

“A China não está nessa lista de países dos quais queremos nos afastar e dos quais o kirchnerismo se aproximou. É impossível se afastar da China, tem de ser um parceiro estratégico”. Criticado por kirchneristas pela abertura acelerada ao mercado internacional e acusado de achatar os salários com a desvalorização do peso, o ministro brincou que seu sobrenome é de origem catalã e significa campo alegre. “Não é americano ou imperialista, como tenho ouvido”.

PIB da China deve desacelerar para 6,5%, aponta pesquisa

DCI – 15/01/2016

O crescimento econômico da China deve desacelerar para 6,5% em 2016 ante os 6,9% projetados para 2015, levando o governo a afrouxar mais a política monetária, mostrou pesquisa da Reuters divulgada nesta quinta-feira.

A moderação do crescimento vai aumentar a pressão sobre as autoridades para fazer mais para impulsionar a atividade, especialmente após nova queda dos mercados acionários chineses e desvalorização do iuane, o que provocou preocupações entre investidores globais sobre a saúde da segunda maior economia do mundo.

O suporte adicional de política pode incluir uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros e mais 2 pontos de cortes no volume de dinheiro que os bancos tem que deter como reservas até o final de 2016, disseram analistas consultados pela Reuters.

Recuperação

Ainda ontem, as ações chinesas se recuperaram cerca de 2%, com alguns investidores apostando que as mínimas atingidas durante o último verão (no hemisfério norte) não serão tão fáceis de serem superadas. “Este nível provavelmente não será rompido no curto prazo, com o mercado tendo recuado tanto e tão rápido”, disse sócio do gestor de fundo de hedge BoomTrend Investment Management Samuel Chien, em Xangai. “Mas no longo prazo, o nível em que vai poder se manter dependerá da situação econômica, se o iuane pode continuar estável, e quanto bem-sucedida será a reestruturação econômica”, disse o gestor.

Incertezas brasileiras travam investimentos chineses

Valor Econômico – 15/01/2016

A incapacidade dos governantes brasileiros para estabelecer regras claras que atraiam investidores chineses é muito mais prejudicial à economia do país do que as incertezas e instabilidades na bolsa de Xangai. Embora seja evidente que qualquer tropeço do gigante asiático gera turbulência e traz riscos à economia mundial, o governo brasileiro deveria enxergar oportunidades e trabalhar para aproveitá-­las. Essa é a opinião do embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, presidente do Conselho Empresarial Brasil-­China.

“No Brasil não há certeza de nada. Uma regra que hoje é assim, amanhã não é mais. Onde está o marco regulatório? As finanças públicas são um caos, o país está endividado, o Estado não tem capacidade de investir.

Qualquer acordo requer que seja feito o dever de casa. Os chineses fazem o deles. E o nosso, onde está?” A segunda maior economia do mundo, depois dos Estados Unidos, vive o fim de um ciclo de crescimento movido pelas exportações e procura um novo equilíbrio, com expansão do mercado interno. Embaixador do Brasil em
Pequim de 2004 a 2008, Castro Neves analisa, nesta entrevista ao Valor, as possíveis consequências da instabilidade econômica chinesa neste início de 2016.
Valor: Como o senhor avalia o cenário da economia chinesa?

Luiz Augusto de Castro Neves: Em 2003, a China já analisava a necessidade de mudar o perfil muito centrado nas exportações, voltando­-se ao mercado interno. É claro que ninguém tinha uma bola de cristal capaz de adivinhar a crise de 2008, que atingiu os Estados Unidos e contaminou o mundo. Mas era evidente, para as
autoridades chinesas, que o crescimento do mercado interno forçaria essa mudança.

No final da década passada, a esse quadro se somou a retração da economia mundial. Sentimos, agora, esse ajuste nos mercados que eles estão promovendo.

Valor: De certa maneira, o Brasil já não vinha sofrendo com essa mudança na política econômica chinesa, que aqui se refletiu com o fim do ciclo das commodities, decisivo para o crescimento dos últimos anos?

Castro Neves: Sim, a economia brasileira já acusou esse golpe. Mas é preciso assinalar que mudanças no perfil de algumas das características da política econômica chinesa não serão suficientes para causar prejuízo decisivo às relações entre os países. Ainda que com taxas menores, não há economia no mundo que cresça como a da China. Portanto, a capacidade e o interesse de a China investir no Brasil não diminuirão.

Valor: O senhor se refere aos 35 acordos do Plano de ação Conjunta 2015­-2021 assinados em Brasília, no ano passado, quando o primeiro­ ministro Li Kequiang esteve no Brasil?

Castro Neves: Esses acordos precisam ser impulsionados. Mas a verdade é que a incapacidade dos governantes brasileiros para estabelecer regras claras que atraiam investidores chineses é muito mais prejudicial à economia do Brasil do que a instabilidade na China. No Brasil não há certeza de nada. Uma regra que hoje é assim, amanhã não é mais. Onde está o marco regulatório? As finanças públicas são um caos, o país está endividado, o Estado não tem capacidade de investir. Qualquer acordo requer que seja feito o dever de casa. Os chineses fazem o deles. E o nosso, onde está?

Valor: Percebe­se que a China tem aumentado gradualmente o consumo interno. Qual a capacidade de o Brasil atender a demanda desse gigantesco mercado?

Castro Neves: Temos um superávit comercial com os chineses. Mas devemos estimular, por exemplo, a exportação de alimentos. A China é um país com um território imenso, mas com áreas muito secas, poucas terras aráveis. Tem também uma imensa população deixando o campo, em busca de melhores condições de vida nas
cidades. Infelizmente, continuamos sendo uma economia periférica e sem abertura para o mercado global. Isso, em parte, se deve à cultura de nosso empresariado, nossa indústria. Eles gostam é de ser protegidos. Diante de qualquer ameaça, não pensam em investir para melhorar a qualidade daquilo que produzem e terem competitividade. Querem continuar fazendo produtos ruins e caros.

Valor: O Brasil tem também grandes deficiências na infraestrutura. A crise que está prejudicando a capacidade de investir nesse setor não levanta obstáculos a essas exportações?

Castro Neves: Mais uma vez, voltando ao exemplo dos alimentos, é claro que prejudica. Sabemos plantar e colher muito bem. Nossas estruturas são modernas. Em compensação, continuamos, ano após ano, perdendo muito entre o que produzimos e o que conseguimos exportar. Nossas estradas estão destruídas, nossos portos têm
sérios problemas.

Valor: Voltando à economia da China, a Bolsa de Xangai tem operado com quedas sucessivas. Como o senhor imagina os desdobramentos dessa situação no curto prazo?

Castro Neves: Gosto de insistir que, para prever, é preciso bola de cristal e eu não tenho. Mas é possível constatar que estamos vendo o fim de um ciclo econômico na China. De um modelo que se caracterizou pela poupança e o pouco consumo interno. Isso foi possível em outros momentos, quando a economia mundial vivia
também um ciclo de crescimento. Os chineses, agora, precisam atender o imenso mercado interno em um cenário de crescimento menor daquele registrado na década passada.

Valor: É esse desafio que gera esse cenário de incerteza?

Castro Neves: Em parte, é. Nesse modelo, os chineses têm que manter o bom funcionamento dos mercados para não sofrer as consequências já conhecidas, como a fuga de capitais. Essa transição que está acontecendo em nosso maior parceiro comercial deve ser acompanhada com muita atenção por aqui.

Alemanha cresce 1,7% em 2015, mas pode frear devido à China

Valor Econômico – 15/01/2016

A economia da Alemanha cresceu cerca de 0,25 ponto percentual nos últimos três meses de 2015. O nível de emprego recorde e a política monetária expansionista fortaleceram o consumo interno, em uma época de enfraquecimento do comércio global.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país subiu 1,7% no ano passado, após ter se expandido 1,6% em 2014, disse ontem o Departamento Federal de Estatística. Um prognóstico resumido do quarto trimestre será publicado em 12 de fevereiro. Economistas preveem um crescimento de 0,4%.

A Alemanha, a maior economia da zona do euro, está se beneficiando mais que qualquer outro país-membro do bloco de 19 países que compartilham a moeda única dos estímulos sem precedentes promovidos pelo Banco Central Europeu (BCE). Com o desemprego em recorde de baixa, a elevação dos salários e o petróleo mais de 37% mais barato do que no ano passado, os gastos internos se tornaram o motor do crescimento econômico, e os exportadores estão deslocando sua atenção dos mercados emergentes em desaceleração para países desenvolvidos em recuperação.

“A Alemanha cresceu pouco acima do potencial em 2015 pelo segundo ano consecutivo”, disse Jörg Zeuner, economista-chefe do KfW, banco estatal de desenvolvimento da Alemanha. Embora a perspectiva para 2016 seja favorável, com o consumo tendendo a contribuir com a “parte do leão” para o crescimento, as preocupações com a China “ilustram onde estão os riscos econômicos relevantes: primordialmente no ambiente externo”, disse ele.

A China migrou da condição de principal propulsora do crescimento regional e mundial para a de um risco ao comércio internacional, num momento em que sua economia, de US$ 10 trilhões, tenta se reequilibrar na mudança de ênfase nos investimentos para a prioridade aos serviços e ao consumo. A venda em massa de ações e a depreciação do yuan agitaram os mercados financeiros mundiais, elevando os temores de que a segunda maior economia mundial se encaminha para uma recessão.

Embora a entidade de classe BGA tenha advertido na semana passada que um “pouso forçado” na China empurraria a Alemanha para uma recessão, o Bundesbank manifestou um grau de confiança maior. O BC prevê que o PIB da Alemanha aumentará 1,8% neste ano e 1,7% em 2017.

O consumo das famílias subiu 1,9% em 2015, em relação ao 0,9% do ano passado, informou o departamento de estatística. Foi o maior aumento desde 2000. O crescimento dos gastos públicos acelerou para 2,8%, ante 1,7%, o ritmo mais rápido de expansão desde a recessão de 2009. A demanda interna elevou o PIB em 1,5 ponto percentual. As exportações tiveram expansão de 5,4%, enquanto as importações cresceram 5,7%. O governo computou um superávit de 0,5% do PIB no ano passado.

“As preocupações com a China são um pouco exageradas”, disse Andreas Rees, economista-chefe para a Alemanha do Unicredit Bank em Frankfurt. “Isso terá um efeito inibidor sobre as exportações, mas não será um entrave às perspectivas de recuperação. E o aumento da demanda por parte de outros países, principalmente os EUA e os da zona do euro, vai neutralizar os efeitos dessa queda.”

O crescimento da zona do euro vem se fortalecendo gradualmente, à medida que a política monetária expansiva chega às empresas e consumidores. O BCE intensificou seu programa de afrouxamento quantitativo em dezembro para pelo menos € 1,5 trilhão (US$ 1,6 trilhão) e cortou ainda mais uma de suas taxas de juros mais importantes para abaixo de zero. O presidente do órgão, Mario Draghi, disse na época que as decisões vão reforçar a recuperação e elevar a capacidade de absorção de choques da região.

Segundo previsão do Fundo Monetário (FMI), o crescimento mundial desacelerou para 3,1% no ano passado, ante 3,4% em 2014. O órgão estima que a produção mundial aumentará 3,6% neste ano. A expansão das economias avançadas vai se acelerar, enquanto as da Ásia emergente perderão impulso, disse o FMI em seu panorama de outubro. Para a zona do euro, o prognóstico da instituição é de uma expansão de 1,6% em 2016, após o 1,5% do ano passado.

“As empresas alemãs viveram um ano de muita incerteza”, disse Jens Kramer, economista do banco NordLB de Hanover. “[Mas]elas descobriram que a máquina econômica alemã pode funcionar sem problemas mesmo em meio à turbulência, e que elas podem continuar confiando na demanda interna como impulsionadora do crescimento neste ano também. Mesmo assim, os riscos aumentaram.”

BCE projeta nova queda da inflação na região e já cogita afrouxar as regras

DCI – 15/01/2016

A inflação da zona do euro pode ficar abaixo da já rebaixada meta do Banco Central Europeu (BCE), mas o banco precisou manter algumas cartas na manga em sua reunião de dezembro caso mais afrouxamento monetário seja preciso mais tarde, mostrou a ata da reunião ontem.

Os riscos, particularmente dos mercados emergentes e das turbulências geopolíticas, continuam a pesar sobre o crescimento da zona do euro, enquanto os governos ainda não estão fazendo sua parte, fomentando o crescimento com reformas e acomodação fiscal, disse o banco na ata da sua reunião de 3 de dezembro. O BCE cortou sua taxa de depósito para -0,3% de -0,2% na reunião e estendeu a duração do seu programa de compra de ativos em seis meses até março de 2017, esperando impulsionar a inflação através do aumento do crédito e do consumo.

Mas seu movimento decepcionou os mercados, que tinham precificado uma ação mais audaciosa, já que as expectativas baixas da inflação no longo prazo, preços baixos do petróleo e volatilidade nos mercados emergentes parecem demandar mais do BCE.

“Um corte na taxa de depósito de 0,1 ponto percentual foi visto como improvável de disparar efeitos colaterais materiais negativos e também foi visto como tendo a vantagem de deixar algum espaço para mais ajustes para baixo, em caso de necessidade”, disse o banco.

O BCE disse que alguns de seus membros discordaram da decisão, com alguns propondo um corte maior, de 0,2 ponto percentual, mas deixando o programa do banco de compra de ativos inalterado. Porém, outros queriam ainda mais acomodação, com sugestões de um aumento nas compras mensais e uma extensão ainda mais longa do programa.

Monitoramento

No dia da divulgação da ata, o membro do Conselho do BCE, Philip Lane, mostrou apoio ao continuado uso de medidas não convencionais para alcançar a estabilidade dos preços, mas pediu acompanhamento mais atento do impacto dos movimentos das economias emergentes para a produção global. Lane, que assumiu como presidente do banco central da Irlanda em novembro, disse na semana passada que se mais medidas de estímulos forem necessárias pelo BCE, mais poderá ser feito.

Falando ao Central Banking Journal, Lane disse que apoia “a continuidade dos esforços do Conselho do BCE de lançar medidas não convencionais para cumprir sua missão de estabilidade dos preços”.

“Enquanto isso, os desdobramentos nas economias emergentes devem ser monitorados de perto, dada sua importância em determinar a produção global e seu impacto crescente no sistema financeiro global”, disse Lane.

Reino Unido

Na Inglaterra, as autoridades do banco central britânico esperam que a recente queda dos preços do petróleo pese um pouco sobre a inflação nos próximos meses, mas continuam incertos sobre se o impacto será duradouro.

O Banco da Inglaterra também disse que parece que o crescimento econômico será um pouco mais lento do que anteriormente projetado.

Entretanto, a queda nos preços do petróleo pode impulsionar o crescimento econômico na Grã-Bretanha e em outras economias, disse o banco central ontem, ao anunciar sua decisão mensal sobre os juros, mantendo suas opções abertas antes de um novo conjunto de previsões no próximo mês.

As nove autoridades do banco votaram por 8 a 1 pela manutenção da taxa de juros na mínima recorde de 0,5% pelo sexto mês consecutivo em sua reunião de janeiro nesta semana. “Embora as recentes quedas dos preços do petróleo deprimam a inflação global no curto prazo, essas condições devem providenciar, com o tempo, suporte para os gastos no Reino Unido e seus principais parceiros comerciais”, disse o banco na ata da reunião.

A decisão do banco vem após quedas fortes nos mercados acionários globais no começo de 2016, provocadas por nova turbulência financeira na China, e sinais crescentes de fraqueza na recuperação econômica britânica.

Alemanha

Enquanto os bancos centrais da União Europeia se preparam para enfrentar mais períodos turbulentos, a economia da Alemanha cresceu 1,7% em 2015, uma leve melhora ante o ano anterior e a taxa mais forte em quatro anos, de acordo com estimativa preliminar da Agência Federal de Estatísticas divulgada ontem. O crescimento da maior economia da Europa foi determinado pelo consumo privado, que cresceu à taxa mais forte desde 2000. Os gastos das famílias foram alimentados por fortes aumentos salariais, inflação baixa e emprego recorde.

“O mais importante condutor do crescimento foi o consumo doméstico”, disse em comunicado o chefe da Agência de Estatísticas, Dieter Sarreither. Economistas consultados pela Reuters esperavam crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,6% em 2015, mesma taxa de 2014.

O consumo privado expandiu 1,9%, contribuindo com 1 ponto percentual para o crescimento de 2015, enquanto os gastos públicos somaram 0,5 ponto. O comércio contribuiu com 0,2 ponto, embora as importações tenham crescido a taxa ligeiramente maior que as exportações. A alta do PIB ficou em linha com a previsão do governo. Para 2016, Berlim espera expansão de 1,8%. A entrada recorde de mais de um milhão de imigrantes em 2015 está elevando os gastos estatais, pois as autoridades gastam mais com moradia e medidas de integração.

Argentina vê com preocupação atual crise econômica no Brasil

O Globo – 15/01/2016

A crise que o Brasil atravessa está no radar do governo de Mauricio Macri. O ministro da Fazenda e Finanças da Argentina, Alfonso Prat-Gay, admitiu ontem que a Casa Rosada acompanha a situação de seu “principal sócio estratégico com preocupação”. Mas ressaltou que o governo argentino não deixará passar a oportunidade de se apresentar aos investidores internacionais como “um bom lugar no qual se refugiar” em um momento em que quase todos os países da região enfrentam uma crise. Para isso, a Argentina vai usar como vitrine o Fórum Econômico Mundial de Davos, que será realizado entre os dias 20 e 23 deste mês. Em entrevista coletiva a correspondentes estrangeiros, Prat-Gay ainda antecipou ontem a projeção “conservadora” de crescimento da Casa Rosada: entre 0,5% e 1% este ano e uma taxa média de 4,5% para os três anos seguintes.

— Olhamos com preocupação o que acontece no Brasil por uma questão de sentimento e por uma questão econômica. Queremos que nossos vizinhos estejam bem e entendemos as dificuldades que está atravessando (o Brasil) — disse Prat-Gay, que confirmou um encontro com seu colega de pasta Nelson Barbosa em Davos. — Claro que para a Argentina e nossas projeções econômicas seria muito mais favorável ter um vizinho crescendo fortemente e não em recessão. Mas entendemos que o Brasil está fazendo algumas correções.

O governo Macri tem grande expectativa em relação a Davos já que, segundo Prat Gay, “este é um momento propício para a Argentina, pela esperança que gerou no exterior a mudança de governo e porque o resto da região atrano vessa dificuldades econômicas”.

— Muitos investidores não sabem onde se esconder, e nós vamos apresentar uma proposta amigável. Vai ser uma boa vitrine. Macri se reunirá com presidentes de empresas com interesses e compromissos de investimento na Argentina — afirmou o ministro.

Na última quarta-feira, a taxa de risco país argentina medida pelo banco JPMorgan ficou em 467 pontos centesimais, enquanto a brasileira atingiu 487. Perguntado sobre essa situação, Prat-Gay evitou mostrar uma postura competitiva em relação ao Brasil, mas não escondeu a satisfação pelas boas notícias que o novo governo argentino vem recebendo nos últimos dias.

— Isso já é assim há alguns dias, começou quase em 10 de dezembro passado (dia da posse de Macri)… mas, para mim, a concorrência com o Brasil é só futebol — respondeu PratGay, sorrindo, antes de adotar um tom mais sério. — Não encontramos prazer em estar abaixo do Brasil, mas, sim, encontramos satisfação em ver que algumas das coisas que estamos fazendo têm a repercussão que buscamos. Com o potencial de crescimento que temos e não estando na situação conjuntural de crise, como está o Brasil, entendemos que os juros que temos ainda são muito altos, num mundo com taxas mais baixas.

O ministro também defendeu a necessidade de seu país se afastar de antigos sócios comerciais, como Irã, Venezuela e Rússia, ao mesmo tempo em que bursca recompor suas relações com Europa e Estados Unidos, mas mantendo o forte vínculo com a China.

PROPOSTA PARA ‘ABUTRES’
A Casa Rosada espera ampliar a captação de investimentos estrangeiros nos próximos meses, já que, explicou Prat-Gay, “foram removidas as restrições que existiam, principalmente no mercado cambial”. A negociação com os chamados “abutres”, fundos de investimento que brigam com a Argentina na Justiça americana, também é considerada central pela equipe econômica. O ministro confirmou que o país fará uma proposta — que ainda terá de passar pelo Congresso — aos credores que não aderiram às operações de troca da dívida de 2005 e 2010 na semana do próximo dia 25.

— Seria bom que eles (os “abutres”) fizessem uma proposta simultânea. O que podemos dizer é que quem entrou nas trocas de 2005 e 2010 já recuperou todo o capital. Mas queremos pagar o que devemos e acreditamos que isso deve ser feito num marco mínimo de sentido comum de Justiça. Algumas sentenças implicam aumento de 95% no valor dos juros a serem cobrados — disse Prat-Gay.

Dívida da Ásia e América Latina subiu mais rápido que no resto do mundo, diz agência

Folha de S.Paulo – 15/01/2016

A dívida dos países da região Asia-Pacífico e da América Latina aumentou mais rápido desde 2009 do que a da Europa e América do Norte, afirmou nesta quinta-feira (14) a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P).

“A progressão da dívida na Ásia-Pacífico e na América Latina foi superior ao crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] nessas regiões entre 2009 e 2015, com um ritmo muito mais rápido que na Europa e na América do Norte”, indica a agência em um estudo sobre 27 países.

“O crescimento anual do percentual da dívida em relação ao PIB se traduz por um percentual de 3,2% na Ásia e de 3,6% na América Latina comparados com 0,2% da Europa e 0,5% da América do Norte”, constata a S&P, que estudou as dívidas das empresas, das administrações públicas e das famílias.

Na China, a S&P alerta para o crescimento expressivo da dívida das empresas. “As empresas na China e em Hong Kong contraíram empréstimos massivos, o que supõe um risco em um contexto de desaceleração econômica”, explica o analista Terry Chan, citado em comunicado.

A agência destaca que Japão, Grécia, Itália e Portugal “são os países que continuam tendo uma dívida pública significativa”. Austrália, Suíça e Holanda são os países onde a dívida das famílias é a mais alta.

Redação On janeiro - 15 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.