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Tera-feira, 26 de Setembro de 2017






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Superávit comercial já supera US$ 15 bi no ano

A balança comercial registrou superávit de US$ 1,6 bilhão na segunda semana de dezembro. O saldo positivo é resultado de exportações de US$ 4,256 bilhões e importações de US$ 2,656 bilhões no período. Nas duas primeiras semanas do mês, a balança acumula superávit de US$ 2,369 bilhões. No ano, o saldo positivo é de US$ 15,810 bilhões. Se a marca for sustentada, o número pode ficar maior que a estimativa do governo para o saldo, que é de US$ 15 bilhões. A projeção mais recente do Credit Suisse, por exemplo, é de um superávit de US$ 17 bilhões.

A média diária de exportações nas duas primeiras semanas do mês subiu para U$$ 810,7 milhões, 2% maior que o valor médio de dezembro do ano passado. O embarque de produtos semimanufaturados foi o que mais avançou (4,8%), puxado por óleo de soja em bruto, celulose, açúcar em bruto e semimanufaturados de ferro/aço.

A exportação de produtos básicos também avançou 1,9% para média diária de US$ 353,8 milhões, por conta de soja em grãos, milho em grãos, fumo em folhas, algodão em bruto, farelo de soja e minério de cobre. As vendas de produtos manufaturados também subiram 1,3%, em média.

Na outra ponta, as importações continuaram em queda – média diária de US$ 547,5 milhões. O valor é 29,9% menor do que os US$ 781,5 milhões médios registrados em dezembro de 2014.

Valor Econômico – 15/12/2015

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Emergentes racham e EUA pressionam contra Doha

Os emergentes chegam rachados e sob pressão na conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), que começa hoje em Nairóbi (Quênia), situação pouco confortável em meio às incertezas na área comercial.

Brasil e Índia, antes fortes aliados, ficaram em trincheiras opostas na área agrícola, em encontro bilateral na capital queniana.

O Brasil ainda tenta arrancar alguma medida para promover exportações agrícolas (eliminação de subsídios, controle de garantia de crédito, disciplina na ajuda alimentar e dos monopólios agrícolas estatais). Já a Índia só pensa em obter proteção contra importações, com potencial para afetar o ritmo de expansão de exportações agrícolas brasileiras.

O G-20 agrícola, que foi liderado pelo Brasil e já estava em hibernação, voltou a se reunir, mas foi só. Os ministros sequer tentaram fazer um comunicado diante das enormes diferenças entre exportadores e importadores. “Foi melhor nem tentar, para não causar mais estresse”, afirmou uma fonte.

Ao mesmo tempo, China, Brasil e Índia voltaram a entrar na mira dos EUA para o que pode ocorrer no rastro da reunião de Nairóbi.

O principal negociador comercial americano, Michael Froman, abriu fogo antes de chegar a Nairóbi, assinando um artigo de opinião no jornal “Financial Times” em que alerta os parceiros que “é hora de sermos honestos, estamos no fim da linha sobre Doha”. A mensagem não era nova, até porque o embaixador americano junto à OMC não cessou de repetir isso ao longo dos últimos meses, como o Valor reportou várias vezes.

A surpresa foi mais por Wa-shington publicar um artigo na véspera da reunião, visivelmente procurando implodi-la de vez. Os americanos deixaram claro que não dá mais para continuar com a Rodada Doha de liberalização de comércio no modelo de negociação atual, que não entregou os resultados esperados. Os EUA acenam continuar a negociar os mesmos temas, e incluir outros, mas sob outro modelo de negociação.

Se nada mudar, o recado dos americanos foi claro: intensificarão soluções fora da OMC, “levantando questões sobre sua relevância em negociações comerciais”.

Na prática, para os EUA, discutir em novas bases significa que China, Índia e Brasil, principalmente, seriam levados a fazer mais concessões de abertura de seus mercados do que o grupo dos países em desenvolvimento em geral. A China tampouco poderia tentar se esquivar com o argumento de que já pagou caro com a abertura de seu mercado quando entrou na OMC.

Para aumentar as suspeitas de certos negociadores de emergentes, de que os EUA apostam na África para rachar mais o mundo em desenvolvimento, o jornal “Business Day”, de Nairóbi, que não é especializado em negociação multilateral, apareceu ontem com artigo sugerindo o que a África deveria visar nas negociações da OMC nesta semana: pressionar pela reclassificação de China, Índia e Brasil para fora do grupo dos países em desenvolvimento. E isso deveria ocorrer levando em conta o percentual deles no comércio mundial, e não a renda per capita.

Além dessa “sugestão” não interessar aos emergentes, foi ainda rechaçada por especialistas como o professor Timothy Wise, do Global Development and Environment Institute, da Universidade Tufts University (EUA). Ele lembrou que somente a Índia tem mais pessoas na pobreza do que todos os (54) países mais pobres do mundo, e isso não pode ser ignorado.

A opção multilateral se apresenta pouco confortável para o Brasil. E as perspectivas em Nairóbi continuam sombrias. Ainda assim a delegação brasileira, chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, trouxe especialistas em concorrência nas exportações e ao longo dia sugeriu várias alternativas técnicas para tentar superar as dificuldades. O clima, porém, não está para acordo.

A delegação brasileira deixou claro, sobretudo aos emergentes protecionistas, que não aceitaria a criação de uma salvaguarda para aumentar barreiras nas importações agrícolas, como querem a Índia e o resto do G-33, grupo que conta também com a China.

Na verdade, até o que é dado como um sucesso em Nairóbi passa por dificuldades. Trata-se do Acordo de Tecnologia de Informação (conhecido pela sigla ITA), com participação de 50 membros. É o primeiro compromisso de corte de alíquotas em 17 anos na entidade.

Neste ano, foi anunciada a lista dos produtos para liberalização. O acordo deveria ser fechado de vez em Nairóbi, com a conclusão do cronograma dos cortes tarifários. Ocorre que a China jogou quase todos as linhas tarifárias que aceita liberalizar só para o último prazo, após sete anos. Os parceiros estão irritados e pressionam Pequim, que, no entanto, não demonstra interesse em mudar a sua posição.

“A coisa não vai bem, não está claro se o acordo será confirmado aqui”, disse uma fonte tarde da noite na capital queniana.

Esse seria um golpe mais duro para a OMC, no cenário atual. O comércio envolvido no ITA é estimado em US$ 1,3 trilhão por ano. Equivale a todo o comércio mundial do setor automotivo. A expectativa entre certos negociadores é que o ITA possa estimular o PIB mundial com algo próximo de US$ 190 bilhões por ano, por meio de baixa de tarifa, aumento de consumo, correção de ineficiências etc. No total, seriam liberalizados 90% dos produtos de tecnologia da informação.

Também o Acordo de Facilitação de Comércio não começará a vigorar a partir de Nairóbi, porque até agora apenas 57 países o ratificaram, a metade do exigido.

Valor Econômico – 15/12/2015

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Fed e BCE podem se alinhar antes do esperado

Os dias de apostar na divergência podem estar contados. Com Janet Yellen e seus companheiros de Federal Reserve (Fed) decididos a elevar a taxa referencial nesta quarta-feira, os mercados financeiros podem já ter ultrapassado as apostas na divisão entre as políticas monetárias dos EUA e da zona do euro, em um momento em que o Banco Central Europeu (BCE) está prorrogando seus estímulos.

“O mercado está precificando [embutindo nos preços dos ativos] uma notável confiança em um ciclo completo de aperto do Fed e, por outro lado, nas condições de recessão da zona do euro”, afirmou Themos Fiotakis, codiretor de pesquisa de taxas e câmbio do banco de investimento do UBS, em entrevista por telefone.

Se o UBS estiver certo, então o euro chegou a seu ponto mínimo em comparação com o dólar, depois de cair a US$ 1,052 em 3 de dezembro, o mais baixo nível desde abril. Já o Deutsche Bank recomenda que os investidores vendam bônus alemães de 30 anos e comprem papéis equivalentes americanos, estreitando a diferença entre os “yields” (retornos) dos dois ativos.

A capacidade do Fed de continuar aumentando sua taxa é limitada pela inflação fraca e pela probabilidade de que a chamada taxa neutra seja menor do que antes. O BCE também não pode efetuar um corte mais profundo em sua taxa de depósito e alguns de seus diretores já são contrários à compra de bônus.

Enquanto isso, as duas economias estão melhorando em ritmos similares, embora com atraso na zona do euro.

O Deutsche prevê que o crescimento dos Estados Unidos diminuirá no próximo ano de 2,4% para 2,1%, enquanto o da zona do euro vai acelerar, passando de 1,5% para 1,6%, reduzindo o fosso entre as taxas de desemprego das duas economias.

Francis Yared, estrategista do Deutsche Bank, afirmou que embora o preço mais baixo do petróleo e a relutância do BCE para aplicar mais estímulos neste mês possam levar o mercado a antecipar políticas ainda mais flexíveis na zona do euro, o foco poderia passar, no próximo ano, à retirada de apoio.

Se o desemprego continuar caindo no ritmo atual, ficará em torno de 10% daqui a um ano, cerca de 3 pontos percentuais acima do nível pré-crise, que era o mesmo ambiente no qual o Fed começou a reduzir os seus estímulos, de acordo com Yared, do Deutsche. O analista também espera que a inflação, com exceção dos setores de alimentos e de energia, fique em torno de 1,3% até o final do próximo ano, não muito longe da média pré-2008, que era de 1,55%.

Enquanto isso, o ritmo de crescimento das taxas do Fed poderá ser limitado se o núcleo da inflação também for domado por causa da força anterior do dólar e da queda das commodities, afirmou. Os investidores já estão questionando a capacidade do Federal Reserve para aumentar sua taxa acima dos 3% – e Yellen se comprometeu a agir de forma gradual.

“Não é óbvio para mim que se possa ter muito mais divergência a partir daqui”, disse Yared. “Eu me sinto um pouco menos confortável para dizer isso porque o BCE fez menos e os preços do petróleo caíram.”

Outros ainda estão apostando em uma divisão. O economista do Bank of America, Michael Hanson, disse a clientes que as “divergências em termos de políticas monetárias continuarão sendo um tema importante no próximo ano”, e seu colega Michael Hartnett destacou a forma como as divisões registradas em 1937, 1987 e 1994 anteciparam quebras no mercado.

Ainda assim, Hanson disse que mesmo se as taxas seguirem caminhos diferentes os responsáveis pela política ainda estarão propensos a manter seus balanços em níveis historicamente elevados. “Maior e por mais tempo, os bancos centrais não vão divergir muito nisso nos próximos anos”, disse ele.

A aposta na divergência pode ter plantado as sementes de sua própria destruição. Como indicou o colega de Fiortaki no UBS, Daniel Waldman, a antecipação de aumento no Fed elevou os “yields” de bônus americanos e o dólar, apertando as condições financeiras dos EUA. Por outro lado, a zona do euro recebeu um estímulo com a queda no euro e dos títulos alemães.

“Na medida em que a força do dólar em relação ao euro pressupõe um Fed agressivo, essa força acaba sendo autodestrutiva”, disse Waldman. “O mesmo vale para o BCE, mas na direção oposta.”

Valor Econômico – 15/12/2015

Redação On dezembro - 15 - 2015
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