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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






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Montadoras preparam novos lay-offs

Na maioria das empresas, os funcionários ainda estão em férias coletivas e a retomada da produção deve ocorrer a partir da próxima semana

Após registrar queda de 26,6% nas vendas em 2015, a indústria automobilística brasileira inicia janeiro com novas medidas de corte de produção. Sem perspectiva de melhora no mercado, várias montadoras anunciam extensão de lay-off (suspensão temporária de contratos de trabalho), semana reduzida e programas de demissão voluntária (PDV).

Na maioria das empresas, os funcionários ainda estão em férias coletiva se a retomada da produção deve ocorrer a partir da próxima semana. Na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP), o retorno ocorrerá na terça-feira, mas cerca de 1,7 mil trabalhadores entrarão em lay-off até maio.

Eles vão substituir parte dos 2,3 mil operários que retomarão suas funções após cinco meses de contratos suspensos. Na unidade da General Motors de São Caetano do Sul (SP), um grupo de 750 funcionários que deveria voltar ao trabalho nesta semana teve o lay-off prorrogado até março.

Na filial de Camaçari (BA), a Ford abriu na segunda-feira um PDV direcionado especialmente aos cerca de 2 mil trabalhadores do terceiro turno, que será suspenso a partir de março. Já os operários da Caoa/Hyundai em Anápolis (GO) retomaram atividades na segunda-feira, após um mês de férias coletivas, mas só vão trabalhar quatro dias por semana. Não haverá expediente às sextas-feiras durante todo o mês.

Em 2015, com exceção de Honda, Hyundai, Toyota e das recém-inauguradas BMW e Jeep, do grupo Fiat, as demais montadoras, principalmente as de maior porte, adotaram medidas de corte de produção durante o ano todo. O setor opera com metade de sua capacidade produtiva instalada, que beira os 5 milhões de veículos ao ano.

Até novembro, as montadoras demitiram 13,3 mil funcionários e novos cortes são esperados. Há exceções. A Jeep vai contratar neste mês 160 trabalhadores para a fábrica inaugurada no ano passado em Goiana (PE), que produz o utilitário esportivo Renegade. A Nissan também anunciou que abrirá ao longo do ano 600 postos na unidade de Resende (RJ) para iniciar a produção do utilitário Kicks.

Vendas

As montadoras venderam no ano passado 2,56 milhões de veículos, o mais baixo volume anual desde 2007, quando foram vendidas 2,46 milhões de unidades. O resultado é 26,6% inferior ao de 2014 – a maior queda porcentual em 28 anos – e marca o terceiro ano seguido de retração no setor, que até 2013 vinha de nove anos seguidos de crescimento.

Por segmento, as vendas de automóveis e comerciais leves em relação a 2014 caíram 25,6% (para 2,48 milhões de unidades), enquanto as de caminhões despencaram 47,4% (72 mil unidades) e as de ônibus, 38,3% (16,9 mil unidades).

Só em dezembro foram vendidos 227,8 mil veículos, 38,4% a menos que em igual mês de 2014, embora 16,7% melhor que novembro. Foi o pior resultado para meses de dezembro desde 2008. A alta verificada em relação ao mês anterior, na visão de Paulo Roberto Garbossa, da consultoria ADK, se deve a uma possível antecipação de compras para escapar dos reajustes de preços que devem ocorrer neste mês.

Na opinião de Garbossa, as vendas devem cair novamente entre 5% a 7% neste ano. “Enquanto não forem definidas medidas como o ajuste fiscal, o mercado continuará parado, pois ninguém sabe o que fazer.”

Ranking

A Fiat encerrou 2015 como líder de vendas no mercado brasileiro pelo 15.º ano, com 439,2 mil unidades. Contudo, o modelo de maior saída da marca, o Palio, caiu para o segundo lugar no ranking dos modelos mais vendidos, apenas um ano depois de ter desbancado o Volkswagen Gol, que ocupou o posto por 27 anos. No ano que terminou, o líder foi o Chevrolet Onix, com 125,9 mil unidades vendidas no país.

Entre as fabricantes, só a Honda registrou aumento de vendas em 2015, de 11,2% ante 2014. Volkswagen e Fiat caíram 37,6% e 37%, respectivamente, enquanto a GM caiu 32,9% e a Ford, 17,7%. A maior queda foi a da Citroën, de 41,4%. Os dados são preliminares e devem ser confirmados nesta quarta-feira, 6, pela Fenabrave, entidade que representa as revendas de veículos. Na quinta-feira, a Anfavea, representante das montadoras, divulgará dados de produção, empregos, exportação e as previsões para 2016. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: Época

 

Empresas investem em prevenção para evitar multas e ações judiciais

Para evitar multas milionárias e reduzir gastos com processos trabalhistas, grandes empresas têm investido em programas de prevenção (compliance) que, em alguns casos, incluem grupos de profissionais especializados para atuar nos moldes do Ministério Público do Trabalho.

A estratégia, por exemplo, foi adotada pela JBS, uma das maiores indústrias de alimentos do país, que pretende em cinco anos baixar drasticamente seus custos com demandas trabalhistas. O

grupo realiza visitas surpresa às unidades da companhia. É formado por médicos do trabalho, engenheiros e técnicos em segurança, advogados e ergonomistas. Ao todo são 12 profissionais que se dividem em duas equipes para viajar pelo país.

Diretor¬-executivo de Relações Institucionais da JBS, Francisco de Assis e Silva, diz que os profissionais têm o papel de fiscalizar e fazer correções quando houver irregularidade. O reparo deve ser imediato e, quando não for possível, o prazo para adequação é de 30 dias.

“Tivemos uma situação em que quando o Ministério Público chegou para fiscalizar a unidade, nossa equipe de compliance já havia feito a vistoria e interditado equipamentos que seriam alvo da fiscalização”, afirma.

Segundo o executivo, cerca de 50% das irregularidades foram sanadas desde a atuação da equipe trabalhista. As vistorias começaram nos pontos críticos da empresa: unidades recém¬adquiridas, onde está concentrado o maior passivo do grupo.

A JBS está na lista das dez maiores empresas com processos em Tribunais Regionais do Trabalho (TRTS’) de quatro Estados (Rondônia, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul). A lista foi divulgada em maio pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho e trata de ações da primeira e segunda instâncias até dezembro de 2014.

Silva busca um cenário diferente para a companhia em cinco anos. Esse foi o prazo máximo estipulado para que, com a equipe de compliance, consiga aproximar a zero os gastos com as multas e indenizações do trabalho. “É preciso pensar no bem¬estar do funcionário, mas também matematicamente. Há circunstâncias em que a correção monetária é de 1,5% ao mês. Não podemos admitir isso num setor onde se fala em lucro líquido de 2% a 5%”, afirma.

Os programas de compliance, de uma forma geral, passaram a ser adotados pelas empresas para prevenir atos de corrupção dos empregados com a administração pública. A medida está prevista como um atenuante às pesadas multas da Lei Anticorrupção ¬ 12.846, de 2013. A norma está em vigor desde o ano passado e prevê punições que podem chegar a 20% do faturamento bruto da companhia.

Esse foi o ponto de partida para muitas companhias ampliarem os programas da legislação anticorrupção para outros segmentos, entre eles a área trabalhista. “A previsão legal é a mesma, mas o compliance trabalhista está muito mais preocupado em criar mecanismos para o ambiente e as relações entre os funcionários”, diz o advogado João Roberto Costa, do Viseu Advogados.

O especialista afirma que, se bem¬estruturados, esses programas podem influenciar de forma positiva o clima organizacional da empresa. “Hoje, é cada vez mais comum funcionários trocarem remuneração por qualidade no trabalho.”

No Grupo Novartis a área trabalhista está integrada ao programa de compliance geral e tem como base o código de conduta da companhia. Com atuação nos setores de saúde, agronegócios e nutrição, o grupo é formado pelas empresas Novartis, Alcon e Sandoz.

Segundo Felipe Kietzmann, diretor de Compliance da Região da América Latina e Caribe da Alcon, cada área promove anualmente uma avaliação de performance dos empregados.

“São estabelecidas regras objetivas para que o colaborador saiba o que esperar”, diz. No fim do ano, se o desempenho for o esperado, será decisivo para definir¬se um aumento acima do dissídio e na participação dos lucros.

A companhia possui um canal de denúncias, conduzido por um funcionário com expertise em investigação, que fica nos Estados Unidos. “Qualquer pessoa que presencie uma má conduta tem total independência para fazer uma denúncia, que pode ser anônima”, afirma o diretor.

O funcionário conduzirá a investigação e repassará as informações a um comitê no país onde ocorreu a queixa. O comitê inclui o presidente da empresa, o diretor de recursos humanos, o diretor jurídico e o diretor de compliance. “O comitê avalia o caso, que pode gerar desde uma advertência até o desligamento do funcionário.” O denunciado também é ouvido no processo de investigação dos fatos.

Já a empresa BRQ, uma das principais do país do setor de serviços e tecnologia da informação, implementou um comitê trabalhista com o objetivo de prevenir a contratação de empresas terceirizadas que adotem o uso de mão de obra informal. Hoje cerca de 40% dos funcionários de companhias no país da área de tecnologia são informais “Na BRQ, em consequência do trabalho desse comitê, temos 100% de mão de obra formal”, afirma o presidente da BRQ, Benjamin Quadros.

O grupo também tem como função fazer com que a legislação seja cumprida. No setor de tecnologia da informação, por exemplo, são permitidas apenas duas horas extras por dia e deve existir um intervalo de 11 horas intrajornada.

Há ainda um canal da ouvidoria, para o qual podem ser enviadas denúncias anônimas sobre condutas questionáveis dentro da empresa. A área é chefiada pelo diretor de novos negócios da BRQ, Alexandre Camilo Peres. “Qualquer denúncia é investigada de maneira isenta”, diz. “Descobrimos coisas que levaríamos muito mais tempo e podemos atuar com mais agilidade”.

Fonte: Valor

Redação On janeiro - 7 - 2016
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