Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 26 de Setembro de 2017






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Indústria pede para governo brasileiro ignorar acordo comercial com a China

A indústria solicitou ao governo brasileiro que compre uma briga diplomática com a China e não reconheça o país como economia de mercado, ou seja, sem interferência estatal direta nos preços.

O pedido, capitaneado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), chegou por carta aos ministérios do Desenvolvimento, Relações Exteriores e Fazenda. O documento foi assinado por 41 associações, incluindo calçados, alumínio, máquinas, eletrônicos, celulose, etc.

O novo status está previsto em tratado assinado quando a China entrou na OMC (Organização Mundial de Comércio) e deveria ser adotado por todos os países até 11 de dezembro de 2016. A China ameaça retaliar quem não cumprir o acordo.

O receio da indústria brasileira é que a mudança inviabilize a aplicação de sobretaxas na importação de produtos para combater o dumping (venda em outro país por preço inferior ao mercado interno). O Brasil é um dos países que mais aplica antidumping.

Como a China hoje não é considerada uma economia de mercado, os países desconsideram os preços chineses no cálculo das sobretaxas. Após o novo status, será necessário utilizar os preços internos da China, que são muitos baixos.

Por exemplo: no caso das canetas importadas, as autoridades brasileiras ignoraram os preços chineses e adotaram os franceses.

Na França, uma caneta BIC custava na época US$ 0,23. Na China, apenas US$ 0,04. Ou seja, seria impossível comprovar que os chineses praticavam dumping, exportando por preços inferiores aos locais.

Na carta enviada ao governo, as associações empresariais argumentam que a China não é uma economia de mercado, porque há muita interferência das estatais na formação de preço e o governo ainda controla o câmbio.

RETALIAÇÃO

“O novo status da China vai trazer um prejuízo enorme para a indústria. Sei que o Brasil também vai levar em conta a questão política, mas precisamos negociar isso”, disse Carlos Abijaodi, diretor industrial da CNI.

A preocupação das autoridades brasileiras é com possíveis bloqueios às exportações de produtos agrícolas, como a soja, e os que os chineses analisem de má vontade pedidos de financiamento de empresas brasileiras.

Com a recessão, muitas companhias brasileiras tem captado recursos com bancos chineses, que são mais flexíveis na concessão de empréstimos. É o caso de gigantes como a Petrobras e a Oi.

Durante uma visita do presidente chinês ao Brasil em 2003, o então presidente Lula chegou a prometer que reconheceria a China como economia de mercado, decisão nunca implementada.

Segundo a Folha apurou, o governo avalia que agora a situação é mais complicada, porque é obrigatória para todos os países do mundo. A maioria ainda avalia o problema.

A China já informou aos países que vai abrir processo contra quem não cumprir o tratado. A União Europeia sinalizou que não reconhecerá o país asiático como economia de mercado. A posição dos Estados Unidos ainda não está definida.

Folha de S.Paulo – 18/12/2015

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Câmbio preocupa, mas ajuste favorece o Brasil

A maxidesvalorização cambial no peso argentino deve, em um primeiro momento, afetar as exportações brasileiras em 2016. Mas num prazo maior, em 2017 — talvez até fim do ano que vem -, o resultado favorável do ajuste de Mauricio Macri, combinado com a desvalorização da moeda brasileira e o fim das restrições impostas pelo país vizinho às importações, deverá permitir a recuperação dos embarques brasileiros de manufaturados aos argentinos, segundo analistas e representantes de empresas.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), diz que a Argentina deve ficar mais competitiva na exportação de produtos com os quais concorre com o Brasil, principalmente carnes, soja, milho e girassol. O câmbio, somado à redução do imposto de exportação de soja e eliminação de alíquotas em outros produtos agropecuários, deve pressionar os preços para baixo e derrubar o valor da exportação brasileira. Passado o ciclo de produção, plantio e embarque, porém, diz Castro, os argentinos terão maior volume de divisas em dólar, o que deverá possibilitar elevação das importações de manufaturados brasileiros a partir de 2017, diz Castro.

O novo câmbio também irá frear a exportação brasileira de industrializados à Argentina, ao menos no primeiro semestre de 2016, diz Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria. “A retomada da agenda de ajustes na Argentina é importante para o Brasil, juntamente com o fim das restrições à importação. E nesse ajuste é natural que preços fora de lugar seja realinhados e colocados nos devidos patamares.” Para ele, é possível que a exportação de manufaturados ao vizinho comece a se recuperar ao fim do ano que vem.

A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo está “super otimista” com a nova política econômica e cambial na Argentina, afirmou o gerente de exportações da empresa, Ricardo Portolan. Segundo ele, o fim das restrições às compras de dólares no país e a eliminação das licenças antecipadas de importações – a última por conta de determinação da Organização Mundial do Comércio (OMC) – vão compensar com folga os efeitos negativos da esperada maxidesvalorização do peso a partir da adoção do câmbio flutuante.

As mudanças, na opinião do executivo, devem levar o mercado local à normalidade em 2017. Isto significa, para a companhia, voltar a exportar cerca de 300 ônibus “double decker” (de dois andares) por ano para os argentinos, volume que em 2014 e 2015 ficou entre 50 e 100 unidades anuais. Cada veículo vale de US$ 250 mil a US$ 300 mil, incluindo o chassi que não é fabricado pela Marcopolo.

No setor de calçados, a nova política cambial do governo argentino já era esperada dentro do “receituário” seguido por Macri, comentou o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein. No curto prazo, em 2016, a desvalorização do peso deve provocar a estagnação ou até a redução das exportações do Brasil em função da alta nos preços, mas a expectativa é de recuperação mais adiante.

Segundo Klein, se as medidas de ajuste permitirem a volta do crescimento e da renda da Argentina e não houver travas ao comércio, em cerca de três anos os embarques brasileiros para o país vizinho podem retornar ao patamar de 15 milhões de pares anuais verificado em 2006. Neste ano, no acumulado de janeiro a novembro, as exportações recuaram 17,7% na comparação com o mesmo período de 2014, para US$ 64,6 milhões, enquanto em volume houve alta de 3,1%.

Valor Econômico – 18/12/2015

 

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Brasil afunda latino-americanos

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) demonstrou preocupação com a desaceleração da região, que vem sendo impulsionada pela recessão que toma conta do Brasil e da Venezuela. Além disso, as contas dos governos latino-americanos pioraram neste ano de forma generalizada, em meio ao recuo dos investimentos e do consumo interno. As avaliações constam do estudo Balanço preliminar das economias da América Latina e do Caribe 2015, divulgado ontem.

“Pela primeira vez, desde 2009, todos os países da América Latina apresentam deficit fiscal”, alertou a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, sinalizando que o investimento público também vem caindo. Segundo ela, a forte queda nos preços internacionais das commodities afetou a receita tributária dos países. O deficit primário dos governos da região é de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, mas, com juros, chega a 3%.

A executiva demonstrou preocupação com a reversão da tendência de queda do desemprego na regiçao. Apesar de ter sido forte neste ano, a desvalorização cambial não está favorecendo as exportações devido à queda na demanda mundial. Ela destacou que a taxa de desemprego, que atingiu o piso de 6%, no último trimestre de 2014, voltou a subir, devendo encerrar 2015 em 6,6%. “A qualidade do emprego também está piorando”, completou, citando a queda na oferta de salários maiores devido à perda de competitividade da indústria.

A entidade, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), que no relatório de julho previa queda de 1,5% do PIB do Brasil, maior economia regional, aumentou projeção para 3,5% neste ano. A estimativa de retração na Venezuela passou de 5,5 para 7,1%. Com isso, a América do Sul deverá encolher 1,6%. Já os países do Caribe devem avançar 1% e, a América Central e o México, crescerão 2,9%. (RH)

Máxi argentina

O peso argentino sofreu ontem a maior desvalorização desde a crise de 2002, com o dólar subindo mais de 40%. A disparada ocorreu depois que o recém-eleito governo de Mauricio Macri acabou, com as restrições cambiais implantados em 2011 pela ex-presidente Cristina Kirchner. O dólar, que na quarta-feira valia 9,835 pesos, pulou para 14 pesos. O governo unificou as cotações e aboliu os controles para a compra da moeda americana e para transferências ao exterior.

De mal a pior
(em %)

Brasil lidera a retração econômica na América Latina, ao lado da Venezuela. As duas nações, juntas, derrubaram o PIB da região

Regiões 2015 2016

Argentina 2,0 0,8
Bolívia 4,5 4,5
Brasil -3,5 -2,0
Chile 2,0 2,1
Colômbia 3,1 3,0
Equador 0,4 0,3
Paraguai 2,9 3,0
Peru 2,8 3,4
Uruguai 1,5 1,5
Venezuela -7,1 -7,0
México 2,5 2,6
Cuba 4,0 4,2
Haiti 2,0 2,5
Panamá 5,9 6,2
Republica Dominicana 6,6 5,2
Bahamas 1,5 2,4
Dominica -2,7 5,2
Jamaica 1,0 1,5
América Latina -0,4 0,2
América do Sul -1,6 -0,8
América Central e
México 2,9 3,0
América Central
(sem México) 4,4 4,3
Caribe 1,0 1,6
América Latina e Caribe 0,4 0,2

» Fonte: Cepal

Correio Braziliense – 18/12/2015

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Após desvalorizar o peso, desafio é controlar inflação

No primeiro dia de câmbio flutuante na Argentina, ontem, o dólar fechou em 13,95 pesos para venda, o que representou uma desvalorização de 29,46% em relação ao dia anterior e um valor muito próximo do estimado pelo governo ao anunciar que passaria a adotar o câmbio flutuante. O grande desafio da equipe econômica do presidente Mauricio Macri, a partir de agora, será controlar a pressão inflacionária provocada pela desvalorização cambial.

O dia ontem foi tranquilo, com baixo volume de operações porque os bancos passaram o dia se adequando à retomada de um ritmo interrompido nos últimos quatro anos. A moeda americana atingiu seu valor mais alto logo na abertura do mercado, a 14,50 pesos, valorização de 4,66 até então no dia. Pouco depois, acomodou-se em valores pouco abaixo dos 14.

O Banco Central não precisou intervir no mercado. A maxidesvalorização reduziu a apenas 41 centavos de peso a distância entre a cotação oficial e a do paralelo. Um contraste em relação às diferenças que oscilavam entre 50% e 60% nas semanas que antecederam a eleição presidencial. “Começamos o dia vendendo o dólar a 14,60 e fechamos em 14,36”, disse o proprietário de uma tradicional casa de câmbio no centro de Buenos Aires.

Como não se via há quatro anos, o até aqui robusto mercado paralelo da Argentina enfraqueceu-se e levou um vasto contingente de intermediários de doleiros, que antes se espalhavam pelas regiões turísticas, a pensar em mudar de profissão.

Já os agricultores não escondiam a satisfação. No início da semana, Macri cumpriu a promessa de campanha de eliminar o imposto de exportação de trigo, milho e carne e de reduzir de 35% para 30% o da soja. Em troca, os produtores se comprometeram a liquidar US$ 400 milhões por dia em contratos de exportação, durante três semanas. Uma grande quantidade de grãos estava estocada à espera da desvalorização cambial.

“O que eu vou fazer é vender os grãos de soja, milho e trigo nesta semana mesmo e na semana que vem”, disse Santiago del Solar, um tradicional produtor. Para ele, o dólar em torno dos 14 pesos é um bom valor para vender. “A palavra foi cumprida e hoje contamos com mais credibilidade”, disse.

O dinheiro que vai entrar com a exportação grãos ajudará a reforçar as reservas em moeda estrangeira. Além disso, o governo fez um acordo com o Banco da China para converter em dólares parte do dinheiro em yuan, que entrou no país por meio de “swap” feito pelo governo anterior. O Ministério da Fazenda anunciou que espera ter em dólares em torno de US$ 3,1 bilhões de um total de yuans equivalente a US$ 10 bilhões.

Também nos próximos dias a equipe econômica espera conseguir em torno de US$ 8 bilhões em empréstimos de bancos estrangeiros. O BC tomará esses empréstimos a uma taxa de 7% e oferecerá títulos públicos como garantia.

O grande desafio do governo, agora, será controlar a pressão inflacionária provocada pela desvalorização. Para o economista Aldo Abram, é provável que a demanda por serviços caia porque a população terá que gastar mais na compra de produtos de primeira necessidade. “Isso pode reduzir os preços dos serviços. O anormal era ver um produtor de maçãs deixar o fruto apodrecer na árvore por falta de rentabilidade”, destaca.

Valor Econômico – 18/12/2015

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OMC busca acordo para evitar aprofundar crise

As negociações na conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Nairóbi, pareciam numa encruzilhada ontem à noite, entre a possibilidade de um acordo agrícola ou fracasso agudo que pode aprofundar a crise na entidade global.

O primeiro texto para fechar um acordo estabelece que os subsídios à exportação de produtos agrícolas sejam eliminados em 2020 pelo países desenvolvidos. Também prevê discussões mais tarde sobre a demanda de importadores por uma salvaguarda visando elevar alíquotas agrícolas em caso de súbito aumento de importação ou queda de preços, entre outros pontos.

Nenhum país rejeitou o texto, mas houve várias queixas, e contrapropostas deveriam ser feitas na madrugada. Um novo texto para negociação final será apresentado hoje. E, nesse cenário, nada está garantido.

“Há muitas dificuldades em vários lados”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O Brasil sinaliza com flexibilidade para conseguir um acordo e preservar a OMC. Se o pilar negociador continuar sem funcionar, a corrida vai aumentar de países em busca de acordos bilaterais ou regionais de liberalização.

Além disso, pode-se abrir “um cenário mais conflituoso [entre os países, usando o órgão de disputas da OMC] para obter o que não se consegue na negociação”, avalia o subsecretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey.

Michael Froman, principal negociador comercial americano, repetiu em plenária que é preciso abandonar o atual modelo de negociação para ir além da repetição de posições desenhadas que só produzem impasses. Só que certos analistas julgam que é exatamente isso que os Estados Unidos fazem em Nairóbi.

Timothy Wise, diretor do Global Development and Environment Institute, da Tufs University (EUA), nota que os EUA desacreditam a Rodada Doha nos 15 anos de negociações, mas não reconhecem que Washington tem sido, e continua, a principal razão para os fiascos na OMC.

OS EUA têm se recusado continuar a negociar questões centrais da agenda do desenvolvimento, como reduzir os subsídios à produção agrícola, exemplifica o professor, que acompanha as negociações em Nairóbi.

Ontem, os EUA deixaram claro que não aceitarão que a Índia tenha prazo até 2028, como país em desenvolvimento, para eliminar subsídios à exportação.

Por sua vez, a Índia reclama que o documento não estabelece data para a conclusão de negociações na OMC, a partir do ano que vem, sobre a chamada “SSM”, medida de salvaguarda autorizando alta temporária de tarifa em caso de súbito aumento de importações ou de baixa de preços.

Valor Econômico – 18/12/2015

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Início de ajuste de juros pelo Fed dá impulso ao setor bancário

Sete anos depois que os bancos americanos colocaram a economia mundial de joelhos, os investidores em ações querem voltar a ter papéis dessas instituições, agora que o Federal Reserve (Fed) começou a subir os juros novamente.

As maiores ações financeiras dos Estados Unidos subiram mais de 5% em dois anos, uma recompensa antecipada para aqueles que apostam numa alta do mercado e acumularam esses papéis com base nas especulações de que o fim dos juros próximos de zero vai alimentar uma reação dos lucros. As ações do setor financeiro atraíram US$ 1,7 bilhão no último mês, o maior número entre os 12 setores monitorados pela “Bloomberg”, exceto o de energia.

Os “bulls” (os investidores que apostam na alta do mercado) estão em busca de algo que até agora se manteve esquivo – uma recuperação grande o suficiente para eliminar as perdas que os bancos sofreram nos mercados de ações em 2008, o pior ano desde a Grande Depressão. O grupo tem sido o favorito de gestores de recursos globais há dois meses, mesmo com as tensões no mercado de “junk bonds” evocando comparações com o colapso dos empréstimos “subprime”.

A alta dos juros pelo Fed “proporciona a primeira onda de alívio para as ações financeiras e assim passamos a nos sobreposicionar nos dois últimos trimestres, em parte devido a essa expectativa”, diz Leo Grohowski, que ajuda a gerenciar mais de US$ 184 bilhões em ativos de clientes como diretor de investimentos da BNY Mellon Wealth Management de Nova York. “Essa é uma boa notícia para o setor financeiro.”

A entrada de recursos no mercado de opções mostra o grau de otimismo em relação aos bancos ao fim de uma campanha sem precedentes de estímulo econômico pelo Fed. Desde a metade de novembro, o dinheiro encaminhado para fundos negociados em bolsas de valores (ETFs) como o Financial Select Sector SPDR responde por cerca de um terço do total depositado em todos os fundos do setor, segundo dados compilados pela “Bloomberg”.

Os executivos-chefes dos bancos têm sido cautelosos nos últimos meses, atenuando as expectativas de que os aumentos graduais dos juros irão reforçar consideravelmente as receitas decorrentes de juros. Mas a decisão de quarta-feira do Fed é também psicologicamente importante para os consumidores e executivos, e para a confiança do mercado internacional na economia dos EUA, segundo afirma Richard Davis, executivo-chefe do Bancorp de Minneapolis, o maior banco regional americano.

“O Fed é uma das instituições mais confiáveis da América”, disse Davis. A visão do banco central de que a economia pode arcar com juros maiores “dá a todos a permissão para concordar que agora estamos seguindo em frente com a recuperação e também dá a eles permissão para começar a pensar em voltar a crescer com conforto”.

“Agora veremos a preferência do mercado por companhias capazes de usar esse ambiente de juros mais altos para incrementar suas margens de receitas com juros”, diz John Carey, um gestor de fundos da Pioneer Investment Management de Boston, que gerencia cerca de US$ 230 bilhões. “Veremos quais são as instituições realmente habilidosas e quais são as que vão atrás.”

Uma revitalização das instituições financeiras é uma das poucas coisas estimulantes que faltavam acontecer para um mercado em que US$ 15 trilhões foram drenados dos preços das ações ao longo de sete anos. O setor financeiro é de longe o de pior desempenho nos índices de ações desde o fim da última fase de alta do mercado, caindo mais de 30% desde outubro de 2007, em comparação aos ganhos de 75% ou mais dos setores de consumo, tecnologia e cuidados com a saúde.

O otimismo com os bancos acende expectativas de que os juros mais altos aumentem a lucratividade de suas operações de empréstimos. Previsões apontam para um aumento de 8,1%, no ano que vem, dos retornos das ações de instituições financeiras que fazem parte S&P 500, superando a taxa do índice como um todo.

John Stumpf, executivo-chefe do Wells Fargo, o maior banco hipotecário dos EUA, diz que a decisão do Fed fornece ao público mais evidências de que a economia americana está se afastando da crise financeira. A reação do mercado na quarta-feira “foi um rali de confiança”, disse. “Acho que a iniciativa é mais importante que a taxa definida. E ela quer dizer: ‘Sim, as coisas estão melhores do que estavam quando implementamos essa incomum política acomodatícia’.”

Devi Aurora, analista de crédito da S&P, diz que embora muitos bancos estejam bem posicionados para se beneficiar dos juros mais altos, o início de um ciclo de aperto sinaliza novos desafios para o setor.

“Isso vai representar novos, mas não totalmente indesejados, desafios para as administrações dos bancos em relação a financiamentos e capital, e o ritmo da mudança de preços dos depósitos vai se tornar um fator muito importante a ser monitorado”, escreveu Aurora em relatório. “Esperamos algumas mudanças e possíveis repercussões para a capacidade de financiamento dos bancos, os balanços e o capital.”

Após passarem os anos desde 2007 cortando custos e reparando seus balanços, os bancos e corretoras passaram a ser os maiores contribuintes para os lucros das empresas do S&P 500. Eles ganharam um total combinado de US$ 172 bilhões nos primeiros nove meses do ano, mais do que qualquer outro setor no período.

“As ações financeiras estão muito promissoras”, diz Mark Spellman, gestor de fundos que ajuda a supervisionar US$ 4,2 bilhões na Alpine Funds de Purchase, Nova York.

Valor Econômico – 18/12/2015

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BC do Japão anuncia novas medidas de flexibilização quantitativa

TÓQUIO  –  O Banco do Japão (BoJ) anunciou medidas suplementares para seu programa de flexibilização quantitativa nesta sexta-feira, comprometendo-se a aumentar a sua exposição a títulos de dívida pública de longo prazo e fundos de ações domésticas.

O banco central disse que vai alongar a maturidade média remanescente dos títulos do governo japonês que compra para sete a 12 anos, do prazo atual de sete a 10 anos. O BoJ disse que iria manter a sua meta global de compras de ativos anuais em torno de 80 trilhões de ienes (US$ 650 bilhões).

O BoJ também disse que vai comprar outros 300 bilhões de ienes de fundos de ações negociados em bolsa (EFTs), além dos 3 trilhões em ETFs que tem comprado anualmente desde o fim de 2014. As compras adicionais de ETFs têm como alvo os fundos constituídos por ações de empresas que estão “fazendo de forma proativa investimento em capital físico e humano”.

As ações surpresa refletem um renovado sentido de urgência no banco central. O presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, tem sustendo que as políticas do BC estão tendo o efeito desejado, e que a inflação subjacente permanece em uma trajetória ascendente.

Ainda assim, ele reiterou recentemente o seu compromisso de fazer tudo o que for necessário para atingir meta de inflação do BoJ de 2% o “mais cedo possível”. A inação do banco central durante as reuniões de política monetária recentes tinham levantado dúvidas entre alguns economistas sobre o compromisso de Kuroda com esse voto.

(Dow Jones Newswires)/ Valor Econômico – 18/12/2015

Redação On dezembro - 18 - 2015
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