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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Maior temor dos empresários é que Brasil não supere a crise

DCI – 13/01/2016

Mais da metade (54%) dos comerciantes e prestadores de serviços brasileiros teme que o País não supere a crise econômica em 2016, aponta uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

O medo de a recessão se prolongar aparece à frente de outras opções relacionadas ao negócio do empresário, como o risco de não conseguir pagar as dívidas (38%), ser assaltado ou vítima de violência (38%) e ser obrigado a fechar a empresa (37%).

Quando questionados sobre o problema brasileiro mais importante a ser resolvido neste ano, a crise econômica também lidera a lista de opções ao lado da corrupção, ambos com 69% de menções.

Outros problemas apontados pelos empresários brasileiros são os impostos elevados (65%), a inflação (49%), a falta de vontade política (40%) e a violência (39%).

A percepção de que as condições do País se deteriorem ao longo do ano passado é ponto comum entre os comerciantes e prestadores de serviços sondados no levantamento. Para 75% dos entrevistados o ano de 2015 foi pior para a economia do que 2014.

Apenas 5% dos empresários notaram que o cenário melhorou e outros 16% disseram que não houve alteração. O índice de entrevistados com percepção negativa supera o percentual de 70% em todas as regiões pesquisadas, mas cai para 53% entre os empresários do Nordeste.

Em meio ao ambiente de baixa confiança, a situação financeira das empresas também piorou na opinião de 54% dos entrevistados. Mais da metade deles (52%) disse que a piora decorreu do aumento dos preços de itens como matéria-prima, mercadoria e transporte, que diminuiu a margem de lucro, da redução do número de clientes (51%) e do aumento da inadimplência (22%). De acordo com a pesquisa, 75% dos empresários viram as empresas parceiras e concorrentes fecharem as portas neste último ano.

“A atual situação da economia brasileira tem gerado um círculo vicioso, difícil de interromper. Como a inflação e as taxas de juros estão altas, as vendas caem e as empresas empregam e investem menos”, analisou o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

“Os efeitos negativos são percebidos nas quedas das vendas no varejo e na produção industrial. Dessa forma, temos queda de confiança tanto do empresário, quanto do consumidor. Esse resultado se traduz em inadimplência de ambas as partes, como os recentes indicadores têm apontado”, completou.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o momento é de otimizar custos e processos e se aproximar do cliente. “As projeções dos analistas econômicos apontam para uma queda do PIB [Produto Interno Bruto] superior a 2,5% em 2016. E se os ajustes propostos pela equipe econômica do governo não forem aprovados ou postos em prática, a situação ainda pode se agravar”, avaliou a economista.

Crédito terá nova piora em 2016

Valor Econômico – 13/01/2016

Do crédito em 2016 só se deve esperar más notícias. Com taxas de inadimplência em alta e crescimento econômico anêmico, a questão é qual será a dimensão do problema. Nos grandes bancos brasileiros e entre analistas, há consenso sobre a piora dos calotes mas sobram divergências a respeito da intensidade e duração desse movimento. Há quem preveja um cenário em que o saldo de crédito nos bancos privados fique estagnado em termos nominais, provocando queda nos lucros.

“O quadro para o crédito ainda será muito adverso em 2016”, afirma João Morais, economista da Tendências. A consultoria projeta crescimento nominal de 5% do saldo de crédito em 2016, o que representaria um encolhimento de 1,4% em termos reais. Para 2015, a estimativa é de crescimento nominal de 7,1% (queda de 3,2% em termos reais). “Não enxergamos nenhum setor e nenhuma modalidade que mostre sustentação”, diz.

A expectativa de Eduardo Nishio, analista responsável pela cobertura de sistema financeiro no Brasil Plural, é de um crescimento entre zero a 5% no estoque de crédito das instituições privadas. Nos bancos públicos, há também uma tendência de moderação, tanto pela menor demanda como por limitações de capital. Para o Banco do Brasil, ele espera um avanço de cerca de 5% no portfólio de empréstimos.

“A inadimplência da pessoa física vai subir, de uma forma constante e gradual. É um movimento mais previsível. Já a pessoa jurídica é uma incógnita, dependendo de como vai progredir a Operação Lava­-Jato e como as empresas vão se comportar em
mais um ano de queda do PIB”, diz. A avaliação dele é que o atual ciclo de inadimplência ultrapasse 2016 e chegue a 2017.

O Banco do Brasil projeta expansão no seu saldo de crédito para pessoa física em um ritmo semelhante ao de 2015, de acordo com o diretor de empréstimos e financiamentos do banco, Edmar Casalatina. Em nove meses encerrados em setembro, a carteira do banco cresceu 8,1%. “Nossa expectativa é manter a inadimplência sob
controle e abaixo da média do mercado”, diz. “Será um ano parecido com 2015, no sentido de tentar manter nosso ‘market share’ e priorizar modalidades de menor risco.”

A projeção oficial do Banco Central (BC) para o crescimento do crédito em 2016 é de 7%, considerando famílias e empresas, repetindo o desempenho de 2015. A autoridade monetária não divulga previsão para a inadimplência.

Levantamento realizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com 26 associados projeta um avanço comedido dos calotes neste ano, de 5,2% em 2015 para 5,5% no fim de 2016. Para a carteira de crédito, a pesquisa estima crescimento de 7,8%, repetindo a taxa de 2015. Projeta­-se desaceleração no crescimento do crédito direcionado (imobiliário, empréstimos do BNDES) de 12,1% em 2015 para 11,7% em 2016, ao passo que as operações com recursos livres (consignado, cartão de crédito) acelerariam de 3,6% para 4%.

A pesquisa da Febraban, porém, traz um dado que sinaliza preocupação dos bancos. Questionados sobre os efeitos do recuo da atividade econômica, da queda no consumo das famílias e da desaceleração do crédito, 59% dos entrevistados disseram que “haverá um aumento mais expressivo da inadimplência nos próximos meses”. Apenas 18% defenderam que o “aumento da inadimplência será menor do que em ciclos anteriores”. A sondagem foi feita em dezembro.

Wermeson França, economista da consultoria LCA, diz que a demanda por crédito só vai retomar fôlego quando houver recuperação da confiança de famílias e empresários na economia. “Não existe hoje uma medida que resolva o problema. Só melhorando a confiança”, afirma. Do lado da oferta, os bancos devem continuar cautelosos na aprovação dos empréstimos, com o desemprego em alta e a economia ainda em recessão.

As únicas linhas que tendem a perder menos força são as emergenciais, como o cheque especial e a conta garantida para empresas diz Morais, da Tendências. Essa migração para créditos de pior qualidade contribui para o aumento do spread médio da carteira. “Como essas linhas rotativas têm limite pré­-aprovado, a maneira que os bancos encontram para se proteger da inadimplência é subindo as taxas”, afirma.

Aumento do dólar pressiona inflação, importação e endividamento externo

DCI – 13/01/2016

A valorização do dólar frente ao real, comemorada por exportadores, também tem impactos negativos sobre a economia brasileira. Desde janeiro do ano passado, a unidade da moeda norte-americana ficou R$ 1,40 mais cara.

O baque do aumento cambial afeta, por exemplo, a já elevada inflação do País, deixando mais caros os produtos importados e os produtos que usam insumos internacionais, explica Mauro Rochlin, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Outro efeito sobre os preços é causado pela diminuição da competição. “Os produtos internacionais perdem espaço no País e os empresários brasileiros podem aumentar os preços internos por terem menor concorrência”, comenta Rochlin.

Antônio Carlos dos Santos, professor de economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), diz que a alta dos preços causada pelo câmbio é mais sentida pela classe média, que compra produtos com mais componentes estrangeiros. “São, por exemplo, o macarrão italiano, o vinho europeu, os eletrônicos americanos, que ficam mais caros agora”. Entretanto, o especialista lembra que também podem ser elevados os preços de remédios e antibióticos, mercadorias compradas por todas as classes sociais.

Por outro lado, o especialista ressalta efeitos positivo das mudanças trazidas pela alta do câmbio. “Os produtos que ficam muito caros para serem importados podem ser substituídos por opções nacionais, o que causa a geração de mais empregos no Brasil.”

Santos lembra também que a desvalorização do real tende a atrair os turistas e a manter os gastos dos próprios brasileiros no País. “Com a alta do câmbio, menos gente viaja para fora e mais gente escolhe opções aqui dentro.”

Balança comercial

Na contramão das exportações, favorecidas pela alta do dólar, as compras do exterior são prejudicadas pela valorização da moeda estrangeira. Em 12 meses do ano passado, as importações recuaram 25% ante o acumulado de 2014.

“Se os empresários deixam de importar bens da capital que estão muito caros, acontece um sucateamento da produção no País, que fica menos competitiva”, alerta Francisco Olivieri, professor de administração do Instituto Mauá de Tecnologia.

A melhora da balança comercial registrada no ano passado, quando o superávit se aproximou dos US$ 20 bilhões, “se deve principalmente à queda das compras no exterior”, comenta Santos. Em 2015, o valor total das exportações caiu (-15%) mesmo com a desvalorização do real.

“Justamente nesse momento de câmbio favorável, as commodities têm cotação reduzida, então a balança comercial acaba não sendo tão ajudada”, explica Olivieri.

Enquanto a queda dos produtos básicos afeta parte da economia do País, situação diferente é vivida pelos exportadores de manufaturados. “A indústria nacional acaba sendo a grande ganhadora com a alta do câmbio, crescendo em competitividade”, diz Rochlin.

Endividados

Mais uma notícia ruim trazida pela elevação do câmbio é o aumento do buraco na conta daqueles que tenham dívidas fora do País. “Muitas empresas brasileiras tomaram recursos no exterior e ficaram com dívidas muito grandes depois da alta do dólar”, afirma Olivieri.

O professor da Mauá alerta que as companhias nessa situação podem se tornar inadimplentes e ter problemas por falta de liquidez. “Vale e Petrobras, por exemplo, vivem problemas por terem altos endividamentos em dólar”, complementa Rochlin.

Olivieri conclui: “o custo de novas tomadas de empréstimo em outros países também aumenta, já que o risco de não pagamento cresce com a elevação do câmbio”.

Previsões

Os especialistas entrevistados pelo DCI acreditam que o dólar encerrará 2016 em patamar superior aos R$ 4,03 em que a moeda se encontra ontem.

“Deve chegar a R$ 4,50 durante o ano, por causa do cenário de instabilidade política, e depois cair até cerca de R$ 4,25”, estima Olivieri. Para o professor, o câmbio ideal ficaria por volta dos R$ 3,50, “seria bom para exportadores e importadores e não causaria impacto forte sobre a inflação”.

Santos segue linha de raciocínio parecida. “Acho que se não houver nenhum problema no campo político, que tem contaminado o ambiente econômico, o dólar deve ficar perto de R$ 4,20 no final do ano. Mas isso depende muito de vários fatores, como as escolhas do Banco Central em 2016.”

Fazenda resiste a correção na tabela do IR

O Estado de S.Paulo – 13/01/2016

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, já sinalizou internamente que não é prioridade fazer a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em 2016. A avaliação do ministro é que não há espaço fiscal para a revisão da tabela porque o momento atual é de recuperação de receitas, que continuam num quadro de grande fragilidade, segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Depois da divulgação do IPCA de 2015, a pressão pela correção aumentou por causa da defasagem entre a correção da tabela e o aumento da inflação. No ano passado, a defasagem atingiu 4,81%, o maior nível nos últimos 10 anos, segundo cálculos do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional). A correção média da tabela ficou em 5,60%, enquanto o IPCA teve alta de 10,67%. Em 20 anos, a defasagem supera 72%.

No Palácio do Planalto, há pressão para uma “melhorada” na tabela para garantir pelo menos algum reajuste, mesmo que pequeno. Há quem avalie que esse movimento poderia ajudar a facilitar as discussões da reforma da Previdência.

Em 2015, o ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, negociou um aumento escalonado da tabela, entre 4,5% e 6,5%, dependendo da faixa de renda do contribuinte, que começou a vigorar em abril. O impacto na arrecadação foi de R$ 6 bilhões, mas menor do que seria com a correção de 6,5% para todas as faixas de renda, proposta aprovada pelo Congresso, mas vetada pela presidente Dilma. O governo queria, na época, que a correção fosse de 4,5%, mas acabou cedendo com o escalonamento do reajuste que beneficiou as faixas de rendas mais baixas.

A não correção da tabela do IR ou sua correção abaixo da inflação faz com que o contribuinte pague mais imposto de renda do que no ano anterior. Segundo estudo do Sindifisco, o peso é maior para o contribuinte de menor renda da classe média assalariada.

Além de não ter intenção da rever a tabela do IRPF, o ministro também considera que este não é o melhor momento para discutir medidas na área tributária que aumentem a alíquota do Imposto de Renda para taxar mais as camadas mais ricas da população – proposta defendida pelo PT. A interlocutores, Barbosa também descartou no momento a elevação da Cide (imposto do combustível) para reforçar a arrecadação.

Barbosa busca forma de estimular economia sem elevar subsídios

O Estado de S.Paulo – 13/01/2016

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, tem discutido medidas de estímulo ao crédito por meio dos bancos públicos, mas descarta fazê-las com o aumento dos subsídios, asseguraram fontes do governo.

As taxas dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil (crédito agrícola) e dos financiamentos com recursos do FGTS já são mais baratas do que as oferecidas pelos bancos privados, mas a Fazenda não pretende apoiar linhas de crédito com subsídios adicionais que precisem de recursos do Tesouro Nacional.

Um recado nessa direção foi dado em nota divulgada pelo ministro após encontro com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan. Mesmo depois de o presidente da entidade afirmar que o programa de renovação de frota proposto pelo setor e em discussão com o governo contava, entre outras possibilidades, com recursos públicos, Barbosa rejeitou na nota qualquer tipo de projeto que implique em dispêndio com subsídios ou equalizações de taxas de juros pelo Tesouro Nacional.

No primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, a oferta de crédito pelos bancos públicos com generosas taxas de juros bancadas pela injeção de subsídios do Tesouro foram responsáveis pelo rombo das contas do governo e o aumento da dívida pública.

A estratégia econômica agora, neste momento de crise, é garantir normalidade, ganhar confiança para arrumar a casa sem espaço para “aventuras de crédito”. “Não tem um Houdini”, disse uma fonte do governo em referência ao ilusionista mais famoso do mundo.

Mas, com a desconfiança do mercado financeiro que persiste em relação à política econômica que será adotada pelo ministro, a sua tarefa é mostrar com “ação e menos discurso”. Barbosa não quer fazer anúncios de pacotes de medidas econômicas.

O reforço no crédito será dado com os recursos que foram repassados pelo Tesouro para os bancos públicos como pagamento das chamadas “pedaladas fiscais” – dívidas que foram represadas no primeiro mandato e quitadas por determinação do Tribunal de Contas da União. O foco principal das linhas de crédito é o setor da construção civil, obras de infraestrutura (com o que foi acertado com FGTS e Caixa) e agronegócio (via Banco do Brasil). Garantir recursos para a terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida é prioridade. Os setores automobilístico, exportador e de micro e pequenas empresas também negociam linhas de financiamento para dar oxigênio novo à economia ao longo do ano.

A equipe do Ministério da Fazenda não vê incoerência na adoção de medidas de crédito no momento em que o Banco Central dá sinais de que vai continuar com o processo de alta da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana, o que deve encarecer os empréstimos.

Na reunião do Fórum Econômico de Davos do fim deste mês na Suíça, o discurso do ministro, ainda em elaboração, será o de mostrar que a economia brasileira está funcionando, tem capacidade de reagir à crise e que o ano de 2016 não está perdido para o Brasil.

Redação On janeiro - 13 - 2016
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