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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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China quer usina de carvão no Brasil

A ofensiva chinesa no setor elétrico brasileiro mira agora a construção de usinas térmicas movidas a carvão. Um projeto avaliado em R$ 4 bilhões está sendo costurado por duas estatais chinesas e empresários gaúchos.

A usina, batizada de Ouro Negro, que prevê gerar 600 megawatts (MW), seria construída entre os municípios do Rio Grande do Sul de Pedras Altas e Candiota, na fronteira com o Uruguai. Pela capacidade, seria a segunda maior usina a carvão do País, só atrás da térmica de Pecém, de 720 MW, em operação no Ceará.

O empreendimento é liderado por duas grandes empresas chinesas, a Power China Sepco e a Hebi Company Energy. Do lado brasileiro está o empresário Silvio Marques Dias Neto, que já presidiu a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) do Rio Grande do Sul e foi prefeito de Pedras Altas por dois mandatos, de 2001 e 2008. Os chineses terão o controle da operação, com dois terços da usina.

A engenharia financeira do negócio abriu mão de apelos ao caixa combalido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A previsão é de que 80% do empreendimento seja financiado diretamente pelo Banco de Desenvolvimento da China, que é o banco de fomento do gigante asiático. Assim como o dinheiro, também deve vir da China cada parafuso usado para erguer a usina. Todo o desenho da térmica foi feito pelo centro de estudos chinês Northwest Eletric Power Designe Institute.

O empreendimento já foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas ainda precisa obter autorização ambiental. Para que possa participar do leilão de energia, feito pelo governo para contratar a construção de novas usinas, os chineses precisam ter em mãos a licença prévia ambiental do projeto, documento que aponta a sua viabilidade. Sem essa licença, não é possível fazer a oferta da energia que será entregue pelo empreendimento.

Os empresários já protocolaram o pedido de licença prévia no Ibama, que pediu informações complementares e marcou para janeiro as audiências públicas que discutirão o projeto com a população local. “Estamos muito empolgados com o projeto e animados para viabilizar sua licença a tempo de entrar no leilão no início do ano”, diz o empresário Silvio Marques Dias Neto.

No dia 5 de fevereiro de 2016, o governo fará o chamado “leilão A-5”, realizado para contratar a energia de usinas previstas para entrar em operação daqui a cinco anos. De acordo com Dias Neto, os chineses têm condições de erguer a térmica em bem menos tempo, em cerca de três anos e meio.

Impacto. A geração de energia pela queima de carvão mineral tinha sido praticamente banida do Brasil. Foram nove anos sem contratar nenhum projeto com esse insumo, por conta de seu alto impacto ambiental, até que um novo projeto foi contratado em novembro de 2014. No leilão, a Tractebel Energia, empresa do grupo GDF Suez, conseguiu fechar negócio para construção da Usina Pampa Sul, que está em construção em Candiota (RS). Com 340 MW de capacidade, Pampa Sul deve entrar em operação em janeiro de 2019. A usina será construída pela empresa chinesa Sdepci.

“Os projetos evoluíram. Hoje usamos tecnologias que reduzem muito o impacto ao meio ambiente”, afirma Dias Neto, acrescentando que as cinzas do carvão, por exemplo, poderão ser filtradas e vendidas como matéria-prima para indústria de cimento. “Além disso, estamos falando de aproximadamente 4 mil empregos gerados na fase de construção e de outros 500 postos durante a operação. É um projeto estratégico para a região.”

Em outubro, a nova empresa Ouro Negro Energia S/A assinou um protocolo de intenções com o governo do Rio Grande do Sul. O documento prevê isenção de ICMS para equipamentos que eventualmente sejam adquiridos no Brasil, além de isenção do imposto para aquisição de matérias-primas como cal, calcário e carvão mineral.

Hoje, o Brasil tem 13 usinas a carvão em operação, que somam 3.389 MW de potência, o equivalente a 2,4% de toda a potência elétrica do País.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Brasil sobe só três posições em cinco anos, o menor avanço entre Brics

Em cinco anos, o Brasil avançou apenas três posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O país ocupa a 75ª colocação na lista de 188 países acompanhados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), segundo dados de 2014, os últimos disponíveis. O desempenho brasileiro entre 2009 e o ano passado é menor do que o registrado por outras nações emergentes, como a Turquia, que subiu 16 degraus, alcançando a 72ª colocação. A China também se destaca, com um salto de 13 casas, embora tenha IDH menor que o do Brasil. Com índice de 0,727 (considerado alto, como o do Brasil), o país asiático ocupa o 90º lugar da lista.

Os outros integrantes do Brics (grupo de emergentes que, além de Brasil e China, inclui Rússia, Índia e África do Sul) avançaram a um ritmo mais veloz que o brasileiro. A Rússia, melhor colocada do bloco, na 50ª posição, saltou oito casas. Já a Índia avançou seis posições, mas tem IDH considerado apenas médio: 0,609, o que rende ao país a 130ª colocação. A África do Sul subiu quatro degraus no ranking, porém também tem IDH médio, de 0,666, ficando na 116ª posição na lista.

LÍBIA FOI O QUE MAIS REGREDIU
O Brasil também perde para seus pares na velocidade de avanços desde 1990, quando o IDH foi divulgado pela primeira vez. O índice brasileiro avançou 0,91% nesses últimos 25 anos. No mesmo período, as nações em desenvolvimento registraram alta média de 1,06%. O país, no entanto, saiu-se melhor que os vizinhos da América Latina: a média da região foi de alta de 0,75%.

O balanço dos últimos cinco anos registra retrocessos importantes. Entre 2009 e 2014, a Líbia foi a nação que mais regrediu no ranking (27 posições). O país foi um dos principais focos da Primavera Árabe, em 2011, que culminou com a morte do ditador Muamar Kadafi. Em meio a conflitos entre milícias e ações de grupos terroristas, a Líbia ainda não se estabilizou.

Para se ter uma ideia, em 2010 — último ano com ranking completo divulgado pelo Pnud —, a Líbia tinha IDH de 0,756, ocupando a 67ª colocação na lista. O número era melhor que o do Brasil que, naquele ano, estava na 80ª posição, com IDH de 0,737. Em 2014, passou ao 94º lugar, com IDH significativamente menor, de 0,724. O mesmo ocorre com a Síria, que passa por uma guerra civil, que caiu 15 degraus, entre 2009 e 2014. O país tem IDH médio, de 0,594, na 134ª colocação, empatado com a pequena ilha de Vanuatu, na Oceania.

No período que marca os efeitos da crise financeira global, que eclodiu no fim de 2008, países desenvolvidos também registraram perdas. Os EUA, que em 1990 chegaram a ocupar a segunda colocação do ranking, perderam três posições entre 2009 e 2014. A maior economia do mundo, no entanto, ainda figura no grupo de 49 nações com IDH classificado pelo Pnud como muito alto. Em 2014, os EUA tinham IDH de 0,915, número que garante ao país a oitava posição. O Japão também está entre os que perderam seu lugar no ranking, com recuo de três degraus. Hoje, figura na 20ª posição, com IDH de 0,891.

O compilado do Pnud mostra ainda pouca mobilidade nos extremos da lista. Noruega, Austrália e Suíça — as nações “top 3” do IDH — mantiveram suas posições estáticas nos últimos cinco anos. O mesmo ocorreu com o Níger, que ocupa a última posição do ranking no período.

O Globo – 14/12/2015

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Brasil terá que buscar diálogo com oposição

Com a derrota do chavismo nas eleições parlamentares da Venezuela, o governo Dilma Rousseff, se sobreviver, e o Partido dos Trabalhadores (PT) serão forçados a abrir mais canais de diálogo com a oposição venezuelana, na opinião de membros da comunidade brasileira em Caracas e da Mesa de Unidade Democrática (MUD) – a coalizão opositora que, na semana passada, conquistou dois terços das cadeiras da Assembleia Nacional.

Essa maioria qualificada não significa que, a partir da posse da nova legislatura, em 5 de janeiro, a política externa venezuelana passará a ser conduzida pela oposição. Mas esta terá amplos poderes para colocá-la sob escrutínio e instrumentos para pressionar o governo de Nicolás Maduro – como a possibilidade de derrubar com uma moção de censura qualquer ministro, inclusive o chanceler.

O Brasil, pelo alinhamento desde sempre automático dos governo Lula e Dilma com o chavismo, está na mira da oposição. Mas a postura recentemente mais crítica de Brasília em relação à prisão de opositores e as reiteradas cobranças do Itamaraty quanto à lisura do processo eleitoral, contribuíram para minimizar as desconfianças.

O primeiro teste para Brasília, dizem fontes ouvidas pelo Valor, já está acontecendo neste momento em que Maduro, as TVs oficiais e as principais lideranças chavistas adotam um discurso de não aceitação da derrota nas urnas, com menosprezo pelas razões que levaram os venezuelanos a votar contra o governo e ameaça ao eleitor.

O presidente, que atribui a vitória opositora à “guerra econômica” contra seu governo, chegou colocar em dúvida a construção de casas populares porque, segundo disse ele aos venezuelanos em cadeia nacional de rádio e TV, “pedi o seu apoio e você não me deu”.

“A AN vai desenvolver um diálogo com o governo brasileiro, tanto no âmbito executivo quanto no legislativo, para tentar fazer com que o governo venezuelano entenda que o tem que aceitar o resultado e moderar-se”, afirma Kenneth Ramírez, professor da Universidade Central e da Venezuela e um dos conselheiros da MUD na área internacional. “O Brasil agora também tem seus próprios problemas”, diz ele, referindo-se à crise política, “mas também tem uma responsabilidade como potência regional, que seguirá sendo demandada na Venezuela.”

A oposição já fala abertamente em convocar um referendo para revogar o mandato de Maduro – algo que seria possível com o voto de dois terços dos deputados. Essa ideia, além de contribuir para deixar o clima mais tenso, representa ao mesmo tempo um desafio adicional para o Brasil.

“Nós estamos observando o que acontece na Venezuela e como será conduzida essa transição”, disse uma fonte do governo brasileiro. Essa mesma fonte há havia dito ao Valor”Nós estamos observando o que acontece na Venezuela e como será conduzida essa transição”, disse uma fonte do governo brasileiro. Essa mesma fonte há havia dito ao

A afinidade que durante anos marcou a relação entre os governos chavista e petista beneficiou nesse período as empresas brasileiras com atuação na Venezuela. Um exemplo são as obras bilionárias executadas por empreteiras com Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez no país ao longo do governo Maduro e o de seu antecessor e padrinho político, Hugo Chávez.

Além disso, enquanto o aparato produtivo venezuelano afundava, o Brasil ampliava as exportações para o país – a Venezuela chegou a ser o segundo maior superávit comercial do Brasil, com um saldo de US$ 4 bilhões.

Talvez por esse motivo, já se pode notar uma certa apreensão na comunidade empresarial brasileira em Caracas, no momento em que o país parece viver uma transição política. “O venezuelano se sente explorado pelo Brasil”, afirma, referindo-se a seus pares, um empresário brasileiro radicado em Caracas. “A sensação é a de que o Brasil fechou com o regime e não com a população. E a de que especializou-se em vender produtos para cá, enquanto a indústria nacional naufragava.”

Outras fontes da comunidade brasileira em Caracas se esforçam agora para fazer uma “diplomacia extraoficial” junto a empresários, acadêmicos e políticos ligados à MUD. Apresentam a política petista junto à Venezuela como “mais pragmática do que ideológica”, ao mesmo tempo em que tentam convencer Brasília de que é chegada a hora de promover um diálogo de mais alto nível com a oposição.

“Há um processo de reflexão e busca de pontes entre o governo brasileiro e a oposição venezuelana”, diz Ramírez. “O Brasil tem uma grande capacidade de influenciar [pela normalidade democrática na Venezuela]. Porque sem o apoio do Brasil, o governo venezuelano fica praticamente isolado na região”, afirma, referindo-se à postura crítica do Uruguai e a vitória de Maurício Macri na Argentina.

Valor Econômico – 14/12/2015

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Balança fica no positivo em 2015

Até a primeira semana de dezembro, as exportações totalizaram US$ 177,392 bilhões e as importações, US$ 163,182 bilhões, gerando um superávit comercial de US$ 14,210 bilhões. As exportações acumularam média diária de US$ 764,6 milhões, valor 14,9% menor que o verificado no mesmo período de 2014 (US$ 898,6 milhões). As importações apresentaram desempenho médio diário US$ 703,4 milhões, 23,2% abaixo do registrado no mesmo período de 2014 (US$ 915,4 milhões).

Apesar do resultado positivo, a corrente de comércio soma US$ 340,573 bilhões neste, com desempenho médio diário de US$ 1,468 bilhão, 19,1% menor que o verificado em 2014 (US$ 1,814 bilhão).

DCI – 14/12/2015

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Alta de juros dos EUA deve afetar mais os países emergentes

Se, como esperado, o Fed (banco central dos Estados Unidos) subir a taxa básica de juros da economia americana nesta semana, países emergentes, incluindo o Brasil, devem ser os mais impactados.

A taxa de juros dos EUA está próxima de zero desde a crise de 2008 e pode sofrer a primeira elevação na reunião do Fed desta quarta (16).

Analistas dizem que a pressão sobre emergentes deve se intensificar com fuga de capitais para aplicações e países mais seguros.

O que torna a alta de juros particularmente preocupante é que mesmo que as moedas emergentes percam valor para o dólar, o aumento das exportações não deve ser suficiente para compensar a queda da receita em dólar. O mecanismo que salvou os emergentes de muitas tempestades financeiras –moeda mais barata normalmente impulsiona exportações– parece ter fracassado neste ano.

A preocupação está centrada na China. Autoridades locais e economistas independentes dizem que uma alta na taxa de juros americana poderia valorizar o dólar ante o yuan, impulsionando saída de recursos da China e empurrando as moedas emergentes para uma turbulência.

A China é o maior país em comércio mundial, o que dá ao yuan considerável influência no valor de outras moedas.

Apesar da depreciação da maior parte das moedas emergentes ante o dólar nos últimos 18 meses, as exportações desses países não se recuperaram. A queda é de 12,5% em outubro na comparação com outubro de 2014, segundo a Capital Economics.

Se o dólar se fortalecer ante o yuan, isso deve abrir nova rodada de desvalorização nos emergentes, e algumas companhias desses países podem ficar com dificuldades de honrar dívidas em dólar.

Claro, o cenário pode ser mais benigno, se o ajuste do Fed for gradual. Mas os cenários dependerão basicamente de Washington e Pequim.

Folha de S.Paulo – 14/12/2015

Redação On dezembro - 14 - 2015
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