Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Tera-feira, 21 de Novembro de 2017






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Por que o país precisa de uma indústria forte de máquinas-ferramenta
Alfredo Ferrari

Há quase um século, o Brasil se projeta no mercado internacional como um tradicional produtor de bens de capital incluindo máquinas-ferramenta. Portanto, o país é detentor de uma vasta experiência na criação e produção de máquinas e equipamentos de alta qualidade e desempenho, competindo com os mais exigentes mercados internacionais.

Isso é um fato. De outro lado, sabemos que a economia de um país não pode depender, somente, da produção e exportação de seus produtos primários. A sua riqueza está, além da exploração e comercialização de suas abundantes commodities, na produção de bens duráveis que agregam valor, por meio da aplicação de tecnologia e inovações.

Assim, chamamos a atenção para o fato de a indústria de máquinas-ferramenta brasileira estar capacitada para atender a quase totalidade das necessidades de produção no país, com elevado conteúdo tecnológico.

Por outro lado, essa indústria, também, conta com o fornecimento de máquinas-ferramenta importadas, quer seja para atender picos de demanda ou para suprir equipamentos com características não produzidas no país. Neste último caso, existem os “ex-tarifários”, que desoneram as suas importações. A importação de máquinas-ferramenta deve ser entendida como um canal aberto, porém dentro de um ambiente econômico sadio, tendo como base um câmbio justo e em condições comerciais isonômicas como aquelas aplicadas nos países dos seus concorrentes internacionais.

A demanda futura por máquinas-ferramenta da média e alta tecnologia no país será enorme, uma vez que o seu parque de máquinas instalado conta com uma idade média de aproximadamente 17 anos contra 5 a 8 anos nos países altamente industrializados. Isto significa que os investimentos das indústrias de manufatura no país serão muito intensos no decorrer dos próximos anos.

Para tal, o governo federal deve persistir no estímulo à modernização do parque de máquinas no país, incentivando a sua indústria de bens de capital, por meio de financiamentos, como a linha FINAME PSI do BNDES, e da implantação de novos projetos, como o Modermaq, idealizado pela ABIMAQ, para a substituição de máquinas-ferramenta sucateadas por novas de moderna tecnologia e de alto rendimento. Com isso, obter-se-ão maiores ganhos de produtividade, de qualidade e de rentabilidade, com crescimento das exportações.

É inadmissível imaginar-se um país de dimensões continentais gigantescas e uma população com mais de 200 milhões de habitantes, como o Brasil, sem uma indústria pujante de bens de capital e, em particular, de máquinas-ferramenta. É uma questão de segurança nacional para um país ter a sua própria indústria de máquinas-ferramenta, a fim de garantir a manufatura de bens duráveis para o seu consumo e para as suas exportações.

*Alfredo Ferrari é engenheiro mecânico e vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura (CSMF).

Fonte: Jornal Dia Dia

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Promessa de demanda por máquinas para construção é adiada para 2017

O encontro dos fabricantes de máquinas para construção com a demanda foi adiado mais uma vez. Se, no meio do ano, a expectativa do empresariado era de que os investimentos fossem retomados em 2016 e, com isso, que se iniciasse uma recuperação do mercado de bens de capital mecânicos, agora ninguém fala em recuperação no próximo ano.

A turbulência e a imprevisibilidade no ambiente político, na avaliação dos empresários, fizeram com que este ano fosse perdido. No início, 2015 era a promessa de ajuste fiscal e de um governo com políticas voltadas para a indústria. Fabricantes nacionais e importadoras de máquinas, agora, só veem chance de recuperação a partir de 2017. O otimismo fica para os poucos que contam com matriz fora do país para dar suporte financeiro, ou que conseguem olhar para o mercado local no longo prazo.

A fabricante de máquinas para construção BMC-Hyundai prevê queda de 20% no faturamento neste ano fechado. A redução é efeito principalmente de um pedido do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), feito no ano passado, que levou o faturamento a crescer 20% em relação a 2013. Retirando esse efeito, a companhia teria reduzido em cerca de 6% o faturamento em 2014 – e a previsão para 2015 seria de estabilidade.

De acordo com o presidente da companhia, Felipe Cavalieri, esses números já refletem uma lição de casa que a empresa fez, de enxugamento, para passar pela tormenta. O trabalho teve início em 2013. “O problema são os fatores daqui para frente, talvez seja necessário fazer um ajuste um pouco melhor.”

A avaliação é de que a instabilidade está ligada mais ao fator emocional que movimenta a economia – a confiança. “Não adianta ter ministro, PIL (Programa de Investimento em Logística), se não houver compromisso do país e do empresariado de investir.”

No atual cenário, diz, é praticamente impossível fazer planejamento. O que tem dado algum alívio para a operação da fabricante no Brasil é o câmbio, que justifica a produção nacional de máquinas.

A chinesa LiuGong diz que tem acompanhado o movimento do mercado de máquinas para construção, que neste ano caiu 54%. A previsão para 2016 é de manutenção do tamanho do mercado. “As mudanças políticas, se acontecerem, devem surtir efeito para frentes”, afirmou o presidente da empresa, Bruno Barsanti.

O sentimento, porém, não é só de pessimismo. Ao reportar o cenário para a matriz na China, Barsanti diz que há vislumbre de recuperação em 2017. O olhar para o Brasil é de longo prazo e o país é visto como estratégico para atender a América Latina. A empresa inaugurou neste ano fábrica em Mogi-Guaçu (SP) que deve atingir capacidade de produção de 1,5 mil máquinas ao ano até 2018.

Valor Econômico – 18/12/2015

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Toyota investe R$ 30 milhões para montar Corolla também em Sorocaba

A Toyota vai investir R$ 30 milhões para também poder montar o Corolla na fábrica de Sorocaba, no interior de São Paulo. O objetivo é desafogar a unidade que produz o sedã em Indaiatuba, que, em razão da forte demanda pelo modelo, vem operando com jornadas extras de trabalho.

A adaptação do parque industrial de Sorocaba – onde é fabricado o Etios, modelo de entrada da montadora japonesa – vai levar cerca de um ano. A ideia é que até dezembro de 2016 a produção do Corolla possa ser compartilhada pelas duas fábricas da Toyota no interior de São Paulo.

Pelo projeto, a carroceria do sedã, armada em Indaiatuba, será transportada por uma distância de 63 quilômetros para pintura e montagem final nas linhas de Sorocaba. Com isso, em épocas de demanda aquecida, a Toyota poderá acionar a fábrica do Etios, inaugurada há três anos, para complementar a produção do Corolla.

Mesmo com a crise enfrentada pela indústria automobilística nacional, as vendas do Corolla crescem 9,4% neste ano, o que levou a unidade de Indaiatuba a operar com duas horas extras diárias – uma a mais em cada um dos dois turnos de trabalho. O parque também tem funcionado em sábados alternados para produzir mais do que a capacidade instalada de 76 mil automóveis por ano.

De janeiro a novembro, as vendas do Corolla somaram 60,9 mil unidades, garantindo, com folga, a liderança entre os sedãs médios, com 35,7% do total do segmento. A empresa informa que outros 14 mil carros foram exportados para a Argentina até outubro.

Com modelos posicionados em faixas menos expostas a restrições de renda e crédito ou em segmentos resistentes à crise, tanto a fábrica do Corolla em Indaiatuba como a da Honda em Sumaré (SP) – que produz, entre outros, o utilitário esportivo HR-V – vêm lançando mão de jornadas suplementares de produção, enquanto as demais montadoras estão demitindo e parando linhas.

Nas duas fabricantes, o recesso deste fim de ano também será mais curto do que a paralisação programada pela maioria dos concorrentes: duas semanas contra períodos que, nas demais fábricas, variam de três a seis semanas.

Mesmo assim, a Honda decidiu adiar o início das operações de sua segunda fábrica de automóveis, construída em Itirapina, também no interior paulista, por não acreditar que a produção continuará em alta no ano que vem.

Se com o Corolla a Toyota consegue driblar a recessão doméstica, o mesmo não se repete com o Etios, cujas vendas, na soma das versões hatch e sedã, caem 6,5% em 2015. Apesar disso, são mantidos os investimentos de R$ 100 milhões, anunciados em janeiro, para ampliar de 74 mil para 108 mil carros por ano a capacidade de produção em Sorocaba. A expectativa é que essa expansão seja concluída no primeiro semestre de 2016.

Na sétima colocação entre as maiores marcas do país, a Toyota tem queda de 8,1% nas vendas deste ano, incluindo na conta os modelos importados da Argentina: a picape Hilux e o utilitário esportivo SW4. Mas como perde menos vendas do que a concorrência, sua participação de mercado avançou, em um ano, de 5,8% para 7,1%.

Valor Econômico – 18/12/2015

 

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Nova retração na indústria

A indústria brasileira apresentou retração nas atividades no mês de novembro. A pesquisa Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que o índice de evolução da produção ficou em 40,9 pontos no mês passado ante 44,6 pontos registrados em outubro. Os indicadores da pesquisa variam no intervalo de 0 a 100, com valores abaixo de 50 indicando evolução negativa.

Com relação ao emprego, o índice que trata do número de empregados ficou em 42 pontos em novembro, contra 42,2 no mês anterior. De acordo com o levantamento, a utilização da capacidade instalada ficou estável em 66% pelo quinto mês consecutivo. A CNI ressalta que o porcentual está 7 pontos abaixo do registrado no mesmo mês de 2014.

Expectativas

O pessimismo em dezembro com relação a demanda, compras de matérias-primas e número de empregados foi predominante e é maior que o observado no mesmo mês de anos anteriores.

O índice que trata da demanda ficou em 41,8 pontos em dezembro, bem abaixo dos 43,5 registrados em novembro. A expectativa para compras de matérias-primas caiu de 41,4 no mês passado para 40,5 neste mês. Já o índice de expectativa para o número de empregados nos próximos seis meses caiu de 40,5 para 40,3, o que indica retração.

O índice de intenção de investir aumentou 1,6 ponto, chegando a 42,4 pontos, mas permanece baixo, 10 pontos inferior ao registrado há um ano.

Correio Braziliense – 18/12/2015

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Desemprego dá uma trégua e recua para 7,5% em novembro

Um freio nas dispensas na indústria e construção civil e a contratação de trabalhadores temporários pelo comércio trouxeram um alívio à taxa de desemprego de novembro, que baixou para 7,5%, depois de ter chegado a 7,9% no mês anterior. Mas na comparação com novembro de 2014 o desemprego deu um salto — era 4,8% — e, como nos meses anteriores, houve queda significativa no número de trabalhadores com carteira assinada (-540 mil). Alem disso, nesses doze meses, mais 642 mil pessoas entraram no grupo dos desempregados só nas seis maiores regiões metropolitanas do país, mostra a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE.

— Tendo em vista que estávamos piorando num ritmo muito rápido desde fevereiro, não piorar mais é positivo. Mas não diria que isso é tendência de reversão da trajetória de alta do desemprego, porque não há nenhum sinal apontando para uma melhora do mercado. A taxa de novembro contou com o componente sazonal dos empregos temporários. Foi um efeito pequeno e não reverte o dado com força — analisa o professor do Instituto de Economia da UFRJ João Saboia.

Na passagem entre outubro e novembro, houve queda no desemprego entre jovens. A taxa recuou de 19,5% em outubro para 18% em novembro.

— Ocorreu redução da taxa de desemprego no grupo de 18 a 24 anos acompanhada por uma expansão da ocupação nesse mesmo grupamento. Ela não é muito elevada, são 27 mil pessoas a mais na passagem de mês. É justamente porque esse grupo tem o perfil que se enquadra um pouco mais nesse trabalho temporário, cujas vagas surgem nesse período — explica Adriana Araújo Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O rendimento médio real (descontada a inflação) ficou em R$ 2.177,20, perda de 1,3% em relação a outubro e de 8,8% na comparação com novembro do ano passado.
A massa de rendimentos — montante pago a todos empregados — foi estimada em R$ 49,7 bilhões em novembro, queda de 0,9% sobre outubro e 12,2% menos do que no mesmo mês de 2014.

ENTRAVE AO CRESCIMENTO
Para Saboia a queda na massa salarial é o que mais preocupa, porque foi muito intensa:

— Cair 12% em 12 meses é muita coisa. Explica o porquê de a economia crescer pouco. Pois é essa massa que realimenta a economia, que possibilita que sejam feitas compras de Natal e de fim de ano. Não tem como ter crescimento econômico com uma queda dessas.

Para o pesquisador em Economia do Trabalho do Centro de Pesquisa Econômica Aplicada do Ibre/FGV, Tiago Cabral Barreira, a tendência é que o quadro se agrave em 2016, puxado pelo setor de serviços. Em outubro, o volume de serviços do país caiu 5,8% sobre igual mês de 2014.

— Depois de vários meses de crescimento, o setor de serviços começou a dar sinais de queda. É um setor que demorou bastante para ser afetado pela crise e ainda vai demitir bastante. Isso vai agravar o quadro como um todo — avalia Barreira.

Ainda sob efeito das vagas temporárias, ele prevê que o desemprego caia mais em dezembro, para 7,1,% e 7,4%, e feche o ano com taxa média de 6,9%. Em 2016, Barreira acredita que o desemprego subirá mais e que a média do ano chegue a 9,6%.

O Globo – 18/12/2015

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Trabalhador fica mais pobre

O rendimento médio real do trabalhador registrou um tombo em novembro de 8,8% frente ao mesmo período do ano passado. O valor ficou em R$ 2.177,20. Foi a maior queda anual desde 2003. Na comparação com outubro, caiu 1,3%. O dado foi divulgado ontem na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda de salários está disseminada. Nos sete ramos de atividade pesquisados, houve perda, com destaque para indústria (-12,5%), serviços prestados às empresas (-12,1%) e construção (-11,9%). O rendimento também ficou menor nas seis regiões metropolitanas do levantamento. O Rio de Janeiro liderou com perda de 10%, seguido por São Paulo, – 9,5%; Recife, -7,8%; Salvador, -8%; Belo Horizonte, -7,7%; e Porto Alegre, -6,3%.

As perdas salariais estão diretamente relacionadas com a taxa de desemprego, que em novembro atingiu 7,5% — o mais alto para o mês em sete anos, quando em 2008 atingiu 7,6%. No ano passado, esse índice era de 4,8%. Isso porque, com dificuldades financeiras, muitos trabalhadores resolveram voltar a procurar trabalho ou saíram em busca do primeiro emprego. No mês passado, 1,8 milhão de pessoas estavam a procura de uma vaga, um crescimento de 53,8% em relação a 2014. “Mais de meio milhão de pessoas entraram na condição de desocupadas na comparação com o ano passado”, explicou Adriana Beringuy, técnica da PME.

Em relação a outubro, quando a taxa de desemprego atingiu 7,9%, ocorreu uma interrupção da trajetória de alta. “Houve de fato uma inflexão na comparação mensal, mas foi pequena. Geralmente as taxas tendem a ser mais baixas nesta época, isso já foi verificado em outros anos”, garantiu.

O número de pessoas ocupadas ficou estável em 22,5 milhões na relação com outubro, mas 3,7% inferior ao total de novembro do ano passado. O setor privado manteve os mesmos 11,3 milhões com carteira assinada nos dois últimos meses, mas o número de postos recuou 4,6% ante novembro de 2014.

A recepcionista Kelly Moraes Santana, 24 anos, é um exemplo dos efeitos perversos da crise econômica e do consequente aumento do desemprego e queda de rendimentos.

Ela está há quatro meses procurando uma colocação. No antigo posto recebia um salário de R$ 1,2 mil. “Agora não consigo encontrar um lugar que pague mais que R$ 1 mil”, contou. Os irmãos dela, de 18 e 27 anos, também estão na batalha por uma vaga com carteira assinada. “A sorte é que meu pai trabalha no mesmo lugar há mais de 20 anos, mas está duro para ele manter a família”, afirmou.

A dificuldade do pai de Kelly pode ser comprovada na pesquisa do IBGE, quando se analisa a massa real de salários: o recuo foi de 2,3%, após a queda de 2,2% em outubro. Mas, na comparação com o mesmo período do ano passado, a contração chegou a 12,2%. O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves, observa que o resultado é devido a dois fatores: “a queda na massa salarial é explicada pelo baque de 8,8% do rendimento médio habitualmente recebido, associado à redução da população ocupada de 3,7% no mesmo período”, disse.

Na análise de Gonçalves, o cenário indica piora no mercado de trabalho. “A massa de rendimentos segue na contração. Além disso, a desocupação deve atingir logo 8%. Não é improvável chegar a algum valor perto dos dois dígitos já no ano que vem”, previu.

Correio Braziliense – 18/12/2015

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Dilma vai assinar MP para destravar economia e evitar demissões
Com a assinatura do acordo, empresas investigadas pela Operação Lava Jato que colaborarem com a Polícia Federal e o Ministério Público poderão voltar a contratar com o poder público.
A proposta dos acordos de leniência faz parte do documento “Compromisso pelo Desenvolvimento”, entregue no início da semana à presidenta Dilma Rousseff por trabalhadores e empresários.

Um dos focos do documento é que a investigação da Operação Lava Jato possa prosseguir sem paralisar as atividades das empresas referenciais para a economia brasileira, como a Petrobras.

São pelo menos 29 empresas nessa situação, o que tem gerado demissões em massa. No início da semana o estaleiro Eisa, na ilha do Governador (RJ), demitiu 3 mil trabalhadores sem perspectivas de pagamento dos direitos.

Para Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a assinatura da medida será um marco para a afirmação de uma agenda positiva para o Brasil.
“E a seletividade da Lava Jato tem contribuído para essa tentativa de sangrar a presidenta e ferir a democracia e o legado de conquistas no plano econômico e social que conseguimos até então”, ressaltou Adilson.

João Carlos Gonçalves, o Juruna, dirigente da Força Sindical, disse que a investigação precisa continuar mas sem prejudicar a tecnologia e nem os empregos que a empresa gera.
O presidente da Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, entidade que assina o documento “Compromisso pelo Desenvolvimento”, afirmou, em recente entrevista ao Portal Vermelho, que a adoção do acordo de leniência é a proposta mais importante a ser colocada em prática.

Fonte:  Infomet

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Negociar aumento de salário na crise é permitido

No começo de 2013, a empresa onde Raphael Engel trabalhava como analista de sistemas fez um corte grande de pessoal. Dos 280 funcionários, ficaram apenas 100. No meio do ano, mais uma demissão, desta vez cerca de 15 colaboradores foram dispensados. Ainda assim, no início de 2014, Engel conseguiu um aumento de 8,5% em seu salário, além do dissídio.

A estratégia dele para pedir uma remuneração maior em meio à crise, apenas seis meses após o corte, foi a sua produtividade. “Quando você leva números para o gestor fica muito mais fácil negociar”, diz, já complementando. “Contra o fato não há argumentos.”

Antes da conversa com o chefe, Engel fez a lição de casa. Ao analisar as horas dedicadas pelos funcionários a cada projeto, viu que sua produtividade estava acima da média. Se um projeto era vendido para o cliente com necessidade de 100 horas de trabalho, por exemplo, ele normalmente conseguia entregá-lo em 75 horas, graças à sua experiência e ao grande conhecimento que tinha naquele ambiente de desenvolvimento.

A entrega que cada profissional garante à empresa, levando em conta a qualidade do trabalho prestado, a sua produtividade e o impacto nos negócios da companhia, é fator determinante para negociar salário em tempos de economia difícil. “Quem está superando as expectativas é sempre passível de pedir aumento”, diz João Xavier, diretor geral da Ricardo Xavier Recursos Humanos.

Também são razões para negociar salário acordos feitos em períodos anteriores, entre chefe e funcionário, e que previam revisão da remuneração alguns meses depois e defasagem salarial em relação ao mercado.

Claro que, se a empresa acabou de demitir um grande número de colaboradores ou apresentou um balanço negativo, é bom esperar alguns meses antes de chamar o gestor para uma negociação salarial, como fez Engel. Mas a conversa não deve ser evitada para sempre só porque o país está em crise. “Falar de aumento de salário com o chefe deve ser algo frequente na vida de qualquer profissional”, afirma Xavier, que recomenda tocar no assunto uma vez ao ano. “A empresa pode não estar financeiramente bem neste momento e não dar o aumento, mas é uma forma de o gestor saber da sua expectativa e, em um momento melhor, ele poderá dar a devida recompensa.”

Por isso mesmo, a conversa precisa ser amigável e não em tom de ultimato. Para Eliana Dutra, CEO da Pro-Fit Coaching, o profissional pode pedir um aumento, mas jamais exigi-lo. “É tudo uma questão de forma de se expressar”, diz Eliana, que recomenda começar a conversa apresentando a situação, evidenciado as observações feitas e as expectativas do profissional. “Ameaça não funciona, nem quando se tem outro emprego na manga”, diz.

A forma de abordar o gestor vai depender do estilo de trabalho dele, mas nunca deve ser por e-mail, e telefone só é aceito caso a distância não permita um encontro pessoalmente. Em um ambiente muito formal, em que o acesso ao chefe se dá apenas por sua secretária, o ideal é agendar um horário. Nesse caso, vale dizer à assistente que o assunto do encontro será o desenvolvimento da sua carreira. Em uma empresa mais informal, muitas vezes basta se aproximar e começar a conversa, desde que haja privacidade. “É preciso quebrar o tabu de que não se pode falar de aumento salarial”, diz Xavier.

Outra recomendação é chegar para a negociação com um valor em mente. Xavier apenas alerta que pedidos exorbitantes, a partir de 50%, geralmente não funcionam. E, vale ressaltar, questões pessoais não devem entrar como argumento.

De forma geral, salários e pacotes de benefícios devem permanecer estáveis em 2016, se comparados a 2015, segundo a consultoria de recrutamento executivo Robert Half. “A pesquisa que fizemos recentemente, para a elaboração do Guia Salarial, nos mostrou que as empresas vão continuar se adequando ao cenário de menor crescimento, porém sempre focadas na busca pela eficiência”, afirma Daniela Ribeiro, gerente sênior da Robert Half.

Ainda assim, um levantamento feito pela consultoria mostrou que 72% dos gestores de recursos humanos estariam dispostos a negociar salários com candidatos acima da média. Nessa classificação, de acordo com Daniela, se encaixam profissionais com perfil inovador, capazes de conseguir resultados positivos em situações adversas e com habilidade para o trabalho em equipe. Além, é claro, de somar a tudo isso as competências técnicas pertinentes à área. “A fluência em inglês também tem sido cada vez mais demandada”, ressalta.

Valor Econômico – 18/12/2015

Redação On dezembro - 18 - 2015
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