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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017






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Produção de veículos no Brasil cai 22,8% em 2015, diz Anfavea

Indústria automotiva do país tem a produção mais baixa desde 2006.
Saíram das fábricas instaladas no país 2.429.463 unidades

A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no Brasil encolheu 22,8% em 2015, em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (7) pela associação de fabricantes (Anfavea). No ano passado, saíram das fábricas instaladas no país 2.429.463 unidades, contra 3.146.386 em 2014.

Com o resultado ruim, a indústria automotiva do país volta a nível registrado em 2006 (2,4 milhões), afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Moan. O pico foi em 2013, com 3,71 milhões de unidades.

“A crise em 2015 não teve precedentes em termos de profundidade. As questões políticas acabaram contaminando a economia de uma forma bastante forte, diminuindo a confiança do consumidor e do empresário”, disse Moan.

 

Empregos
No final de dezembro, as montadoras de veículos empregavam diretamente 129.776 trabalhadores, o que significa o fechamento de 10,2% dos postos, em relação aos 144.508 empregados no final de 2014. Em 2013, o setor empregava 157 mil.

Segundo Moan, cerca de 5,1 mil funcionários encerraram o ano afastados de suas funções devido a suspensão temporária dos contratos (lay-off), e outros 35,6 mil podem entrar no Plano de Proteção ao Emprego (PPE), proposto pelo governo federal.

 

Segmentos
A fabricação de carros, picapes, SUVs e furgões caiu menos que a média geral, que inclui caminhões e ônibus. Em 2015, foram produzidos 2.333.903 milhões de automóveis e comerciais leves – uma redução de 21,5% na comparação com os 2,97 milhões de 2014.

Já a produção de caminhões despencou 47,1%, para apenas 74.062 unidades em 2015. De acordo com a entidade, o nível de vendas voltou ao de 2003 e o de produção a 2002.

No segmento extrapesado, a queda chegou a 60%, segundo Luiz Carlos de Moraes, vice-presidente da Anfavea.

As linhas de montagem de ônibus concluíram apenas 21.498 unidades, o que representa declínio de 34,7%, ante o ano anterior.

 

Vendas
O ritmo das linhas de montagem acompanhou os emplacamentos de veículos no país, que tiveram queda de 26,55% em 2015. Foi o 3º ano seguido de baixa e pior resultado de vendas desde 2007.

De acordo com a Anfavea, os licenciamentos de carros novos importados caíram 32,8%, índice superior ao dos novos nacionais, que foi de 25,2%.

 

Exportações
Se 2015 teve um ponto positivo foi o aumento das exportações, que cresceram 24,8%. De acordo com a entidade, saíram do país 416.955 unidades de carros, caminhões e ônibus. A aposta para 2016 também é o mercado externo, a partir de novos acordos firmados com Paraguai, Colômbia e Uruguai.

No entanto, em valores, as exportações caíram cerca de US$ 1 bilhão, para US$ 10,49 bilhões em 2015. De acordo com Moan, a queda do valor se deve a poucos veículos de alto valor exportados, como caminhões.

 

Renovação da frota
Diferentemente da Fenabrave, que reúne as distribuidoras de veículos, a Anfavea não acredita em uma definição a curto prazo sobre o projeto de renovação da frota, apresentado ao governo federal. A proposta foi feita por 19 instituições em dezembro.

A Anfavea já havia entregue um plano de renovação para caminhões há cerca de 1 ano e meio, mas ainda não teve resposta do governo. “Como sabíamos que o governo faria uma análise bastante profunda, decidimos incluir os veículos leves”, afirmou Moan.

“Renovação da frota é um objetivo da nossa entidade há mais de 20 anos. A idade média (da frota brasileira) é muito alta, principalmente a de caminhões: 250 mil têm mais de 30 anos. É um desperdício de produtividade”, completou o executivo.

 

Expectativa para 2016
A Anfavea projeta um crescimento de 0,5% na produção nacional de veículos em 2016, mesmo com uma estimativa de nova queda dos licenciamentos, de 7,5%. As exportações devem aumentar 8,1%, segundo projeção da entidade.

Para chegar a este resultado, a entidade usou como base a previsão de queda de 3% do PIB no ano, dada pelo boletim Focus, e também a pior média de vendas diárias de 2015, que foi a do terceiro trimestre, com 9.425 unidades por dia. O presidente da Anfavea chamou essa média de “porão da crise”, porque no 4ª trimestre a média subiu.

“Fomos conservadores ao decidimos usar o terceiro trimestre de 2015 na projeção para 2016. Em virtude disso, o 1º trimestre e o 2º trimestre deste ano poderão apresentar quedas mais altas do que 7,5% (em relação ao mesmo período de 2014) porque as bases de comparação serão mais inchadas.”

 

Setor de bens de capital não vê retomada no curto prazo

Expectativa, caso a economia não se recupere, é de que mais empresas fechem as portas neste ano
Ano novo, cenário velho. Assim os fabricantes de bens de capital de Minas Gerais começam 2016. A perspectiva do setor é negativa porque nada foi feito para mudar a situação do parque, que atravessou um exercício com perda de receita, balança deficitária e “vazio” de encomendas. A expectativa, caso a economia não se recupere, é de que mais empresas fechem as portas e mais demissões sejam contabilizadas, depois dos cerca de 7 mil desligamentos registrados no Estado em 2015.
“O cenário é o mesmo porque nada mudou. Não há investimentos, os juros continuam altos e a situação política é ruim. Houve essa mudança de ministro (da Fazenda) e isso pode significar mudanças nos rumos da política econômica, mas não tem nada certo”, afirmou o diretor regional da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq-MG), Marcelo Veneroso.
De acordo com ele, o resultado do setor em 2015 no Estado deve ser de uma queda de receita entre 35% e 50% frente 2014. No Brasil, os números devem ser um pouco melhores, com projeção de retração de até 20%, o que confirmará o terceiro ano consecutivo de desempenho negativo do setor tanto no País quanto em Minas. “Para 2016, o horizonte é o mesmo, com tendência de mais demissões e, pior, de empregadores também fecharem as portas”, disse.
Veneroso explicou que a situação em Minas é mais grave porque a maior parte das indústrias de bens de capital atende setores muito afetados pela crise econômica, como siderurgia, mineração e óleo e gás. E, segundo ele, até mesmo os novos pedidos de máquinas e equipamentos para a agricultura reduziram drasticamente.
PSI – Um dos motivos que pode explicar o recuo das encomendas de máquinas para o agronegócio pode ser corte nos limites de empréstimo do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que também atingiram modalidades de linhas de financiamento rural. O PSI permite a tomada de empréstimos para a compra de máquinas e equipamentos com taxas de juros subsidiadas pelo Tesouro Nacional.
“Isso foi um tiro no pé do setor porque existem determinados segmentos que vivem exclusivamente dos financiamentos via PSI. A agricultura é um deles. Os produtores rurais não têm condições de comprar máquinas e equipamentos sem esse tipo de financiamento”, analisou o representante da indústria de bens de capital no Estado.
Veneroso lembrou que, em agosto do ano passado, diante do cenário econômico adverso e dos números catastróficos registrados até então pelo setor, foi lançada a Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos (FPMAQ), na Câmara dos Deputados, em Brasília. Cerca de 290 deputados e senadores integram a iniciativa, que tem como objetivo organizar a pauta legislativa do setor no País. Porém, de lá para cá, não houve avanços.
“A Frente Parlamentar do setor foi criada com muita adesão à época, mas a situação no Congresso está tão complicada, com tantos escândalos, que não houve mudanças concretas desde então”, declarou Veneroso. Ele lembrou ainda que a agenda da FPMAQ inclui a adoção de uma política industrial clara, de uma política tributária mais adequada e a modernização do parque produtivo nacional.
A modernização da indústria nacional, continua Veneroso, é necessária para dar maior competitividade ao parque e, como consequência, fomentar os negócios dos fabricantes de máquinas e equipamentos. Só para ilustrar tal necessidade, o diretor da Abimaq lembrou que enquanto na Alemanha a idade média dos equipamentos industriais é de seis a sete anos, no Brasil é de 20 anos.
Há, entretanto, um alento atualmente para o setor: o câmbio depreciado. O dólar valorizado frente ao real, explicou Veneroso, aumenta a competitividade dos equipamentos nacionais tanto no mercado externo quanto no interno, na concorrência com importados. Contudo, só isso, conforme ele, não vai ser suficiente para sustentar o parque produtivo de bens de capital brasileiro.


Fonte: Diário do Comércio – MG

Redação On janeiro - 7 - 2016
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