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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Produção industrial da zona do euro sofre forte queda em novembro

A queda mensal de novembro foi a mais profunda desde agosto de 2014.
Houve forte recuo na produção de energia e de bens de capital e consumo.

 Fonte: G1

A produção industrial da zona do euro caiu mais do que o esperado em novembro, e no ritmo mais forte em mais de um ano, com forte recuo na produção de energia e de bens de capital e de consumo duráveis.

A produção industrial dos 19 membros da zona de moeda única ficou 0,7% menor em novembro do que em outubro, disse a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, embora na comparação anual tenha havido aumento de 1,1%.

Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa era de declínio mensal de 0,3% e de alta anual de 1,3%.

Os números de outubro foram revisados para cima para mostrar aumento de 0,8% na base mensal e de 2% na comparação anual, ante 0,6 e 1,9% informados anteriormente.

A queda mensal de novembro foi a mais profunda desde agosto de 2014.

A produção de energia na região como um todo caiu 4,3%, com as temperaturas em grande parte do norte da Europa bem mais amenas do que a média. As produções de bens de capital e de bens de consumo duráveis recuaram, respectivamente, 1,9% e 1%.

Alta de juro nos EUA deve ser feita gradualmente, diz Lagarde

O Globo – 13/01/2016

Novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) devem ser graduais ou poderiam afetar as já frágeis economias dos países emergentes, onde muitas empresas contraem empréstimos em dólar, disse ontem a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

Lagarde falou que o aperto da política monetária americana — que começou em dezembro do ano passado com a primeira alta de juros em quase uma década — deve ter respaldo de “claras evidências” de inflação nos Estados Unidos. Ela destacou as consequências negativas para as economias emergentes:

— A principal questão à frente será o ritmo de normalização. Concordamos que ela deve ser gradual como anunciado, como destacado pelo Fed, e baseado em clara evidência de pressões mais firmes de salário ou preço — declarou em conferência no Banco Central francês, em Paris.

VULNERABILIDADE MAIOR

Lagarde disse que os juros em patamar mais alto nos EUA, combinado com afrouxamento das taxas na zona do euro e no Japão, pode elevar o preço do dólar, dificultando a vida de muitas empresas em economias emergentes:

— Para economias emergentes, isso pode aumentar a vulnerabilidade em setores com exposição em dólar, especialmente os corporativos.

A redução da confiança nas tomadas de decisões da China tem alimentado a cautela dos investidores em relação à desaceleração da economia e a outros mercados emergentes, que haviam atraído centenas de bilhões de dólares na última década graças a retornos superiores em relação às economias desenvolvidas.

INCERTEZA NA CHINA

A moeda chinesa se desvalorizou mais de 1% desde o começo do ano. Isso exacerbou as incertezas sobre as intenções da China com o câmbio e reforçou as preocupações de que Pequim possa estar perdendo o controle de sua política econômica no momento em que o país se encaminha para registrar seu crescimento mais fraco em 25 anos.

A diretora do FMI alertou sobre fortes variações nas taxas de câmbio causadas pela incerteza a respeito da política econômica e o ritmo da economia.

— Além da apreciação do dólar, também há o potencial para uma maior volatilidade do câmbio — afirmou, acrescentando: — Essa volatilidade pode ser induzida não só pela divergência nas políticas monetárias nas grandes economias avançadas, mas também pela pela incerteza sobre suas perspectivas gerais e ação de política.

Agência de planejamento da China vê avanço do PIB em 2015 perto de 7%

DCI – 13/01/2016

A economia da China provavelmente cresceu cerca de 7% em 2015 e criou 13 milhões de novas vagas de trabalho, afirmou ontem a principal agência de planejamento do país ao anunciar a aprovação de mais projetos de infraestrutura para evitar os riscos de uma desaceleração acentuada.

A China alcançou suas principais metas econômicas em 2015, disse o porta-voz da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, Li Pumin, uma semana antes da divulgação oficial dos números do quarto trimestre e do ano de 2015. As declarações de Li foram feitas no momento em que nova queda dos mercados acionários chineses e forte recuo do iuane provocaram preocupações entre investidores sobre as condições da segunda maior economia do mundo, embora haja poucas evidências de que tenham se deteriorado nas últimas semanas. Ainda assim, crescimento de 7% seria o mais fraco em 25 anos, após avanço de 7,3% em 2014, com a demanda fraca interna e externa, o excesso de capacidade industrial e a fraqueza dos investimentos pesando sobre a economia.

Alguns observadores acreditam que os níveis reais de crescimento já são muito mais fracos do que os dados oficiais sugerem, reforçando as expectativas de que o governo terá que adotar mais medidas de suporte este ano.

A China aprovou 280 projetos de investimento em ativos fixos avaliados em 2,52 trilhões de iuanes (US$ 383,44 bilhões em 2015), disse Li. O governo tem indicado que pretende gastar mais em infraestrutura para sustentar a atividade econômica, mas tem enfrentado atrasos, em parte devido à lenta distribuição de empréstimos, planejamento inicial fraco e altos níveis de dívida dos governos locais.

Swap cambial

Enquanto os dados oficiais não chegam e o mercado segue inconsistente, os bancos centrais do Japão e da China estão negociando a retomada de um acordo bilateral de swap cambial em caso de uma crise financeira, disseram à Reuters ontem fontes com conhecimento do assunto. As negociações acontecem em um momento de turbulências financeiras globais resultantes da elevação da taxa de juros nos Estados Unidos, o que levou à desvalorização do iuane chinês e ao colapso dos preços das commodities e do petróleo no começo deste ano.

Não está claro que lado iniciou a negociação, mas o swap cambial é visto com o objetivo de fornecer rede de segurança para bancos japoneses que operam na China e empresas chinesas que precisam de ienes em caso de crise financeira. O swap cambial bilateral foi originalmente lançado em março de 2002 como parte de linhas de swap cambial multilaterais conhecidas como Iniciativa Chiang Mai, como resposta à crise financeira na Ásia no final da década de 1990.

A linha de swap bilateral não foi renovada desde que expirou em setembro de 2013 devido à deterioração da relação entre os dois países por disputas territoriais e o histórico de guerra do Japão.

Overnight

Enquanto os dois países não entram em acordo, a taxa de depósito overnight implícita do iuane negociado no exterior atingiu o recorde de 94% em Hong Kong ontem, com analistas dizendo que a alta foi provocada por compras de iuane pelo banco central chinês que drenaram a liquidez. A taxa overnight foi fixada em 13,4% na segunda-feira, enquanto ontem ela foi fixada em 66,8%.

Analistas disseram que a intervenção do banco central chinês comprando iuane no exterior e vendendo dólares para sustentar o iuane no exterior diminuía a liquidez levando à alta da taxa.

Turbulências

O novo tombo dos mercados acionários chineses tem alimentado preocupações entre investidores globais sobre a saúde da segunda maior economia do mundo, mas há pouca evidência de que o cenário para a China tenha piorado tão dramaticamente nas últimas semanas. A economia chinesa perdeu ímpeto constantemente em 2015 e economistas estão divididos sobre as expectativas em relação a quando ela começará a melhorar. As vendas de automóveis e de imóveis estão mostrando sinais de vida, entretanto, e poucos preveem o tipo de “pouso forçado” que o recente tombo nos preços das ações pode sugerir.

“Creio que há pouca conexão entre a queda dos mercados acionários e a economia real”, disse o economista do Standard Chartered Shen Lan. “Na verdade, os indicadores econômicos em novembro já mostraram que a economia ganhou mais ímpeto.”

A China liderou as preocupações dos investidores no começo de 2016, com queda de 10% nas ações do país na última semana disparando uma ampla venda de ativos de maior risco. A indústria e os investimentos, dois motores do avanço vertiginoso da China nas últimas três décadas, têm sofrido com uma prolongada desaceleração.

Emergentes podem ser afetados por ciclo de alta de juros nos EUA, diz Lagarde

Valor Econômico – 13/01/2016

Novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) devem ser graduais ou poderiam afetar as já frágeis economias emergentes, onde muitas empresas tomam emprestado em dólar, afirmou ontem Christine Lagarde, diretora­gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI).

“A principal questão à frente será o ritmo de normalização. Concordamos que ela deve ser gradual como anunciado, como destacado pelo Fed, e baseado em clara evidência de pressões mais firmes de salários ou preços”, disse a executiva em conferência em Paris, destacando as implicações negativas para as economias emergentes.

Lagarde afirmou que a taxa de juros mais alta nos EUA, combinada com o afrouxamento na zona do euro e no Japão, pode pressionar ainda mais o dólar, dificultando a vida das muitas empresas em economias emergentes que tomam emprestado em dólares. “Para economias emergentes, isso pode aumentar vulnerabilidade em setores com exposição em dólar, especialmente os corporativos.”

A diretora do FMI ainda alertou sobre fortes variações nas taxas de câmbio. “Essa volatilidade pode ser induzida não apenas pela divergência em políticas monetárias em grandes economias avançadas, mas também pela incerteza sobre suas perspectivas gerais e ação de política”, disse.

Para Lagarde, uma transformação da economia chinesa em direção a um crescimento menor irá beneficiar a todos, mesmo se o impacto no curto prazo agitar o comércio global, as commodities e as finanças. “A China está reequilibrando sua economia, o que é bom e bastante legítimo”, afirmou.

Redação On janeiro - 13 - 2016
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