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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017






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Brasil cogita impor sanções à Venezuela

Antes um aliado incondicional da Venezuela chavista, o Brasil cogita a aplicação de sanções ao país a depender do comportamento do governo de Nicolás Maduro em caso de uma derrota nas eleições parlamentares de 6 de novembro – algo que, ao que tudo indica, deve ocorrer.

O governo brasileiro está preocupado com a reação do chavismo que, em 16 anos de poder, jamais perdeu uma eleição nacional. Agora, no entanto, com o país em crise política e econômica, institutos de pesquisa com credibilidade no país dão cerca de 30 pontos de vantagem para a oposição, e Maduro tende a perder a maioria na Assembleia Nacional.

Em Brasília, foram vistas como “panfletárias” declarações sobre a Venezuela dadas por Maurício Macri, presidente eleito da Argentina. Durante a campanha e após a vitória, há duas semanas, ele propôs a aplicação da cláusula democrática do Mercosul contra a Venezuela, o que pode levar à suspensão do país do bloco regional. Mesmo assim, o Brasil quer assegurar que o resultado da eleição seja reconhecido.

“O Macri falou muito durante a campanha, vamos ver se depois da posse continua assim”, disse uma fonte do governo brasileiro. “De qualquer maneira, a depender da reação por lá [Venezuela], e se usarem de algum artifício para não reconhecer o resultado da eleição, é possível que seja aplicada, sim, a cláusula democrática.”

Dentre as preocupações em Brasília, está o possível uso pelo governo Maduro de leis habilitantes – um instrumento previso pela Constituição venezuelana para dar poderes especiais ao presidente, com autorização da AN – para enfraquecer o novo parlamento eleito. Ou a aplicação de estado de sítio ou outra lei de exceção após a votação, de maneira a deturpar o resultado expresso nas urnas.

“Seria uma bobagem, um tiro no pé bem dado, se eles [Venezuela] fizessem isso”, disse a fonte. “Porque não é só Unasul ou Mercosul. O mundo inteiro está olhando para a Venezuela agora.”

O assassinato de um opositor em evento de campanha esquentou o clima político na Venezuela e fez aumentar as pressões internacionais sobre o país às vésperas da eleição de 6 de dezembro. Luis Manuel Díaz, secretário-geral do partido Ação Democrática (AD) no Estado de Guárico, foi morto a tiros na última quarta-feira. A seu lado, estava Lilian Tintori, mulher do opositor Leopoldo López, preso e condenado a 11 anos de prisão por incitar a violência nos protestos de 2014 contra o governo.

A presença de Lilian só fez chamar a atenção internacional sobre o caso. No domingo anterior, ela posava para fotos ao lado de Macri, na festa da vitória do Argentino, em Buenos Aires.

Na sexta-feira, o Itamaraty soltou nota sobre a morte de Díaz, em tom inusualmente duro, embora haja a convicção em Brasília de que o assassinato não tenha partido de uma ordem direta de Caracas. “O governo brasileiro recorda que é da responsabilidade das autoridades venezuelanas zelar para que o processo eleitoral que culminará com as eleições no dia 6 de dezembro transcorra de forma limpa e pacífica, de modo a permitir que o povo venezuelano exerça com tranquilidade seu dever cívico e tenha plenamente respeitada sua vontade soberana”, disse a nota.

A presidente Dilma Rousseff também enviou carta para Maduro pedido lisura nas eleições, alegando que estas terão impacto não só dentro do país como em toda a região e em suas instituições.

Somadas, a nota do Itamaraty, a carta de Dilma e a admissão da possibilidade de aplicar sanções à Venezuela marcam um distanciamento entre Brasília e Caracas que já vinha ocorrendo ao longo dos últimos meses – com a maior repressão a opositores do governo chavista em meio à piora das condições econômicas venezuelanas.

Também reforçam o isolamento internacional da Venezuela chavista que, com a vitória do opositor Macri, não somente ganhou um inimigo, como perdeu seu principal aliado na região: o governo de Cristina Kirchner. O Equador de Rafael Correa, tido como um “bolivariano”, também vem gradualmente se afastando de Maduro, por considerar “indefensáveis” algumas medidas de repressão política adotada por seu governo.

Também um tradicional aliado dos chavistas, o governo uruguaio já disse admitir a aplicação de sanções sobre a Venezuela.

Criticado pelo antecessor Álvaro Uribe pela sua aproximação com a Venezuela, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, somou-se às críticas a Maduro. “O que aconteceu na Venezuela merece a condenação do mundo todo”, disse Santos na sexta-feira.

Maduro, por sua vez, atribuiu a morte a uma disputa entre “gangues” locais. E seu governo, agora criticado também por aliados, escolheu um alvo já costumeiro para atacar em resposta às críticas que recebeu: os Estados Unidos.

“Tentar ligar um assassinato entre gangues criminosas ao processo eleitoral venezuelano mostra desespero e má fé”, disse a chanceler Delcy Rodriguez, ao comentar uma nota dos EUA sobre a perseguição a opositores na Venezuela.

Valor Econômico – 30/11/2015

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Relação com Argentina só terá ganho no longo prazo

O compromisso do presidente argentino recém-eleito, Mauricio Macri, de pôr fim às duras barreiras protecionistas impostas por sua antecessora às importações e de voltar a abrir a economia do país pode beneficiar as exportações brasileiras, mas dificilmente no curto prazo. Especialistas ouvidos pelo Valor adiantam que 2016 terá peso mais desvalorizado e retração da economia argentina.

Já a disposição de Macri de reintroduzir o país no comércio global e de aproximar o Mercosul de outras alianças regionais deve pressionar o Brasil a promover mudanças em sua política de comércio exterior ou mesmo rediscutir as regras do bloco, sob o risco de o país perder espaço na pauta argentina.

Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a “Argentina é um mercado que tem de ser preservado. Depois dos Estados Unidos, é o segundo principal destino dos nossos manufaturados”, afirma.

Para Fabio Silveira, da GO Associados, há ainda o risco de a China continuar conquistando espaço na pauta argentina. O país se aproximou da ex-presidente Cristina Kirchner e ganhou importância como parceiro comercial nos últimos anos – se aproveitando em parte da deficiência de caixa do país para financiar suas importações. Para Castro, da AEB, uma abertura maior da economia teria, na contramão, potencial de “colocar um freio” no avanço chinês, à medida que a Argentina teria outras alternativas para recompor suas reservas.

De qualquer forma, a intenção de Macri de reintroduzir a Argentina no comércio global deve pressionar o Brasil a retomar as discussões de acordos hoje em compasso de espera, avalia Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria.

De um lado, a retomada da economia argentina pode ser um estímulo importante para a indústria brasileira, especialmente para segmentos como o automotivo, o químico e o calçadista. Sem um avanço das tratativas no Mercosul ou mesmo de uma rediscussão das regras do bloco, entretanto, e diante da disposição já sinalizada do novo presidente de se aproximar de outras alianças regionais, entre elas a gigante Parceria Transpacífico (TPP), a Argentina pode passar a competir com o Brasil pelo mercado internacional de grãos e outros produtos agropecuários.

O pedido “acertado” de suspensão da Venezuela do Mercosul, diz Castro, da AEB, mostra que “ou o Brasil se mexe ou vai ficar a reboque da Argentina”.

Para a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) Lia Valls, a renegociação do acordo automotivo, já que o vizinho é o principal mercado para as montadoras no exterior, pode ser bastante positiva para o Brasil no médio prazo. “Mas o importante é que a Argentina se recupere”, afirma a professora, destacando o efeito positivo que uma nova estabilidade macroeconômica no país teria sobre as exportações brasileiras.

Valor Econômico – 30/11/2015

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UE tem aval para negociar com Mercosul, mas trocas de ofertas ficará para 2016

De forma majoritária, com apenas três manifestações taxativamente contrárias, os ministros de Comércio da União Europeia (UE) deram sinal verde à continuidade das negociações para um acordo de livre comércio com o Mercosul. A troca de ofertas, no entanto, muito dificilmente ocorrerá até o fim de dezembro – como ainda apostava o governo brasileiro. Na melhor das hipóteses, ficará para janeiro de 2016, segundo fontes graduadas da UE.

O estágio atual das conversas, bem como as perspectivas de levar ou não adiante as negociações, foi avaliado na sexta-feira, em Bruxelas, pelos 28 ministros europeus de Comércio. As propostas de ambos os lados já estão prontas. No entanto, a UE reclama do baixo grau de liberalização da oferta preparada pelo Mercosul, que cobriria apenas 87% do comércio de lado a lado.

Liderado pela Espanha, um quarteto composto ainda por Portugal, Itália e Suécia vinha pressionando fortemente seus parceiros a dar um voto de confiança aos sul-americanos. O grupo argumenta que se pode discutir uma cobertura maior de produtos ao longo das negociações e acredita que congelar as perspectivas de um acordo UE-Mercosul, neste momento, causaria danos graves à relação estratégica entre os dois blocos.

Esse conjunto de países favoráveis conquistou apoios decisivos. Na semana passada, às vésperas da reunião, outros três membros da UE – Holanda, Dinamarca e República Tcheca – já haviam assinado carta em que seus governos pediam a Bruxelas mais flexibilidade com o Mercosul e recomendavam seguir adiante nas negociações.

Na reunião de sexta-feira, segundo dois altos funcionários da diplomacia europeia, o peso da Alemanha foi crucial. Até agora, a chanceler alemã Angela Merkel manifestava compromisso com o acordo UE-Mercosul em suas declarações públicas, mas essa postura não se refletia nas equipes técnicas de Berlim.

A Alemanha vinha criticando o nível reduzido de ambição da proposta sul-americana. Em um ofício circular, o Reino Unido também havia descrito como “decepcionante” o esforço de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Com uma posição mais flexível, na sexta-feira, os dois pesos-pesados deixaram clara sua preferência por uma troca de ofertas e juntaram-se ao grupo que pressionava a comissária de Comércio da União Europeia, Cecilia Malmström.

Apenas três países se opuseram à continuidade das negociações ou fizeram exigências que tinham, na visão das autoridades ouvidas pelo Valor, o objetivo prático de interromper as tratativas já iniciadas. França, Irlanda e Hungria manifestaram preocupação com o impacto de um eventual acordo para seus produtores agrícolas.

O governo húngaro alegou ainda que sua Constituição impede a entrada de alimentos geneticamente modificados no país e isso inviabiliza um tratado de livre comércio com o Mercosul. Polônia, Eslovênia e Lituânia fizeram demonstrações de concordância com o trio, mas sem pronunciar-se de forma taxativa.

Malmström esclareceu aos ministros que não buscava ainda uma posição definitiva no encontro, mas que se tratava de uma “consulta” aos países da UE sobre levar adiante ou não as discussões. “Como o apoio foi massivo, está claro que haverá troca de ofertas, apesar de algumas resistências”, disse ao Valor, pedindo para não ser identificado, o ministro de Comércio de um dos países.

Conforme disse a comissária europeia aos membros da UE, ela se encarregará de conversar com auxiliares do presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, para ver se o país estaria disposto a melhorar um pouco a oferta inicial do Mercosul. Por isso, o processo até o início efetivo das negociações deve se arrastar um pouco mais e ultrapassar as expectativas do Brasil, que queria uma troca de propostas até o fim de dezembro.

Como as equipes europeias também estão fortemente envolvidas com a Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), que ocorre no Quênia em dezembro, ninguém trabalha com a perspectiva de intercâmbio de propostas antes de janeiro de 2016 – podendo até ficar para outro momento do primeiro trimestre.

O importante, na visão dos defensores do acordo, é que um passo importante foi dado com uma barreira de contenção aos desejos de parte dos sócios da UE de matar precocemente as negociações. O próprio grupo favorável ao tratado com o Mercosul sabe, no entanto, que isso é o suficiente apenas para um pontapé inicial nas conversas e que muito dificilmente haverá desfecho positivo sem uma melhoria substancial da disposição sul-americano em abrir seus mercados aos produtos europeus.

Apesar de não terem conhecimento dos detalhes da proposta do Mercosul, os negociadores da UE temem que a eliminação total de tarifas de um número relevante de produtos demore 15 ou 20 anos, por causa das pressões protecionistas da Argentina. Esse longo período de “desgravação tarifária” pelo Mercosul, segundo representantes europeus, foi um dos entraves da última vez que os dois blocos estiveram perto de fechar um acordo, em 2004.

Valor Econômico – 30/11/2015

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Corte de juro pelo BCE pode ser insuficiente

O Banco Central Europeu (BCE) corre o risco de ficar um passo atrás do mercado, mesmo se diminuir sua taxa de depósito na reunião desta semana.

Um corte de dez pontos-base na taxa de -0,2%, que serve de piso para o plano de compra de bônus do BCE, disponibilizaria imediatamente mais US$ 373 bilhões em títulos para o programa. Mas a história mostra que essa quantidade poderia evaporar rapidamente.

A instituição já está vendo uma prévia da reação provável. Cerca de US$ 453 bilhões de títulos que são elegíveis por seu vencimento caíram abaixo de -0,3% desde a última reunião da instituição, segundo o índice Bloomberg Eurozone Sovereign Bond.

Com a eficácia das medidas de política econômica do banco central em jogo, o BCE poderia se ver em um círculo vicioso de ter que cortar constantemente as taxas para liberar mais títulos, só para investidores de bônus continuarem empurrando os “yields” (retornos) ainda mais para baixo.

“O benefício de mais cortes da taxa de depósito sobre a disponibilidade de bônus será temporário na melhor das hipóteses”, disse Richard McGuire, diretor de estratégia de taxas do Rabobank International em Londres. “O BCE corre o risco de correr para alcançar isso e não conseguir comprar nenhum título na linha da frente das curvas do núcleo do mercado.” Provavelmente faça mais sentido que o BCE abandone o piso da taxa de depósito, afirma McGuire.

Os “yields” em toda a região caíram e bateram recordes na semana passada. Bônus com vencimentos até 2020 agora rendem menos que a taxa de depósito. Os títulos foram impulsionados pela intensificação da especulação de que o BCE prolongará o estímulo no mês que vem para impedir que a inflação muito baixa se consolide.

O yield do título alemão com prazo de cinco anos caiu abaixo de -0,2% pela primeira vez na sexta-feira. Já a taxa das notas de dois anos da Alemanha caiu para -0,429%, e a da França recuou a -0,343%, recordes históricos em ambos os casos.

Um corte de dez pontos-base na taxa de depósitos da zona do euro está completamente precificado, segundo dados do mercado futuro compilados pela Bloomberg – e alguns bancos como o Rabobank International e o DZ Bank AG preveem um movimento maior. O BCE também poderia estender ou expandir seu programa de compra de ativos (“QE”).

Como é provável que tais medidas enfraqueçam o euro, alguns bancos centrais, como o da Suíça e o da Dinamarca, poderiam aumentar suas intervenções comprando os principais bônus a fim de minimizar o efeito sobre suas próprias moedas, segundo o Commerzbank. Os últimos dados da agência de dívida soberana da Alemanha mostraram que os bancos centrais compraram € 51,6 bilhões mais de títulos do país do que eles venderam no primeiro semestre de 2015, uma alta de 31% em relação ao ano anterior.

O BCE começou a comprar títulos de governos em março com a recuperação anêmica da região atrasada em relação ao restante do mundo desenvolvido. Quando os detalhes do plano foram revelados naquele mês, o que incluiu o uso da taxa de depósitos como piso, os yields das notas alemãs com vencimento em dois anos caíram para abaixo de -0,2% e logo foram acompanhados pelos títulos de Áustria, Bélgica, França, Finlândia e Holanda.

Embora os primeiros oito meses de QE não tenham criado nenhuma perturbação importante no mercado, as preocupações de que os bônus elegíveis se tornarão escassos estão ressurgindo.

“Alguns sugerem que uma redução da taxa de depósito poderia aliviar a escassez, com a quantidade de papéis elegíveis acima dela aumentando, porém suspeitamos que possa ser ao contrário”, diz Christoph Rieger, diretor de estratégia de renda fixa do Commerzbank em Frankfurt. “À medida que os cortes na taxa persistirem, uma grande parte das notas alemãs continuará operando abaixo de qualquer taxa nova de depósitos.”

Valor Econômico – 30/11/2015

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Redação On novembro - 30 - 2015
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