Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

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Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Produção de veículos cai 33,5% em novembro, diz Anfavea

Resultado é na comparação com 2014; foi o pior para o mês desde 2003. Estoques continuam altos: ‘Situação bastante difícil’, diz presidente.

A produção de carros, caminhões e ônibus caiu 33,5% em novembro, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta sexta-feira (4). O resultado é na comparação com o mesmo mês do ano passado. Saíram das fábricas 176 mil unidades, contra 264,8 mil em novembro de 2014. Foi o pior novembro desde 2003.

Em relação a outubro, quando 205,1 mil veículos foram produzidos, o volume foi 14,2% menor.

No acumulado do ano, a indústria automobilística acumula queda de 22,3% na produção sobre janeiro a novembro de 2014, com 2,28 milhões de unidades fabricadas. Nesse mesmo período do ano passado, o Brasil já tinha entregado quase 3 milhões de carros, caminhões e ônibus. O nível de 2015 é o pior desde 2006.

Nas vendas, o recuo em novembro foi de 33,8%, na comparação anual, conforme já havia informado a Fenabrave, a federação dos concessionários, na última terça (1º). Foram emplacados no mês passado 192,2 mil veículos contra 294,7 mil em novembro de 2014.

Sobre outubro (192,1 mil emplacamentos), a queda foi menor, de 1,6%.

Estoques seguem altos

Mesmo com produção menor, os estoques nas montadoras e nas lojas continuam altos, de 50 dias ou 322 mil unidades, porém, menores que o volume de outubro.

O presidente da Anfavea, Luiz Moan, diz que a queda de um mês para outro equivale a 18,5 mil unidades, que são 2 dias de vendas. “Mas continuamos em um nível extremamente elevado. Uma situação bastante difícil para o setor”, avaliou.

Queda no ranking mundial

De janeiro a novembro, o país vendeu 25,2% menos carros, caminhões e ônibus do que nesse mesmo período de 2014. Foram emplacados 2,34 milhões de veículos contra 3,12 milhões há 1 ano. É o pior nível desde 2007.

Além do fato de que deverá cair pelo terceiro ano consecutivo, o mercado brasileiro de veículos deverá perder a quarta posição no ranking mundial de vendas, sustentada desde o início da década.

Até setembro passado, o Brasil ocupava a sétima colocação nessa lista, tendo perdido posições para Alemanha, Grã-Bretanha e Índia. China, Estados Unidos e Japão lideram.

Em 2014, o país perdeu também o título de maior produtor de veículos da América Latina, para o México.

Há 40 mil funcionários em PPE (plano de proteção ao emprego, com redução temporária de jornada e salário), ou que já aprovaram a adesão ao PPE, e 6 mil em férias coletivas ou licença.

46 mil parados ou com jornada menor

Além de retroceder para os níveis de anos atrás na produção e na venda de veículos, a indústria recuou também no emprego, mas menos.

Apenas de outubro para novembro, cerca de 1,5 mil vagas foram fecahdas no setor, que passou a empregar diretamente 131,2 mil pessoas. O número é 10,2% menor do que em novembro do ano passado e fica no mesmo patamar de 2008.

“Quanto ao nível de emprego, retornamos a 2008, (enquanto) ao de produção, a 2006. Isso mostra o esforço do setor de tentar passar o período de crise, tentando proteger os nossos empregados”, disse Moan.

Segundo o executivo, atualmente há 40 mil funcionários em PPE (plano de proteção ao emprego, com redução temporária de jornada e salário), ou que já aprovaram a adesão ao PPE, e 6 mil em férias coletivas ou licença. “Então, são, no total, 46 mil com alguma restrição (dos 130 mil empregados em novembro).”

Previsão para 2016

Apesar dos números negativos, a associação das montadoras segue otimista. “O Brasil é maior do que esta crise”, diz Moan.”Prova disso é que nenhum centavo de investimento programado pelas associadas foi cortado.”

O presidente da Anfavea afirma que, de 2012 a 2018, a indústria prevê investir R$ 85 bilhões. “Sabemos que o mercado quer voltar e, na hora que voltar, cada uma quer estar pronta para alimentar este mercado”, explica.
Pedido de impeachment

O executivo também comentou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

“O processo está dentro do arcabouço legal do nosso país. As questões políticas estão corroendo a economia brasileira e este é mais um fato que só pode trazer prejuízo. Que as instituições sejam respeitadas, mas que haja uma definição o mais rápido possível. Esta é a posição oficial da Anfavea. A economia brasileira não aguenta mais questões políticas atrapalhando”, declarou Moan.

Suspeitas contra empresas

O presidente da Anfavea falou ainda sobre a Operação Zelotes, da Polícia Federal, que resultou no indiciamento de Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente da Caoa, importadora da Hyundai, e dos executivos Eduardo Ramos e Paulo Ferraz, ambos da MMC Automotores do Brasil, representante da Mitsubishi no país, entre 19 pessoas. Eles são suspeitos da compra de medidas provisórias para beneficiar empresas do setor automotivo.

Também da MMC, o vice-presidente da Anfavea, Mauro Marcondes, foi preso na mesma operação no último dia 26 de outubro, e foi suspenso do cargo entidade. Para Moan, os “indícios de irregularidades devem recair sobre as pessoas”, não sobre a indústria.

Fonte: G1

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Em crise, construção civil suprime mais de 500 mil empregos em 12 meses

Marli Moreira

Pela vigésima vez consecutiva, em outubro último, a construção civil registra mais demissões do que novas contratações em todo o país. O declínio foi de 1,82%, com o corte de 55,9 mil vagas, segundo mostra a pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), feita em conjunto com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Nos últimos 12 meses, o setor já eliminou 508,2 mil postos de trabalho. No setor estão empregados, atualmente, 3,014 milhões de pessoas.

Pelas projeções do SindusCon-SP, no fechamento de 2015 haverá uma queda de 16,8% no nível de emprego em relação ao ano passado, o que significará uma redução de 556 mil vagas. Em outubro, a maior redução ocorreu no setor de infraestrutura (3,18%), seguido pelo segmento de imobiliário (2,02%). Por região, os maiores cortes no emprego foram registrados no Norte (-4,82%), e no Centro-Oeste (-2,39%).

O presidente da entidade, José Romeu Ferraz Neto, disse – por meio de nota – que a queda foi causada pela crise política. Segundo Ferrz Neto, a crise afetou a confiança das famílias e dos investidores.

Fonte: Agência Brasil

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Produção da indústria encolhe 11,7% em um ano

A produção industrial brasileira voltou a refletir os efeitos da crise e encolheu 11,7% em outubro em relação a igual mês do ano passado, a 20ª queda seguida nesse tipo de comparação e a mais forte desde abril de 2009. De setembro para outubro, a atividade ficou 0,7% menor, fazendo com que nos últimos cinco meses a perda chegue a 5,7%, mostra a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE. Com o resultado de outubro, a indústria está 17% abaixo do patamar recorde de produção, alcançado em junho de 2013.

As maiores perdas foram registradas pelos segmentos de bens de capital (máquinas e equipamentos para produção), de 32,6% em relação a outubro do ano passado, e de bens de consumo duráveis (carros e eletrodomésticos), que caíram 28,7%.

— A queda expressiva de bens de capital tem relação direta com expectativas dos empresários que estão abaladas, assim como a dos consumidores. Toda a turbulência política e econômica tem influência nas expectativas e no investimento — afirmou André Macedo, economista do IBGE.

Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), os números mostram a indústria “estrangulada pela crise”. Segundo relatório do Iedi, além da queda generalizada, chama a atenção o tamanho das perdas, que chegaram a 5,6% em apenas um mês, como ocorreu com os bens duráveis. Em relação a 2014, o Iedi afirma que as “quedas são impensáveis”, com perdas maiores de 10% em 16 dos 26 ramos pesquisados e resultados negativos de mais de 30%, como foi o caso dos produtos eletrônicos e ópticos (-35,8%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-34,9%) e impressão e reprodução de gravações (-31,9%).

O Globo – 04/12/2015

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Empresário quer ‘virar a página’ na economia

O início do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff é visto como uma passo em direção à solução do impasse econômico que o Brasil viveu ao longo de 2015, de acordo com empresários ouvidos pelo Estado. Com a “guerra branca” entre Dilma e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, transformada em embate declarado, a expectativa é que a economia possa finalmente voltar aos trilhos.

Segundo o presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, o mercado quer um desfecho rápido da situação para começar a fazer projetos concretos. “A leitura que tenho do mercado como um todo subindo (a Bolsa ganhou mais de 3% nesta quinta-feira, 3) é que todo mundo está esperando que se vire essa página”, diz o empresário, dono da terceira maior rede de moda do País.

Para Rocha, o impeachment deve ocorrer somente se houver embasamento jurídico. Em sua opinião, porém, só uma mudança de governo vai trazer nova matriz econômica para o País, realmente comprometida com a economia de mercado. “Acho que ainda corremos o risco de termos três anos ruins. Sou pessimista com o atual pensamento econômico, mas muito otimista com a mudança.”

Tudo parado. O presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Paulo Butori, afirma que a definição do processo de impeachment já é, por si só, um bom resultado. “Precisávamos de uma definição, pois tudo estava parado”. Segundo ele, “agora o processo está andando e é possível ver uma luz no fim do túnel, pois há um prazo para se definir se a presidente fica ou sai”.

Desde 2014, o setor de autopeças demitiu 55 mil trabalhadores, 25% de sua mão de obra há dois anos. Butori diz que novos cortes podem ocorrer em 2016 se a situação econômica continuar se agravando. Mas, se houver sinais de melhoras, o quadro ficará estável. O setor opera hoje a 60% de sua capacidade.

Já o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes, considera que os investimentos só voltarão a crescer quando a questão do impeachment estiver resolvida. Para ele, é importante que os desdobramentos políticos ocorram o mais rápido possível, de modo a iniciar os ajustes necessários para as contas nacionais, o que poderá destravar os investimentos.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, diz que a entidade não é favorável nem contra o impeachment. “Acreditamos que as instituições estão funcionando e não há nada fora do arcabouço institucional.” Para ele, a crise política está corroendo a economia e a sociedade civil deve se unir para buscar saídas para a situação.
A declaração de Moan foi feita em evento em São Paulo que reuniu empresários e sindicalistas em torno de uma agenda de desenvolvimento. “Nosso movimento mostra que entidades com ideologias diferentes conseguiram buscar uma agenda pró-Brasil em torno de uma pauta comum”, diz Moan.

O Estado de S.Paulo – 04/12/2015

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Crise afeta alimentos

O tamanho da crise industrial pode ser medido quando até mesmo a fabricação de alimentos e produtos essenciais à vida recua. Em outubro, a queda da indústria alimentícia foi de 0,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Entre as categorias pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chama a atenção o recuo de 32,6% dos bens de capital, o que aponta a severa retração dos investimentos, sobretudo, em máquinas e equipamentos. Por atividade, o destaque negativo fica por conta do setor automobilístico, com recuo de 34,9% sobre o mesmo mês de 2014.

Setores que antes se mantinham no campo positivo começaram a despencar em outubro e devem seguir em queda em novembro, o que reforça a tese de que, no quarto trimestre do ano, haverá novo tombo no Produto Interno Bruto (PIB). As principais influências negativas foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,7%) e as indústrias extrativas (-2%). Com a greve da Petrobras e o desastre ambiental em Mariana (MG) em novembro, a perspectiva para esses setores é continuar em queda.

Exportações

André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, destacou que a produção de bens de consumo duráveis registrou a terceira queda consecutiva em outubro ante o mês imediatamente anterior e acumula retração de 15,8%. “O nível mais baixo de confiança das famílias no que se refere a sua disposição de consumir, a retração da demanda doméstica com aumento da taxa de desemprego e queda na renda, tudo isso justifica o comportamento mais negativo de bens de consumo duráveis e também de outras categorias”, explicou.

Para Rafael Cagnin, do Instituto para o Desenvolvimento da Indústria (Iedi), o pior é que não há nenhuma mudança a curto prazo que possa reverter o quadro. “A única esperança é o dólar estimular as exportações”, disse.

Correio Braziliense – 04/12/2015

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Crise chega forte ao setor extrativo e tira esperança de alento da indústria no 4º tri

A indústria, que padece de problemas estruturais que se mostram difíceis de ser superados, passa a ser agravada também por questões conjunturais no único segmento que vinha se mantendo à margem da crise profunda do setor. Os problemas da Petrobras parecem ter chegado com força à indústria extrativa mineral e mais ainda está por vir, na visão dos analistas, por causa do acidente da Samarco, em Minas Gerais. Único ramo da indústria que mantém crescimento no ano, a indústria extrativa foi a principal contribuição negativa para a produção industrial em outubro, com um tombo de 2% em relação a setembro, o que levou o indicador a surpreender negativamente de forma expressiva e piorou o cenário já ruim para o setor no quarto trimestre.

Na média, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria encolheu 0,7% no mês, quinto recuo consecutivo nessa ordem e bem pior que a queda de 0,1% prevista pelos analistas consultados pelo Valor Data.

Como a greve dos petroleiros durou até o fim de novembro e os impactos do desastre ambiental ocorrido em Mariana (MG) na produção ainda estão por vir, economistas avaliam que a dinâmica negativa do setor extrativo pode se acentuar nos próximos meses. Sem melhora à vista da atividade manufatureira, que sofre com a contração da demanda doméstica e estoques elevados, um último trimestre fraco para a indústria já está contratado, reforçando o cenário de nova redução do Produto Interno Bruto (PIB) no período.

De acordo com o IBGE, 15 dos 24 ramos analisados diminuíram a produção na passagem mensal, com destaque para os segmentos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,7%) e indústrias extrativas. Na indústria de transformação, o segmento de veículos acumulou perda de 19,3% nos últimos três meses, ao recuar 3% ante setembro. A análise por categorias de uso também mostra retração generalizada e, na comparação com outubro de 2014, o tombo de 11,2% da produção industrial é o pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2002.

O segmento extrativo deve continuar em queda nos próximos meses, tendo em vista a paralisação dos funcionários da Petrobras, que durou mais de 20 dias, e o rompimento da barragem da mineradora Samarco, avalia Julia Araújo, do banco Fator. Esses dois eventos adicionam um viés negativo ao quadro já difícil para o setor industrial no fim do ano, afirma Julia.

“A indústria extrativa estava evitando uma retração maior do setor como um todo e agora esse cenário deve se reverter”, diz. Julia. No acumulado de janeiro a outubro, o setor extrativo é o único dos 26 analisados que cresceu em relação a igual período de 2014, com alta de 6,3%, observa a economista. “Isso com certeza vai mudar nos próximos meses.”

Para André Macedo, gerente da coordenação de indústria do IBGE, a queda da produção de derivados de petróleo em outubro teve relação direta com a desaceleração da demanda interna. Macedo também acredita que o setor extrativo deve ter voltado a mostrar resultados negativos em novembro, em função da greve e do desastre envolvendo a Samarco. Em outubro, porém, o gerente avaliou que a retração observada na indústria extrativa ainda não tem explicação clara e pode estar relacionada a “algum problema na produção”. “Ainda não há leitura diferenciada [dos resultados positivos nos meses anteriores]”, disse Macedo.

Helcio Takeda, diretor de pesquisa econômica da Pezco Microanalysis, afirma que a greve dos petroleiros já teve algum efeito sobre a produção do setor extrativo em outubro, que deve ter se intensificado no mês seguinte. Mesmo desconsiderando esse impacto pontual, destaca Takeda, os resultados da indústria no primeiro mês do quarto trimestre foram bastante negativos, e não há sinais de reversão. A projeção preliminar da consultoria aponta que, em novembro, a produção diminuiu mais de 9% sobre igual mês de 2014.

A melhora da percepção dos empresários sobre o setor externo, com o câmbio mais depreciado, pode representar uma ajuda à produção no próximo ano, diz Takeda. No curto prazo, porém, a deterioração das condições de crédito e da confiança não permitem que o setor saia do terreno negativo. Na produção de bens de capital e duráveis, que recuaram 32,6% e 28,7% sobre outubro de 2014, respectivamente, a influência desses dois fatores é mais visível, afirma ele.

“Temos muita incerteza no ambiente econômico. As expectativas dos agentes continuam muito baixas, a confiança do consumidor segue em mínimas históricas. É difícil ver algo que possa fazer a trajetória da indústria de transformação se alterar”, concorda Júlia, do Fator, para quem a produção industrial vai encolher 8,5% no acumulado de 2015 e 3,4% no próximo ano.

Para a equipe econômica do Bradesco, que trabalhava com alta de 0,3% da produção em outubro, o dado divulgado ontem sugere que o PIB pode ter retração da ordem de 1% na passagem do terceiro para o quarto trimestre.

“O resultado reforça nossa expectativa de manutenção do fraco desempenho da indústria nos próximos meses, diante de nova queda da confiança do empresariado industrial e de estoques em patamares ainda bastante elevados”, afirma, em relatório, o departamento de pesquisas e estudos econômicos chefiado pelo economista Octavio de Barros.

Os analistas do Bradesco ainda notam que setor de construção civil mantém o ajuste em sua cadeia produtiva, dado que a produção de insumos típicos da construção civil acumula queda de 6,6% nos últimos três meses, assim como o segmento de veículos.

Valor Econômico – 04/12/2015

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10 Perguntas e respostas – Trabalhador com deficiências.

1 – Há alguma regra especial quanto à formalização do contrato de trabalho com trabalhador portador de deficiência?

Não. As normas gerais da CLT em relação ao contrato de trabalho aplicadas ao trabalhador sem deficiência também são aplicadas ao portador com deficiência.

2 – O trabalhador com deficiência tem direito à jornada especial?

Sim, dependendo do grau de deficiência do trabalhador poderá haver horário flexível ou reduzido, com proporcionalidade de salário, quando tais procedimentos se fizerem necessários.

É o caso, por exemplo, do trabalhador que possui acompanhamento semanal em tratamento médico (exigindo horário determinado), situação em que a empresa deverá estabelecer um horário de trabalho de tal forma que o mesmo possa realizar o tratamento – (Decreto nº 3.298/99).

3 – Qual a remuneração a ser paga ao empregado com deficiência?

Não há qualquer diferenciação quanto ao salário a ser pago, sendo igual aos demais empregados na mesma função, força do art. 7º, incisos XXX e XXXI, da Constituição Federal de 1988 e o art. 461 da CLT.

4 – O empregado com deficiência tem direito ao vale-transporte?

Salvo se o trabalhador deficiente for detentor de passe livre que o isente do pagamento de passagens em transporte coletivo em todo o trecho de deslocamento entre a residência e o local de trabalho (Lei 6.418/85 e Decreto 3.691/00), este terá direito ao vale-transporte normalmente.

5 – Como informar na Relação Anual das Informações Anuais (RAIS) que o empregado é pessoa com deficiência?

No campo sobre os dados pessoais do empregado, no item “Deficiente Habilitado ou Beneficiário Reabilitado”, deve ser marcado o campo como “Sim”, se o trabalhador é pessoa com deficiência.

Em complemento a esta informação, ainda deve ser indicado o tipo de deficiência com a seguinte codificação: 1 – Física; 2 – Auditiva; 3 – Visual; 4 – Mental; 5 – Múltipla; e 6 – Reabilitado.

A empresa é passível de autuação, se apresentar a RAIS contendo informações inexatas ou declarações falsas (art. 24 da Lei nº 7.998/90, c/c art. 7º do Decreto nº 76.900/75).

6 – Há alguma obrigatoriedade de informar no CAGED se o empregado é pessoa com deficiência?

Sim. Em qualquer movimentação devem ser informados, no campo reservado, os dados cadastrais do empregado no item “Portador de Deficiência”, colocando “1” para indicar “SIM”.

7 – O empregado com deficiência possui estabilidade? Ele pode ser dispensado sem justa causa?

Não há previsibilidade legal de estabilidade para o empregado com deficiência. A dispensa de empregado com deficiência ou reabilitado, quando se tratar de contrato por prazo determinado, superior a 90 dias, e a dispensa imotivada, no contrato por prazo indeterminado, somente poderá ocorrer após a contratação de substituto em condições semelhantes.

A demissão de um trabalhador com deficiência ensejará a contratação de outro com deficiência. Essa regra deve ser observada enquanto a empresa não tenha atingido o percentual mínimo legal. Fora desse requisito, valem as regras gerais que disciplinam a rescisão do contrato de trabalho (art. 93 da Lei nº 8.213/91).

8 – O aprendiz com deficiência pode contar, simultaneamente, para a cota de aprendizagem e de pessoas com deficiência?

A legislação trabalhista dispõe que não há sobreposição das cotas, já que cada uma delas tem finalidades e condições próprias. Cada instituto possui finalidade própria, pois enquanto a legislação fala na habilitação prévia ao deficiente, a aprendizagem visa justamente habilitar o aprendiz para o mercado de trabalho.

9 – Há algum impedimento para que uma pessoa com deficiência seja contratada como aprendiz?

Não há nenhuma oposição. Ao contrário, o instituto da aprendizagem pode se constituir em um importante instrumento de qualificação desse segmento, pois sequer há limite de idade (§ único do art. 2º do Decreto nº 5.598/05). Não obstante, a contratação deverá ser enquadrada na cota de aprendiz.

10- O empregado com deficiência contratado por empresa terceirizada conta para fins de comprovação de preenchimento da cota da tomadora?

A legislação fala de reserva de cargos que devem ser preenchidos pela empresa. Dessa forma, os empregados da empresa terceirizada somente contam para esta, não para a tomadora.

Fonte: Boletim Guia Trabalhista, 03.12.2015

Os artigos reproduzidos neste clipping de notícias são, tanto no conteúdo quanto na forma, de inteira responsabilidade de seus autores. Não traduzem, por isso mesmo, a opinião legal de Granadeiro Guimarães Advogados.

Granadeiro – 03/12/2015

Redação On dezembro - 4 - 2015
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