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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Produção industrial de SP cai há 20 meses seguidos na comparação anual

A queda de 0,4% na produção industrial do Estado de São Paulo, entre setembro e outubro, foi o quinto recuo consecutivo na comparação mensal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior sequência negativa desde o início da série da Pesquisa Industrial Mensal, em 2002. Nesses cinco meses o setor acumula perda de 4,6% e chegou ao pior patamar desde março de 2004, 21,6% abaixo do pico histórico registrado em março de 2011.

Na comparação com outubro do ano passado, a retração chegou a 12,9% em São Paulo. São 20 taxas negativas consecutivas nesse tipo de confronto. A queda da produção industrial paulista foi generalizada: atingiu 17 das 18 atividades pesquisadas. O setor de veículos foi o principal responsável pelo recuo, ao cair 33,2% na mesma base de comparação.

Segundo o economista Júlio Miragaya, vice-presidente do Conselho Federal de Economia, o parque industrial paulista cai acima da média nacional (-11,2%) justamente por concentrar cerca de metade do setor automotivo brasileiro, incluindo autopeças. “É desastroso para São Paulo, porque tem implicações para toda cadeia.” A produção de veículos brasileira representa atualmente 55,4% do pico histórico atingido em julho de 2011.

Segundo relatório divulgado pelo Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial (Iedi), “todos os fatores que têm minado o dinamismo da economia brasileira, como a perda de confiança dos empresários, a elevação dos juros e contração do crédito, a queda do investimento público e da construção pesada, em função do envolvimento de empresas na Operação Lava-Jato, entre outros, afetam de forma mais intensa a indústria paulista”.

De acordo com o IBGE, 10 dos 14 locais pesquisados em todo o país apresentaram queda na produção industrial em outubro na comparação com setembro. Assim como em São Paulo, a indústria automotiva, que representa cerca de 10% de todo o parque brasileiro, é o principal impacto negativo no setor, na avaliação de Rodrigo Lobo, economista da coordenação de indústria do IBGE. Nos primeiros dez meses do ano, o grupo de veículos automotores, reboques e carrocerias soma perda de 24,6%.

Outro Estado com queda importante foi o Amazonas. O tombo de 4,9% na indústria local ante setembro também foi a quinta seguida, e também é a pior sequência do Estado. Televisores, eletrônicos e informática, além da queda na fabricação de motocicletas, puxaram para baixo o resultado. “Essas são as atividades que mais pressionam negativamente ao longo do ano”, destacou Lobo.

A desvalorização cambial, diz Miragaya, teve efeito devastador sobre o polo industrial de Manaus, já combalido pela queda do consumo das famílias. Se o real desvalorizado pode ajudar a dar fôlego às exportações de automóveis e ajudar São Paulo, afirma, o dólar mais caro aumentou os custos de produção na capital amazonense.

“O Amazonas importa componentes fortemente e vende para o mercado interno. A elevação do câmbio aumentou muito o custo da produção do polo industrial de Manaus, em um cenário em que o poder de compra está caindo”, disse o economista. Em relação a outubro do ano passado o indústria do Estado caiu 20,6%, a pior queda entre todas as unidades da federação.

Entre setembro e outubro, a indústria extrativa reverteu sinal positivo. Esse setor era o único com resultados positivos na maior parte do ano, segundo a pesquisa. A produção da indústria extrativa caiu 2% entre setembro e outubro e recuou 1% ante outubro do ano passado. Em ambas as comparações foram as primeiras quedas do ano.

Em outubro ante setembro, a produção industrial geral teve forte queda no Pará (-6%) e no Espírito Santo (-5,1%), dois Estados onde a produção extrativa é importante. No acumulado dos primeiros dez meses, a indústria extrativa acumula alta de 6,3% na média nacional. O Estado do Pará apresenta resultados positivos nos dois tipos de comparação: alta de 8,2% na soma do ano até outubro e crescimento de 5,9%, em relação a outubro do ano passado. Já o Espírito Santo avança no acumulado de 2015 15,7%, mas mostra queda de 6,3% ante outubro do ano passado.

Valor Econômico – 09/12/2015

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Índice de construção do IBGE aumenta 0,28% em novembro

RIO  –  O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) subiu 0,28% em novembro, após avançar 0,27% em outubro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o indicador acumula elevação de 5,43% no ano e de 6,12% em 12 meses. Em novembro do ano passado, a alta tinha sido de 0,20%.

O custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 962,84 em novembro, dos quais R$ 515,50 foram relativos aos materiais e R$ 447,34 relativos à mão de obra. Em outubro, esse custo totalizava R$ 960,17, sendo R$ 513,41 relativos aos materiais e R$ 446,76 à mão de obra.

Os custos regionais, por metro quadrado, se situaram em R$ 990,96 no Norte, R$ 890,48 no Nordeste, R$ 1.001,46 no Sudeste, R$ 997,95 no Sul e em R$ 975,18 no Centro-Oeste.

Robson Sales | Valor  – 09/12/2015

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FGV: Indicador antecedente de emprego melhora, mas não muda tendência

SÃO PAULO  –  Dois indicadores de emprego apurados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com base em sondagens setoriais mensais mostraram sinais divergentes em novembro. Com isso, a instituição considera ser ainda cedo para esperar uma melhora no mercado de trabalho.

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) – que busca antecipar os rumos do mercado de trabalho do país – subiu 4,8% no penúltimo mês de 2015, para 68,2 pontos. Foi a segunda alta consecutiva desse índice que, com isso, passou a mostrar avanço também na médias móvel trimestral, um indicador de tendência. Apesar disso, a FGV considera tais resultados uma acomodação em relação às quedas observadas nos meses anteriores. No ano, o indicador recuou 10,3%. Em novembro do ano passado, marcava 74,5 pontos.

Outro indicador, o Coincidente de Desemprego (ICD), aumentou pelo terceiro mês consecutivo, desta vez 1,4%, para 99 pontos. Esse indicador é construído a partir de dados da Sondagem do Consumidor que captam a percepção do entrevistado a respeito da situação presente do mercado de trabalho. Para os brasileiros, portanto, houve uma piora na oferta de emprego. No ano, o ICD acumula 34,5% de alta.

Para Itaiguara Bezerra, economista da FGV/Ibre, o crescimento do ICD mostra que a taxa de desemprego deve continuar em trajetória crescente. Já a melhora do IAEmp deve ser analisada com cautela. “O movimento representa uma atenuação da tendência de queda do total de pessoal ocupado na economia brasileira no curtíssimo prazo, mas é ainda suficiente para sinalizar uma nova tendência”.

Valor Econômico – 09/12/2015

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Empresário teme mais carga tributária

Prestes a enviar ao Congresso a reforma de um dos tributos mais complexos do País, o PIS, o governo foi pressionado nesta terça-feira, 8, por empresários dos ramos de serviços, comércio e construção civil a não aumentar a carga tributária. Os empresários temem que o governo aproveite a proposta de simplificação do tributo para embutir um aumento de impostos.

“Hoje há alíquotas diferentes, diversos regimes específicos, bases de cálculo distintas, redutores, valores agregados. Esses impostos são muito complexos, além de altos, o que dificulta muito a atividade produtiva no Brasil. A simplificação é bem-vinda, mas sem mais aumentos de tributos”, disse Adelmir Santana, presidente da Federação de Comércio de Bens e Serviços do Distrito Federal.

Mobilização nacional. Os empresários promoveram nesta terça-feira em Brasília uma nova rodada do movimento chamado “Mobilização Nacional contra o Aumento do PIS/Cofins”, que já percorreu outras capitais. No seminário desta terça, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, ouviu críticas de diversos empresários, receosos que não seja cumprida a promessa federal de que a simplificação do PIS não representará aumento de impostos. Rachid é o principal responsável pela proposta de mudança no PIS, que foi encaminhada à Casa Civil na segunda-feira, antes de chegar ao Congresso Nacional.

“Não podemos mais ter nenhum aumento de impostos, estamos no limite”, disse Eduardo Levy, presidente da Federação Brasileira de Telecomunicações (Febratel). Já Luiz Carlos Botelho, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF), pediu “transparência” do governo. “A sociedade não conhece nada do projeto, que vai ao Congresso ainda em mistério.”

Rachid defendeu a proposta federal e foi enfático ao dizer que o governo não vai usar a reforma do PIS e, posteriormente, da Cofins, para aumentar a arrecadação. “Não queremos, com a reforma, cobrar nem mais nem menos. Se cobrar menos, podemos quebrar o Estado, na atual situação. Se cobrarmos mais, geraremos distorções no País. Então nosso objetivo é que a reforma no sistema, com as novas alíquotas e as novas regras, tenham impacto neutro”, disse Rachid.

União de tributos. O secretário disse que o governo decidiu começar pela reforma do PIS, que rende cerca de R$ 50 bilhões por ano, e depois simplificar a Cofins, que rende mais de R$ 150 bilhões anuais ao governo. O plano final é de unir os dois tributos, simplificados, em um único tributo sobre o valor agregado, uma espécie de IVA, tal qual existe na maior parte dos países desenvolvidos, disse Rachid.

“Não é verdade que vamos aumentar a carga tributária. Não vamos aumentar. Podemos até dobrar as alíquotas, se mudarmos a base de cálculo. Um tributo de 10% sobre uma base 100 é o mesmo que um de 20% sobre uma base de 50. Se olhar somente para a alíquota, o empresário pode achar que o imposto dobrou, mas depende da base. Por isso não vamos falar agora de alíquotas, queremos explicar a nova sistemática”, afirmou.

O Estado de S.Paulo – 09/12/2015

Redação On dezembro - 9 - 2015
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