Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Produção industrial recua em 9 das 14 regiões

DCI – 13/01/2016

A queda na produção industrial em novembro ante outubro atingiu 9 das 14 regiões investigadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maior delas ocorreu no Espírito Santo (-11,1%), cuja produção de minério de ferro foi afetada pelo acidente ocorrido, em Mariana (MG), quando duas barragens da mineradora Samarco se romperam prejudicando o setor.

Em São Paulo, o maior parque fabril do País, a produção caiu 2,6% na passagem do mês, sem os efeitos sazonais. Também registraram quedas maiores do que a média nacional (-2,4%) os estados do Ceará (-4,5%), de Minas Gerais (-4,0%), a Região Nordeste (-2,8%) e São Paulo.

Completam o grupo de taxas negativas Amazonas (-2,1%), Bahia (- 2,0%), Paraná (-1,3%) e Goiás (-0,9%). Por outro lado, Pernambuco (3,5%) mostrou o avanço mais intenso no mês. Os demais resultados positivos foram registrados por Pará (1,9%), Santa Catarina (1,8%), Rio de Janeiro (1,2%) e Rio Grande do Sul (1,1%).

Na comparação com novembro de 2014, a indústria recuou em 13 dos 15 locais investigados. Os recuos mais intensos ocorreram em Amazonas (-19,9%), Espírito Santo (-19,8%) e Paraná (-16,7%). Em São Paulo, a queda chegou a 13,3%.

Bahia (-13,3%) e Rio Grande do Sul (-13,0%) também apontaram resultados negativos mais acentuados do que a média nacional (-12,4%), enquanto Minas Gerais (-12,0%), Ceará (-10,7%), Rio de Janeiro (- 10,1%), Goiás (-9,4%), região Nordeste (-6,9%), Santa Catarina (-4,8%) e Pernambuco (- 1,0%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas em novembro ante igual mês de 2014.

Por outro lado, Mato Grosso (5,9%) e Pará (5,5%) avançaram na mesma comparação.

Custo preocupa pequena indústria, aponta Simpi

Valor Econômico – 13/01/2016

O cenário melhorou ligeiramente para as micro e pequenas indústrias do Estado de São Paulo em dezembro, mas o ambiente permanece com tendência mais pessimista que otimista. Pesquisa do Data folha para o Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) indica que o índice de satisfação do segmento com os custos da atividade foi de 91 pontos em dezembro, acima dos 58 pontos do mês anterior, mas bem menor que um ano antes, quando o indicador alcançou 109 pontos.
Os indicadores da pesquisa variam de zero a 200 pontos. Quanto mais próximo do teto, maior o otimismo em relação aos aspectos pesquisados. Em sua 34ª edição, a pesquisa mensal do Simpi mostra que 56% dos empresários consultados consideraram o capital de giro insuficiente. No caso das pequenas empresas industriais, a proporção chegou a 64%.

Apesar das taxas de juros elevadas, o cheque especial persiste como o recurso mais empregado para cobrir as deficiências de caixa: 19% dos empresários consultados recorreram a esse instrumento de crédito.

A pesquisa aponta também crescimento das demissões em relação ao levantamento anterior, de outubro, quando 17% das empresas demitiram e apenas 10% contrataram. Em dezembro, a proporção de empresas com corte de pessoal subiu para 31%, enquanto as que abriram novas vagas se limitaram a 12%.

As expectativas para 2016 são de otimismo para 38% dos empresários de micro e pequenas indústrias. Esse é o grupo que espera melhora no ambiente de negócios. O resultado ficou abaixou do registrado um ano antes (52%). Já os pessimistas em relação ao desempenho da economia neste ano pularam de 30% para 41% entre dezembro de 2014 e dezembro de 2015.

Para cerca de 90%, a crise econômica e política prejudica os negócios. Recuou de 66% para 64% a fatia dos empresários que considera que a crise, além de prejudicar, ameaça a sobrevivência da empresa.

O número de entrevistados que considera possível encerrar as atividades no curto prazo (três meses) em função das dificuldades econômicas ficou praticamente estável ­passou de 30% para 31%. O Data folha entrevistou 310 empresários do Estado. A margem de erro da pesquisa é de seis pontos percentuais.

Lama derruba indústria de MG e Espírito Santo

O Globo – 13/01/2016

O vazamento de lama na Samarco em Mariana derrubou a produção industrial dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. De acordo com o IBGE, na passagem de outubro para novembro, a atividade industrial encolheu em nove das 14 regiões analisadas pela Pesquisa Industrial Mensal Regional, e as maiores perdas ocorreram no Espírito Santo (-11,1%), Ceará (-4,5%) e Minas Gerais (-4%). Na média geral, a produção ficou 2,4% menor. Em relação a novembro de 2014, a queda foi de 12,4%.

O acidente ocorrido no início de novembro afetou as indústrias extrativas de minério de ferro e prejudicou o resultado nacional. No Espírito Santo, a queda foi bem mais acentuada do que em Minas em razão da dependência maior da indústria capixaba à atividade extrativa, que representa 80% do segmento. Em Minas, essa relação é bem menor, de 23%.

— Nesse dois estados, o resultado foi impactado pelo recuo nas indústrias extrativas de minério de ferro bruto, em Minas, e de minério de ferro politizado (processado), no Espírito Santo — explica o gerente de Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo.

Já a indústria cearense foi afetada por um recuo na fabricação de vestuário e acessórios.

— Se olharmos por setor, a indústria extrativa mineral, impactada pelo rompimento da barragem de rejeitos em Minas e a de produtos derivados de petróleo, prejudicada pela greve dos petroleiros, que afetou a extração e refino, foram as que puxaram o resultado nacional para baixo. Mas, por região, quem determinou o resultado negativo do mês foi São Paulo. Como é a principal região industrial do Brasil, tem maior peso na formação do resultado geral — explica Macedo.

Afetada pela crise econômica — sobretudo nos segmentos de máquinas, automóveis e eletrodomésticos —, a atividade da indústria paulista caiu 2,6% na comparação com outubro, enquanto o Nordeste perdeu 2,8%. Também houve recuo no Amazonas (-2,1%), Bahia (-2%), Paraná (-1,3%) e Goiás (-0,9%).

O Rio de Janeiro ficou no grupo dos estados que expandiram a produção, com alta de 1,2% na passagem de um mês para outro. Mas, na comparação com novembro do ano anterior, a produção fluminense caiu 10,1%, por causa da crise do setor de petróleo, que se arrasta há quase dois anos.

— Pernambuco mostrou o avanço mais elevado nesse mês (3,5%) e intensificou a expansão de 0,5% observada em outubro. Os demais resultados positivos foram registrados por Pará (1,9%), Santa Catarina (1,8%) e Rio Grande do Sul (1,1%) — diz o gerente do IBGE.

Em relação a novembro de 2014, as perdas mais intensas ocorreram no Amazonas (-19,9%), Espírito Santo (-19,8%) e Paraná (-16,7%). No primeiro estado, o resultado reflete a queda na fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e óticos, como televisores e computadores, de outros equipamentos de transporte (motocicletas e suas peças) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. No Paraná, houve recuo na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, de produtos alimentícios, de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis e de máquinas e equipamentos agrícolas.

NO ANO, RECUO DE 8,1%

No acumulado do ano, a redução atingiu 12 dos 15 locais pesquisados, com cinco caindo mais do que a média nacional, que teve queda de 8,1%: Amazonas (-15,8%), Rio Grande do Sul (-11,8%), São Paulo (-10,9%), Ceará (-9,4%) e Paraná (-9,2%). Já o maior crescimento, nessa comparação, foi no Espírito Santo.

“O escoamento da lama liberada da barragem da Samarco afetou a produção industrial do Espírito Santo em novembro, mas não impediu que continuasse mantendo o melhor desempenho no acumulado do ano (+6,6%), seguido do Pará (+5,9%) e do Mato Grosso (+3,6%). Explicam essas taxas positivas o peso da indústria extrativa nos dois primeiros estados e o da atividade industrial associada ao agrobusiness (soja, principalmente) no último” avalia, em relatório, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Produção industrial mineira diminui 7,5%
13/01/2016

Diário do Comércio

A produção industrial mineira registrou queda de 7,5% no acumulado entre janeiro e novembro de 2015 frente ao mesmo intervalo de 2014. Com o
resultado negativo, o setor aprofundou o encolhimento já vivenciado nos últimos anos. Na prática, o segmento está 20,3% menor do que em 2008, momento em que a crise econômica internacional quebrou um ciclo virtuoso de altas seguidas. Caso fosse mantida, a média de expansão alcançada entre 2001 e 2008, hoje a indústria do Estado estaria 43,2% acima do nível
que se encontra.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento acumulado entre 2001 e 2008 em Minas Gerais foi de 31,1%. No Brasil, a alta foi um pouco menor, de 28,2%. Dessa forma, se não tivesse ocorrido uma inversão dos resultados, o País estaria atualmente com uma produção industrial 39,5% acima do que apresenta no momento. Na prática, isso significa um encolhimento do setor industrial.

“Fazendo uma análise do comportamento de cada ano após 2008, chegamos à conclusão de que não é possível responsabilizar somente a crise pela atual situação da indústria. Existem muitos fatores que, somados, fizeram o setor piorar o desempenho”, explica o analista do IBGE Minas, Antônio Braz.

De fato, em 2010, a indústria já havia esboçado uma recuperação frente à recessão mundial. Houve um crescimento da produção industrial no País de 10,2% e em Minas Gerais, de 14,8% naquele ano. A melhora foi reflexo de uma série de medidas tomadas pelo governo federal para estimular o consumo, via desoneração.

Dentre esses fatores que emperram o desenvolvimento do setor estão, na visão do analista, a baixa produtividade das indústrias, a má qualificação dos trabalhadores, a falta de uma efetividade na gerência da produção, as deficiências da infraestrutura no País e o “custo Brasil”. Todos esses problemas reduzem a capacidade de competição das empresas locais.

Retrocesso ­ O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado Junior, atribui o mau desempenho do setor à falta de uma política industrial consistente no País. “Falta uma valorização do setor. Enquanto isso não ocorre, o que estamos assistindo é uma perda de espaço, de trabalhadores e de tecnologia no segmento industrial”, afirma.

Machado Junior ressalta que a queda na produção veio acompanhada de demissões em massa e fechamento de empresas de todos os portes no Estado. “E se a indústria está perdendo, o Estado perde também. Não tenha dúvida de que quem gera riqueza e empregos qualificados é o setor industrial”, ressalta o presidente da Fiemg.

Neste cenário de retração econômica, os que mais têm sofrido são as empresas de menor porte. “Claro que a empresa maior tem mais acesso ao crédito e acaba tendo mais chances de vencer períodos de crise”, pondera o dirigente. Inclusive, uma das saídas para a indústria, na visão do representante do setor, passa pelo estímulo ao empreendedorismo. Ou seja, dar condições para que os pequenos negócios prosperem, trazendo divisas e empregos para o Estado. Ele acredita também que o fim da crise política que se instalou no País é fundamental para que haja um retorno dos investimentos e, consequentemente, um estímulo ao setor produtivo no País.

Redação On janeiro - 13 - 2016
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