Sindicato Nacional da Indústria de
Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos

Filiado a FIESP

Sbado, 18 de Novembro de 2017






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Emprego industrial e horas trabalhadas recuam em outubro

Pelo nono mês consecutivo, emprego e horas trabalhadas caíram na manufatura brasileira, de acordo com a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O nível de emprego diminuiu 0,9% em outubro frente a setembro e o de horas trabalhadas cedeu 0,7% no mesmo período, quando excluídos os efeitos sazonais. O emprego industrial é 7,7% menor do que o medido em outubro de 2014. Considerando os resultados do ano, a queda é de 5,6%.

O indicador de horas trabalhadas é 12,8% menor do que o observado em outubro de 2014. Na comparação dos dez primeiros meses de 2015 com o mesmo período de 2014, a redução é de 9,8%. O faturamento real não sustentou a recuperação de setembro e caiu 4% em outubro, no dado dessazonalizado. Ante outubro de 2014 o recuo foi de 15,3%. Considerando os resultados no acumulado do ano, o faturamento real da indústria de transformação caiu 7,8%.

Também houve uma redução de 1% na massa salarial real em outubro ante setembro, e queda de 9% ante o mesmo mês do ano passado. No balanço de 2015 até outubro, a massa salarial diminuiu 5,7%. Já o rendimento médio real teve ligeira alta (0,1%) ante setembro, mas foi 1,3% na comparação com o ano passado. O indicador de rendimento médio real do trabalhador da indústria de transformação se manteve inalterado entre janeiro e outubro de 2015 em relação ao mesmo período de 2014.

A pesquisa também mostrou que a ociosidade persiste. O uso da capacidade instalada em outubro foi de apenas 77,7% na série livre de efeitos sazonais.

No Estado de São Paulo, a atividade da indústria diminuiu 0,6% em outubro, na comparação com setembro, de acordo com o Indicador de Nível de Atividade (INA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No ano, o recuo é de 5,6% ante o mesmo período em 2014. Em 12 meses, chega a 5,7%. Os estoques seguem altos no setor, e as perspectivas de emprego e de demanda continuam deterioradas.

As incertezas que a turbulência política jogam sobre a área fiscal e, de resto, a economia, têm contribuído para deteriorar a confiança dos industriais, o que dificulta uma retomada do setor, diz a Fiesp, em nota. A Fiesp estima que a atividade da indústria paulista terá queda de 5,8% neste ano, após recuo de 6% em 2014.

A principal influência negativa no INA em outubro foi o total de vendas, que recuou 2,3% contra setembro. As horas trabalhadas na produção caíram 0,8%. O segmento de máquinas e equipamentos caiu 1,2% no mês, influenciado pelas horas trabalhadas e total de vendas reais, que recuaram 2% e 1,1%, respectivamente.

Valor Econômico – 02/12/2015

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“Todas as grandes montadoras têm dialogado e avaliado entrada no PPE, diz Rossetto”

PORTO ALEGRE – O ministro do Trabalho e Previdência, Miguel Rossetto, afirmou na manhã desta terça-feira, 1º de dezembro, que acredita em uma expansão expressiva do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), sustentada especialmente pela indústria de transformação. “Pela tradição de negociação e pelo perfil de sua mão-de-obra, este setor deverá puxar as adesões ao programa ainda em 2015 e também em 2016”, disse a jornalistas na capital gaúcha, onde apresentou um balanço do PPE a um grupo de empresários e sindicalistas.

De acordo com o ministro, o governo espera que, no ano que vem, a participação no PPE seja superior à de 2015. “A adesão vai ser maior, sim. Nós vamos expandir o programa, ao mesmo tempo em que trabalhamos para que a economia brasileira inicie uma recuperação importante com crescimento econômico”, falou, lembrando que o Ministério do Trabalho foi afetado pelo decreto de contingenciamento anunciado ontem pelo governo, mas que todos os grandes programas operados pela Pasta estão “rigorosamente” mantidos.

Perguntado sobre o cenário especialmente delicado vivido pelo setor automotivo com a queda da venda de veículos, Rossetto salientou que o PPE tem sido um grande instrumento para diferentes montadoras, como a Ford e a Mercedes. Segundo ele, todas as grandes montadoras com atuação no Brasil têm dialogado com o governo federal sobre o PPE. “Elas estão avaliando sua entrada ou não no programa”, revelou.

Ele lembrou o caso da GM, que, por enquanto, tem recorrido a outro instrumento, o lay-off (suspensão temporária de contratos) para evitar demissões. Nesta terça-feira, 825 trabalhadores da fábrica da GM em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, ingressaram em lay-off de cinco meses, o que ocasionou a suspensão do terceiro turno de produção.

“A GM tem nos procurado e são vários instrumentos que estão à disposição das empresas utilizarem. Lay-off é um deles e PPE é outro. Estamos estimulando o PPE porque achamos que tem uma qualidade melhor. Ele preserva o salário quase que integralmente do funcionário, preserva todos os vínculos trabalhistas e contribuições previdenciárias. Mas todos os instrumentos importantes”, falou.

O PPE é uma medida do governo federal que permite a redução da jornada de trabalho dos funcionários em até 30%, com diminuição salarial no mesmo nível. Metade da perda salarial, contudo, é compensada pelo governo, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Os números apresentados por Rossetto em Porto Alegre foram os mesmos divulgados na última sexta-feira em São Paulo. Até agora 37 empresas aderiram ao PPE, beneficiando um total de 32.664 trabalhadores. Outros 43 pedidos estão em análise e, se aceitos, beneficiarão mais 10.442 trabalhadores. Hoje, com o programa, o governo desembolsa, por mês, R$ 96,516 milhões. Levando em consideração os pedidos em análise, os gastos subiriam em R$ 25,280 milhões.

O ministro também voltou a dizer que, com a sanção do PPE, no último dia 19, pela presidente Dilma Rousseff, o governo pretende ampliar a divulgação da medida para que mais empresas conheçam as vantagens do instrumento. “Pelo caráter simplificado, ágil, ele tem potencial para preservar um volume importante de empregos no País”, disse. “Percebemos ainda uma ausência de informação sobre o programa. Vamos percorrer vários Estados dialogando diretamente com as centrais sindicais, com a representação empresarial.”

Fonte: Estadão Conteúdo

Redação On dezembro - 2 - 2015
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