Sindicato Nacional da Indústria de
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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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BNDES dará moratória à indústria de máquinas, diz Abimaq

Brasília, 15 – O vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Cesar Prata, anunciou nesta terça-feira, 15, em entrevista no Palácio do Planalto, que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, comunicou que o governo vai fazer uma moratória nos financiamentos concedidos pelo BNDES para empresas de bens de capital. A medida tem por objetivo dar “um fôlego” para o setor.

“As tecnicalidades ainda estão sendo discutidas”, declarou Prata, ao informar que os empresários pediram um ano de carência entre a suspensão do pagamento e a sua volta. Ele informou que foi pedido que quando os empresários voltassem a pagar os financiamentos, eles deveriam ser feitos com base em juros mais realistas. Não disse, no entanto, que taxas seriam essas e se o prazo de um ano foi atendido pelo Planalto. O governo não deu declarações sobre o tema e os sindicalistas comemoraram a iniciativa, justificando que ela ajudaria a preservar os empregos. O ministro do Trabalho, Miguel Rossetto, que estava ao lado de Prata na entrevista, não contestou nenhum dos dados anunciados por ele.

O anúncio desta medida foi feito depois de uma reunião da presidente Dilma Rousseff, Rossetto, Jaques Wagner, da Casa Civil, e Nelson Barbosa, do Planejamento com quase 30 empresários e sindicalistas. Empresários e sindicalistas foram unânimes em reclamar da interferência da política na economia, lembrando que isso paralisou o País.

Ao justificar a necessidade de suspensão dos contratos em andamento no BNDES, Prata disse que a situação econômica se agravou no País no último ano, deixando as empresas completamente endividadas e sem condições de cumprir seus compromissos. “Já tivemos um 2015 muito complicado. Com isso poderíamos aliviar para 2016 porque esse tipo de medida ajudaria na retomada da economia”, comentou.

No encontro, segundo alguns dos presentes ouvidos pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, a presidente Dilma, além de defender a necessidade de finalizar a reforma fiscal e a CPMF, chegou a reconhecer que, por conta destes problemas políticos, “chegamos a um impasse”. E, se referindo ao desfecho que a abertura do seu processo de impeachment terá hoje, com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o rito de tramitação, “isso será resolvido de um jeito ou de outro”, deixando clara a pressa que tem comentado em resolver essa questão.

Leniência

Empresários e sindicalistas pediram ainda que o governo apresse a entrada em vigor de acordo de leniência, cujo texto já foi aprovado pelo Senado e está em apreciação na Câmara. Eles chegaram a pedir à presidente Dilma que ela assinasse uma Medida Provisória para a entrada em vigor de imediato dessa proposta de leniência. A ideia é que este acordo separaria a pessoa física da jurídica, para que as empresas não sofram com as ações da Polícia Federal e possam continuar operando, mas punindo apenas os responsáveis pelos erros e atos de corrupção. Assim, não ocorreriam tantas demissões. Eles lembraram que modelos semelhantes existem em outros países.

O ministro Miguel Rossetto negou que a presidente tenha concordado em assinar MP. Explicou que a disposição do governo é de trabalhar pela aceleração da votação do projeto no Congresso, de forma a que ele, sendo fruto de acordo na Câmara, seja imediatamente votado para ser sancionado por Dilma.

Na reunião, empresários e trabalhadores entregaram para a presidente Dilma um documento intitulado “Compromisso pelo desenvolvimento”, onde dizem que “não é possível assistir passivamente as projeções de um 2016 perdido”. Diante disso, apresentaram sete propostas pedindo fortalecimento do mercado interno, retomada do investimento publico e privado, criação de condições para aumento da produção e das exportações e que seja destravado o setor da construção.

Uma nova reunião entre empresários e sindicalistas foi marcada sexta-feira com a presidente Dilma, no Palácio do Planalto, para prosseguir discutindo os termos do acordo e as propostas apresentadas pelo grupo ao governo.

Fonte: Estado de Minas

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CSN avalia reduzir produção de aço em 2016

O grupo, que também atua em produção de cimento e minério de ferro, também citou problemas com disputas legais com o Ministério Público de Volta Redonda

Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) – A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está avaliando medidas para reduzir produção de aço no próximo ano diante de um mercado interno em retração e problemas gerados por medidas de proteção comercial nos Estados Unidos e aumento das exportações da China.

O grupo, que também atua em produção de cimento e minério de ferro, também citou problemas com disputas legais com o Ministério Público de Volta Redonda RJ), que indicam aumento de custos para a companhia.

A CSN informou nesta quarta-feira que está estudando antecipar para o início do próximo ano parada para manutenção do alto-forno 2 da usina em Volta Redonda, que representa 30 por cento da capacidade instalada total de produção de aço da companhia no Brasil, de cerca de 5 milhões de toneladas anuais.

Os estudos também incluem um eventual desligamento gradual do forno por tempo indeterminado. Atualmente, a CSN está utilizando 75 por cento de sua capacidade instalada de produção de aço, informou a empresa.

No terceiro trimestre, a usina da CSN em Volta Redonda, que possui dois alto-fornos, produziu cerca de 1 milhão de toneladas de aço, queda de 9 por cento sobre o segundo trimestre deste ano e de cerca de 17 por cento sobre o mesmo período do ano passado.

Os estudos da CSN acontecem enquanto a rival Usiminas prevê parar a produção de aço de usina em Cubatão (SP), citando o cenário de recessão e queda nos preços nos mercados internacionais. A decisão vai implicar na demissão de 4 mil funcionários da Usiminas.

As ações da CSN exibiam queda de 0,45 por cento às 12h21, enquanto o Ibovespa mostrava desvalorização de 0,99 por cento.

Fonte: Reuters

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Inda projeta queda de 25% na distribuição neste mês

Dezembro, provavelmente, será o pior desempenho do setor de distribuição de aço plano no país em muitos anos. As empresas que atuam nesse negócio, afiliadas do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), na última reunião do, segunda-feira, projetaram queda de 25% nas vendas do mês, na comparação com um ano atrás. O número previsto é de 203,8 mil toneladas. Há um ano, com o cenário da demanda doméstica já deteriorado, foram vendidas 270,8 mil toneladas.

Em relação a novembro, que alcançou 255 mil toneladas, a projeção de queda é de 20%.

Também para as compras da rede junto às usinas de aços do país, a previsão é de desaceleração similar em relação ao mês passado, mas na faixa de 30% quando compradas com dezembro do ano passado – 195 mil toneladas neste mês, ante 280 mil toneladas em dezembro de 2014.

Os estoques da rede, conforme o Inda, indicam fechar o mês em seu mais elevado patamar no ano: 4,5 meses de vendas, com volume de 926,5 mil toneladas. É quase o dobro do número (2,5 meses) definido como confortável para as empresas do setor. Ante dezembro de 2014, quando atingiu nível de 1,05 milhão de toneladas, o recuo é de 12%.

A previsão do Inda é chegar ao fim de 2015 com vendas de 3,3 milhões de toneladas de aços planos no mercado brasileiro, amargando uma retração de 23% frente ao ano passado, quando atingiu 4,28 milhões de toneladas.
Ontem, a entidade informou que as vendas de novembro tiveram queda, em base anual, de 23,9%, para 255 mil toneladas. Sobre outubro, recuou 8,9%.

Valor Econômico – 16/12/2015

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Fabricante de autopeças TMD/Cobreq cresce em 2015, apesar da recessão

A fabricante de autopeças TMD Friction do Brasil, produtora de pastilhas e lonas de freio com a marca Cobreq, deve fechar o ano fiscal de 2015 com crescimento de 6% em seu faturamento, de acordo com a previsão de Marcoabel S. Moreira, diretor-geral da empresa no Brasil, apesar da recessão que o País enfrenta.

Embora a área de equipamentos originais, ou seja, de venda direta para as montadoras de veículos tenha amargado uma retração de mais de 25% nos volumes de vendas, diretamente impactados pela retração da economia e consequente queda nos volumes de vendas dos veículos zero quilômetro, o mercado de reposição cresceu 15%, explica Marcoabel:
“O ano de 2015 mostrou-se positivo, onde, embora com dificuldade para atingir os valores orçados para este ano, a comparação com 2014 projeta um crescimento de aproximadamente 15%. Isto deve-se à maior manutenção dos veículos usados. Também tivemos bom desempenho nas exportações com a alta do Euro e do Dólar”, disse o diretor-geral da TDM. Disse ainda que as maiores oportunidades de exportação ocorreram para países do Mercosul, Europa e África.

Para Marcoabel Moreira, o mercado do pós-vendas (aftermarket) em 2016 também será de muitos desafios e, provavelmente, muito difícil no primeiro semestre:

“Embora a perspectiva não seja positiva para o próximo ano, entendemos que novas oportunidades possam surgir no segundo semestre”, afirmou.

Ele conta principalmente com os lançamentos programados para 2016, como, por exemplo, o novo material de atrito para pastilhas de freio, que além de ser melhor que o atual em performance, também é ecologicamente correto pois está classificado como Eco4 enquanto o atual é Eco1. Outra novidade para o próximo ano será o lançamento da segunda marca da TMD no Brasil, com produtos de menor custo.

Fonte: R7

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Volvo corta 500 vagas em PDV no Paraná

A Volvo fechou 500 vagas de trabalho, ou 12,5% do efetivo, no programa de demissões voluntárias (PDV) aberto em seu parque industrial no Paraná. O objetivo foi eliminar o excesso de mão de obra após o fim, em maio, do segundo turno de produção na unidade. A depender do tempo do funcionário na empresa, a Volvo estava oferecendo o pagamento de até quatro salários extras como incentivo ao desligamento no programa, aberto até a última sexta-feira.

O grupo de operários que aderiu ao PDV já estava afastado da produção desde julho em esquema de “layoff”, no qual os contratos de trabalho são suspensos e parte dos salários – R$ 1,4 mil a cada empregado – é financiada pelo governo com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Em dezembro do ano passado, a Volvo já tinha demitido 206 trabalhadores. Agora com cerca de 3,5 mil empregados – entre áreas de produção e departamentos administrativos -, a montadora avalia estar com um quadro equilibrado, embora não descarte novos ajustes em caso de agravamento da crise na indústria de veículos comerciais, onde as vendas de caminhões caem 46,5% e as de ônibus, 38,4%.

A abertura do PDV foi uma das soluções negociadas com o sindicato em maio para adiar a demissão de até 600 trabalhadores, o que provocou, na época, uma greve de três semanas na fábrica da Volvo, a mais longa desde que companhia iniciou a produção em Curitiba, há 36 anos.

No pacote, a empresa acertou ainda aplicar no reajuste salarial de setembro apenas a correção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), dando fim aos ganhos acima da inflação na Volvo. Também flexibilizou o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), reduzindo o benefício a um valor equivalente ao corte no volume produzido. Tanto em 2013 como em 2014, a Volvo pagou a maior PLR entre as montadoras do país: R$ 30 mil em cada ano.

A contrapartida da Volvo era não demitir até este mês. A montadora, entretanto, não deu garantia de que preservaria os empregos depois desse período.

Neste ano, as vendas de caminhões da marca sueca caem 56,4%, enquanto as de ônibus encolhem 50%. Desde segunda-feira da semana passada, o complexo em Curitiba está totalmente parado em virtude das férias de fim de ano, dessa vez mais longas do que o normal. A retomada da produção só está prevista para 11 de janeiro, num total de cinco semanas de paralisação.

Valor Econômico – 16/12/2015

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Duratex ajusta sua capacidade de painéis ao cenário esperado até 2017

A suspensão temporária da produção de MDF e MDP pela Duratex na unidade de Itapetininga (SP) já adequa a empresa para o cenário esperado até 2017 e para a exportação de painéis de madeira, segundo o Valor apurou. As operações da fábrica estão paralisadas desde segunda-feira. As linhas de revestimento e alto brilho continuarão a funcionar na unidade a partir de 4 de janeiro para tratamento a painéis de outras fábricas.

Em nota, a empresa informou que, diante do cenário atual, “que se reflete nos setores de construção civil e mobiliário, tomou a decisão de reduzir temporariamente a produção da unidade”.

Até que a demanda por painéis volte a crescer, a capacidade da Duratex em painéis será de 3,1 milhões de toneladas, ante o volume anterior de 4 milhões de toneladas. A Duratex começou a reduzir o uso da capacidade de 910 mil toneladas da unidade em setembro, com produção de MDP em metade do mês e de MDF na outra metade, conforme fontes. O número de funcionários de Itapetininga, que chegou a 700, estava em 450 antes da paralisação.

Mais de 200 pessoas foram demitidas nesta semana, uma parcela continuará na unidade, e outra poderá ser remanejada para outras fábricas da companhia.

A Duratex vai concentrar o abastecimento de painéis de MDF e MDP nas unidades de Botucatu (SP) e Uberaba (MG). Com a suspensão temporária da produção em Itapetininga, o uso da capacidade instalada de painéis aumentará de 68% para 85%.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Duratex divulgou que estima reduzir os custos fixos em cerca de R$ 35 milhões ao ano com a paralisação temporária e que vai reconhecer as despesas de R$ 16 milhões decorrentes das demissões neste ano. Segundo fontes, a economia de custos ocorrerá ao longo de 2016.

“A unidade de Itapetininga, pela qualidade de seus ativos, permanece estratégica para a companhia e, tão logo tenhamos a recuperação da economia e do mercado, restabeleceremos a produção em seus níveis normais”, acrescentou a companhia, em comunicado.

Segundo dados da Ibá, entidade que representa a indústria de base florestal no país, em outubro as vendas domésticas de painéis caíram 23,1% na comparação anual, para 518 mil metros cúbicos. No acumulado do ano, o declínio é de 10%.

Valor Econômico – 16/12/2015

Redação On dezembro - 16 - 2015
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