Sindicato Nacional da Indústria de
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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017






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Embarques de minério de ferro para China aumentam em porto australiano
James Regan

SYDNEY (Reuters) – Os embarques mensais de minério de ferro para a China pelo porto australiano de Hedland subiram 3 por cento em novembro em meio a um acentuado enfraquecimento dos preços da matéria-prima do aço, mostraram dados divulgados nesta segunda-feira.

Os embarques para a China, maior importador de minério de ferro do mundo, atingiram 31,73 milhões de toneladas no mês passado, contra 30,73 milhões em outubro, de acordo com dados da autoridade portuária de Pilbara.

O porto, maior do mundo para a exportação de minério de ferro, é usado por grandes produtores, como a BHP Billiton e Fortescue Metals, juntamente com as pequenas mineradoras Atlas Iron e BC Ferro.

Os embarques totais de minério de ferro em novembro atingiram 37,33 milhões de toneladas, ante 36,52 milhões em outubro.

Fonte: Reuters

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Simbolismos marcam visita de Macri ao país

Em uma tentativa de aproximação com o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, Dilma Rousseff fez gestos importantes para “quebrar o gelo” e criar um ambiente de confiança em sua rápida visita a Brasília, na sexta-feira. São simbolismos que costumam passar despercebidos pelo público, mas capazes de distensionar a relação, principalmente depois de escancarada a preferência do Palácio do Planalto por Daniel Scioli, o candidato governista derrotado.

Poucos minutos antes de receber Macri, Dilma abriu mão da sala de audiências no terceiro andar no Planalto, onde recebe chefes de Estado, e fez a reunião em seu gabinete – apesar de amplo, bem menor. A decisão foi vista pela diplomacia dos dois lados como gesto de informalidade e confiança.

Após a reunião, Macri usou o Salão Leste do Planalto para dar entrevista à imprensa brasileira e argentina. Esse espaço é reservado para autoridades brasileiras ou para declarações conjuntas entre Dilma e outros líderes estrangeiros. Assessores com longa experiência na Presidência afirmam não se lembrar de uma única ocasião em que um presidente de outro país usou sozinho o recinto. Normalmente, essas conversas ocorrem no térreo, com púlpito improvisado.

Por fim, algo de se notar: o secretário-geral do Itamaraty, embaixador Sérgio Danese, foi à Base Aérea de Brasília esperar a chegada de Macri. O comum é que um diplomata de menor escalão, responsável pelas relações com o país, faça o trabalho. Na volta à base, Macri foi acompanhado pelo chanceler Mauro Vieira – velho conhecido dos tempos em que ocupava a Embaixada em Buenos Aires e Macri era o novo prefeito da cidade.

Nas conversas, Macri prometeu cumprir a sentença da Organização Mundial do Comércio (OMC) que determina o fim das declarações juramentadas de importação na virada do ano. Conhecidas pela sigla DJAI, se constituíram nas principais barreiras contra produtos do exterior. Mas o novo governo pretende antes ter um “período de transição”, conforme Macri.

O Valor apurou que o governo, preocupado com a escassez de reservas internacionais na Argentina, está disposto a discutir a eliminação gradual de barreiras protecionistas e a agir com tolerância. Para o Planalto, é importante ajudar Macri a vencer as dificuldades causadas pelos prováveis ajustes que virão nas próximas semanas.

Valor Econômico – 07/12/2015

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Exportação demanda ajustes de pequenas

Uma das ferramentas para enfrentar a crise econômica, as exportações demandam estruturação das empresas de menor porte e demoram, em média, seis meses para sair do papel. Dificuldades vão da elaboração do plano de negócios ao processo pós-venda.

O grande obstáculo a ser superado pelos exportadores de primeira viagem é relacionado à capacitação. “No começo, é preciso adaptar os produtos, encontrar o público-alvo, se preparar em relação à burocracia, montar estratégia de promoção e formatar uma oferta”, enumera Mauricio Golfette, consultor de comércio exterior do Sebrae, lembrando que a primeira operação pode levar seis meses para ser efetivada.

E o trabalho se estende até o período que sucede a exportação. “O processo continua no pós-venda. Se foi feita exportação de máquinas, por exemplo, será necessário alguém que dê assistência técnica para essa máquina fora do País. Talvez seja necessário credenciar um técnico no país de destino ou abrir um escritório que trabalhe com isso”, completa Golfette.

A venda de máquinas faz parte do cotidiano de José Nilson Praxedes, diretor executivo do Grupo Potivias, há alguns anos. Agora, ele busca dar início às exportações da companhia. “Nós queremos vender nossa tecnologia, nosso equipamento, que só é produzido por nós no Brasil”. Para que consiga negociar seu produto, um gerador que tritura lixo orgânico, Praxedes diz que já está à procura de compradores. “Já fizemos nosso plano de negócios, encerramos os testes, conseguimos os laudos e agora estamos atrás de mercado.”

Estar preparado para as negociações pode impedir que o empresário se encontre em uma “situação de risco”, explica Golfette. “Muitas vezes aparece um comprador de fora e diz que quer seu produto para a semana que vem. Se você não se capacitou, não fez o registro na Receita Federal, não tem um despachante aduaneiro, não adequou o produto, você vai sair no sufoco. É muito fácil ter prejuízo nesse caso.”

O processo de adaptação do produto às exigências de diferentes países também confunde muitos empreendedores brasileiros. Mari Tomita, diretora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ressalta que, para exportar, “é necessário conhecer os regulamentos e exigências técnicas estrangeiras”. Ela sugere que os iniciantes comecem por mercados “menos exigentes” e cita vizinhos do Brasil, como Argentina, Peru e Chile. “Por outro lado, para negociar com a Europa é necessário certificação CE, mais difícil de obter.”

A exportação para países da América Latina foi escolhida pela Itallian Hairtech, empresa do ramo de cosméticos que acessou o mercado externo há um ano. “Hoje vendemos para Peru, Equador, Cuba, Colômbia e Chile”, conta Luiz Carlos Costa, gerente da companhia.

Financiamento

“As primeiras dúvidas são relacionadas a taxas de juros e a prazos”, afirma Robson Carlos da Costa, gerente de atendimento da Caixa Econômica Federal. A busca por fomento federal, feito também pelo BNDES e pelo Banco do Brasil, é constante no setor. “Cada banco tem foco em uma especificidade de exportação e taxas diferentes. Na Caixa, trabalhamos com antecipação de exportações e os juros ficam em 3,5% ao ano, com até 360 dias para liquidação.”

O setor privado também é opção aos empresários. “Primeiro nós enviamos nossos planos de negócio e, agora, estamos trabalhando em conjunto com fundos de investimentos”, afirma Praxedes.

Também ganha espaço o financiamento estadual. Em São Paulo, o banco de fomento Desenvolve SP “tem recursos próprios para os empresários e pode repassar recursos do BNDES”, explica Milton Santos, presidente da entidade. Ele menciona uma das modalidades de crédito: “a companhia pode pegar o financiamento conosco para produzir de acordo com o pedido do comprador. O prazo final para pagamento estará casado com a venda do produto”.

Poupatempo

A Investe SP, agência da Desenvolve SP, deu início, na última sexta-feira, ao serviço Poupatempo do Exportador. Direcionado a empresas de menor porte, o programa trabalha com temas como capacitação, financiamento e adequação de produtos. “O objetivo é tirar dúvidas de empresários que tenham algum produto para exportar”, diz Juan Quirós, presidente da Investe SP.

O primeiro atendimento foi feito em Campinas. “A gente vai adequar esse programa de acordo com a realidade de outras regiões do País e levá-lo para outros estados”, diz Herlon Alves, diretor do ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

DCI – 07/12/2015

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Mercosul pode avançar em negociações

O Mercosul deve avançar nas negociações com a União Europeia e com outros blocos comerciais, disse o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, nesta sexta-feira, durante encontro com lideranças empresariais em São Paulo.

Outro tema debatido no encontro foi a recuperação da confiança e da credibilidade do país, tema caro ao presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf. Macri também demonstrou preocupação com este assunto.

Macri disse ainda que quer implantar em seu governo regras claras e que permitam a competitividade e a participação com igualdade de condições. “Temos claro que para construir o elemento central de uma sociedade, que é a confiança”, afirmou Macri, “é preciso haver previsibilidade”.

Skaf, assim como Macri, comentou o potencial de incremento do comércio entre Brasil e Argentina, a necessidade de reforço ao Mercosul e a possibilidade de mais acordos internacionais. Macri também destacou a importância da educação. Ambos frisaram a necessidade de criação de empregos de qualidade. Outro ponto comum entre Skaf e Macri é ver o Estado como apoio à iniciativa de quem produz, e não seu substituto.

DCI – 07/12/2015

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OMC costura acordo agrícola para salvar a Rodada de Doha

Os países associados à Organização Mundial do Comércio (OMC) vão para o tudo ou nada na reunião ministerial que acontecerá em Nairóbi, no Quênia, entre os dias 15 e 18 deste mês. Segundo resumiu um negociador brasileiro, das duas uma: ou a Rodada de Doha — de redução global de barreiras comerciais — será revigorada ou fracassará de vez, 15 anos depois de iniciada. As conversas não serão fáceis e, com o desinteresse dos EUA pelo multilateralismo comercial, a rodada corre o risco de ser sepultada definitivamente.

— Estamos travados. É difícil conciliar opiniões, mas achamos que ainda é possível chegar a acordo em exportações agrícolas, com eliminação de subsídios e novas restrições a outras práticas que distorcem o comércio — disse o diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo.

EUA INVESTEM EM TPP E EUROPA
Os EUA voltaram atrás no que ficou decidido em 2008, auge da crise internacional, quando foi acordado que os subsídios às exportações seriam proibidos a partir de 2013. Deixaram claro ainda que não aceitam a fixação de limites para o pagamento de subsídios domésticos à agricultura. O foco dos americanos, admitiu o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em recente conversa com senadores, é a Parceria Transpacífica (TPP), que reúne 12 países das Américas e da Ásia.

— Acreditamos que possa haver um pacote que inclua entendimentos sobre subsídios à exportação agrícola, regras especiais para os países de menor desenvolvimento relativo e medidas de transparência, bem como que a declaração ministerial que sairá do encontro dê indicações de como prosseguir. Há países que defendem o fim da Rodada, como os EUA — disse Vieira.

No tabuleiro, os EUA estão bem posicionados. Além da TPP, negociam com a União Europeia a Parceria Transatlântica para Comércio e Investimentos, pondo em xeque Brasil e Índia, seus principais antagonistas na OMC. Por outro lado, os europeus estão alinhados aos brasileiros na defesa de um acordo que proíba subsídios a exportações. Mas os EUA teriam na China um aliado.

Também não houve progressos em temas como apoio creditício e ajuda alimentar. Uma proposta que circulava há dias dizia que o prazo para o crédito à exportação deveria ser de até seis meses, porque o produto agrícola é perecível. Mas a legislação americana permite dois anos.

Para o Brasil, um dos maiores produtores e exportadores agrícolas, a ideia é resgatar o acordo de 2008, com a proibição definitiva de subsídios às exportações. O resto ficaria para depois: apoio doméstico à agricultura, acesso a mercados agrícola, industrial e de serviços, e transparência em regulação doméstica.

— O principal é termos um resultado em subsídio à exportação — disse uma fonte.

O Globo – 07/12/2015

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Alta de juros nos EUA deve afetar emergentes com dívida em dólar

A elevação da taxa básica de juros nos Estados Unidos, que deve ocorrer no próximo dia 16, pode causar desequilíbrios nas economias emergentes, alertou ontem o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), um coordenador global dos bancos centrais. Segundo o organismo, esses países são muito sensíveis ao câmbio, porque têm um elevado endividamento em dólar — US$ 3,3 trilhões, de acordo com o dado mais recente do BIS — acumulado durante o período em que a moeda americana estava mais fraca. O relatório do organismo destaca Brasil, Chile, México, África do Sul, Turquia e China.

No documento, o BIS afirma ainda que os BCs não devem interromper suas políticas de combate à crise por causa da volatilidade dos mercados, que deve se seguir à decisão do Federal Reserve (Fed, o BC americano). Os juros americanos estão no intervalo entre zero e 0,25% ao ano desde dezembro de 2008.

“A recuperação do mercado sugere que os emergentes são capazes de lidar com o aperto da política monetária nos Estados Unidos”, afirmou o BIS. “No entanto, as condições menos favoráveis nos mercados financeiros, combinadas com piores perspectivas macroeconômicas e à crescente sensibilidade às taxas de juros nos EUA, aumentam o risco de propagação a estes países uma vez que a subida comece”.

— As vulnerabilidades financeiras dos emergentes ainda não se dissiparam — afirmou na sexta-feira Claudio Borio, chefe do Departamento Monetário e Econômico do BIS, em teleconferência. — Frente a condições tão extraordinárias, não surpreende que os mercados estejam atentos a qualquer palavra dos bancos centrais.

O documento argumenta ainda que, embora a atual “calma desconfortável” dos mercados financeiros ameace se transformar em turbulência, isso não deve dissuadir os BCs de adotarem uma política monetária mais rígida.

O Globo – 07/12/2015

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‘Fed pode subir juros agora, mas deverá reduzir a taxa em breve’

Se o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) elevar a taxa básica de juros neste mês, pela primeira vez desde 2006, ele poderá ter de reduzir os juros novamente antes do fim de 2016. A queda na taxa deve acontecer porque a economia americana pode perder fôlego, segundo Marios Maratheftis, economista-chefe do banco Standard Chartered, com sede em Londres, e sua equipe. “Estamos vendo o melhor para os Estados Unidos”, disse Maratheftis à Bloomberg Television na semana passada. “O Fed, na verdade, será forçado a cortar os juros”.

Em contrapartida, a expectativa média dos economistas consultados pela Bloomberg é de que o Fed elevará a taxa de juros de quase zero para 1,25% até o fim do ano que vem. Nenhum dos outros 70 analistas consultados prevê uma redução em 2016. A Standard Chartered prevê que o Fed aumentará sua taxa para 0,75% em março antes de trazê-la de volta para 0,5% no último trimestre de 2016 e, posteriormente, para 0,25% no início de 2017.

A posição do banco se baseia em sua projeção para a maior economia do mundo. Na visão de seus economistas, a expansão atingiu o pico em meados de 2014 e cairá para 1,6% no ano que vem. Este patamar está abaixo da estimativa de consenso, de expansão de 2,5%.

Por trás do pessimismo está a visão de que o gasto de consumo irá se deteriorar com estabilização de vendas de carros, o núcleo da inflação continuará domesticado e as contratações cairão para 100.000 por mês, cerca de metade do ritmo recente. Com o surgimento dos riscos de recessão, a taxa de desemprego começará a subir e o Fed será forçado a agir, segundo o banco. Ao defender sua postura, a empresa observou que nos últimos seis anos o consenso tem sido repetidamente otimista demais.

Se o Standard Chartered estiver certo, este será o ciclo de aumento mais curto dos últimos tempos. Quando o Fed elevou os juros em junho de 2004, ele só foi reduzido novamente em setembro de 2007, quando estava 425 pontos-base mais alto. Antes disso, o banco subiu a taxa em 175 pontos-base em janeiro de 1999 antes de cortá-la em janeiro de 2001. Em fevereiro de 2004, o Fed duplicou a taxa para 6% e a reduziu em julho de 2005. Uma reversão em 2016 também coloca o Fed na lista de bancos centrais de países avançados que elevaram as taxas de juros e rapidamente mudaram o rumo. Já fazem parte do clube o Banco Central Europeu e seus pares do Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Suécia.

Valor Econômico – 07/12/2015

Redação On dezembro - 7 - 2015
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