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Ala do governo quer que BC sinalize queda dos juros, e não alta
Folha de S.Paulo – 07/01/2016

Próximo da primeira reunião do ano do Copom (Comitê de Política Monetária), nos dias 19 e 20 deste mês, uma ala do governo Dilma elevou a pressão para que o Banco Central sinalize queda, e não alta, da taxa de juros.

Segundo assessores próximos à presidente, uma alta dos juros em janeiro vai prejudicar as medidas que o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, prepara para estimular a retomada do crescimento.

Um auxiliar disse à Folha que o governo já não tem espaço para tomar grandes medidas, mas estuda ações “pontuais” na área de crédito. Mas, afirma ele, se o BC subir a taxa Selic, “nem adianta anunciar medida” nessa área porque elas não terão efeito nenhum.

Dentro do Palácio do Planalto, assessores dizem que a presidente Dilma concorda com a avaliação de que é preciso sinalizar uma queda dos juros para melhorar o ambiente para negócios no país.

AUTONOMIA

Fazem a ressalva, porém, de que ela tem dito internamente que o Banco Central tem autonomia para tomar suas decisões e que não vai interferir nas decisões sobre a taxa, que hoje está em 14,25% ao ano.
No Ministério da Fazenda, o assunto é visto como proibido dentro da equipe de Nelson Barbosa.

Nesta quarta (6), o ministro repetiu que o BC tem “autonomia” para administrar a política monetária da maneira adequada para controlar a inflação.

No mercado, até a semana passada a avaliação majoritária indicava um aumento da Selic de 14,25% para 14,75% na próxima reunião do Copom.

Nos últimos dias, porém, alguns analistas passaram a considerar que o BC estaria emitindo sinais mais dúbios, o que poderia indicar até uma decisão de manter a taxa Selic inalterada por enquanto.

CARTA ABERTA

Economistas de mercado não descartam que o BC tome uma posição alternativa, elevando os juros em 0,25 ponto percentual, para mostrar que segue preocupado com as pressões inflacionárias, a despeito da retração da economia brasileira.

A expectativa é que o órgão mostre mais claramente quais serão seus próximos passos na carta aberta que terá de enviar ao ministro da Fazenda explicando por que a inflação estourou o teto de 6,5% no ano passado.

O estouro vai ser oficializado nesta sexta (8), quando será divulgado o IPCA de 2015, que ficará acima de 10%.

COELHO NA CARTOLA

Seguindo a linha de evitar turbulências na área econômica, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, afirmou nesta quarta-feira que o governo federal não elabora o lançamento de um grande pacote de medidas no início deste ano para retomar o crescimento econômico.

Segundo ele, o governo tentará paulatinamente retomar a confiança do setor empresarial nacional e internacional e o equilíbrio macroeconômico e fiscal (das contas públicas), mas sem uma “grande notícia” ou um “coelho na cartola”.

“Há uma expectativa, que na minha opinião não vai corresponder, de que sairá uma grande notícia. Não estamos mais em tempo de pacotes e não tem nada bombástico”, disse.

“Parece que as pessoas estão esperando a grande notícia, o coelho na cartola, mas não tem coelho na cartola”, acrescentou o ministro.

 

BC tem ‘toda a autonomia’ sobre juros, diz Barbosa
O Globo – 07/01/2016

Menos de um mês após deixar o Ministério do Planejamento para assumir a Fazenda no lugar de Joaquim Levy, o ministro Nelson Barbosa sinalizou, ontem, que o governo não vai interferir em uma possível decisão do Banco Central de aumentar a taxa básica de juros (Selic) este ano. A previsão do mercado é que a taxa, que saltou de 11% em outubro de 2014 para os 14,25% atuais, chegue a 15,25% no fim do ano.

— O Banco Central tem toda a autonomia para administrar a política monetária, especialmente a taxa de juros, da maneira adequada para controlar a inflação. Sobre isso, eu não tenho nenhum comentário a fazer — disse o ministro, após se reunir com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

Barbosa discutiu com Lewandowski soluções para otimizar a cobrança da dívida ativa. Hoje, há mais de R$ 1 trilhão em débitos inscritos na dívida ativa da União. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) espera que, com as recentes medidas para pressionar o pagamento de débitos por parte de grandes devedores, a arrecadação com a dívida ativa fique entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões em 2016, R$ 20 bilhões a mais do que os R$ 15 bilhões arrecadados no ano passado.

Entre as medidas tomadas para pressionar o pagamento estão, por exemplo, a determinação de que as agências reguladoras e o BNDES cobrem um atestado de regularidade fiscal para interessados em concessões ou tomada de empréstimos. Caso a empresa tenha débitos não negociados com a União, poderá ter o contrato de concessão suspenso e não receberá financiamentos. A estimativa da Receita Federal é a de que 730 empresas que possuem contratos com o governo estão inscritas na dívida ativa.

Após encontros com integrantes do governo, o presidente do conselho consultivo do grupo Gerdau, Jorge Gerdau, defendeu ajustes nas atuais legislações previdenciária e trabalhista — esta última chamada por ele de “quase medieval”.

As medidas estão sendo estudadas pelo governo para estimular o crescimento sem custo fiscal, como mostrou ontem o GLOBO. Segundo ele, já existe consenso sobre esses tópicos entre confederações e setores empresariais:

— Esse processo tende a evoluir, porque existe diálogo bastante positivo entre as confederações e setores empresariais sobre o que é preciso fazer.

 

Inflação pelo IGP-DI acumula alta de 10,70% em 2015, mostra FGV

Taxa acumulada em 2015 ficou acima da alta de 3,78% no ano anterior. De novembro para dezembro, índice desacelerou, segundo a pesquisa.
A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou de 1,19% em novembro para 0,44%, em dezembro. Com isso, a taxa acumulada em 2015 ficou em 10,70%, acima da alta de 3,78% no ano anterior.
O IGP-DI é usado como referência para a correção de preços e valores contratuais. Esse indicado é o indexador das dívidas dos Estados com a União.
Em dezembro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), usado no cálculo do IGP-DI, registrou variação de 0,33%, contra 1,41% em novembro.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que também entra no cálculo, registrou variação de 0,88%, em dezembro, ante 1%, no mês anterior. Metade dos grupos de despesas analisados pela pesquisa registraram variações menores. A maior contribuição para o recuo da taxa do IPC partiu do grupo habitação (de 0,66% para 0,37%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que participa do cálculo do IGP-DI, registrou em dezembro taxa de variação de 0,10%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,34%.

Fonte: G1

 

Inflação em São Paulo fecha 2015 em alta de 11%, mais que o dobro de 2014

IPC-Fipe passou de 5,2% para 11,07% em 2015. Maior aumento de preços partiu dos preços relativos a habitação.
A inflação em São Paulo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), fechou 2015 em alta de 11,07%, acima da variação de 5,2% registrada em 2014.
A inflação na capital ficou bem acima do teto da meta do Banco Central para a inflação no país, que é de 6,5%.
Entre todos os tipos de gastos analisados pela pesquisa, o maior aumento de preços partiu dos preços relativos a habitação, de 13,38%. Na sequência, estão os avanços dos preços de alimentos (11,43%) e de transportes (11,14%).
Também subiram, mas abaixo do índice, os preços relacionados a saúde (9,97%), despesas pessoais (8,99%), educação (8,65%) e vestuário (3,34%).

Fonte: G1

 

Juros do cartão de crédito ao ano se aproximam de 400%, diz Anefac
Em dezembro, as taxas subiram pelo 15º mês seguido.
No cheque, taxa de 240,88% é a maior desde 1999.
As taxas de juros subiram em todas as linhas de crédito pesquisadas em dezembro pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).  O cartão de crédito continua sendo o “vilão” dos juros. De acordo com o levantamento, a taxa foi de 399,84% ao ano em 2015 – a maior desde outubro de 1995. Em novembro, a taxa anual estava em 378,76%.
Já a taxa do cheque especial ficou em 240,88% ao ano, a maior desde setembro de 1999, quando chegou a 241,98%.Em dezembro, as taxas subiram pelo 15º mês seguido.
Para as pessoas físicas, a taxa média geral alcançou 139,78% ao ano – a maior desde janeiro de 2009. Em novembro, estava em 136,32%.
No comércio, os juros passaram de 89,04% para 90,12% ao ano. No financiamento de automóveis, a taxa subiu de 30,76% em novembro para 31,07% em dezembro.
Já o empréstimo pessoal ficou mais caro tanto em bancos (de 66,5% para 67,65%) quanto em financeiras (de 151,82% para 152,94%).
A Anefac também apontou alta nas taxas de juros cobradas das pessoas jurídicas. Em dezembro, a taxa média ficou em 65,16% ao ano, ante 64,2% em novembro.
Para o diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, contribuíram para a alta o cenário econômico que aumenta o risco do crescimento nos índices de inadimplência, aumento das taxas de juros futuros por conta da turbulência política e econômica e expectativa de novas elevações da taxa básica de juros (Selic) frente a um cenário de elevação nos índices de inflação.
“Este cenário se baseia no fato dos índices de inflação mais elevados, aumento de impostos e juros maiores reduzirem a renda das famílias. Agregado a isso, o baixo crescimento econômico, o que deve promover o aumento dos índices de desemprego. Tudo isso somado e o fato de que as expectativas para 2016 serem igualmente negativas quanto a esses fatores, leva as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência”, disse.
Para o diretor da Anefac, “tendo em vista o cenário econômico atual, que aumenta o risco de elevação dos índices de inadimplência, a tendência é de que as taxas de juros das operações de crédito voltem a ser elevadas nos próximos meses”, disse o executivo.
Fonte: G1
Redação On janeiro - 7 - 2016
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