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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017






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Minério perde participação na balança comercial brasileira

A derrocada do preço do minério de ferro fez com que a commodity perdesse participação na balança comercial do País. De 2011 para 2015, a fatia do produto na exportação brasileira diminuiu de 16,3% para 7,3% e atingiu o patamar mais baixo desde 2007.

A queda da receita obtida com a exportação do minério também é expressiva no período. Nos quatro anos, o recuo apurado foi de US$ 38,1 bilhões para US$ 12,8 bilhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O preço do minério de ferro cai desde 2011, mas a queda se acentuou recentemente por dois grandes motivos. O primeiro é o aumento da oferta em relação à demanda – houve um aumento da produção sobretudo das empresas que estão na Austrália. O segundo é fraqueza no crescimento da China, grande importadora do minério de ferro.

O Produto Interno Bruto (PIB) da economia chinesa deverá crescer entre 6,5% e 7,0% neste ano, o que é pouco para um país cuja taxa de crescimento chegou a superar 10%.

“A oferta de minério está muito superior à demanda”, afirma José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). “Esse descompasso tem provocado um desequilíbrio dos preços”, diz.

Na projeção da AEB, a exportação de minério de ferro deverá somar US$ 13,8 bilhões este ano.

Ex-líder

Até o ano passado, o minério de ferro era o principal item de exportação da pauta brasileira, mas, com a queda no preço, passou para o segundo lugar. Atualmente, a soja é o principal produto exportado pelo Brasil. “Neste ano, a expectativa é de que a exportação de soja em grão chegue a quase US$ 21 bilhões”, afirma Castro.

A queda do preço do minério trouxe um impacto para a balança comercial brasileira e contribuiu para que a exportação de produtos básico recuasse 19,8% entre janeiro e novembro. “Essa queda é ruim porque os superávits da balança comercial são proporcionados pelas commodities”, diz Castro.

O novo patamar da cotação da commodity também afeta o rumo dos negócios das mineradoras. Com a queda do preço do produto, os projetos acabam se tornando inviáveis financeiramente.

“As empresas de mineração acabam revisando o tamanho do investimento. Com a queda do preço, a rentabilidade diminui bastante”, afirma o presidente da AEB.

Em queda

O preço do minério de ferro deverá continuar recuando no próximo ano. Para a AEB, a cotação da tonelada deverá ficar em US$ 35 – neste ano, deverá encerrar em US$ 39 a tonelada. “Tudo indica que haverá uma queda de preço no ano que vem, embora não tão intensa como a deste ano”, diz Castro.

Na avaliação dele, também não deverá ocorrer um aumento na quantidade exportada de minério de ferro. O acidente com a mineradora Samarco, em Minas, por exemplo, deve prejudicar o montante vendido pelo País. “Pode até ter queda na quantidade exportada em 2016”, afirma.

Fonte: Estadão

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MP altera seguro à exportação

A presidente Dilma Rousseff encaminhou ao Congresso uma Medida Provisória (MP) que altera as regras do Seguro de Crédito à Exportação. A MP 701 altera a redação da Lei 6.704/1979 e exclui trecho que destina o seguro “contra os riscos comerciais, políticos e extraordinários”.

“O Seguro de Crédito à Exportação poderá ser usado por exportadores e por instituições financeiras, agências de crédito à exportação, seguradoras e organismos internacionais que financiarem, refinanciarem ou garantirem a produção de bens e a prestação de serviços, destinados à exportação brasileira, e as exportações brasileiras de bens e serviços”, diz a MP.

A MP estabelece também que o Ministério da Fazenda poderá definir um percentual sobre o preço de cobertura das operações nas hipóteses de contratação de instituição financeira habilitada ou da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF).

Valor Econômico – 10/12/2015

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BC da China impõe nova desvalorização ao yuan

A China reduziu a cotação de referência do yuan para o patamar mais baixo desde 2011 e alimentou a especulação de que o banco central do país está tentando liberar a pressão depreciadora reprimida antes do esperado aumento dos juros nos EUA.

Há sinais de que o Banco Popular da China começou a orientar uma desvalorização do yuan antes que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) tome medidas na semana que vem, segundo os economistas da Bloomberg Intelligence Tom Orlik e Fielding Chen. As autoridades estão realizando uma “prova de resistência” no mercado cambial antes das iniciativas do Fed, disse Zhou Hao, economista sênior do Commerzbank AG em Cingapura.

O BC chinês reduziu a cotação de referência, que limita as movimentações “onshore” a 2% para cima ou para baixo, em 0,1%, para 6,4140 yuans por dólar, a menor taxa desde agosto de 2011. A taxa à vista caiu 0,17% na quarta e fechou a 6,4280 yuans em Xangai, o que aumenta sua depreciação para 0,5% desde que o FMI decidiu admitir a moeda na cesta de Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês).

“Estamos passando para a seguinte fase depois da inclusão no SDR, pois eles estão se retirando aos poucos e permitindo uma depreciação gradual”, disse Eddie Cheung, estrategista cambial do Standard Chartered Plc em Hong Kong. “O yuan está se tornando mais sensível ao dólar e às forças de mercado.”

Um indicador da “Bloomberg” de moedas de mercados emergentes caiu para um valor mínimo recorde na terça-feira por causa da preocupação de que um aumento dos juros pelo Fed estimule fluxos de saída de capitais. Os operadores estimam 80% de probabilidade de que o primeiro ajuste do Fed desde junho de 2006 seja realizado na semana que vem, segundo dados compilados pela Bloomberg.

A China surpreendeu os mercados globais em 11 de agosto ao reduzir a taxa de referência do yuan em 1,86%, o que provocou o maior declínio da moeda em duas décadas e levou o banco central a vender dólares para sustentar suas taxas de câmbio na China e no exterior. O BC também renovou seu mecanismo de fixação das taxas de câmbio e disse que daria mais influência às forças do mercado.

“Desconfiamos que o BC se absteve ou que tenha diminuído suas atividades de intervenção no mercado cambial”, escreveu Roy Teo, estrategista cambial sênior do ABN Amro Bank NV em Cingapura, em nota a clientes. “Não acreditamos que haja uma mudança na política do banco central para as taxas de câmbio. Projetamos que a divergência entre o yuan ‘offshore’ e o ‘onshore’ diminuirá nas próximas semanas.”

As reservas de moeda estrangeira da China declinaram US$ 87 bilhões, mais do dobro da queda estimada de US$ 33 bilhões, pois o BC vendeu dólares para apoiar o yuan antes da decisão do FMI no dia 30 de novembro.

Valor Econômico – 10/12/2015

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Macri assume hoje e quer recolocar logo a Argentina no mundo

O início de um novo governo, hoje, marca a reaproximação da Argentina com outros países após um longo período de isolamento.

O presidente que toma posse, Mauricio Macri, esteve no Brasil e no Chile antes de assumir o cargo. Segundo o analista Jorge Castro, isso revela “um caráter estratégico que nada tem a ver com aspectos ideológicos ou político-partidários”. A nova chanceler, Susana Malcorra, anunciou que já prepara, com o governo americano, uma visita do presidente Barack Obama a Buenos Aires em 2016, o que pode definitivamente consagrar o retorno da Argentina ao mundo.

“A aliança com o Brasil é um dos escassos elementos de continuidade da política exterior argentina dos últimos 20 anos”, destaca Castro, escritor e especialista em comércio e relações internacionais. Para ele, Macri já demonstrou que “aspectos doutrinários” não farão parte da agenda de relações exteriores do novo governo argentino. Na sua avaliação, o respaldo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu ao rival governista que perdeu a eleição, Daniel Scioli, em nada perturba Macri.

As relações com o Brasil ficaram abaladas na última fase do governo de Cristina Kirchner, lembra o analista, em razão dos problemas cambiais. A escassez de dólares no país levou o governo que encerra o mandato hoje a evitar a todo o custo a entrada de produtos importados, o que prejudicou o Brasil.

A política externa nunca foi prioridade no kirchnerismo. Mas isso, segundo Castro, aconteceu, sobretudo, porque os governos de Néstor e de Cristina, que somaram 12 anos do casal no poder, privilegiavam o “acúmulo de poder político ante seu público interno”.

A diplomacia tende prevalecer no novo governo. No dia seguinte às eleições parlamentares na Venezuela, Susana Malcorra apressou-se em anunciar que o governo Macri desistiria de invocar a cláusula democrática para pedir a suspensão da Venezuela do Mercosul, porque o presidente Nicolás Maduro havia reconhecido a vitória da oposição.

Em conversas com a imprensa argentina, na terça-feira, a chanceler não eliminou a possibilidade de um encontro entre Macri e Maduro. Segundo ela, também “há indicações muito importantes da Casa Branca de que o presidente Obama visitaria a Argentina em 2016”. A colaboração entre os dois países na luta contra o narcotráfico seria, disse Malcorra, um dos temas de interesse que Macri e Obama já discutiram em conversa telefônica.

As relações bilaterais com os EUA, destacou, no entanto, a chanceler, nada terão a ver com as aguardadas negociações das autoridades argentinas com os detentores dos títulos da dívida externa que não participaram da reestruturação. Segundo ela, esse é um assunto da Justiça americana.

Aos 61 anos, a nova chanceler é uma engenheira elétrica nascida em Rosário. Ela não era até aqui uma pessoa conhecida entre os argentinos. Sua maior projeção ocorreu fora do país. Antes de aceitar o convite para compor o ministério de Macri, Malcorra era a chefe de gabinete do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. “Trata-se de uma alta funcionária do sistema internacional”, diz Castro.

As relações internacionais podem ocupar um papel importante também para o novo governo recuperar a economia do país, que não cresce há quatro anos. Castro lembra que Brasil e Argentina são grandes exportadores de alimentos. Uma sintonia entre os dois países pode destravar as negociações com a União Europeia, que se arrastam há 15 anos. “A aproximação entre os dois países faz com que finalmente cheguemos ao momento da verdade nas negociações com os europeus” destaca o analista, presidente do Instituto de Planejamento Estratégico.

No caso da indústria, apesar de o impacto da queda da demanda brasileira ter prejudicado a balança comercial entre os dois países, Castro lembra que principalmente no setor automotivo as instalações existentes nos dois lados da fronteira representam para as multinacionais um sistema integrado de produção mais importante do que os que existem na Europa. “Se o governo de Macri se consolidar no próximo ano, o que é um grande desafio, a Argentina vai experimentar um ‘boom’ de investimentos de caráter histórico”, prevê Castro.

A prova do presidente que marca uma mudança de ciclo na Argentina começa hoje. Talvez por isso Macri tenha feito questão de ter uma grande festa, com direito a receber na Casa Rosada faixa e bastão, os dois símbolos da República no país, que Cristina queria entregar no Congresso. Cristina não deve ir à festa. Depois de uma briga aparentemente infantil entre ambos para decidir onde seria a cerimônia da transição, Macri conseguiu na Justiça medida cautelar para que ela deixe o cargo à zero hora de hoje, 12 horas antes do juramento no Congresso, que o consagrará presidente. Macri está com pressa de assumir. De fato, há muito a ser feito na Argentina.

Valor Econômico – 10/12/2015

Redação On dezembro - 10 - 2015
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