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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017






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Aprovada a abertura de painel contra Indonésia

Nada menos do que 40 países vão participar da disputa do Brasil contra a Indonésia envolvendo barreiras à entrada de carne de frango brasileira no país asiático.

O pedido de painel (comitê de investigação) apresentado pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) foi enfim aprovado ontem, na terceira tentativa, depois de a Indonésia ter conseguido postergar o início da investigação usando como pretexto até um erro de digitação.

Ontem, União Europeia (28 países), EUA, China, Vietnã, Nova Zelândia, Paraguai, Noruega, Taiwan. Chile, Índia, Coreia, Japão, Austrália e Argentina pediram para participar como terceiras partes com interesse econômico envolvido na disputa.

Mas a lista vai aumentar, porque a Rússia já avisou que tem interesse em acompanhar o caso. Tudo isso reflete as barreiras agrícolas frequentemente impostas pela Indonésia, que agora fazem com que os países prejudicados juntem forças no caso do Brasil contra a barreira ao frango.

Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, a instalação do painel é positiva e pode, inclusive, fazer com que a Indonésia ceda, voltando a negociar com o Brasil antes da própria conclusão da investigação.

Valor Econômico – 04/12/2015

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Receita de exportação deve ter recuo de 14% em 2015

A receita de exportações da América Latina deve encerrar 2015 com queda de 14%, segundo projeção da Comissão de Estudos para América Latina e Caribe (Cepal). Será o terceiro ano seguido de reduções crescentes no valor exportado pela região. Em 2013, a queda foi de 0,4% e em 2014, de 3%, segundo o estudo Panorama da Inserção Internacional da América Latina e Caribe 2015, da agência regional da ONU.

A retração decorre principalmente do fim do ciclo de alta dos preços das commodities minerais e agrícolas, responsáveis pela maior parte da pauta exportadora latino-americana. Contribuem também o menor ritmo de crescimento da China, a desaceleração do comércio mundial e a própria retração econômica dos países da região, que reduziu o comércio intrarregional. Para 2016, as perspectivas também não são animadoras. Com a continuidade da queda dos preços das commodities, a expectativa é de nova redução nas vendas externas da região.

A queda prevista para 2015 é mais intensa do que a experimentada durante a crise mundial de 2009. A redução será mais acentuada nos países exportadores de petróleo e derivados, gás natural e metais. Na Venezuela, maior produtora de petróleo da região, o valor das exportações deve cair 41%, enquanto na Bolívia, grande exportadora de gás natural, a retração deve atingir 30%. Na Colômbia, a queda deve alcançar 29%, na Argentina e Chile, 17% e no Brasil, 15%. Entre os piores desempenhos estão ainda Equador (queda de 25%), Peru (-16%), Paraguai (-14%) e Uruguai (-12%).

Já o México e países da América Central devem apresentar queda menor, de 4%. Apesar de afetada pelos baixos preços do petróleo, a economia mexicana é grande exportadora de manufaturados, principalmente para os Estados Unidos. O mesmo acontece com a América Central. México e países centro-americanos utilizam o mecanismo das “maquilas” – importação de peças e componentes fabricados nos Estados Unidos para montagem de produtos finais nesses países e posterior exportação para o mercado americano, onde entram sem pagar tributos.

O México também é favorecido por pertencer ao Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), o que levou muitas empresas americanas a se instalarem em território mexicano, onde a mão de obra é mais barata, para exportar para os Estados Unidos. “O México tem um forte comércio com os Estados Unidos e não está em crise. A América Central também aproveita a onda de crescimento da economia americana”, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

A queda do valor das exportações latino-americanas poderia ser ainda maior se houvesse redução acentuada também no volume exportado. “Até agora, só estamos tendo queda de preço. O aumento do volume exportado ameniza um pouco a queda das cotações de alguns produtos minerais”, diz Castro. As quantidades exportadas continuam aumentando porque a China continua crescendo, mesmo em ritmo menor, de 6% a 7%. Mas se as compras chinesas diminuírem mais, o impacto será maior.

Para 2016, a expectativa é de que os preços das commodities continuem caindo, especialmente dos produtos minerais. A queda dos preços das commodities agrícolas é mais lenta do que a das minerais, que dependem de consumo industrial e atividade econômica, enquanto os alimentos dependem do consumo humano, que não se retrai tão rapidamente. Isso se reflete, diz Castro, em impacto relativamente menor no valor das exportações de Brasil, Argentina e Paraguai, os maiores exportadores de produtos agrícolas da região.

“Vivemos há mais de dez anos um momento de reprimarização da América Latina e Caribe”, diz Celso Grisi, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). A maior concentração nas exportações de matérias-primas faz com que a região participe da cadeia global de suprimentos de forma marginal, fornecendo produtos básicos. Para que a região evolua para um comércio de maior valor agregado, é preciso, diz Grisi, aumentar sua produtividade e inovação, melhorar sua logística e infraestrutura e investir fortemente em capacitação de seus recursos humanos.

Para a Cepal, não será fácil sair desse quadro desfavorável e complexo. O aprofundamento da especialização em recursos primários, estimulado pelo ciclo recente de altos preços das matérias-primas, e a persistência de uma estrutura produtiva de baixa capacidade tecnológica limitam as possibilidades de retomada do fluxo de exportações. As limitações da pauta exportadora reduzem até os efeitos positivos da desvalorização nominal de várias moedas da região sobre as vendas internacionais.

Valor Econômico – 04/12/2015

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Macri ‘relança’ relação com visita a Dilma nesta sexta

A comitiva do presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, vai passar duas horas em Brasília nesta sexta (4).

Durante sua passagem relâmpago pela capital, ele deve se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, o chanceler Mauro Vieira e o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Everton Vargas.

Da atmosfera política tensa de Brasília –conturbada pelo processo de impeachment contra a presidente Dilma –, Macri partirá para São Paulo, onde deverá ser recebido com pompa e circunstância na Fiesp, chefiada pelo peemedebista Paulo Skaf, ligado ao vice-presidente Michel Temer. Depois, ele segue para o Chile.

A visita, que inclui almoço, ocupa o dobro do tempo da passagem por Brasília na agenda do argentino. Mais de cem empresários confirmaram presença no evento da Fiesp, que entregará a Macri a Ordem do Mérito Industrial São Paulo, que já premiou Cristina Kirchner em 2013.

A viagem de Macri ao Brasil foi confirmada antes das notícias mais recentes sobre o processo político de Dilma e não se cogitou cancelá-la.

Ele e Dilma ficarão frente a frente pela primeira vez desde que o político, que faz oposição a Cristina, venceu as eleições, no fim de novembro.

O PT de Lula fez campanha pelo rival de Macri, o governista Daniel Scioli, que Dilma chegou a receber no Planalto -algo inusual para um governador provincial.

Entre os funcionários do presidente eleito, a versão é que não ficou rancor e que o Brasil é sócio estratégico na nova política externa da Argentina. Mas os dois presidentes sabem que representam forças políticas diferentes.

Macri é empresário e faz parte da centro-direita, que mais se assemelha ao PSDB do que ao PT de Dilma.

LAÇOS E REGRAS

A reunião entre os dois deverá ressaltar a importância institucional da relação entre os presidentes, sem entrar no critério das cores políticas.

Macri pretende mostrar que a Argentina quer se reabrir a investimentos estrangeiros e vai informar que pretende criar regras claras para gerar confiança e atrair investidores. Precisa de dólares o mais rapidamente possível para recompor as reservas do Banco Central.

Só assim poderia retirar restrições às importações, maior queixa dos empresários brasileiros.

Ele também precisa que o Brasil lhe dê informações sobre o estágio da negociação do Mercosul com a União Europeia, que já está em curso. Cristina não repassou informações ao adversário e vem dificultando a transição.

Ele viaja com seu chefe de gabinete, Marcos Peña, a futura chanceler Susana Malcorra e o futuro assessor de assuntos estratégicos da Casa Rosada, Fulvio Pompeo.

Há a expectativa de que o presidente eleito reforce sua posição crítica à Venezuela, um ponto de divergência entre os dois mandatários. A Argentina defende punição do país pelo Mercosul, em razão dos políticos presos pelo governo de Nicolás Maduro.

Macri assume o governo da Argentina no dia 10, num momento de “congelamento” do bloco, em suas palavras.

O fluxo comercial bilateral, que somou US$ 39 bilhões em 2011, encolheu para menos de US$ 18 bilhões nos primeiros nove meses do ano. Além das travas de Cristina, contribuíram para o atual esfriamento a recessão brasileira e a estagnação argentina.

Folha de S.Paulo – 04/12/2015

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Ao Congresso dos EUA, Yellen reforça sinal de que juro pode subir ainda em dezembro

A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, afirmou que o crescimento econômico fraco de outros países e a força do dólar levam o banco central norte-americano a adotar cautela em relação à alta nos juros. Yellen disse que as taxas de juros devem subir lentamente nos meses adiante, também por causa das políticas monetárias divergentes entre os EUA e outros países. Segundo ela, uma alta da taxa de juros em dezembro é “uma opção viva”.

Em discurso no Comitê Econômico Conjunto do Congresso, Yellen indicou que o Fed está pronto para elevar os juros neste mês, porque a economia doméstica tem melhorado. “Acho que estamos muito perto do pleno emprego”, avaliou. Mas o cenário global faz com que ela e os outros diretores não adotem nenhuma conduta agressiva para além disso. Ela apontou que o risco geopolítico é um fator por trás da cautela das famílias.

Yellen respondeu a perguntas dos congressistas. A presidente do Fed reforçou que espera que o processo de elevação nos juros seja gradual, também por causa do dólar forte. Ainda de acordo com Yellen, a primeira alta nos juros não sinalizará um ritmo predeterminado para as altas seguintes.

O Fed se reúne em 15 e 16 de dezembro e a expectativa dos investidores em geral é que decida elevar os juros. Em boa parte de sua fala, Yellen ressaltou a força da economia doméstica, apontando, por exemplo, os gastos dos consumidores e o investimento das empresas. Yellen disse que espera um aumento na pressão sobre os salários, conforme a economia melhora, o que pode apoiar a decisão de elevar os juros. A presidente do Fed avaliou que as expectativas de inflação estão bem ancoradas, o que fortalece sua confiança de que a inflação retornará à meta de 2%, conforme os efeitos dos preços de energia e dos preços de importados perca força.

Yellen comentou ainda um projeto do Partido Republicano, a partir do qual os oposicionistas pretendem impor algum grau de supervisão sobre o BC dos EUA. Na avaliação dela, isso é “uma ameaça para a independência do Fed”.

Influência europeia. O anúncio do programa de estímulos abaixo das expectativas do mercado pelo Banco Central Europeu (BCE) e a subsequente apreciação do euro abriram espaço para que o Fed eleve as taxas de juros básicos nos EUA, segundo Bill Adams, economista-sênior do PNC Financial Services Group.

Para o economista-chefe da RBC Global Asset Management, Eric Lascelles, o anúncio do BCE “não afeta o Fed de forma concreta”. Por um lado, a política do banco europeu fortaleceu o euro e enfraqueceu o dólar, “o que pode ser um apoio para a elevação de juros neste mês”, disse. “Mas a zona do euro é um grande parceiro comercial dos Estados Unidos e o Fed quer ver estabilidade nas condições financeiras dos mercados. Então, no todo, a decisão do BCE não muda muito a equação”, concluiu.

O Estado de S.Paulo – 04/12/2015

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Banco Central Europeu vai estender programa de estímulos até 2017

Após a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), o presidente da instituição, Mario Draghi, anunciou que as “compras de bônus mensais irão até março de 2017, ou além, se necessário”, referindo-se ao programa de relaxamento quantitativo do bloco. Antes, o programa de estímulos acabaria em setembro de 2016. O BCE também anunciou um corte na taxa de juros de depósitos de -0,20% para -0,30%.

O pacote de medidas anunciado hoje inclui o reinvestimento do principal dos títulos adquiridos por meio de seu programa de recompra de ativos conforme eles vençam, pelo tempo que for necessário.

Segundo a instituição, isso irá contribuir para a liquidez do mercado e para a “postura apropriada de política monetária”. Os detalhes técnicos sobre as transações, segundo o BCE, serão comunicados em seu devido tempo.

“Não excluímos o uso de outros instrumentos se decidirmos que é necessário”, declarou Draghi. “Podemos sempre ajustar nossas medidas de política monetária”, acrescentou.

Segundo o dirigente, a maior preocupação continua sendo a baixa inflação no bloco monetário. “Os indicadores econômicos recentes mostraram necessidade de mais estímulos para levar inflação à meta de quase 2%”, disse. Pressionado sobre a eficiência das medidas que vêm sendo tomadas, Draghi respondeu que o BCE está “fazendo mais porque isso funciona, não porque as medidas fracassaram”.

A autoridade monetária também decidiu incluir no programa bônus de governos regionais e alegou que o programa “fornece flexibilidade suficiente”. Draghi ainda afirmou que o BCE conduziu “uma avaliação ampla dos fatores que desaceleram a inflação” na zona do euro e disse esperar “que a recuperação econômica prossiga adiante”.

Para Draghi, os “baixos preços do petróleo devem dar suporte para as famílias e, assim, para o consumo”.

Projeções. Mario Draghi divulgou projeções atualizadas da instituição para o crescimento econômico e a inflação na zona do euro. O BCE prevê agora alta de 1,5% no Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro em 2015, acima do avanço de 1,4% calculado na previsão de setembro.

Para 2016, a previsão de avanço do PIB foi mantida em 1,7%. Já em relação a 2017 ela foi elevada, de 1,8% calculado em setembro para 1,9%.

A previsão para o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro foi mantida em 0,1% para 2015. Em 2016, o BCE prevê que o CPI fique em 1,0%, não mais em 1,1%, e em 2017 ele deve atingir 1,6%, não 1,7% como esperado em setembro.

O Estado de S.Paulo – 04/12/2015

Redação On dezembro - 4 - 2015
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