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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Na crise, o Brasil entra em oferta

Pela primeira vez desde 2002, as companhias estrangeiras dominam as fusões e aquisições no País Juliana Elias

Com a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, em 7 de dezembro, da aquisição da divisão de beleza do grupo brasileiro Hypermarcas, a francesa Coty, dona de 47 marcas em 40 países, “deu mais um passo para se tornar uma companhia desafiadora e líder global em beleza”, conforme anunciou o presidente Bart Becht, no fechamento do negócio de 1 bilhão de dólares, ou 3,8 bilhões de reais.

A operação sobressai-se na onda de fusões e aquisições estimuladas pela depreciação das empresas brasileiras sob recessão e facilitadas pela desvalorização do real. Ela simboliza um ciclo de evolução e declínio do mercado de bens de consumo de massa no País, produtos de beleza incluídos, nos últimos 15 anos. E também representa a superação dos grupos brasileiros pelos estrangeiros em número de aquisições do controle ou de participações expressivas em empresas locais. Em outubro, segundo o mapeamento mensal da consultoria PwC, o número de fusões e aquisições comandadas por estrangeiros totalizou 286 negócios. Pela primeira vez desde 2002 foi maior que aquelas realizadas por compradores nacionais, 275 operações no mesmo mês.

O trajeto da Hypermarcas acompanha os ciclos da economia nacional na última década e meia. O grupo chegou a reunir mais de 200 produtos em seu portfólio, entre fraldas, adoçantes, medicamentos e molho de tomate, quando recebeu o apelido de “Unilever brasileira”, em referência à gigante europeia dona do OMO e centenas de outras marcas. Foram mais de 20 aquisições desde a origem do grupo em 2001, entre elas a recompra da fabricante da esponjas de aço Assolan, da mesma Unilever, vendida à multinacional um ano antes pela família Queiroz, de Goiás, fundadora da Hypermarcas.

No mesmo dia da aprovação da operação pelo Cade, o conselho de administração da Hypermarcas decidiu colocar à venda a divisão de fraldas infantis (marca Pompom) e geriátricas descartáveis, avaliada em 1,5 bilhão de reais, e manter o foco nos segmentos de saúde e bem-estar. As negociações com a americana Kimberly-Clark, dona da Huggies, estariam avançadas, segundo rumores.

Dona de marcas globais, a Coty, além de acrescentar ao seu catálogo os produtos Bozzano, Biocolor, Monange, Risqué e Cenoura & Bronze e adquirir o centro de distribuição da Hypermarcas em Cuiabá, estabeleceu uma base estratégica no terceiro maior mercado de cosméticos do mundo, detentor de 9,4% do consumo global e há 19 anos com crescimento real médio de 10%.

“Quando uma multinacional planeja entrar em um país em desenvolvimento, ela precisa ver duas coisas, se a taxa de câmbio está favorável e se os ativos estão baratos”, explica Thomas Zanotto, diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. “O Brasil vive uma crise sem precedentes e diversos fatores se combinam de modo a tornar o investimento mais atraente.”

A desvalorização do real em 49% entre novembro de 2014 e 1º de dezembro deste ano significa um barateamento na mesma proporção dos preços dos ativos no Brasil, só pelo efeito câmbio. A recessão empurra ainda mais o valor das empresas para baixo ao comprometer receitas, aumentar dívidas e derrubar as cotações no mercado.

As transações acumulam-se. A norte-americana Omnicon, de relações públicas, pagou 1 bilhão de reais pelo Grupo ABC-Meio & Mensagem, no maior negócio da história do setor no País. Antes, a britânica WWP adquirira a Agência Ideal por valor não divulgado. O grupo HNA, dono da Hainan, a quarta empresa aérea da China, arrematou 23,7% das ações preferenciais da Azul Linhas Aéreas por 450 milhões de dólares, equivalentes a 1,7 bilhão de reais. A construtoraCamargo Corrêa, implicada na Lava Jato, vendeu por 2,7 bilhões de reais a Alpargatas, dona da marca Havaianas, à J&F Investimentos, controladora da JBS.

O objetivo principal das negociações de controle e de participações acionárias é reduzir o endividamento dos grupos e das empresas. Vender um naco do negócio e quitar uma parte da dívida custa menos do que se sujeitar aos juros mais altos do mundo. Segundo a Hypermarcas, a receita da venda da divisão de produtos de beleza deverá ser usada “preponderantemente para reduzir o endividamento líquido” do grupo, de 3,3 bilhões de reais. Para a Azul, o resultado da venda das ações para a HNA ajudará no “fortalecimento do caixa, na renovação de frotas e na amortização de dívidas”, de acordo com um comunicado da companhia.

“Toda multinacional que queira ser global sabe que tem de estar no Brasil, e o melhor momento é agora”, diz Rogério Gollo, sócio da consultoria PwC no Brasil para fusões & aquisições. “Os grupos olham para o médio e longo prazo, o retorno que terão em 10, 20 anos. Eles se atêm menos às dificuldades de dois ou três anos. O prazo de um investimento de alguém que vem de fora para adquirir um negócio é outro”, explica Clovis Meuer, vice-presidente da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital, entidade representativa dos fundos de investimento no Brasil. Os compradores “diferem do investidor financeiro, de curtíssimo prazo, que traz um dinheiro volátil para render na Bolsa ou em títulos públicos”.

A crise interna, econômica e política, não afastou o investidor estrangeiro com visão de longo prazo, mas o deixou mais cauteloso. A queda do Produto Interno Bruto em 1,7% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2014, divulgada pelo IBGE no dia 1°, e as projeções de variações negativas do PIB de 3,5% neste ano e de 2,3% em 2016, segundo a pesquisa Focus anunciada pelo Banco Central na segunda-feira 7, indicam um aumento substancial do risco.

“O câmbio está muito volátil, o crescimento econômico é baixo e no fim, é ele que conta. Investimentos precisam de retorno”, diz Luis Afonso Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica, a Sobeet. “Existe um apelo maior por conta do câmbio e de ativos mais baratos, mas, na comparação do que ganhamos por um lado e perdemos por outro, o saldo final é negativo.”

[Graficos-de-investimento]

Apesar do aumento do número de negociações, segundo o levantamento da PwC, o total investido caiu. De janeiro a outubro, os investimentos estrangeiros diretos no País somaram 54,9 bilhões de dólares, 32% abaixo do total nos mesmos meses do ano passado, de 81 bilhões. “Há uma mudança no perfil do investidor”, diz Gollo. “Há um número maior de negociações, mas entre empresas médias e por valores menores.” As grandes multinacionais instaladas há tempo no País “ampliaram agressivamente” sua participação nos últimos anos e agora têm de dar resultados. As pechinchas atuais, em alguns casos, significam uma boa oportunidade para as empresas de menor porte aumentarem a sua participação.

No ano passado, informa a Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento, a Unctad, o Brasil recebeu 2% menos investimentos em comparação a 2013. Não ficou para trás porque o desempenho global despencou 16%, com retrações de 14% na América Latina e 28% nos países desenvolvidos. No fim das contas, o Brasil subiu uma posição e retornou ao posto de 6º destino dos investimentos globais.

“O fluxo de investimentos globais não retornou aos níveis de 2007, anteriores à crise”, diz Lima. “As economias centrais ainda estão com capacidade ociosa, demanda fraca, e alguns países continuam muito endividados. É uma crise sistêmica do capitalismo. E isso, agora, se espalha para os países emergentes.”

Fonte: Carta Capital

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Inércia vai elevar inflação a 7,3% em 2016, avalia FGV

SÃO PAULO  –  A inércia será o principal fator que manterá a inflação de 2016 acima do teto da meta de 6,5%, na avaliação de Paulo Picchetti, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O economista é coordenador do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), que teve alta de 10,53% em 2015 e 0,88% em dezembro, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela instituição.

A expectativa de Picchetti é que o IPC-S tenha alta de 7,3% em 2016. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador de inflação do IBGE, deve ficar em patamar semelhante. “Os dois indicadores têm uma aderência muito grande, pela metodologia de pesquisa”, afirma.

Para justificar a inércia como a maior responsável, ele cita dois dados do IPC-S: a difusão, que aponta qual a quantidade de bens e serviços que registraram alta no período, ficou em 77,3% no ano passado. Além disso, o núcleo da inflação, que leva em conta apenas os produtos e bens com maior peso e menos sujeitos a variações sazonais, ficou em 8,44%. “Ou seja, o núcleo vem acelerando há dois anos, e a inflação está difundida, o que mostra que é uma inflação forte, com uma dinâmica ampla”, diz.

Por outro lado, os preços administrados devem colaborar para a queda dos índices em comparação com 2015. No IPC-S, os administrados tiveram alta de 32,02% ao longo do ano passado. Pichetti não faz previsão isoladamente para esse componente, mas diz que os aumentos devem ser menores e pontuais, como no caso da energia elétrica e da gasolina. “Apesar do cenário externo favorável [com a gasolina no exterior mais barata do que no Brasil], a Petrobras pode precisar reforçar o seu caixa”, afirma.

O câmbio, de acordo com Picchetti, também não deverá exercer grande pressão em 2016. Segundo o economista, a fraca demanda doméstica não tem permitido que os custos mais altos de produtos importados sejam repassados ao consumidor, e a situação deve continuar parecida neste ano. Como exemplo, ele cita a trajetória dos produtos comercializáveis em 2015. Enquanto o real se desvalorizou cerca de 50% no período, os preços dos produtos comercializáveis, aqueles que podem ser exportados ou importados, subiram apenas 3,2% no IPC-S. “Os aparelhos de TV, que quase não produzimos mais no Brasil, subiram só 1,31%”, afirma. “O câmbio é sempre uma preocupação, mas muito mais por contratos indexados ao dólar”. Renda das famílias e crédito influenciam mais, para cima ou para baixo, a inflação dos comercializáveis, afirma.

A inflação de serviços desacelerou de 14,43% no ano retrasado para 14,12% em 2015, segundo o IPC-S. Ela deve continuar “resiliente” neste ano, na avaliação de Picchetti. No ano passado, o aumento dos preços dessa categoria veio de setores que têm possibilidade de repassar os custos ao consumidor, como salão de cabelereiros, emprego doméstico, disse. Em 2016, deve haver um aumento de 10% logo nos primeiros meses em uma categoria importante, a de educação, ele avalia. Eventualmente, até dezembro, “o efeito cumulativo da recessão e da piora no mercado de trabalho” deve começar a colaborar com a diminuição da inflação de serviços.

Picchetti espera ainda que o IPCA de 2015, que será divulgado pelo IBGE na próxima sexta-feira, tenha números semelhantes aos do IPC-S, com inflação de aproximadamente 1% em dezembro e acima dos 10% em 2015.

O economista se mostra cético ainda com a capacidade de a inflação oficial convergir para o centro da meta (4,5%) em 2017, como tem garantido o Banco Central. “O BC tem mandado sinais contraditórios há muito tempo. Eles já disseram que tinham uma disposição forte para baixar a inflação em 2016. Não sei até que ponto o BC consegue influenciar as expectativas para 2017 nessa altura”, diz.

valor Econômico – 04/01/2016

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IPC-S sobe 0,88% em dezembro e acumula alta de 10,53% em 2015

SÃO PAULO  –  A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) encerrou dezembro com alta de 0,88% e, com isso, acumulou avanço de 10,53% em 2015. O aumento da inflação no ano passado foi bem maior que o registrado pelo indicador em 2014, de 6,87%, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No ano, os itens que mais influenciaram a alta da inflação foram a conta de luz que, ao subir 49,43%, acrescentou 1,38 ponto ao IPC-S no período. O item refeições em bares e restaurantes subiu 8,50% e adicionou 0,58 ponto; gasolina avançou 20,33% e acrescentou 0,57 ponto; tarifa de ônibus urbano subiu 15,39% e adicionou 0,47 ponto; e condomínio residencial avançou 17,90% e acrescentou 0,44 ponto à inflação.

Estes cinco itens, juntos, foram responsáveis por 3,44 pontos, ou 33% da inflação de 10,53% do ano passado. As cinco principais influências negativas (automóvel usado, conta de telefone, hotel e telefone celular), juntas, tiraram 0,5 ponto da inflação do ano.

Na última quadrissemana de dezembro, o IPC-S desacelerou, de 0,93% na quadrissemana anterior, com quatro de suas oito classes de despesas registrando variações menores.

A maior contribuição partiu do grupo transportes, cuja alta saiu de 1,09% para 0,80%, graças à gasolina, que cedeu de 2,23% para 1,35%. Também diminuíram as variações de habitação (0,48% para 0,37%), educação, leitura e recreação (1,04% para 0,80%) e comunicação (0,13% para 0,10%), influenciados por tarifa de eletricidade residencial (1,25% para 0,60%), salas de espetáculo (1,81% para 1,50%) e mensalidade para tv por assinatura (0,76% para 0,42%), respectivamente.

Em contrapartida, alimentação (1,67% para 1,75%), vestuário (0,61% para 1,01%), despesas diversas (0,32% para 0,42%) e saúde e cuidados pessoais (0,66% para 0,67%) subiram, influenciados principalmente por alimentação fora de casa (0,60% para 0,77%), roupas (0,66% para 1,20%), tarifa postal (3,08% para 5,96%) e salão de beleza (0,64% para 0,88%), respectivamente.

Valor Econômico – 04/01/2016

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Serviços vão pressionar menos, mas IPCA ficará acima da meta

Depois do choque de tarifas públicas que manteve os preços de serviços em nível elevado em 2015, este ano deve ser o primeiro, desde 2010, em que o grupo que mais tem pressionado a inflação no período recente terá alta menor do que 8%. Mesmo com a relativa perda de protagonismo dos serviços – que só vai ocorrer após dois anos de contração forte do PIB – o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vai superar novamente o teto da meta, de 6,5%, neste ano.

Para analistas, a inércia deixada pelos índices inflacionários de dois dígitos de 2015 impede desaceleração mais expressiva do IPCA, que agora em 2016 deve subir cerca de 7%. Embora essa análise não seja consenso, economistas apontam que impactos defasados da depreciação cambial também vão afastar o IPCA do centro da meta, de 4,5%. A última ocasião em que a inflação oficial ficou próxima do alvo central foi em 2009, quando aumentou 4,31%.

Fabio Romão, da LCA Consultores, estima que o conjunto que reúne preços como cabeleireiro, aluguel e empregada doméstica, o qual responde por cerca de 35% do IPCA, terá alta de 7,1% em 2016, 1,1 ponto abaixo do avanço esperado para 2015. No ano passado, diz Romão, o encarecimento de custos relevantes do setor – como energia, combustíveis e até mesmo o dólar, que tem efeitos indiretos sobre alguns serviços – teve de ser repassado aos preços finais, o que explica boa parte da resistência desse segmento da inflação, mesmo em meio à recessão.

O economista destaca que os preços de serviços respondem com defasagem, de cerca de seis meses, à elevação do desemprego e à retração da renda. Em 2015, diz, esse período foi ampliado justamente devido à força contrária exercida pelos custos, entrave que não estará mais presente neste ano, quando as tarifas administradas voltarão a uma trajetória mais próxima da normalidade. “O efeito da queda real da renda, que se tornou maior de meados de 2015 para cá, ficou mais para 2016”, disse.

Na contramão do desaquecimento do mercado de trabalho, o impacto do componente inercial sobre a inflação será forte neste ano, observa Thiago Curado, da 4E Consultoria. Como exemplo dessa pressão, Curado menciona a regra de reajuste do salário mínimo, que corrige o piso nacional pela inflação medida pelo INPC do ano anterior e a variação do PIB de dois anos antes. A alta de 11,6%, já em vigor, vai balizar aumentos salariais em diversas categorias de serviços, como empregada doméstica, conserto de automóveis e mão de obra para reparos.

“A desinflação nos serviços ocorre de forma muito lenta. A alta do mínimo impede desaceleração maior”, afirma Curado, que projeta expansão de 6,8% para o segmento em 2016, excluindo passagens aéreas. Há, ainda, a influência na inflação de contratos indexados ao IGP-M, com destaque para aluguel. O indicador calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) encerrou 2015 em 10,54%.

Para o sócio da 4E, o principal fator que explicará a alta de 7,4% estimada para o IPCA em 2016 é o repasse tardio da depreciação de cerca de 50% do real observada em 2015. Essa transmissão foi contida pela redução da demanda, que manteve os estoques dos fabricantes em nível excessivo. Este ano, na medida em que as empresas nacionais tiverem que repor suas mercadorias pagando mais caro em reais, vão repassar a pressão aos preços finais. Por isso, Curado calcula que a inflação de bens duráveis vai subir de 3,4% para 5,5%, enquanto os bens semiduráveis vão passar de 5,25% a 6,70%.

No cenário do BNP Paribas, a taxa de câmbio vai terminar o ano em R$ 4,15, cerca de 10% acima do patamar atual. Segundo a equipe econômica do banco, a desvalorização adicional vai acrescentar 0,6 ponto percentual ao IPCA, que deve avançar 8% em 2016. Os economistas do banco avaliam que a persistência em nível elevado decorre principalmente de mecanismos formais e informais de indexação, pelo repasse cambial e pela deterioração de expectativas sobre a inflação corrente.

Mais otimista, Mauricio Nakahodo, do Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil, afirma que o peso da crise sobre a dinâmica inflacionária não é desprezível. A atividade fraca deve inibir repasses significativos do câmbio ao IPCA, que, em suas estimativas, terá alta de 5,7% em 2016. Outra ajuda importante aos preços virá dos itens administrados, diz, que devem aumentar 7% no ano, após o salto próximo de 18% registrado em 2015, com forte contribuição das tarifas de eletricidade residencial.

Romão estima que conta de luz vai subir 6,7% em 2016, em média, bem menos que a alta de 51% de 2015. A projeção conta com a migração de bandeira vermelha para amarela, possível graças ao regime de chuvas mais favorável. Isso significa que o acréscimo a cada 100 kilowatt-hora de consumo residencial cairia de R$ 4,50 a R$ 2,50.

O maior volume de chuvas, relacionado ao fenômeno climático “El Niño”, pode pressionar os alimentos, mas o grupo alimentação e bebidas, que responde por um quarto do IPCA, tende a atrapalhar menos a inflação em 2016 do que em 2015. Para a Rosenberg Associados, os alimentos no domicílio vão subir 10,5% neste ano, ante 11,5% em 2015. “A queda da atividade deve mitigar a desvalorização cambial e a elevação do preço dos alimentos devido às alterações climáticas”, diz a consultoria.

Por outro lado, a dificuldade em aprovar a recriação da CPMF deve levar o governo a elevar outros tributos com impacto inflacionário para fazer frente ao problema fiscal. Entre eles, os analistas ouvidos destacam a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre combustíveis. Curado, da 4E, trabalha com aumento de 15% para a gasolina em 2016, prevendo que a alíquota da Cide sobre o combustível suba de R$ 0,10 para R$ 0,50 por litro.

Valor Econômico – 04/01/2016

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Redação On janeiro - 4 - 2016
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