Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017






Associe-se!
Clique aqui e conheça as vantagens

IPC-S desacelera em cinco de sete capitais no fim de dezembro

SÃO PAULO  –  A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) desacelerou em cinco de sete capitais acompanhadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na última quadrissemana de dezembro.

A menor taxa foi registrada em Porto Alegre, onde o indicador saiu de 0,77% para 0,69% da terceira para a quarta quadrissemana do mês passado. Em seguida veio São Paulo (0,77% para 0,71%), Recife (0,88% para 0,81%), Brasília (0,98% para 0,97%) e Rio de Janeiro (1,48% para 1,33%).

Na contramão, a inflação subiu em Belo Horizonte (0,59% para 0,72%) e Salvador (0,87% para 0,93%).

Na média das sete capitais, o IPC-S saiu de alta de 0,93% para 0,88% no período.

Valor Econômico – 05/01/2016

continue lendo:

Mercado tenso impõe ao governo cautela no estímulo à economia

A presidente Dilma Rousseff encomendou à sua equipe medidas para estimular a economia, mas o primeiro dia útil do ano, com turbulências no mercado, mostrou que o governo não poderá se descuidar nem afrouxar o ajuste fiscal. Caso contrário, a situação da economia brasileira pode piorar, em vez de melhorar.

Essa foi a avaliação de assessores presidenciais nesta segunda (4), quando o dólar fechou acima de R$ 4 e a Bolsa caiu 2,79%, diante de pressões da economia chinesa.

Mais do que nunca, disse um auxiliar, o objetivo da presidente será cumprir o que prometeu na posse de Nelson Barbosa na Fazenda. Adotar medidas para melhorar o ambiente da economia, mas seguir com foco no ajuste fiscal e garantir o cumprimento da meta de superavit primário 0,5% do PIB neste ano.

O Planalto quer afastar a ideia de que, com a troca na Fazenda, passaria a dar prioridade à retomada do crescimento, deixando o lado fiscal em segundo plano, como tem sugerido o PT.

Em nota, o partido da presidente defendeu medidas de estímulo à economia, condenou corte de gastos e foi contra nova alta na taxa de juros.

A orientação da presidente à sua equipe é montar uma agenda de medidas, a ser discutida com empresários e trabalhadores, que conjugue ações para retomar o crescimento em 2017 e reequilibrar as contas públicas no médio e longo prazos com a adoção de reformas estruturais, como a da Previdência.

Dilma quer debater essa agenda com o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o “Conselhão”, o que deve ocorrer no final deste mês ou em fevereiro. Antes, ela vai renovar os integrantes do grupo, entre os quais estão dois empresários presos na Lava Jato —-Marcelo Odebrecht e José Carlos Bumlai.
“Pelo baixo custo para se manter formal, o MEI é uma alternativa para quem perdeu emprego nos últimos meses”, afirma Moreira.

Na área de estímulo à economia, as medidas não devem ter custo fiscal, mas estão em estudo ações “pontuais” na liberação de crédito para alguns setores a fim de conter a retração da economia em 2016 e buscar reaquecê-la no ano que vem.

Está descartada, porém, a volta ao modelo de forte liberação de crédito via bancos públicos, com juros abaixo da inflação, como ocorreu no primeiro mandato de Dilma.

Na área fiscal, a presidente quer obter também o apoio do empresariado para aprovar a recriação da CPMF, considerada essencial para cumprir a meta fiscal deste ano.

Nesta segunda, a presidente se reuniu, por quase três horas, com Barbosa no Planalto, quando avaliaram o cenário econômico deste primeiro dia útil do ano.

Na avaliação do novo ministro da Fazenda, o governo precisa, mais com ações do que com discursos, reconquistar a confiança não só do mercado financeiro mas do empresariado e do consumidor.

Em sua opinião, a retomada do crescimento virá no momento que os agentes financeiros se convencerem de que o governo irá cumprir suas metas fiscais, de forma realista, e o setor real da economia acreditar nas medidas que serão lançadas neste ano.

Folha de S.Paulo – 05/01/2016

continue lendo:

Crise e dólar fizeram Brasil deixar de comprar US$ 57,7 bilhões no exterior

A crise que atinge o país no governo Dilma já levou as empresas e os consumidores brasileiros a comprar US$ 68,2 bilhões a menos no exterior nos últimos dois anos. No período, as importações caíram do recorde de US$ 239,7 bilhões em 2013 para US$ 171,5 bilhões no ano passado.

Só em 2015, quando a recessão atingiu quase 4%, o tombo nas compras externas foi de US$ 57,7 bilhões. “Ninguém esperava uma queda tão grande das importações. O país está parado”, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Em 2014 em relação a 2013, quando a economia ficou estagnada com o PIB crescendo apenas 0,1%, as importações recuaram cerca de US$ 10,6 bilhões.

A queda nas importações foi provocada pela recessão, que reduziu o consumo das famílias e os investimentos das empresas, e pela desvalorização cambial, que inviabilizou a importação de alguns itens. No ano passado, o recuo das compras externas chegou a 24,3%.

Em razão desse fraco desempenho, o Brasil conseguiu reverter o deficit comercial de US$ 4 bilhões em 2014 em um superavit de expressivos US$ 19,7 bilhões no ano passado —o maior desde 2011.

“A economia brasileira está reduzindo seu desequilíbrio externo pela via mais dolorosa, que é recessão e câmbio fraco. Poderíamos estar virando esse jogo com mais produtividade e aumento das exportações”, avalia Rafael Bistafa, economista da Rosemberg & Associados.

Até novembro, o saldo da conta-corrente, que reúne todas as transações externas do país, estava negativo em US$ 56 bilhões, um valor bem menor que o rombo de US$ 104 bilhões em 2014.

O saldo da balança comercial é uma das partes dessa conta e deve contribuir positivamente neste ano.

A crise do governo Dilma provocou queda nas importações de todas as categorias de uso: bens intermediários, bens de capital, bens de consumo e combustíveis.

Nos bens intermediários, que representam quase metade das importações do país e são insumos para a produção industrial, a queda foi de 20,2% em 2015, para US$ 81,19 bilhões. Nos últimos dois anos, o Brasil importou US$ 25,3 bilhões a menos desses itens.

Em bens de capital, como máquinas e equipamentos, considerados vitais para o investimento e a expansão da produção, as importações também recuaram 20,2% no ano passado, para US$ 37,66 bilhões. No biênio 2014-2015, deixaram de ser adquiridos no exterior US$ 13,99 bilhões.

EXPORTAÇÕES

O real desvalorizado ainda não foi suficiente para melhorar a performance das exportações brasileiras, que estão sofrendo com o fim do boom de commodities global, puxado pelo consumo chinês. As exportações recuaram 14,1% no ano passado, para US$ 191,1 bilhões.

Nos últimos dois anos, o Brasil perdeu US$ 50,9 bilhões em exportações. Em relação ao pico de US$ 256 bilhões atingido em 2011, entraram US$ 64,9 bilhões a menos no país por conta da queda das vendas externas.

Por seu peso nas exportações, que chega a 45,6%, os produtos básicos foram os maiores responsáveis pela queda. No biênio 2014-2015, o país perdeu US$ 25,8 bilhões na venda de commodities. Só no ano passado, as exportações de produtos básicos caíram 19,5%, enquanto as de manufaturados recuaram 8,2%.

Nas três principais commodities exportadas pelo Brasil, a queda nas vendas em 2015 chegou a 45% no minério de ferro, 18% em carnes bovina e suína e 16% na soja. A queda na receita está diretamente relacionada aos preços. Até novembro, mais recente dado disponível, os preços de soja, minério e petróleo exportados pelo Brasil caíram 24,17%, 49,51% e 49,7%.

“Como a China vai crescer menos em 2016, as cotações podem recuar ainda mais ou, no melhor cenário, estabilizar”, diz Castro.

Folha de S.Paulo – 05/01/2016

continue lendo:

Meta fiscal de 2016 estima alta de 17% na receita

O ajuste fiscal que precisa ser feito em 2016 para entregar o superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) se desenha como um desafio ainda mais difícil do que a tentativa de 2015, avalia o economista-­chefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero. Mais uma vez, enquanto as receitas estão superestimadas no Orçamento federal, as despesas começam a crescer acima do previsto, indicando a necessidade de forte contingenciamento de gastos. O problema adicional é que as contas de 2016 já são mais realistas e contêm menos “vento” que as de outros anos.

Segundo Montero, o Orçamento de 2016 embute aumento nominal de receitas próximo a 17% em relação à arrecadação efetivamente registrada em 2015 ­ previsão de R$ 1,451 trilhão para estimativa de R$ 1,240 trilhão no fechamento de 2015. Apenas para cumprir a meta prevista, o esforço fiscal efetivo terá de ser de R$ 92,4 bilhões, lembra o economista.

Esse montante representa o que será necessário para zerar o déficit de 2015 (cerca de R$ 60 bilhões), mais a meta de 2016 (R$ 34 bilhões). “O problema é cortar, de novo, sobre despesas discricionárias que já foram cortadas e em cima
de um Orçamento já enxuto”, pondera Montero.

Em 2015, por exemplo, os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ficaram perto de R$ 40 bilhões, um corte de R$ 25 bilhões em relação ao efetivamente gasto em 2014. No Orçamento deste ano, a previsão é de apenas R$ 20 bilhões para esse grupo de obras, o que mostra o quão reduzido é o espaço para cortes adicionais nessa rubrica.

No conjunto, ou o governo arruma novas receitas ou o corte total de despesas terá de ser muito expressivo. O relator do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP­PR), estimou que as receitas estão superestimadas entre R$ 100 bilhões e R$ 120 bilhões, diz Montero. Para o economista, esse valor indica o tamanho do contingenciamento que terá de ser feito em 2016.

Montero também lista o segundo ano de recessão como um problema adicional para o cumprimento da meta fiscal de 2016. Ele lembra que é a chamada absorção doméstica do PIB (a parte que representa o consumo interno, incluindo investimentos) que define a arrecadação e sua queda será maior do que a retração do PIB total, que terá ajuda das exportações.

O Banco Central, no relatório trimestral de inflação, estimou uma queda de 1,9% no PIB de 2016, com recuo de 3,7 pontos na demanda interna e ajuda de 1,8 ponto percentual da demanda externa. Em 2015, nas contas do BC, a demanda interna recuou 6,2%. Até novembro do ano passado, a arrecadação do governo federal caiu 4,7% em relação a 2014, já descontada a inflação.

Montero lembra que nos ajustes de 1999­2000, 2003­2004 e 2011, o primeiro ano registrou forte aceleração da inflação e no segundo houve recuperação da atividade. Em 2015­2016, diz ele, nenhuma dessas duas situações se coloca. “A inflação de 2015 foi alta, mas a aceleração não, pois já partiu de um patamar elevado. E não há sinais de retomada do crescimento”, pondera. Além disso, a recessão do ano passado derrubou o lucro do setor privado, o que vai tirar de janeiro o tradicional fôlego dado à arrecadação por conta dos ajustes anuais de imposto de renda das empresas.

O aumento do salário mínimo acima do que estava estimado no Orçamento ­ o decreto da presidente Dilma Rousseff definiu reajuste de 11,67%, enquanto o previsto pelo Congresso Nacional era de 10,4% ­ indexa metade das despesas federais, lembra Montero. “O impacto vai muito além dos R$ 2,9 bilhões previstos para a parcela da Previdência que paga o mínimo previdenciário”, diz o economista da Tullett Prebon. “Praticamente todos os benefícios serão corrigidos por esse percentual.”
Neste ano, ao contrário de outros momentos, o percentual é muito semelhante para todas as despesas da Previdência (o reajuste dos demais benefícios será de 11,57%). No total, calcula o economista, os gastos com o Regime Geral da Previdência Social (RGPS) e com a Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) devem alcançar 8,9% do PIB em 2016, muito acima do 8,1% de 2915. Se a isso forem somados os gastos com seguro­-desemprego e abono salarial (também indexadas ao mínimo), a despesa total dessas rubricas vai passar de 9% do PIB.

“Neste ano, enquanto metade das despesas federais será indexada por 11,5%, as receitas responderão a um consumo interno que cairá mais de 3%, a uma queda de renda e a uma inflação menor”, acrescenta Montero.

O ajuste que o governo tentou fazer em 2015 mostra a dificuldade em cortar despesas e elevar receitas em um cenário recessivo. O governo previa arrecadar R$ 8,5 bilhões com a Cide sobre combustíveis (sem contar o PIS/Cofins), mas até novembro recolheu apenas R$ 2,8 bilhões. Com o IOF sobre operações de crédito para pessoas físicas, previa R$ 7,4 bilhões adicionais, mas recolheu R$ 3,7 bilhões a mais; com a recomposição do IPI sobre automóveis, a estimativa
era de R$ 3 bilhões adicionais, mas no total esse imposto recolheu R$ 420 milhões a menos do que no ano anterior.

No ajuste referente ao corte de despesas, o governo projetava economia de R$ 18 bilhões com seguro-­desemprego e abono salarial no prazo de 12 meses. Após as mudanças definidas no Congresso, o governo estimou que teria redução de R$ 6,4 bilhões com pagamento do seguro­-desemprego em 2015, mas até novembro a economia foi de R$ 1,7 bilhão.

No caso do abono (R$ 9,7 bilhões a menos em 2015), a queda ocorreu porque metade dos beneficiados só receberá o pagamento neste ano. Em investimentos e gastos discricionários, o governo alcançou 85% do corte previsto até novembro, devendo alcançar perto de 90% com o controle de despesas de dezembro.

Para Montero, as dificuldades enfrentadas em 2015, a recessão bianual e o reflexo da retração de 2015 sobre a arrecadação de 2016 mostram que o ajuste deste ano só acontecerá se avançar para medidas mais estruturais. Mas como não há ajuste estrutural sem Congresso, todo quadro fica ainda mais complicado. Sem avançar em medidas estruturais, a única alternativa seria a dupla recessão-juros abrir espaço para a recuperação da atividade, fazendo a economia voltar a seu curso normal. “Mas o risco é a mesma dupla acabar antes com o fiscal”, avalia o economista.

Valor Econômico – 05/01/2016

continue lendo:

Passagem pressiona inflação

Nem bem 2016 começou e os transportes públicos já tiveram aumento em, pelo menos, 21 cidades no país. As passagens de ônibus subiram ontem 11,8% no Rio de Janeiro e em Salvador. Em São Paulo, o reajuste de 8,57% começa a valer a partir de amanhã para ônibus, trens e metrô. Outras capitais subiram as passagens no domingo, como Boa Vista (10,7%), Belo Horizonte (8,45%) e Florianópolis (11,94%). Em Brasília, o aumento foi de cerca de 50%, no fim do ano passado.

Eduardo Velho, economista-chefe da INVX Global, destaca que o aumento das tarifas de ônibus terá grande impacto na inflação, e o índice médio mensal poderá superar 1% no primeiro trimestre. “Além do transporte público, podemos contar com a inflação dos produtos agrícolas, que tende a ser maior que o padrão sazonal, uma vez que a média de chuva está bem elevada. No acumulado, a inflação vai superar os 3% no três primeiros meses do ano”, disse.

Se a previsão de Velho se confirmar, a inflação de 2016 ficará bem próxima da de 2015, quando tivemos 1,24% em janeiro, 1,22% em fevereiro e 1,32% em março. Nesse quesito, pesquisa feita pelo Banco Central (BC) mostrou nova piora em relação à semana anterior: 6,87% contra 6,86% — bem acima do centro da meta, de 4,5%.

Na opinião de Velho, as próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), de janeiro e março, serão fundamentais. Ou o BC aumenta os juros para ter algum impacto na inflação ou vai perder tempo e não terá o efeito desejado. Quanto mais cedo se fizer o ajuste, melhor”, recomendou.

Juros

O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, compartilha da mesma opinião de Velho. “A persistente desancoragem do IPCA em relação à meta até 2017 sugere que o Banco Central deve agir na reunião de janeiro. Há um efeito político também. Após a saída de Levy, sobrou para Tombini a carapuça de ortodoxo dentro do governo. Como o PT já começou a sugerir que a autoridade monetária não deve subir os juros, isso “obriga” o BC a elevar a Selic”, sentenciou.

O analista Marcio Milan, da Tendências Consultoria, pondera que no começo do ano os preços sempre são mais pressionados, mas se surpreendeu com a magnitude do aumento das tarifas de ônibus . “Os custos das empresas subiram com energia e combustíveis, no ano passado, num patamar muito alto e, agora, ainda terá o salário mínimo. Isso acaba sendo repassado”, resumiu.

Remessas pagam 25%
O governo decidiu não renovar a isenção do Imposto de Renda na Fonte que beneficiava remessas de até R$ 20 mil ao exterior para cobrir gastos com turismo, saúde, educação e manutenção de dependentes. Com isso, elas passaram a ser tributadas em 25%. A isenção havia sido instituída em dezembro de 2011 pela Instrução Normativa n° 1.214 da Receita Federal, mas valia só até 31 de dezembro passado.

Correio Braziliense – 05/01/2016

continue lendo:

Retração maior do PIB

As previsões dos analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central para o Boletim Focus pioraram para este ano. No primeiro relatório de 2016, elevaram a expectativa de retração do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,81% para 2,95% nos próximos 12 meses. Para 2015, houve uma revisão residual da atividade econômica, passando de queda de 3,70% para 3,71%. Se confirmado o índice do ano passado, que só sai em março, será o pior resultado em 25 anos.

Para os analistas, haverá agravamento da carestia. A projeção para o IPCA de 2016 passou por um ajuste ao sair de 6,86% para 6,87%. Há quatro semanas estava em 6,70%. Em 2015, a mediana continuou em 10,72%, o que interrompe uma série de 15 semanas consecutivas em alta. Há quatro edições do documento, a mediana estava em 10,44%.

Apesar de projetarem uma inflação maior, os especialistas mantêm a taxa básica de juros para o ano inalteradas em 15,25%. O patamar atual dos juros domésticos é de 14,25% ao ano e, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do ano, o colegiado manteve a Selic estável, mas com dois votos dissidentes de alta (0,50 pp). Um próximo encontro está marcado para o próximo dia 20.

Houve ajuste também nas estimativas para o comportamento do câmbio neste ano. De acordo com o Focus, a mediana das estimativas para o dólar passou de R$ 4,20 para R$ 4,21. Já o ponto central da pesquisa para a cotação média deste ano avançou de R$ 4,11 para R$ 4,13 de uma semana para outra — um mês atrás, estava em R$ 4,10.

Correio Braziliense – 05/01/2016

continue lendo:

Pedalada aumenta dívida

O pagamento das pedaladas fiscais, no fim do ano passado, fez crescer o endividamento da União. O Ministério da Fazenda informou ontem, em nota, que o Tesouro Nacional emitiu R$ 40 bilhões em títulos públicos para que o Banco Central (BC) possa enxugar o excesso de dinheiro em circulação no mercado, evitando pressões ainda maiores sobre a inflação.

No mês passado, como defendia o novo titular da Fazenda, Nelson Barbosa, o governo quitou de uma só vez os atrasos irregulares no repasse de recursos aos bancos públicos e ao FGTS (as pedaladas). Com o pagamento, no valor de R$ 72,4 bilhões, os bancos passaram a ter mais dinheiro em caixa. Essa situação exigiu maior atuação do BC para enxugar a liquidez do mercado por meio das chamadas operações compromissadas, em que vende títulos, comprometendo-se a recomprá-los a curto prazo.

Segundo a nota da Fazenda, a emissão tem o objetivo de suprir a carteira do BC “para viabilizar as operações compromissadas”. O documento diz ainda que a operação vai ajudar o BC a manejar a liquidez do mercado a fim de manter a taxa básica de juros (Selic) em linha com a definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), atualmente de 14,25% ao ano.

Piora fiscal

Para o economista Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor do BC, atual presidente do Conselho Regional de Economia do DF (Corecon-DF), a União não se livrou da dívida das pedaladas. “Na verdade, o governo está trocando uma dívida que ia vencer por outra com um prazo mais longo”, explicou.

A nota da Fazenda informa ainda que, em janeiro, há um aumento sazonal da liquidez, e um dos motivos é o vencimento de R$ 141,9 bilhões em títulos federais. Freitas lembrou que o Tesouro está com dificuldade para rolar as dívidas porque o mercado exige juros cada vez mais altos. “Se não conseguir renovar os papéis, o governo certamente vai emitir mais compromissadas”, disse Freitas, alertando que esse jogo piora o resultado fiscal porque a dívida aumenta de forma ruim, com títulos de curtíssimo prazo. “Isso está ficando comum, como na época em que a inflação era muito alta”, destacou. Em novembro, o saldo das compromissadas somava R$ 905,9 bilhões.

Correio Braziliense – 05/01/2016

continue lendo:

Índice de Preços ao Consumidor deve fechar janeiro a 1,80%

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) deve fechar janeiro com inflação de 1,80%, o que, se confirmada, será a maior para um mês de janeiro desde 2003 (2,2%).

A informação é do coordenador do indicador, o economista Paulo Picchetti, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Para o fim de 2016, a previsão dele é que o IPC-S saia de 10,53%, registrado em 2015, para 7,3%.

A despeito da desaceleração esperada para o ano, Picchetti pondera que o número é preocupante. Segundo ele, a depreciação cambial e o próprio comportamento dos alimentos são riscos para a inflação em 2016, ao passo que os preços administrados – que não devem contar com aumentos significativos em energia este ano – e o grupo serviços podem trazer alívio.

“Tem ainda a inércia inflacionária de 2015 para 2016. O núcleo do IPC-S, de 8,44% (ante 6,18%), reforça bem esse quadro de que a inflação não ficou restrita somente aos administrados. Quando saírem esses efeitos, vai desacelerar para a faixa de 7,3%. Em termos relativos e absolutos ainda é muito elevada. Apesar da previsão de desaceleração em serviços, está longe para reverter essa tendência”, avaliou.

Conforme a FGV o indicador de difusão – que mede o quanto a alta de preços está espalhada – alcançou 77,35% no IPC-S de dezembro, sendo a maior variação desde janeiro de 2003 (78,86%). Já o IPC-S ficou em 0,88%, ante 1,21% em novembro do ano passado.

Ainda de acordo com a fundação, a inflação de 10,53% do IPC-S de 2015 – a maior desde 2003 (10 56%) – ficou concentrada em alimentos, combustíveis e energia elétrica, afirmou Picchetti. Com o aumento em tarifa de eletricidade, que chegou 49,4% no IPC-S de 2015, o grupo Habitação terminou o ano em 13,28%, tendo o maior impacto no índice, de 3,38 ponto percentual.

“Justamente por causa de energia elétrica, cuja extensão do reajuste foi além do esperado. Só o item energia teve impacto de 1,71 ponto no IPC-S” disse, completando que, ao excluir tal efeito, o IPC-S ficaria perto de 8,7%.

Já o conjunto de preços de alimentos (11,62%) teve a segunda maior influência no indicador, de 2,92 pontos, seguida de Transportes (10,99%).

A expectativa de Picchetti é que os grupos Habitação, Transportes e Alimentação continuem pressionando a inflação no decorrer deste ano. Segundo ele, as pesquisas da FGV já apontam alta de preços de energia, combustíveis e alimentos. “Alguns produtos alimentícios ajudaram no fim de dezembro ante novembro [de 2,33% para 1,75%], mas a má notícia é que já há novas pressões, que se intensificam”, adiantou.

DCI – 05/01/2016

continue lendo:

Mercado piora projeções de crescimento

O primeiro boletim Focus do ano, pesquisa realizada pelo Banco Central (BC) com analistas de mercado, confirma o pessimismo com os rumos da economia e prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) vai encolher 2,95%, mais do que a retração de 2,81% estimada na semana passada. Para 2015, a expectativa é que a economia tenha fechado com resultado negativo de 3,71%.

A perspectiva para inflação também se deteriora a cada semana: a percepção dos analistas é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) termine em 6,87% em 2016, menor do que os 10,72% estimados para 2015, mas ainda acima de 6,5%, teto da meta fixada pelo BC.

Para os especialistas, a inflação deve se acomodar num patamar um pouco mais baixo este ano (na comparação com 2015), sobretudo por causa da baixa atividade econômica. Com o emprego caindo, a renda encolhe, e, consequentemente, o consumo, o que empurra os preços para baixo. Além disso, fatores que pressionaram o IPCA em 2015 não devem se repetir neste ano, como o grande aumento dos preços administrados. Gasolina e energia elétrica, por exemplo, tiveram os preços represados nos últimos anos e liberados, no chamado realismo tarifário, em 2015.

CENTRO DA META SÓ EM 2017
Ainda assim, a expectativa inicial do Banco Central de que a inflação iniciasse uma conversão para o centro da meta — 4,5% — em 2016 já foi descartada. O BC sinalizou que uma conversão só ocorrerá em 2017.

— Existe uma indexação forte na economia e isso dificulta. Mas o mercado acredita que a inflação vai começar a desacelerar em 2016. Não vai ficar acima de 7% — explicou o economista sênior do Haitong, Flávio Serrano.

A expectativa é que a taxa Selic termine 2016 maior do que este ano. Os analistas esperam que a taxa básica de juros fique em 15,25% no fim deste ano.

Para o crescimento, Serrano avalia que as expectativas continuarão se deteriorando. Ele acredita que não há, na conjuntura atual, motivos para reduzir o pessimismo do mercado.

— A gente não tem solução do imbróglio político e isso impede o avanço de uma agenda positiva para a economia. O Orçamento está emperrado em uma votação da CPMF improvável, ninguém sabe se a presidente continua no cargo. Desse jeito, ninguém vai investir ou consumir — diz.

Ele lembra que o mercado achava que a recuperação iria começar entre o segundo e o terceiro trimestre de 2015:

— Mas a gente não parou de afundar. Agora, achamos que vamos começar a recuperar na metade de 2016, adiamos a recuperação em um ano.

O Globo – 05/01/2016

continue lendo:

Remessa ao exterior de até R$ 20 mil perde isenção

Venceu o prazo para a isenção de Imposto de Renda retido na fonte para as remessas de até R$ 20 mil por mês ao exterior para gastos com turismo, saúde, educação e manutenção de dependentes fora do país. A isenção estava prevista na instrução normativa 1214, de dezembro de 2011, que trazia como data limite 31 de dezembro de 2015. Como não houve prorrogação, todas as operações passam a pagar IR de 25%.

A mesma instrução previa isenção para a pessoa jurídica fazer a cobertura de gasto com seus empregados fora do país. Para as agências de viagem e turismo o limite era de R$ 10 mil ao mês por passageiro.

Para dar uma ideia dos montantes movimentados em algumas das rubricas que contavam com isenção, os gastos com educação fora do país somavam US$ 804 milhões em 2015 até novembro, com saúde outros US$ 5 milhões, viagens de negócios US$ 1,538 bilhão e viagens pessoais outros US$ 9,321 bilhões. Questionada sobre a razão, a Receita informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que a prorrogação precisaria de Lei, algo que não depende do órgão.

Valor Econômico – 05/01/2016

continue lendo:

Redação On janeiro - 5 - 2016
  • Central de atendimento
  • Telefone: (11) 3285-3522 / e-mail: sicetel@sicetel.com.br
Associe-se!
        Clique aqui
Cadastre seu e-mail e receba periodicamente notícias do SICETEL.