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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017






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Caterpillar fechará 2015 com produção 100% maior

A Caterpillar, fabricante de locomotivas instalada em Sete Lagoas (região Central), vai fechar este ano com o dobro da produção registrada em 2014. E para 2016 a empresa já tem encomendas para ocupar a fábrica de maneira “satisfatória”, mas abaixo do nível verificado neste exercício.

No entanto, o cenário no longo prazo não é dos mais promissores para a empresa, uma vez que a indústria ainda não tem pedidos para 2017, o que já deveria estar acontecendo devido ao longo ciclo de fabricação das máquinas.

As informações são do diretor-geral da Progress Rail Services (PRS) no Brasil, braço do setor ferroviário da Caterpillar, Carlos Roso. Segundo ele, as negociações e pedidos de novas locomotivas acontecem entre a empresa e, principalmente, a Valor da Logística Integrada (VLI), a Vale S/A e a América Latina Logística (ALL).

“Neste ano devemos dobrar a produção em relação a 2014. E para 2016 já temos encomendas que deixarão a fábrica ocupada, não em um nível tão alto e abaixo do de 2015. Mas que dá para operar. Para 2017, porém, o cenário é preocupante porque já era hora de estarem entrando novos pedidos e isso não está acontecendo”, disse Roso.

Concessões – Diante disso, a Caterpillar deposita suas expectativas na tentativa do governo federal de acelerar as negociações com as atuais concessionárias do setor ferroviário para renovar e estender os prazos dos contratos de concessão, com o objetivo de garantir investimentos para os próximos anos.

Em contrapartida, os aportes desses players na malha já existente podem chegar até R$ 16 bilhões.

As negociações estão concentradas basicamente na ALL, na MRS Logística e na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A primeira, por exemplo, que detém a maior malha ferroviária do País, anunciou, após a fusão com a Rumo Logística (do grupo Cosan), uma proposta de investimento que soma R$ 7,4 bilhões, sendo que R$ 4,6 bilhões estariam condicionados à extensão contratual das suas concessões.

“Renovar as concessões é fundamental porque isso vai garantir os investimentos em melhorias das ferrovias, como está previsto nos contratos”, afirmou o diretor da Caterpillar. Esses aportes, entre ampliação da capacidade de tráfego, novos pátios, redução de interferências urbanas, novos ramais e sinalização, também incluem a ampliação da frota, o que seria bom para os negócios da fabricante de locomotivas instalada em Sete Lagoas .

Sobre os investimentos da Caterpillar na planta da região Central do Estado, Roso disse que a empresa está “discutindo algumas coisas”, que segue players como a VLI, Vale e ALL de perto e que acompanha o mercado. “Para o cenário de hoje, já fizemos aportes mais que suficientes”, completou o diretor.

Vendas – Ao longo deste ano, a Caterpillar concretizou a venda de 113 locomotivas para a VLI. Entre as máquinas já entregues estão cinco modelos de bitola métrica de oito eixos, os primeiros deste tipo no Brasil. Anteriormente, dois protótipos já tinha sido entregues.

Conforme já informado, a planta de Sete Lagoas foi montada para atender a América do Sul e o Brasil, sendo que o País representa cerca de 80% desse mercado. Além do modelo de oito eixos, também saíam das linhas de montagem outros dois modelos de locomotivas, com 60% de conteúdo nacional.

O primeiro é uma máquina diesel-elétrica, de bitola larga e de corrente alternada com seis eixos. A outra é semelhante à primeira, mas com bitola métrica.

Porém, os novos modelos de oito eixos, de acordo com o diretor, devem ocupar a planta no próximo ano. Eles trazem um diferencial para a Caterpillar ganhar mercado, uma vez que consomem menos combustível e são capazes de reduzir em cerca de 50% a emissão de partículas em relação às máquinas mais antigas.

Além disso, duas locomotivas novas, como as negociadas com a VLI, são capazes de fazer o trabalho de três mais velhas, como as que comumente rodam atualmente nas ferrovias nacionais.

Fonte: Diário do Comércio

Redação On dezembro - 3 - 2015
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