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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017






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Entrada de dólares no Brasil supera a saída em US$ 10,172 bilhões

A entrada de dólares no Brasil superou a saída em US$ 10,172 bilhões em 2015 até o dia 11 de dezembro, de acordo com dados do Banco Central divulgados ontem. No mesmo período de 2014, o fluxo cambial estava em US$ 2,103 bilhões.

No acumulado de 2015, houve saídas líquidas de US$ 10,700 bilhões da área financeira. No comércio exterior, o saldo ficou positivo em US$ 20,872 bilhões no período em questão, com importações de US$ 149,206 bilhões e exportações de US$ 170,078 bilhões, segundo a pesquisa.

DCI – 17/12/2015

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Começa alta de juro nos EUA

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, aumentou em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros, o que terá impacto em todo o mundo, sobretudo nos países emergentes dependentes de fluxos de capitais, como o Brasil. A taxa, que vinha variando entre zero e 0,25% ao ano, passará a oscilar entre 0,25% e 0,50% ao ano. Foi a primeira alta dos juros na maior economia do planeta em mais de nove anos, e novos ajustes devem ser feitos gradualmente ao longo de 2016.

Para o Brasil, o aumento dos juros no EUA ocorre em momento complicado. Há uma desconfiança generalizada em relação ao país, que ontem foi rebaixado pela agência Fitch. Como duas das três maiores agências de classificação de risco retiraram o selo de bom pagador do país — a outra foi a Standard & Poor’s (S&P), em setembro —, há uma forte ameaça de fuga de capitais da economia brasileira.

A preocupação é que, com a melhor remuneração criada após o aumento dos juros, os títulos norte-americanos atrairão recursos aplicados nos países emergentes, de maior risco, o que provocará elevação das cotações do dólar. Desde 2013, a cotação da divisa no Brasil quase dobrou, passando de pouco mais de R$ 2 para quase R$ 4, pressionando a inflação.

Para muitos analistas, no entanto, se o Fed mantiver a estratégia de alta gradual, os impactos poderão ser reduzidos, afetando mais o mercado de câmbio do que ativos como ações e títulos. O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, destacou que a questão-chave será a intensidade do ajuste. Se ele não for tão acentuado, o efeito poderá ser absorvido mais facilmente. Nos EUA, a expectativa dos economistas é de que a taxa chegará a 1,375% ao ano no fim de 2016, um patamar visto como moderado.

Cautela
A alta de juros vem sendo esperada desde 2013. Mas o Fed só tomou a decisão depois de se certificar de que a recuperação da economia dos EUA realmente é consistente. A presidente da instituição, Janet Yellen, disse que a elevação “marca o fim de um período extraordinário de sete anos no qual os juros foram mantidos perto de zero para apoiar a recuperação da economia da pior crise financeira e da pior recessão desde a Grande Depressão”. O BC dos EUA havia cortado os juros para perto de zero na crise de 2008 e, desde então, não havia mudado a política monetária.

A decisão unânime do Fed. foi precedida por uma série de indicadores econômicos positivos, como a criação de 211 mil postos de trabalho em novembro e a manutenção da taxa de desemprego em 5%, próxima da média histórica de 4,5% anterior à crise.

Yellen ponderou que “alguma fraqueza no mercado de trabalho ainda permanece” e que, por isso, as altas futuras dependerão de como economia irá se comportar. A visão geral é que as “condições da atividade dos EUA continuarão melhorando”. O Fed prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA crescerá 2,1% neste ano e 2,4% em 2016.

“É o fim de um período extraordinário de sete anos no qual os juros foram mantidos perto de zero para apoiar a recuperação da economia da pior crise financeira desde a Grande Depressão”
Janet Yellen, presidente do Fed

Correio Braziliense – 17/12/2015

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EUA pedem que países da OMC deixem de ser “reféns” da Rodada de Doha

“O desenvolvimento é muito importante. Todos nós, e especialmente os países em desenvolvimento, consideramos inaceitável que os assuntos críticos de Doha tenham sido feitos de reféns por uma arquitetura que demonstra incapacidade para produzir resultados adequados”, enfatizou.

Para Froman, “deixar Doha para trás não significa deixar inacabado este negócio, mas pôr sobre a mesa novas formas de responder”.

“Precisamos nos livrar das estruturas do marco de Doha para permitir dar novos enfoques e mais criativos a estes problemas” para “revitalizar a OMC e o sistema multilateral de comércio”.

O americano encorajou os 163 países-membros da instituição -que durante a jornada de hoje aumentará para 164 com a entrada do Afeganistão- que “comecem a trabalhar juntos em Nairóbi”.

“Sabemos que o comércio pode ser uma resposta ao desenvolvimento, que pode substituir o círculo vicioso da estagnação econômica, pobreza e a falta de saúde com crescimento, aumento de salários e sociedades mais sãs”, disse.

Para ajudar as economias pobres e desbloquear o marco de Doha, que permanece estagnado em grande medida pelas posturas enfrentadas de países desenvolvidos e subdesenvolvidos pela manutenção de medidas protecionistas, será necessário um debate “honesto”, advertiu.

“Que lembremos de Nairóbi como o lugar onde começamos um novo capítulo da OMC que reflita as realidades econômicas do mundo atual”, disse.

Só assim, o comércio global poderá impulsionar o desenvolvimento e a prosperidade “neste século”, concluiu.

Uol – 17/12/2015

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Índia pode levar conferência a impasse

O Brasil defendeu na plenária da reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) que a opção para evitar um fiasco em Nairóbi é um acordo proibindo subsídios na exportação de produtos agrícolas, que ocorreria 57 anos depois do que foi feito no caso de produtos industriais, e o disciplinamento de programas de garantia de crédito à exportação.

Para o Brasil, o sistema multilateral tem sido vital para monitorar as relações comerciais e resolver problemas, e através dos compromissos assumidos na OMC os países conseguiram navegar nas águas turvas da crise iniciada em 2008, evitando o risco de protecionismo e de guerra de tarifas.

Mas para o país é preciso admitir que o pilar negociador da OMC passa um momento crítico. Após 14 anos de negociações da Rodada Doha, não há consenso nem sobre como concluí-la. “A Rodada Doha tem sido uma coleção de promessas não cumpridas para países em desenvolvimento”, reclamou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. “Permanece uma assimetria indefensável em disciplinas e acesso a mercado entre produtos agrícolas e industriais.”

A exemplo do que fez a China, o representante brasileiro destacou que novos mega-acordos regionais levantam questões sobre “nosso compromisso coletivo com a OMC como fórum negociador”.

Vieira observou que há dois anos, na Indonésia, foi alcançado o Acordo de Facilitação de Comércio, sem que em seguida tenha sido cumprido o compromisso de se concluir a negociação de temas centrais da Rodada Doha, como disciplinas para reduzir subsídios à produção agrícola e corte de tarifas. Na visão brasileira, como isso não vai ser resolvido em Nairóbi, a OMC tem duas opções.

A primeira é partir de Nairóbi com um acordo com data para eliminar os subsídios à exportação de produtos agrícolas e medidas equivalentes (como controle da garantia de crédito a exportação), além de um pacote significativo de resultados em favor dos 48 países mais pobres. “Os subsídios à exportação agrícola são amplamente reconhecidos como a mais perniciosa forma de distorções no comércio agrícola, e sua proibição é uma aspiração longamente esperada por agricultores de países em desenvolvimento”, afirmou.

Para Mauro Vieira, nesse caso a conferência de Nairóbi será um sucesso, ajudará na recuperação da credibilidade da OMC e permitirá continuar discutindo as questões pendentes na área agrícola mais tarde. A segunda opção, notou o ministro brasileiro, é não conseguir nem esse resultado modesto “e tentar encobrir o fiasco com resultados cosméticos”.

Austrália, México, Alemanha, Uruguai, Paraguai e alguns outros países se manifestaram na mesma linha. Na verdade, estabelecer a proibição de subsídios à exportação tem seu valor, para evitar no futuro esse tipo de ação, mas não terá impacto no comércio internacional no momento. Poucos países dão esse tipo de subsídios.

Ontem à noite, a Índia voltou a endurecer, exigindo mecanismo de salvaguarda para elevar tarifas. Se o país levar essa posição até o fim implodirá de vez as tentativas de acordo.

Valor Econômico – 17/12/2015

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Yellen oficializa a tese de que Fed vai subir juros ‘com paciência’

Alguns pontos surpreenderam na mais que esperada alta de 25 pontos base da meta de juros nos Estados Unidos, faixa que agora é de 0,25% a 0,50% ao ano. O principal deles foi o fato de o Federal Reserve (Fed) ter oficializado o passo “gradual” na normalização da política monetária, depois de sete anos de juros próximos a zero, algo que só aconteceu na Grande Depressão e na Segunda Guerra Mundial.

Embora a paciência em fazer o aperto tenha sido diversas vezes destacada pela presidente Janet Yellen e outros membros do banco central americano, havia quem duvidasse de que este seria o novo “guidance” descrito no comunicado da decisão.

Maior receio, do ponto de vista da comunicação, era que o Fed usasse a expressão “aumentos medidos” dos juros, como foi no ciclo de alta entre 2004 e 2006, quando os juros subiram de 1% para 5,25%, o que sinalizaria uma atuação mais agressiva no aperto monetário. Não foi o que se viu.

Segundo o Fed, “o comitê espera que, com ajustes graduais na instância da política monetária, a atividade econômica continuará a se expandir a um passo moderado”. Por outro lado, o mais importante, a política monetária permanece essencialmente dependente dos dados, o que definirá o “timing” e a extensão do ciclo de aperto. Em outras palavras, se a economia reagir ou perder pulso, a velocidade do ajuste será adaptada.

Quase não houve mudanças em relação às projeções divulgadas em setembro. Isso foi uma surpresa para boa parte dos observadores da política monetária e agentes do mercado. O Fed continua esperando uma mediana de taxa de 1,375% no ano que vem, o que significa quatro altas de 25 pontos base na taxa básica dos Estados Unidos. Esse cenário ainda é muito mais “hawkish” (a favor do aperto) do que o mercado espera, algo como duas altas apenas.

Gabriela Santos, estrategista global do J.P. Morgan Asset Management, afirma que no começo do ano que vem o Fed precisará mudar um pouco sua comunicação, tornando-a mais “hawkish”, para alinhar as expectativas do mercado com suas projeções. “O comitê continua tentando enfatizar que toda a jornada [de alta de juros] será extremamente devagar nos próximos anos. Essa é a mensagem que eles querem passar agora, eles não querem causar volatilidade. Mas eles vão ter que mudar [a comunicação] já no começo do ano, porque vão precisar subir mais rápido do que o mercado espera”, disse a Gabriela.

Essa mudança na comunicação, na opinião da estrategista, pode causar certa volatilidade nos ativos de países emergentes, mas ela não espera uma turbulência generalizada nesses mercados já que o ritmo do aperto continuaria sendo bem lento. “Não estamos falando de um ritmo super rápido nem de um patamar super alto”, disse Gabriela.

A decisão foi unânime. Isso quer dizer que há uma boa dose de convicção do banco central americano na continuidade da recuperação da economia, a despeito dos já conhecidos riscos, como a queda dos preços de energia e a força do dólar, que mantêm a inflação muito aquém da meta, ou desenvolvimentos no exterior, que poderiam ameaçar a estabilidade da economia americana.

Em linhas gerais, o Fed cumpriu o script desenhado nos últimos meses sem causar grande volatilidade, o que é muito positivo para os mercados daqui para frente. Yellen, em sua conferência de imprensa, também mostrou serenidade: “a importância da elevação inicial dos juros não deve ser exagerada” e, como o nível neutro para a taxa dos fed funds está “extraordinariamente baixo”, provavelmente as taxas subirão lentamente, tudo o mais constante, claro.

A presidente do Fed também minimizou o longo ciclo de expansão da economia americana. Segundo levantamento do Rabobank, a expansão atual já dura 75 meses, enquanto a média após a Segunda Guerra Mundial tem sido de 58,3 meses. “Eu acho que é um mito que as expansões morrem de velhice, eu não acho que elas morram de velhice. Então, o fato de que esta tem sido uma longa expansão não me leva a acreditar que ela tem os dias contados”. A conferir.

Valor Econômico – 17/12/2015

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Expansão cai em dezembro apesar de cortes de preços

As empresas da zona do euro encerraram o ano com desaceleração do crescimento apesar de mais cortes de preços, o que sugere que a política monetária frouxa do Banco Central Europeu (BCE) ainda não está exercendo muito efeito, mostrou ontem a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

“Tenho certeza que todos gostariam de ter visto crescimento mais forte do que isso, e talvez seja uma indicação de que o quantitative easing não está tendo o efeito que se esperava. Mais precisa ser feito”, disse o economista-chefe do Markit, Chris Williamson. O PMI Composto preliminar do Markit para a zona do euro caiu para 54,0 ante 54,2 em novembro. Embora a expectativa em pesquisa da Reuters fosse de que ele se manteria no nível de novembro, o índice permanece acima da marca de 50 que separa crescimento de contração desde julho de 2013.

Williamson disse que o PMI indica crescimento econômico no quarto trimestre de 0,4%, em linha com pesquisa da Reuters publicada na semana passada.

Os preços subiram apenas 0,1% em novembro segundo dados oficiais, e o índice de preços composto ficou abaixo de 50 pelo terceiro mês, permanecendo em 49,5.

Apesar do corte de preços, o PMI do setor de serviços caiu a 53,9 ante 54,2 em novembro.

Já a indústria teve um final de ano melhor do que o esperado, com o PMI subindo à máxima de 20 meses a 53,1, contra expectativa de manutenção no patamar de novembro de 52,8.

DCI – 17/12/2015

Redação On dezembro - 17 - 2015
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