Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Ricardo Martins (*)

Num momento em que o País passa por descrédito político e econômico institucionalizado e a indústria enfrenta a desaceleração do consumo, aumentos generalizados de insumos e matérias-primas, além da crise hídrica e elétrica, é hora de sonhar com uma literal “Revolução” em setores da política, economia e segurança, pois, mais do que reformas, nosso País precisa de revoluções. Eis as nossas propostas de revoluções:

. Revolução na Condução da Máquina Pública – Precisa ganhar eficiência e ser administrada com metas de desempenho e produtividade, como em uma grande empresa. Deve ser feita uma reforma administrativa baseada em meritocracia e que evite o aparelhamento da máquina administrativa. A gestão deve ser séria, ética e capaz atacar a corrupção que atrapalha o progresso do País. Além disso, deve criar instrumentos capazes de punir com severidade todos os envolvidos nesses atos criminosos.

. Revolução na Economia – A retomada do crescimento econômico é, segundo os especialistas, o grande desafio. O Brasil precisa de uma boa equipe de economistas para atacar as causas da inflação, controlar a estabilidade do dólar, facilitar a importação de insumos, aumentar o crescimento do PIB e incentivar as exportações. A política econômica a ser implementada deve oferecer maior previsibilidade para o empresário no longo prazo, trazer equilíbrio das contas e atrair mais investimentos. O País depende de geração de empregos e renda. E quem gera emprego e renda é a indústria!

. Revolução na Justiça – Combater a impunidade e acabar com a corrupção passa por um Judiciário mais eficiente. As regalias que vemos aqui são fruto de um país sem justiça. O ideal seria unificar a Justiça, eliminando os tribunais setoriais. Devemos acabar com as mordomias. Nossos magistrados devem ter os mesmos direitos e obrigações que todos os outros trabalhadores, inclusive na carga horária de trabalho.

. Revolução na Gestão Tributária – A burocracia é um dos gargalos para o desenvolvimento dos setores produtivos do Brasil. O sistema tributário brasileiro inibe o crescimento das empresas. A reforma tributária é o primeiro passo. Para isso, o governo deve buscar a simplificação. A desburocratização é imprescindível para que a indústria nacional seja mais competitiva no mercado internacional. Os altos impostos impedem a competitividade e a reforma tributária é necessária para mudar esse cenário.

. Revolução na Legislação Trabalhista – A quantidade de processos trabalhistas no Brasil demonstra que a reforma é essencial: cerca de dois milhões de casos são julgados por ano. A atual legislação trabalhista brasileira é engessada, quer regular tudo e desestimula o emprego. Uma maior flexibilidade permitirá que os acordos entre patrões e empregados sejam, de fato, validados. O governo federal deve dar ênfase na reforma trabalhista para que o País volte a crescer. O diálogo com os sindicatos de ambos os lados, patronal e de trabalhadores, é fundamental.

. Revolução na Infraestrutura – O setor industrial exorta o governo para a melhoria das condições logísticas do País, pois estamos desestruturados. Precisamos de uma infraestrutura de qualidade nas ferrovias, hidrovias, aeroportos, rodovias, em número suficiente e com acesso industrial e comercial.

. Mais revoluções – Propomos ainda a modernização de nosso sistema político; mais segurança pública; e investimentos massivos em educação e saúde.
(*) – É diretor do Ciesp – Distrital Leste (www.ciespleste.com.br), diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp e Vice-presidente do Sindicato Nacional das Indústrias de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Fonte: Jornal Empresas & Negócios (15/12/2015)

Redação On janeiro - 5 - 2016
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